Apesar de parte da mídia continuar protegendo, já apareceu o nome dos pais do pequeno delinquente do jet ski assombrado: É O CABRAL DO POSTO DE GASOLINA MAIS BACANA DE MOGI; QUE É O EMINÊNCIA PARDA DA CHEFIA DA POLICIA CIVIL…QUE COMANDA ALGUNS DELEGADOS BANDIDOS 38

23/02/2012

Jet ski era para jovem, diz testemunha

Josmar Jozino do Agora

Uma turista viu o caseiro do dono do jet ski usado por um adolescente de 14 anos, apontado como responsável pelo acidente que causou a morte da menina Grazielly Lames, 3 anos, levar o equipamento para o mar para o jovem e um amigo dele usá-lo. O acidente aconteceu no último sábado, na praia de Guaratuba, em Bertioga (103 km de São Paulo).

O delegado Marcelo Rodrigues, da delegacia de Bertioga, disse que a turista o procurou para contar o que sabe sobre o episódio. Segundo ele, até agora, a mulher é a única testemunha que confirmou ter visto os jovens antes do acidente. Rodrigues deve ouvi-la formalmente nos próximos dias.

Maurimar Bosco Chiasso, advogado do comerciante Marciano Assis Cabral, 59 anos, pai do jovem de 14 anos, disse que o menor pegou o jet ski sem autorização, ligou o equipamento sem querer, mas não o pilotou.

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Apesar de parte da mídia continuar protegendo, já apareceu o nome dos pais do pequeno delinquente do jet ski assombrado.

Grazielly Almeida Lames foi atingida pelo jet ski quando saía do mar com a mãe e um tio. Após o acidente, o jovem, de 14 anos, fugiu. Os pais do menor, os empresários Marciano Assis Cabral e Maria Adriana Cipoleta, têm que comparecer na delegacia. Além deles, o empresário Luiz Augusto Cardoso, proprietário do jet-ski, também será ouvido hoje.
Pois bem, o sujeito tem a ficha um pouco suja e é bem amigo da polícia.

NINHO TUCANO EM BERTIOGA

Processo nº 1535-6/000000-000 – controle 2011/2011 CARTA PRECATÓRIA- J.P. X ALEX ARRUDA VILAS BOAS e ots.- R.Despacho: Vistos: Para oitiva das testemunhas da acusação e da defesa (fl. 01) designo o dia 10 DE NOVEMBRO DE 2011, ÁS 15:00 HORAS.Requisite-se o réu Alex Smokou e intime-se o corréu Marciano Assis Cabral.Requisitem-se as testemunhas Eduardo Peretti Guimarães, Fabio Moriconi Garcia e Marcos Batalha, intimando-se a testemunha de defesa Carlos Eduardo Bastos Faberge. Intimem-se os defensores apontados e, sem prejuízo, oficie-se à Defensoria Pública para nomeação de um ADVOGADO para o ato e, com a indicação, intime-se.Comunique-se o Juízo deprecante.Cumpra-se, cientificando-se o Ministério Público.Mogi das Cruzes, data supra.LEANDRO DE PAULA MARTINS CONSTAN-JUIZ DE DIREITO -ADVS. DRS.
EDUARDO MONTENEGRO SILVA-OAB/SP. 230.288- >DR. MAURIMAR BOSCO CHIASSO-OAB/SP. 40369

PCC (Primeiro Comando da Capital) tem forte influência nas torcidas organizadas de Corinthians, Palmeiras e São Paulo 17

Polícia investiga suposta ligação de PCC com Gaviões da Fiel

Perrone

O tumulto na apuração do desfile das escolas de samba paulistanas vai servir também para a polícia investigar uma suposta ligação do crime organizado com a Gaviões da Fiel. Há tempos, promotores e delegados ouvem relatos informais de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) tem forte influência nas torcidas organizadas de Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Até agora nenhuma investigação profunda foi feita nesse sentido. Algumas autoridades tratam a informação como lenda. Porém, o blog apurou que, a partir do episódio no sambódromo, a polícia civil tem uma estratégia, não revelada, para investigar se o PCC possui vínculos com a  Gaviões da Fiel.

Oficialmente, a polícia trata o assunto com cautela. “É cedo para falar que há forte suspeita de envolvimento do PCC com a torcida, mas não descarto nenhuma possibilidade”, diz o delegado Osvaldo Nico, um dos responsáveis pelo caso.

O ponto de partida da investigação é identificar os três homens que aparecem num vídeo da Rede TV! iniciando incêndio em carro alegórico no Anhembi. A partir deles, a polícia poderá encontrar caminhos que levem ao crime organizado. Para localizar o trio, os policiais vão interrogar outros membros da organizada. Eles devem ser chamados para depor a partir da próxima segunda.

Bom exemplo! 48

Daniela Mercury faz chamado para que a Polícia Militar passe a respeitar o povo brasileiro 35

 

Enviado em 22/02/2012 as 23:42 – tira querendo trabalhar

“Bebeu água? Não! Tá com sede? Tôõõõ! – Olha, olha, olha….água mineral, água mineral….de “Pega aqui Oh!” ,Ilha das Bananas à Cilibrina do Éden, realmente como formadores de opniõe$ sinto orgulho do belo legado cultural que me deixam. Belas opniõe$ serviçais…..

Ó MÃE, Ó! PODE! Joga pedra na geni!

Como sempre a polícia brasileira vai levar a conta pra casa!!! Que pena que as pingas tomadas, de uma pequena parcela, estão sendo vistas……

Acompanhem e tire suas conclusões:

http://abordagempolicial.com/2012/02/daniela-mercury-critica-policia-militar/

 

João Alkimin: Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, e as duas jamais se misturam 35

Uma coisa, o Delegado Roberto Conde Guerra embora não seja ladrão ou corrupto, foi demitido por haver repercutido uma notícia da Rede Globo.
O Delegado Frederico foi demitido por haver tirado das ruas um Juiz bêbado.
O Delegado Carlos Andrade foi demitido, embora seu processo crime não sequer inciado.
Outra coisa, o Promotor Rogério Leão Zagalo disse em uma cota ministerial que infelizmente o policial tinha mirado mal e matado somente um dos roubadores.
Dias atrás a Procuradora de Justiça Nagib Eluf disse em um programa do canal a cabo globo news quando era entrevistada juntamente com o Jornalista Walmir Salaro que no caso Lindemberg Alves faltou um especialista na negociação, pois a Polícia deveria tê-lo matado logo no início.
Por óbvio que a Polícia tem a obrigação de agir com dureza quando achar necessário, mas o que me causa estranheza é que se um Delegado de Polícia ou qualquer Policial Civil houvesse dito a mesma coisa com certeza já estaria sendo sindicado. Por isso digo que o tratamento dado aos Policiais Civis difere radicalmente do dado aos Promotores e até Policiais Militares.
De quem é a culpa pela morte de Eloá? Lógico quem a matou foi Lindemberg, mas ninguém até agora falou da incompetência da Polícia Militar durante as negociações. Não sou especialista, nem pretendo ser em Segurança Pública ou em negociação de sequestro com reféns mas quem tiver olhos para ver que veja e reveja tudo que aconteceu.
A imprensa praticamente conduzindo as negociações, a Polícia Militar permitindo entrevistas para rádios e televisões ao vivo. O sequestrador acompanhando ao vivo e em temo real pois foi televisionado todo atividade policial durante o cerco.
A Polícia Militar indo buscar a menor Nayara e a entregando de volta ao sequestrador. Ora senhores, isso é o exemplo da mais pura irresponsabilidade e incompetência profissional. Será que o comandante da operação permitiria que um filho seu retornasse ao cativeiro depois de ter sido liberado? – Por óbvio que não.
A que se indagar ainda e vou continuar sempre batendo na mesma tecla, porque as negociações quando existem reféns não são conduzidas pela Polícia Civil, pois ao que me parece existe inclusive uma resolução da Secretária da Segurança Pública regulamentando isso. Também a que se indagar o porque do desmantelamento do GER, essa unidade ainda existe?
E se existe, porque não é usada? Se não existe mais, quem e porque a desmantelou?
Continua em curso a desmoralização da instituição Polícia Civil!!!Gostaria de saber os motivos.
Mas vejo que hoje a Polícia Civil é dirigida e conduzida por ex-Policiais Militares, pois o Secretário da Segurança Pública foi oficial da PM. O diretor geral da corregedoria Delegado Délio Montresor também foi oficial da PM e parece-me que o homem tira a farda, mais a farda não sai do homem.
As duas Policias tem funções constitucionais absolutamente definidas, mas parece que hoje quem patrulha as ruas e também investiga é a Polícia Militar, pois antigamente o P2 investigava apenas desvios de conduta de Policiais Militares e hoje afirmo “faz todos os tipos de investigação que são de competência única e exclusiva da Polícia Civil”. Até quando se continuara violando a Constituição?
Já disse e repito que nada tenho contra a instituição Polícia Militar, mas a mesma deve se limitar a cumprir seu papel constitucional de policiamento ostensivo e repressivo e a Polícia Civil deve ter de imediato a coragem por seus Cardeais de assumir seu papel de Polícia Judiciária.
Sou velho o suficiente para lembrar-me que na primeira eleição para o governo do estado em que concorreu Mário Covas a Polícia Civil distribuiu inúmeros adesivos para automóveis com os seguintes dizeres: ” Os Delegados de Polícia advertem o PMDB faz mal a saúde, educação e segurança pública”, bons tempos em que policiais tinham possibilidade de vir a público e dizer oque pensavam sem medo de represálias.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.comRÁDIO

http://www.vejosaojose.com.br/joaoalkimin.htm

Pequeno traficante não vai mais para prisão 52

Nova resolução suspende trecho da lei que proibia trocar cadeia por pena alternativa

Rodrigo Burgarelli, de O Estado de S. Paulo

Uma resolução do Senado publicada nesta semana abriu brecha para que pequenos traficantes possam cumprir penas alternativas, em vez de ficar na prisão. O ato suspendeu um trecho da legislação de entorpecentes que proibia a conversão do cumprimento de pena na cadeia nos casos de tráfico de drogas em punições mais leves, como a prestação de serviços comunitários. A decisão foi tomada a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que essa proibição da troca de penas era inconstitucional.

Aprovada em 2006 pelo Congresso e envolta em polêmicas discussões, a lei de entorpecentes ficou famosa por endurecer as punições a traficantes – a pena mínima para o tráfico subiu de 3 para 5 anos, por exemplo – enquanto abrandava as penas voltadas aos usuários de drogas.

O objetivo era combater o tráfico e, ao mesmo tempo, focar na recuperação do usuário. A nova resolução, porém, relativiza essas diferenças, permitindo que pequenos traficantes que sejam réus primários com bons antecedentes e não tenham vínculos comprovados com organizações criminosas também possam prestar serviços comunitários, de acordo com o julgamento de cada caso.

O STF já havia decidido em alguns casos que penas alternativas poderiam ser aplicadas aos traficantes – o entendimento é de que a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, ratificada pelo Brasil em 1991, é de hierarquia superior à lei e permite a adoção de sanções mais brandas. Agora que a resolução do Senado foi editada, todos os juízes estão obrigados a seguir esse entendimento – o que causou polêmica entre juristas, advogados e magistrados. “Isso é um desserviço ao combate ao tráfico. Estamos vivendo uma situação muito difícil, porque as penas restritivas de direitos são extremamente benevolentes”, afirma o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo José Damião Cogan.

Segundo ele, a possibilidade de reduzir a pena de traficantes não é necessariamente ruim, mas deve ser usada com “parcimônia”. “Conheço dois ou três juízes que aplicam penas mínimas sempre, não só em casos excepcionais. Vedar as penas restritivas foi longe demais. Acho que, do jeito que as coisas estão crescendo no Brasil, com droga a gente não pode brincar.”

Liberais. Advogados e juristas que defendem a diminuição das prisões por causa de crimes mais leves, por outro lado, são favoráveis à mudança. “Defendo plenamente a conversão da pena em casos específicos. Quando são pequenas quantidades de drogas e não se trata de um traficante conhecido ou que tenha tido condenações reiteradas, a pena alternativa de prestar serviços à comunidade acaba sendo mais útil tanto ao próprio condenado quanto à sociedade”, rebate o advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.

Para ele, a pena de prisão deve ser exclusiva para quem causa graves riscos à sociedade. “A prisão pode ser uma escola do crime para pequenos traficantes sem antecedentes.”

Mudanças no código penal pode beneficiar Lindemberg Alves 11

Em caso de grandes coberturas pela mídia, condenado terá a pena reduzida automaticamente em 1/6. As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda a sábado no Jornal da Band, às 19h20. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no canal da Band aqui no Youtube.

Reportagem de Sandro Barboza
Imagens de Josenildo Tavares, Clélio Diniz, João Ricardo, Antônio Barbosa e arquivo Band
Edição de Juliana Maciel

Por presidência, Gobbi cogita até largar a carreira de delegado 37

A crítica mais recorrente a Mario Gobbi, candidato da situação à presidência do Corinthians, é sobre sua falta de tempo para se dedicar ao clube. Afinal, é delegado da Polícia Civil de São Paulo.
“Já estou de licença”, respondeu Gobbi, que recebeu a Folha em seu gabinete no Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). “Tirei todas as licenças e férias a que tenho direito, até maio de 2013.”
Neste prazo, o mandato do próximo presidente estará perto da metade. “Depois, tenho outras alternativas, que vou analisar, posso até me aposentar”, declarou.
Gobbi em nenhum momento tenta esconder –ao contrário, expõe ao máximo– que pretende continuar o trabalho de Andres Sanchez. “É claro, ele é o grande líder”, diz. O slogan da campanha é “deixa continuar”.
Todo o material promocional da candidatura é recheado de fotos de Andres.
Gobbi não vê problemas no fato de a dívida do clube ter quase dobrado na gestão atual. “O patrimônio cresceu e hoje nós arrecadamos mais do que gastamos, isso é o mais importante”, diz.
No período em que foi diretor de futebol, Mario Gobbi se notabilizou por frases polêmicas, como “torcedor tem que entender que futebol é business”, usada para justificar a venda de Douglas, André Santos e Cristian em 2009.
Na campanha, adotou tom mais contido. “Não posso dizer [qual será] meu primeiro ato se assumir porque não ganhei. Seria desrespeitoso com o eleitor e o meu adversário.”
Ao contrário de seu opositor, defende que o clube mantenha a proibição da reeleição. “É preciso ter alternância de poder.” (MF)
Folha Online

A polícia indefesa 24

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012

DEFENDEM-SE DROGADO, BANDIDO, CRIMINOSO. É HORA DE CUIDARMOS DA NOSSA POLÍCIA!

segunda-feira a Folha de S. Paulo

filsófo Luiz Felipe Pondé

A polícia indefesa

Qual o “produto” da polícia? Liberdade dentro da lei, segurança, enfim, a civilização

A POLÍCIA é uma das classes que sofrem maior injustiça por parte da sociedade. Lançamos sobre ela a suspeita de ser um parente próximo dos bandidos. Isso é tão errado quanto julgar negros inferiores pela cor ou gays doentes pela sua orientação sexual. Não, não estou negando todo tipo de mazela que afeta a polícia nem fazendo apologia da repressão como pensará o caro inteligentinho de plantão. Aliás, proponho que hoje ele vá brincar no parque, leve preferivelmente um livro do fanático Foucault para a caixa de areia. Partilho do mal-estar típico quando na presença de policiais devido ao monopólio legítimo da violência que eles possuem. Um sentimento de opressão marca nossa relação com a polícia. Mas aqui devemos ir além do senso comum. Acompanhamos a agonia da Bahia e sua greve da Polícia Militar, que corre o risco de se alastrar por outros Estados. Sem dúvida, o governador da Bahia tem razão ao dizer que a liderança do movimento se excedeu. A polícia não pode agir dessa forma (fazer reféns, fechar o centro administrativo). A lei diz que a PM é serviço público militar e, por isso, não pode fazer greve. O que está corretíssimo. Mas não vejo ninguém da “inteligência” ou dos setores organizados da sociedade civil se perguntar por que se reclama tanto dos maus salários dos professores (o que também é verdade) e não se reclama da mesma forma veemente dos maus salários da polícia. É como se tacitamente considerássemos a polícia menos “cidadã” do que nós outros. Quando tem algum problema como esse da greve na Bahia, fala-se “mas o problema é que a polícia ganha mal”, mas não vejo nenhum movimento de “repúdio” ao descaso com o qual se trata a classe policial entre nós. Sempre tem alguém para defender drogados, bandidos e invasores da terra alheia, mas não aparece ninguém (nem os artistas da Bahia tampouco) para defender a polícia dos maus-tratos que recebe da sociedade. A polícia é uma função tão nobre quanto médico e professor. Policial tem mulher, marido, filho, adoece como você e eu. Não há sociedade civilizada sem a polícia. Ela guarda o sono, mantém a liberdade, assegura a Justiça dentro da lei, sustenta a democracia. Ignorante é todo aquele que pensa que a polícia seja inimiga da democracia. Na realidade, ela pode ser mais amiga da democracia do que muita gente que diz amar a democracia, mas adora uma quebradeira e uma violência demagógica. Sei bem que os inteligentinhos que não foram brincar no parque (são uns desobedientes) vão dizer que estou fazendo uma imagem idealizada da polícia. Não estou. Estou apenas dando uma explicação da função social da polícia na manutenção da democracia e da civilização. Pena que as ciências humanas não se ocupem da polícia como objeto do “bem”. Pelo contrário, reafirmam a ignorância e o preconceito que temos contra os policiais relacionando-a apenas com “aparelhos repressivos” e não com “aparelhos constitutivos” do convívio civilizado socialmente sustentável. Há sim corrupção, mas a corrupção, além de ser um dado da natureza humana, é também fruto dos maus salários e do descaso social com relação à polícia, além da proximidade física e psicológica com o crime. Se a polícia se corrompe (privatiza sua função de manutenção da ordem via “caixinhas”) e professores, não, não é porque professores são incorruptíveis, mas simplesmente porque o “produto” que a polícia entrega para a sociedade é mais concretamente e imediatamente urgente do que a educação. Com isso não estou dizendo que a educação, minha área primeira de atuação, não seja urgente, mas a falta dela demora mais a ser sentida do que a da polícia, daí “paga-se caixinha para o policial”, do contrário roubam sua padaria, sua loja, sua casa, sua escola, seu filho, sua mulher, sua vida. Qual o “produto” da polícia? De novo: liberdade dentro da lei, segurança, a possibilidade de você andar na rua, trabalhar, ir ao cinema, jantar fora, dormir, não ser morto, viver em democracia, enfim, a civilização. Defendem-se drogado, bandido, criminoso. É hora de cuidarmos da nossa polícia.

ponde.folha@uol.com.br

Um Delegado de Polícia foi eleito presidente do Corinthians 41

 Mário Gobbi é novo presidente do Corinthians

Delegado derrotou Paulo Garcia em eleição e ficará à frente do clube no triênio 2012/13/14

11 de fevereiro de 2012 | 18h 31
Vitor Marques e Wagner Vilaron – Agência Estado

SÃO PAULO – Candidato da situação, Mário Gobbi confirmou o favoritismo e foi eleito neste sábado o novo presidente do Corinthians. Com o apoio decisivo de Andrés Sanchez, ele ganhou a eleição com facilidade, conseguindo enorme vantagem sobre o oposicionista Paulo Garcia. Assim, comandará o clube nos próximos três anos.

Filipe Araujo/AE
Com eleição de Gobbi, pouca coisa mudará no Corinthians

Delegado da Polícia Civil, Mário Gobbi Filho tem 50 anos e foi diretor de futebol em grande parte da administração de Andrés Sanchez, que comandava o clube desde a saída de Alberto Dualib em 2007. Assim, a plataforma de campanha do novo presidente do Corinthians foi a continuidade do trabalho que vinha sendo feito, com ênfase para a construção do futuro estádio em Itaquera, o CT Joaquim Grava, o novo estatuto e, claro, o título de campeão brasileiro de 2011.

Com a eleição de Mário Gobbi, pouca coisa mudará no Corinthians. A maior parte dos diretores vai continuar no cargo, entre eles Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing e um dos principais articuladores da construção do Itaquerão. O novo presidente, inclusive, terá a honra de inaugurar o estádio em 2013.

Dos cerca de 11 mil sócios do clube que estavam aptos a votar, apenas 3.300 participaram da eleição neste sábado, quando as urnas ficaram abertas das 9 às 17 horas no ginásio do Parque São Jorge. Apesar da campanha ostensiva dos dois candidatos, o clima foi de tranquilidade durante todo o dia, sem maiores confusões.

Na apuração, o ginásio ficou dividido entre simpatizantes dos dois candidatos. Mas a vitória de Mário Gobbi ficou clara logo nas primeiras urnas, tamanha sua vantagem sobre Paulo Garcia. Assim, o grupo liderado por Andrés Sanchez, o grande cabo eleitoral da vitória, pôde comemorar a permanência no poder.

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O eleitor corintiano preferiu Gobbi ao empresário Paulo Garcia,  nada mais nada menos que dono da rede de lojas Kalunga.

É a voz do povo!

Mais uma para ficar na história 23

Em 15 anos de greves de policiais, ainda não entendemos que são um fenômeno social, diz especialista

Domingo, 11 de Fevereiro de 2012, 17h04

Christian Carvalho Cruz, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff disse que ficou “estarrecida”. O governador Jaques Wagner, que não negociaria nem anistiaria “bandido”. Os grevistas, misturando ameaça com galhofa, que “ôôô, o Carnaval acabou”. Os analistas, que greve de policial é “motim”. E as manchetes, que 148 pessoas foram assassinadas na Bahia durante a paralisação (o dobro do mesmo período em 2011) e que o movimento se espraiara para o Rio de Janeiro.

No meio de tantas aspas, as do sociólogo José Vicente Tavares dos Santos são menos inflamadas mas não menos contundentes. Doutor pela Université de Paris X e professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele estuda greves no sistema de segurança pública do País desde 1997. Diz que o Brasil perdeu a chance de discutir suas polícias na Constituinte de 1988 e agora paga o preço de uma crise organizacional que chega ao cúmulo de as academias ensinarem cadetes a dobrarem o lençol em vez de mediar conflitos.

Segundo Santos, faz 15 anos que as greves de agentes de segurança pública se repetem – e vão continuar se repetindo. “Pela abrangência e pela constância das paralisações, estamos diante de um fenômeno social. E o que podemos tirar de bom dessa crise é a oportunidade de retomar um debate tão crucial da vida brasileira. Afinal, queremos ter um serviço policial ou uma força policial?” A seguir, suas ideias.

Alguns analistas consideram a Polícia Militar um resquício da ditadura sem lugar numa sociedade democrática. Qual a sua opinião?

O golpe de 1964 abortou um processo que encaminhava as polícias brasileiras para serem órgãos de defesa da ordem pública e do cidadão. Nos anos 50, por exemplo, havia um batalhão no Rio de Janeiro chamado Cosme e Damião – no Rio Grande do Sul o nome era batalhão Pedro e Paulo -, cujos policiais andavam em dupla e tinham todas as funções que os ingleses depois batizaram de polícia comunitária. Mas em 1967 uma lei da ditadura transformou as polícias militares em órgãos auxiliares das Forças Armadas e militarizou o ensino policial. A PM precisa se adequar ao trabalho em uma sociedade democrática.

Quais os caminhos para isso?

O ensino policial é fundamental. Militarismo excessivo, com seus regulamentos disciplinares e rigidez hierárquica, não faz mais sentido. Há academias de polícia em que os alunos são obrigados a arrumar o lençol da cama em forma de estrela num dia, de lua no outro e assim por diante, sob o risco de serem punidos se errarem. O que isso tem a ver com o ofício de policial? Também faltam noções de direitos humanos, de investigação criminal, algo básico mas incrivelmente precário no Brasil. E mediação de conflito. No mundo todo, 70% das ocorrências atendidas pela polícia são conflitos ainda não criminais. Dependendo da abordagem, esse tipo de ocorrência pode se transformar em crime, às vezes com a participação direta do policial. É evidente que temos mais a ganhar ensinando policiais a mediar conflitos do que a arrumar o lençol. Policial deve ser educado, e não adestrado, para executar suas funções. Falo de algo sério, pois estamos desperdiçando recursos humanos e financeiros. Esse é apenas um dos aspectos da crise organizacional das polícias brasileiras.

A questão salarial é outro?

Obviamente. Eu sou a favor de um piso nacional, mas precisamos discutir o valor. A PEC 300 (Proposta de Emenda à Constituição) toma como padrão o salário no Distrito Federal. Mas ali os salários são pagos pelo governo federal. O debate deve levar em conta a sustentabilidade dos Estados. Recursos há, afinal eles não faltam para construir estádios de futebol de bilhões de reais. Outro aspecto, ligado a este, são as condições de trabalho do policial, seja militar, civil, federal, bombeiro, não importa. Nas polícias civis os turnos são de 24 horas por 72 de descanso. Ora, ninguém se mantém atento por 24 horas sem dormir. Isso é um absurdo. Há relatos de turnos de 24 horas em pé. E isso é inumano. Algo mais básico: são raras as policiais que têm coletes à prova de bala adequados à anatomia feminina; nem todas as polícias oferecem seguro de vida aos seus agentes. Enfim, são profissionais fundamentais para a sociedade que não têm o devido reconhecimento por parte dessa mesma sociedade e dos governos. As greves refletem essa insatisfação.

Greve de profissionais autorizados a trabalhar armados é motim ou instrumento político?

Em 2012 completamos 15 anos de greves de policiais no Brasil. Elas abrangeram todas as categorias e nenhum Estado passou incólume. Foram 150 greves organizadas por policiais civis, 34 por policiais militares (incluindo bombeiros), 18 por policiais federais, 22 por guardas civis e 60 por agentes penitenciários. Nesse período somente Amapá e Amazonas tiveram uma greve cada. Na Bahia foram 14. Em São Paulo, 17. Pela abrangência e pela constância, estamos claramente diante de um fenômeno social. Há enorme dificuldade do poder público e da imprensa de reconhecer a legitimidade dessas mobilizações como luta social de uma categoria por melhores condições de vida. Essas greves mostram que as pessoas estão se sentindo desrespeitadas nos seus direitos de cidadãos e trabalhadores.

Mas na Bahia líderes grevistas incentivaram atos de vandalismo e suspeita-se que policiais encapuzados tenham invadido ônibus. Não houve excessos?

Claro que houve. Inclusive os trabalhadores devem reconhecer que fazem parte de um processo político. Sua legitimidade depende disso. Alguns métodos adotados na Bahia passaram longe da política. Por outro lado, é inútil discutir se tal partido apoiou a greve quando era de oposição e agora é contra porque está no governo. Ou se tal liderança grevista é filiada a esse ou àquele partido. É inútil porque partido brasileiro nenhum tem uma agenda de segurança pública. O máximo que conseguem fazer é apelar ao discurso repressivo de “mais polícia na rua” em época eleitoral. Trata-se de um vácuo que remonta à Constituinte de 1988. Na ocasião as forças democráticas de esquerda já não tinham propostas de segurança pública a não ser a condenação da violação aos direitos humanos praticada pelas polícias. Agora que as greves de policiais estão aí é preciso reconhecer nelas uma forma de luta social como tantas outras. Negar esse fato valendo-se de palavras como “motim”, ou tentando partidarizar a questão, é um desserviço à democracia. A crise na Bahia traz mais uma vez a oportunidade de elevar o nível da discussão sobre as nossas necessidades em termos de segurança pública. Afinal, queremos ter um serviço policial ou uma força policial? Este é o debate que se impõe.

http://m.estadao.com.br/noticias/suplementos,mais-uma-para-ficar-na-historia,834526.htm

FOGO DE PALHA: Sindicato da Polícia Civil do Rio anuncia suspensão da greve 19

O diretor jurídico do Sindicato da Polícia Civil do Rio, Francisco Chao, anunciou há pouco que a categoria suspendeu sua participação no movimento grevista dos profissionais de segurança pública, anunciado na última quinta-feira (9).  “Não estamos cancelando a greve, mas suspendendo para, na próxima quarta-feira (15), avaliar os fatos que ocorreram até agora e deliberar sobre as próximas ações”, explicou.

Dois motivos foram apontados por Chao para a decisão. Ele disse que foi procurado por policiais, que relataram o temor sobre possíveis ações de marginais com a suspensão de parte das atividades. A outra razão, segundo o diretor, seria a baixa adesão ao movimento. “As ruas estão cheias de viaturas da PM [Polícia Militar] e é difícil acreditar em movimento reivindicatório sem adesão”.

SEM MORAL – Você com revólver na mão é um bicho feroz; sem ele anda rebolando e até muda de voz 14

 

A Associação dos Praças da Polícia Militar e Bombeiros do Estado da Bahia decidiu, na noite deste sábado,  encerrar a greve que vigorava desde o dia 31 de janeiro de 2012.  Mesmo sem uma nova proposta do governo baiano, a maioria dos PMs em greve decidiu por retomar as atividades. Pessoas ligadas à corporação disseram que uma reunião realizada entre a liderança grevista e o comando dos policiais foi decisiva pra o fim da greve.

Drª Marilda: “Não há perspectiva de ruptura com o governo, mais pelo que a polícia pode conquistar do que pelo que já nos foi dado” 61

Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo

São Paulo distribui agrados para ‘acalmar’ policiais

Reivindicações antigas das Polícias Civil e Militar foram atendidas sem alarde, como o reconhecimento como carreira jurídica para os delegados

11 de fevereiro de 2012 | 15h 31

Em silêncio, o governo de São Paulo manobrou durante o ano de 2011 para esvaziar a ameaça de greve na polícia no Estado. Reivindicações antigas das Polícias Civil e Militar foram atendidas sem alarde, como o reconhecimento como carreira jurídica para os delegados e a promoção ao posto imediato em caso de aposentadoria para os policiais militares. Outras promessas estão a caminho. E assim as principais lideranças das polícias são hoje contrárias à greve.

“Não há perspectiva de ruptura com o governo, mais pelo que a polícia pode conquistar do que pelo que já nos foi dado”, disse a delegada Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro. Marilda comandou a greve de 2008 da Polícia Civil, quando os civis e militares se enfrentaram na frente do Palácio dos Bandeirantes.

Marilda derrotou o ex-delegado-geral Domingos de Paulo Neto e se elegeu presidente da Associação de Delegados da Polícia Civil. “Demos um voto de confiança ao governador Geraldo Alckmin, que tem mantido um diálogo respeitoso com a gente.”

Entre os coronéis da Polícia Militar ninguém acredita que a onda de greves chegue a São Paulo. “Está tudo calmo. O que mais nos preocupa aqui é quem será o novo comandante”, afirmou um coronel da PM ouvido pelo Estado – o atual comandante, o coronel Alvaro Camilo, vai para a reserva em maio.

Briga

O que também preocupa os oficiais no Estado Maior da corporação: o futuro da Operação Delegada. Eles temem que uma briga política de Alckmin com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) paralise a ampliação da operação. Um temor que, segundo o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, é injustificado. “Trata-se de uma experiência vitoriosa”, afirmou.

Mais de uma centena de municípios do Estado quer seguir o exemplo de São Paulo e pagar um salário extra aos PMs para usá-los no combate ao comércio clandestino dos camelôs. Os prefeitos creem que manter mais tempo os PMs nas ruas pode reduzir em até 60% os crimes.

Como recebem quase um salário a mais pelo bico extra, a Operação Delegada também ajuda a diminuir as pressões por aumento salarial – Kassab reservou R$ 150 milhões no orçamento de 2012 para pagar PMs empregados na operação. Recentemente, o Comando-Geral enviou ao Palácio dos Bandeirantes uma lista com mais seis cidades para onde a operação pode ser expandida.

Para Ferreira Pinto, além da Operação Delegada, o aumento de 27% concedido aos policiais, a incorporação parcelada aos salários da gratificação de local de trabalho e as promoções dos policiais que ocupavam os postos mais baixos também ajudam a explicar por que “em São Paulo, a situação é de absoluta calma”.

Quando foi confirmado pelo governador Alckmin como secretário – Ferreira Pinto estava no cargo desde março de 2009, ainda na gestão de José Serra (PSDB) –, uma de suas maiores preocupações era desarmar a bomba das reivindicações salarias das duas polícias. Serra chegou a ser vaiado na formatura de novos alunos oficiais na Academia da PM e enfrentou uma das maiores crises de seu governo na greve da Polícia Civil de 2008. Por enquanto, as concessões conseguiram evitar nova paralisação.

 http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sao-paulo-distribui-agrados-para-acalmar-policiais,834501,0.htm