RESERVA MORAL DO CAFETA – Coronel acusado de rufianismo – caso W.E. – é demitido da PM com proventos integrais de aposentadoria…( O Ex-coronel pagava propina para outros oficiais e funcionários da prefeitura da Capital ) 17

POLÍCIA MILITAR

Decreto de 26-7-2012

Aplicando

a pena de demissão, em cumprimento ao acórdão

proferido pelo Tribunal de Justiça Militar do Estado de São

Paulo nos autos do Conselho de Justificação 203-2010 (processo

GS 1333-2008-SSP), Vols. I a XII, que julgou indigno para com o

oficialato e com ele incompatível o Ten Cel Res PM RE 005240-

0 Wilson de Barros Consani Júnior e decretou a perda de seu

posto e patente, aplica-lhe, nos termos do art. 23, I, alínea “c”, e

parágrafo único, da LC 893-2001, a pena de demissão, a produzir

efeitos desde 12-7-2012, ficando preservado, nos termos dessa

mesma decisão, o pagamento dos proventos decorrentes de sua

precedente passagem à inatividade.

——————————————————————

Consani, coronel reformado da Polícia Militar paulista, utilizaria sua influência para manter a casa aberta ( o puteiro de luxo W.E. )  e receberia por isso. Suspeita-se de que ele pagava propina para servidores públicos deixarem de cumprir atos fiscalizatórios num momento em que a prefeitura de São Paulo combatia o setor, fechando outras casas do gênero, como o Bahamas e o Café Photo. Consani, Murad e Bastos Filho seriam os únicos réus que aparecem nos dois “ramos” da quadrilha (crime financeiro e prostituição).

https://flitparalisante.wordpress.com/2008/06/25/coronel-vende-ate-o-comandante-geral-da-policia-militare-faz-a-corte-para-elesoficiais/

Fábio Pannunzio: O crime organizado deveria agradecer ao secretário Antônio Ferreira Pinto, uma vez que sob sua gestão os índices da criminalidade avançam como uma avalanche. 18

Caravanas da morte

São Paulo amanheceu aturdida com mais uma chacina itinerante. Seis pessoas foram assassinadas em pontos diferentes da Zona Norte da cidade. É uma reedição do que aconteceu no dia 13 passado, quando uma caravana de assassinos matou oito pessoas em Osasco, na Região Metropolitana. Novamente, motos e carros, algozes mascarados por gorros e balaclavas,  os assassinos vestindo roupas pretas.

A policia apressa-se em afirmar que os pontos onde houve o morticínio eram na verdade bocas-de-fumo (biqueiras, segundo o neologismo do crime) e os mortos, todos eles imbricados com o tráfico.

Chama a atenção, no entanto, que uma viatura da PM tenha visitado horas antes o lava-rápido onde se deu a maior parte das mortes.

Chama a atenção, novamente, o “modus operandi” dos assassinos.

Curioso é ver que isso não desperta a curiosidade nem qualquer tipo de suspeita por quem tem a obrigação de investigar as caravanas da morte.

Por que será ?

http://www.pannunzio.com.br/archives/13667

O procurador da República Matheus Baraldi errou: OFICIAIS PERDERAM O CONTROLE FAZ TEMPO! 9

“Hoje, os oficiais perderam o controle dos praças. A tropa não está mais sob controle”, disse o procurador durante uma audiência pública sobre violência policial realizada no auditório do MPF (Ministério Público Federal).

O assassinato foi uma represália por Hermínio ter afastado da Força Tática do 18º Batalhão vários policiais suspeitos de envolvimento em chacinas de 2007.

A principal suspeita recai sobre o grupo “Matadores do 18”, composto por policiais do 18º Batalhão. A prova é um exame de balística que mostra que a arma usada para matar o coronel é a mesma que foi utilizada em uma chacina que deixou seis mortos e um ferido em 29 de junho de 2007, na região da Água Fria, zona norte de São Paulo

Procurador foi punido pelo CNMP por investigar supostas fraudes envolvendo ADMINISTRAÇÃO PETISTA e CONSTRUTURA OAS 14

Magnani vê afronta à liberdade de informação

24/04/12 – 21:58 POR Frederico Vasconcelos

Procurador suspenso diz que Conselho não apontou a frase que teria violado o sigilo

A manifestação a seguir é de autoria de Matheus Baraldi Magnani, que assina o texto como Procurador da República “amordaçado”. Trata da decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que o suspendeu por 90 dias, sob a acusação de ter violado sigilo.

A decisão do CNMP de, a título de penalidade,  suspender-me  por 90 dias em razão do fato de ter dado  uma entrevista à imprensa na qual a sociedade foi informada sobre uma fraude em licitação de uma obra pública (com prejuízos à sociedade estimados pelo próprio TCU em mais de vinte milhões de reais),  constitui, sem dúvida, uma das mais agressivas tentativas de amordaçamento da instituição até hoje assistida. Mais do que isso, é também, sem dúvida, ato deliberado de limitação à liberdade de imprensa no Brasil, opinião que tenho com base em meu direito constitucional de livre convicção.

E é de se ressaltar que a declaração de tentativa de amordaçamento do Ministério Público no presente PAD [Processo Administrativo Disciplinar] partiu do próprio CNMP, através do discurso lúcido e de intenções claras  praticado pelo conselheiro Lázaro [Guimarães], magistrado experiente e isento que votou contra minha condenação.

O episódio é grave, uma afronta sem precedentes à liberdade de informação.

Deve ser ainda mencionado o fato de que eu já havia sido absolvido e elogiado por minha atuação (na investigação da fraude acima mencionada) tanto pela Corregedoria Geral do Ministério Público Federal quanto pela própria Corregedoria do CNMP.

Ambas as Corregedorias confirmaram que minha entrevista foi um ato de informação à sociedade e que nenhum tipo de sigilo havia sido violado.

Mas, de repente, tudo mudou. Apareceu a tese segundo a qual “dar entrevista é ato indecoroso para um procurador, sujeitando-o à pena de demissão”. Até hoje o CNMP não apontou ainda a frase por mim prolatada que teria, em tese, violado algum tipo de sigilo.

O caso concreto, embora tratado de forma discreta até o momento, talvez materialize o mais contundente passo rumo à limitação da liberdade de informação nos  dias modernos. Com a presente decisão, o CNMP aparenta deixar claro que, na sua visão, o Ministério Público não deve ser instrumento de informação da sociedade. E a cada dia mais aumenta a impressão, comum a muitos, de que o CNMP vem seguindo um trajeto bem diferente (e bem menos feliz) do que aquele escolhido pelo CNJ; os órgãos nasceram juntos mas trilharam caminhos absolutamente distintos, até mesmo porque existem diferenças estruturais imensas entre ambos que, hoje, assemelham-se somente no nome de batismo.

O CNJ vai à imprensa e dá informações à sociedade. O CNMP amordaça o Ministério Público. O CNJ corta na própria carne e provoca o avanço. O CNMP põe seus carros oficiais à disposição de deputados, mostrando disposição para o salamaleque com viés político.

Ferreira Pinto comete ofensa contra a honra de Procurador da República…( Como é boa a inimputabilidade funcional somada a independência financeira…ANTÕNIO F.P. FALA O QUE BEM ENTENDE E PHODA-SE A DEONTOLOGIA ! ) 13

Ferreira Pinto diz que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) estuda representar junto à Corregedoria do Ministério Público Federal para que apure a conduta do procurador.

“Isso aí é uma postura temerária do procurador, que não tem nenhum sentido. Ele não tem elemento nenhum para dizer que houve perda do comando, que houve perda de controle”, afirma Ferreira Pinto.

“Não se sabe aonde ele foi buscar essa afirmação gratuita. A Polícia Militar é uma organização hierarquizada, disciplinada e tem perfeito controle sobre os seus subordinados. Essa afirmação é gratuita, própria dos oportunistas, tendo em vista os episódios recentes que nós lamentamos, mas que não se pode generalizar porque é uma instituição que tem como suporte a disciplina e a hierarquia”, disse.
O secretário afirma que Baraldi é um procurador “polêmico”, que já foi suspenso uma vez. “

Ele é uma pessoa polêmica. Ele já foi suspenso 90 dias pelo Conselho Nacional do Ministério Público Federal. Até porque foi proposta a demissão, mas por maioria de votos ele foi mitigado para 90 dias de suspensão.”

Ferreira Pinto colocou em dúvida se, de fato, o procurador vai mover alguma ação .”Essa ação, se é que ele vai ajuizar essa ação, é uma ação temerária, desbaratada e que realmente é fadada ao insucesso. É um oportunismo do procurador agir dessa forma, nesse momento, sem nenhum dado que levasse a uma convicção serena de que houvesse qualquer perda de controle.”

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Afinal, o que tem a punição sofrida pelo Procurador com o caso presente?

Será lícito a quem se sente contrariado por ato de um funcionário público jogar-se a “media” para propalar que o antagonista é pessoa polêmica que sofreu punição disciplinar de demissão mitigada?

Argumentação ou desqualificação?

Desqualificação da ação do Procurador ou  difamação orquestrada ?

Qual o objetivo político  do MPF em relação a eleição municipal ?

A raiz da violência policial militar: MATAR POR PRAZER MÓRBIDO 25

Procurador vai pedir afastamento do comando da PM-SP

26 de julho de 2012 | 17h 36
BRUNO RIBEIRO – Agência Estado

O procurador da República Matheus Baraldi informou nesta quinta-feira, em audiência pública, que vai entrar com ação na 1ª instância da Justiça Federal solicitando o afastamento do comando da PM de São Paulo. Também pedirá ao Ministério Público Federal que acompanhe a situação da criminalidade no Estado pelos próximos 12 meses.

“O que chamou a atenção para tomar essa medida foi a violência por mero prazer por parte dos PMs. O governo precisa resolver isso imediatamente”, afirmou.

 

 

O procurador recomendou ainda que familiares de vítimas ou advogados que desejem maior investigação de casos encaminhem ao MPF pedidos de federalização da apuração criminal. “Esse exercício é necessário para mostrar, em um futuro próximo, que a federalização desses casos é necessária”, afirmou durante a audiência.

 

Outra medida que a ação pretende cobrar na Justiça para garantir a preservação de direitos humanos é a proibição da prisão em flagrante para casos de “desacato à autoridade”. “Muita arbitrariedade tem sido cometida pelas autoridades por causa de supostos desacatos”, afirma.

BAURU – Delegado de polícia de São Paulo, candidato a vereador…Carlos Alberto dos RIOS, 11.234

Carlos Alberto dos RIOS, delegado de polícia aposentado, número 11.234, blog: http://carlosalbertodosrios.blogspot.com.br (se puder, colocar nos “Favoritos”).

Tendo como prisma a União na Polícia Civil de São Paulo, RIOS salienta a importância de elegermos policiais civis candidatos a algum cargo  eletivo, qual seja no âmbito municipal, estadual ou federal. O canditado Carlos Alberto dos RIOS, delegado de polícia, buscará, juntamente com  o apoio das demais carreiras (escrivães, investigadores, agentes policiais,  agentes de telecomunicações, carcereiros, papi, auxiliares de papi,  etc), alcançar os objetivos para a nossa INSTITUIÇÃO e para o município de  Bauru-SP. Por isso, pede aos bauruenses, policiais e seus familiares, o  apoio incondicional a sua candidatura. A vitória será de todos ! É RIOS para vereador!

Procurador-Geral busca apoio de Comandantes Gerais da PM contra a PEC 37…( O inimigo do meu inimigo é meu amigo ) 26

Enviado em 26/07/2012 as 12:08 – CRIMES SEM CASTIGO

Para os que perguntavam: Cadê o MP Paulista ? Resposta: Estava trabalhando, conforme segue,

Procurador-Geral busca apoio de Comandantes Gerais da PM contra a PEC 37.

O Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, pleiteou o apoio do Comando Geral da Polícia Militar à campanha institucional contra a  Proposta de Emenda Constitucional (PEC 37), em tramitação no Congresso  Nacional, que retira do Ministério Público o poder de realizar  investigações na esfera criminal.

A solicitação foi feita nessa segunda-feira (23) durante reunião do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (GNCG), realizado durante a Interseg 2012 (Feira  Internacional de Serviços e Produtos para a Segurança Pública), no Expocenter Transamérica.

Entre os presentes à reunião estava o Comandante-Geral da PM do Estado de São Paulo, Roberval França, e o Procurador-Geral de Justiça de Santa Catarina, Lio Marcos Marins, representando o Presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça do Ministério Público dos Estados e da União.

Fonte: http://www.mp.sp.gov.br

Gera no mínimo uma suspeita sobre imparcialidade nas eventuais apurações.

Espero que os interesses corporativos não estejam acima dos individuais e sociais indisponíveis, que por disposição constitucional são obrigados a defender.

Não nos obrigue a acreditar que exista neste Brasil, um MP que tenha em Demóstenes Torres a sua mais completa tradução.

Sempre nos orgulhamos do Ministério Público como a mais integra de todas as instituições, por isso não perdemos as esperanças de apurações transparentes por parte do Ministério Público Federal, pela nova e proativa Defensoria Pública deste Estado, pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

SÓ ACONTECE NO BRASIL: “a alta dos crimes patrimoniais se deve ao aumento da renda da população”…( Do ponto de vista do criminoso: a alta dos crimes patrimoniais se deve à diminuição da renda do LADRÃO ) 28

26/07/2012-03h00

Aumento de homicídios em SP é ‘efeito manada’, afirma delegado

DE SÃO PAULO

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, atribuiu o aumento nos homicídios no primeiro semestre do ano a um “efeito manada”.

“Muito criminoso aproveitou essa onda de morte de PMs para acabar com alguma desavença. É uma hipótese que estamos investigando”, afirmou.

Segundo o policial, esses aumentos foram atípicos porque São Paulo, nos últimos anos, tem apresentado uma redução nos índices criminais.

O número de roubos também subiu no primeiro semestre em São Paulo. De janeiro a junho, foram 122.811 casos, 6% a mais do que no mesmo período do ano passado.

As estatísticas divulgadas ontem mostram que foram quase 675 casos de roubos por dia no Estado. A capital, que teve um aumento de 8% no semestre, registrou uma média de 319 roubos diários.

Entre as principais ocorrências, apenas latrocínio (roubo seguido de morte) e furto registraram queda nos seis primeiros meses.

Para o delegado-geral, a alta dos crimes patrimoniais se deve ao aumento da renda da população. Sobre o crescimento dos roubos e furtos de veículos, ele disse que isso se trata da ação de crime organizado.

“Não é algo novo, mas que vem se intensificando porque é muito rentável. Isso influencia até na indústria das seguradoras.”

Conforme Carneiro Lima, desde o início do ano ao menos duas grandes quadrilhas de ladrões de veículos foram desarticuladas.

Ferreira Pinto promete processo contra TELHADA por “excesso de linguagem” 56

26/07/2012- 03h00

Entrevista: Os indicadores criminais serão revertidos, diz Ferreira Pinto

FREDERICO VASCONCELOS DE SÃO PAULO

O secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, 69, diz que a Polícia Militar paulista está menos violenta e nega que a corporação esteja matando mais nos confrontos com criminosos.

Segundo a SSP, no primeiro semestre de 2011, houve 241 mortos nesses enfrentamentos, número que caiu para 229, de janeiro a junho de 2012.

No entanto, a comparação entre os sete primeiros meses deste ano (até julho) com o mesmo período de 2011, mostra que a letalidade da PM cresceu 4%. Segundo Ferreira Pinto, o aumento dos casos de enfrentamento com a PM é a causa.

O secretário diz que a polícia paulista está preparada para retomar os patamares anteriores e diminuir os indicadores criminais.

Eduardo Knapp/Folhapress
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto

*

Folha – Qual foi a origem da escalada da violência envolvendo Policiais Militares?

Antônio Ferreira Pinto – Tivemos uma ação enérgica da PM no combate ao crime organizado e fomos surpreendidos com esses ataques covardes a policiais militares que trabalhavam na periferia. No início, pensávamos que teria conotação com uma facção criminosa [o Primeiro Comando da Capital]. Mas pelo sistema de inteligência constatamos que não havia nenhuma conotação com a facção. Não obstante, a imprensa cobriu como uma ação ousada, ou repetição de fatos ocorridos em 2006. Os ataques foram liderados por uma quadrilha de fora. As pessoas pensam que todas as ações ousadas são de autoria dessa facção que está presa em Presidente Venceslau.

Folha – Houve acirramento depois que a Rota matou, em maio, seis suspeitos de integrar o PCC e um dos chefes foi mandado para um presídio de segurança máxima?

Não há uma relação de causa e efeito. Sob pena de perder a credibilidade, eu não diria algo que não tenha convicção. O preso que foi transferido pretendia que houvesse uma revanche contra policiais da Rota e pediu a advogados que conseguissem o endereço de alguns policiais. Por determinação judicial, com ampla defesa, o juiz determinou a internação dele, o que aconteceu próximo aos ataques que fizeram covardemente a esses policiais na periferia. O caso em que a Rota matou aqueles seis, foi isolado. Não há um enfrentamento. Desde 2006 não temos problemas maiores de desafios no sistema penitenciário. Essa facção está sufocada aqui fora porque as pessoas arregimentadas acabam sendo presas pela Rota.

Folha – Em 2009, o sr. disse que o PCC não tem condições de colocar em xeque a Segurança Pública.

A avaliação está mantida. Não tem como colocar em xeque. A Rota tem feito um trabalho de esfacelamento dessa facção. O número de marginais presos aumentou consideravelmente. Há sempre uma tendência deles de fazer alguma retaliação à Rota. A facção não tem como desafiar novamente o poder constituído.

Folha – O fato de o governador Alckmin dizer que os criminosos que enfrentarem a polícia vão levar a pior não estimula uma ação mais violenta da PM?

Não. Ele quis dizer que há um preparo muito maior dos policiais, com mais equipamentos. Toda ação é planejada. É evidente que, nos confrontos, o número de mortes é muito maior do lado de lá. Essa é mais ou menos a linha de raciocínio do governador, sem nenhuma preocupação de estimular confronto ou de desafio.

Folha – Qual a orientação que o sr. tem recebido do governador?

A orientação é continuar trabalhando sem esmorecer, sem cometer excessos. Ele faz questão de ressaltar que não admite deslize algum por parte da polícia de São Paulo, civil e militar. Hoje, com investimento em comunicação, viaturas, a polícia tem condições de chegar ao local logo após o crime ou quando ele está ocorrendo. O confronto é inevitável. Antigamente, os criminosos usavam armas de que não tinham o poder de fogo de hoje, usam armas de grosso calibre, importadas. A gente percebe que as ações são em grupo, dificilmente há alguém atuando isoladamente.

Folha – Como o sr. explica que a polícia paulista mata quase nove vezes mais do que a polícia nos Estados Unidos?

Depende dos parâmetros que são utilizados. Precisaria saber se esses números absolutos chegam a essa conclusão. Quantos confrontos existem lá, qual é o índice de criminalidade num país e no outro. Essas comparações são superficiais. Aqui tem muito mais confronto do que lá. É temerário uma comparação isolada. Há um equívoco quando se fala em letalidade e resistência seguida de morte. O número de confrontos da PM no dia a dia é muito maior do que o número de resistência seguida de morte. A grande maioria acaba se evadindo, após o confronto. Dá a impressão de que todo o confronto resulta em morte, o que não é verdade. A maior parte dos confrontos é na rua, não é em lugar fechado.

Folha – Em 2010, ao empossar o novo comandante da Rota, o sr. disse que o “politicamente correto beira a hipocrisia”. Esse discurso não estimula os excessos da polícia?

Eu disse que ia colocar a Rota realmente na periferia. Haveria possibilidade de aumentar a letalidade, mas não se pode fazer segurança sem realmente utilizar essa ferramenta que sempre demonstrou ser muito útil na defesa da sociedade. Há 20 anos a Rota não ia para a rua. Foi essa a coragem que eu tive, dizendo que nós iríamos colocar a Rota na rua não apenas nos bairros mais nobres, no centro, onde existem os formadores de opinião. Nós íamos levar a Rota para a periferia, onde não tem segurança, onde impera a lei do mais forte, onde nem polícia tem. O efetivo da Rota foi aumentado, renovamos a frota para que ela tivesse mais visibilidade no combate ao crime.

Folha – O que distingue a Rota do Maluf e a Rota do Alckmin? Ela é mais violenta, mata mais, mata menos?

Ela mata menos. A Rota naquela época agia com muito arbítrio, até porque tinha sempre um respaldo da Justiça Militar que era muito condescendente. Havia uma facilidade maior de praticar arbitrariedades, não havia monitoramento de câmeras. Hoje, não há espaço para uma Rota sangrenta, uma Rota arbitrária. A Rota é muito profissionalizada, sempre teve bons comandantes.

Folha – Como a população recebe a Rota, hoje?

Ela sempre gozou de grande prestígio, em razão da insegurança que alcança todos nós e que faz com que o homem comum aplauda essas ações mais rigorosas da Rota. Mas a Rota tem plena consciência do limite do certo, do errado. Não há mais essa impunidade, essa autonomia que tinha anteriormente. A Rota é um instrumento absolutamente eficaz, incorruptível.

Folha – O sr. não considera temerário um ex-comandante da Rota, candidato a vereador, coronel Paulo Telhada, incitar no Facebook policiais militares e se manifestarem contra um repórter da Folha [André Caramante]?

É uma conduta reprovável, um incitamento à violência. É um comportamento bastante censurável. Esses exageros devem ser coibidos. Nós vamos instaurar nos próximos dias um procedimento pelo comando da Polícia Militar, porque ele não perdeu a condição [como oficial aposentado]. É para que se apurem esses exageros, esses excessos de linguagem, porque não acrescentam nada e tolhem a liberdade do profissional.

Folha – Depois dos ataques aos PMs qual a orientação que a tropa recebe antes de ir às ruas?

A orientação para a tropa foi para continuar trabalhando sem revanchismo, sem exageros. Esses indivíduos que atacaram as bases da PM uma parte está presa, outra está fora do Estado. E todos eles foram presos vivos.

Folha – Mudou alguma coisa no treinamento da PM?

Não mudou. O treinamento é o mesmo. A PM tem um currículo muito bem atual, com áreas de direitos humanos. A PM forma bem, mas nem sempre aquele que recebe o ensinamento acaba agindo corretamente. No último concurso para ingressar na academia de Barro Branco, mais de 50% dos alunos aprovados vieram da tropa. O que mostra que a seleção é muito bem feita. O processo seletivo é muito bom. Nunca houve um índice tão grande. A seleção, o ensino na PM é de boa qualidade.

Folha – A PM usou viaturas, duas motos e disparou sete tiros contra um empresário desarmado. Não seria mais sensato o comandante da PM dizer que houve excessos, em vez de afirmar que a operação foi “tecnicamente correta”?

Eu falei que foi uma ação desastrada. Até porque as técnicas de abordagem exigem determinada distância, a desproporção numérica evidenciava que era uma abordagem tranquila uma pessoa dentro do carro que poderia facilmente ser identificada. Eles saíram atirando, eu vi as imagens e atirando na cabeça, o que mostra ânimo de matar. É um dolo intenso, razão pela qual serão demitidos da Polícia Militar.

Folha – Como o sr. avalia a afirmação do Secretário Nacional de Segurança Pública, de que a polícia está matando mais por falta de controle dentro da PM?

É um sociólogo. É um estudioso da matéria, mas é uma análise muito superficial e à distância. A PM em nenhum momento deixou de ter comando. Ela mata na proporção em que há mais policiais na rua e a possibilidade do confronto é maior.

Folha – O que acha da iniciativa do Ministério Público Federal de pedir o afastamento do comandante da PM?

A pretensão é temerária e disparatada. Afirmar que houve perda de controle é, no mínimo, leviano.

Folha – Está havendo uma militarização da área de Segurança Pública?

Às vezes, fazem questão de dizer que o secretário é ex-PM. Tenho 33 anos de Ministério Público. Há muito tempo a minha geração da PM passou para a inatividade. Evidentemente, eu penso, ajo e reajo nessa cadeira como promotor de Justiça.

Folha – Como o sr. avalia a ideia de unificação das duas polícias?

É bastante difícil. O que tem que fazer é otimizar os serviços, aproveitar melhor os recursos de uma e de outra. Sempre vamos ter o segmento fardado, aquele que inibe a prática do crime, e o segmento investigatório, que é a essência da segurança.

Folha – Como o sr. analisa a recomendação da ONU de extinguir a Polícia Militar no Brasil?

Acho que é uma análise feita à distância, um estudo superficial. A polícia se reestruturou depois do episódio da Favela Naval, um episódio lamentável que chocou toda a sociedade, mas foi um divisor de águas. A polícia fardada sempre vai existir em qualquer lugar do mundo.

Folha – O que tem sido feito para reduzir os crimes contra o patrimônio, os “arrastões”?

Houve uma diminuição considerável dos roubos em restaurantes com a prisão de uma quadrilha, 14 pessoas, liderada por um menor de idade. O crime migra onde encontra facilidade. Nós tivemos grande número de roubo a bancos. A polícia se esmerou no combate ao roubo a bancos. Viram que era mais fácil roubar caixas eletrônicos, depois entenderam que era mais fácil atacar joalherias em shopping-centers. A partir daí foram para os arrastões nas marginais. Também nos estruturamos. Partiram para arrastões em condomínios. Remanejamos vários policiais do grupo anti-sequestro, mais tarimbados, mais experientes, colocamos grande parte desse efetivo numa delegacia que tem a atribuição principal o roubo a condomínios. Várias quadrilhas foram presas, muitas delas tinham policiais militares envolvidos, que davam informações. O desbaratamento dessa quadrilha fez também com que esse número de crimes diminuísse bastante. A polícia está preparada para retomarmos os patamares anteriores e diminuir os indicadores criminais.

Folha – Como a PM age em relação aos militares envolvidos no crime?

Uma questão que me preocupa nesses últimos acontecimentos foi o envolvimento de muitos policiais militares envolvidos com quadrilhas em roubos de condomínios e com roubo de caixa eletrônica. Um fator de estímulo para isso é a existência do presídio militar nos moldes atuais. Aqueles que deixaram a condição de policiais militares deveriam cumprir pena no sistema penitenciário comum. Temos no presídio militar inúmeros ladrões, inúmeros homicidas, inúmeros traficantes, estupradores, muitos deles ex-policiais. Há uma resistência muito grande da Justiça Militar em apresentá-los ao sistema penitenciário. Muitos processos disciplinares para demitir são morosos na Polícia Militar. É um incentivo à criminalidade dentro da corporação. O policial militar sabendo que vai para a vala comum, ele vai pensar duas vezes antes de cometer o crime.

São Paulo sob risco de intervenção federal por conta da política de segurança operacionalizada pelo Capitão PM Antônio F.P. 100

Ministério Público Federal quer afastamento do comando da PM de SP

A alegação é de que a situação está fora de controle e medida será apresentada em audiência na 5ª; família de publicitário morto foi convidada

24 de julho de 2012 | 22h 31

O Ministério Público Federal (MPF) quer entrar com uma ação civil pública pedindo o afastamento do comando da Polícia Militar alegando a perda do controle da situação. A medida vai ser apresentada na quinta-feira, 26, em audiência pública organizada pelo órgão, em parceria com a Defensoria Pública do Estado, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Segundo o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, a Justiça Federal pode atuar quando tratados e convenções internacionais são desrespeitados, como aqueles assinados pelo Brasil se comprometendo em garantir direitos individuais.

“A ideia é também apresentar uma representação ao Procurador-geral pedindo a intervenção federal no Estado. São medidas que ajudam a retirar a sensação de poder e de corpo que vem garantido a impunidade e permitindo ações violentas por parte da Polícia Militar”, afirmou o procurador Magnani.

Outra medida que a ação pretende cobrar na Justiça para garantir a preservação de direitos humanos está a proibição da prisão em flagrante para casos de “desacato à autoridade”. “Muita arbitrariedade tem sido cometida pelas autoridades por causa de supostos desacatos”, afirma.

Audiência. A proposta da ação vai ser feita na quinta-feira, durante a audiência pública. Segundo a defensora pública Daniela Skromov de Albuquerque, o objetivo do encontro é chegar a ações concretas que sirvam para coibir a violência policial. “O caso do publicitário (Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, morto na semana passada por Policiais Militares durante abordagem desastrosa em Pinheiros) não foi acidente. Foi resultado de um problema estrutural na Polícia Militar, que levou a essa tragédia”, afirmou a defensora.

A família do publicitário Ricardo Prudente de Aquino e comandantes da Polícia Militar de São Paulo foram convidados para acompanhar a audiência.

Procurado para comentar o caso, o comando da Polícia Militar não havia se manifestado até as 20 horas desta terça-feira, 24.

Mais uma pérola de porco: “É mais um”, diz secretário sobre italiano morto em SP 44

Depois de chamar de “bisonho” o pedido de desculpas da PM à família do publicitário Ricardo Prudente, morto por um soldado na semana passada, agora Antônio Ferreira Pinto tenta reduzir importância do assassinato a tiros, por bandidos, de cidadão italiano Tomasso Lotto; “é a escalada da violência”

24 de Julho de 2012 às 07:45

247 – Assim, como quer o secretário estadual de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto, é muito fácil a maior cidade do País chegar a uma situação de salve-se quem puder. Após classificar de “bisonho” o pedido de desculpas da PM à família do publicitário Ricardo Prudente, morto a tiros por integrantes da corporação, na zona oeste da cidade, semana passada, após a ultrapassar uma barreira de guardas, agora ele foi absolutamente rude em relação à morte do cidadão italiano Tomasso Lotto, de 26 anos. Abatido com um tiro, na noite do sábado 21, por bandidos que o cercaram em motocicletas, Lotto chegara a São Paulo dois dias antes, com planos de se estabelecer por aqui. Com um amigo espanhol, ele estava na esquina da avenida Nove de Julho com rua São Gabriel, um local nobre da cidade, quando foi abordado  e morto.

“É mais um crime que ocorre na capital”, concluiu o secretário Ferreira Pinto, sem conceder maior importância ao fato. “A gente lamente e o Deic e o DHPP estão fazendo todas as investigações no sentido de elucidar esse crime”, prosseguiu, para adiante tentar outra vez rebaixar a inegável repercussão que o caso alcançou. “Ocorre lá (na área nobre), ocorre na Cidade Tiradentes, ocorre em Itaquera. Lamentavelmente é a escalada da violência”.

Em lugar do anúncio de algum plano, da tomada de medidas emergenciais ou do empenho pessoal na elucidação do caso, tudo o que se teve de um dos mais importantes secretários do governo de Geraldo Alckmin foi isso: um lacônico lamento. Esse é mesmo o papel de um executivo público com este tipo de responsabilidade?

O corpo de Tomasso Lotto deverá ser transladado para a Itália, com a ajuda do Consulado em São Paulo. Ele será embalsamado. Seus pais, que vivem na cidade de Vicenza, estiveram na manhã desta segunda 23 no Consulado, sem falar com a imprensa. O pai, ao lado de um dos filhos, reconheceu no IML o corpo de Tomasso. Parentes da vítima vieram da Itália após saberem de sua morte. Ele acabara de mudar para o Brasil. Segundo informações da Polícia Militar, Tomasso estava no carro de um amigo, um espanhol que vive em São Paulo, quando foi abordado por dois homens em uma moto que tentaram assaltá-lo. Ao sair do carro, o europeu foi atingido por um disparo pelas costas. O amigo espanhol não ficou ferido.

Investigações O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações da morte do italiano nesta segunda-feira. O caso, que foi registrado no dia do crime na 14º DP, em Pinheiros, foi encaminhado hoje para a 3º Delegacia de Crimes Múltiplos e Latrocínios.

Segundo informações do delegado assistente Júlio César de Almeida Teixeira ao portal Terra, equipes do DHPP já estão nas ruas tentando identificar os autores do crime. “Nós recebemos o inquérito hoje e nossas equipes já estão nas ruas para tentar solucionar este caso. Por enquanto, não temos nenhuma novidade sobre o crime”, disse.

MPF/SP participa de audiência pública que discutirá o extermínio de pessoas no Estado 15

24/7/2012

Na pauta de discussões, o elevado número de homicídios praticados por agentes públicos, notadamente a Polícia Militar do Estado de SP

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) realizará na próxima quinta-feira, 26 de julho, a partir das 14h, uma audiência pública para tratar do extermínio de pessoas no Estado de São Paulo. Durante o evento, autoridades públicas estaduais e instituições policiais serão questionadas sobre o elevado número de homicídios praticados por agentes públicos nos últimos meses.
Entre os organizadores da audiência pública estão o MPF, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos.
Segundo a defensora pública Daniela Skromov de Albuquerque, a audiência pública é um momento de reflexão das autoridades e um momento ímpar para estabelecer um diálogo entre a sociedade civil e o Estado.
“Precisamos discutir as medidas de reação da sociedade diante da violência que está sendo praticada por quem deveria proteger o cidadão”, afirmou o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, que representará o MPF no evento. “É a hora de ouvir as denúncias e os anseios da sociedade diante dos recentes e recorrentes casos de violência policial, com indícios de violações de direitos, chacinas e diversas execuções sumárias”, apontou.
Os organizadores esperam que, a partir dos debates, sejam definidos procedimentos concretos que levem à cessação das violações, além da definição de ações que permitam a preservação da vida, a justa e eficaz apuração dos casos de mortes e a construção de políticas para a prevenção da violência e pacificação da sociedade.
Audiência Pública –  Extermínio de pessoas no Estado de São Paulo Horário: 14h Local: Auditório do Ministério Público Federal Endereço: Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, 2020 Informações: 3104 4429
Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Estado de S. Paulo (11) 3269-5168 ascom@prsp.mpf.gov.br http://www.twitter.com/mpf_sp