Juízes federais param atividades no Sul para debater e exigir salário de R$ 28,3 mil 14

Renan Antunes de Oliveira Do UOL, em Florianópolis

Cerca de 70 dos quase 300 juízes da Justiça Federal da 4ª Região (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) paralisaram as atividades na tarde desta segunda-feira (17) para exigir uma “política de remuneração condizente” – na prática, eles querem aumento imediato de 28,6%, índice que, segundo eles, reporia a inflação do período 2005-2012.

Os juízes estão reunidos nesta tarde em salas de audiência virtuais e outras dependências do Judiciário nos três Estados, conectados via internet. A coordenação ocorre em Florianópolis. A delegada da Associação dos Juízes Federais em Santa Catarina, juíza Janaina Cassol Machado, titular do 4ª Juizado Federal Cível, preside a mesa virtual.

Participam juízes de Paranaguá, Itajaí, Curitiba, Caxias do Sul, Joinville, Blumenau, Lageado, Porto Alegre e Uruguaiana. Eles manifestam descontentamento com o STF por não encaminhar ao Congresso o pedido de reajuste.

Janaína conduz a pauta: “Nós precisamos de ação concretas. Nós estamos na carreira há dez anos, e todos os anos zeramos nossa mobilização sem sucesso. Temos que ir além das medidas de diálogo, precisamos fazer acontecer, precisamos dar vazão ao que ninguém mais aguenta”.

Ela disse que na semana passada a movimentação era apenas em Santa Catarina. “Agora já está em toda 4ª Região”. A juíza Janaína reclama que o subsídio de um juiz federal é de R$ 22 mil brutos e 15 mil líquidos. Com o reajuste pedido por eles, o salário bruto iria para R$ 28,3 mil. “Estamos sem reajuste desde 2005. E a reposição da inflação está prevista na Constituição, artigo 37.”

Ela mesma pergunta: “Um cidadão reclama para um juiz, bota na nossa mão alguma coisa que está na Constituição. Quando a Constituição não é cumprida para o próprio juiz, como ficamos?”.

“Não precisamos esperar mais”

Pelo link de comunicações, diversos juízes falaram. Um deles disse que “menos do que 28,6% é inaceitável”. Um juiz de Itajaí interrompeu Janaína e disse “Não precisamos esperar mais. A 4ª Região tem que ser a ponta de lança deste movimento.”

Ele propôs que “os juízes da quarta região não participem dos mutirões de Conciliação”. Uma juíza de Curitiba falou depois do de Itajaí. Ela quer que os juízes deixem de administrar cursos e outras atividades administrativas, que não são obrigação dos juízes, “e pelo qual não recebemos nada. Então eles (a cúpula do Judiciário) não vão mais nos cobrar a medida vai fazer a cúpula do Judiciário sentir que não é fácil”.

Segundo os magsitrados, os “Cinco pontos para valorizar e garantir a independência dos juízes federais” são: 1 – reposição integral; 2 – implantar a simetria; 3 – adicional por tempo de serviço; 4 – auxilio moradia; e 5 – pagamento do passivo de auxilio alimentação.

“É preciso dizer que nos últimos quatro anos o STF apresentou os projetos (de reajuste) ao Congresso e eles não são deliberados”, afirmou o juiz João Batista Lazzari, da 1ª Vara Criminal da Capital.

Polícia Civil: uma polícia velha, cansada e desmotivada 30

Nossa Região

September 16, 2012 – 02:37

Polícia Civil do Vale acumula déficit de 572 profissionais

Policial civil durante blitz em São José. Foto: Raquel Cunha

            Falta de concursos públicos, aposentadorias, e baixos salários estão entre os motivos para o esvaziamento

Wilson Silvaston São José dos Campos
Falta de concursos públicos, aposentadorias e abandono de carreira estão entre os fatores que levaram a um déficit de ao menos 572 profissionais da área de Segurança Pública no Vale do Paraíba, entre delegados, investigadores, escrivães e peritos da Polícia Civil. De acordo com o Sipesp (Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de São Paulo), atualmente existem 1.430 servidores trabalhando na região, o equivalente a um policial para cada 1.612 habitantes. A entidade indica que seriam necessários pelo menos um adicional de aproximadamente 40% no quadro de profissionais, para atender os 2.305.758 habitantes das 39 cidade da RMVale. “É inconcebível que uma região importante como o Vale do Paraíba, que serve de ligação entre as duas principais cidades do país, trabalhe com um efetivo reduzido”, afirmou João Batista Rebouças, presidente do Sipesp.
Jacareí. Das seis seccionais da região, a mais carente de efetivo é a de Jacareí, cuja área compreende ainda as cidades de Igaratá, Santa Branca e Paraibuna. “Além das aposentadorias, muitos colegas pediram transferências para outras áreas, o que acabou reduzindo consideravelmente no efetivo”, contou um investigador, que pediu para não ser identificado. O resultado da defasagem de policiais pode ser visto nos resultados: 76% dos homicídios registrados na cidade de janeiro a julho deste ano não foram solucionados, de acordo com dados do Deinter1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). De acordo com George Melão, presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados da Polícia Civil) o efetivo da Polícia Civil do Estado é o mesmo desde 1994. “A polícia está com o mesmo quadro desde então, enquanto, a população de cresceu cerca de 26% no período.”
Salários. Outra explicação para a queda do efetivo são os baixos salários oferecidos pela carreira. A média salarial dos investigadores no estado é de R$2.900. “O salário não atrai novos candidatos e quem tá dentro acaba prestando concurso para outras áreas do serviço público. O resultado: uma polícia velha, cansada e desmotivada”, disse Rebouças. Além de mais concursos e melhores salários, o sindicato sugere que as seleções sejam feitas por região. “Hoje o cidadão presta concurso e não sabe em que região do Estado irá trabalhar. O ideal seria que as pessoas fossem alocadas na região em que moram.”

RAIO-X

Vale do Paraíba 1.430 Policiais Civis / população 2.305.758
São José dos Campos 396 Policiais Civis / população 643.603
Taubaté 260 Policiais Civis / população 283.899
Jacareí 152 Policiais Civis / população 214.223.

Outro lado

Governo promete mais contratações Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que os investimentos em segurança no estado passaram de R$2 bilhões em 1997 para R$11,9 bi em 2011. A nota diz ainda que a RMVale recebeu 32 novos investigadores no início do ano e que já estão autorizados a realização de concursos para agente de telecomunicações, papiloscopistas e auxiliares e agentes policiais.

Promotor afirma que todo o sistema carcerário está dominado pelo PCC -Primeiro Comando da Capital 30

Execuções do PCC no ‘tribunal’ são diárias

  • 15 de setembro de 2012 |
  • 23h30

RICARDO BRANDT, DE CAMPINAS

Em 2001, após o Primeiro Comando da Capital (PCC) organizar sua primeira rebelião em série nos presídios paulistas, o promotor de Execuções Penais e corregedor do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, Herbert Teixeira Mendes, alertava as autoridades sobre a força crescente da facção. Hoje, mais de dez anos depois, ele afirma, em entrevista ao JT, que todo o sistema carcerário está dominado pelo PCC e que sentenças de morte são dadas diariamente pelos criminosos.

“Tribunais do crime”, como o ocorrido em Várzea Paulista, que resultou na operação da Rota com nove mortos e cinco presos, são uma exceção? O julgamento choca mais porque mostra uma audácia. Ele fere porque humilha, mas há julgamentos a todo momento. São eles ajustando contas entre si, ou punindo outros criminosos, ou criminosos que delatam. Essa caricatura chama mais a atenção, ela mostra certa ousadia. Não vou entrar no mérito desse caso, mas execuções acontecem diariamente. Recebo mensalmente atestados de óbito com instrumento perfuro contundente no crânio.

Facções criminosas existem em sistemas prisionais pelo mundo. O PCC difere da realidade de outras prisões? Sim. Eles não atuam só no interior dos presídios. O sistema deles de arrecadação, de cometimento de crimes, de obtenção de dinheiro, tanto é no interior dos presídios como fora. É uma espécie de franchising.

Desde 2006, quando houve outra megarrebelião e os ataques em série no Estado, o que aconteceu com o PCC? Passou a existir um acompanhamento contínuo pelas instituições estatais, mas isso não diminuiu a atividade criminosa. Não existe nenhum dado de redução do tráfico de drogas. Ocorre a tentativa de barrar operações ousadas contra o Estado.

E as condições internas dos presídios melhoraram desde a consolidação do PCC como grupo dominante dos presídios? Pioraram. Até 2006, São Paulo investiu na criação de vagas. Não foram criadas vagas de 2006 até agora no mesmo ritmo de a partir de 1995. Por baixo, hoje os presídios estão 30% mais superlotados do que em 2006.

Então, por que o PCC não faz mais rebeliões? Porque estão interessados em ganhar dinheiro. Se especializaram, como as grandes facções criminosas, em ter maior poder econômico.

Por que não há um enfrentamento do Estado para desarticular a facção? O Estado tem dificuldade. Percebo que há empenho de controlar o grupo ao máximo possível. Uma ação para desestabilizar ou realmente acabar é difícil. É uma ação de longo prazo, que tem de ser permanente e é muito desgastante.

Guerrilha urbana decretada pelo PCC : Sargento da PM é executado no Parque São Paulo 47

Ele saía de uma pizzaria onde fazia ‘bico’ quando foi atingido por dez tiros
publicado em 16/09/2012 00:37 | Fernanda Miranda

Um sargento da Polícia Militar (PM) de Araraquara foi executado com dez tiros por volta das 23h30 deste sábado (15) no Parque São Paulo, Zona Leste da cidade.

Segundo informaçoes preliminares, o Sargento Simões fazia um ‘bico’ em uma pizzaria do bairro. Ao terminar o turno, ele saiu para pegar sua moto e ir embora quando foi surpreendido com dez tiros. O resgate foi chamado, mas ele foi encontrado morto.

A polícia ainda não tem informações nem características dos responsáveis pelo crime.

ESTADO DE ALERTA – Na sexta-feira (14), um soldado de São Carlos foi morto com seis tiros quando saía de uma atividade extra. Lá, a polícia negou indícios de ataque do crime organizado, que tem provocado pânico em outras cidades de São Paulo, como Bragança Paulista e Piracicaba. O subcomandante da PM em São Carlos, o major Paulo Wilhelm de Carvalho, disse que a polícia não entraria em alerta porque não tinha elementos de que se tratava de uma executação por parte de facção criminosa.

No entanto, no mesmo dia, o capitão Vagner Prado, comandante da PM em Araraquara, em entrevista ao portal k3, disse que Araraquara estava em alerta e que a PM estava pronta para a guerra urbana.

Neste sábado, o motorista de uma BMW atirou uma bomba contra guardas civis no Centro de Araraquara depois de perceber que seria multado por não usar cinto de segurança. O artefato atingiu e feriu o motorista de uma moto, mas ninguém ligou o caso a um ataque.

http://www.portalk3.com.br/Artigo/policia/sargento-da-pm-e-executado-no-parque-sao-paulo

“Desabafo de um merda de um policial (porque é isso que me sinto sendo funcionário público do Estado de São Paulo, porque é isso que o Estado faz eu sentir). 39

PMs através de carta protestam contra o sistema após morte de policial

fonte: São Carlos Dia e Noite

A morte do soldado Marco Aurélio de Santi da 1º Companhia da PM de São Carlos, provocou a revolta de alguns colegas de farda que aproveitaram o momento e enviaram a alguns repórteres da cidade uma carta criticando o comando, o Governo do Estado e políticos em geral quanto as condições de trabalho e legislação vigente no país. A carta não está assinada. Leia na integra a carta e tire a sua conclusão:

“Desabafo de um merda de um policial (porque é isso que me sinto sendo funcionário público do Estado de São Paulo, porque é isso que o Estado faz eu sentir).

Parabéns governador, parabéns PSDB (partido dos últimos governadores do estado de São Paulo), parabéns deputados e senadores (acho que até a Presidenta da República tem sua parcela de culpa nessa situação), vocês conseguiram acabar com a segurança pública do nosso estado (os governadores administrando mal nossas instituições e os deputados e senadores fazendo leis cada vez mais brandas, favorecendo cada vez mais os bandidos e as pessoas desonestas desse país).

Você tornaram as nossas vidas (e de nosso familiares, mulheres, filhos, pais, irmãos) insuportável, um verdadeiro inferno.Vocês acabaram com nossas instituições (Polícia Militar e Civil), reduzindo o nosso efetivo a um número tão ridículo, mas tão ridículo, que não conseguimos sequer nos proteger dos ataques dos criminosos.

Obrigado também por massacrar nossas famílias com nossos salários indignos, principalmente porque não temos condição de morar em locais melhores e mais seguros e porque necessitamos fazer nossos bicos para complementar nossa renda miserável, e com isso acabamos por nos expor mais, nos tornando vulneráveis as ações dos bandidos do PCC. Muito obrigado aos políticos em geral e uma boa parte da população que apóia de certa forma essa má administração, de forma passiva, assistindo as desgraças de camarote, sem cobrar nada do estado (as pessoas mal atendidas nas repartições públicas e não reivindicam nada do estado, dos políticos).

Hã ! obrigado também governadores do PSDB do Estado de São Paulo por terem sido incompetentes ao longo desses últimos anos, graças a vocês, hoje o nosso colega PM Santi foi atacado e morto covardemente por criminosos.

Vocês são culpados da sua morte e da morte dos outros policiais vítimas dos ataques dessa facção criminosa que vocês ajudaram a criar, por serem inaptos.

Não posso esquecer de ressaltar também que não só os policiais são vítimas desses bandidos mas toda a população vem sofrendo com o descaso na segurança pública ao longo dos últimos anos.

Nós policiais precisamos basicamente de duas coisas, para ontem:

1-Um salário digno (para não precisarmos mais fazer bicos, se dedicando exclusivamente ao trabalho policial).

2-Melhorar nosso efetivo

Peço encarecidamente a todos que tiverem acesso a essa carta que divulguem essa mensagem na imprensa (falada, escrita, na internet e se possível, principalmente através da imprensa, que se faça chegar essa carta até o governado ou seus assessores para que eles tomem alguma providencia). Tenho certeza que com o apoio da imprensa e da sociedade poderemos reverter essa situação.

Moral da história: o “irmãozinho” ainda mereceu a solidariedade da Administração; em vez da “via rápida” para o desemprego, recebeu Ciretran para refazer as finanças 12

SP: delegado que agrediu cadeirante em 2011 é preso por falsificação

15 de setembro de 2012 14h36 atualizado às 14h43 

CÍCERO AFFONSO

Direto de Presidente Venceslau

O delegado Damásio Marino foi preso na madrugada deste sábado sob a acusação de participar de uma quadrilha que adultera e falsifica documentação, principalmente de veículos importados. Marino, que respondia pela Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Presidente Venceslau (SP), foi condenado em agosto de 2011 a três meses de detenção, em regime aberto, pela agressão a um cadeirante em um estacionamento em São José dos Campos, em janeiro do ano passado.

Após o episódio, Damásio Marino foi afastado por seis meses e, em julho de 2011, foi transferido para a Ciretran de Presidente Venceslau. O delegado foi preso quando deixava a sede da unidade logo depois de participar de uma reunião. Junto com o delegado também foi detido um oficial administrativo que prestava serviço na Ciretran. O cofre usado pelo oficial foi aberto e os documentos ali guardados foram apreendidos, assim como o carro de Marino. O oficial administrativo foi liberado pela manhã, depois de prestar depoimento.

Sob ataques, PMs precisam revezar coletes à prova de balas em São Paulo 25

15/09/2012-06h00

LÉO ARCOVERDE DO “AGORA”

Sob forte ataque de criminosos nos últimos meses, policiais militares da cidade de São Paulo estão fazendo rodízio de coletes à prova de balas por causa da falta do equipamento de segurança.

Licitação para equipamentos atrasou, diz PM paulista

Na prática, o policial militar que assume o expediente pega o colete utilizado pelo colega que deixa o serviço.

Segundo os policiais, o revezamento está sendo feito por soldados do 2º Batalhão (zona leste). Com sede na Penha, a unidade possui um efetivo de 763 homens.

Eles reclamam que são obrigados a fazer o trajeto entre a casa e o serviço desprotegidos, em época de constantes ataques de criminosos.

Desde o começo do ano, 69 PMs foram mortos no Estado –no mesmo período do ano passado, foram 38 vítimas.

Rubens Cavallari/Folhapress
O colete à prova de balas precisa ser substituído periodicamente pois os equipamentos têm prazo de validade
O colete à prova de balas precisa ser substituído periodicamente pois os equipamentos têm prazo de validade

O colete à prova de balas precisa ser substituído periodicamente pois os equipamentos têm prazo de validade. Segundo soldados, a falta de reposição do material foi o que levou à fixação do revezamento pelos comandantes de companhias (subdivisões de um batalhão).

“Em julho, meu colete venceu e tive de devolvê-lo. Para evitar que eu ficasse sem, meu comandante impôs o revezamento”, disse um policial da 4ª Companhia. Já na 1ª Companhia, o revezamento é feito desde janeiro.

O deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva, disse que recebe queixas de policiais de outras regiões da cidade com frequência, relatando que estão passando pelo mesmo problema.

Por lei, se um PM sem colete reagir a um roubo e for morto a caminho ou na volta do trabalho, a família dele perde o direito à indenização que é paga pelo Estado.

O governo diz que houve um atraso na licitação e que vai entregar 35 mil novos coletes até dezembro deste ano.

‘BICO OFICIAL’

Policiais disseram que a falta de colete individual já impediu alguns deles de atuarem na Operação Delegada, o chamado “bico oficial”.

Criada em 2009, a atividade permite que o policial trabalhe em dia de folga, fardado e armado, no combate a vendedores ambulantes ilegais, e seja pago pelas prefeituras. Oito horas de serviço rendem R$ 157 ao soldado.

Laudo da Polícia Civil contraria governador 80

15/09/2012 04:35

Rota disparou 61 tiros na invasão à chácara em Várzea Paulista,

sendo que apenas dois bandidos revidaram Aline Pagnan

aline.pagnan@bomdiajundiai.com.br

Os policiais militares da Rota dispararam 61 tiros contra os nove integrantes da facção criminosa PCC mortos durante operação realizada na terça-feira, em Várzea Paulista. Os dados constam no boletim de ocorrência registrado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí.
O documento aponta também que das armas apreendidas com os criminosos (duas espingardas calibre 12, uma metralhadora, sete pistolas e  quatro revólveres) somente duas apresentavam cartuchos deflagrados. Ou seja, apenas dois dos nove mortos atiraram.
Os dados contraria a afirmação dada pelo governador Geraldo Alckmin, na última quarta-feira, de que “quem não reagiu está vivo”, já que nove  pessoas morreram.

No local, segundo a polícia, era realizado um “tribunal do crime”, onde Maciel Santana da Silva, 21 anos, havia sido “julgado” pela facção criminosa por tentativa de estupro contra uma menina de 12 anos. No documento, dos 45 PMs envolvidos, pelo menos 17 dispararam no mínimo uma vez. Foram usadas 12 pistolas ponto 40 e cinco submetralhadoras.
Ainda, segundo o Boletim de Ocorrência, Maciel, mesmo sendo vítima de um julgamento pelos demais bandidos, estava armado com uma pistola 9 mm, com sete cartuchos íntegros. Na versão dos policiais militares, ele ofereceu resistência e acabou sendo morto.
Príncipe / Iago Felipe Andrade Lopes, 20 anos, conhecido como Príncipe dentro do PCC, era o principal contato dos criminosos de Jundiaí com a Capital. Ele estava com um revólver 357 e foi morto com um único tiro, de acordo com informações obtidas no Hospital da Cidade, de Várzea Paulista.
O líder da facção na região havia sido preso uma vez por roubo e receptação, mas estava foragido.  A polícia acredita que ele tenha sido o responsável por organizar “o tribunal do crime”, já que era quem tomava as decisões do PCC na região.
Príncipe morava em Campo Limpo Paulista, mas desde o começo do ano, segundo informações do setor de inteligência da polícia, residia em um apartamento no Cecap, em Jundiaí. Era de lá que comandava o tráfico de drogas, além de roubos organizados pela facção.

Transferências Dos cinco presos durante a operação, dois foram transferidos nesta sexta-feira para um presídio de segurança máxima em Avaré, no Interior do Estado. Segundo a polícia, Alex Sandro de Almeida, 30 anos, e Richard de Melo Martelato, 24, pertencem ao alto escalão do PCC e, para evitar tentativas de resgate, foram levados  de Jundiaí.
Desde o dia do confronto, eles e outros três homens presos na chácara foram levados para o CDP (Centro de Detenção Provisória) no Tijuco Preto. O local chegou a receber um esquema especial de segurança.

http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/33045/Laudo+da+Policia+Civil+contraria+governador

Rescaldo da ladroagem 15

14/09/2012-03h00

Família de Orestes Quércia está em conflito por causa de seu inventário

A família de Orestes Quércia, morto em 2010, está em conflito por causa de seu inventário. Os dois filhos mais velhos dele, Sidney e Fernando, pediram na Justiça prestação de contas sobre as empresas do pai. Do outro lado está a inventariante, Alaíde Quércia, mulher e mãe de outros quatro filhos do político.

HERANÇA 2

Quércia deixou uma fortuna oficial de R$ 150 milhões, de acordo com documentações entregues à Justiça depois de sua morte. Entre os próprios herdeiros existe a certeza de que uma perícia poderá fazer o valor ser multiplicado por três depois que os bens forem atualizados.

HERANÇA 3

Quércia deixou 26 empresas, como shoppings, fazendas de café, TVs e rádios espalhadas por todo o Brasil.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/1153007-familia-de-orestes-quercia-esta-em-conflito-por-causa-de-seu-inventario.shtml

João Alkimin: A balança da vida tem dois pratos 24

A balança da vida tem dois pratos

Venho repetindo sistematicamente que o Delegado Conde Guerra foi demitido injustamente por repercutir notícia,  que o Delegado Frederico foi também demitido injustamente por haver retirado um Juíz embriagado das ruas; que o Delegado Bibiano,  embora absolvido por inexistência de crime , continua fora dos quadros da polícia e que o Delegado Carlos Andrade foi demitido mesmo antes de ter a denuncia contra si recebida.
Pois bem, agora vem a público noticia estarrecedora que seus acusadores estão presos como mandantes de um crime de morte no litoral sul.
Comenta-se também do poderio econômico e político que permeava as relações desses indivíduos, portanto, pelo menos para mim, está absolutamente claro a trama que foi urdida contra o referido Delegado Carlos Andrade, mas resta saber quais interesses teriam prejudicado o referido Delegado com suas investigações.
Onde poderia chegar?
Quem poderia atingir?
Então, na dúvida foi melhor imolá-lo no altar da calhordice.
Vi uma postagem nesse mesmo jornal Flit Paralisante que o Delegado Carlos Andrade era uma boa pessoa,  mas leão.
A mim não importa se o indivíduo é leão ou cordeiro;  e de mais a mais todos são honestos até prova em contrário.
Em meu entendimento, um dos fatores que faz com que a Polícia Civil vá se extinguindo lentamente é essa guerra surda deflagrada entre seus próprios integrantes.
Entendo que quando se tem um ou vários inimigos em comum é hora de união, para depois de derrotado inimigo, resolvermos nossas pendências pessoais.
Há alguns dias policiais do GARRA mataram um indivíduo na capital, fez-se um enorme estardalhaço pela imprensa, porquê?
Provavelmente porque eram policiais civis; vejam a diferença: a ROTA matou 9 marginais, ninguém vai chorar por eles, é óbvio, são 9 canalhas a menos para gerar insegurança no Estado, mas também matou um inocente que estava sendo julgado pelo famigerado ” tribunal do crime”, daquela organização criminosa chamada PCC, que o Secretário afirma não existir.
E vi pequenas notas de rodapé, não que essa morte acidental desmereça o trabalho dos milicianos, assim como se a morte atribuída ao GARRA foi por imperícia, também não pode desmerecer o trabalho daquela guarnição e do próprio Delegado que a comandava, a quem não conheço, mas acredito que já prestou, presta e provavelmente continuará prestando relevantes serviços a sociedade.
Um erro, um equívoco é lamentável,mas não podemos crucificar ninguém por tal motivo.
Vou acompanhar os dois casos, porque certamente o tratamento para os policiais civis será diferente do tratamento dado aos policiais militares.
Pois a Policia Civil é a filha feia da atual Administração, aquela que é culpada por todos os males.
Por derradeiro, não poderia deixar de comentar a atitude do Secretário da SAP senhor Lourival Gomes discípulo do Secretário Ferreira Pinto, que em virtude de reportagem feita pela TV Bandeirantes, mostrando o descalabro no CDP de Pinheiros, imediatamente demitiu o Diretor do presídio e veio a público dizer que desconhecia os fatos.
É sem dúvida um excelente aluno, pois assim como o Governador e o Secretário Ferreira Pinto, é mais um que entra para o rol dos homens que não sabiam.
João Alkimin

Juiz eleitoral: “Que burro, dá zero pra ele” 8

Nordeste // paraíba

Juiz da Paraíba manda PF prender diretor do Google no Brasil

Publicado em 14.09.2012, às 18h49

O juiz da propaganda eleitoral de mídia e internet de Campina Grande (PB), Ruy Jander, decretou nesta sexta-feira (14) a prisão do diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar, residente em São Paulo, acusado de crime de desobediência. O magistrado determinou que a Polícia Federal efetue a prisão de Balthazar e que ele só seja liberado mediante pagamento de fiança, após comprovação do cumprimento da ordem judicial. O Google divulgou uma nota sobre o assunto, dizendo “que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão”.
Para a Justiça Eleitoral da Paraíba, o diretor do Google desobedeceu à Justiça, porque teria ignorado sua determinação de retirar do Youtube um vídeo postado por um site denominado “Humor Paraíba”. No vídeo, o candidato a prefeito líder nas pesquisas em Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), é chamado de burro numa montagem feita com o personagem Chaves.
No vídeo, Rodrigues apresenta propostas para a educação e, ao se referir ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ele troca a palavra “desenvolvimento” por ” desempenho”. Em seguida, aparece Chaves dizendo: “Que burro, dá zero pra ele”. Segundo o juiz, Balthazar foi notificado e se defendeu. Na defesa, ele pediu que o juiz reconsiderasse o pedido de prisão, que foi negado.
Como o vídeo não foi retirado do Youtube, o juiz considerou que houve crime de desobediência. Jander disse na decisão que o Google se recusou dolosamente de cumprir a ordem da Justiça Eleitoral. “Conforme informação da parte atingida pela propaganda ridicularizante, há de se adotar as medidas necessárias para que o poderoso provedor de internet respeite a legislação brasileira e as autoridades constituídas”, afirma o juiz.
Segundo ele, ‘trata-se de crime descrito no artigo 347 do Código Eleitoral, que, enquanto não cumprida a ordem, permanece ocorrendo, razão pela qual determino a imediata prisão em flagrante do senhor Edmundo Luiz Pinto Balthazar”.
O Google emitiu a seguinte nota: “O Google vem a público esclarecer que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão. O Google acredita que os eleitores têm direito a fazer uso da Internet para livremente manifestar suas opiniões a respeito de candidatos a cargos políticos, como forma de pleno exercício da Democracia, especialmente em períodos eleitorais. O Google não é o responsável pelo conteúdo publicado na Internet, mas oferece uma plataforma tecnológica sobre a qual milhões de pessoas criam e compartilham seus próprios conteúdos”.

Fonte: Agência Estado

É SÓ PRAÇA —— É SÓ PRAÇA ——- É SÓ PRAÇA —– É SÓ PRAÇA QUE MOOOOOOOOOOORRE, PORRA! 22

Enviado em 14/09/2012 as 17:55 – MARCOS SIMÕES

Nem governo, nem Justiça, nem os cumandantes da PM estão nem aí para as mortes: É SÓ PRAÇA —— É SÓ PRAÇA ——- É SÓ PRAÇA —– É SÓ PRAÇA QUE MOOOOOOOOOOORRE, PORRA!

O modelo arcaico militar é uma das causas das execuções, pois o PRAÇA e somente o PRAÇA tem a obrigação de, por força de um regulamento cruel, desumano e extemporâneo, combater o crime gerado, parido e criado pelo próprio GOVERNO TUCANO E SEUS VASSALOS, COVARDES E DESUMANOS CUMANDANTES DA PM. Até quando vão morrer somente praças e, também, marginais criados por esses bandidos travestidos de governantes e homiziados em gabinetes refrigerados com água e cafezinho?

O deputado Olímpio é um lutador, mas é contra desmilitarização da excrescência POLÍCIA MILITAR. Entendível, pois, o cabra é oficial e não quer perder os benefícios adquiridos e os que virão. MAS E O PRAÇA, DEPUTADO? Até quando vai ficar nessa de somente cobrar na tribuna da Alesp? O governador, ou os governadores tucanos (20 ANOS NA ADMINISTRAÇÃO), deixou chegar nessa situação. O governo federal não pode intervir. O sr., deputado, sabe o que é INGERÊNCIA? Faça-me o favor, deputado, de despolitizar a morte dos colegas policiais militares – PRAÇAS E SOMENTE PRAÇAS. Não queira dividir responsabilidade que é dos entes estaduais. Articule, pela via legal, o pedido de intervenção em SP, deputado. Aí, sim, poder-se-á cobrar o governo federal. O sr. sabe o motivo pelo qual não se desmilitariza as PMs. Deve saber também o motivo pelo qual não se melhora nada no Brasil, inclusive segurança pública. Não precisa desenhar que “indústrias” foram erguidas e se firmaram na miséria, na desgraça do povo brasileiro, deputado, em todos os quesitos sociais: tudo é mercadoria para se vender e ganhar dinheiro. Saúde, Educação, Moradia, Transporte, Segurança Pública, etc Fale a verdade ao povo, ao praça, deputado. O sr conquistou essa condição, é ouvido e acreditado. Não tergiverse, deputado. Do jeito que seguem na mesmice as coisas, deputado, nada vai mudar e o sr vai muito mais vezes à tribuna apenas lamentar. Só isso.

SEPESP E SIPESP – comunicado importante à categoria 117

COMUNICADO IMPORTANTE À CATEGORIA

NO DIA 17 DE SETEMBRO INICIA-SE A OPERAÇÃO “ CUMPRA-SE A LEI” , DECIDIDA PELOS ESCRIVÃES E INVESTIGADORES POR MEIO DOS RESPECTIVOS SINDICATOS (SEPESP E SIPESP)  EM ASSEMBLEIA GERAL.

A OPERAÇÃO “ CUMPRA-SE A LEI ” CONSISTE NA ESTRITA OBSERVÂNCIA DAS LEGISLAÇÕES VIGENTES, ESPECIALMENTE:

A) CONSTITUIÇÃO FEDERAL;

B)  CÓDIGOS PENAIS E DE  PROCESSO PENAL ( NO QUE TANGE A TODOS OS ATOSDE POLÍCIA JUDICIÁRIA E, PRINCIPALMENTE,   NA ELABORAÇÃO DOS AUTOS DE PRISÃO EMFLAGRANTE E FORMALIZAÇÃO DAS PEÇAS DOS INQUÉRITOS POLICIAIS).

PARA FISCALIZAR O CUMPRIMENTO DA LEI, OS  REFERIDOS SINDICATOS IRÃO  REALIZAR VISITAS  EM:

a)      CENTRAIS DE FLAGRANTES INSTALADAS NA CAPITAL;

b)      CENTRAIS DE POLÍCIA JUDICIÁRIA –CPJs.

c)     CHEFIAS DE CARTÓRIO

c)      UNIDADES  DO DEINTER.

A FISCALIZAÇÃO SERÁ REALIZADA POR REPRESENTANTES DOS REFERIDOS SINDICATOS, COMFULCRO NO DIREITO CONSTITUCIONAL DE REPRESENTAÇÃO SINDICAL  E DE DEFESA DOS TRABALHADORES ESTABECELIDOS NO ARTIGO 8º INCISO II E III  DA REFERIDA  LEI MAIOR.

ESPERAMOS QUE AS AUTORIDADES  POLICIAIS RECONHEÇAM O TRABALHO DESENVOLVIDO, QUE VISA SOBRETUDO VALORIZAR OS POLICIAIS CIVIS, MELHORAR A QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS À POPULAÇÃO E COMBATER A IMPUIDADE REINANTE   NO ESTADO DE SÃO PAULO.

AS CATEGORIAS REIVINDICAM VALORIZAÇÃO DAS CARREIRAS COM SALÁRIOS DE  NÍVEL SUPERIOR

ALÉM DISSO, EXIGIMOS: TRABALHAREM CONDIÇÕES DIGNAS DE ACORDO COM  LEGISLAÇÃO TRABALHISTA VIGENTE E AS CONVENÇÕES INTERNACIONAIS DO TRABALHO (OIT).

ALERTAMOS ÀS AUTORIDADES PARA SE PAUTAREM EM SUAS ATRIBUIÇÕES  AO ESTRITO CUMPRIMENTO DAS NORMAS LEGAIS, POIS, CASO CONTRÁRIO, ESTARÃO  INCORRENDO EM IRREGULARIDADES  E, PORTANTO, SUJEITOS À  RESPONSABILIDADES FUNCIONAIS.

SEPESP E SIPESP

SEPESP – Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo

Administração
Fone: (11) 3326-8012