Análise: É comum acreditar que o policiamento é mais decisivo no combate da violência 41

12/01/2013-07h00

LUIS FLÁVIO SAPORI ESPECIAL PARA A FOLHA

Ainda é recorrente entre os gestores da segurança pública no Brasil acreditar que o trabalho de policiamento ostensivo é o mais decisivo no controle rotineiro da violência urbana.

A investigação policial, por sua vez, teria um status secundário, limitando-se a fundamentar o inquérito policial direcionado à instância judicial.

É um grave equívoco que tem comprometido seriamente a capacidade do poder público de enfrentar a criminalidade. A atividade de investigar homicídios, por exemplo, coletando e sistematizando as evidências de sua autoria e materialidade, é imprescindível ao controle do próprio crime.

Em primeiro lugar, porque quanto maior é a competência da polícia em elucidar o fato delituoso, menores são os patamares de impunidade, e à medida que a impunidade se mantém em baixos níveis, a incidência de homicídios tende a ser menor devido à incapacitação de homicidas, via aprisionamento dos mesmos.

Por outro lado, a investigação concentra um conjunto de informações muito valiosas acerca do fenômeno criminoso, desvelando os indivíduos e/ou grupos e suas respectivas técnicas de ação e motivações, que são responsáveis pela maior parte dos homicídios.

Se tais informações forem devidamente compartilhadas com a polícia ostensiva, incrementa-se em boa medida a capacidade de prevenção dos crimes contra a vida.

A redução da incidência de homicídios passa, necessariamente, pelo fortalecimento da investigação policial.

LUIS FLÁVIO SAPORI é sociólogo e coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC-MG

DHPP solucionou só 29,5% dos crimes que investigou em 2012, em SP 34

DHPP solucionou só 29,5% dos crimes que investigou em 2012, em SP

AFONSO BENITES DE SÃO PAULO

O DHPP, o departamento que investiga a maioria dos homicídios ocorridos na capital paulista e em parte da região metropolitana, atingiu em 2012 um de seus piores índices de esclarecimento de crimes desde 2001.

Apenas 29,5% dos delitos investigados pelo órgão (entre eles, homicídios, chacinas e desaparecimentos) foram solucionados. Dos 4.627 crimes, 1.364 tiveram a investigação concluída.

Os dados constam de pesquisa feita pelo órgão a pedido do Ministério Público.

A Folha obteve os dados entre 2001 e 2012. Nesse período, o ano com mais esclarecimentos foi o de 2005, quando atingiu a marca 65% de solucionamento. De lá para cá, a queda tem sido gradual, com exceção do ano de 2009.

A Secretaria da Segurança Pública, porém, afirma que não houve menos esclarecimentos, mas uma mudança no método de avaliação.

Entre os casos que deixaram de ser solucionados estão 23 das 24 chacinas ocorridas no ano passado na capital e na Grande São Paulo. O único caso que foi resolvido não teve a participação do DHPP, mas da Corregedoria da Polícia Militar, que prendeu seis PMs suspeitos de matarem três homens.

ANTIGO EXEMPLO

Com 32 delegados e quase 400 policiais, o DHPP é o maior departamento especializado em investigar homicídios do Brasil. Já chegou a ser considerado uma referência.

Editoria de arte/Folhapress

“Essa redução mostra que nos últimos anos a Polícia Civil foi muito desvalorizada. Sem investimento nela, é óbvio que os esclarecimentos vão cair”, afirmou a socióloga Samira Bueno, secretária-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para o advogado Marcos Fuchs, diretor-adjunto da ONG Conectas Direitos Humanos, ao não punir um homicida, o Estado passa para o cidadão uma sensação de insegurança. “O criminoso vai achar que é fácil passar impune por um crime. Isto pode ser um estímulo para o aumento da criminalidade”, disse.

O baixo índice de esclarecimento de crimes foi um dos motivos da queda do diretor do DHPP, Jorge Carlos Carrasco. No dia 9, ele foi substituído pela delegada Elisabete Sato, que chegou com a missão de melhorar essa estatística.

Os dois delegados não foram encontrados para comentar o assunto.

Em 2012, o DHPP concentrou a maioria das apurações de mortes suspeitas da capital paulista. Neste ano, segundo o governo, a concentração de inquéritos será revista.

OUTRO LADO

A Secretaria da Segurança Pública contestou os dados e informou que não houve queda brusca no esclarecimento de crimes por parte do DHPP, mas sim uma mudança no método de análise dos dados.

Antes, diz, a identificação do autor já bastava para considerar o crime como esclarecido. Mas, desde 2011, a estatística passou a computar só casos com prisão de ao menos um autor do crime.

A secretaria informou que, assim, 37,7% dos crimes foram esclarecidos com a prisão de um suspeito, sendo que pouco mais de 50% tiveram a identificação do autor.

Quando o Ministério Público pediu os dados à pasta, essa mudança de metodologia não foi informada.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1213895-dhpp-solucionou-so-295-dos-crimes-que-investigou-em-2012-em-sp.shtml

Conselheiros e novos diretores da Polícia Civil tomam posse cumprindo um minuto de silêncio para reflexão sobre os rumos da instituição 102

A cerimônia ocorreu durante a primeira reunião do ano

Dez novos diretores de departamento e 14 conselheiros da Polícia Civil tomaram posse de seus cargos na manhã desta sexta-feira (11), no Palácio da Polícia, à Rua Brigadeiro Tobias, 527, Luz. A cerimônia ocorreu durante a primeira reunião do Conselho da instituição, com as presenças do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira, do secretário adjunto Antonio Carlos da Ponte, e do delegado-geral Luiz Maurício Souza Blazeck.

A reunião marcou a instalação oficial do novo Conselho da Polícia Civil, com as assinaturas dos diretores da Delegacia Geral de Polícia Adjunta, da Academia de Polícia Civil (Acadepol), da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro), Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Polícia Judiciária do Interior de Ribeirão Preto (Deinter 3), de Polícia Judiciária do Interior de Santos (Deinter 6) e de Polícia Judiciária do Interior de Sorocaba (Deinter 7).

Além do delegado-geral adjunto, Valmir Eduardo Granucci, os conselheiros empossados foram os diretores dos departamentos: Domingos Paulo Neto (Decap), Nestor Sampaio Penteado Filho (Corregedoria), Elisabete Ferreira Sato Lei (DHPP), Paulo Afonso Bicudo (Demacro), Marco Antonio Desgualdo (Decade), Youssef Abou Chahin (DPPC), Marco Antônio Pereira Novaes de Paula Santos (Denarc), Mário Leite Barros Filho (Acadepol), Wagner Giudice (Deic), João Osinski Júnior (Deinter 3), Aldo Galiano Júnior (Deinter 6) e Julio Gustavo Vieira Guebert (Deinter 7).

Além do diretor do Decap e da Corregedoria que foram empossados no dia 12 de dezembro, os outros nove delegados assinaram o termo de posse, assim como Edison Giatti Lahoz, que responderá pelo expediente da Assistência Policial Civil do Gabinete do Secretário (APC/GS), até 24 de janeiro, em substituição ao delegado Nelson Rodrigues.

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A cerimônia

Ao abrir a reunião, o presidente do Conselho, o delegado-geral Luiz Maurício Souza Blazeck, falou da nova visão de trabalho que procurará pôr em prática e, enfaticamente, sobre os valores que deverão permear a direção da Polícia Civil. Pediu a todos, inclusive, que fizessem um minuto de silêncio para reflexão sobre os rumos da instituição.

Grella agradeceu o convite para a reunião e discursou sobre o significado do Colegiado da Polícia Civil (o Conselho) e a importância da investigação para a paz pública. “Precisamos dar resposta à sociedade em termos de responsabilização e isso recai, evidentemente, sobre os ombros da Polícia Civil. Então quanto mais eficiente, quanto melhores e maiores os resultados, maior será a sensação de segurança, porque a população verá na sua polícia a atuação eficiente e a responsabilização daqueles que insistiram e insistem em transgredir as leis”, defendeu.

“Nós nos propusemos a fazer um trabalho e estamos encontrando incondicional apoio do dr. Blazeck. Não queremos simplesmente quantidade, queremos resultados e estamos dispostos a tomar decisões”, afirmou o secretário, que em seguida, pediu o apoio de todos os conselheiros para a diminuição dos índices de criminalidade. “Vamos procurar realizar este ano reuniões bimestrais para discutirmos os resultados, os índices criminais que mais interferem na questão da sensação de segurança, os índices operacionais. Vamos discutir e buscar soluções”, frisou.

O secretário adjunto também agradeceu o convite para a cerimônia, falou do histórico profissional dos conselheiros e das metas para um trabalho eficiente por parte da SSP. Ponte destacou ainda a questão do compromisso público que todos ali assumiam. “Polícia competente é aquela que está em consonância com os ditames do estado democrático de direito e tem a inteligência como a principal arma e, sobretudo, compromisso com a modificação social”, disse.

O delegado-geral falou da valorização e do reconhecimento da Polícia Civil por parte da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e fez, em nome do Conselho, uma homenagem aos dois secretários, oferecendo-lhes um broche da instituição.

As expectativas da Delegacia Geral quanto ao desempenho dos novos diretores foi ressaltada pelo por Granucci. “Vamos prestar bastante atenção não só na produtividade, como também no diálogo, na responsabilidade da transmissão das ocorrências”, disse, referindo-se ao comunicado rápido à DGP de fatos que precisem de providências mais enérgicas.

O delegado-geral adjunto prometeu agilizar ainda mais os trâmites de todos os expedientes e fazer um levantamento dos recursos materiais dos departamentos, ainda no começo deste ano.

As informações são do portal da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

DEINTER-6 : “Estou trazendo o delegado Mauro Argachoff para trabalhar na inteligência, a delegada Gisele Boros Tobias para ser assistente. Também farei mudanças na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Vou trazer um delegado de São Paulo para trabalhar na Dise” 74

Diretor quer setor de homicídios

Na tarde desta quinta-feira (11), em entrevista ao Diário do Litoral, Aldo Galiano Júnior comentou seus objetivos no comando do Deinter-6.

por Thales Mauá

        Atualizado em 11 de janeiro de 2013 às 13h26

Com 39 anos de trabalho na Polícia Civil, pela segunda vez na carreira o delegado Aldo Galiano Júnior, de 60 anos, assume a diretoria de um Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter). Dessa vez, Galiano Júnior terá a missão de comandar o Deinter-6, que abrange a Baixada Santista e Vale do Ribeiro. Ele já comandou o Deinter-7 (Sorocaba).
O novo diretor na Baixada, nascido em Espírito Santo do Pinhal, assume o cargo após a saída do delegado Waldomiro Bueno Filho, que ocupava o posto desde 2007. Antes de assumir o Deinter-6, Galiano Júnior estava no Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) de São Paulo.
Na tarde de ontem, uma cerimônia de transmissão de cargo foi realizada no Palácio da Polícia Civil de Santos, no Centro. O evento, que contou com presença massiva de delegados titulares de delegacias e distritos da Região, marcou o início dos trabalhos.

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Após a cerimônia, o novo diretor do Deinter-6 concedeu entrevista ao DL.

Diário do Litoral – Como o senhor pretende trabalhar? Galiano Júnior – Eu trabalho com o setor de inteligência, hoje não existe fazer polícia sem inteligência, sem saber utilizar os recursos. Quero trabalhar com a comunidade, ao lado das sociedades, como Rotary Club, Lions Club e Consegs. A gente quer humanizar a Polícia Civil novamente. Queremos resgatar a confiança que as pessoas tinham com a polícia. Temos que ter consciência que perdemos a credibilidade.

Diário do Litoral – Qual é o perfil de trabalho do senhor? Galiano Júnior – Eu sou operacional, gosto de ir para rua, colocar o uniforme e estar atuando. Trabalhei no  Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), fundei o Grupo de Operações Especiais (GOE) em São Paulo. A minha satisfação pessoal é prender bandido, você se sente motivado fazendo isso. Você tem que se colocar no lugar das pessoas.

Diário do Litoral – O senhor conhece a Região? Galiano Júnior – Sim, frequento aqui semanalmente, tenho casa em Guarujá.

Diário do Litoral – Como o senhor vai combater o crime organizado? Galiano Júnior – Com inteligência, utilizando escutas, trabalhando com o Ministério Público e o Poder Judiciário. Quero acabar com o crime de roubo de cargas, ele abastece o crime organizado. Não vou permitir que ele se estabeleça de uma forma permanente na Baixada Santista.

Diário do Litoral – O senhor fará mudanças no quadro policial? Galiano Júnior – Com certeza irei fazer algumas alterações. São 39 anos de polícia, muitos acompanhado de uma equipe que esteve comigo em diversos momentos. Não é justo vir para um local onde posso desenvolver meu trabalho e não trazer eles. Você tem suas pessoas de confiança, que conhecem seu jeito de trabalhar. Ninguém chega longe sem uma equipe.

Diário do Litoral – Como elas serão feitas? Galiano Júnior – As mudanças serão feitas com seriedade e profissionalismo. Analisando estatísticas, vendo o que pessoal está produzindo ou deixando de produzir.

Diário do Litoral – O senhor já tem ideia das primeiras mudanças? Galiano Júnior – Estou trazendo o delegado Mauro Argachoff para trabalhar na inteligência, a delegada Gisele Boros Tobias para ser assistente. Também farei mudanças na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Vou trazer um delegado de São Paulo para trabalhar na Dise.

Diário do Litoral – O senhor pretende abrir novas delegacias na Região? Galiano Júnior – Aqui (Baixada Santista e Vale do Ribeira) está carente na área de homicídios. Pretendo criar um órgão específico para investigar esse tipo de crime. A investigação de homicídio exige dedicação. Vamos criar um suporte para o departamento. Homicídio, a cada dia que você não esclarece, ele fica mais complicado de solucionar. Pretendemos também criar um órgão de Meio Ambiente. Estamos em um polo da Serra do Mar, que tem uma reserva ecológica grande. Iremos trabalhar em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Florestal.

Diário do Litoral – Como o senhor vê a importância da criação desse setor específico para homicídio? Galiano Júnior – Hoje é necessário ter esse setor, porque o delegado que assume um inquérito de homicídio tem diversos outros casos para cuidar. Se você cria um setor específico, o delegado especializado só terá um ou dois casos de homicídio para cuidar.

Diário do Litoral – O senhor assume o Deinter-6, em um momento que a morte do PM Marcelo Fukuhara não foi esclarecida. Como o senhor vê esse caso? Galiano Júnior –  A vida particular do PM tem que ser levantada. Pelo jeito como foi a morte dele só pode ser  vingança. É um caso que me chocou.

http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/2871-diretor-quer-setor-de-homicidios

João Alkimin: O QUE É DIGNIDADE 34

O QUE É DIGNIDADE
A meu sentir dignidade é pagar salário justo aqueles que trabalham, que colocam a sua vida em risco em prol da sociedade.
Dignidade é tratar os policiais civis e a tropa da polícia militar com respeito.
Dignidade é não demitir funcionários por intriga, por má-fé, por problemas políticos, ou simplesmente por não se afinarem com o governo de plantão ou ainda por repercutirem notícia como delegado Conde Guerra.
Dignidade é permitir que um policial que já tenha anos de serviço se aposente sem medo de perder mais de quarenta por cento de seu salário que lhe são dados enquanto estão na ativa como esmola pelo governo.
Dignidade é não permitir que um delegado de polícia de classe especial tenha um salário de aproximadamente 10 mil reais, em um promotor ou juiz de direito mais de 25 mil reais ou ainda um coronel pm com as mágicas feitas mais de 40 mil reais.
Dignidade é pagar o nível universitário aqueles que tem direito.
Dignidade é pagar um salário digno a investigadores, carcereiros, escrivães, agentes policiais e a toda carreira policial.
Dignidade é dar condições de trabalho as equipes de plantão.
Dignidade é dar condições de atendimento a população que necessita ir a uma delegacia.
Indignidade é o governador fazer ouvidos de mercador aos anseios de toda a classe policial.
Indignidade é o novo secretário de segurança pública afirmar que policiais não ganham tão mal, pois se comparados ao salário do secretário vivem abaixo da linha de pobreza.
Indignidade são os deputados, além de seu salário terem verbas de gabinete milionárias, terem automóveis a sua disposição, terem cota de gasolina, terem alimentação farta quando as vezes policiais não tem o que comer, e muitos ficam a beira das estradas implorando por uma carona ou pela gentileza de um motorista de ônibus, que  por sinal ganham mais que eles que não lhes cobre passagem.
Indignidade são os ataques diuturnos a instituição policial.
Indignidade era o ex secretário ferreira pinto falando aos quatro ventos que mais de 900 delegados eram investigados e que existia uma enorme banda podre.
Indignidade é o delegado de polícia não ter a prerrogativa da inamovibilidade.
Indignidade são diretores de polícia serem removidos do cargo como uma laranja chupada.
Indignidade é o atrelamento da polícia civil a deputados, secretários de Estado e até vereadores.
Indignidade é a sociedade aceitar passivamente tal estado de coisas.
Por tal motivo discordo quando se diz que os atuais conselheiros da polícia civil são “cardeais”. Cardeais era quando tínhamos, o DERIN, o DEIC, o DOPS e o DEGRAN. Esses sim eram cardeais. Hoje quando muito não sei a nomenclatura da igreja, não sei quem é o mais importante, se é o Monsenhor ou o Vigário, mas como alguns podem entender que Vigário seja pejorativo prefiro entender que são Monsenhores. É mais elegante e não corro o risco de alguém dizer que o Vicariato tem um Vigário geral. Quero deixar claro que esses termos são títulos da igreja, não se confundindo com o vigário da gíria policial.
Espero sinceramente que o governador do Estado resolva o problema do nível universitário e dos salários dos policiais, espero também que sua excelência tenha a sensibilidade para reverter inúmeras demissões feitas ao arrepio da lei e que o poder judiciário  julgue co rapidez aqueles que se encontram apodrecendo a muito tempo no presídio da polícia civil. Que se os condene ou absolva mas julguem rapidamente para que possam inclusive recorrer a outras instâncias, por que para cada preso existe uma família sofrendo pela incúria e inércia do poder judiciário.
Isso também, ou seja, manter um homem preso sem julgamento é indigno.

“Se você agir sempre com dignidade, talvez não consiga mudar o mundo, mas será um canalha a menos.”

John F. Kennedy

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

Grela Vieira: ” Central de ESCUTAS não é nossa. É do JUDICIÁRIO ” 41

Disponível em: http://vp.virtualpaper.com.br/get.aspx?pid=2&eid=302&host=oestenoticias Acesso em: 10 jan. 2013

Disponível em: http://vp.virtualpaper.com.br/get.aspx?pid=2&eid=302&host=oestenoticias Acesso em: 10 jan. 2013

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PAULO GODOY

          O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grela Vieira, disse ontem que a central de escutas montada dentro do Comando de Policiamento do Interior (CPI-8), em Presidente Prudente, não diz respeito à sua secretaria, mas ao Judiciário Paulista e o Ministério Público. Segundo ele, a central continuará em atividade, por se tratar de importante mecanismo de inteligência à disposição do Governo. O Tribunal de Justiça negou que seja responsável pela central. O MP não se pronunciou.

          A vinda da cúpula da segurança do Estado a Prudente ocorre em meio às denúncias da existência e funcionamento da central de escutas da PM, conforme publicou com exclusividade o Oeste Notícias.

          Vieira veio acompanhado do coronel Benedito Meira, Comandante Geral da PM, e do delegado Luiz Maurício Blazeck, delegado-geral da Polícia Civil, para um encontro inédito no interior do Estado, onde seriam debatidas estratégias de segurança pública focadas no planejamento, inteligência e atuação integrada entre as polícias. De Prudente, a cúpula seguiu para Bauru. O evento começou por volta das 10 horas, no auditório da Faculdades Integradas “Antonio Eufrásio de Toledo”.

          A coletiva de imprensa foi dominada por dois assuntos: a resolução do Governo do Estado que proíbe policiais militares de prestar socorro a vítimas em estado grave e a central de escutas montada pela PM dentro do CPI.

          Fernando Grella Vieira disse que não se pode falar em desmonte da central de escuta de Prudente, porque o aparato não próprio da Secretaria, mas do Tribunal de justiça.

          “A escuta não é nossa, da Secretaria. A escuta decorre de procedimentos próprios da lei que tramitam pelo Judiciário com a intervenção do Ministério Público”, disse o secretário, defendendo o trabalho de investigação da Polícia Militar. “Aqui há um grande trabalho de investigação que resulta em um grande número de escutas, como acontece em outras regiões do Estado. Essas investigações prosseguem porque são providencias judiciais apreciadas, deferidas e controladas pelo juiz, com a intervenção do MP”.

          O secretário afirmou que a quantidade de escutas diz respeito ao momento e ao assunto investigado. Com isso, situações mais sensíveis exigiriam um número maior de escutas “obtidos de acordo com a lei, em um processo legítimo”.

          Quando perguntado se tinha cem por certeza de que cem por cento das escutas estavam amparadas legalmente, Vieira disse que enquanto não tiver nenhum caso concreto que indique o contrário, ele continuará pressupondo que as escutas de Prudente correm de forma legal, com ordem judicial.

          Segundo ele, nenhuma evidência de que isso não esteja ocorrendo foi apresentada até agora. “Se isso acontecer não só eu como qualquer agente do Estado tem o poder e o dever de apurar”, disse, emendando que não pode e não tem acesso a nenhuma das quase 88 mil gravações feitas até agora.

          Após a divulgação da existência e operação da central de monitoramento telefônico da PM em Prudente, pelo Oeste Notícias, a Associação de Delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo e a sua congênere na esfera federal entraram com protocolos pedindo a abertura de inquérito policial para apurar o funcionamento do aparato e as condições que ele atua.

          Luiz Maurício Blazeck garantiu que o inquérito será aberto, atuando em duas frentes. Nas denúncias em que aparecer como investigado o ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, a investigação caberá à Procuradoria de Justiça do Estado de São Paulo. Nos demais casos, o inquérito ficará a cargo da Polícia Civil.

          Blazeck não informou de onde estão partindo os mandados judiciais que autorizem as escutas na central de Prudente. Disse apenas que envolve comarca da região.

          Outro lado – A reportagem entrou em contato ontem com a Procuradoria de Justiça e com o Tribunal de Justiça do Estado com pedidos para que comentassem a afirmação do secretário Fernando Grella Vieira de que a central não é de responsabilidade do Governo do Estado, mas do Judiciário Paulista.

          Até as 19 horas, o Ministério Público não havia se manifestado. Em nota, o TJ disse que o Poder Judiciário do Estado de São Paulo não mantém, nem administra nenhuma central de escuta telefônica, haja visto que não é sua função apurar infrações penais e sua autoria. “Toda e qualquer interceptação telefônica autorizada pelo Judiciário somente é deferida por decisão fundamentada, o que  é objeto de comunicação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, completou a nota.

          Além dos emails enviados o Oeste Notícias esteve no Forum de Prudente procurando pelo diretor administrativo, juiz Antonio Roberto Sylla, para que comentasse as afirmações de Grella Vieira, mas a informação é que ele está de férias. Em seu lugar atua interinamente o juiz Luis Carlos Moreira, que se recusou a atender a reportagem.

          Da mesma forma o Ministério Público foi procurado. O promotor Silvio Martins Barbato, que responde pela secretaria das promotorias criminais, também está em férias. Em seu lugar interinamente, responde o promotor Braz Dorival Costa, que disse não ter informação sobre o caso.

PMs estão proibidos de remover vítimas em estado grave

Outro assunto que consumiu boa parte da entrevista coletiva com a cúpula da segurança pública do Estado de São Paulo, em Presidente Prudente, foi a resolução do Governo Paulista, válida desde terça-feira (8), proibindo policiais militares de prestarem atendimento, ou remover vítimas em estado grave. A determinação abriu uma crise com os policiais militares, que se sentem atacados diretamente pelo governo, embora a justificativa oficial seja a de estabelecer protocolos padronizados de atendimento, cabendo ao PM envolvido com a ocorrência preservar a cena de eventual crime. “Nós preconizamos que, por meio dessa resolução, o policial não está obrigado a socorrer, mas a acionar o socorro para que um profissional venha ao local e preste o atendimento adequado, enquanto o policial preserve o local”, disse o secretário Fernando Grella Vieira. De acordo com o titular da pasta da Segurança, nas ocorrências de crimes graves, homicídios, em que haja ferimentos graves, decorrentes ou não do enfrentamento policial, a pessoa ou o corpo deverão ficar no local, aguardando atendimento especializado. Nas cidades em que não existam equipes de resgate ou atendimento médico de urgência, o policial está liberado para prestar o atendimento.

Outros pontos destacados na coletiva

          Viaturas para a PM – De acordo com o coronel Benedito Meira, o final de 2013 encerrará o planejamento bienal em que a região deverá contar com 80 viaturas novas, investimento, segundo o comandante de R$ 2,7 milhões. Os veículos serão adquiridos e distribuídos por lotes a todas as cidades da região de Prudente.

          Efetivo – Perto de 400 municípios paulistas dispõem de apenas um grupamento da polícia militar para garantir sua segurança, estrutura que hoje, não comporta mais que sete policiais – o que permite que apenas um policial trabalhe em cada turno.

          Benedito Meira disse que há estudos em andamento que poderão elevar o efetivo dessas cidades para 11 policiais. Com isso, ao menos dois PMS conseguiriam trabalhar juntos em todos os horários do dia. Para poder colocar o plano em prática, seriam necessários pelo menos mais 1.500 novos soldados.

          “A expectativa é que eu tenha alguma coisa formatada até o final do ano. Trabalhei muito tempo no interior e conheço bem a demanda”.

          Polícia Amiga – Depois de dizer que pesquisas encomendadas pela Polícia Militar indicam insatisfação da população paulista com a atuação da PM, o coronel Meira chegou a dizer que uma de suas prioridades é transformar a imagem da corporação.

          Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comandante da PM afirmou que pretende com que o policial se aproxime mais do morador e da comunidade em que atua. “No interior isso já acontece, porque o policial está inserido na cidade, conhece os moradores. Mas em São Paulo é diferente”, disse. “A população precisa se sentir protegida pela polícia e isso se dá já na abordagem do policial, uma das maiores reclamações”. Benedito Meira não respondeu à pergunta se sua declaração e proposta tinham a ver com a alta taxa de letalidade da PM registrada em 2012.

          Onda de violência – Apesar de ter tomado posse no auge da violência recente ocorrida em São Paulo, quando mais de cem policiais militares foram mortos em pouco mais de quatro meses Fernando Grella Vieira disse que o Estado não está perdendo a guerra contra a criminalidade.

          “A sensação de segurança se trabalha com esclarecimento para a população e com a abertura dos dados e índices da criminalidade para a sociedade”, disse o secretário.

          Para ele, o Rio de Janeiro tem índices de crime muito piores que os de São Paulo, “no entanto a sensação de segurança lá é maior. Ou seja, o morador do Rio de Janeiro está mais exposto à criminalidade que o de São Paulo, mas se sente mais seguro”.

Bati um recorde na direção do Deinter-6 ficando seis anos no comando; esse teria sido o motivo da minha saída 24

“Fiquei surpreso com a saída”

Após seis anos no comando do Deinter-6, o delegado Waldomiro Bueno Filho deixa o cargo.

por Thales Mauá

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou a troca de comando de sete departamentos da Polícia Civil, entre eles o que abrange a Baixada Santista e Vale do Ribeira – Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6). Desde 2007, o comando era do delegado Waldomiro Bueno Filho, que foi substituído pelo delegado Aldo Galiano Júnior. O novo diretor deixou o Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) da Capital.
Segundo nota divulgada pela SSP, “as alterações nos comandos das principais diretorias fazem parte de um processo natural de renovação”.
Na tarde de ontem, Bueno Filho concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Litoral. O delegado completará, em junho, 45 anos atuando na polícia. Bastante emocionado, Bueno Filho se mostrou surpreso e insatisfeito com a saída.

Diário do Litoral – Como você recebe essa notícia? Waldomiro Bueno Filho – Foi uma surpresa porque vinha fazendo um belo trabalho. O governador (Geraldo Alckmin) tinha dito que contava comigo até o final do seu mandato. Mas estou feliz porque sei que estou saindo por excesso de competência. Ninguém fica no comando por muito tempo, ainda mais trabalhando na polícia.

DL – Qual seu sentimento com essa mudança? Bueno Filho – De coração, eu lamento sair daqui. Não pelo cargo, mas por conta dos policiais que trabalhei, que são homens dignos, comprometidos com a segurança pública e com a Baixada Santista. Mas, tudo bem, a gente compreende, a administração tem suas escolhas e estamos aí para cumprir nosso papel.

DL – Qual teria sido o motivo de sua saída? Bueno Filho – Eu bati um recorde na direção do Deinter-6 ficando seis anos no comando. Esse teria sido o motivo da minha saída.

DL – Como você analisa os seis anos de comando no Deinter-6? Bueno Filho – Nossa produtividade foi grande nesse tempo. Sazonalmente fazíamos operações. Prendemos mais de 5 mil criminosos nos seis anos. Quando eu cheguei aqui, encontrei um departamento com vários problemas e consegui sanar eles. Hoje, estamos com uma produtividade maravilhosa, com quase todos os casos de repercussão resolvidos. No meu comando implantamos a metodologia da recognição visuográfica, onde o policial é obrigado a ir até o local do crime. Isso aumentou o poder de esclarecimento dos casos.

DL – Você acha que deixou alguma aresta no comando? Bueno Filho – Sem dúvidas, tem pontos que precisam ser bem mais trabalhados. Um exemplo são as quadrilhas que atuam em Praia Grande, que conta com um número muito alto de roubos. Infelizmente, são bandidos que não são da região, complicando nosso trabalho. Mas sei que fiz um grande trabalho. Meu sonho na polícia era ter um lugar sem crimes de roubos e furtos, isso é com o tempo, com a própria legislação, que infelizmente atrapalha o trabalho da polícia. Nós criticamos porque gostamos do que fazemos. Nós queríamos leis perfeitas para manter o ladrão preso, para que o cidadão possa caminhar tranquilamente  na rua, andando com o vidro do carro aberto.

DL – Você conhece o novo diretor? Bueno Filho – Conheço, é um grande delegado, um parceiro, que vai dar continuidade ao nosso trabalho. É uma pessoa “super” afável, que não tem amor exacerbado ao cargo. É um homem que tem um ótimo relacionamento com seus funcionários.

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O delegado Waldomiro Bueno Filho deixa o comando do Deinter-6 (Foto: Arquivo/DL)

 

DL – Quais metas você tinha traçado para 2013? Bueno Filho – Tinha planos de neste ano realizar a reforma do Palácio da Polícia Civil, que é uma preocupação minha, a construção de um prédio no Valongo para abrigar o 1º Distrito Policial, viabilizar o barco que está para ser fornecido pela Petrobras, onde poderemos realizar diligências em locais de difícil acesso, além da reforma de algumas delegacias. Sei que o Aldo vai dar continuidade nesses projetos.

DL – Sabe qual será seu futuro? Bueno Filho – Ainda não sei, meu futuro ainda está indefinido. Não sei se vou assumir alguma seccional ou diretoria. Em um primeiro momento, sei que estarei à disposição da Delegacia Geral de Polícia.

DL- Você completa, em junho, 45 anos trabalhando na polícia. Qual sua análise nesse período? Bueno Filho – Eu já comandei por cinco anos São José do Rio Preto, um ano São José dos Campos e aqui. Uma das maiores realizações da minha vida foi ter trabalhado no Litoral, sou um homem realizado por isso, além de me sentir realizado por nesse período ter respeitado as pessoas, inclusive os ladrões que prendi. Na minha carreira, participei de diversos tiroteios, mas nunca dei um tapa no rosto de alguém, sequer levantei a mão para uma pessoa, isso é a coisa mais importante para mim.

http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/2775-fiquei-surpreso-com-a-saida

ADPESP – Você se sente seguro em São Paulo? 100

10/01/2013 – Você se sente seguro em São Paulo?

Medo
As péssimas condições de trabalho seguem desestimulando aqueles que anseiam em seguir a carreira de Delegado de Polícia no Estado de São Paulo. Dos 200 colegas empossados no final do mês de agosto de 2012, 25 já desistiram de continuar no cargo. Mais recentemente, em dezembro, uma nova cerimônia no Palácio dos Bandeirantes foi realizada para preencher 135 vagas remanescentes, mas 23 dos futuros colegas desistiram da carreira sem nem mesmo tomar posse.
A média de desistência, que antes era de um Delegado de Polícia a cada 15 dias, segue aumentando e a tendência é que continue nesta preocupante crescente enquanto o governo, no que diz respeito à política de segurança pública, não modificar seus conceitos. Atualmente, um Delegado de Polícia desiste da profissão a cada 10 dias.
Fatores como os crescentes índices de criminalidade, a insegurança que permeia o dia a dia do cidadão, o descaso do governo e o desamparo suportado pela população, associados à debandada de Delegados para outros Estados ou outras carreiras, levaram a Associação dos Delegados de Polícia a desencadear uma ação de conscientização e apoio, apresentando soluções simples e eficientes que esbarram na indisposição do governo em executá-las.
Enquanto isso, vidas inocentes são ceifadas, patrimônios construídos com trabalho árduo e honesto despertam a cobiça daqueles que contam com a impunidade, e o cidadão de bem se torna prisioneiro do sistema que rouba seu direito de ir e vir. O momento é de crise e precisamos estar juntos para atravessá-lo.
A sociedade precisa exigir que sejam respeitados, garantidos e plenamente exercidos seus direitos constitucionais e que os Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, que para formação e capacitação profissional custam aos cofres públicos (bolso do contribuinte) cerca de R$ 100.000,00 cada, façam valer o investimento permanecendo na carreira e no Estado, a fim de assegurar a preservação do Estado Democrático de Direito, como seu primeiro garantidor.
E enquanto a violência se esconde nas fórmulas mágicas apresentadas diuturnamente por pseudo especialistas, há que se indagar: Você se sente seguro em São Paulo?

Agentes penitenciários e guardas portuárias continuarão portando canivete e santinho de São Jorge 32

caniveteDilma veta porte de arma para agentes e guardas prisionais

A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 87/2011 que previa o porte de arma, mesmo fora de serviço, a agentes e guardas prisionais, a integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias. O veto foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (10).

 

Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto. As duas áreas alegaram que, se sancionado, o projeto implicaria maior quantidade de armas de fogo em circulação, “na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento”.medalha-sao-jorge

 

Na justificativa para o veto, foi ressaltada também “a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.

Fonte: Agência Brasil

Aldo Galiano Júnior substitui o delegado Waldomiro Bueno Filho que ficou seis anos na direção do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-6) : “Saio de cabeça erguida” 21

Sob nova direção

Delegado Aldo Galiano Júnior assume comando da Polícia Civil

Fernando Diegues

A partir de hoje, o comando da Polícia Civil na Baixada Santista e Vale do Ribeira troca de mãos e ficará sob responsabilidade do delegado Aldo Galiano Júnior, de 60 anos, 39 deles dedicados à polícia.
Ele substitui o delegado Waldomiro Bueno Filho, de 63 anos, que ficou seis anos na direção do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-6).
A mudança, que incluiu alterações em outros departamentos estaduais, foi publicada na edição de quarta-feira do Diário Oficial do Estado.
Prestes a completar 45 anos na Polícia Civil, Bueno comentou que a troca ocorreu por estar há bastante tempo na função. Ele faz um balanço positivo de sua atuação na região. “Saio de cabeça erguida”, concluiu.
waldomirobuenofilhoSaldo positivo
Bueno destacou o grande número de casos de homicídio esclarecidos na região – segundo ele, entre 70% e 80% das ocorrências foram solucionadas na Baixada Santista.
Ele também ressaltou o trabalho para a redução dos índices de criminalidade e as ações em toda a área do Deinter-6. “Apenas em operações foram aproximadamente 1,2 mil prisões por ano”, disse.
Questionado sobre os desafios regionais, o delegado afirmou que é preciso seguir combatendo quadrilhas que atuam com roubo e furto.
Motivado
Em sua primeira entrevista como diretor do Deinter-6, Aldo Galiano Júnior afirmou que se sente motivado com a atual tarefa. “Conheço bem a região e sempre tive vontade de trabalhar em Santos. Vivo para a polícia, não sei fazer outra coisa”.
Para assumir o cargo de delegado, Galiano deixou a direção do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade).
aldogalianoO novo comandante do Deinter-6 se descreveu como um delegado operacional e disse que um de seus focos para a região é fazer um trabalho de inteligência para o combate de crimes contra o patrimônio. “Temos que desestruturar os grupos organizados”.

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=178503&idDepartamento=11&idCategoria=0

Campanha publicitária da Adpesp : “Você se sente seguro em São Paulo?”. 22

ADPESP has uploaded Teaser: campanha publicitária da Adpesp.
Teaser: campanha publicitária da Adpesp
“Você se sente seguro em São Paulo?”. É a pergunta que servirá como tema central da campanha, a qual será divida em três etapas. A primeira delas buscará atingir São Paulo (Capital) e a Grande São Paulo com ações das mais diversas, desde busdoor até inserções na televisão. A segunda fase será direcionada ao interior do Estado e a terceira a todo País, sempre sem prejuízo das anteriores.
©2012 YouTube, LLC 901 Cherry Ave, San Bruno, CA 94066

‘Ordem absurda não se cumpre’, diz major da PM sobre nova norma de socorro 27

Major Olímpio Gomes, deputado estadual e policial da reserva, pede afastamento de novo secretário de segurança e diz que resolução não impede crimes de policial mal intencionado

Wanderley Preite Sobrinho– iG São Paulo |                   10/01/2013 10:23:18

“Não tem nenhum comandante da PM que tenha mais contato com os policiais militares do que eu”. Foi com afirmações desse tipo que o deputado estadual e policial da reserva, Major Olímpio Gomes (PDT), recebeu o              iG em seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em pleno recesso parlamentar.

Comandante da PM:                 Proibição de socorro a vítimas aumentará confiança na polícia

A decisão:                 São Paulo proíbe PM de socorrer vítimas de crimes e confrontos

Wanderley Preite Sobrinho/iG

Deputado Olímpio Gomes em seu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo

 

Por entender que a resolução publicada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado na última terça-feira (8) –               que proibe socorro policial a vítimas de confronto com agentes– aumenta a desconfiança da população em relação à PM, ele recomenda que os colegas policias desobedeçam as ordens do governador Geraldo Alckmin e do novo secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira. “Não preciso pedir ao governador para cumprir minha obrigação que foi escrita em 1940 no Código Penal”, afirmou.

Segundo o deputado, Grella Vieira deveria pedir afastamento do cargo porque sua decisão desgasta a imagem da PM e não impede que maus policiais executem suas vítimas, uma das principais justificativas para a edição da resolução. “Se um policial tiver uma conduta desequilibrada e quiser matar, ele mata”.

Leia abaixo a entrevista completa:

iG – Por que o senhor é contra a resolução da SSP que proíbe o socorro policial a vítimas de confronto com a PM?

Deputado Major Olímpio Gomes –Essa medida é preconceituosa porque só se aplica aos policias militares. Se policiais civis trocarem tiro com marginais e prestar socorro, está perfeito, mas se um PM fizer o mesmo, será punido. O governo está dando um tiro no pé porque, se já existe um sentimento de incredulidade da população em relação aos militares, essa resolução é a admissão da incompetência governamental em controlar a polícia. O governador, o secretário de segurança e comandante-geral da PM estão dizendo: “não conseguimos conter a fúria assassina dos nossos policiais militares”. Tudo isso para mascarar a incompetência do Estado em apurar os delitos, especialmente os homicídios, as chacinas.

iG – A medida busca impedir que policiais executem criminosos no trajeto entre o confronto e o hospital.

Gomes –Quem vai chamar o Samu para o socorro vai ser o policial por meio do radio da viatura. Então, se a ideia dele é matar, ele espera cinco, dez minutos, deixa a vítima se esvair em sangue e depois avisa. O policial vagabundo está comemorando a resolução… Se um policial tiver uma conduta desequilibrada e quiser matar, ele mata e tem os mecanismos dentro do pronto-socorro. Se um colega quiser terminar o servido do outro, mata por asfixia dentro do carro de resgate.

iG – E se o policial quiser socorrer e não fizer isso em respeito à resolução, ele pode acabar condenado em um processo movido pela família da vítima?

Gomes –No futuro, o Ministério Público pode entender que era clara a necessidade de socorro e que o policial desrespeitou o Decreto-Lei do Artigo 136 do Código Penal, que fala sobre o crime de omissão. Na hierarquia das leis, ele vale mais do que uma resolução interna da secretaria.

iG – Então o policial ainda pode ser responsabilizado pela morte da vítima?

Gomes –Sim. Se eu fosse policial da ativa, porque você pode dizer que estou no conforto de estar na reserva, eu diria que ordem absurda não se cumpre. As normas que estão no Código Penal são auto-executáveis. Não preciso pedir ao governador para cumprir minha obrigação que foi escrita em 1940 no Código Penal. Eu não posso cometer um crime para cumprir uma norma administrativa. É a hierarquia das leis.

iG – Então, se estivesse na ativa, o senhor…

Gomes –Se eu estivesse na ativa, eu seria punido administrativamente tantas vezes fossem necessárias, como fui na minha carreia. Eu não cumpriria uma ordem porque meu juramento não foi feito para o governo, nem para o Geraldo Alckmin, nem para o PSDB. Fizemos um juramento para a população. Eu, enquanto puder, vou dizer para o policial seguir o Código Penal, seguir a própria consciência e enfrentar o processo administrativo, porque não se trata de desobedecer o Estado, mas de ser justo com o seu juramento.

iG – E se o senhor fosse o secretário de segurança, o que teria feito?

Gomes –Se eu fosse esse secretário, eu pediria demissão. Ele está tentando administrar uma coisa que não conhece. Agora, se eu fosse o secretario, a minha resposta para a sociedade seria esclarecer todos esses crimes de autoria desconhecida. Se um policial fez um disparo e acertou o sujeito, eu tenho de ter mecanismos de controle. Hoje temos a eletrônica a serviço disso. Em muitos países, toda a conduta dentro da viatura é monitorada por áudio e vídeo. Em alguns deles, há uma micro-câmera instalada no boné do policial. O GPS e o rádio da viatura devem monitorar todo o deslocamento.

iG – Qual seria o principal erro da secretaria?

Gomes –Não se pode generalizar e desmoralizar toda a instituição e muito menos colocar essa síndrome de insegurança na população. Olha o que estamos dizendo para a sociedade: “se você for baleado em um assalto, não tenha o azar de ser socorrido pela PM”. É um negócio tenebroso.

iG – Essa também é a opinião dos policiais? Porque o comandante-geral da PM                 [coronel Benedito Roberto Meira] apoia a resolução.

Gomes –Não tem nenhum comandante da PM que tenha mais contato com os policiais militares, civis, agentes penitenciários do que eu. O sentimento é de pesar, de indignação. Estão matando a vaca para acabar com o carrapato. Meu telefone não para de tocar. Eles dizem: “enterramos 107 policiais no ano passado e ainda temos que cumprir essa norma do Estado”. Mas se o policial falar, ele será punido. O regulamento disciplinar se aplica inclusive ao policial da reserva.

iG – Então o senhor, que está na reserva, poderia ser punido por essas declarações?

Gomes –Eu não porque eu tenho imunidade de ato, palavra e voto como parlamentar, então, como diz o filósofo Zagalo, eles vão ter de me engolir.

iG – O senhor já participou de um tiroteio, já atingiu alguém e precisou socorrer?

Gomes –Várias vezes na minha vida. Já tive a infelicidade de ver policial meu baleado, policial morto… Milhões de vidas já foram salvas pelo aparato policial em função desse socorro.

iG – Qual é a sua opinião sobre o novo secretário?

Gomes –Ele tem conduta ilibada, procurador-geral por dois mandatos, um douto, um               gentleman. Entretanto, eu fico imaginando se me nomeassem secretario da Saúde. Eu tentando saber como funciona os cargos, as funções, os trambiques… Eu ia ficar louco.

iG – O senhor quer dizer que falta experiência de rua para o atual secretário?

Gomes –Ele nunca aprendeu a fazer respiração. Ele não conhece como funciona a polícia militar, a policia civil e a técnico cientifica.

iG – Então por que o senhor acha que o governador Alckmin o escolheu?

Gomes –Primeiro por ser promotor público, segundo por ter sido procurador-geral. O governador quer estar de bem com o Ministério Público e se aproximar da Justiça.

iG – E o que senhor pode fazer enquanto deputado estadual?

Gomes –O que eu posso fazer como deputado, além de manifestar inconformismo, é apresentar um Projeto de Decreto Legislativo, a única forma constitucional de anular um ato do Executivo através do Legislativo. Não estou apresentando hoje porque a Assembleia está em recesso. Às nove

Roubaram meu veículo o que faço; quais são meus direitos? 3

Roubaram meu veículo o que faço; quais são meus direitos?

janeiro 22, 2012Flit ParalisanteEditarDeixe um comentárioGo to comments

Inicialmente:

1. Ligar para o 190, solicitando o comparecimento de viatura ao local do furto ou roubo para que a Polícia Militar efetue as providências de repressão imediata ao crime; objetivando a prisão do autor(es ) do crime e recuperação do bem.

A PM NÃO ATENDERÁ AO CHAMADO.

Apenas “passará o alerta” ( que na prática não serve para muita coisa ), orientando para que faça o boletim na Delegacia ou pela Internet.

Internet ninguém fará nada, salvo o alerta e bloqueio no DETRAN.

A vítima deve anotar o horário da comunicação telefônica, solicitando o nome do policial responsável pelo atendimento.

Lembre-se: A POLÍCIA TEM OBRIGAÇÃO DE COMPARECER AO LOCAL DO CRIME ( aliás, deveria estar no local para que o crime não fosse cometido, né? )

2. Comparecer diante do Delegado de Polícia narrando o crime e todas as circunstâncias; com a finalidade de que a autoridade estatal instaure inquérito policial para identificar o autor e recuperar o bem.

3. O inquérito deve ser concluído em prazo razoável;  a vítima deve acompanhar todas as etapas do procedimento e , ao final, ser notificada acerca do resultado das providências estatais.

4. Com a certidão acerca do furto/roubo do veículo o proprietário deve requerer restituição do IPVA; bem como o  lançamento do imposto veicular nos exercícios ulteriores.

E SE HOUVER OMISSÃO ?

Havendo omissões nas providências acima o proprietário deve ingressar com ação de reparação de danos morais e materiais contra a Fazenda Pública, além de endereçar reclamação para a Ouvidoria da Polícia e Corregedorias das Polícias Civil e Militar .

O MEU CASO NÃO FOI INVESTIGADO?

O prazo prescricional para ações contra a Fazenda Pública , de regra CINCO ANOS , inicia-se na data do ato ou fato do qual se originarem; assim  melhor utilizarmos a data do crime como sendo a da omissão estatal.

Se você foi vítima de furto ou roubo de veículo e NÃO FOI INSTAURADO INQUÉRITO para identificação dos criminosos e recuperação do veículo, INGRESSE COM AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS contra a Fazenda Pública.

O Estado conta com a sua desistência.

Não deixe barato!

Você paga caro ( e toda a vida ) por segurança pública.

Você fez a sua parte;  a Polícia ( Estado )  que faça bem feito a parte dela!

Ex-delegado-geral, Desgualdo volta à cúpula da Polícia Civil 45

Atualizado: 10/01/2013 02:08 | Por BRUNO PAES MANSO, estadao.com.br


desgualdoEx-delegado-geral entre 1999 e 2007, Marco Antonio Desgualdo – que em 2011 foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de espionar o ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto – volta a atuar na cúpula da corporação.

A nomeação de Desgualdo para o Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), responsável pelas divisões de vigilância e captura e de atendimento ao turista, foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado. Houve mais trocas na polícia.

O delegado Aldo Galeano Júnior, que estava no Decade, assume o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6), responsável pela região da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.

A expectativa de que as trocas promovidas pelo novo delegado-geral, Maurício Blazeck, fortaleceriam policiais ligados ao ex-secretário de Segurança e atual titular estadual dos Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, não se cumpriram totalmente. Assim como a de que atrapalhariam a carreira dos que eram próximos a Ferreira. O perfil do novo chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Domingos de Paula Neto, anunciado no fim de 2012, se enquadrava nessa tese.

Mas pessoas mais próximas a Ferreira continuaram em cargos de prestígio. É o caso de Wagner Giudice, que dirigia o Departamento de Narcóticos (Denarc) e vai assumir o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

Para o Denarc vai o delegado Marco Antônio de Paula Santos, que havia dirigido o departamento em 2010, quando foi para a Seccional de Guarulhos, depois de críticas do ex-secretário de Segurança.

Outro ligado a Ferreira que segue em alta na nova gestão é Youssef Abou Chain, que assume o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Ele deixa o Departamento da Macro São Paulo (Demacro), que passa a ser dirigido por Paulo Afonso Bicudo, que chefiava a Academia de Polícia Civil.