‘Deslize de comunicação’ – Alckmin continua passando a mão na cabeça da PM; em 2014 serão eleitos três novos deputados estaduais pela PM ( votos dos loiros ) e um novo governador pelo PT ( votos dos escurinhos ) 18

Após polêmica, Alckmin diz que PM poderia descrever suspeito loiro

Agência Estado Em São Paulo

Para Alckmin, ordem de abordar negros e pardos não foi racista

Orientação foi dada em dezembro, por capitão da PM em Campinas; para governador, foi só uma descrição de suspeitos

25 de janeiro de 2013 | 2h 06
CAIO DO VALLE – O Estado de S.Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a Polícia Militar da acusação de racismo após um comandante determinar a abordagem de jovens de “cor parda e negra” em Campinas, no interior paulista. A ordem, em dezembro de 2012, foi dada pelo capitão Ubiratan Beneducci, comandante da 2.ª Companhia do 8.º Batalhão após assaltos no bairro Taquaral.

Um comandante da Polícia Militar em Campinas, no interior do Estado de São Paulo, determinou, em uma ordem assinada em dezembro de 2012, que seus agentes abordassem jovens de “cor parda e negra” em rondas na região de Taquaral.

A medida, divulgada na quarta-feira (23) pelo jornal Diário de São Paulo, provocou polêmica devido à discriminação da cor das pessoas suspeitas de assaltos naquela área.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se manifestou sobre o assunto nesta quinta-feira.

Para ele, o caso não indica racismo, por se tratar apenas da caracterização física de um grupo específico de supostos criminosos e que, se fosse o caso, ela poderia indicar um suspeito loiro ou asiático.

“O que houve foi um assalto ocorrido num bairro. Você tem um suspeito feito pelas características. É como se dizer: ‘Olha, teve um assalto aqui e o suspeito é um loiro, uma pessoa loira. Ou o suspeito é uma pessoa japonesa, asiática’. Enfim, o suspeito era uma pessoa de cor parda”, disse Alckmin.

“Mas [esse foi] um caso específico, onde havia um suspeito. Não há nenhuma forma de discriminação”, ressaltou o governador, acrescentando que, se fosse constatado preconceito, “a punição seria rigorosíssima”.

Representantes de entidades de direitos humanos, como a Educafro, enxergam discriminação na medida.

A entidade entregou na quarta-feira (23) à Secretaria da Segurança Pública uma carta em que cobra explicações sobre a ordem emitida pelo capitão Ubiratan Beneducci, comandante da 2ª Companhia do 8º Batalhão da PM em Campinas.

Segundo o porta-voz da PM em São Paulo, o capitão Eder Antonio de Araújo, as características citadas na ordem do comando foram baseadas em uma carta enviada por moradores da região, que descreviam um grupo que praticava roubos a residências naquelas imediações.
“A forma como foi colocada a ordem de serviço, ela generaliza. Ela não tem uma ação específica”, disse Edna Almeida Lourenço, integrante do movimento negro e fundadora da entidade Força da Raça Campinas. Na avaliação dela, a mensagem deveria informar, também, outras características dos suspeitos.

‘Deslize de comunicação’ Para Araújo, a mensagem não tem teor racista. Ele afirma que o caso pode ser considerado um “deslize de comunicação”. “O documento foi escrito de forma descuidada e com informações descontextualizadas. A partir do momento em que foi constatado, o caso foi imediatamente corrigido”, disse Araújo.

De acordo com o oficial de São Paulo, duas pessoas com as características descritas foram presas no período em que a patrulha foi intensificada. A PM informou que, inicialmente, não pretende punir o autor da mensagem e que não será aberta sindicância para apurar o caso.
No exterior Nos Estados Unidos há uma polêmica de casos de policiais que decidiram investigar pessoas por causa da etnia, raça ou religião. O ‘racial profiling’, como esse tipo de discriminação é chamado em inglês, tomou força após 2001 quando ocorreram os ataques terroristas no país e grupos específicos passaram a ser mais visados nas investigações. No mesmo ano, o ex-presidente George W. Bush chegou a se pronunciar contra a prática.

A Polícia Militar é motivo de medo; foi transformada em órgão higienizador e de extermínio 8

Moradores cobram Estado sobre chacinas e ação de grupos de extermínio em São Paulo

Bruno Bocchini Da Agência Brasil, em Brasília

Em audiência pública realizada nesta quinta-feira (24) no bairro do Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, moradores cobraram providências do poder público para as recorrentes chacinas e a atuação de grupos de extermínio na periferia da cidade. No dia 4 de janeiro último, sete pessoas foram mortas em um crime no Capão Redondo.

Francisco José Carvalho Magalhães, pai do estudante Pedro Thiago de Souza Magalhães, executado no Campo Limpo – bairro vizinho do Capão Redondo – aos  20 anos por um grupo de extermínio em 14 de outubro de 2012, pediu apuração sobre o caso, ainda sem solução. “Ninguém sabe falar nada. Recolheram o corpo do local rapidamente e ninguém nunca me deu explicação. Cheguei na delegacia, o boletim de ocorrência já estava feito. Ele foi morto com armas exclusivas das Forças Armadas”, disse.

Magalhães diz que, em um domingo, seu filho, que cursava administração de empresas no Centro Universitário Anhanguera, em São Paulo, saiu de casa ao meio-dia para um fazer trabalho da faculdade. “Ele saiu de casa falando que ia pegar o pen drive. Quando deu três horas, me ligaram que ele tinha sido alvejado a bala”. Pedro foi morto com nove tiros, sete dados pelas costas. No boletim de ocorrência consta apenas que quatro pessoas desceram de um carro prata e dispararam contra o rapaz.

Depois da morte de Pedro, a região foi palco de uma chacina que deixou sete mortos no último dia 4. O crime, que ocorreu no Capão Redondo, está sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da Polícia Militar, órgão que apura desvios de conduta de membros da corporação.

A Secretaria de Segurança Pública descartou que uma das vítimas da chacina seria o cinegrafista amador que fez imagens de uma ação policial no mesmo bairro, ocorrida em novembro do ano passado e que resultou na morte de um servente de pedreiro. As imagens mostram que um policial militar dispara contra um homem mesmo depois de ele estar rendido.

“O que aconteceu lá foi uma retaliação aos trabalhadores. Todo mundo sabe que dentro da polícia existe um grupo de extermínio, isso aí está na cara, não tem mais como esconder de ninguém. Aquela gravação foi para a mídia, vieram dar o troco”, disse Doraci Mariano, presidente da Associação Joacris, presente na audiência.

“Hoje, a polícia é motivo de medo. As crianças veem um carro e já correm. Na verdade, eles [os policiais] acham que da ponte [que dá acesso da Marginal Pinheiros ao bairro do Campo Limpo] para cá todo mundo é bandido. A abordagem é diferente. É com arma na cabeça, o cara pára você e fala: você pensa que está onde, no Jardins? [bairro nobre de São Paulo]”, acrescenta Mariano.

Além das denúncias, os moradores pediram na audiência pública uma maior presença de políticas públicas na região, ligadas a cultura e a cidadania. “As reivindicações vão desde Bolsa Família para as vítimas da violência, que já estão passando necessidade, a trazer para cá os programas sociais de esporte, lazer e cultura para a garotada, para as pessoas que estão à margem, trazer projetos sociais que a gente não conhece”, disse Paulo Roberto Clemente da Silva, da organização não governamental Capão Cidadão.

Convidados a participar da audiência, o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sotilli, e o secretário municipal da Igualdade Racial, Netinho de Paula, estiveram presentes. “Viemos aqui para aprender com essa comunidade, valorizar o que ela tem a dizer, valorizar sua expressão política, social e cultural. Nós estamos nos abrindo para aprender”, disse Sotilli.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo disse que o secretário da pasta, Fernando Grella, iria se manifestar sobre as cobranças dos moradores em entrevista coletiva que seria realizada na noite desta quinta-feira (24).

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/24/moradores-cobram-estado-sobre-chacinas-e-acao-de-grupos-de-exterminio-em-sao-paulo.htm

Decretada a prisão temporária de seis policiais militares, cinco homens e uma mulher, suspeitos da chacina de sete “escurinhos” 10

24/01/2013 21h54 – Atualizado em 24/01/2013 22h30

Secretário diz que mais PMs podem estar envolvidos em chacina Seis policiais tiveram a prisão decretada pela Justiça nesta quinta-feira. Segundo Fernando Grella, PMs negaram envolvimento com as sete mortes. Marcelo Mora Do G1 São Paulo

DJLAH

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse que outros policiais militares podem estar envolvidos na chacina que deixou sete mortos no dia 4 de janeiro no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo.

Nesta quinta-feira (24), a Justiça decretou a prisão temporária de seis policiais militares, cinco homens e uma mulher, suspeitos de participar das mortes. Grella disse, em entrevista na sede da secretaria, no Centro de São Paulo, que as investigações e diligências vão continuar para tentar confirmar a eventual participação de outros policiais no crime e identificá-los.

Os seis PMs com prisão decretada vão responder por sete homicídios qualificado e por duas tentativas de homicídio, já que duas pessoas ficaram feridas na ação dos policiais.

Entre os mortos, está o DJ Lah. As vítimas estavam em um bar, na rua Reverendo Peixoto da Silva, a mesma onde quatro PMs foram filmados matando um servente de pedreiro, em novembro passado, quando foram atingidas. Segundo o secretário, os policiais negaram envolvimento no crime.

“Há relatos de testemunhas de que seriam até 14 policiais envolvidos na chacina, mas tudo isso será confirmado nas diligências”, disse Grella.

Os seis policiais militares, cinco homens e uma mulher, já cumpriam prisão administrativa por determinação da Corregedoria da PM. Foram presos o sargento Adriano Marcelo do Amaral, a cabo Patrícia Silva Santos e o soldado Carlos Roberto Alvarez, que estavam em um carro da Força Tática, dando apoio aos demais policiais, durante a suposta ação criminosa.

De acordo com o secretário, o tablet instalado no veículo ficou desligado por cerca de 54 minutos na data da chacina. Além deles, foi preso o soldado Anderson Francisco Siqueira, que, na função de armeiro do 37º batalhão naquela data, teria facilitado a saída de uma espingarda calibre 12 utilizada no crime. Os peritos constataram que o DJ Lah havia sido atingido no rosto pela coronha de uma arma pesada. A perícia comprovou que na coronha da espingarda havia sangue humano, mas o exame do DNA ainda não está pronto.

Secretário (centro) fala sobre a prisão de policiais (Foto: Marcelo Mora/G1)

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Na casa do soldado Fabio Ruiz Ferreira, outro PM preso, os corregedores e investigadores do DHPP encontraram toucas ninjas e placas frias dos carros utilizados nas ações.

Dois dias depois da chacina, o policial registrou o roubo de sua pistola .40, despertando a suspeita da Corregedoria. A arma não foi localizada até o momento. Por último, foi preso o soldado Gilberto Eric Rodrigues.

A perícia comprovou que ao menos três projéteis, sendo que dois deles foram encontrados em duas vítimas diferentes, partiram da pistola .40 dele. No local da chacina, os peritos recolheram três cápsulas de pistolas .40, 41 de pistolas 380 e cinco de espingarda calibre 12. “Além disso, outros estojos foram recolhidos por policiais militares, segundo testemunhas”, disse o secretário.

Para ele, todos estes indícios foram suficientes para justificar a prisão temporária dos policiais militares.  “Só foi possível chegar a esse primeiro passo graças ao trabalho conjugado da Corregedoria da PM, do DHPP e da Polícia Técnico-Científica.

Foi graças a essa união de forças que conseguimos colher elementos de provas robustas contra esses policiais. São exceções, obviamente. Todas as instituições têm problemas, mas o que é preciso é que não se jogue o problema para debaixo do tapete”, disse.

O que teria motivado a ação criminosa dos PMs ainda será mais investigado, segundo o secretário. “Parece que tem relação com outro crime que ocorreu bar em frente ao local da chacina dois  meses antes. Estamos empenhados em esclarecer todos estes detalhes”, afirmou.

Os policiais suspeitavam que teria sido o DJ Lah, como é conhecido o rapper Laércio Grimas, o responsável por filmar o servente de pedreiro sendo morto, o que acabou não se confirmando, posteriormente.

Orientação racista na PM-SP provoca indignação de grupo de Direitos Humanos 9

Direitos Humanos

Reprodução do documento publicado nesta quarta-feira 23 pelo jornal Diário de São Paulo

Reprodução do documento publicado nesta quarta-feira 23 pelo jornal Diário de São Paulo

Um documento com teor racista, assinado pelo capitão da Polícia Militar de São Paulo Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, veio à tona nesta quarta-feira 23 e gerou revolta de organizações de Direitos Humanos e de igualdade racial. O documento, divulgado pelo jornal Diário de São Paulo, orienta policias que trabalham no bairro Taquaral, região nobre de Campinas, a abordarem com rigor pessoas “em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra”. Segundo o jornal, a determinação é adotada por policiais desde o dia 21 de dezembro do ano passado e é direcionada principalmente para jovens entre 18 e 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a pele escura.

Em carta, o diretor presidente da Educafro, frei David, pediu esclarecimentos sobre o caso para o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella. “Nos assusta saber que ainda ocorrem casos de racismo dentro da polícia”, disse o frei David a CartaCapital.

Às 11 horas desta quarta-feira 23, o secretário-adjunto de Segurança Pública, Antonio Carlos Ponte, se reuniu com frei David para assegurar a apuração da denúncia e a convocação do Comando-Geral da PM para explicar se a orientação também é dada a outros comandos e batalhões.

Motivada pelo caso, a Educafro solicitou, durante a reunião, a divulgação dos dados étnicos das vítimas de abordagens policiais registradas como “resistência seguida de morte”. O pedido foi baseado na Lei da Transparência. O secretário-adjunto se comprometeu, segundo o diretor da Educafro, a apresentar os dados até o dia 15 de fevereiro.

Em relação a Campinas, a carta requisita os dados estatísticos sobre as abordagens com e sem mortes realizadas pelo Batalhão de Campinas, com o intuito de verificar se há, de fato, uma tradição racista dentro da unidade.

Resposta da Polícia Militar

O Comando da PM nega teor racista do documento e explica que a ordem do oficial foi motivada por uma carta de dois moradores do bairro, na qual eles descreviam os criminosos “com a cor da pele negra”.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Polícia Militar disse que o documento apenas reproduziu as características presentes na carta dos moradores. “Houve uma falta de atenção na escrita do documento, mas isso não é um caso de preconceito”, explica o capitão Araújo, da assessoria de imprensa da PM. “O próprio capitão Beneducci é pardo e quis, no documento, apenas expor as características físicas dos suspeitos”, completa.

Leia a íntegra da carta, redigida por frei David, abaixo:

Para: Governador Dr. Geraldo Alckmin Cc para: SSP Dr. Fernando Grella

Acreditamos que neste novo Brasil que estamos construindo, que deseja ser modelo civilizatório para o mundo, especialmente a partir da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, nenhum governante opta por ser racista ou desumano haja vista a responsabilidade da garantia assegurada pelos Direitos Humanos, tão atual no reconhecimento dos crimes praticados quando da Ditadura no Brasil. A própria ONU mostra-se preocupada com a violência de vários países entre eles, o Brasil e decretou a década do Afrodescendente que vai de 2013 a 2023. No entanto, em vários setores da sociedade, especialmente órgãos públicos, vários fatos concretos deixam-nos preocupados, como por ex: cobramos do governo do Estado, na ocasião das primeiras ocorrências e até hoje o governo estadual não revelou quanto por cento das mortes pelos ataques do (PCC e da Polícia) foram de indivíduos negros.

Apesar dos protestos de boa parte da sociedade, poucas providências foram e são aplicadas para reeducar os funcionários públicos da segurança e de outros setores, autores isolados de atos discriminatórios ou vítimas do “Consciente Coletivo” que perpassa ao longo da história grande parte da corporação policial e da sociedade. O “embranquecimento” ocorre para nossa tristeza e decepção na formação de nossos policiais que inconscientemente passam a não se verem como negros e aplicam na abordagem as ordens lhes passadas ao abordarem o negro como ele. Esta falta de formação gera e faz perpetuar a “abordagem RACISTA de pressupor que o negro até que se prove em contrário é considerado um bandido, marginal!”

O novo fato, muito preocupante, refere-se à Ordem de Serviço nº 8 – BPMI – 822/20/12 da região de Campinas emitida pelo Capitão Ubiratan Beneducci, que segue anexo.

A ordem leva-nos a entender que se os policiais cruzarem de carro ou a pé, com um grupo de 3 a 5 brancos entre 18 e 25 anos, não desconfiem deles. Se forem pardos ou negros, abordem-nos imediatamente! Queremos que a Polícia se liberte da imagem do cidadão/ã Negro/a como sendo bandido/a. Quase 100% dos políticos processados e daqueles que aplicam Grandes Golpes financeiros contra a nação são indivíduos brancos. Para estes sim, a polícia deveria emitir alertas urgentes! Para nossa tristeza, neste caso são considerados inocentes até que se prove o contrário. A inversão de valores está no conceito de que são “autoridades” e não moram na periferia ou favelas.

Compreendemos que esta orientação e determinação não é governamental, mas este mesmo governo ao qual apelamos através deste ofício, pode combater com determinação e direito esta medida aplicada por este servidor policial, mal formado e não preparado para suas funções de comando.

Ao final, baseado na lei de transparência nº 12.527 de 18/11/2011, solicitamos ao governador Alckmin:

1) Que nos apresente os dados étnicos das vítimas de abordagens policiais, registradas como “resistência seguida de morte”, e quantos por cento são cidadãos/ãs brancos/as, indiodescendentes, negros/as ou orientais. 2) Apresente-nos o perfil étnico das vítimas dos ataques do PCC e da Polícia do ano de 2006 quando dos primeiros ataques. 3) Apresente-nos os dados estatísticos daquele batalhão de Campinas sobre abordagens (sem e com mortes), bem como, a percentagem de moradores negros e brancos da área desse batalhão. 4) Apresente-nos os dados estatísticos dos assassinatos de negros e brancos, no estado de São Paulo nos últimos 12 meses (janeiro de 2011 a janeiro de 2012), com perfil étnico, idade e classe econômica.

Sem mais, confiando em um retorno de nossas solicitações o mais breve possível,

Com a saudação franciscana de Paz e Bem! Frei David Santos

O oficial negro Airton Edno Ribeiro afirma que o racismo é uma das marcas da PM 8

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Para Major, Polícia Militar é racista 15

Enviado em 14/05/2011 as 16:13SERÁ FIM

Para Major, Polícia Militar é racista

As evidências dos abusos e da ação criminosa das polícias de São Paulo são tão flagrantes e se dão a tanto tempo que, infelizmente, há a uma tendência a naturalização. Por essa razão, causa surpresa que denúncias surjam da própria corporação. E foi justamente o que aconteceu quando da veiculação na grande mídia da dissertação de mestrado major da Polícia Militar de São Paulo, Airton Edno Ribeiro, Mestre em Educação das Relações Raciais e chefe da divisão de ensino do Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES), que fez o estudo sobre “A Relação da Polícia Militar Paulista com a Comunidade Negra e o Respeito à Dignidade Humana: a Questão da Abordagem Policial”

Ribeiro, com conhecimento de causa, traça um forte relato sobre como a questão é tratada no interior da PM:

“há um silêncio na Polícia Militar paulista sobre os problemas referentes à cor, à negritude e ao racismo, tanto na relação com a população afrodescendente, como dentro da própria Instituição, onde a presença negra sempre foi expressiva entre as praças”. – Fonte: O vermelho

Para o policial, características étnicas próprias e perfil socioeconômico e cultural diferenciados, dada a convivência com a pobreza, favorecem o surgimento de criminosos.

“É na realização diária da atividade de polícia ostensiva que se manifesta a individualização dos pensamentos do policial e de seus preceitos humanos, ou seja, estando o policial de serviço na viatura, sozinho ou com um companheiro, ele escolhe diretamente a pessoa a ser abordada ou influencia o outro policial a abordar. E nesse contexto a escolha da pessoa a ser abordada recai sobre o negro em qualquer situação, em sutilezas que tomam conta das condutas dos policiais no exercício do policiamento”. Fonte: O vermelho

Em recente palestra proferida em São Paulo, o Major falou também sobre a percepção do policial que faz a revista. De acordo com essa percepção “o destino do negro é ser abordado”; “quem coopera não apanha”, “o policial negro não se sente negro”; “e negros esclarecidos irritam a Polícia”.

Da impunidade: de Robson à Flavio

A impunidade aos atos de violência policial é histórica no Estado de São Paulo.

Em 1978, o trabalhador Robson Silveira da Luz, foi preso e torturado no 44º distrito policial de Guaianazes, sob a responsabilidade do delegado Alberto Abdalla, que foi condenado pelo ato, mas até hoje não passou um único dia na prisão, pelo crime cometido.

Os Policiais Militares que mataram o dentista Flavio Santana, em 2002, foram condenados, presos e logo libertados.

Agora os casos de tortura e morte dos motoboys – Eduardo Pinheiro dos Santos e Alexandre Santos nos apontam ações cada vez mais ousadas, fruto da impunidade que acompanha as ações de violência policial no estado de São Paulo.

Foram vítimas de tortura, com Alexandre sendo enforcado diante da mãe. Os policiais militares agiram com requinte psicopático.

Há de se dar fim à impunidade da violência policial, sob pena de esta violência ganhar dimensões cada vez mais bárbaras.” http://www.uneafrobrasil.org

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Racismo nas abordagens é marca da PM, diz major negro

terça-feira, junho 1, 2010

Na contramão do comandante da PM paulista, coronel Álvaro Camilo, que nos casos dos assassinatos dos dois motoboys negros, negou a existência de racismo na institutição, o major negro Airton Edno Ribeiro, chefe da divisão de ensino do Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES), afirma que o racismo é uma das marcas da corporação.

“É preciso dar ênfase no respeito à dignidade humana dos negros nas abordagens, o que exige mudança do modelo conceitual de gestão educacional”, acrescentou, em entrevista aos repórteres Luciano Cavenagui e Tahiane Stochero, do Diário de S. Paulo. O major está, no momento, em Madri, Espanha, fazendo curso de especialização.

Racismo na PM

Para fundamentar a afirmação citou a dissertação de mestrado que tem como título “A Relação da Polícia Militar Paulista com a Comunidade Negra e o Respeito à Dignidade Humana: a Questão da Abordagem Policial”, apresentada por ele no final de 2009 na Universidade Federal de S. Carlos.

Na tese defendida por ele, de 129 páginas, pela qual ganhou o título de Mestre em Educação das Relações Raciais, o major menciona diversos livros sobre o tema, pesquisas de institutos e levantamentos feitos por iniciativa própria. Foram ouvidos 50 cabos e soldados, que admitiram que, antes de entrarem na PM, achavam que havia preconceito contra negros. Depois de ingressarem não achavam mais: tinham certeza.

As famílias dos dois motoboys assassinados – um dos quais, Alexandre Menezes dos Santos, na frente da própria mãe, e outro, Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, sob tortura no Quartel da Companhia da PM na Zona Norte – disseram que, na violência que resultou nas mortes, a condição racial de ambos foi determinante.

Cultura racista

Segundo o major Edno, o preconceito existente na corporação está ligado a cultura organizacional. “Não foram poucos os relatos dos participantes da pesquisa sobre a herança histórica de perseguição aos negros pela polícia”, disse .

O oficial, que já havia revelado os dados do estudo no Congresso de Advogados Afro-Brasileiros promovido pela OAB/SP, em julho do ano passado, lembrou a pesquisa de caráter nacional “Discriminação racial e preconceito de cor no Brasil”, realizada em 2003 pela Fundação Perseu Abramo. Na pesquisa 51% dos negros declararam que já sofreram discriminação da polícia, percentual que cai para 15% quando a mesma pergunta foi feita aos brancos.

Os dados e o estudo do major foram objeto de matéria da Afropress de 04 de julho do ano passado e agora são abordados por veículos da grande mídia.

Dos negros vítimas de preconceito, 78% disseram que foram discriminados por policiais brancos. Foram ouvidas 5.003 pessoas com 16 anos ou mais em 266 municípios. As entrevistas foram feitas nas residências dos consultados, com duração média de 60 minutos.

A violência e racismo também aparecem relacionados no Mapa da Violência 2010, em que são analisados os homicídios entre 1997 e 2007. O estudo indica que um negro tem 107,6% mais chances de morrer assassinado do que uma pessoa branca.

Em S. Paulo, levantamento do Departamento Penitenciário Nacional, feito em dezembro de 2009, mostra que os negros representam 50,46% da população carcerária

” Vamos propor que o brasão da PM tenha uma 19ª estrela, em homenagem ao Pinheirinho” 12

PM de São Paulo homenageia golpe de 1964 em símbolo da corporação

O brasão de armas da Polícia Militar é composto por um escudo com 18 estrelas prateadas que representam ‘marcos históricos da corporação’

Ricardo Galhardo– iG São Paulo |                   23/01/2013 07:00:00– Atualizada às  23/01/2013 17:27:06

A Polícia Militar de São Paulo ostenta desde 1981, quando o Brasil já caminhava para a redemocratização, uma homenagem ao golpe de 1964 que derrubou o presidente João Goulart e mergulhou o País em duas décadas de ditadura militar.

O brasão de armas da PM é composto por um escudo com 18 estrelas prateadas que representam “marcos históricos da corporação”. Segundo o site da PM, a 18ª estrela é uma homenagem à “revolução de março” de 1964, nome pelo qual simpatizantes da ditadura chamam até hoje o golpe que derrubou Goulart.

 

Agência Estado

Brasão da Polícia Militar de São Paulo presta homenagem ao golpe de 1964 e à repressão de manifestações populares

 

Conforme o deputado Adriano Diogo (PT-SP), presidente da               Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, um dos objetivos da comissão é fazer a revisão dos nomes de espaços públicos batizados em homenagem a personagens ou acontecimentos ligados aos regimes autoritários. E o brasão da PM está na mira.

“Casos como o do brasão da PM fazem parte do escopo da comissão”, disse o deputado.

O brasão foi criado em 1958 pelo então governador Jânio Quadros. Na época o símbolo tinha apenas 16 estrelas. Em 1981, no governo de Paulo Maluf, um decreto incluiu outras duas estrelas em homenagem à 2ª Guerra Mundial e à “revolução” de 1964.

Além do golpe militar, as estrelas representam outros casos controversos nos quais a polícia reprimiu com violência manifestações populares. Alguns episódios foram registrados no site da PM por meio de eufemismos.

É o caso da Revolta da Chibata, nominada no site da PM como “revolta do marinheiro João Cândido”. Cândido, também conhecido como o “Almirante Negro”, liderou em 1910 o motim de dois mil homens da Marinha em protesto contra os baixos soldos, condições degradantes (eles recebiam alimentos estragados) e os castigos remanescentes da escravatura que deram nome à rebelião.

 

Reprodução

Site da PM de SP lista os 18 ‘marcos históricos’ que fazem parte do brasão de armas

 

Os revoltosos tomaram embarcações de guerra e voltaram seus canhões contra o Rio de Janeiro, na época a capital federal. Acuado, o governo aceitou as reivindicações mas três dias depois rompeu o acordo, afastou amotinados, puniu os líderes e mandou Cândido e outros 17 homens para um calabouço na Ilha das Cabras, de onde só dois saíram vivos.

Segundo o major Hélio Tenório dos Santos, membro emérito da Academia Brasileira de História Militar, o papel da PM de São Paulo no episódio foi tomar o porto de Santos para impedir o possível desembarque dos amotinados no litoral paulista.

Outras estrelas celebram as guerras do Paraguai (1865 a 1870), e Canudos (1897), o episódio conhecido como “Os 18 do Forte de Copacabana”, as revoluções de 1924, 1930 e 1932, a repressão à Intentona Comunista em 1935 e o apoio ao golpe que instituiu o Estado Novo em 1937 –nominados como “movimentos extremistas”– quando a PM atuou para evitar enfrentamentos entre comunistas e integralistas.

Greve dos operários de 1917

Um episódio especialmente polêmico que mereceu estrela no brasão da PM é a greve dos operários de 1917, considerada a primeira manifestação organizada da esquerda no Brasil e gênese do movimento sindical brasileiro.

Segundo a maioria dos historiadores a ação truculenta da polícia foi fundamental para que diversas manifestações isoladas de operários, na maioria anarquistas espanhóis e italianos, se transformassem na maior greve vista até então no Brasil.

 

Reprodução

Funeral de José Martinez, estopim da greve de 1917

 

O estopim da greve geral foi o assassinato do sapateiro espanhol José Martinez, de 21 anos, pelas tropas estaduais. A morte de Martinez provocou a união dos trabalhadores descontentes e criou o clima propício para a greve que mobilizou mais de 70 mil trabalhadores, parou São Paulo, se espalhou para o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e obrigou as autoridades municipais e estaduais a deixarem a cidade até o final do movimento por falta de garantias de segurança (da própria PM).

Fotos e relatos da época mostram a truculência da polícia contra os trabalhadores que pediam aumentos salariais, o fim da exploração da mão-de-obra infantil e feminina e o direito de organização sindical.

Segundo o major Hélio, o episódio foi registrado no brasão da PM devido a uma exceção. “É uma das passagens mais bonitas da história da PM”, disse o major.

Segundo ele, o então capitão Miguel Costa recebera ordens para dispersar um piquete. Ao chegar ao local ouviu um operário gritar: “Morra”!

“O capitão apeou do cavalo, foi falar com os manifestantes para saber o porque daquele ódio todo e foi recebido pelos líderes grevistas, que fizeram um relato das humilhações às quais eram submetidos nas fábricas”, disse o major.

Comovido com a situação dos trabalhadores, o capitão teria se dirigido ao dono da fábrica e o convencido a aceitar as reivindicações. “Foi a primeira intermediação entre grevistas e patrões no Brasil e foi feita por um policial”, disse o major.

Golpe x “revolução”

Ao justificar a homenagem ao golpe militar de 1964, ele usou uma versão contestada pela maioria absoluta dos estudiosos da época. “Havia escândalos de corrupção no governo Jango, o plano econômico fracassou e dois veio a radicalização com as reformas de base. O povo brasileiro revolveu dar um basta. A PM de São Paulo ficaria contra? Não”, disse o major Hélio.

Na verdade, as manifestações populares contra Goulart se resumiram a duas passeatas organizadas por mulheres católicas em São Paulo e Recife.

“A PM de São Paulo não tem nada a ver com política. Esse negócio de tortura não foi a polícia que fez. O DOI-Codi era responsável por isso”, justificou.

A reportagem do              iG questionou: a polícia atuou com violência nas manifestações contra a ditadura, deu suporte às ações de repressão e vários homens do DOPS e da Operação Bandeirante eram egressos da PM.

O major respondeu: “não adianta julgar com os olhos de hoje fatos ocorridos 50 anos atrás. Para a época aquilo era aceitável. Era o homem da época. Além disso, muitos policiais militares foram mortos pelos esquerdistas. Este é o real motivo da estrela no brasão”.

De acordo com o major Hélio, o critério usado para as estrelas do brasão é a escolha de fatos de relevância estadual ou nacional nos quais a PM teve participação.

O deputado Diogo, presidente da Comissão da Verdade paulista, usou a ironia para dizer que a PM continua usando a truculência contra movimentos populares até hoje, passados 49 anos do golpe militar que derrubou Goulart.

“Vamos propor que o brasão da PM tenha uma 19ª estrela,               em homenagem ao Pinheirinho”, disse o deputado petista, em referência ao episódio em que dois mil policiais expulsaram com violência as 1.600 famílias que ocupavam um terreno em São José dos Campos, um ano atrás.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-01-23/pm-de-sao-paulo-homenageia-golpe-de-1964-em-simbolo-da-corporacao.html

O “militar ” Beneducci é ( ele mesmo, pardo ) UM CAPITÃO DO MATO …( A PM é mesmo um órgão pestilento! ) 28

Ordem da PM determina revista em pessoas “da cor parda e negra” em bairro nobre de Campinas (SP)

Eduardo Schiavoni Do UOL, em Americana (SP)

23/01/201318h04 > Atualizada 23/01/201321h28

A PM (Polícia Militar) de Campinas (93 km de São Paulo) determinou, em uma OS (Ordem de Serviço), de 21 de dezembro, que seus integrantes abordassem jovens negros e pardos, com idade entre 18 e 25 anos, na região do bairro Taquaral, uma das áreas mais nobres da cidade. Segundo a determinação, dirigida ao Comando Geral de Patrulhamento da região, pessoas que se enquadrem nessa categoria são consideradas suspeitas de praticar assaltos a casas na região e devem ser abordadas prioritariamente.

Cópia da ordem de serviço da PM de Campinas

  • Reprodução

A orientação foi passada de forma oficial, em papel timbrado da PM, assinada pelo capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, e pede que os policiais foquem “abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra, com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência daquela localidade”.

A instituição nega cunho racista e disse que se baseou em uma carta de moradores para ter a descrição dos suspeitos e determinar as abordagens. O documento, no entanto, não foi enviado à reportagem.
Segundo o ofício, uma patrulha deverá ser feita nas proximidades do Colégio Liceu Salesiano, todos os sábados, entre 11h e 14h, e a abordagem deverá ser feita nos indivíduos descritos acima caso estejam em atitude suspeita.

A assessoria de imprensa da PM informou que existe a carta dos moradores, que chegou para o capitão. O órgão informou ainda que a carta pedia providências, pois vários roubos e furtos estavam sendo realizados. Essa carta descrevia o perfil dos criminosos e as ações, informou a assessoria de imprensa da instituição, acrescentando que “não existiu cunho racista”.

A PM informou ainda que o capitão Beneducci é, ele mesmo, pardo, e que ele “ficou triste” com a repercussão do caso. Ele foi procurado para comentar no 8º Batalhão, mas não foi encontrado.

Racismo

Para o coordenador do Cepir (Coordenaria Especial de Promoção da Igualdade Racial), Benedito José Paulino, a indicação de procura de negros e pardos é claramente racista. Ele afirmou não acreditar que recomendação semelhante fosse dada caso os suspeitos fossem brancos.
“Isso é racismo. Se ele está atrás de qualquer negro, sem apontar um em específico, isso é racismo. Se fosse um negro identificado, não teria problema. O jovem negro é que o mais sofre nas mãos da polícia”, afirmou.

Foto 15 de 19 – 20.nov.2012 – Integrantes do Movimento Negro de Ribeirão Preto (SP) realizam caminhada pelo centro da cidade para marcar o Dia da Consciência Negra, nesta terça-feira (20) Mais Luis Cleber/Estadão Conteúdo

A SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que somente a PM pode comentar o caso, e por isso, não iria se pronunciar.

Análise

O advogado Dijalma Lacerda, especialista em direito criminalista e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Campinas, afirmou que não vê racismo na atitude do capitão, e que ela precisa ser analisada com cuidado.
“Quando a causa é nobre, é maior, o capitão acaba assumindo o risco. Eu não conheço o capitão, e nem o caso por um todo, mas, em tese, se o mote for encontrar as pessoas que estão assaltando a residência naquele bairro, não há racismo”, afirmou o advogado.
Para o jurista, o racismo depende de um contexto. “Digamos que o suspeito não tivesse uma perna, o foco seria em pessoas sem uma perna. Se ele estivesse atrás de pessoas nipônicas, uma pessoa da Ásia acharia que é preconceito. O que precisa ser verificado é se quem deu a ordem teve a intenção discriminatória”, disse.

Djalma chegou a ser condenado a uma pena de dois anos e um mês de reclusão pelos crimes de injúria e calúnia motivados por ato de racismo, por supostamente ter chamado o delegado da Polícia Federal de Foz do Iguaçu Adriano Santana de “negrão”, em 1999, mas a condenação foi revertida, em instância definitiva, no ano de 2007.

Ele afirmou, na ocasião, que o caso foi um grande mal entendido.

“Pedra 90” é usada no litoral para expressar o que é bom, legal, bacana, divertido, gente fina, maneiro, sinistro, do caralho , confiável, respeitoso, paizão, duro na queda , invencível…Enfim: A MELHOR PEDRA DO CONCRETO DA MELHOR OBRA ! 1

Pessoa de grande valor. Que cumpre com sua palavra.

Originária do jogo de TOMBOLA (similar ao bingo), mas com noventa pedras no saco. Pedra 90 é a pedra de maior VALOR no saco.

A cachaça artesanal Tabúa – a preferida do Flit – também é pedra 90!

cachacadoflitparalisante

“ALDO GALIANO JUNIOR É “PEDRA 90″…FOI INJUSTIÇADO…”: DESCULPA A GONORÂNCIA, MAS O QUE SERIA “PEDRA 90”, AMIGOS?…( O Dr. Aldo agora descobrirá o que é ser “Pedra 90 ” ) 4

robertocguerra@gmail.com
data: 11 de outubro de 2008 19:36
assunto: [FLIT PARALISANTE  –  Jornal da Polícia.] ALDO GALIANO JUNIOR É “PEDRA 90″…FOI INJUSTIÇADO…
enviado por: blogger.bounces.google.com

Dos inúmeros “Especiais” aqui honrados de forma nada edificante – foi o único sistematicamente defendido e elogiado em muitos aspectos profissionais e humanos. Ele pode ser um falso, não sei. Mas observei e guardei 90 e-mails repudiando os motivos da sua exoneração e a acusação de ser um pe´ssimo superior dado a deselegâncias e humilhação dos subordinados. Também refutando a tal proibição de entrevista e derrubada dos 2as. classe, como decisões dele.  Embora há quem queira aquele que chamam de “Tonhão” como DGP. De quem sempre ouvi as piores coisas. Em respeito aos 90 a postagem acima foi feita. Repito não conheço o doutor Aldo Galiano Junior. Não estou sendo processado por ele, pelo menos até a presente data…rs. Se estou não sei. Assim não se trata de nenhuma espécie de retração. Aliás, coisa que só faço quando convencido do erro. Mas se a minha intuição estiver certa: exoneração por  falsa motivão; talvez  –  disse talvez  – a postura dele em relação aos grevistas hoje fosse bem diversa.
E se a minha percepção ainda for razoável estou assistindo a “reiteradas crocodilagens”.
. Da pena dele só recebi  voto de remoção compulsória e voto por demissão. E se ele puder talvez me enterrasse em pé para ocupar pouco espaço.
Abraços!

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,afastado-diretor-do-decap-apos-veto-a-entrevistas,233335,0.htm

Galiano disse ao JT, depois de ser afastado do cargo, que jamais iria proibir
alguém de falar com a imprensa. “Os delegados e outros policiais têm o direito
de falar com a imprensa e divulgar as informações necessárias. Sempre defendi
essa posição. Tenho 34 anos de carreira. Saio com a cabeça erguida. Vou tirar 90
dias de licença-prêmio e descansar.”

 

Desembargador José Renato Nalini: ” ter 20 milhões de processos para 45 milhões de habitantes é patológico “ 14

Corregedor da Justiça de SP alerta para ‘sociedade enferma’

Para José Renato Nalini, ter 20 milhões de processos para 45 milhões de habitantes é patológico

22 de janeiro de 2013 | 21h 37
Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O corregedor-geral do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, faz um diagnóstico sombrio sobre o universo de 20 milhões de ações judiciais em curso no Estado. “Quanto aos milhões de processos, cumpre à sociedade meditar: a sociedade está enferma? É uma patologia constatar que São Paulo tem 20 milhões de processos e 45 milhões de habitantes. Desconte-se o total de crianças, que em regra não litigam. Pense-se que cada processo tem ao menos 2 litigantes. Então, toda São Paulo litiga? É uma falácia. Se for verdade, então é pior. Estamos vivendo uma patologia grave. São Paulo é o estado da beligerância judicial?”

Veja também: link TJ reduz expediente e revolta advogados

Nalini prega investimento maciço em alternativas à resolução judicial de conflitos. “A continuar nesse ritmo, transformaremos o Brasil num grande tribunal, com um juiz em cada esquina e não sobrará verba para outras necessidades, como: saneamento básico, saúde, educação, transporte, moradia, cultura, infraestrutura”, alerta o corregedor.

Ele saiu em defesa do Provimento 2028/13, do Conselho Superior da Magistratura, que reduziu em duas horas a carga diária de atendimento aos advogados e outros profissionais em todos os fóruns do Estado – o expediente, agora, vai das 11 horas às 19, não mais das 9 às 19.

A medida provocou forte reação das três principais entidades da advocacia – Ordem dos Advogados do Brasil/Seção São Paulo, Associação dos Advogados de São Paulo e Instituto dos Advogados de São Paulo subscreveram manifesto em repúdio ao corte no atendimeno à categoria.

“Os funcionários do Judiciário estão sob pressão e estresse”, destaca o corregedor. “O presidente (do TJ/SP) recebeu inúmeras queixas de que eles não têm tempo para a movimentação dos processos, diante do excesso de balcão. O Brasil hoje tem um milhão de advogados. Quase 400 mil em São Paulo. E há estagiários. Mais ainda: muitas empresas credenciam motoboys para pedir informações no balcão. Além das próprias partes.”

Para Nalini já é tempo de a advocacia intensificar o uso de um dos deveres do Estatuto da OAB que é a pacificação, a conciliação, a negociação. “Entrar em juízo é para questões gravíssimas”, recomenda. “Um Brasil de quatro instâncias judiciais desestimula quem tem razão e só empurra para o Judiciário quem quer ganhar tempo ou pretende procrastinar ao máximo o cumprimento de suas obrigações.”

“Nós estamos caminhando para uma outra advocacia, aquela que acompanhará os processos à distância”, pondera o corregedor. “O legislador já forneceu em 2006 as diretrizes para o processo eletrônico. Não haverá necessidade de deslocamento físico, o que é importante para uma cidade com o trânsito caótico de São Paulo.”

O corregedor-geral do TJ de São Paulo, o maior do País, enfatiza que as duas horas excluídas do atendimento diário aos advogados e estagiários vão permitir aos servidores maior possibilidade de ajustamento dos expedientes internos. “Sem esse período de tranquilidade para por ordem nas unidades judiciais, todos perderão. Enquanto se atende, o processo não anda. O  fórum continuará aberto a partir das 11 horase, segundo análise do Conselho Superior da Magistratura, todos ganharão com isso. As informações serão mais seguras. O funcionário não ficará atormentado e terá mais paciência e polidez para dar informações.”

Nalini pede “reflexão, meditação e serena análise do quadro caótico da Justiça brasileira e sugestões de todos os parceiros”. Ele conclama advogados, defensores, promotores, delegados de polícia e delegados dos serviços extrajudiciais e polícia militar, “para enfrentar os problemas do Judiciário”.

“Mas também precisamos dos analistas, dos estrategistas, dos engenheiros, dos politólogos, dos sociólogos, dos psicólogos, dos educadores”, assinala o corregedor-geral.

Para ele, “ainda não se fez a verdadeira reforma da Justiça que viu tão ampliado o acesso, que não encontra a saída para as demandas”.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,corregedor-da-justica-de-sp-alerta-para-sociedade-enferma,987521,0.htm

O doutor Mário Leite de Barros Filho assume a Academia de Polícia Civil 2

Terça-feira, 22/01/13 – 16:56

Snap 2013-01-23 at 13.13.24Novo delegado diretor assume a Academia de Polícia Civil

“Estou muito orgulhosa! Esse cargo veio para coroar todo o trabalho dele na Polícia Civil”.
Foi com essas palavras que Patrícia Cardoso Siqueira Leite de Barros viu o marido, o delegado Mário Leite de Barros Filho, tomar posse como delegado diretor da Academia de Polícia (Acadepol) do Estado de São Paulo.
A cerimônia aconteceu na manhã desta terça-feira (22), na sede da Academia Dr. Coriolano Nogueira Cobra, na Praça Professor Reinaldo Porchat, no Butantã, e contou com a presença de professores, alunos e funcionários, além de diversas autoridades.
O cargo é de grande responsabilidade, pois o diretor é responsável pela formação de policiais civis de todo o Estado. “Comandar a maior academia de polícia da América Latina não é uma tarefa fácil. É uma oportunidade conferida a poucos, limitada apenas aqueles que trazem uma carreira sem manchas, voltada ao trabalho, prezando pela dignidade das pessoas e, sobretudo, compromissada com a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Tais qualidades são encontradas na história profissional e pessoal do Dr. Mário Leite”, disse o secretário da Segurança Pública adjunto, Antônio Carlos da Ponte.
O ex-diretor da Acadepol e atual diretor do Departamento da Grande São Paulo (Demacro), Paulo Afonso Bicudo, desejou sorte para seu sucessor afirmando que Barros é o “homem certo, no lugar certo” pois, “além de ser culto e articulado politicamente, o Dr. Mário é inovador e ousado, um conjunto de qualidades que se encaixam perfeitamente para dirigir bem a academia”.
O novo diretor, que já trabalhou em diversas áreas da Polícia Civil, sendo delegado plantonista e titular, assessor da Delegacia Geral, divisionário da secretaria de Concursos Públicos da Acadepol, seguiu o exemplo do pai. “Meu pai, Mário Leite de Barros, que foi delegado de polícia, era uma pessoa fantástica e sempre me inspirou. Um dos maiores ensinamentos que tenho dele é o de sempre tratar igual todas as pessoas, desde a mais humilde até a mais poderosa. Ele amava a Polícia Civil e me ensinou a ama-la também”, conta.
Barros tem consciência da importância do cargo. “Assumo com um misto de alegria e imensa responsabilidade pois nossa missão será formar os futuros policiais. Não simples policiais, mas pessoas comprometidas com a sociedade, com a segurança da população, que saibam conciliar rigor e firmeza, mas com respeito à dignidade humana”.

Rodrigo Paneghine

http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/lenoticia.aspx?id=30400#4

O delegado Paulo Roberto de Queiroz Motta mostra na rede social Facebook a história da Polícia Civil de SP 12

Delegado mostra em rede social a história da Polícia Civil de SP

Do portal da SSP-SP ( fonte: BLOG DO DELEGADO )

_midia_Imagem_00017819Quando o delegado Paulo Roberto de Queiroz Motta resolveu que era hora de contar aos filhos a sua trajetória na Polícia Civil, foi atrás de material histórico, como fotos e documentos, mas não achou muita coisa. Decepcionado, ele decidiu agir por conta própria e virou um “caçador” de documentos da instituição para a qual dedicou sua vida.

Já familiarizado com a internet, o delegado abriu um grupo na rede social Facebook para reunir material. A proposta deu tão certo que, há pouco tempo, ele se viu impelido a abrir uma Fan Page chamada “Memória da Polícia Civil do Estado de São Paulo”.

A Página foi criada em 24 de dezembro do ano passado e já conta com 301 seguidores. Nela, é possível recordar fatos inesquecíveis e que tiveram a participação decisiva da Polícia Civil, como a libertação do empresário Abílio Diniz, no dia 17 de dezembro de 1989. Nas fotos estampadas por toda a imprensa e postadas na página, aparecem policiais civis que são identificados, um a um, em alguns casos, com o cargo que ocupam ou ocuparam na instituição.

O modo mais fácil de navegar pela história é clicando no link que leva o internauta para a coleção de álbuns de fotos, que está facilmente identificada de acordo com o tema, como “Curiosidades policiais”, “Prédios antigos da Polícia”, “Criminosos notórios”, “Cadeias públicas”, “Crimes de repercussão”, “Grandes repórteres policiais”, “Delegados gerais de Polícia”, entre outros. De um espaço de história da instituição, a página cada dia mais se expande para contar a trajetória dos fatos que permearam a sociedade paulista, pelo menos, nos últimos 40 anos.

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“Comecei a visitar livrarias, sebos, navegar na internet e pedir aos colegas que me fornecessem material. Encontrei muita dificuldade, pois constatei que os velhos policiais não guardavam fotos e reportagens sobre suas atividades profissionais. A única facilidade que tive foi que, como trabalhei intensamente nesta minha jornada na Polícia Civil, muitas vezes passando dias sem retornar para casa, adquiri muito conhecimento para proceder a pesquisa”, explica o delegado Motta.

O esforço tem valido a pena. Motta tem recebido elogios de colegas e de profissionais de outras áreas, como jornalistas e juízes de direito. Hoje, passou também a receber material de pessoas que já o identificam como um “historiador” amador da Polícia Civil. O delegado postou uma mensagem na página da SSP/SP no Facebook (http://www.facebook.com/segurancapublicasp?ref=hl), o que levou o nosso Portal a contatá-lo para conhecer a sua proposta. Pela variedade de fotografias, elementos históricos e pela seriedade com que Motta nos pareceu gerenciar a página, consideramos pertinente a sua divulgação tanto aqui no site quanto na rede social.

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O delegado atualmente trabalha como titular do 2º DP de Cubatão, cidade que pertence ao Deinter-6, com sede em Santos. Há 36 anos na Polícia Civil, ele não esconde a sua paixão pela instituição: “As coisas mais importantes na vida de um homem são a família, seus amigos e sua profissão. O policial civil passa mais tempo no trabalho do que com a própria família. Digo sem hesitar que dediquei toda a minha vida a esta maravilhosa Instituição”, finaliza. As informações são do portal da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

PARA CONHECER, clique:

Fan Page: http://www.facebook.com/MemoriaDaPoliciaCivilDoEstadoDeSaoPaulo

Álbuns da Fan Page: http://www.facebook.com/MemoriaDaPoliciaCivilDoEstadoDeSaoPaulo/photos_albums

[Foto: Divulgação/Portal da SSP

“Sou mãe solteira de dois filhos, e já sou delegada há 10 anos. Acho que isso já diz tudo” 22

RJ: “sou totalmente capaz”, diz delegada após polêmica com colega

A delegada Monique Vidal assumiu como titular da 9ª DP após uma polêmica na Polícia Civil do Rio de Janeiro Foto: Reprodução

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André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro

A partir desta terça-feira, a delegada Monique Vidal assume a função de titular da 9ª DP (Catete) da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Por mais que ela não comente a polêmica em torno do ex-titular do posto, o também delegado Pedro Paulo Pontes Pinho – retirado do cargo pela chefe da Polícia Civil fluminense, delegada Martha Rocha, após fazer críticas, via Twitter, à atuação de mulheres na corporação -, Monique se diz completamente capaz para a nova responsabilidade que assume.

Não vou comentar as declarações dele, não faz sentido, mas o que eu posso dizer é que sou totalmente capaz. Sou mãe solteira de dois filhos, e já sou delegada há 10 anos. Acho que isso já diz tudo”, declarou, em entrevista ao Terra. Monique Vidal já atuou como titular da 12ª DP (Copacabana), 13ª DP (Ipanema), 28ª DP (Campinho), 17ª DP (São Cristóvão) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Destituído do cargo, Pontes Pinho foi para o Centro Integrado de Investigação Criminal, considerado a “geladeira” da Polícia Civil no Rio, com cargos mais administrativos. Ele ainda será investigado pela Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) por utilizar a rede social durante o expediente.

O agora ex-titular da 9ª DP disse, na última segunda-feira, em três postagens consecutivas no microblog, que tinha “14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento coragem e disposição para encarar a atividade policial”, escreveu Pinho, que se identifica no perfil como “Polícia e Poesia”. “E essa uma, entre 14, jovem ainda, não tem nenhum homem que a supere. A mulher quando é boa no que faz ninguém supera, mas o contrário…”, completou.

Em nota oficial da corporação, a justificativa para a troca é que “o delegado tem dificuldades em gerir os recursos humanos que lhe são disponíveis”. O comunicado explica ainda que a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, escolheu pessoalmente o nome de Monique para o cargo por sua “trajetória como mulher policial”.

“Para ser um bom servidor público, o sexo independe. É preciso, sobretudo, dedicação. Em alguns casos de força, os homens nos superam, mas isso não me impede de fazer o meu melhor, assim como os meus colegas. Tem que ter vontade de trabalhar, afinco mesmo. Sou delegada desde 2003”, afirmou Monique Vidal, sem medo do novo desafio. “Missão dada é missão cumprida”, completou.

A delegada da Polícia Civil do Rio é figura conhecida da cúpula da segurança pública fluminense, principalmente por sua atuação em delegacias de bairros turísticos do Rio de Janeiro, como Copacabana e Ipanema, na zona sul do município. Trabalhadora árdua, também desperta atenção por sua beleza e vigor físico, a ponto de servir de inspiração para a personagem da atriz Giovanna Antonelli, na novela global Salve Jorge.

“Sou amiga da Glória (Perez, autora), que me consultou sobre a personagem. A gente conversa sobre ela”, conta Monique sobre Helô, delegada linha dura da ficção que tenta desvendar o tráfico de mulheres que centraliza a trama. “Ela já esteve comigo fazendo laboratório, tento ajudar”, complementa. Para o lugar de Monique Vidal, à frente da 12ª DP, assumiu o delegado José William.

Pedido de desculpas Em entrevista à rádio Globo do Rio de Janeiro, o delegado Pedro Paulo Pinho Pontes fez seu pedido de desculpas por toda a polêmica em que se viu envolvido. “Quero dizer às mulheres, especialmente às policiais, que tenho extrema admiração por elas. Peço desculpas mais uma vez, não foi minha intenção. As mulheres são tudo neste mundo, sem elas não somos ninguém e tenho extremo respeito por elas”, disse no programa de Roberto Canazio.

https://flitparalisante.wordpress.com/2013/01/22/como-fazer-inimigos-e-afastar-pessoas-diga-sempre-a-verdade/

fonte: TERRA