Tragédia dilacera amizades e sonhos de universitários 29

28 Jan 2013

O GLOBO

Mariana Comassetto Canto e Mariana Bona fizeram sua última foto juntas no começo da madrugada de ontem. Bem vestidas, maquiadas e sorridentes, elas se preparavam para a festa na boate Kiss. Com Ariane Foletto, que sobreviveu à tragédia, as amigas ainda brindaram com taças de champagne antes de saírem para o evento. As fotos foram postadas no mural de Mariana Bona no Facebook. No registro em que aparecem as três, Ariane deixou na noite de ontem um desabafo desesperado para as companheiras:

“Quem deu autorização pra vocês irem embora e me deixarem aqui????”

À tarde, Ariane divulgou para os amigos na rede social que estava bem, mas que Mariana Bona e Mariana Comassetto “não conseguiram”.

Franciele Silva conhecia Mariana Comassetto há quatro anos. A jovem tinha 18 anos e queria ser designer. Ela tinha acabado de iniciar os estudos na Universidade Federal de Santa Maria.

– Ela era uma menina muito meiga, muito querida, por quem eu era apaixonada. Dizia que se tivesse uma filha queria que fosse igual a ela. Estou chocada – disse Franciele, que ontem foi ao velório de três vítimas do incêndio na Kiss.

A última postagem de Mariana Comassetto no Facebook, no sábado, recebeu diversos compartilhamentos ontem. Era a letra e o áudio de “Mais uma vez”, com Renato Russo. O primeiro refrão da música diz “Mas é claro que o sol/Vai voltar amanhã/Mais uma vez, eu sei…”.

Mensagem para a mãe

Rafael Dorneles, 28 anos, morava em São Leopoldo, a 50 quilômetros de Porto Alegre. Veio a Santa Maria visitar o pai, José Milton, que havia passado por uma cirurgia no coração na última quinta-feira. Rafael encontrou o pai com saúde e decidiu ir à boate Kiss com a irmã e o namorado dela para relaxar. O casal foi embora mais cedo. Rafael decidiu ficar.

– A nossa esperança é que ele tivesse arrumado uma namorada e saído da festa. Mas não foi o que aconteceu – lamenta o tio Joaquim Dorneles.

O estudante de Análise de Sistemas foi reconhecido por um amigo da família, Bernardo Raddatz, 15 anos, que foi convidado por mais de um conhecido para a balada na Kiss:

– Eu e meu irmão já tínhamos ido em outra festa e estávamos cansados.

O tio Joaquim, ao lado do corpo do sobrinho, enquanto aguardava o transporte do caixão lacrado para o local do velório, lembrava que o rapaz parecia estar em clima de despedida:

– Rafael mandou uma mensagem para a mãe, que hoje lemos como um adeus. Além disso, depois do problema cardíaco, pediu ao pai dele que o mandasse fazer exames, já que essas coisas podem ser genéticas. E ainda avisei: “Cuida do Rafael”.

Joice Brites, prima de Rafael, passou o dia tentando notícias pelo Facebook e por telefone, como contou na rede social. Quando a notícia de que ele estava entre os mortos foi oficializada, ela escreveu no Facebook que recebeu informações de que Rafael e alguns amigos estavam bem, mas acabaram retornando para o interior da bote para ajudar outros conhecidos. Ele era amigo de Vinicius Montardo, que também morreu.

Jovem solidário

Ao ficarem sabendo da morte de Vinicius Montardo, estudante de educação física, de 24 anos, o tio-avô Aldeci Rodrigues Vargas e o primo Micael Vargas, que moram no litoral sul de São Paulo, foram para Santa Maria a fim de dar apoio à família. Os dois embarcaram ontem num voo que saiu às 13h de São Paulo para Porto Alegre.

O tio acredita que Vinicius morreu tentando salvar outros colegas. Ele estava na boate com a irmã, Jéssica, que sobreviveu.

– Ele era muito solidário. Acho que o Vinicius morreu porque voltou para ajudar outros colegas – afirma Aldeci.

Seu filho, Micael, lembra que o primo tinha muitos amigos, fazia trabalho social com idosos num projeto da prefeitura de Santa Maria e trabalhava como personal trainer. Ele era da cidade gaúcha de Cruz Alta e estudava na Faculdade Metodista de Santa Maria.

– Ele era um rapaz muito firme, alegre, preocupado com todo mundo. A família se mobiliza neste momento – diz o tio-avô.

Em uma página de uma rede social, Jéssica postou fotos do irmão. Várias pessoas enviaram mensagens de solidariedade à jovem.

Tempo, tempo

“O que é seu chega com o tempo… O que não é se vai com ele…” Esta foi a última mensagem deixada por Bruna Karoline Occai no Facebook, no dia 20 de janeiro, antes de morrer no incêndio da boate Kiss. Bruna tinha 24 anos e nasceu na cidade de Belmonte, no Extremo-Oeste Catarinense. Ela era formada em Biomedicina e cursava Mestrado em Bioquímica Toxicológica na Universidade Federal de Santa Maria.

O corpo da mestranda teria sido reconhecido por amigos.

Paixão pelo futebol

Com a bandeira do Internacional cobrindo o caixão, Vinicios Pagnossim de Moraes, 18 anos, era velado por dezenas de pessoas ontem. Os amigos desde o tempo do colégio militar choravam abraçados.

– O Vinicius era o mesmo que um irmão – disse Jair Fonseca, 18 anos, colega de escola.

O rapaz estudava Engenharia de Controle e Automação na Universidade Federal de Santa Maria. Sua grande paixão, contam os colegas, era o futebol.

– A gente estava sempre jogando bola, rindo e brincando. Agora acontece isso – lamentou o amigo.

Oito militares foram mortos no incêndio da boate Kiss, como informou o Ministério da Defesa. São três oficiais, um sargento, dois cabos e dois soldados, todos entre 20 e 25 anos. De acordo com a Defesa, uma das vítimas era mulher. Nenhum deles estava a serviço no momento da tragédia. Outros três dependentes de militares também foram identificados como vítimas fatais do incêndio em Santa Maria. A Defesa informou também que não é possível afirmar se outros militares foram vítimas do incêndio, já que aqueles que já foram identificados não estavam fardados, pois estavam a lazer.

Três meses após promessa, famílias de PMs assassinados estão sem indenização 44

Enquanto famílias passam por dificuldades, governo ainda faz estudo de projeto que garanta indenização a parentes de PMs mortos em dia de folga. Veja depoimentos de viúvas

Wanderley Preite Sobrinho– iG São Paulo |                   28/01/2013 06:00:32

Três meses depois de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometer indenizar 103 famílias de Policiais Militares assassinados em 2012 durante a folga, nenhum centavo saiu dos cofres públicos de São Paulo com esse objetivo. A promessa,               feita em entrevista coletiva no dia 19 de outubro do ano passado, tentava acalmar essas famílias, que não têm o direito de receber indenização porque o seguro de vida não inclui os policiais assassinados fora do horário de expediente.

Além dos 103 PMs mortos fora de serviço, outros quatro foram executados usando farda. Também morreram em emboscada 19 agentes penitenciários e quatro policiais civis, de acordo com dados da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia Legislativa de São Paulo – Alesp.

A promessa:                 Famílias de PMs mortos durante folga receberão seguro

Diante do acúmulo de processos na Justiça pedindo a inclusão dessas famílias nas apólices da MetLife Seguros, Alckmin foi a público garantir não só o pagamento da indenização para todos como prometeu dobrar o valor da apólice – de R$ 100 mil para R$ 200 mil.

Onze dias depois do anúncio, o governador publicou um despacho no Diário Oficial do Estado (DOE) autorizando a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) a encomendar um estudo para descobrir quanto dinheiro seria necessário ao pagamento, mas incluía no texto uma condição: “… que a Pasta interessada conte com recursos orçamentários”.

 

Reprodução

O governador publicou no Diário Oficial a autorização para se realizar um estudo para indenizar os familiares dos PMs, mas sob a condição de haver dinheiro em caixa

 

No dia 8 de novembro, a Secretaria encaminhou à Alesp um documento confirmando a ordem do governador para que o estudo fosse realizado. Questionada pela reportagem sobre o resultado desse estudo, a SSP respondeu que uma comissão analisou o assunto e vai encaminhar uma minuta para a Casa Civil, que vai analisá-la “para, depois, ser remetida à Alesp como projeto de lei do Executivo estadual”. A assessoria não respondeu, no entanto, quando o governo pretende enviar o projeto.

Para o presidente da Comissão de Segurança da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), advogado Arles Gonçalves Júnior, havia tempo de sobra para a proposta ter sido encaminhada para a Assembleia antes do recesso parlamentar, no dia 19 de dezembro.

“Sessenta dias é tempo suficiente para encaminhar o projeto de lei porque o governo já havia feito o mesmo em 2006”. Ele explica que, na ocasião, o então governador Claudio Lembo aprovou um projeto semelhante para indenizar as famílias de policiais mortos em confronto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que na época cometeu mais de 100 ataques em diversos lugares da cidade.

O governo também não divulgou o resultado de um estudo idêntico encomendado em 2008 avaliando a inclusão de policiais assassinados em período de folga no seguro da Metlife. Para o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), se aquele estudo tivesse sido levado adiante, as famílias dos policiais mortos em horário de folga em 2012 não estariam “desprotegidas”.

“O governo está estudando a extensão do pagamento do seguro de vida desde 2008. Por que nada foi feito até hoje?”, questiona.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-01-28/tres-meses-apos-promessa-familias-de-pms-assassinados-estao-sem-indenizacao.html

 

O advogado da OAB defende a criação de um fundo administrado pela Secretaria de Segurança Pública que substitua a seguradora privada. “A própria secretaria faria a investigação dos casos para efetuar o pagamento diretamente. A seguradora demora para indenizar e fica com muito mais dinheiro do que desembolsa nas indenizações. Seria melhor para o Estado se ele mesmo cuidasse disso”.

De acordo com a Metlife, foram desembolsados R$ 35 milhões em indenizações entre novembro de 2007 e junho de 2012. A seguradora se recusou a divulgar, no entanto, quanto recebeu do Estado no mesmo período.

Soldado Rocha, 35 anos

Nove dias depois da promessa do governador, o soldado Antonio Paulo da Rocha, então com 35 anos, e o cabo Hailton Borges dos Santos Evangelista, de 33 anos, foram assassinados por bandidos enquanto andavam de moto pela favela de Heliópolis. De acordo com a polícia, os dois estavam de folga, informação negada por membros da família de Rocha, entrevistada pelo               iG sob a condição de guardar sigilo sobre suas identidades.

 

Reprodução

O soldado Paulo Rocha foi assassinado enquanto andava de moto em Higienópolis

 

Ela suspeita que a escala de plantão do soldado tenha sido adulterada no batalhão, já que naquela data ele estaria em um dia normal de trabalho. Sem receber a indenização, a família espera pela apuração do caso para só então seguir a recomendação recebida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de entrar com uma ação na Justiça para receber o dinheiro. Ainda segundo a família, os investigadores não entraram em contato para falar sobre a apuração, embora o crime esteja perto de completar três meses.

Enquanto aguarda a primeira parcela da pensão por morte – prometida para o início do fevereiro –, a mulher e as  filhas de Rocha (uma de sete e outra de 15 anos) sobrevivem com a vaquinha mensal feita por 37 policiais e por 10 meses de salários prometidos pelo dono de uma empresa para a qual Rocha fazia segurança em seus dias de folga.

Uma semana antes de ser atingido por três tiros na cabeça, Rocha havia recebido a Láurea de Mérito Pessoal em 1º Grau, prêmio que seria entregue em uma solenidade no início de novembro.

Os ataques

A onda de ataques contra PMs começou oficialmente em maio, quando três policiais da Rota trocaram tiros com membros do PCC em um lava-rápido na Penha, zona leste da cidade. De acordo com investigações da polícia, foi o saldo de seis integrantes mortos na ocasião que motivou o PCC a revidar: a meta seria matar dois PMs para cada bandido executado.

A liberdade de imprensa ainda incomoda até membros do Poder Judiciário 34

 Juízes censuram e afrontam Constituição

27 Jan 2013

Nos últimos cinco anos, foram 57 casos, segundo ANJ; fórum reunirá especialistas para discutir a questão

Carolina Brígido

Apesar de a Constituição garantir o direito à livre expressão e ter abolido a censura, casos de restrições à imprensa têm ocorrido com o aval de setores do Judiciário. Levantamento da Associação Nacional de Jornais (ANJ) mostra que, em 2012, onze decisões judiciais determinaram censura à imprensa. Outros 14 casos foram registrados em 2011; 16, em 2010; dez, em 2009; e seis, em 2008.

Atento à questão, o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto criou, em novembro do ano passado, o Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também presidia na ocasião. Apesar de não ter poderes para impedir a censura judicial, o grupo vai monitorar casos e discutir o assunto. Ainda não há data prevista para o início das atividades do fórum. Mas sabe-se que a ANJ terá assento. O diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, considera absurdo um juiz determinar censura prévia à imprensa:

– A censura judicial acontece em flagrante desrespeito à Constituição. Infelizmente, é um fato que vem ocorrendo com uma frequência preocupante, em geral, por parte de juízes de primeira instância, indo contra a própria decisão do STF (que revogou a Lei de Imprensa em 2009). Naquele caso, ficou muito claro que não cabe absolutamente, da parte de quem quer que seja, censura prévia. A gente espera que os juízes de instâncias inferiores passem a entender a importância da decisão do Supremo. É um absurdo que isso aconteça porque a Constituição é muito clara – protesta Pedreira.

Para ele, iniciativas como o fórum contribuem para mudar a mentalidade dos juízes. Pedreira ressalta que o evento não terá o poder de mudar as decisões judiciais, mas que a discussão do tema pode esclarecer a magistratura:

– Qualquer iniciativa que vise divulgar os princípios da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, nos termos da nossa Constituição, é muito bem-vinda. Não basta uma decisão do Supremo para as coisas acontecerem de forma efetiva. Um debate desse tema no Judiciário é bastante positivo. A gente não imagina que o CNJ vá determinar as sentenças dos juízes porque não há esse poder: os juízes têm sua autonomia. O que a gente espera é um debate de alto nível, em que se possa deixar clara essa questão dentro do Judiciário – afirma.

Para Ayres Britto, problema tende a diminuir

Ayres Britto acredita que esse tipo de decisão judicial se tornará raro com o tempo:

– Isso tende a diminuir consideravelmente, na medida em que a decisão do Supremo e a própria compreensão do texto constitucional se tornem mais conhecidas. Isso é um problema cultural. A liberdade de imprensa ainda incomoda e há setores do Poder Judiciário, felizmente minoritários, refratários à plenitude com que a Constituição aquinhoou a liberdade de imprensa para o mais desembaraçado trânsito das informações, das ideias e das expressões artística, científica, intelectual e comunicacional – explica.

O ex-presidente do STF também frisa que o fórum não poderá reprimir juízes:

– O fórum não é de monitoramento das decisões judiciais porque nenhum juiz pode ser patrulhado. É um fórum de acompanhamento de decisões para ver até que ponto elas são compatíveis com o espírito da decisão do STF. A intenção é fazer congressos, seminários e estimular a discussão do tema nas escolas de magistrados.

Ayres Britto aprovou a criação do fórum em 13 de novembro, na última semana antes de se aposentar como ministro do STF. Ele presidia a Corte e o CNJ. O fórum vai organizar um banco de dados que permitirá identificar casos em que jornalistas são punidos pela Justiça. Será presidido por um conselheiro do CNJ e integrado por dois conselheiros e um juiz auxiliar do CNJ, um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um representante da ANJ, um da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), um da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e dois magistrados, sendo um estadual e um federal.

 O GLOBO

Na PM parece nem haver regras em respeito a vida e segurança dos seus soldados…( Quem tem que correr atrás de suspeito são as ondas do rádio ) 39

27/01/2013-05h23

PM morre após capotar carro durante perseguição na Grande SP

MARTHA ALVES DE SÃO PAULO

Um sargento da Força Tática da Polícia Militar morreu em um acidente durante perseguição policial a suspeitos, no Jardim Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, por volta das 3h deste domingo. Outros dois policiais e um suspeito ficaram feridos.

Os militares suspeitaram de dois jovens em uma moto e deram ordem de parar. Eles não obedeceram e teve início uma perseguição que terminou em acidente na rua Sena Madureira.

Um PM perdeu o controle da direção ao passar por um declive na rua, capotou o carro e bateu contra um poste. Um dos jovens que estava na moto caiu.

Os policiais e o suspeito foram levados pelo resgate dos bombeiros ao hospital Pimentas Bonsucesso, onde o sargento morreu.

Segundo a PM, os dois suspeitos fugiram porque o motociclista é adolescente e não tem carteira de habilitação. Os dois foram levados ao 4º Distrito Policial de Guarulhos.

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A “filosofia” de terceiro mundo da PM continua mandando que viaturas saiam em desabalada carreira atrás de quaisquer “suspeitos”.

É caçada ?

Quando chegam a distância de tiro: é a bala que sai atrás do fujão!

E ainda somos obrigados a ler e ouvir que o órgão e compromissado com a vida e com os direitos humanos…

De quem? 

Morre o Dr. Robson Lorencetti Ernesto , delegado titular da Dise de Sorocaba…Enterro está marcado para as 9h deste domingo (27) 38

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Robson Lourencetti Ernesto (Foto: Reprodução/TV Tem)Lorencetti trabalhou como assistente no Deinter-7
Foto: Reprodução/TV Tem)

Morreu na manhã deste sábado (26), em Sorocaba (SP), o delegado Robson Lorencetti Ernesto. Segundo familiares, Lorencetti, que tinha 44 anos, teve um infarto fulminante quando estava em casa.

Lorencetti foi delegado em São Roque, trabalhou como assistente no Deinter-7 e comandou o 8º DP antes de assumir, no último dia 14, a titularidade da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) da cidade.

“Estamos chocados. Ele era um grande homem, um grande policial. Sempre jogávamos bola juntos, era aparentemente muito saudável. Foi uma perda enorme, não só para a familia dele, mas também para a cidade”, lamentou o delegado Alexandre Banietti.

Lorencetti era casado e tinha dois filhos. O velório está marcado para as 19h, na Ofebas. O enterro será às 9h deste domingo (27), no Cemitério da Saudade.

Vinganças entre PCC e PM causam aumento de cerca de 40% no número de casos de homicídio no Estado 16

Homicídio sobe 34% na capital em 2012 e reverte tendência de queda de 11 anos

26 Jan 2013

Bruno Ribeiro; Daniel Tríelli e Tiago Dantas

O ano passado terminou com um aumento de 34,3% no número de casos de homicídio na capital paulista em relação ao ano anterior, revertendo uma tendência de queda verificada pelo menos desde 2001 -dado mais antigo divulgado pelo governo. O total de casos cresceu de 1.019, em 2011, para 1.368, em 2012 – e a cidade voltou aos patamares de violência de seis anos atrás. No Estado, também houve aumento de 15% – o que não ocorria desde 2009.

O resultado negativo ocorreu em um ano marcado pela guerra não declarada entre policiais militares e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A escalada de violência derrubou, em novembro, o secretário estadual da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que foi substituído pelo ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira.

A troca, no entanto, ainda não resultou em redução significativa nas mortes. Na comparação de dezembro (primeiro mês completo com Vieira no comando da segurança pública) com o mesmo mês de 2011, verifica-se um aumento de 62,5% (de 96 para 156) no número de casos de homicídios dolosos (com intenção de matar).

A velocidade do crescimento do número de mortes em São Paulo se intensificou a partir de setembro. O terceiro trimestre de 2012 teve 66% mais casos de homicídio do que o mesmo período de 2011. Embora todos os trimestres do ano tenham sido mais violentos do que os de 2011, no primeiro trimestre esse crescimento havia sido de apenas 14,7%, segundo dados divulgados ontem pelo governo.

Levando em conta o número de pessoas mortas, o ano passado terminou com 1.497 pessoas assassinadas na capital, contra 1.069 em 2011, um aumento de 40%. No Estado (incluindo as cidades da Grande São Paulo), o aumento porcentual foi menor, de 18%, mas significou 803 mais mortos (de 4.403 para 5.206 pessoas). Muitos dos assassinatos registrados no ano passado foram chacinas – ocorrências policiais que terminam com pelo menos três homicídios.

Silêncio. Apesar da piora das estatísticas, nem o comandante-geral da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira, nem o delegado-geral, Luiz Maurício Blazeck, quiseram ontem comentá-las. A Secretaria de Estado da Segurança Pública fez questão de reforçar, no entanto, que, na média, o Estado de São Paulo ainda mantém a menor taxa de homicídios do País: são 11,5 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em Santa Catarina, a média é 11,8; em Minas Gerais, de 18,8; no Rio de Janeiro, de 24,5. O levantamento feito pela secretaria leva em conta uma projeção para 2012, já que nem todos os Estados divulgaram dados oficiais até dezembro.

 ESTADÃO.COM.BR

PROFISSÃO SEGURA: 9 PMs morreram em serviço no ano passado 13

Mortes em confronto com a PM crescem 40%

26 Jan 2013

Foram 323 casos em 2012 só na capital; n° reflete “guerra velada” entre PM e PCC

O número de pessoas mortas em confronto com a Polícia Mi­litar aumentou 40,4% entre 2011e2012na cidade de São Pau­lo. No ano passado, foram 323; no anterior, 230. O número é um forte indicativo da guerra não declarada entre apolícia eo crime organizado no ano passa­do, especialmente se considera­do o ritmo que essa alta teve durante 2012.

Se comparados os primeiros trimestres de 2011 e de 2012, a alta foi de 10,3%. Na comparação entre os segundos trimestres, ela até foi mais fraca: 8,6%. Mas no terceiro trimestre, quando a violência na capital atingiu o ápice do ano, o índice dobrou. Foram 92 casos entre julho e setembro em comparação com os 45 dos mesmos meses de 2011.

Na comparação entre os últimos trimestres de 2011 e de 2012, o número de mortos em confronto com a PM aumentou 59,6%. No Estado inteiro, 547 foram mortas em confronto com policiais militares no ano passado, uma alta de 25,2% em relação a 2011.

Postura. Para o coronel da re­serva da PM e ex-secretário na­cional de Segurança Pública Jo­sé Vicente da Silva Filho, o au­mento dos números de mortos em confrontos com a polícia e dos homicídios tem a mesma causa. “A polícia assumiu a pos­tura desde abril de combater os pontos de venda de drogas no varejo. E isso provocou uma reação de alguns grupos crimino­sos. E temos, infelizmente, o efeito de manada.” Por outro lado, segundo o coronel, a polícia aumentou em cerca de 10% o número de prisões em flagran­te, uma mostra de que os poli­ciais estão mais na rua.

Já o presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP), Arles Gonçalves Júnior, diz que, com a troca de comando da cúpula da Se­gurança Pública, as polícias es­tão tendo uma nova postura, de investigação no lugar do enfrentamento. “Se essas políticas per­sistirem, deveremos verificar queda nos índices de homicí­dios”, afirma.

Nomenclatura. Os casos de mortes em confrontos com a PM são registrados como “resis­tências seguidas de morte”, e não contam os homicídios dolo­sos e culposos cometidos por policiais militares. Um exem­plo de caso que não entraria nessa conta é a primeira chaci­na de 2013, no Campo Limpo, na zona sul. Anteontem, seis PMs foram presos acusados de matar sete pessoas no dia 4.

No último dia 8, uma resolu­ção da Secretaria da Segurança Pública determinou que os casos de “resistência seguida de morte” sejam chamados de “morte decorrente de interven­ção policial”. Na época, o secre­tário Fernando Grella Vieira afirmou que era um modo de o governo sinalizar que “está dis­posto a investigar” cada caso.

Policiais. Os policiais também foram vítimas da guerra não de­clarada no ano passado. Nove PMs morreram em serviço no ano passado, um a menos que em 2011. No entanto, os dados não mostram quantos policiais foram executados em suas fol­gas. No total, até o dia 28 de dezembro, 106 PMs morreram no Estado. Mas não foi divulga­do quantos foram assassinados em 2011.

Vítima. A mais recente vítima desse confronto foi um policial militar de folga assassinado na madrugada de anteontem, em posto de combustível do Jar­dim Itapark, em Mauá, na Gran­de São Paulo. Segundo a PM, ele havia parado seu carro para abastecer quando três homens apareceram e atiraram. A polí­cia não confirmou se os crimi­nosos estavamapé ou se chega­ram em algum veículo. Depois de atirar, eles fugiram.

Testemunhas chamaram por socorro e a primeira equipe a chegar foi um carro da própria PM. Os colegas levaram o poli­cial ferido até o pronto-socor­ro do Hospital Municipal Nardini, onde o PM chegou a ser so­corrido, mas não resistiu aos fe­rimentos.

O nome do policial não foi informado pela SSP. Os poli­ciais não confirmaram se a ação foi filmada por câmeras do pos­to nem disseram se havia algu­ma pista sobre os acusados. / DANIEL TRIELLI, BRUNO RIBEIRO E TIAGO DANTAS

26 Jan 2013
ESTADÃO.COM.BR

PSDB distribui cargos para fragilizar palanques de Dilma pelos Estados 14

26/01/201304h00

NATUZA NERY DE BRASÍLIA

O comando do PSDB já colocou em curso uma silenciosa operação para tentar desidratar o palanque de Dilma Rousseff em 2014.

Governadores tucanos têm assediado partidos da base federal com promessas de cargos e ampliação de espaço nas administrações locais.

No Paraná, PSC, PP e PMDB vêm sendo contemplados com secretarias. Em São Paulo, Geraldo Alckmin negocia com PP, PRB e até PMDB, parceiro de Dilma.

A estratégia se repete em outros Estados liderados pela sigla oposicionista, como Minas Gerais, Alagoas, Goiás, Roraima e Pará.

O CANTO DOS TUCANOS
Aécio Neves: O senador, atualmente o mais provável candidato tucano à Presidência da República, é o pai da operação. Hoje, corteja PDT, PTB, PSB e PV
Geraldo Alckmin:O governador de São Paulo oferece espaço ao PP de Paulo Maluf e a Celso Russomanno (PRB), candidato a prefeito derrotado na capital paulista

No mapa tático há um objetivo não declarado: chegar ao segundo trimestre do ano eleitoral com canais suficientes para multiplicar ao máximo o número da candidaturas presidenciais, roubar para si aliados hoje na órbita federal e, onde isso não for possível, obter desses partidos o compromisso de não apoiar nem PSDB nem PT na corrida nacional.

Quanto mais postulantes houver, maiores as chances de segundo turno, e quanto mais partidos deixarem a coalizão federal, menos tempo de TV terá a petista.

Dilma, aliás, que fez sua primeira campanha eleitoral com um grande arco de alianças em 2010, pode não repetir a façanha de um palanque tão vasto em 2014.

QUANTIDADE

O PSDB torce por um múltiplo cardápio de candidatos: o governador Eduardo Campos (PSB-PE), a ex-ministra Marina Silva e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) –além de, claro, o tucano Aécio Neves (MG).

O próprio Planalto já detectou a operação dedicada a “quebrar” o palanque da presidente. As costuras de Aécio entraram no radar do Palácio quando o senador passou a estreitar laços com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Este, aliás, defende que sua sigla lance um nome próprio na disputa do ano que vem.

Segundo a Folha apurou, os tucanos iniciam 2013 dispostos a estruturar as bases da campanha presidencial do senador mineiro.

A partir de fevereiro, passarão a fazer pesquisas periódicas de opinião para montar a narrativa eleitoral.

E já iniciaram as buscas por um “João Santana tucano”, em referência ao marqueteiro do PT, vitorioso nas últimas três eleições presidenciais.

No comando dessa operação para desidratar o palanque petista está o próprio Aécio. Até agora submerso, ele tem liderado o assédio à base da presidente recomendando calma aos tucanos mais ansiosos.

Diz isso citando o avô Tancredo Neves: “As pessoas só se movem da base no momento em que o poder futuro é mais atraente que o poder presente”.

Colaborou CATIA SEABRA, de Brasília

João Alkimin: POLÍCIA E POLÍTICA OU POLÍTICA E POLÍCIA 13

Estranho o publicado entre outros pelo próprio jornal Flit Paralisante mostrando as faixas de apoio ao novo Delegado Diretor do DEINTER VI, demonstrando a felicidade de alguns políticos com a troca de Diretor.

Em primeiro lugar afirmo que é estranho pois políticos não devem ficar alegres ou tristes com nomeações, pois isso faz parte da rotina da Polícia Civil, tendo em vista que o Delegado de Polícia não tem a inamovibilidade. Santos não teria nenhum deputado que também pudesse se regozijar, porque somente o deputado Capez. ? A mim isso preocupa, pois sou velho e de uma época que a Polícia tinha donos e posso inclusive citar alguns, por exemplo, o ex-deputado Ary Kara José conhecido inclusive por Governador do Vale e isso foi dito pelo então secretário Michel Temer em uma solenidade em que eu me encontrava presente, depois o deputado Campos Machado que exerceu influência durante muitos anos na segurança pública.

Portanto, a faixa do deputado Capez inclusive em um prédio da secretaria da segurança causa mal estar, polícia e política nunca deveriam andar juntas, mas infelizmente não é o que ocorre. Política serve para demitir Policiais, haja vista o caso emblemático do Dr. Conde Guerra, segundo alguns quando cito o Delegado Conde Guerra o texto perde confiabilidade, mas tenho certeza que é uma minoria que acha isso e isso a mim não afeta. Mas continuando, política serve para promover Delegados, para derrubar Delegados, para dar-lhes Diretorias, Seccionais, titularidade de distritos importantes. Isso é correto? Isso é justo? Isso é moral?

Obviamente a resposta é não, pois não existe almoço grátis. Se alguém recebe um favor com certeza mais dia menos dia terá que pagá-lo e quantos terão a coragem de fazer como o Ministro Celso de Mello que quando recebeu um pedido de quem o havia indicado, para o cargo de Ministro, responde: ” NÃO SE PAGA FAVOR COM A TOGA”. Portanto, volto a repetir essa ingerência espúria causa mal estar e desconfiança.

Basta ver o ocorrido com o delegado João Roque de Mogi das Cruzes, ou com o Delegado Massilon, quero deixar claro aqui que não faço a defesa de nenhum dos dois, pois nãos os conheço, mas sim a maneira deselegante com que foram tratados e volto a dizer hoje foi com esses e com muitos outros que não vieram a público, amanha com quem será. Entendo, que isso ocorre na Polícia Civil há muitos anos, basta lembrar o caso do Dr. Abrahão José Kfoury que ao deixar a delegacia geral teve a palavra de seus pares que ninguém assumiria aquela cadeira e nem havia ainda saído do prédio quando outro Delegado assumiu o posto, portanto um dos motivos que leva a Polícia Civil a se encontrar no estado que se encontra é a vaidade de alguns, a covardia de outros e a desunião de uma maioria.

A Polícia Civil e me perdoe o Dr. Blazeck esta se tornando midiática, pois embora não seja nenhum especialista em segurança pública, burro também não sou. A última operação da Polícia Civil iniciando-se as 5:15 da tarde com um jornalista anunciando a operação e o local desde as cinco

estava fadada desde o início ao fracasso. Sempre ouvi de policias experientes, e me refiro a operacionais, que quando se quer prender marginais se faz na madrugada e se for o caso depois se chama a imprensa para mostrar o resultado de uma operação bem sucedida.

Mas se esses forem os rumos tomados pela Polícia Civil visando apenas o impacto junto a imprensa já estou preocupado, assim como me preocupa volto a afirmar a relação umbilical entre Polícia e Política. Inúmeros policiais estão insatisfeitos, ganham um salário de fome e a Assembleia Legislativa estava se preparando para trocar todos seus automóveis ao custo de alguns milhões de reais e saliente-se que alguns não tinham sequer duzentos quilômetros rodados. Por derradeiro, gostaria de saber como se sentem os deputados com base eleitoral em Santos, Mogi das Cruzes e Carapicuíba, pois não vi nenhum deles afixar faixas elogiando as trocas.

Espero que os atuais Diretores e Seccionais de Polícia que assumiram agora os cargos, deem combate real e efetivo a criminalidade a começar por máquinas caça níqueis para que não se repita aquele triste dia em que inúmeros maquineiros se reuniram na churrascaria Angélica Grill para festejar a eleição de um amigo, pois até que seja mudado exploração de máquina caça níquel é crime e tolerância é prevaricação.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

Aqui tem afogado se segurando em palito de fósforo…( Filho do jornalista João Leite Neto protagoniza intriga na Polícia Civil de Guarujá ) 29

Queda de braço na  Polícia Civil de Guarujá

Filho do jornalista João Leite Neto vira protagonista de disputa interna.

por Carlos Ratton

        Atualizado em 25 de janeiro de 2013 às 14h54

Uma simples prisão por não pagamento de pensão alimentícia acabou expondo uma história de bastidores surpreendente, dando conta de uma disputa acirrada pelo comando da Polícia Civil em Guarujá, cidade já reconhecida na região e no estado por diferenças políticas que, comprovadamente, tiraram a vida de parlamentares e funcionários públicos.
O protagonista da trama é o autônomo Luiz Americano Leite Neto, filho do ex-deputado estadual e jornalista João Leite Neto, que trabalhou no popularesco ‘Aqui Agora’, do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), na década de 1990. Atualmente, João Leite Neto trabalha num programa semelhante em Guarujá.
Já os coadjuvantes são o atual delegado titular do Município, Cláudio Rossi, e o delegado plantonista Marco Antônio do Couto Perez que, conforme apurado extraoficialmente pela reportagem, junto com Luiz Americano, estaria articulando, por intermédio de uma espécie de tráfico de influência, a transferência de Rossi, com objetivo de ocupar seu lugar na Pérola do Atlântico.

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Delegacia sede –  Clima é de instabilidade. (Foto: Luiz Torres/ DL)

Conforme levantado com fontes ligadas à polícia, Couto Perez teria amizade com a família de Leite Neto, que exerce forte influência na Polícia Civil de São Paulo. Rossi teria descoberto a ação de ambos e, ao levantar os antecedentes de Luiz Americano, descobriu que ele estaria pelos menos há seis meses com um pedido de prisão decretada pelo juiz da 1ª Vara da Família do Tatuapé (Capital) por não pagamento de pensão.

Na última terça-feira, Rossi solicitou pessoalmente a captura de Luiz Americano, que transitava tranquilamente na Cidade. Os policiais militares o encontraram em um carro, próximo à Câmara de Vereadores, junto com um policial que, segundo informações, é da equipe de Couto Perez.
Ao anunciarem a prisão, Luiz Americano, para se livrar da situação, teria ligado para Couto Perez que seguiu para o local, causando tumulto nos arredores da Câmara, porém, sem êxito. Americano ficou  preso até ontem na Delegacia Sede de Guarujá, cujo clima não é dos bons entre o delegado titular e o plantonista.

Versão da Polícia
O DL tentou ouvir o delegado Cláudio Rossi, mas ele se negou a comentar o assunto, para não causar ainda mais instabilidade na polícia. Sequer explicou como um homem com pedido de prisão decretada estaria transitando por Guarujá com um policial que, no mínimo, teria obrigação de prendê-lo.
Por telefone, o delegado Marco Antonio do Couto Perez negou qualquer tipo de confronto com Rossi ou disputa na delegacia sede de Guarujá. Fez questão de enfatizar que o delegado titular é seu amigo e que tem inspirações de ascensão profissional, “mas nunca prejudicando um companheiro de profissão”.

Delegados

Couto Perez nega disputa por delegacia e Claudio Rossi, delegado titular, não se manifestou. (Foto: Arquivo/ DL)

Sobre o ocorrido em frente à Câmara, Couto Perez foi direto: “sou policial e jamais tentaria impedir a prisão de alguém. Conheço o pai do Americano (João Leite Neto) e minha participação foi no sentido de saber o que estava acontecendo e acalmar a família”, disse, concluindo que não sabia do mandado de prisão, pois os papéis nunca passaram por suas mãos.
A reportagem conseguiu localizar Luiz Americano, por volta das 18h30 de ontem. Ele já estava em sua casa, na Enseada. Segundo ele, o débito com relação à pensão alimentício estaria na casa dos R$ 9 mil e já foi pago. Sobre a situação delicada envolvendo os delegados, Americano enfatizou que é amigo de ambos e que nunca estaria articulando qualquer transferência.
“Não tenho poder para isso e, mesmo que tivesse, quero o bem da cidade. Jamais estimularia conflito entre os dois policiais, até porque ambos são meus amigos. Tanto sob o comando de Rossi, como de Marco Antônio Perez, a polícia está em boas mãos”, finalizou

http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/4086-queda-de-braco-na–policia-civil-de-guaruja

JoaoD6

Capitão do Mato: A ordem de serviço institui como critério de suspeição a cor ou raça. Isto é racismo, sim! 16

Enviado em 25/01/2013 as 12:43 | Flit Paralisante Em resposta a Alves Faria Dagoberto.

A ordem de serviço institui como critério de suspeição a cor ou raça. Isto é racismo, sim!

” … especialmente individuos da cor parda e negra com idade aparente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupos de 3 a 5 individuos na pratica de roubo a residência daquela localidade

O crime cometido exige apuração e penalização.

Aliás, o que o oficial diz em sua defesa, no presente caso , é irrelevante.

A instrução racista foi dada por escrito e o documento foi assinado.

O infrator melhor faria alegando que a assinatura dele foi falsificada.

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

        Pena: reclusão de um a três anos e multa

No crime de racismo há a lesão do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana.

Morte e vida paulistana 12

Por Marilda Pansonato Pinheiro

A cidade de São Paulo, um dos maiores centros financeiros do mundo e pólo cultural do País, completa, nesta sexta-feira, o seu 459º aniversário sem motivos para assoprar as velas.

Nesta cidade, infelizmente, o cidadão não tem segurança para viver nem dignidade para morrer. A assertiva ganha respaldo nas últimas notícias veiculadas, em jornais de repercussão nacional, sobre o caos na Segurança Pública e, agora, com o recente escândalo no Instituto Médico Legal (IML) – órgão também subordinado à Secretaria de Segurança Pública.

O cenário é estarrecedor: além das poças de sangue, tufos de cabelo e dejetos de cadáveres espalhados pelo chão, corpos de homens e mulheres empilhados e marcados com caneta, o escoamento de sangue e secreções para o esgoto comum (aquele que deságua nos rios), nos deixou inconformados.

Essa foi a cena encontrada em um dos IMLs de São Paulo. Se fosse roteiro de um filme de terror a sinopse seria: desrespeito aos mortos e insalubridade aos vivos. Estamos chocados. Neste caso é a morte trazendo risco à vida. Nós Delegados sentimos um misto de revolta e tristeza diante da falta de observação às normas básicas para preservação da dignidade dos mortos e também dos vivos que por ali transitam, como funcionários, agentes funerários, além de familiares.

E pensar que pode acontecer com qualquer um, já que a violência já não escolhe suas vítimas por classe social, idade e sexo. A perplexidade não pode nem deve ceder lugar às necessárias e urgentes providências, razão pela qual, nós, Delegados, não podemos assistir a esse filme de terror da vida real sem tomar as devidas medidas.

Por conta disso, pedido de Providência Administrativa e de Polícia Judiciária foram enviados pela entidade à Secretaria de Segurança Pública e à Delegacia Geral de Polícia, respectivamente, além de outras medidas tomadas pelo Jurídico da entidade.

O descortinar do problema também nos faz constatar que a criação da “Polícia Técnico Científica”, órgão criado exclusivamente no Estado de São Paulo, ao arrepio da lei, começou errado. E o que começa errado não tem como dar certo. Em 1871 Sir William Gladstone, Primeiro Ministro Britânico, já profetizava: “Mostre-me a maneira pela qual uma nação ou uma comunidade cuida de seus mortos, e eu mostrarei com exatidão matemática a ternura e simpatia deste povo, seu respeito pelas Leis de sua terra e sua lealdade para com os altos ideais”.

*Marilda Pansonato Pinheiro é presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

Três policias que bebericavam na madruga foram emboscados por alguns colegas “ninjas” armados com calibre 12 11

12Policiais de folga são baleados na Zona Sul de SP

Vítimas foram levadas para pronto-socorro da Pedreira. Ninguém foi preso

24/01/2013 05h01– Atualizado em  24/01/2013 07h12

Três policiais militares de folga foram baleados no início da madrugada desta quinta-feira (24), no Jardim Consórcio, na região de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, de acordo com a Polícia Militar (PM).

Os policiais passeavam de moto quando dois criminosos se aproximaram e começaram a atirar sem nada dizer. Os policiais tentaram escapar e foram perseguidos, segundo a corporação. Eles, então, revidaram. Os PMs foram baleados na perna – um deles levou um tiro no pescoço.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/01/dois-policias-de-folga-sao-baleados-na-zona-sul-de-sp-diz-pm.html

As vítimas foram levadas para o pronto-socorro da Pedreira e não correm risco de morrer. Ninguém havia sido preso até as 5h.

O caso foi registrado no 98º Distrito Policial, no Jardim Miriam

Revolução de Março: A Força Pública de SP era considerada – pelo Exército – um covil de comunistas…( De 1964 a 1983 o Comando Geral era destinado a Coronéis verde-oliva ) 21

25/01/2013-05h00

Comissão da Verdade de SP quer rever brasão da Polícia Militar

DE SÃO PAULO

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo vai propor a revisão do brasão de armas da Polícia Militar paulista. Desde 1981, o símbolo presta homenagem ao golpe de Estado de 1964, que implantou a ditadura militar no país.

O brasão contém 18 estrelas que, segundo o site da PM, representam “marcos históricos da corporação”. De acordo com a página, a 18ª estrela é uma referência à “Revolução de Março”. O termo “revolução” é usado por militares que negam que houve uma ditadura no país de 1964 a 1985.

Em janeiro de 2012, a Folha noticiou que os sites da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e da PM tratavam o golpe como “Revolução de Março”. A pasta retirou a expressão no mesmo dia; a PM a manteve.

“A Comissão da Verdade pretende sugerir a revisão e análise do significado dessas estrelas”, disse o deputado Adriano Diogo (PT), presidente do colegiado paulista. Segundo ele, os caminhos formais para sugerir uma revisão no símbolo ainda serão discutidos com os integrantes da comissão.

Criado em 1958 pelo então governador Jânio Quadros, o brasão de armas da PM foi alterado em 1981, na gestão de Paulo Maluf, que acrescentou a 17ª e a 18ª estrelas.

Além do golpe de 1964, estão representados no brasão outras ações repressivas realizadas pelas Forças Armadas em episódios controversos, como a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), que devastou o país vizinho, e a revolta de Canudos (1897) no sertão baiano, que dizimou todos os participantes do movimento.

Há ainda estrelas em homenagem às repressões à Revolta da Chibata (1910) e ao levante dos 18 do Forte de Copacabana (1922).

Procurada, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que não comentaria o assunto por se tratar de um tema “de natureza política”. (PATRÍCIA BRITTO)

Editoria de Arte/Folhapress


http://www1.folha.uol.com.br/poder/1220285-comissao-da-verdade-de-sp-quer-rever-brasao-da-policia-militar.shtml

Advocacia Sandoval Filho: Ação judicial do ALE – Adicional de Local de Exercício tem sua tese reforçada por Projeto de Lei apresentado por Governador 33

São Paulo
Ter, 22 de Janeiro de 2013 16:31
Os policiais militares, civis, técnicos científicos da Secretaria de Segurança Pública e agentes de escolta e segurança da Secretaria de Administração Penitenciária terão o Adicional de Local de Exercício (ALE) incorporado ao salário. Isso é o que está previsto no Projeto de Lei encaminhado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no dia 20 de janeiro. Com a alteração, esses servidores têm um aumento no salário-base. Em 1º de março de 2014, quando a medida está prevista para entrar em vigor, a porcentagem referente a 2014 já deve ser adiantada e incorporada aos salários. Metade do benefício será incorporada ao salário-base. Os outros 50% farão parte do Regime Especial de Trabalho Policial (RETP).O governador explicou que, em 2010, quando a incorporação do ALE foi estabelecida, o processo deveria levar cinco anos, sendo incorporados 20% ao ano. “Nessa de 2014, nós estamos antecipando para 2013”, disse Alckmin. Além disso, o valor da incorporação terá como referência o ALE II – gratificação mais alta para os servidores da segurança – tanto para policiais que já recebiam este benefício quanto para aqueles que desfrutavam do ALE I.
Os servidores que não têm o ALE incorporado ao salário podem entrar com ação judicial para fazê-lo, conforme artigo da advogada Ana Flávia Magno Sandoval, sócia da Advocacia Sandoval Filho.

Ação judicial do ALE – Adicional de Local de Exercício tem sua tese reforçada por Projeto de Lei apresentado por Governador

A iniciativa do Governador Geraldo Alckmin reforça a tese da ação judicial oferecida aos servidores aposentados e pensionistas de Agentes Penitenciários, Policiais Civis e Policiais Militares que não recebem o ALE – Adicional de Local de Exercício, e que têm este direito, nos termos do artigo 40, § 8º, da Constituição Federal.
Da mesma forma, dá mais força ao pedido dos servidores ativos, inativos e pensionistas dos ocupantes de cargos de Agente Penitenciários, Policiais Civis e Policiais Militares, para que o valor pago a título de ALE – Adicional de Local de exercício, seja totalmente incorporado aos vencimentos, proventos e pensões com os respectivos reflexos no RETP – Regime Especial por Trabalho Policial, Sexta-parte e Adicional por tempo de serviço.
O Projeto de Lei apresentado pelo Governador prevê a incorporação de 50% do ALE, no entanto, tendo em vista o caráter genérico da gratificação, ela deve ser integralmente incorporada aos vencimentos, proventos e pensões, e paga a todos os servidores ocupantes dos cargos de Agentes Penitenciários, Policiais Civis e Policiais Militares, sejam ativos, inativos ou pensionistas.
Ana Flávia Magno Sandoval OAB/SP nº 305.258
Exerça seu direito clicando aqui, escolhendo Secretaria da Administração Penitenciária, Secretaria da Segurança Pública – Polícia Civil ou Secretaria da Segurança Pública – Polícia Militar e a ação correspondente.

Com informações da assessoria do deputado Rafael Silva

 

Rua Dona Maria Paula, 123  20º andar – cep 01319-001  São Paulo – SP | tel + 55 11 3638 9800 | fax +55 11 3638 9812  Advocacia Sandoval Filho. .