)
Autor: Flit Paralisante
Major Olímpio – A Grande Mentira do Governo de SP 7
)
Polícia dá alerta após isolamento de Marcola em presídio paulista 47
ROGÉRIO PAGNAN
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
JOSMAR JOZINO
DO “AGORA”
12/03/2014 02h10
Minutos após o governo paulista isolar ontem na prisão o chefe da facção criminosa PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros três criminosos da quadrilha, o comando da Polícia Civil emitiu um alerta para que todos os policiais no Estado redobrassem a atenção.
O documento assinado pelo delegado-geral Luiz Maurício Blazeck diz que, “tendo em vista a inclusão dos presos” no RDD (regime disciplinar diferenciado), as atenções devem ser redobradas em todos os momentos.
“Não apenas durante o exercício das atividades profissionais rotineiras, como também nos respectivos deslocamentos, durante o horário de trabalho e fora dele.”
Ainda segundo o alerta, os veículos da Polícia Civil caracterizados, aqueles com sirenes e símbolos da polícia, não poderão circular com apenas um policial solitário. “No mínimo, dois policiais”, determina o documento.
A transferência de Marcola e de outros três integrantes da facção criminosa foi confirmada na manhã de ontem pelo Tribunal de Justiça.
Essa ordem foi antecipada ontem pela Folha.
Marcola, que estava preso em Presidente Venceslau (611 km de SP), deverá cumprir pena de 60 dias no RDD, regime mais rígido, em um presídio de Presidente Bernardes.
Nesse período, os magistrados vão apurar se o criminoso tem ligação com o plano de fuga de membros da facção criminosa descoberto pela Promotoria e pela polícia.
O Ministério Público, embora afirme saber que o plano resgataria os principais chefes do grupo, não conseguiu gravar o próprio Marcola.
A transferência dos criminosos para o RDD ocorreu horas após a decisão da Justiça, com forte aparato de segurança, inclusive com uso de helicópteros, para evitar uma eventual tentativa de resgate.
Os outros três membros da quadrilha transferidos para o regime mais duro foram Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes, o Du Bela Vista. Todos são suspeitos de participar do plano de fuga de membros da facção.
Marcola já esteve outras vezes internado no RDD. Nesse regime, o preso fica em cela individual, sem acesso a noticiário, sem direito a visitas íntimas e com apenas duas horas diárias de banho de sol.
Marco Antônio Arantes de Paiva, advogado do criminoso, nega envolvimento do seu cliente no plano de fuga e diz que recorrerá da decisão de isolar Marcola.
60 dias de RDD para Marcola e outros três chefões do PCC 58
Justiça determina que Marcola vá para isolamento, diz advogado
11 Mar 2014
Chefe de facção criminosa ficará 60 dias em regime mais rígido, sem visita íntima e acesso a noticiário
Decisão atinge outros três integrantes da quadrilha suspeitos de participar de suposto plano de fuga da prisão
JOSMAR JOZINO DO “AGORA” ROGÉRIO PAGNAN REYNALDO TUROLLO JR. DE SÃO PAULO
A Justiça de São Paulo determinou na noite de ontem a transferência do principal chefe da facção criminosa PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), com isolamento de 22 horas por dia, segundo seu advogado, Marco Antônio Arantes de Paiva.
A decisão atinge ainda outros três membros da quadrilha –todos suspeitos de participar de um suposto plano de fuga da prisão.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo não conseguiu localizar, ontem à noite, o juiz responsável pelo caso para que confirmasse a decisão.
Marcola, que está preso em Presidente Venceslau (611 km de São Paulo), deverá cumprir pena de 60 dias no RDD em Presidente Bernardes, município da região.
A liminar atende ao pedido das secretarias de Administração Penitenciária e de Segurança Pública, feito à Justiça após vazamento do suposto plano de resgate.
O plano, segundo a versão oficial, era investigado desde janeiro de 2013. Seriam usados dois helicópteros para tirar os criminosos do presídio e levá-los ao Paraguai, passando pelo Paraná.
Segundo investigação das polícias Civil e Militar e do Ministério Público, além de Marcola, seriam resgatados os presos Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes, o Du Bela Vista.
Na última sexta-feira, a Justiça havia negado outro pedido de isolamento de Marcola, feito pela Promotoria em 2013, após investigação do PCC com escutas telefônicas.
A decisão de ontem tem caráter liminar (provisório). Segundo Paiva, a internação por 60 dias ocorrerá para que, nesse período, seja apurada a eventual participação de seu cliente no plano de fuga.
O advogado nega envolvimento do seu cliente no caso. Diz que recorrerá da decisão.
Marcola já esteve outras vezes internado no RDD. Nesse regime, o preso fica em cela individual, sem acesso a noticiário, sem direito a visitas íntimas e com apenas duas horas diárias de banho de sol.
No ano passado, o Gaeco, grupo de promotores que investiga o crime organizado, interceptou conversas telefônicas em que membros do PCC ameaçavam fazer “greve branca” nos presídios caso seus chefes fossem para o RDD.
A “greve” consistiria em não comparecer a audiências ou outras atividades. Se as autoridades revidassem, diziam as gravações, a facção promoveria ataques nas ruas.
Os deputados federal Vanderlei Macris e estadual Cauê Macris (ambos do PSDB) não servem para nada: A SECCIONAL DE AMERICANA ESTÁ ABANDONADA 86
Pródromos da corrupção do Ministério Público: guerra fratricida pelo cargo de procurador-geral de Justiça patrocinada pelo PSDB 24
Eleição no Ministério Público paulista opõe alas ligadas ao PSDB
MARIO CESAR CARVALHO
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
09/03/2014 02h15
A eleição para o cargo de procurador-geral de Justiça, o chefe do Ministério Público de São Paulo, marcada para o dia 5 de abril, virou uma disputa entre dois grupos ligados ao PSDB.
Uma das alas é alinhada com o governador Geraldo Alckmin e tem como candidato o procurador-geral licenciado Márcio Elias Rosa. A outra tem laços com o ex-governador José Serra e é galvanizada pela candidatura do ex-procurador-geral Luiz Antonio Guimarães Marrey.
Apesar das ligações com o mesmo partido, o clima entre os candidatos é de confronto. Marrey, que foi procurador-geral por três vezes, diz que a Procuradoria foi omissa no mandato de Rosa. “É uma gestão sem liderança, politicamente tímida e muda. Não se sabe qual é a posição do Ministério Público sobre quase nenhum tema importante”, afirma.
Já Elias Rosa defende que durante a sua administração “implantou um modelo de trabalho em que há menos discurso e mais resultados efetivos na atuação de promotores e procuradores”.
Para Marrey, o silêncio do adversário faz parte de uma estratégia: “Ele não quer incomodar. Alguém que cobre soluções em segurança pública pode desagradar quem está na chefia da [secretaria de] Segurança Pública”.
O ataque cifrado de Marrey tem dois alvos: 1) a segurança é o ponto mais criticado do governo Alckmin; 2) o secretário de Segurança, Fernando Grella, antecedeu Rosa no cargo de procurador-geral e foi o padrinho político do atual candidato da situação.
Rosa afirma que a crítica de Marrey é “injusta e improcedente”. Segundo ele, “não se combate a violência com discurso do procurador-geral. O protagonismo é do promotor de Justiça”. E ataca Marrey: “Talvez ele sinta falta do culto ao personalismo, que de fato não existe hoje na instituição”.
| Adriano Vizoni/Zanone Fraissat/Folhapress | ||
![]() |
||
| Candidatos: Márcio Elias Rosa (à esq.) e o da oposição Luiz Antonio Guimarães Marrey |
AÇÃO DE PROMOTORES
Segundo Rosa, sua gestão apoiou ações de promotores e grupos especiais de investigação e tomou iniciativas como a criação de uma agência de atuação integrada com o Executivo e as polícias. Há algo mais em comum entre Rosa e Marrey além das ligações com os tucanos. Ambos já foram conduzidos à chefia do Ministério Público apesar de não terem vencido a eleição.
Marrey não ganhou em 1996, mas foi o escolhido do então governador Mário Covas (PSDB). Em 2012, o procurador Felipe Locke obteve o primeiro lugar na votação, porém Alckmin indicou Rosa, o segundo colocado, para o cargo. Segundo a lei, o governador pode escolher qualquer um dos três primeiros colocados.
Uma das principais investigações em curso no Ministério Público é sobre a ação de um cartel em licitações do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008, nas gestões tucanas de Covas, Serra e Alckmin. Marrey diz que sua ligação com Serra, de quem foi secretário de Justiça, não o silenciaria numa eventual apuração sobre o ex-governador.
Dois dos contratos citados pela Siemens como alvos de ação do cartel foram assinados durante o governo Serra. “Todo mundo sabe que a minha atuação [como procurador] é de não poupar ninguém”, afirma Marrey. No período que ele foi procurador-geral, o Ministério Público moveu ações contra duas secretárias de Covas, Rose Neubauer e Marta Godinho.
Rosa também diz que terá atuação independente em relação ao governo, inclusive nas apurações sobre o cartel. “Se as investigações vierem para o meu gabinete, o meu dever é de levar a cabo e de responsabilizar quem quer que seja”, diz.
O procurador-geral licenciado diz que mostrou isenção ao pedir à Assembleia a cassação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos (PSD), por acúmulo de função. Afif passou a integrar o quadro de ministros da presidente Dilma Rousseff (PT)
Desvalorizar a polícia poderá nos custar muito caro 68
O GLOBO
09 Mar 2014
Artigos
VIVANE MOSÉ
Temos uma tendência a preferir o fácil. Abraçamos um lado e passamos a odiar o oposto, e isso parece proliferar nos nossos dias, particularmente nas redes sociais, com as suas verdades pré-prontas. Condenamos com a mesma displicência com que exaltamos. Mas as coisas não são tão simples.
Vivo no Rio desde 1992, e a vinculação entre a polícia e a criminalidade sempre esteve presente, com policiais extorquindo cidadãos, e traficantes atuando como xerifes nas comunidades. Quando Anthony Garotinho foi governador e, depois, secretário de Segurança, essa relação se ampliou. Em sua sentença de condenação a dois anos e meio de prisão, o juiz Marcelo Leonardo Tavares afirma que Garotinho dividia com Álvaro Lins a liderança da quadrilha que corrompia delegados, lavava dinheiro do tráfico, financiava campanhas. Vejam: faz muito pouco tempo, o Rio era um estado onde o ex-governador, então secretário de Segurança, chefiava uma quadrilha cujo segundo nome era o comandante da Polícia Civil, como consta em reportagem da revista “Época” de fevereiro.
Vieram as UPPs, com proposta clara, objetivos explícitos e uma consistente concepção estratégica. Qualquer estudo sobre a criminalidade no Rio vai apontar para o problema do território. O espaço físico da favela, com suas intrincadas vielas nascidas do abandono do poder publico, terminou submetido à criminalidade, favorecendo a formação de um poder paralelo. O que me chamou a atenção no projeto das UPPs foi a concepção estratégica da polícia, que, em vez de sair invadindo morros e atingindo inocentes —e em vez de atirar a esmo, atacando o urgente e esquecendo o essencial —, pela primeira vez partiu de uma ação movida por um plano, um estudo das condições específicas da favela.
O principal objetivo das UPPS é tirar o tráfico dos morros, libertando as comunidades dos traficantes e oferecendo serviços públicos antes inexistentes. Servindo à população e angariando seu apoio, as UPPs poderiam manter o tráfico fora das favelas, e somente assim. Mas essa expulsão não poderia acarretar o risco de uma guerra sangrenta e sem fim, como já vimos acontecer. A inteligência da polícia buscou, então, avisar sobre a invasão. E previu que os traficantes que fugissem se abrigaram em outras favelas, que também seriam pacificadas, até que, sem território, o tráfico se dissolveria, ao menos em sua estrutura organizada. Tudo aconteceu como esperado: em 22 favelas com UPPs, de 2000 a 2012, o número de homicídios caiu 65%. E no asfalto não foi diferente: os homicídios na capital diminuíram em 48%.
Mas, não podemos esquecer, mesmo com essa retomada a polícia do Rio é uma das mais corruptas do país, e a luta estava só começando. A cidade acreditou, se emocionou. E aplaudiu José Mariano Beltrame, recebido como um herói.
O primeiro grande desgaste da polícia nos últimos anos foi com as manifestações. Sem preparo, ela extrapolou, se perdeu, agrediu. Foi acusada de matar o servente de pedreiro Amarildo de Souza na Rocinha, invadiu comunidades, atirando e matando inocentes. Hoje sabemos que os manifestantes também foram violentos. O que não justifica os erros da polícia. Aos poucos, a grande manifestação foi deixando as ruas, e ficou uma massa rala, difusa, que, sem direção, optou pelo imediato: não mais transporte, educação, mas a polícia e seus desmandos. Curiosamente ressurge Anthony Garotinho, candidato ao governo e maior difamador das UPPs, com um forte arsenal de atuação nas redes, arrebanhando adeptos, especialmente entre os que não o conhecem, que não sabem de seu passado: os jovens.
O que me impressiona é ver uma juventude bem intencionada, mas pouco culta, repetindo palavras de Garotinho como se fossem de cidadania e liberdade. Se alguma consciência política e social existisse, nos apressaríamos em fortalecer a transformação da nossa polícia, incentivando a vinda de jovens honestos, corajosos. E expulsando as cobras criadas da criminalidade. Mas nós não queremos a polícia, não nos importamos que o tráfico os mate, ainda jovens. Preferimos o crime, a violência, o medo.
A polícia é uma necessidade, especialmente no Rio, esta cidade sitiada por menores armados, prontos a morrer por uma dose de crack. Desvalorizar a polícia e os resultados das UPPs é um retrocesso que poderá nos custar muito caro.
VivianeMosé é filósofa e psicanalista
Drone despeja pacote de cocaína dentro de presídio de São Paulo 21
Drone despeja pacote de cocaína dentro de presídio de São Paulo
GIBA BERGAMIM JR.
FOLHA DE SÃO PAULO
09/03/2014 01h50
Um mini-helicóptero despejou um pacote com 250 gramas de cocaína no pátio do CDP (Centro de Detenção Provisória) 1, de São José dos Campos (a 91 km de São Paulo), na manhã de anteontem.
Comandado por controle remoto, o drone –veículo aéreo não tripulado– seguiu viagem e não foi mais visto.
Deixou para trás, no entanto, o pacote com a droga, que foi apreendido por agentes penitenciários.
A ação levou a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo a suspender as visitas que aconteceriam ontem num dos pavilhões da unidade.
O helicóptero foi visto no alto do presídio por funcionários do local por volta das 10h20. Eles viram também o momento em que a pequena aeronave deixou cair o pacote da droga.
Rapidamente, um grupo de detentos correu até o pátio de um dos pavilhões e pegou a “encomenda”.
Agentes entraram no pátio e apreenderam o pacote com a droga, que foi enviado para o Instituto de Criminalística para perícia.
Até a noite de ontem, nem a polícia nem agentes da secretaria haviam localizado o “piloto” que controlava o equipamento à distância.
A corregedoria dos presídios e a Polícia Civil investigam quem teria ordenado a entrega da cocaína.
Além do drone, pombos também já foram usados para entregar celulares encomendados por presos.
Advogado de Ferrarezi, Elias Antonio Jacob, afirma que a decisão do governo “é precipitada” 50
ELPIDIO FERRAREZI
Demitido ex-delegado seccional de Santos
As investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre Ferrarezi começaram em 2007, após o ex-delegado Roberto Conde Guerra denunciar, em seu blog, corrupção policial na exploração de máquinas de caça-níqueis na Baixada Santista.
Conforme concluiu o juiz Rodrigo de Moura Jacob, da 1ª Vara Criminal, Ferrarezi utilizou dinheiro captado de forma ilícita, na época em que foi delegado titular de Bertioga, para adquirir, em 2001, uma casa de alto padrão em Bertioga, utilizando-se de ajuda da filha, a advogada, Carla Abibe Ferrarezi Martinez, que teria dissimulado a aquisição. Ela foi condenada a oito anos e quatro meses de prisão.
De acordo com a denúncia formulada pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Santos, Carla atuou como testa-de-ferro de seu pai e, ambos previamente conluiados com um empresário, se valeram de dois “laranjas” para ocultarem a propriedade da mansão. Para tanto, segundo os promotores, confeccionaram falsos instrumentos de compra e venda, fraudes que foram verificadas quando um dano ambiental foi na descoberto na construção da casa.
Para o juiz Rodrigo Jacob, “as conseqüências do crime foram nefastas, pois, a sociedade além de não ser protegida pela autoridade policial, ainda tinha que conviver com delegado corrupto, que mancomunado com sua filha ocultou e dissimulou a origem de seus rendimentos”.
Defesa
O advogado de Elpídio Ferrarezi e Carla Ferrarezi, Elias Antonio Jacob, sustenta que as penas são injustas e “estratosféricas”. Jacob argumenta que o terreno da casa foi comprado por R$ 60 mil por Carla e que a construção não passou de R$ 200 mil, valores que eram compatíveis com a renda dela na época. Para o defensor, a valorização do imóvel ao longo dos últimos anos não pode ser motivo para a condenação de seus clientes. Fonte: Diário do Litoral
– See more at: http://jornaldabaixada.uol.com.br/?p=21893#sthash.LU4P62Fu.dpuf
Todo brasileiro tem o direito de matar uma pessoa na vida 42
Lendo a matérua de J. Alkimin lembrei-me da fala indignada de um cidadão – usuário da repartição em que eu trabalhava – com um terceiro que desrespeitava seus direitos. Segundo ele, todo brasileiro tinha o direito de matar uma pessoa na vida. A sua afirmação levava em conta os casos de homicídios sem cobertura da imprensa, homicídios “normais” do cotidiano. É verdade, a sensação que se tem é a de que nada acontece, sequer se descobrem os autores.
Quantos homicídios são praticados por dia? Quantos são elucidados?
Pois é! A ganancia sanguinária do “Serial do Brás” foi decisiva para o seu insucesso. Ele tinha o “direito” de matar só um, mas ele foi “olho grande” bem no Centro de Säo Paulo…. Aí serviu de “boi-de-piranha” para autoridade televisiva…
Se o agora “Serial do Brás” tivesse parado no saxofonista, certamente, nada teria sido descoberto…
MACHISMO NA POLÍCIA 35
As raras indicações de mulheres para altos cargos de chefia nas instituições policiais são exceções que só confirmam a regra
Passados quase 60 anos em que as primeiras mulheres foram admitidas no Corpo Feminino da Guarda Civil do Estado de São Paulo, em 1955, as instituições brasileiras de segurança pública ainda estão muito distantes de oferecer igualdade de oportunidades para homens e mulheres. Na carreira, ainda marcadamente masculina, as mulheres policiais sofrem com a falta de reconhecimento profissional, além de discriminação e preconceito, mais acentuados que na maioria de outras carreiras do serviço público e também na iniciativa privada.
Na Polícia Militar, onde o ingresso de mulheres ocorreu a partir da década de 70, os obstáculos começam no acesso à carreira, com a limitação de percentual de vagas que podem ser preenchidas por mulheres a cada concurso público.
A última edição da “Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública”, realizada anualmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, com dados de 2011, sobre a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de todo o País, mostrou que em 24 unidades da federação o percentual de mulheres no efetivo das policiais militares era inferior a 12%. Em alguns estados, como CE, MA, PR, RN e SC a participação feminina no efetivo da PM é inferior a 6%. Na maioria dos estados, a proporção dos efetivos dos Corpos de Bombeiros Militares, de acordo com o sexo, é similar ao das Polícias Militares.
É previsível que a proporção de mulheres que alcançam os postos mais graduados na carreira da PM também seja ínfima. Em poucos estados, o percentual de mulheres no quadro de oficiais foi superior à proporção de policiais militares do sexo feminino em relação ao efetivo total das corporações. Em MG, um dos maiores índices, a mulheres ocupam 21% do quadro de oficiais, enquanto a proporção de praças femininas é de 8%.
No ano passado, a coronel Cláudia Romualdo foi a primeira mulher, nos 238 anos de história da PM de Minas, a assumir o comando de policiamento da capital, a quarta posição mais importante na hierarquia da corporação. O fato inédito tornou-se destaque na mídia. Já na PM do Ceará, o percentual de oficiais do sexo feminino era de apenas 3%, índice similar a outros estados do Nordeste. Faltam reportagens que mostrem a realidade de preconceito por gênero que persiste nos bastidores das instituições policiais.
A pesquisa da Senasp também mostrou que na Polícia Civil, onde não limitação de vagas para mulheres, a participação feminina é mais expressiva: em apenas sete estados, o percentual de mulheres policiais civis é inferior a 20% do efetivo total. No AM, GO, MT e SC, essa participação já ultrapassa os 30%.
Outro estudo nacional inédito sobre o tema, denominado “Mulheres nas instituições de segurança pública”, divulgado no ano passado, também elaborado pela Senasp, que incluiu pesquisas quantitativas com mais de 6 mil profissionais do sexo feminino de todo o País, além de entrevistas individuais, com policiais civis, militares e peritas criminais, detalhou os obstáculos enfrentados pelas mulheres policiais nas relações cotidianas.
A rejeição de mulheres para o desempenho de determinadas atividades, a recusa de alguns policiais a trabalhar com colegas do sexo feminino, as ‘piadinhas’ e ‘gracejos’, episódios de constrangimentos, humilhações, assédio moral e sexual, a falta de equipamentos de proteção individual, como coletes a prova de balas e de uniformes na modelagem feminina, a infraestrutura inadequada de instalações em delegacias e batalhões, como a inexistência de banheiros e vestiários exclusivos, entre outros problemas, foram relatados pela pesquisa.
Se na PM a restrição para ingresso é explícita, em outras instituições, como Polícia Civil e Polícia Federal, os obstáculos decorrentes da discriminação com base em gênero (embora dissimulada) são informais, como o chamado “teto de vidro”, a aparente igualdade de oportunidades de ascensão na carreira, que na prática impede o acesso das mulheres às funções mais elevadas da hierarquia policial.
A expressão foi citada na pesquisa acadêmica “As Delegadas de Polícia de São Paulo: profissão e gênero”, dissertação de mestrado em sociologia, elaborada por Maria Natália Barboza da Silveira, em 2009, na Universidade Federal de São Carlos.
As raras indicações de mulheres para altos cargos de chefia nas instituições policiais são exceções que só confirmam a regra. Os casos isolados sempre ganham destaque na mídia, como da delegada Marta Rocha, a primeira mulher a se tornar chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, cargo que ocupou de 2011 até janeiro deste ano, quando anunciou sua saída, para disputar as próximas eleições.
Em 2009, o jornal The Guardian publicou um longo texto, sob o título “Feminismo e M-16s: Como as mulheres estão transformando o machismo na polícia do Rio”, destacando a atuação de policiais femininas e em operações de combate ao tráfico de drogas e de armas na cidade, bem como a nomeação de algumas mulheres para cargos de chefia na Polícia Civil daquele estado.
“Em um país onde ser policial há muito tempo é considerado trabalho de homem, a linha de frente da guerra da droga do Rio – um mundo de sangue, suor e balas que deve estar entre os mais machistas do planeta – é um cenário improvável para uma revolução feminista”, diz um trecho da matéria. “Mas as mulheres brasileiras estão abrindo caminho nesta profissão dominada por homens”, exagerou Tom Phillips, correspondente do jornal britânico no Rio.
Na Polícia Federal, embora não existam pesquisas sobre o tema, os números indicam que o “teto de vidro”, de fato, é uma barreira invisível que também existe no órgão e impede as mulheres de chegarem aos cargos mais elevados na hierarquia.
De acordo com o último boletim estatístico de pessoal, de novembro do ano passado, divulgado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), as servidoras que ocupam cargos da carreira policial na PF correspondem a 13,8% do efetivo total dos 11,3 mil policiais da ativa. Somado ao número das que ocupam cargos administrativos, na PF as mulheres perfazem o total de 2,3 mil.
No entanto, de acordo com dados disponíveis no site, no início de março, de 23 cargos de chefias nos órgãos centrais da PF, em Brasília, apenas quatro eram ocupados por mulheres. Dentre os 27 superintendentes regionais, cargos máximos da instituição nos estados e Distrito Federal, não há uma única mulher. Nas 97 unidades descentralizadas espalhadas por todo o País, apenas cinco mulheres ocupam as chefias. Por esta amostragem, que reflete a realidade atual no órgão, as mulheres ocupam apenas 6% das funções de chefia na PF.
O “teto de vidro” – que reflete o domínio masculino na PF – parece ainda mais blindado se considerado apenas o número de delegados, categoria que se autodenomina “classe dirigente”, embora a Constituição não estabeleça exclusividade do cargo para ocupação de funções de direção, de livre nomeação. As delegadas correspondem a 15,7% do número total de atuais 1,7 mil servidores, de ambos os sexos, no cargo de delegado da PF. Ou seja, o percentual de mulheres é mais que o dobro daquelas que ocupam cargos de chefia.
Na PF, o domínio masculino tem raízes históricas. Prestes a completar 70 anos, o órgão foi dirigido por coronéis e generais, por quatro décadas, até 1986, quando assumiu o delegado de Polícia Civil de São Paulo e depois senador Romeu Tuma, falecido em 2010. Um coronel foi o último militar que ocupou a direção geral da instituição, até 1995. Desde então, a PF passou a ser dirigida apenas por delegados, todos do sexo masculino, inclusive o atual diretor geral.
A discriminação começa a partir da seleção das futuras policiais. No último concurso, realizado no ano passado, a intervenção do Ministério Público Federal impediu que candidatas fossem eliminadas no teste em barra fixa, na modalidade dinâmica, cujas exigências são as mesmas para homens e mulheres. A direção da PF se viu forçada a fazer alterações de última hora no edital, embora desde 2006 os exames de aptidão física dos concursos da PF vêm sendo questionados pelo Ministério Público Federal.
Para o MPF/DF, os requisitos são discriminatórios e inconstitucionais porque a PF tem desconsiderado a “notável disparidade de potência muscular entre homens e mulheres”. Na percepção machista dos gestores da PF, predominante nas Forças Armadas, o requisito da força física ainda parece ser tão importante quanto capacidades e habilidades intelectuais, nas quais as mulheres concorrem em condições de igualdade com os homens.
Na Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde as mulheres representam 9,5% do total do efetivo de policiais da ativa, a situação não é muito diferente.
Já no Ministério da Justiça, duas mulheres ocupam cargos importantes na estrutura hierárquica da pasta, à qual estão subordinadas a PF e a PRF: Márcia Pelegrini, secretária executiva e Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública.
Os números revelam que as instituições policiais brasileiras não incorporaram, de fato, mudanças em suas políticas e estruturas para o aproveitamento pleno do potencial de trabalho, da facilidade de planejamento e organização, da capacidade intelectual e crítica das mulheres.
Assim como em outras carreiras profissionais, em que as mulheres também são vítimas de preconceito e sofrem as conseqüências da discriminação por gênero, as policiais brasileiras têm pouco a comemorar e muito a reivindicar. Para que a igualdade entre homens e mulheres, no acesso e desenvolvimento das carreiras profissionais, ultrapasse o discurso acadêmico e a retórica política, é fundamental que não sejam lembradas apenas no “Dia Internacional da Mulher”
http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/132314/Machismo-na-pol%C3%ADcia.htm
Soldados, cabos e sargentos querem desmilitarização para que seja criada uma nova polícia. PEC 51/2013 tramita no senado. 62
Soldados, cabos e sargentos querem desmilitarização para que seja criada uma nova polícia. PEC 51/2013 tramita no senado.
i
O fim da Polícia Militar para dar lugar à criação de uma nova polícia é defendido por cabos, soldados e sargentos da corporação em todo o País. Pode parecer contraditório os próprios policiais serem a favor da desmilitarização. Mas, segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo (ACS-ES), Flávio Gava, a organização militar gera insatisfação entre os que ingressam na corporação como praças, principalmente, cabos, soldados e sargentos.
A desmilitarização é um dos pontos defendidos pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/2013, que hoje tramita no Senado e propõe ainda o fim da divisão do trabalho policial, em que a Polícia Civil investiga, enquanto a Polícia Militar realiza o policiamento preventivo. Segunda a proposta, toda polícia deve ser de natureza civil e realizar o ciclo completo, que é prevenir e investigar. De acordo com Gava, cerca de 95% dos praças apoiam a PEC 51, que também sugere a carreira única nas polícias, o que acabaria com a divisão entre praças e oficiais. “O fato de não existir uma carreira única cria um monte de conflitos internos nas instituições. Na carreira única, a hierarquia permanece, só que ela é baseada numa quantidade menor de postos. Além disso, só vai haver uma porta de entrada para a carreira policial, diferentemente do que ocorre hoje, pois há dois concursos públicos para entrar na mesma instituição”.
O diretor jurídico da Associação Nacional de Praças, sargento Jean Ramalho Andrade, afirmou que a maioria dos praças no País é favorável à PEC 51. “Somos a favor da criação de uma polícia estadual, que vai ter o braço ostensivo e investigativo, só que num único corpo. Ainda que se possa ter hoje um trabalho conjunto entre Polícia Civil e Polícia Militar, ainda fica muito aquém do desejado pela sociedade”.
O professor de Direito Penal Clécio Lemos também defende a desmilitarização e a carreira única na polícia. “A estrutura militarizada provoca uma mentalidade de dominação, patente baixa obedece patente alta, e qualquer tentativa de mudar isso gera alta repressão. Isso é ruim para os policiais de patentes baixas (que são a imensa maioria), porque são docilizados de forma ameaçadora”.
FONTE – A TRIBUNA
Major Olímpio Pré Candidato ao Governo de SP 46
Publicado em 06/03/2014
Deputado Major Olímpio participa do Jornal da Gazeta, exibido pela TV Gazeta, e fala
da sua pré-candidatura ao Governo de São Paulo.
Notícia antiga, mas oportuna: Cães fardados invadiram Fórum ameaçando Juiz que condenou meganhas ladrões 21
JUIZ DESACATADO
PMs invadem Fórum após condenação de colegas
Uma tropa de policiais militares armados de fuzis e metralhadoras, invadiu o Fórum da comarca de Rondon do Pará (PA), a 550k de Belém, na terça-feira (22/9), após a publicação de sentença condenando três integrantes da corporação. Os PMs Sandro Fabiano, André Sosinho e Pablo Kadide foram condenados pelos crimes de concussão, abuso de autoridade e de tortura. A Sentença que provocou a reação dos companheiros de farda dos condenados foi proferida pelo juiz Gabriel Costa Ribeiro.
Nesta quarta feira (23/9), o juiz Gabriel Costa Ribeiro ordenou a prisão preventiva do capitão Deyvid Sarah Lima, comandante do Destacamento de Polícia Militar do município de Rondon do Pará e responsável pela invasão do forum. Lima foi preso na noite desta quarta-feira e encaminhado ao Comando de Policiamento Regional (CPR II) da Polícia Militar do Pará, em Marabá. O juiz também determinou a abertura de inquérito pela Delegacia de Policia Civil local para apurar a responsabilidade criminal pela invasão, desrespeitando autoridades constituídas, além de intimidação ao promotor de justiça, servidores do Judiciário, advogados e jurisdicionados.
O capitão Deyvid Sarah Lima comandou pessoalmente a invasão ao Forum. De acordo com ofícioenviado ao presidente da Associação dos Magistrados do Pará, pelo juiz Gabriel Costa Ribeiro, os PMs entraram no local “visivelmente exaltados e em manifesto ato de censura à autoridade do Juiz, de maneira especial, e do Poder Judiciário, de maneira geral”.
Temendo agressão física, verbal, ou até mesmo ser morto pelos invasores, o juiz trancou-se em seu gabinete de trabalho. Em entrevista ao Consultor Juridico, Costa Ribeiro disse que os fatos só não progrediram para um desfecho trágico, porque “não foi oferecida qualquer resistência à truculenta ocupação Militar do fórum de Rondon do Pará”. Um promotor de Justiça presente no momento da invasão convenceu os militares de que o juiz não mais se encontrava no fórum. Somente depois disso, os policiais se retiraram do prédio.
Procurada pela reportagem da Consultor Jurídico, a Polícia Militar do Estado do Pará, não se manifestou sobre o caso.
Clique aqui para ler o ofício regidido pelo juiz.
http://www.conjur.com.br/2009-set-24/pms-invadem-forum-condenacao-colegas-trabalho


