Ruy Castro: Pessoas dentro da farda. Ou: policial bom é policial morto! 182

Pessoas dentro da farda

30/04/2014 02h00

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RIO DE JANEIRO – A 13 de março último, o aspirante a oficial da PM, Leidson Alves, 27 anos, foi morto com um tiro na cabeça por traficantes durante um patrulhamento no morro do Alemão. Foi o 19º PM morto neste ano no Rio, sendo 13 em emboscadas parecidas –alguns quando estavam de folga. A 7 de abril, ao voltar para casa, outro PM, Lucas Barreto, 23, foi capturado em São Gonçalo e levado para uma favela. Deram-lhe oito tiros, a maioria nas pernas, e o jogaram num matagal.

Desde então, não sei a quantas anda a estatística de PMs cariocas mortos ou feridos –não em combate, como de praxe no ofício, mas pelas costas, à traição. Nem sempre os jornais registram que o policial assassinado era jovem, recém-casado, filho exemplar ou pai de filhos. Artistas da Globo não vão a seus enterros. Não se sabe de missas por suas almas e, na verdade, ninguém está interessado. É como se não houvesse uma pessoa dentro da farda.

Nas últimas “manifestações” no Rio, elementos brandiram cartazes dizendo “Fora UPP” e “UPP assassina”. É fácil protestar contra as Unidades de Polícia Pacificadora. Quando um policial comete um excesso ou mata alguém, pode enfrentar processo, ser expulso da polícia ou ir preso. Mas ainda não se viu nenhum cartaz dizendo “Fora traficantes”. E, no entanto, contra a violência destes, não há recurso –a comunidade tem de aceitar calada os tapas na cara, o estupro de suas filhas e as execuções sumárias de quem eles considerem suspeitos.

É difícil acreditar que essa hostilidade à polícia parta de gente de bem nas comunidades. Os números mostram que, com as UPPs, as mortes diminuíram, os serviços aumentaram e sua economia cresceu.

Tais dados são lesivos, isto, sim, aos traficantes, às milícias, aos que vivem das migalhas do crime e a políticos que, para sobreviver, precisam que as UPPs fracassem.

Fonte: Folha de São Paulo

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Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610,  de 19 de Fevereiro de 1998.

Luiz Flávio Gomes: O risco de ser morto no Brasil na Copa do Mundo 58

O risco de ser morto no Brasil na Copa do Mundo

Publicado por Luiz Flávio Gomes

Se você está na Gávea, no Rio de Janeiro, e caminha dez minutos, chega a uma grande favela (uma das maiores do mundo). Essa caminhada de dez minutos significa a perda de mais de 13 anos na expectativa de vida (veja Empoli). O local em você se encontra retira anos da sua expectativa de vida. Muitos estrangeiros virão para o Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Talvez não tenham consciência exata dos riscos que estarão correndo. Somos o 15º país mais violento do planeta (conforme os números da ONU de duas semanas atrás) e das 50 cidades mais violentas do mundo, 16 estão aqui. São mais de 53 mil assassinatos por ano.

Imagine um estrangeiro de um desses países econômica e socialmente “escandinavizados” (Dinamarca, Suécia, Suíça, Bélgica, Holanda, Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Alemanha etc.). Nos seus países eles têm (em média) apenas um homicídio para cada 100 mil pessoas (veja nossas estatísticas no Instituto Avante Brasil)? Os Estados Unidos têm 5 (embora seja um império capitalista)? O Brasil tem 27? Quando um “escandinavizado” colocar os pés no Brasil, seu risco de vida já aumenta 27 vezes. E conforme a capital em que ele estiver, sua expectativa de vida vai reduzir drasticamente.

O que os “escandinavizados” estão mostrando para o mundo? O seguinte: quanto mais igualdade material e social, menos violência (menos crime). Esses países possuem as seguintes médias: PIB per capita de USD 50.084, Gini de 0,301 (pouca desigualdade e, ao mesmo tempo, pouca concentração da riqueza nas mãos de pouquíssimas pessoas), 1,1 homicídios por 100 mil habitantes, 5,8 mortos no trânsito por 100 mil pessoas, 18.552 presos (na média) e 98 encarcerados para cada 100 mil pessoas.

Vamos comparar os números (não os países): O Brasil conta com renda per capita de USD 11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual), 27,1 assassinatos para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil, quase 600 mil presos, 274 para cada 100 mil habitantes. Somos 27 vezes mais violentos que a média dos países mais civilizados do planeta. A palavra chave para explicar tudo isso se chama igualdade, porém, não a igualdade puramente formal, sim, material, social, cultural etc. E isso se consegue por meio de (a) educação de qualidade para todos e (b) aumento da renda per capita.

A única maneira de salvar o planeta das tragédias anunciadas (rebelião dos pobres, revolução dos indignados, sangue das guerras, mutilações decorrentes dos conflitos etc.) é melhorar a qualidade de vida de todo mundo. Os “escandinavizados” (Suécia, Noruega, Islândia, Holanda etc.) são os únicos que estão salvando o capitalismo desigualitário do seu desastre final. São dignos de ser copiados. Não temos, portanto, que nos comparar a eles, sim, copiar o que eles estão fazendo de certo (e deixar de fazer as coisas erradas).

Luiz Flávio Gomes

Publicado por Luiz Flávio Gomes

Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz.

Sistema Policial Falido – Pode baixar as portas e encerrar as atividades 107

Sistema Policial Falido
De vítima do descaso à vítima fatal
Tanto na delegacia como na abordagem policial

Erro de interpretação? Erro grave?

É muito mais do que isso. É puro despreparo, desequilíbrio emocional, quiça falta de vocação profissional. É um sistema policial adoecido, ultrapassado, apodrecido que não atinge aos anseios sociais, na medida em que seus integrantes não conseguem entender que suas atribuições existem para proteger e servir aos cidadãos de bem que são a quase totalidade do organismo social e ainda conseguem protagonizar eventos graves como os acontecidos nos últimos dias.

A repercussão dessa notícia vai robustecer a imagem de terra sem lei que o Brasil tem no exterior, mormente às vésperas dos grandes eventos desportivos internacionais que se avizinham. Vai o alerta aos turistas antes de saírem de seus países: Vocês vão, mas não garanto que voltarão.

Um cidadão de bem, aproveita seu descanso semanal para resolver um problema pessoal que sequer era noticiar uma infração penal em boletim de ocorrência policial, mas tão somente obter um documento público para poder se ressarcir de pequenos danos em seu veículo.

Não se utiliza da festejada delegacia de polícia eletrônica para registrar o fato porque sua empresa seguradora não aceita documento lavrado na citada delegacia virtual, vai numa delegacia do município onde reside, acompanhado da noiva e a partir daí começa seu calvário: “ Horas de espera e o incrível, inverossímil, inacreditável e inaceitável acontece. Dentro da repartição pública onde, em tese, seria o local mais seguro para abrigá-lo, do nada, surgem disparos só desfechados por policiais que acabaram por atingi-lo mortalmente.”

Agente de telecomunicação não tem, entre suas atribuições, a de fazer a proteção das pessoas e da repartição pública. Não tem atribuição de fazer investigação de campo. Não é uma questão de ter agido com culpa ou dolo, mesmo diante de uma falsa percepção da realidade não teria qualquer motivo para sacar de uma arma e efetuar disparos a esmo, sem alvo, sem motivo, só parando por ter sido baleado por outro policial da mesma equipe de plantão. O verdadeiro policial é o que se encontra preparado para enfrentar o perigo procurando demovê-lo preservando sua segurança e a de terceiros.

Como numa abordagem veicular, onde uma vítima de sequestro relâmpago, ao ver a viatura policial, momentaneamente acreditando que estava salva, ao sair do veículo, segurando um celular, pode ser , por erro de interpretação, confundida como se fosse o marginal e fuzilada por policiais?

Lamentável. Puro Despreparo. Falta de profissionalismo, motivação, estresse no trabalho com necessidade de fazer bico oficial ou não, baixa remuneração com problemas econômicos domésticos ou não dela decorrentes, enfim, sistema policial apodrecido, falido, arcaico, oceano para poucos e deserto para quase todos, a corte para os amigos do rei e o lixo para todos os demais.

Passou da hora desse sistema de segurança falido ser repensado, reorganizado, remodelado de modo a atender os reclamos sociais.

Que Ele ilumine os dois e seus familiares e também proteja os policiais para não protagonizarem fatos tão lamentáveis.

liquidação

Injustiça para dar satisfações ao governador e a mídia, não! 73

joao2

  1. Vou repetir, devagar com o andor, essa historia de autuar o Agente de Telecomunicações por homicídio doloso é a maior heresia jurídica que já vi e ouvi em minha vida;  para se caracterizar o dolo e necessário a vontade de matar.
    O Agentepol teve-a ?
    Por obvio que não , acreditou que a delegacia estava sob ataque e reagiu como qualquer policial reagiria.
    Muita cautela Dr. Nestor Sampaio, injustiça para dar satisfações ao Governador e a mídia não.


João Alkimin

 

Médico morto por agente de telecomunicações: despreparo , imbecilidade ou fobia ? 178

Agente que disparou ao entrar em DP é indiciado por homicídio

Episódio que levou à morte do médico Ricardo Seiti Assanome, baleado dentro do 2º Distrito Policial de Santo André, está sendo investigado pela Policia Civil

28 de abril de 2014 | 13h 14
Laura Maia de Castro – O Estado de S. Paulo

Atualizada às 15h11

SÃO PAULO – O agente de telecomunicações André Bordwell da Silva, responsável pelos disparos que mataram o médico Ricardo Seiti Assanome, de 28 anos, dentro do 2º DP de Santo André no sábado, 26, foi indiciado por homicídio doloso – quando há intenção de matar. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o policial será preso em flagrante assim que deixar o hospital, onde está internado sob escolta policial. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

De acordo com a SSP, o tiroteio que aconteceu na delegacia começou quando policiais civis confundiram a entrada de um policial militar à paisana, que estaria fugindo de criminosos que o perseguiam, com um ataque de bandidos.

No tumulto, as pessoas que estavam lá para registrar ocorrências, como Assanome, correram para as áreas internas do DP na tentativa de se proteger. Segundo a SSP, foi neste momento que Bordwell teria atirado contra as pessoas por acreditar que se tratava de uma ação de criminosos no distrito policial. Duas pessoas foram baleadas, entre elas o médico que não resistiu aos ferimentos.

Ainda de acordo com a secretaria, durante a confusão um investigador também fez um disparo, acertando o agente de telecomunicações. Os criminosos que estariam perseguindo o PM que entrou na delegacia fugiram e não fizeram disparos nem tentaram entrar no local.

Enterro. Cerca de 200 amigos e familiares acompanharam o velório e o enterro de Assanome nesta segunda-feira, 28, no Cemitério Municipal Bairro Paulicéia, em São Bernardo do Campo.

A mãe do medico chegou ao local pouco antes das 11h amparada pelos dois braços, chorando e gritando.

Segundo uma amiga da namorada de Assanome, ele e Cintia Akemi estavam planejando se casar no final deste ano depois de mais de 10 anos juntos. “Estava quase tudo pronto”, lamentou.

Uma professora do médico lamentou a morte na saída do cemitério e disse que ela tem de trazer reflexão para a população. “Essa guerra de gente inocente morrendo todo dia não dá mais.Precisamos parar e refletir que rumo isso vai tomar na vida da gente porque não é possível perder um jovem que podia estar começando uma vida dessa maneira”, disse Denise de Oliveira.

Forças Armadas profundamente aborrecidas com os rumos do governo do PT falam em mobilização 67

RCG.
Coloque por favor em letras garrafais a que ponto chegamos.
Até os militares estão de saco cheio com esse desGOVERNO.
Já falam em paralisação.
Esse e o momento esperado para as mudanças neste país.
Forças armada e Policias Civil e Militar unidas para mudança neste querido BRASIL.
Sabemos que queremos o melhor para nós, para este país.
O momento de mudança é agora.
Veja tb que o crime tomou conta do País.
Bandidos enfrentam as policias.
Políticos malditos fazem o que querem e são impunes.
Não precisamos mais de provas de que tudo esta errado, o governo precisa acordar para a situação em que estamos.
Morre mais gente aqui que no governo ASSAD.
Queremos um país livre, onde o cidadão seja tratado com respeito, moradia, saúde, segurança etc etc etc etc…..
Não creio que o povo e nós queiram um golpe neste país, sou realmente contra.
Mas podemos mobilizar forças para o START do governo, que esta em um marasmo de fazer inveja.
De verdade essa revolta de muitos e enfrentamento com a Policia é o resultado de uma politica em desfavor dos mais carentes.
O que fazer se não se tem perspectiva na vida.
A razão vai embora e aí a revolta de muitos, partindo para o lado do crime.
Policia é massa de manobra destes governos.
Jamais são a favor de golpe mas vamos dar uma resposta no voto.

“ Se prender meu esposo o Ministério vai ter que mandar prender ele e eu…”

“Nos vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL…”

Dia 24 de abril ocorreu nova reunião no Ministério da Defesa, com a presença de Ari Matos Cardoso, Secretário Geral do ministério. No evento compareceram varios políticos e representantes de associações. O deputado Izalci, do PSDB, que se apresentou como “defensor das Forças Armadas”, logo de início disse que defende a criação de uma espécie de comissão no Ministério da Defesa voltada exclusivamente para a questão de remuneração dos militares. Segundo o deputado, todas as categorias que fazem paralisação conseguem ter suas reivindicações atendidas, mas os militares, que não podem se sindicalizar nem fazer greves, permanecem com enorme defasagem salarial.

Recentemente os policiais da Bahia realizaram uma greve, considerada ilegal, e os militares federais foram deslocados para reforçar a segurança do estado. Os policiais conseguiram seu reajuste.

Ari Matos Cardoso disse que o Ministério da defesa já construiu uma política de remuneração dos militares, que teve a aprovação dos três comandos, que deve ser apresentada ainda esse mês. Segundo o mesmo, o documento será um instrumento orientador para a valorização da carreira militar.

O senador Paulo Paim, quando assumiu a palavra logo mencionou a questão do inacreditável valor do salário família dos militares, que é de 16 centavos, valor ridículo, que só ganhou evidência nacional após um já conhecido militar carioca, sargento Vinícius Feliciano – em ação ousada – escalar a estátua do Marechal Deodoro usando uma camisa com a frase “Não é só por R$ 0,16”

As falas da maioria das pessoas foram dentro da tão conhecida, e já angustiante, ética parlamentar. Que acaba, pelo excesso de gentilezas e atenuantes linguísticos, fazendo parecer que os temas tratados não são tão urgentes e importantes quanto na verdade são. Fugindo dessa regra surge a Senhora Kelma, presidente da Unifax. Kelma Costa não poupou palavras de indignação. Ela parece saber realmente o que são as privações passadas pela família militar, e cremos que deixou o Ministério da Defesa bastante preocupado depois de ouvir suas palavras.

Kelma começou sua fala perguntando: “ _Ha quanto tempo que se sabe disso? Quando você sabe de um problema e não busca uma solução demonstra-se com isso algumas coisas. Ou é falta de vontade de resolver. Porque se for falar que é questão de dinheiro eu vou ter que desmentir, porque no Brasil, aonde se tem dinheiro pra tudo é complicado acreditar e passar isso pra tropa hoje. Isso não pode ser mais justificativa. A questão dos 28.86% é uma questão agora de execução…
Ela continuou. Ao seu lado Ari Matos mantinha o semblante fechado. “O que eu preciso saber é o seguinte: se tudo isso que se disse aqui já se sabe desde 2005, então, sair daqui ou nos deixar novamente no vácuo, sem uma resposta, uma data, um preto no branco, seria simplesmente a defesa se colocar numa posição omissa. Ou de que não quer resolver ou de que joga a bola pra Presidente. E os militares vão saber o seguinte, nós então estamos sem representação, nós não temos mais a quem recorrer a não ser o comandante supremo…”

O senhor lembra que eu estive aqui em manifestação no ano passado… estivemos em reunião com o senhor… no dia seguinte voltamos em manifestação… buscando de alguma forma chamar a atenção do Ministério da Defesa pra essa situação que eu to apresentando pro senhor um ano depois, e nada foi feito. Eu disse, então nós vamos pro Congresso, do Congresso partimos pro Senado, e as coisas cresceram e a tendencia agora é crescer muito mais. Porque eu vou dizer uma coisa pro senhor doutor Ari, eu estou com quatro ônibus de militares da reserva preparadinhos, porque se não for tomada uma decisão nós vamos vir pra cá.

Nós vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL, aí vai complicar a situação. Eu vou dizer pro senhor que o meu marido é um desses que está cansado, sobrecarregado, endividado, e esperando, esperando… Vai ter que acontecer igual acontece aí, uma hora vamos parar, vamos parar com tudo e quem tiver que prender prenda e quem tiver que arcar com as consequências que arque… Se prender meu esposo o Ministério vai ter que mandar prender ele e eu. Porque o senhor vai levar e eu vou ficar sentada do lado de fora esperando ele sair, ou dentro da cela com ele. Vai ser um trabalho dobrado.

A senhora Ivone Luzardo descreveu uma mensagem que recebeu de um militar: “Eu quero entrar no Congresso armado… se eu tiver uma chance não sobra um.” “A que ponto deixaram chegar os militares. Se isso não é revanchismo é o que?” Disse Luzardo

Pelo conteúdo dos discursos conclui-se facilmente que a situação está no limite. As falas dos representantes nos levam a crer que em um momento como esse qualquer coisa pode acontecer.

Essa semana mesmo o grupo TERNUMA (Terrorismo Nunca Mais) criou uma grande lista, exemplarmente democrática, em repúdio ao governo atual. Em poucos dias o documento já conta com mais de 2 mil signatários. Imaginem um grande grupo de militares da reserva, generais que ocuparam altos cargos, coronéis, capitães, sargentos… Caminhando silenciosamente e simplesmente se posicionando em frente ao Palácio do Planalto. Imaginem que eles permaneçam ali por vários dias seguidos… Que cena! Que repercussão incrível causaria!

Qual será o tamanho do prejuízo político se a sociedade perceber que as Forças Armadas estão insatisfeitas com o governo, a ponto de atitudes extremas, como mencionou a senhora Kelma Costa?

Fodido e mal pago diz : petistas são incompetentes, mentirosos, covardes e chorões…( Além de ladrões ) 218

Que mané racismo! É por essas e outras que eu tenho verdadeiro nojo de quem se declara esquerdista. Eu não conheço um que não seja mentiroso e falsificador da história. Tudo pra esses caras é conspiração. “Cuba não é uma potência por causa da conspiração da elite iluminatti… o Brasil não se torna a maior potência do mundo por causa da classe média atrasada que não deixa instalar o socialismo… o mensalão é apenas uma tentativa de golpe da elite branca de olhos azuis…”
O fato é que o PT é uma máfia: mata desafetos (incluídos seus políticos), desvia dinheiro dos pobres, arrebenta com a reputação de quem não lê sua cartilha.
Olhem o caso desse nojento que governa o Acre: o cara, sem avisar ninguém, manda centenas de coitados pra São Paulo e, quando a imprensa divulga, sai correndo pra Internet pra acusar o povo paulista de higienista e preconceituoso.
Esses petistas são incompetentes, mentirosos, covardes e chorões. Estão há 12 anos no poder e não mudaram absolutamente nada… quer dizer, os banqueiros nunca ganharam tanto!!!

SISPESP – STF concede reajuste da URV aos Servidores Estaduais 38




To: roberto conde guerra
From: sispesp@advogadodoservidorpublico.com.br
Subject: STF concede reajuste da URV aos Servidores Estaduais
Date: Fri, 25 Apr 2014 16:23:25 -0300

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Os servidores públicos do Estado de São Paulo ativos, inativos e pensionistas possuem direito de receber valores atrasados em razão da indevida conversão da URV.

O Supremo Tribunal Federal – STF publicou recentemente decisão que confirma o direito dos servidores ativos e inativos de corrigirem os vencimentos e assim receberem os valores atrasados, caso o Estado tenha aplicado, em 1994, uma regra de conversão diferente da federal.

Para que seja possível o entendimento da importância dessa decisão, que pode repercutir diretamente nos vencimentos da grande maioria dos servidores, basta termos em mente que no ano de 1994, a legislação determinava que a conversão se desse levando em consideração a média salarial de alguns meses. Porém, o governo para efetuar a conversão, adotou apenas o mês de junho de 1994, trazendo com isso enorme defasagem nos salários de milhares de servidores.

Assim, o erro de conversão que se deu em 1994 foi perpetuado no tempo, pois, os pagamentos hoje recebidos descendem dessa indevida conversão. A ação, entretanto, pode buscar apenas os últimos cinco anos em razão da prescrição, e somente beneficiará as carreiras que não tiveram reestruturação remuneratória de 1994 até a presente data, pois esta situação compensou as perdas ocorridas na época.

Diante da importantíssima decisão proferida pelo STF, informamos a todos que não ingressaram com processo judicial que ainda há tempo de buscar o direito do reajuste.

O SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SISPESP, por meio de seu departamento jurídico representado pela Advocacia Marcatto, já ingressou com ação coletiva em prol de todos os seus filiados e ingressará também com as ações individuais daqueles que tiverem interesse, valendo frisar que para os seus filiados, as custas e despesas processuais são suportadas pelo SISPESP.

Filie-se e faça parte dos benefícios de ingresso da ação através de nossa entidade!

Para mais informações entre em contato direto com o nosso departamento jurídico, através do telefone 3241-2600.

Não perca essa oportunidade e faça valer os seus direitos!

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Para garantir que você sempre receba as nossas mensagens, adicione o e-mail sispesp@advogadodoservidorpublico.com.br em sua lista de contatos.

Esta mensagem foi enviada pelo e-mail: sispesp@advogadodoservidorpublico.com.br em 25/04/2014 às 16:21

OLÍMPIO GOVERNADOR – Mar de Lama Petralha : até o Padilha tinha interesses na Labogen…( Pois é, o Farmácia Popular é bom pra muita gente ! ) 56

Ex-ministro Padilha indicou executivo do farmacia_popularlaboratório de doleiro, sugere PF

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

24/04/2014 19h36 – Atualizado às 21h36

Um relatório da Polícia Federal sugere que o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, indicou, em novembro do ano passado, o principal executivo do laboratório Labogen, de propriedade do doleiro Alberto Youssef. O executivo, Marcus Cezar Ferreira de Moura, havia trabalhado com Padilha na coordenação de eventos no Ministério da Saúde.

Um mês depois da indicação, o ministério firmou uma parceria com a Labogen para produzir um medicamento pelo qual o laboratório receberia R$ 31 milhões em cinco anos. A parceria envolvia também a EMS, empresa farmacêutica que faturou 5,8 bilhões em 2012, e o laboratório da Marinha.

O ministério cancelou a parceria depois que a Folha mostrou que o doleiro tinha participação no negócio. A Labogen também foi usada pelo doleiro para fazer remessas de dólares ao exterior, segundo a acusação do Ministério Público Federal, aceita na quarta-feira (23) pela Justiça Federal do Paraná.

O relatório da PF cita também que o doleiro tinha relações com outros dois deputados petistas. Cândido Vaccarezza e Vicente Cândido, ambos de São Paulo. O deputado André Vargas (PT-PR) chegou a participar de uma reunião com Vaccarezza, em Brasília, na qual o doleiro era aguardado.

Cândido é citado no episódio em que deputado e o doleiro buscam recursos em São Bernardo do Campo (SP). A tentativa fracassou, segundo mensagem de texto interceptadas pela PF.

Preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Youssef é suspeito de comandar mega esquema de lavagem de dinheiro com ramificações políticas e na Petrobras. O relacionamento com o doleiro já teve consequências para Vargas, que renunciou ao cargo de vice-presidência da Câmara, sofre pressão do próprio partido para renunciar ao mandato e está ameaçado de expulsão da sigla.

Vargas começou a cair em desgraça na cúpula do partido após a Folha revelar que ele usou um jatinho emprestado pelo doleiro Alberto Youssef.

OUTRO LADO

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O ex-ministro Alexandre Padilha disse em nota não ter indicado “nenhuma pessoa para a Labogen” e afirmou repudiar o envolvimento do seu nome na investigação da PF.

Na nota, Padilha diz que a busca por um executivo “que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras”, como diz o relatório da PF, mostra que o doleiro estava preocupado com “filtros e mecanismos de controle” que ele criou no ministério, “justamente para evitar ações deste tipo”.

O deputado federal Cândido Vacarezza (PT-SP) afirmou que não pode “negar peremptoriamente” que o doleiro Alberto Youssef tenha passado pela casa dele, pois o deputado federal André Vargas é vizinho dele em Brasília.

“Não me recordo, mas ele [Youssef] até pode ter ir ido à minha casa com o André, que é meu vizinho”, disse.

O deputado federal disse porém que a casa dele não foi o local de nenhuma reunião com Youssef ou o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos.

Vacarezza disse que conhece Ramos há cerca de sete anos, mas não mantém contatos como o empresário.

O deputado federal Vicente Candido diz ter conhecido o doleiro Alberto Youssef em viagem a Cuba, em 2008 ou 2009. Tiveram um segundo encontro, segundo ele, no qual o doleiro pediu ajuda num processo tributário.

Sobre os negócios que buscavam em São Bernardo, afirma: “É preciso ver com o André Vargas do que se trata. Eu não me lembro disso”.

Procurados pela Folha, Vargas, Leoni Ramos, o executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura e o Funcef não quiseram se pronunciar.

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Os programas Farmácia Popular e Farmácia do Povo – de distribuição gratuita de medicamentos –  são geniais, mais do que mero assistencialismo é a forma mais barata e racional de se prevenir doenças ou de evitar-se graves consequências de disfunções . 

Remédios para hipertensos , diabéticos e até para acne grave são apenas alguns exemplos. 

O que o governo gasta com os medicamentos economiza com cirurgias , internações em UTIs e longas terapias que acabariam bancadas pelo SUS; além de outros ônus para a previdência social: afastamentos do trabalho,  aposentadorias por invalidez e pensões por mortes. 

Todavia aqui é Brasil , né ?

Político não faz nada sem que tenha um grande lucro.

É por isso que se faz contrato com um laboratório de fachada que por sua vez subcontrata um laboratório verdadeiro. 

Vejam só, no caso desse novo mar de lama petralha, a Labogen foi criada apenas para disfarçar o superfaturamento de contratos de compra de medicamentos  e apropriação de dinheiro pelos homens do PT. 

Paga-se 100 à Labogen – em várias parcelas – por aquilo que a EMS venderia por 50 hoje. 

O superfaturamento supre eventuais aumentos inflacionários e ainda dá muito lucro para os interessados.

Todos ficam contentes…

Os amigos dos tucanos ( EMS ), inclusive !

Esse é o jeitinho brasileiro de fazer as coisas.   

Expulsão já para os Haitianos, o Brasil deve cuidar apenas dos brasileiros 187

SP: haitianos fazem 1 refeição por dia e dormem no chão

Bruno Ribeiro | Agência Estado

O som caloroso da música caribenha que saía de um aparelho de som barato nas mãos do haitiano Ricardo Assainth, de 18 anos, contrastava com a situação do grupo de oito pessoas que ouvia a música na manhã fria de São Paulo desta quinta-feira, 24. Fazendo só uma refeição por dia, dormindo em cima de cobertores sobre o chão duro, e sem fazer ideia de qual seria seu futuro, eles cantavam a música, imediatamente associada ao sol das praias tropicais.

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O grupo está há duas semanas no Centro da Pastoral do Migrante, no Glicério, no centro da cidade. “Gastei US$ 3 mil para chegar até aqui. Economizei. Na minha terra, vivia uma vida melhor do que a que estou vivendo”, explicou Assainth. “Vim porque havia promessa de oportunidades aqui. O Brasil tem muito emprego. Mas não consegui nenhum porque não tenho carteira de trabalho”, diz o haitiano, que pretende trabalhar para pagar uma formação universitária por aqui. Agora, enquanto aguarda o documento, passa os dias sem ter o que fazer.

O pleno emprego brasileiro, que enche a boca de líderes governamentais, foi o que atraiu os imigrantes, nascidos em um dos países mais pobres do mundo e que foi destruído em 2010 por um terremoto. “Meu governo tem muita culpa pelo que está acontecendo. Eles não trabalham. Receberam ajuda do mundo todo depois do terremoto, mas roubam todo o dinheiro”, acusa Thomas Evenson, de 25 anos, que já está há dois anos no Estado de São Paulo. Mas ele também critica o governo brasileiro. “Se quiseram abrir as fronteiras para a gente, como fizeram, deveriam ter se preocupado em arrumar documentos, dar estrutura, para as pessoas trabalharem. O que falta são só papéis, é a burocracia. Se não nos quisessem, que fechassem a fronteira”, afirma.

Cerca de 100 pessoas passam a noite no centro. Quando acordam, circulam pelas redondezas – não há dinheiro nem para o ônibus. Evenson, que está aqui há dois anos, foi ao centro nesta quarta para ver se havia alguém que ele conhecesse entre os imigrantes. No bolso, um cartão de débito. “Se tiver algum conhecido, vou ao menos pagar um almoço, dar R$ 50. Eles não têm xampu, tem alguns sem escovas de dentes. Haitiano também é gente, ninguém deveria estar nessa situação”, afirma.

Carências.

Depois de juntar toda a renda para a viagem ao Brasil e passar fome no Acre, segundo relatam, os haitianos vieram de ônibus até São Paulo. Alguns, com parentes já aqui, tinham promessa de emprego. Mas a falta da documentação atrapalhou os planos.

O padre Paolo Parise tem acolhido como pode os imigrantes. “Tivemos um grande fluxo no começo de 2012, mas não chamou a atenção da imprensa. Mas esse é o maior fluxo desde que estou aqui (há três anos)”, diz o padre. Segundo Parise, há duas necessidades mais urgentes. Primeiro, um abrigo adequado aos haitianos. Em segundo lugar, documentação adequada para que eles possam trabalhar. “O abrigo é uma responsabilidade da Prefeitura. Já estiveram aqui na semana passada, mas a ajuda não veio”, diz o padre. “Vamos ver as carteiras de trabalho nesta tarde, com a vista da secretária de Justiça (e da Defesa da Cidadania Eloisa de Souza Arruda)”, completou.