
Não era roteiro de série gringa, nem ficção noir paulistana: era só mais um capítulo da velha novela que o Flit Paralisante vem escrevendo – sozinho, quase sempre – sobre a promiscuidade entre farda, poder e dinheiro fácil.
Não é que a Polícia Civil seja diferente no “Job” , apenas é assumida …
Não se faz de virgem no verdadeiro prostibulo da segurança pública Paulista!
Enquanto a tropa de choque moralista prega “honra” nas redes sociais, o que estoura nas operações da Corregedoria é aquilo que aqui sempre se repetiu até a exaustão: a PM, e em especial sua tropa de elite midiática, é também um grande condomínio de interesses privados, atravessado por negócios sujos, seguranças VIP de bandido engravatado e lealdades alugadas por fora da folha de pagamento.
Nada mais coerente: a Rota virou fetiche de político populista, vitrine de governador medroso, símbolo fálico de uma masculinidade armada que precisa matar pobre para se sentir heroica ; mas como toda vitrine, esconde a sujeira no estoque.
Os telejornais falam em “seguranças da Transwolff”, “bicos” para empresários ligados ao PCC, contratos bilionários, ônibus e facção criminosa dividindo a mesma catraca ; mas, aqui no Flit, isso estava escrito muito antes, com menos eufemismo ; em que pese sem nome aos bois como o insuperável Caco Barcellos que desnudou essa verdadeira quadrilha oficial décadas atrás em seu ROTA 66.
A Rota que matava , mas se vendia incorruptível !
Ora leitores , quem mata sem parar rouba sem pestanejar …
O que hoje aparece como escândalo é, para quem acompanha este blog, só a confirmação tardia de uma tese incômoda: parte da corporação não combate o crime organizado; ela presta serviço, faz escolta, cuida do patrimônio e, quando dá para melhorar o padrão de vida, guarda dinheiro em casa.
O discurso oficial insiste na ladainha da “maçã podre”, aquela peça dramática de sempre: um ou outro desviado, a instituição pura, a honra intacta, a bandeira sem manchas.
Mas a realidade insiste em responder com operações, mandados, prisões de PMs, apreensões de fortunas em espécie na casa de servidor que nunca ganharia aquilo em dezenas de vidas de holerite.
Quando o rastro do dinheiro aponta para dentro do quartel, fica difícil continuar vendendo a fantasia de que o problema é “um indivíduo”, isolado, sem conexões, sem proteção, sem padrinhos.
A Rota, idolatrada por comentaristas de sofá e candidatos em campanha, é o resumo perfeito dessa esquizofrenia paulista: de dia, símbolo de “lei e ordem”; de noite, segurança privada de empresário ligado ao crime organizado.
Algo tipo de dia faz a barba …de noite usa batom …
A farda é uma forma de travestismo !
Entre uma “ocorrência de sucesso” e outra, vai se consolidando um mercado paralelo de força armada a serviço de quem pode pagar ; não raramente quem pode pagar está na planilha da facção, não no Diário Oficial.
A farda vira franquia: usa-se o brasão do Estado para impor medo aos miseráveis na periferia, e a mesma capacidade de intimidação, sem brasão visível, para proteger o capital da bandidagem de alto coturno.
Este blog, desde sempre, cutuca a ferida que ninguém quer mexer: não se sustenta essa engenharia de morte, miséria salarial, culto à violência e proximidade cotidiana com o crime sem que a corrupção vire método e não exceção.
Quando o policial percebe que mata por um salário indecente, enquanto assiste a elite do crime lavar dinheiro em contratos públicos, a tentação de atravessar a rua e vender sua experiência para o outro lado deixa de ser uma anomalia e passa a ser uma lógica de sobrevivência perversa.
A instituição, em vez de romper com isso, convive, negocia, protege alguns, sacrifica outros e, de tempos em tempos, oferece uma cabeça à opinião pública : um sargento aqui, um tenente ali ; para preservar o totem da “honra da corporação”.
Assim se mantendo como a reserva imoral do Estado …
Gonzo que se preze não se faz de imparcial: a PM paulista está há anos sentada em cima de um barril de pólvora institucional, e a Rota é o pavio.
Não é preciso grampear ninguém para entender a engrenagem , basta ler as manchetes sobre ocorrências , as denúncias, as operações, os contratos corrompidos por oficiais , os empresários “respeitados” de um dia e “ligados ao PCC” no outro. Os membros dos clubes de “amigos da PM.
O que falta não é prova; é vontade política de admitir que parte da estrutura fardada virou empresa de risco compartilhado com o crime organizado, terceirizando a violência e privatizando a segurança.
Se este texto soa como “déjà-vu” , é porque o Flit Paralisante repete a mesma ladainha há anos, até quando a sociedade vai aceitar que a Rota seja, ao mesmo tempo, ícone de heroísmo – falso – e ativo estratégico do submundo, sem exigir que se escolha um lado e arque, finalmente, com o custo dessa escolha?

Reserva Moral do Estado. Rsrsrsrsrsrsrsr
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https://noticias.uol.com.br/colunas/josmar-jozino/2026/02/04/capitao-reformado-recrutava-pms-para-seguranca-de-dono-da-transwolff.htm
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Nestes 21 anos de polícia nunca vi tanto escândalos envolvendo policiais igual neste governo. E o que é pior é que ele está ©ag@nd0 pra gente não cumpre a Lei Federal LONPC nem mesmo se importa com os praças PM.
Em geral as polícias civil e militar estão desvalorizada e doente.
Enquanto isso o Governador do Rio de Janeiro já fez melhorias na Polícia Civil com a LONPC juntou todos cargos como manda a Lei Federal, e o Praça PM promoção a cada 5 anos.
O Deputado Reis vem ganhando destaque no funcionalismo público… Já conquistou os pobres assalariados… Reis forte candidato a Governador.
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Apenas lembrando que uma equipe da ROTA apareceu num vídeo misturando cocaína apreendida e nada aconteceu; Quando revólver começou a ser substituído por pistola, um lote inteiro sumiu de dentro do Batalhão, e também, nada aconteceu.
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Só lembrando, também, uma equipe do DEIC foi filmada achacando um advogado, numa central de golpes, inclusive um dos corruptos tentou mudar o ângulo da câmera, e nada aconteceu!
Sumiu uma tonelada de maconha, apreendida no primeiro DP, praça da Sé, e nada aconteceu, falaram que ratos de quatro patas comeram a tal maconha, já os ratos de duas pernas nada aconteceu!
O Regerinho Bom Bom, tinha sua presença assinada por algum delegado enquanto fazia “bico” em ou Estado e nada aconteceu!
Será que só a PM faz m… ? Para alguns parece que sim.
E mais recentemente, dizem, uma quadrilha estava sendo “monitorada” mas em vez de prender a quadrilha, deixaram ela praticar o roubo para só depois agir!
A mulher que foi vítima de ter ficado super satisfeita de ter servido de isca, involuntária! Parabéns!
Devem ter feito o curso Da. Cunha, colocar a vítima em perigo para ter um melhor close! Que por sinal também não deu em nada!
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Antes teve a mação da Eloá em Santo André. Os comandos em ação colocaram a vítima dentro do cativeiro com um sequestrador louco e armado. Na invasão patética , essa adolescente tomou um tiro na boca e a outra morreu
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Aproveitando, como ficou a investigação cujo um special force do GER colocou na mira um policial do GATE, na época da copa, para fazer graça?
Informando que o policial do GATE devidamente fardado e identificado seria “elemento estranho/suspeito”, pedindo autorização para atirar!
Cagadas temos aos montes dos dois lados, mas uns e outros que postam no flit só as cagadas da PM, nunca citam as merdas das PC, gente seletiva de moral hilibada! Só que não.
Para viver apontando o dedos para os outros deveríamos prestar um serviço de excelência, mas sabemos que a PC presta um serviço bem meia boca, para ficar apontando os defeitos dos outros, simples assim!
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O que esses comentários tem a ver com a LONPC ,será que se unificar acabará a corrupção? todos serão santos , santopols , anjopols … conversa fiada.Na minha região tem carcereiro quase “se matando” para trabalhar na investigação. Não querem plantão ,escolta,custódia,querem trabalhar na rua, por que será?
Direitos adquiridos: servidores já investidos em cargos específicos podem alegar que a unificação fere garantias constitucionais de estabilidade e progressão na carreira.
Princípio da legalidade: mudanças estruturais precisam respeitar normas constitucionais e leis complementares, não podendo reduzir direitos sem compensação.
Vedação ao retrocesso: unificação pode ser vista como um retrocesso em conquistas históricas das categorias.
Especialização: cada carreira (delegados, investigadores, escrivães, peritos etc.) possui funções técnicas próprias. A unificação poderia diluir competências e prejudicar a eficiência da investigação.
Divisão de atribuições: a separação de funções garante maior controle interno e evita concentração de poder em uma única carreira.
Qualidade do serviço: a diversidade de carreiras permite que diferentes perfis profissionais atuem de forma complementar.
Valorização profissional: unificação pode ser interpretada como desvalorização de carreiras específicas, reduzindo reconhecimento e motivação.
Impacto salarial: há receio de nivelamento por baixo, com perdas remuneratórias ou congelamento de progressões.
Representatividade sindical: cada carreira tem entidades representativas próprias; a unificação poderia enfraquecer a capacidade de negociação.
Produção de pareceres jurídicos demonstrando inconstitucionalidade ou ilegalidade da medida.
Mobilização de associações e sindicatos para pressionar legisladores e o Executivo.
Divulgação de estudos técnicos mostrando prejuízos práticos da unificação para a segurança pública.
Ações judiciais (ADI, mandados de segurança coletivos) caso a lei seja aprovada.
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Coxinhapol, e a resposta do outro lado ?
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Não faz isso com o coxinha… Deve ser mais um do interior.
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Necrotira , o Coxinha , caso seja investigador , desmoraliza a própria carreira , em linhas gerais , insinuando que todos querem ser investigadores para locupletacao ilícita. Uma grande bobagem , para roubar qualquer cargo serve .
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Caro Dr. Flit , que respeito muito : Isto não é opinião, é difamação disfarçada de blog.
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Coxinhapol, explique por favor! Difamando quem?
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Ratifico suas palavras Dr. Guerra
“investigador , desmoraliza a própria carreira , em linhas gerais , insinuando que todos querem ser investigadores para locupletacao ilícita.” É a mais pura verdade, usar colegas achando que é superior é típico do investigador de polícia, por algum motivo esquecem que quem é superior hierárquico é o delegado.
Infelizmente, sem puxar saco até porque não preciso.
Mas o senhor conhece bem a polícia civil, infelizmente este país é dos errados, dos errantes malandros que conhecem os amigos dos amigos que nunca dá em nada.
Na minha Dr. Guerra seria um bom representante para polícia, deveria estar representando o Grupo de Estudos, Resiste, Sindicatos dos policiais civis e delegados, na tv, jornais e na política.
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A criação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei 14.735/2023) e os movimentos de unificação de cargos nos estados.
1. Por que a Lei Orgânica Nacional foi criada?
Até 2023, o Brasil não tinha uma norma federal que padronizasse as Polícias Civis. Cada estado criava suas próprias regras, o que gerava um cenário de insegurança e falta de identidade institucional.Os objetivos principais foram:Padronização Nacional: Acabar com o “mosaico” jurídico. Agora, direitos, deveres, símbolos e estruturas básicas são os mesmos de um estado para outro.Fortalecimento Político: Ao definir a Polícia Civil como instituição permanente e essencial à justiça, a lei dificulta que governadores mudem a estrutura da polícia por interesses puramente políticos momentâneos.
Garantias aos Policiais: Estabeleceu prerrogativas como a aposentadoria especial e critérios claros para promoções e progressões, antes dependentes de leis estaduais muitas vezes instáveis
2. A Unificação: Por que transformar Nível Médio em Superior?
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a unificação (transformar o antigo Investigador/Agente de nível médio em cargo de nível superior) ocorreu por uma necessidade de adequação à realidade do trabalho policial moderno.
Os principais motivos foram:A Tese da Reestruturação (STF): Juridicamente, o Supremo Tribunal Federal permite que cargos sejam unificados, desde que as atribuições sejam semelhantes. O entendimento é que não se trata de um “atalho”, mas de uma reestruturação de carreira para refletir a complexidade do trabalho atual.
Complexidade da Investigação: A investigação moderna não é mais apenas “bater porta”. Ela exige análise de dados, quebra de sigilos bancários e tecnológicos e redação de relatórios complexos
O Estado reconheceu que o nível de exigência intelectual já era de nível superior.Valorização e Retenção de Talentos: Muitos aprovados em concursos de nível médio já possuíam graduação. Sem a unificação e o reconhecimento como nível superior, esses policiais saíam rapidamente para outras carreiras (como tribunais ou PF), gerando um custo alto de treinamento e perda de experiência para o estado.
Fim do “Desvio de Função”:
Na prática, o Agente (médio) e o Inspetor/Investigador (superior) faziam a mesma coisa. A unificação acabou com essa distorção jurídica, evitando que policiais processassem o estado pedindo equiparação salarial.Diferenças no RJ e ES
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https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-de-tarcisio-banca-farra-de-viagens-da-escolta-de-doria-e-gastos-chegam-a-r-300-mil/
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Nunca vi uma geração de Restopol tão frouxa como a atual. Enquanto o cadeirudo só pensa em ser presidente, construir túnel para o Guarujá, terceira pista da Imigrante e está cagando para aumento salarial das policias, os Frouxopols fantasiados de meganhas nas ruas ficam discutindo merda. Que fim de feira.
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A unificação de cargos trazida pela Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei 14.735/2023) é uma das mudanças mais profundas na estrutura da segurança pública brasileira das últimas décadas.O objetivo central não foi apenas “enxugar” a folha, mas sim modernizar a investigação criminal. Aqui estão os principais motivos para essa mudança:
1. Eficiência Operacional e Fim do “Desvio de Função”
Antigamente, muitas polícias civis tinham uma fragmentação excessiva (investigador, inspetor, agente, oficial de cartório, escrivão).
Na prática, essa divisão criava barreiras burocráticas: o escrivão ficava preso ao papel e o agente na rua.
A Mudança: Com a unificação no cargo de Oficial de Polícia Judiciária, o policial passa a ter uma atribuição híbrida.
Ele pode atuar tanto na formalização de atos (cartório) quanto na investigação de campo. Isso dá ao delegado maior flexibilidade para gerir sua equipe conforme a demanda do crime organizado.
2. Identidade Nacional e PadronizaçãoAntes da lei, cada estado brasileiro organizava sua polícia de um jeito.
Um “Inspetor” no Rio de Janeiro fazia o mesmo que um “Investigador” em São Paulo.
O Motivo: A unificação cria uma carreira única com nomenclaturas padronizadas em todo o país. Isso facilita a cooperação interestadual, o compartilhamento de dados e a criação de protocolos de investigação que funcionem de forma idêntica em qualquer estado.
3. Fortalecimento da Carreira e Modernização Tecnológica
Com a digitalização dos processos (o fim do inquérito físico em papel), a figura do “escrivão clássico” tornou-se obsoleta.
O Foco: A lei busca transformar o policial em um analista de inteligência e investigação.
Ao unificar os cargos, o estado consegue exigir requisitos de ingresso mais altos (nível superior) e oferecer uma progressão de carreira mais clara e motivadora.
Os Novos Grupos de Cargos
A Lei Orgânica estabeleceu que as polícias civis agora se dividem basicamente em três grandes eixos: Delegado, Oficial Investigador e Perito
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Tem policial defendendo a Lei Orgânica como quem bate palma em mágico de rua: só vê o show, não percebe o truque.
Tem policial defendendo essa Lei Orgânica como se fosse upgrade… mas a realidade é downgrade disfarçado.Tem policial defendendo a Lei Orgânica sem ler o texto… parece fã de reality show comentando final de temporada!Tem policial defendendo a Lei Orgânica sem ler… deve estar esperando o bônus secreto de unicórnios. 🦄
Tem policial defendendo essa Lei Orgânica como se tivesse encontrado o “pacote premium da valorização”… só esqueceram de ler as letras miúdas.
Tem gente aplaudindo antes mesmo de entender o impacto real nas próprias atribuições. Parece aquele aluno que comemora a prova fácil e depois descobre que era pegadinha.
Defender mudança sem analisar consequência é fácil. Difícil é explicar depois por que perdeu espaço, autonomia ou reconhecimento.Impressionante como tem gente defendendo essa Lei Orgânica como se estivesse ganhando promoção… sendo que pode estar assinando a própria redução de espaço.
Tem policial que virou fã de projeto antes mesmo de ler o que muda na prática. É tipo comemorar aumento… sem ver que veio junto a perda de atribuição.
Mas tá tudo certo. Depois que a estrutura mudar, a hierarquia apertar e as funções encolherem, a gente conversa.
Às vezes o maior talento não é investigar crime — é defender o que pode enfraquecer a própria carreira.
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Faça o eu mando, não faça o que eu faço.
Todos no bolso do banqueiro trambiqueiro.
O celular virou a caixa de pandora.
O restinho de fios de cabelos que usava para disfarçar a careca vão cair todos agora.
O quadrilhão do congresso se mobilizando para blindar o pivô do escândalo.
Sabe como é né, é dando que se recebe.
Lado premier do crime organizado no Brasil.
Vai inaugurar a coluna policial do Valor Econômico
Vai Brasil!
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