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SP: bônus eleva ganho de dez magistrados militares a R$ 300 mil em dezembro


Bruno Luiz e Luccas Lucena
Do UOL, em São Paulo
24/01/2026 05h30
Atualizada em
24/01/2026 05h30


TJM-SP (Tribunal de Justiça Militar de São Paulo) aumentou os salários líquidos dos magistrados com vantagens eventuais

Imagem: Divulgação/CNJ
Ler resumo da notícia:

Dez juízes e desembargadores do TJM-SP (Tribunal de Justiça Militar de São Paulo) ganharam mais de R$ 300 mil por causa de um penduricalho pago em dezembro de 2025.
O que aconteceu
Média do ganho líquido dos 16 magistrados do tribunal em dezembro subiu 619% ao longo de três anos. O valor passou de R$ 32.489 em dezembro de 2022 para R$ 233.597 no último mês do ano passado. A corte é formada por nove juízes e sete desembargadores.
Aumento foi puxado por penduricalho chamado vantagens eventuais. A média do bônus pago aos integrantes do tribunal em dezembro cresceu mais de 14.000% comparando 2022 a 2025.

Dados são de levantamento feito pelo UOL a partir de dados públicos fornecidos pelo tribunal. A reportagem usou tabelas de remuneração de dezembro de cada ano — quando os ganhos costumam ser maiores por conta de bônus de fim de ano, como gratificações natalinas, além de 13º salário e férias.


Vantagens eventuais representaram 80% do salário líquido recebido pelos magistrados em dezembro do ano passado. No último mês, o TJM-SP desembolsou mais de R$ 3,1 milhão em vantagens eventuais, o que equivalente a 2,7% do orçamento total da Corte Militar em 2025, de R$ 114,9 milhões.


Contracheques de magistrados não detalham que vantagens são essas. Informações do próprio tribunal apontam que trata-se de verbas como “abono constitucional de 1/3 de férias, antecipação de férias, gratificação natalina, serviço extraordinário, antecipação de gratificação natalina, substituição e pagamentos retroativos”. Não se sabe, no entanto, quanto exatamente cada um ganhou com cada vantagem.


Com os adicionais, dez dos 16 integrantes do TJM-SP receberam mais de R$ 300 mil em dezembro de 2025. Veja os valores recebidos:


Juiz Dalton Abranches Safi
: R$ 318.528,40 (R$ 285.318,62 em vantagens eventuais)
Desembargador Enio Luiz Rossetto: R$ 318.727,43 (R$ 274.785,31 em vantagens eventuais)
Desembargador Fernando Pereira: R$ 318.727,43 (R$ 274.785,31 em vantagens eventuais)
Juiz José Alvaro Machado Marques: R$ 317.873,23 (R$ 274.297,08 em vantagens eventuais)
Juiz Lauro Ribeiro Escobar Junior: R$ 318.765,96 (R$ 284.897,93 em vantagens eventuais)
Juiz Luiz Alberto Moro Cavalcante: R$ 317.925,35 (R$ 274.297,07 em vantagens eventuais)
Juiz Marcos F. Theodoro Pinheiro: R$ 318.618,20 (R$ 286.223,02 em vantagens eventuais)
Desembargador e vice-presidente Orlando Eduardo Geraldi: R$ 318.675,30 (R$ 274.785,31 em vantagens eventuais)
Desembargador Paulo Adib Casseb: R$ 318.945,89 (R$ 280.364,70 em vantagens eventuais)
Desembargador Silvio Hiroshi Oyama: R$ 308.452,10 (R$ 274.255,96 em vantagens eventuais)

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/24/tribunal-de-justica-militar-sao-paulo-penduricalho-juizes-desembargadores.htm

Um Comentário

  1. Dr. Guerra, a magistratura goza de uma liberdade criativa para incrementar os próprios ganhos, e lembro que na PM, antes da SPPrev assumir a gestão da folha de pagamento (algo que teve grande ‘jus esperniand por parte do oficialato), retirando a geração dos pagamentos de um setor obscuro do tal Panelão, oficial do alto escalão da PM também decidia quanto queria ganhar no mês, inventando gratificações, adicionais e todo tipo de penduricalhos possíveis.

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    • Enquanto isso os Praças ou Agentes de Polícia que realmente agem pela população e são os primeiros a atender a sociedade, estão com rendimentos indignos.

      Acessem o Instagram da Assessoria Policial Militar do TJ (APMTJ) e percebam o quanto “resiste uma cultura de distanciamento” do PM operacional com aquela realidade divulgada.

      Há necessidade de um estudo de aplicação de efetivo policial em atividades reais de prevenção criminal haja vista considerável efetivo em atividades “meio”.

      obs: com todo o respeito; o comentário não se presta a ofensa a quem quer que seja.

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  2. São os primos pobres da justiça comparado aos magistrados e desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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