
O SILÊNCIO ENSURDECEDOR
O Delegado Nico nunca representou a maioria dos Delegados de Polícia — nem quando ocupou cargos de comando na Polícia Civil, e muito menos como Secretário Adjunto.
Chegou onde chegou graças ao seu esforço, e apoio político, do qual sempre soube se servir.
Quando a categoria precisou de voz, você se calou, foi assim no episódio dos aumentos salariais, quando tivemos diferença a menor em relação aos Oficiais PM.
E agora, diante da LOP e da possibilidade de mudança de vencimentos para o regime de subsídios (um perigo), o silêncio se repete.
Vai ficar “mudo”?
Secretario Nico, convoque os Presidentes da ADPESP e do Sindicato, e outras Associações e conte a eles, para que transmitam aos filiados, o que está ocorrendo e em que pontos se encontram as negociações com o Governador e com os Deputados Estaduais.
Mostre a todos, inclusive à Polícia Militar, a inteligência, a articulação, a coragem e o classismo que todos esperamos de um colega Delegado de Polícia.
Não vá terminar sua gestao sem mostrar antes a que veio, depois de um jejum de mais de 60 anos sem que um Delegado comandasse a Segurança Pública.
Bota para quebrar, Nico!
Você não precisa do cargo na Secretaria de Segurança Pública.
Construiu com esforço um comércio sólido de pizzarias e não depende do Estado.
Mostra sua cara! Sempre esteve aí, agora é hora de mostrar se é de fato um dos nossos ou apenas mais um que se senta na “cadeira” e se esquece da sua origem.
A categoria não esquece quem se cala quando mais precisa falar.
Francisco Leão
Delegado de Polícia Classe Especial
O manifesto acima de um senhor que se vangloria de ter sido “boina azul ” – embora sem a coragem de um Carlos Lamarca – depois membro da Força Pública , da PM e concursado como delegado de polícia e membro da “academia de letras dos delegados de polícia – cadeira 17.
Diga-se, não sei que academia é essa; tampouco que boas obras esse delegado aposentado escreveu .
Observo , por vezes , que ele gosta de visitar a Argentina – a terra do meu saudoso pai – e , particularmente , penso que ele não deveria sujar as nossas calçadas com os seus sapatos …E muito pior: com as suas palavras!
Quanto ao texto, não há ninguém no mundo que já tenha criticado o NICO , tanto quanto nós.
Mas – várias vezes – elogiei merecidamente, lembrando que ele foi o único delegado que deu a cara a tapa para evitar uma tragédia no embate na greve …
E o critico quase toda semana , mas nunca covardemente!
Nunca na escama…
E somos do “Peixe”!
Frases como “Quando a categoria precisou de voz, você se calou” e “o silêncio se repete” não são apenas críticas; são acusações públicas de covardia e omissão.
Quando ele se calou para a classe ?
Tal mentira , é uma tentativa de envergonhar o destinatário perante seus pares.
É um ataque à identidade profissional de Nico, sugerindo que ele é um traidor de classe, um “vendido”.
E isto , vai muito além da crítica a uma gestão.
E mencionar que ele “construiu com esforço um comércio sólido de pizzarias e não depende do Estado” é ambiguidade perversa .
Serve para desqualificá-lo, insinuando que seu compromisso não é integral.
É uma exposição que pode ser lida como invasiva e desrespeitosa.
E já cometi esse erro, confesso!
Leão , tem quem escolha ficar – paralelamente ao cargo – praticando esportes e namorando moças – ou mesmo tocar guitarra na praia – né?
Qual o demérito de instituir um empreendimento – familiar – sólido ?
O seu texto de Leão, sem dentes , é justamente ofensivo nas passagens em que o tom se aproxima do insulto e do “desmascaramento pessoal”.
Questionando a integridade de Nico enquanto delegado ; insinuando que a origem e o compromisso de classe foram esquecidos é fala covarde!
O que você fez no seu tempo?
Essa sua retórica , embora emocionalmente embalada num contexto de frustração coletiva, fere a dialética republicana da crítica pública…
E você é fruto da ditadura militar…Golpista convicto!
Lembre-se : a crítica deve visar o ato de gestão, não o caráter da pessoa.
Para encerrar, você Leão – pelo que escreve – nunca mereceu ser delegado de polícia !
É um inimigo da democracia .
