CARTA DE REPÚDIO – 3o ATO : O PODER E A LEI 3

CARTA DE REPÚDIO

3o ATO : O PODER E A LEI

Todo poder emana do povo e, em seu nome, será exercido.

Um sonho chamado democracia, tão distante de ser aclamado. Inocentes são aqueles que acreditam que o sufrágio universal e a liberdade de expressão, por si, sem serem associados a outros valores, consagram um regime democrático.

A estrutura do Estado, representado pela tripartição do poder, por sinal, único, deveria aparelhar os seus órgãos e investir seus agentes da verdadeira missão a ser buscada. Longe de ser alcançada.

Como dizer aos súditos, nomenclatura mais apropriada, sobre a falência do poder constituído, que continuam à margem de todos os compromissos assumidos pelo Estado.

Seria preciso uma eternidade. Homens que não conhecem a realidade e sequer a dimensão das políticas públicas a serem implementadas, sempre com a mesma retórica: “não há recursos, não há como fazer em tão pouco tempo o que está abandonado há anos, décadas ou gerações”.

Tais frases devem ser esquecidas, sem a necessidade de reflexões mais aprofundadas.

Não há um novo compromisso, pelo menos, sério e viável.

Uma ameaça fantasma se espalha, em discursos, palanques e textos de leis, sem se preocuparem com o mais importante: “a dignidade do ser humano”. O poder está corrompido, sem legitimidade. Já as leis, padecem de credibilidade, enquanto as instituições adoecem.

Talvez, um pacifista jamais proferiu um ensinamento tão profundo: “há dois dias no ano, que não podemos fazer nada, ontem e amanhã”.

Mahatma Gandhi incitou os homens, mas não à violência ou ao discurso do ódio. Simplesmente, a refletirem em um mundo melhor, uma sociedade mais justa, na qual todos possam ser vistos, ouvidos, respeitados e valorizados.

Assim o é em relação à Segurança Pública.

O propósito não é tornar todos iguais, com os mesmos direitos, à luz do capitalismo. Todavia, sim, diante da Justiça, cujas demandas, sob o aspecto criminal, chegam através da Polícia Judiciária, que proporciona ao cidadão o direito de ver os transgressores da lei identificados, punidos e, por conseguinte, segregados, tornando o convívio social suportável, ainda, por um tempo.

Albert Camus foi extremamente feliz em um dos seus mais brilhantes pensamentos: “vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro, não espere o Juízo Final, ele realiza-se todos os dias”.

Magnifico.

Buscais assegurar os teus direitos nesta existência, sem ilações ou conjecturas sobre a espiritualidade, sagrada, que jamais deve ser profanada, pela inércia daqueles que habitam este plano. Tenhamos piedade de “Anúbis”. Ainda há o que fazer e muito!

Um momento de união se aproxima, não de aceitação.

Anos de dedicação, trabalho árduo, compromisso e seriedade não merecem um tratamento tão cruel, hostil e sórdido.

Vós não sois desprezíveis, tens um valor inestimável.

“De um certo ponto adiante, não há volta, este é o ponto que deve ser alcançado”

(Franz Kafka).

Caso contrário, nada valeria a pena.

São Paulo, 31 de dezembro de 2025.

LEANDRO ARABE, Escudeiro.


Que esta Carta de Repúdio — “3º ATO: O PODER E A LEI” — sirva de espelho e de alerta.

Não há democracia viva sem consciência, nem poder legítimo sem dignidade.


As palavras de Leandro Árabe ecoam o clamor de uma sociedade – de membros de um órgão como a Polícia Civil – que resiste à indiferença e à corrupção moral das instituições.

Que cada leitor, ao percorrê-las, reencontre em si a dimensão do dever público: o de vigiar, questionar e agir.

O tempo da apatia findou.

É chegada a hora de reivindicar o sentido maior da Justiça : a serviço do povo, e não do poder.

Um Comentário

  1. Mais um excelente texto do nobre colega.

    Parabéns, e continue nos presenteando com vossas mensagens.

    Sem papas na língua, por favor!

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  2. Não fique nervoso Dr. , mas o Maduro já apodreceu : Maduro, que chegou ao poder após a morte de Hugo Chávez, demonstrou ser um líder autoritário, incapaz de reconhecer a vontade do povo venezuelano. Ele reprimiu as vozes dissidentes, prendeu opositores e violou sistematicamente os direitos fundamentais de cada um de nós. A liberdade de expressão foi seu maior inimigo, e a liberdade política, seu maior medo.

    Este governo implementou políticas que destruíram nossa economia, deixaram nossa moeda sem valor e empobreceram a maioria da população. Enquanto isso, os membros de seu círculo próximo se enriquecem, mostrando sua verdadeira natureza: uma elite corrupta que não tem interesse algum em melhorar a vida do povo, mas sim em se manter no poder para continuar saqueando nossos recursos.

    Maduro e seu regime tomaram controle de todas as instituições do Estado, distorcendo a democracia, manipulando os processos eleitorais e usando a força militar para se manter no poder. Sua estratégia é clara:o medo, a repressão e a mentira. Mas não devemos acreditar que o povo venezuelano está derrotado. A cada dia, mais pessoas se levantam, se organizam e gritam em uma só voz: Chega de ditadura!

    Não estamos sozinhos. O mundo inteiro tem testemunhado as atrocidades cometidas por este regime. Organizações internacionais denunciaram a violação dos direitos humanos na Venezuela e a comunidade internacional exige uma mudança, uma transição para a democracia.

    Hoje, mais do que nunca, devemos nos unir na luta pela nossa liberdade. Não podemos permitir que um regime corrupto e repressivo continue nos despojando de nossa dignidade. A Venezuela merece mais do que viver sob o jugo de um ditador. Merecemos ter o direito de escolher nossos líderes sem medo de represálias, viver em um país onde a justiça e a igualdade sejam os pilares da nossa convivência.A todos que sofrem em silêncio, a todos que perderam um ente querido, a todos que foram forçados a deixar sua terra natal em busca de um futuro melhor: a sua dor é nossa dor. Mas também é nossa motivação. Não descansaremos até que a Venezuela seja livre.

    La lucha es difícil, pero no está perdida. Juntos, con valentía, determinación y esperanza, lograremos derrotar la dictadura y devolverle al pueblo venezolano la democracia que le ha sido arrebatada.

    Viva Venezuela libre. ¡Viva la democracia!

    A luta é difícil, mas não está perdida. Juntos, com coragem, determinação e esperança, conseguiremos derrotar a ditadura e devolver ao povo venezuelano a democracia que lhe foi roubada.

    Viva a Venezuela livre! Viva a democracia!

    Sei que o Sr. Dr. é descendente de Argentinos e por ser da América Espanhola sabe das dificuldades do povo. Argentina também é um país de coragem e resistência. Enfrentou tempestades políticas, crises econômicas e momentos de grande sofrimento, mas seu povo nunca se entregou. A luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela justiça social é um exemplo para todos nós. O povo argentino é resiliente, determinado e orgulhoso de suas raízes.

    Neste momento, queremos lembrar a força de sua identidade e a beleza de sua cultura, que não é apenas geográfica, mas também histórica, emocional e humana. Hoje, celebramos não só a Argentina como nação, mas como um povo que nunca deixa de lutar por seus valores, por seus sonhos e por sua liberdade.

    Queremos expressar nossa admiração, nosso respeito e nosso carinho por todos os argentinos. Que este país continue a brilhar, não só em seu futebol, mas também em sua arte, sua literatura, sua música, sua política e, acima de tudo, em seu povo.

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