
No passado recente eram justamente os investigadores quem mais defendiam a sonhada carreira única de nível superior e com possibilidade de progressão para o cargo de delegado de polícia.
O que será que os fez mudar?
Pois bem, em certa medida, a lei geral federal dá os primeiros passos nesse sentido.
Não confere direito a ascensão sem concurso público ou por concurso interno , mas pontua por tempo de serviço e especializações acadêmicas os que se submeterem ao concurso para delegado, desde que , obviamente , sejam possuidores de formação em Direito.
É um privilégio!
Para muitos se trata de um benefício corporativista inconstitucional por afrontar a garantia à isonomia .
Certamente , tal questão é polêmica; dependente de interpretação judicial em eventual ação constitucional.
De qualquer forma , do contexto na nova lei não se vislumbra quaisquer prejuízos para os atuais ocupantes do cargo de Investigador de Polícia, muito pelo contrário.
Nascerá uma super carreira ; aí residindo o temor de parcela de delegados preocupados numa pretensa perda de poder.
Medo paranoico; ninguém perderá nada com uma organização moderna e muito mais fortalecida .
Instituição que não é respeitada justamente por ser dividida internamente.
Além dos nefastos “times” , “panelinhas” e “famílias” , temos a desvalorização interna.
Uma classe desmerecendo a outra!
Enfatizando , sem nenhuma dúvida e vontade de desagradar uma para agradar as outras, que é a carreira dos investigadores , em razão do maior número , aquela que mais “se acha” em relação aos demais.
Nada mais falso!
A polícia civil está no esgoto do serviço público.
O delegado no meio-fio , todas as demais carreiras na sarjeta.
E na sarjeta continuarão se não pensarem , antes de tudo, na Instituição.
Não pensem em si , nas suas chefias e nos seus cargos nas entidades classistas.
E não pensem com o estômago , tampouco deem crédito aos tipos de delegados que gostam de enfeitar o pavão!
Ah, no sentido de mascarar a realidade buscando criar na cabeça alheia um cenário que futuramente resultará desfavorável!
Aliás, o que não falta na polícia é pavão deslumbrado !
A Associação dos Policiais Civis Estado de São Paulo AFPCESP depender de mim vai a falência.
AFPCESP representante dos agentes policiais, carcereiro, auxiliar Papiloscopista, agente de Telecomunicações, Fotógrafo Pericial e etc.
Não disse , não falou uma palavra em defesa dos agentes da autoridade, deixando os Investigadores levar o bolo sozinho.
Sugiro que Todos Deixem AFPCESP.
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Oficial , ninguém levou nenhum “bolo” sozinho . Aliás, penso que todos juntos irão levar bolo da da Adminstração.
Essa conversa dos delegados da DGP , no popular: NÃO VALE PORRA NENHUMA!
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Associação não é sindicato! Os sindicatos desaparecem, a associação vai ficar. É contrato de livre adesão.
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Mas bastará uma associação na Capital , com eventuais colônias de férias. E basta de sindicatos por todos os lados .
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Realmente as associações visam apenas a arrecadação, não estão nem um pouco preocupados com os associados, pior ainda é a Instituição Polícia Civil de São Paulo que sabe dos desvios de funções, se omitem, querem beneficiar apenas uma carreira ao arrepio da lei, vergonhoso, pois se trata de quem se espera fazer justiça.
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Precisamos de Honestidade Frente a Realidade
A Polícia Civil de São Paulo ao apresentar projeto de reestruturação tenta justificar o não cumprimento da -LONPC-Lei Orgânica Nacional da Polícia civil por motivos óbvios
1- Os Delegados não conseguem fazer os investigadores cumprir as atribuições do “Novo cargo de Oficial Investigador”, por tal motivo justificam que precisam manter o cargo de Escrivão de Polícia e fecham os olhos para as demais carreiras que carregam o piano no faz tudo, maquiando a realidade simplesmente por não assumirem o problema
2- Entidades de classe ao saber dessas deficiências ditam as regras e decidem quem será o unico privilegiado e quem serão os subjugados
O problema está aí
Se tiverem coragem é oportunidade deresolver e acabar com o problema de vez
O Delegado tem que sair da comodidade e fazer sua função, fazer que suas ordens sejam cumpridas, doa a quem doer, parar de tapar o sol com a peneira
Ter coragem de reestruturar seguindo a lei nacional para serem valorizados, explicando pros policiais que a lei mudou e todos terão que vestir a camisa, fica ao livre arbitrio dos policiais a oportunidade do novo cargo e valorização
Quem não quiser não será prejudicado continua sendo Polícial até aposentar no cargo que prestou assumindo as consequências da não valorização, terão os direitos e garantias do cargo extinto
Quem aceitar o novo cargo assina e cumpre as regras, nao vai perder a mão por ajudar e serão valorizados
Vejam, já tem muitos Policiais que fazem todas essas atribuições do novo cargo e não são valorizados
O Delegado tem que começar a fazer uma das suas funções,mandar e fazer ser cumprida sua ordem, simples assim, parar de inventar justificativa pra não encarar o problema de frente
Chegam ao cumulo de propor a criação de um novo cargo apenas pra manter os cargos excluidos pelas associações e sindicatos dos que não aceitam vestir a camisa, simplesmente para manter coisas como estão e fadar ao fracasso
Acredito que a Polícia Civil que todos se espalharam ao entrar “era” aquela que Delegado mandava e Policiais obedeciam, tinha Força e Respeito.
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“Para muitos se trata de um benefício corporativista inconstitucional por afrontar a garantia à isonomia”
Direito é lindo, mas só na teoria.
nem concurso público existe isonomia. Tem candidato formado na pior escola pública do Brasil e candidato que estudou a vida toda na melhor escola do Brasil no mesmo concurso.
tem candidato que é privilegiado e só estuda, sem precisar trabalhar. Outros têm que pegar duas horas de busão por dia, mais 8h de trampo e ainda estudar para concurso.
Cadê a isonomia nesse caso?
Mas concordo com boa parte do texto
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