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| Equipe da TV Tribuna fez BO após o assalto |
A equipe da TV Tribuna, assaltada enquanto fazia uma reportagem ao vivo para o Jornal da Tribuna 1ª Edição, tenta se recuperar do susto. Todos estão bem, mas ainda descrentes da ousadia do bandido, que invadiu a área da Prefeitura de Guarujá e rendeu as vítimas. A repórter Tatyana Jorge, que naquele momento entrevistava o diretor da Vigilância em Saúde do Município, Marco Antônio Chagas, afirma que a ação foi muito rápida.
“Já tinha feito uma entrada ao vivo no bloco anterior. Quando começou a entrevista, ouvi um burburinho atrás e, logo em seguida, o rapaz anunciou o assalto. Chegou batendo na câmera, apontando a arma que estava engatilhada. Aí foi aquela confusão”,diz.
A repórter afirma que não conseguiu identificar o autor do crime. “Ele agiu muito rápido. Só reparei que estava de óculos escuro e depois saiu em direção ao bairro Cachoeira”.
Tatyana acredita que o ladrão sabia exatamente o que fazia. “Não me pareceu que estava sob efeito de drogas. A sensação que tive que tinha plena consciência do ato e que era um bandido experiente”.
Horas depois do assalto, a repórter busca digerir o que aconteceu e desabafa: “Nós somos apenas mais algumas pessoas que passaram pela mesma situação de outras que retratamos diariamente”.
Susto
“O bem mais precioso ele deixou conosco: a nossa vida”. O tom da frase do cinegrafista Alfredo Neto, que faz parte da equipe da TV Tribuna assaltada no Guarujá nesta terça, é de alívio. No entanto, horas antes, a preocupação era com o bem estar de todos.
“Procurei manter a calma, até porque envolvia vidas ali. Era toda a equipe que estava correndo risco. Só queria que ele (o bandido) sumisse dali”, diz.
De acordo com o cinegrafista, não foi possível identificar o autor do crime. “Ele veio pela direita, justamente onde carrego a câmera e, por isso, estava com a visão encoberta. Senti um tapa na câmera e achei que era alguma pessoa revoltada. Não imaginada que era um assalto. Quando fui me abaixar pra pegar a câmera vi a arma na mão dele. Não vi o rosto, pois estava concentrado e preocupado com a arma. De qualquer forma, o importante é que conseguimos voltar para casa, mas foi um susto muito grande”