Traveco transfigurado mutila orelha de carcereiro e Defensoria Pública vê indícios de agressão contra a bicha ensandecida 75

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Travesti fica desfigurada após ser presa, e polícia de SP abre investigação

REYNALDO TUROLLO JR.
MARLENE BERGAMO
DE SÃO PAULO

Presa desde sexta-feira (10) sob suspeita de tentativa de homicídio contra uma vizinha de 73 anos, uma travesti ficou desfigurada e teve fotos divulgadas na internet, com os seios à mostra, durante o período em que estava presa na carceragem do 2º DP (Bom Retiro), centro de São Paulo.

A Secretaria da Segurança Pública informou que está investigando o caso e o vazamento das imagens da presa seminua para sites policiais.

De acordo com a polícia, Veronica Bolina (nome social), 25, apanhou dos outros presos, com quem dividia cela, após masturbar-se no local, no domingo (12). Ela ainda mordeu e arrancou a orelha de um carcereiro que entrou sozinho na cela para ajudá-la.

Reprodução/Facebook
Fotos da travesti Verônica Bolina espancada e nua; imagens foram postadas em páginas do Facebook
Fotos da travesti Verônica Bolina espancada e nua; imagens foram postadas em páginas do Facebook

Segundo o delegado titular do 2º DP, Luis Roberto Hellmeister, o carcereiro foi responsável por parte dos ferimentos no rosto de Veronica, pois precisou se defender.

Outra parte dos ferimentos teria sido causada pela briga em que Veronica se envolveu na sexta, motivo pelo qual foi presa.

“Quem lesionou a cara dele no soco foi a vítima [carcereiro] que perdeu a orelha. Não foi porque era travesti”, disse o delegado.

Hellmeister disse não saber quem fez as fotos de Veronica desfigurada, seminua, algemada e com os pés amarrados no chão do corredor externo da delegacia. Segundo o delegado, a foto foi tirada enquanto policiais a levavam ao hospital, após as agressões.

A imagem foi reproduzida em páginas na internet de vários Estados, como “Plantão Policial do Ceará”. Muitas já retiraram a foto.

Em depoimento à polícia, acompanhado por militantes de grupos LGBT, na tarde desta quarta-feira (15), Veronica confirmou a versão policial. “Eu estava possuída pelo demônio”, disse.

CONTENÇÃO

As defensoras públicas Vanessa Vieira e Áurea Maria Manoel, do Núcleo de Combate à Discriminação da Defensoria Pública, disseram ver “indícios de agressão”.

“O Estado tem que conter [pessoas custodiadas em atitude violenta], mas não extrapolar na força”, disse Vieira.

Até esta quarta, as defensoras não haviam conseguido falar com Veronica sem a presença de policiais. A travesti permanece presa na delegacia até ser transferida para um Centro de Detenção Provisória.

Reprodução/Facebook – Marlene Bergamo/Folhapress
A travesti Verônica Bolina. antes e depois de ficar desfigurada após ser presa
A travesti Verônica Bolina. antes e depois de ficar desfigurada após ser presa

A coordenadora estadual de Políticas para Diversidade Sexual, Heloísa Alves, gravou uma entrevista com Veronica, repassada a membros do Conselho Estadual LGBT.

No áudio, Veronica diz: “Eles tiveram que usar das leis deles. Eu só fui contida, não fui torturada”.

Em seguida, a coordenadora explica que entrevistou Veronica sem se identificar, e conclui: “O delegado gentilmente permitiu que eu fizesse isso porque há uma comoção. Está muito claro agora que não houve tortura, que ela está machucada por uma questão do que ela provocou”.

O áudio gerou críticas de alguns militantes LGBT.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. “O delegado [Hellmeister] esclarece que Verônica, por causa da sua condição sexual, pode solicitar uma sala separada do restante dos presos, mas que não houve esse pedido.”

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

CORRUPÇÃO É ISTO: Guaratinguetá, cidade muito estranha…Lá delegado de 2ª manda no de primeira classe 25

Desde terça-feira (7), a Polícia Civil conta com um setor pioneiro em todo o Estado que investigará casos de corrupção e de lavagem de dinheiro na região de Guaratinguetá, no interior de São Paulo: o Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold).
Isso é piada de mal gosto; vejamos: tem efetivo?
Não!
Tem condições operacionais ?
Não!
Guara e uma cidade estranha, tão estranha quanto a tal administração superior; lá existem 5 Delegados de Policia de 1 Classe e o Seccional é um Delegado de 2 classe comissionado em classe superior .
A pergunta que não quer calar qual o incentivo dos Delegados preteridos para qualquer trabalho quando alguém de classe inferior dita regras e normas de conduta ?
Sempre sustentei que nomear alguém em classe superior quando existe alguém em condições legais de assumir o cargo por interesses particulares , de amizade ou inconfessáveis e crime contra o erário publico pois pagamos todos que estão em sua classe e mais o comissionado.
Já que foi criada essa Delegacia deveria começar por investigar esses fatos.

João Alkimin