Luiz Flávio Gomes – Se “todos” são corruptos, eu também… 13

Se “todos” são corruptos, eu também…

Publicado por Luiz Flávio Gomes1

Diante de escândalos tsunâmicos como o da Petrobra$, que desnudam em toda sua inteireza o lado canalha de alguns membros da classe dominante (a canalhice, de qualquer modo, não é apanágio exclusivo dessa classe), uma das coisas que mais impressionam é o discurso legitimador da canalhice (sobretudo quando ela é engendrada por uma poderosíssima organização criminosa), verbalizado de forma plácida e diáfana, para não dizer macunaímica (herói malandro), no sentido de que a corrupção (a sonegação, o malfeito, a malandragem) se trata de algo “natural”, “comum”, algo enraizado na “tradição” e nos “costumes” do povo brasileiro. Lula, em 1995, quando eclodiu o mensalão do PT (depois do mensalão do PSDB), reagiu (em Paris) dizendo que todos os partidos políticos fazem caixa 2; a corrupção é coisa da “nossa cultura” (José Eduardo Cardozo); “Não há no Brasil um gestor público que não tenha um processo” (Dalva Dias, PDT-SC).

02. Nunca antes neste país se tornaram tão necessários dois esclarecimentos: (a) a corrupção não é apenas um problema individual (pessoal, ético), mas é, antes de tudo, isso; (b) a corrupção, sobretudo daqueles que dominam/governam a nação, é uma canalhice maligna de magnitude hecatômbica porque afeta também (1) o mercado e a economia (mascara a concorrência e bilhões de reais são desviados do crescimento do país), (2) a política e a democracia (tornando-a ilegítima), (3) a Justiça e o império da lei (assim como a força das instituições) assim como (4) a própria sociedade (canaliza a riqueza para os mais ricos e desmorona o chamado “capital social”, fundado na confiança necessária para o bom funcionamento societal).

03. Das nefastas consequências da corrupção (para a economia, política, império da lei e sociedade) vamos cuidar em outro artigo. Dela, como problema, desde logo, individual (ético), vamos tratar em seguida, pedindo licença para revisitar algumas noções elementares de ética e de moralidade transmitidas pelos professores da área. Triste e degenerada é a sociedade em que um político ou administrador público afirma que o malfeito e a corrupção é coisa de “todo mundo”, é da tradição, dos costumes. Para começar: não é verdade que “todo mundo” seja corrupto. Toda época tem sua estrutura moral (Aranguren), ou seja, suas pautas de conduta, seus ideais, seus fins, seus valores. A vida, ainda que marcada por debates e embates, não pode se desconectar de algumas margens limitadoras, sob pena de se embrenhar para o mundo da corrupção, do mau-caratismo, da malandragem, da desonestidade, enfim, da falta de moral (e de ética). Em nenhum instante da nossa vida, mas sobretudo quando participamos da vida política da cidade ou do país (da “polis” ou da res pública), podemos admitir a mancha ou a mácula do mau-caratismo, do canalhismo.

04. A corrupção é generalizada no nosso país (isso é verdade: FHC, por exemplo, admitiu numa entrevista à Folha que houve corrupção para aprovar a Emenda da Reeleição, em 1996), mas nem todo mundo é corrupto (Renato J. Ribeiro); de outro lado, ninguém é obrigado a se sujeitar a padrões nitidamente podres ou canalhas (recorde-se que um dos sentidos da palavra corrupção é descrever um fruto podre). Ao “clube” dos empreiteiros (para se citar um exemplo), que agora andam dizendo que foram “extorquidos”, faltou precisamente uma postura ética firme contra a tradição, o costume, a cultura. Por força da ética, não somos obrigados a seguir os costumes imorais (a canalhice) enraizados em algumas práticas econômico-financeiras, por exemplo, muito menos na tradição política imoral do nosso País. Existiria por acaso alguma força sobrenatural com poder para levar a maioria dos agentes econômico-financeiros, políticos e públicos (há exceções, claro) a se comportarem (quase sempre) de maneira irregular? Não.

05. Todas as vezes que nos deparamos com uma tradição ou costume ou com uma ordem externa, devemos prestar atenção no seu conteúdo e na sua natureza. Não podemos concordar muito menos praticar a canalhice. A Ética diz respeito ao foro interno da nossa vontade (e liberdade). Somos livres (em geral) para decidir pelo bem ou pelo mal (pelo certo ou pelo errado – veja Savater). Podemos dizer “sim” ou “não” (veja Octávio Paz). O preço que pagamos por contarmos com essa liberdade é a responsabilidade. Pelos atos que praticamos devemos ser sempre responsáveis. E nesse caso nem a ordem externa nem a tradição nem os costumes nos absolve. Nós, seres humanos, somos distintos dos animais (das plantas e dos minerais) porque contamos (dentro de certas medidas) com o que se chama liberdade (ainda que condicionada, mas liberdade). O ato de corromper ou de ser corrompido (que é uma canalhice) é fruto dessa liberdade, por isso que a corrupção é, antes de tudo (mas não somente), um problema ético e moral. Se cada um de nós elevássemos o padrão ético (como os suecos fizeram em 1841, por exemplo), teríamos (com certeza) menos corrupção e menos violência no país.

Saiba mais:

06. Os animais não podem alterar seus códigos biológicos (são o que são e não conseguem alterar o seu caminho). Fazem somente o que estão programados naturalmente para fazer. As formigas são da forma que são e não é facultado a cada uma delas alterar sua natureza. Os animais não podem ser reprovados porque não sabem se comportar de outro modo (Fernando Savater). Ou seja: não contam com autodeterminação (capacidade de entender e de querer). Os seres humanos também somos programados (biologicamente), mas conjuntamente com a constituiçãobiológica também contamos com uma programação cultural, que é guiada, em grande parte, pela nossa autodeterminação. Por isso é que “sempre podemos optar finalmente por algo que não esteja no programa. Podemos dizer “sim” ou “não”, quero ou não quero. Nunca temos um só caminho a seguir. Temos vários” (Savater).

07. “Somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante a nossa vida” (Sartre). Premissa básica da convivência humana é que não podemos fazer tudo que queremos. Por mais poderoso que alguém seja, a vida não pode seguir os seus caprichos. Não existe liberdade sem limites e sem responsabilidade. Embora dentro de certos parâmetros, podemos inventar e eleger (em grande parte) nossa forma e nosso estilo de vida. Mas também podemos nos equivocar (isso é certo – errare humanum est). A essa arte de viver bem (com expurgo da canalhice) chamamos de ética que, na verdade, não significa apenas a “arte de viver bem”, senão a “arte de viver bem humanamente” (respeitando nossos semelhantes, ou seja, ou ostros caminhantes, os direitos humanos, os valores básicos de convivência etc.). Tratar nossos semelhantes (os outros caminhantes) como “insetos” (ou ignorá-los completamente, como é a postura da indiferença) significa ferir profundamente os preceitos éticos que norteiam nossa existência.

08. Uma coisa é lutar pela sobrevivência, estando isolado em uma ilha (como foi o caso de Robinson Crusoé, criado por Daniel Defoe, em 1719). Outra bem distinta é viver em sociedade (ou seja: “con-viver” com seus semelhantes, com os outros caminhantes). Defoe (pelo que consta na Wikipedia) “inspirou-se na história verídica de um marinheiro escocês, Alexander Selkirk, abandonado, a seu pedido, numa ilha do arquipélago Juan Fernández, onde viveu de 1704 a 1709. Robinson Crusoe herda desta história o mito da solidão, na medida em que vive sozinho durante vinte e cinco anos, antes de encontrar a personagem Sexta-Feira. O romance simboliza a luta do homem só contra a natureza, a reconstituição dos primeiros rudimentos da civilização humana, testemunhada apenas por uma consciência e dependente de uma energia própria”.

09. A partir do momento em que outro ser humano aparece na nossa “ilha” (que não é a mesma de Robinson Crusoé), não há como não tratá-lo como semelhante (como outro caminhante). Nesse caso, surge mais uma premissa básica de convivência: jamais podemos fazer aos outros o que gostaríamos que não fizessem conosco (no mundo oriental, fala-se no princípio da “ahimsa”). A Ética, a partir do momento em que temos que conviver com outros caminhantes (semelhantes), evolui da “arte de viver bem” para a “arte de viver bem humanamente”. É que temos que viver com os outros ou contra os outros, porém humanamente (ou seja: entre seres humanos, como diz Savater). O que transforma nossa vida em vida humana é que, não estando nós numa ilha isolada, como Robinson Crusoé, somos todos compelidos a passar todos os dias da nossa vida em companhia de outros seres humanos, interagindo com eles, falando com eles, negociando com eles, amando, construindo sonhos ou castelos, fazendo projetos, jogando, discutindo, concordando, discordando, debatendo etc. Mas todos somos seres humanos (e como humanos todos devemos ser tratados).

10. Cada dia fica mais claro no nossoo país que nem o Estado, nem o mercado, nem o capitalismo egoísta/selvagem, nem os políticos, muito menos os partidos, ou seja, nem o sistema político nem o sistema econômico está cumprindo o que deveria ser feito, ao contrário, a desconfiança é generalizada porque no lugar do que deveriam fazer eles incrementam cada vez mais a desigualdade, a concentração do poder e da riqueza, a contaminação, a destruição do meio-ambiente, o desemprego, a má-qualidade do serviço público, a corrupção, a violência, os desmandos e, o que é mais importante, “a degradação dos valores que sustentam a sociedade, onde tudo é aceitável e ninguém é responsável” (Stiglitz). O “cada cabeça um voto” (eixo da democracia representativa clássica) se transformou em cada voto um dólar. Daí todo questionamento que se faz frente à democracia vigente, marcada pelo compadrismo espúrio entre a economia corrupta e a política assim como entre a política e a governança. O mau-caratismo (a canalhice – um mal de todos os tempos) só pode ser combatido com a Ética e a cidadania.

11. A corrupção sórdida que invadiu até às vísceras a Petrobra$ equivale no plano esportivo a fazer um gol com a mão. Trata-se de um comportamento imoral ou antiético. Gilberto Freyre, em 1938, falou da habilidade dos mulatos brasileiros no futebol, da astúcia, da espontaneidade individual (veja Ronaldo Helal, O Globo de 02.11.12, p. 19). Na cultura brasileira, a partir daí, fala-se no jogador competente, regular, esforçado, assim como no astuto, no malandro. Ambos possuem espaços na cultura brasileira (tal qual bem notou Antonio Cândido, com sua crítica à “dialetica da malandragem”). Também há quem admira heróis malandros (Macunaíma dá bem a ideia disso). Isso, aliás, explicaria a atitude daqueles que apoiam o gol feito com as mãos. Mas há atos, costumes, convenções, regras e convicções gerais que podem ser imorais (ou más ou erradas). Por mais que da nossa cultura faça parte o herói malandro, é claro que não podemos concordar com a malandragem, com o engodo, com o errado. Daí censurarmos o gol feito com a mão, que é, antes de tudo, imoral. Ninguém pode se beneficar da malandragem.

12. Os humanos, diz o filósofo Savater (Ética de urgência, p. 119), “somos maus o quanto nos deixam ser. Se alguém acredita que pode fazer algo e alcançar alguma vantagem, se está completamente seguro de que nada vai ocorrer, pois o fará”. Se o mal (a canalhice) e a malandragem não são censurados, reprovados, tudo continua como está. Não é verdade que a ética só vale para alguns momentos, podendo ser suspensa em outros. Ela nos vincula para toda a vida. Nos concretos atos da nossa vida, quando em jogo está o (superior) plano ético, você não tem que perguntar a ninguém o que deve ser feito: pergunte a você mesmo (Savater). E mais, não vale ser ético somente durante um trecho da sua vida. Por quê? Como bem disse, com toda sabedoria e sensatez, a ministra do STF, Cármen Lúcia: “A vida é igual a uma estrada. Não adianta você dizer que foi na reta certinho mil quilômetros e depois você entra na contramão e pega alguém. É a mesma coisa. Você tem que ser reto a sua vida inteira. Independente do que o outro fizer, independente de o outro atravessar a estrada. Se você estiver certo, você terá contribuído para o fluxo da vida ser mais fácil. Isso no serviço público muito mais”.

P. S. Participe do nosso movimento fim da reeleição (veja fimdopoliticoprofissional. Com. Br). Baixe o formulário e colete assinaturas. Avante!

Luiz Flávio Gomes

Luiz Flávio Gomes

Professor

Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

Um Comentário

  1. O povo brasileiro é malandro igual os nossos políticos. Tem gente que fala mal de políticos, mas faz igual ou pior que eles no dia a dia.
    A nossa cultura é de malandros.
    O brasil tem os políticos iguais o seu povo.

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  2. Acho que há um engano no texto, o pensamento transcrito aponta como o ano de 1995 o começo do mensalão do PT, não seria 2005??????

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  3. Como se perde tempo discutindo besteira, vamos focar nas mudanças salariais e na cobrança pelo reajuste justo da alimentação pessoal.

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  4. DEPOIS DO QUE ACONTECEU ONTEM, COM A APROVAÇÃO DO TETO DO SUPERAVIT PRIMÁRIO, APOS A presidANTA ABRIR OS COFRES PARA PARLAMENTARES GASTAREM A VONTADE COM EMENDAS AO ORÇAMENTO, CHEGO A CONCLUSÃO QUE DEVEMOS NOS AFASTAR DA POLITICA E DEIXAR QUE FAÇAM O QUE BEM ENTENDEREM. MESMO COM A POPULAÇÃO RECHAÇANDO AQUILO QUE JULGAVA ABSURDO, OS PARLAMENTARES PASSARAM POR CIMA DA VONTADE DO POVO COMO SEMPRE FAZEM E APOIARAM A FALCATRUA DO PT EM TROCA DE ALGUNS “TROCADOS”. DEIXA PRA LÁ, O BRASIL NÃO TEM JEITO. O BRASIL VAI SER UM PAIS COMUNISTA MUITO RICO(7º ECONOMIA NO MUNDO), E O PT/PMDB/PP PODERÃO ENTÃO SE ESBALDAR COM AS RIQUEZAS DO POVO. ESTOU DECEPCIONADO AO PONTO DE QUERER DEIXAR ESSE PAÍS. TUDO ESTÁ ERRADO. E NÃO É SÓ O PT QUE ESTÁ BARBARIZANDO COM A ECONOMIA. O PSDB ESTÁ A PONTO DE FALIR SP, COM O ABSURDO DA FALTA D”ÁGUA. EMPRESA QUÍMICAS, CERVEJARIAS,PAPEL E CELULOSE NECESSITAM DE UMA QUANTIDADE ENORME DE ÁGUA, SE NÃO ME ENGANO 40% DA ÁGUA CONSUMIDA EM SP, E COM O FIM DO VOLUME MORTO, TERÃO QUE PARAR A PRODUÇÃO. RESULTADO: DESEMPREGO, FALTA DE ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS, RECESSÃO. HAVERÁ FUGA DE EMPRESAS PARA OUTROS ESTADOS, CONSEQUENTEMENTE O ESTADO PRECISARA AUMENTAR IMPOSTOS PARA COBRIR O ROMBO DEIXADO. QUER DIZER, A INCOMPETÊNCIA GERENCIAL CHEGOU AO LIMITE. ESTAMOS A BEIRA DE UM COLAPSO.

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  5. REPORTAGEM JORNAL A TRIBUNA

    Acusado de desvio

    Delegado de Guarujá tem prisão preventiva decretada

    Eduardo Velozo Fuccia

    A pedido da Corregedoria da Polícia Civil e com parecer favorável do Ministério Público (MP), a Justiça decretou na terça-feira (2) a prisão preventiva de um delegado, um escrivão, dois investigadores e um advogado acusados do desvio de cerca de 6,5 quilos de cocaína que haviam sido apreendidos e estavam na Delegacia de Guarujá.

    Os policiais pertencem à equipe que estava de plantão na unidade quando o entorpecente foi apreendido, no dia 17 de outubro. Eles são o delegado Eduardo Wagner Rodrigues, o escrivão Flávio Ferreira e os investigadores Elias José da Silva e Getúlio de Freitas Monteiro, que já se encontravam recolhidos no Presídio da Polícia Civil, na Capital, por força de prisão temporária referente ao mesmo fato.

    O advogado que teve a preventiva decretada é Felipe Viccari Câmara, cujo paradeiro era ignorado até o final da tarde de ontem. Conforme o inquérito da Corregedoria, ele teria atuado como intermediário entre os policiais civis e o traficante que recomprou a cocaína que havia sido apreendida.

    Policiais militares encontraram a coca e cinco pedaços de maconha pesando cerca de 650 gramas em um lava-rápido na Rua Pará, Centro de Guarujá. Apontado como responsável pelo estabelecimento, Diego Rodrigues de Souza, de 31 anos, não estava e se livrou da prisão em flagrante.

    Porém, os PMs identificaram Diego por meio de uma fotografia e um documento, que também foram apreendidos no lava-rápido e apresentados com os entorpecentes na delegacia. Após o caso ser relatado no Registro Digital de Ocorrência (RDO) nº 9171/2014, teria ocorrido o desvio da droga, descoberto de forma casual.

    Alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, Diego tinha os seus telefonemas monitorados com autorização judicial. Após a apreensão das drogas, ele comentou em uma ligação que havia recuperado a cocaína achada no lava-rápido.

    Esse diálogo motivou o Gaeco a acionar a Corregedoria da Polícia Civil. Quatro dias depois, o delegado Eduardo Assagra Ribas de Mello, deste órgão censor, foi à Delegacia de Guarujá e revistou o armário do delegado Eduardo Rodrigues, onde estavam parte da maconha, a foto e o documento apresentados pelos PMs.

    Por determinação de Assagra, novo RDO foi elaborado, no qual ficou consignado que a foto e o documento “não foram formalmente apreendidos” por Rodrigues. A mais grave constatação da Corregedoria, porém, foi em relação aos supostos tijolos de cocaína.

    Esses tabletes apresentavam peso superior aos cerca de 6,5 quilos apreendidos e perícia acusou que o conteúdo deles não era mais cocaína, indicando a substituição e o desvio da droga. Pivô do esquema, o dono do lava-rápido teve a prisão decretada pela Justiça e foi capturado em operação deflagrada no último dia 4 pelo Gaeco, que contou com o apoio de um batalhão de elite da PM.

    O inquérito da Corregedoria da Polícia Civil está concluído e foi distribuído à 3ª Vara Criminal de Guarujá. O MP, agora, analisará o procedimento para oferecer denúncia contra os acusados. O delegado Assagra não quis comentar o caso.

    ‘Demonização’

    Defensor do delegado, do escrivão e do investigador Elias, o advogado Armando de Mattos Júnior declarou ontem que tentará nas instâncias superiores a liberdade dos clientes, sob a alegação de que “a prisão é desnecessária, porque a investigação já terminou”. Ele atribuiu a preventiva a um processo de “demonização de acusados, mesmo sem a devida certeza da culpa”, em vigor no País.

    “Os órgãos repressivos estatais preferem investigar de forma rápida para dar satisfação à sociedade, deixando de preservar garantias constitucionais dos acusados. No caso, todos são profissionais de polícia, concursados, com residência fixa e sem qualquer mácula funcional, não existindo nada que os desabone”, finalizou o advogado.

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  6. ESTE PT NÃO TEM JEITO MESMO……..

    AGORA A PREFEITURA DE SÃO PAULO ESTA COM IDEIA DE DAR UMA BOLÇA FAMÍLIA PARA OS IMIGRANTES.
    QUE ESTÃO EM SÃO PAULO……..ALEGANDO QUE ELES SÃO POBRES……

    PARECE QUE ELES QUEREM SE ETERNIZAR COM A TAL DE BOLÇA FAMÍLIA……

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  7. POR FALAR EM PT EM SP, ESSAS MERDAS DE CICLOVIA ESTÃO ENCHENDO O SACO. O PT ESTÁ ACHANDO QUE SP É O CAMBOJA ONDE TODO MUNDO ANDA DE BICICLETA. ONDE ESSE PESSOAL ESTÁ COM A CABEÇA. O TRANSITO DE SP JÁ É UMA MERDA E OS CARAS CONSEGUEM ESTRANGULAR AINDA MAIS ELIMINANDO MAIS UMA FAIXA DE ROLAMENTO EM PROL DOS CICLISTAS. SE VOCÊ PRESTAR ATENÇÃO NAS CICLOVIAS POUCAS SÃO USADAS REALMENTE. É A MERDA DA POLITICAGEM BARATA, DA DEMAGOGIA, DA FALTA DE COMPETÊNCIA DO PT. GOSTARIA DE SABER O QUE É MAIS INTERESSANTE PARA O GOVERNO, O CARRO OU A BICICLETA. CLARO, MUITOS VÃO RESPONDER QUE A BICICLETA NÃO POLUI, NÃO FAZ BARULHO, NÃO AGRIDE O MEIO AMBIENTE E POR AI VAI. TEMOS QUE LEMBRAR QUE BICICLETA TAMBÉM NÃO GERA LUCRO, NEM EMPREGO, NEM IMPOSTOS PARA O ESTADO. BICICLETA NÃO PAGA IPVA, NEM ZONA AZUL, NÃO PRECISA DE MECÂNICO, NEM DE AUTO PEÇAS. DEVERÍAMOS MESMO ABANDONAR OS CARROS, E MANDAR O PT SE FODER QUANDO SECAR A INDUSTRIA DA MULTA. QUANDO O LOGISTA PRECISAR DE MERCADORIA MANDA ENTREGAR DE BICICLETA. QUANDO A POPULAÇÃO PRECISAR DO SAMU, MANDA DE BICICLETA. QUANDO PRECISAR DA PM, MANDA O MILICOS DE BICICLETA. O PT QUER QUE VOLTEMOS A IDADE DA PEDRA. QUE RESOLVER O TRANSITO DE SP? IMPLANTE O RODIZIO DE 50%. UM DIA PAR OUTRO IMPAR E VAMOS VER NO QUE VAI DAR. MAS RODIZIO SERIO, SEM ESSA DE CAMINHÃO DE GÁS ISENTO, PERECÍVEL, MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, ELETRICIDADE, ÁGUA. BOTA PRA FUDER. NINGUÉM RODA NO CENTRO EXPANDIDO. SP TÁ UMA MERDA DE SE MORAR. (DESCULPEM O TEXTO MAL REDIGIDO, ISSO SE ALGUÉM PERDER TEMPO LENDO-O).

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  8. Vc está certo, Vai Dar Merda!!! Tem umas ciclovias na Republica, outras naquelas ruas próximas ao 77 e, a mais absurda, uma delas ocupar uma faixa do viaduto Rangel Pestana. O transito alí já é uma merda, com essa faixa, a qualquer hora do dia vc ve o viaduto congestionado, além de muitas serem instaladas na porta de residencias e comercios em que jamais seus proprietários poderão estacionar. Além disso, a qualquer hora do dia voce ve tais ciclovias totalmente ociosas, quando muito ocupadas por carrinhos de catadores de recicláveis. Acorda prefeito, retira as que estão atrapalhando, está impossível trafegar em Sao Paulo, até de viatura!!!! ****qualquer hora boto a barca na ciclovia********kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  9. E digo mais: Vamos discutir de tudo aqui, já que só se fala de política, não se fala mais merda nenhuma de polícia, podem notar que os comentários diminuiram muito. Eu, pelo menos, não quero saber de Petrobrás, lançamento de livros nem salário mínimo, eu quero saber do nosso salário, do nosso reajuste que está atrasado, da equiparação do nosso vale coxinha aos 500 e poucos paus da PM, da nossa reestruturação……… o resto não nos interessa!!!!

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  10. Advogado que queria ser Delegado, Não entendi o motivo que o impede de ser Delegado. Você tem alguma incapacitação física para tal? Abraço

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  11. Sergio é isso mesmo, só conversa fiada de política e livro e adpesp, mais do salário dos policiais nada, alimentação nada, o ano acabou e cade o reajuste, se algum sindicato tivesse o mínimo de brio, entraria na justiça contra esta aberração, molecote mike recebendo 600 mangos e idosos da pc recebem 120,00, fim do mundo.

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  12. Para o Quero Parquet:

    Meu caro, graças a Deus não tenho nenhuma limitação física que me impeça o intento para o cargo de Delegado de Polícia, entrei na faculdade de Direito visando a obtenção para aprovação nesta carreira, tentei um vez o concurso e reprovei na primeira fase, ocorre que estou com 39 anos 2 meses e quinze dias de vida, sou separado, casado novamente, com 3 filhos para cuidar, advogo a 1 ano e três meses, consigo com a Advocacia mesmo sendo iniciante obter uma renda mensal em torno de R$ 8.000,00 sem muito esforço, com finais de semana e feriados livres, sem chefe e com direito a poder dar umas escapadinhas dia de semana para descansar se estiver muito cansado.

    Ocorre que a vontade de ser Delegado é muito grande, se fosse para qualquer outro concurso seja para Juiz, Promotor não tenho a menor vontade de ser.

    Mas o que vejo, mesmo aqui pelo FLIT, e a grande desvalorização do cargo dentro da instituição, plano de carreira que praticamente não existe, salário praticamente o mesmo que eu ganho com 1 ano de Advocacia própria, desvalorização etc etc , etc.

    Por isso a dúvida persiste dentro de mim, investir mais ainda em meu escritório, com grandes possibilidades de crescimento mesmo que eu goste também de Advogar, mas não me sinto plenamente realizado, ou paro minha vida e me dedico aos estudos para a obtenção do cargo desejado…..ô dúvida cruel…rs

    Abrços

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