Extra – Professor Jacob Dolinger escreve sobre crise do Itamaraty e MFA de Israel 12

A propósito do ‘anão diplomático’

Jacob Dolinger

Israel colocou em perigo seus soldados, sacrificando alguns deles, no esforço de minorar ao máximo as vítimas civis do inimigo

Assim que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou energicamente Israel pelo “desproporcional uso de força na Faixa de Gaza” e convocou seu embaixador em Tel Aviv a retornar a Brasília para consultas, o governo israelense, por seu Ministério do Exterior, lamentou que o “Brasil, um gigante cultural e econômico, permaneça um anão diplomático”.

Realmente lamentável o comportamento do governo da sra. Dilma.

Gostaria que nosso chanceler explicasse como ele mede “proporcionalidade” no campo bélico. Saberia ele que se Israel enviasse o mesmo número de mísseis que o Hamas lançou sobre Israel nos últimos anos, Gaza estaria totalmente destruída?

Sabe ele os cuidados que Israel tomou na semana passada avisando centenas de milhares de palestinos para abandonarem suas residências, possibilitando com isso que o Hamas soubesse exatamente onde o Exército israelense se preparava para atacar e causando assim quedas que não ocorreriam se os ataques fossem realizados de surpresa? Ou seja, Israel colocou em perigo seus soldados, sacrificando alguns deles, no esforço de minorar ao máximo as vítimas civis do inimigo.

Têm Sua Excelência e a presidente que ele serve a menor noção da barbárie dos dirigentes de Hamas forçando seu povo a permanecer em casa, enviando mísseis de hospitais e de áreas residenciais, para conseguir que a reação defensiva israelense cause vítimas civis entre o povo palestino?

Aliás, conhece o ministro alguma guerra que não causou vítimas civis? E que sempre houve desproporcionalidade entre o número de vítimas das partes envolvidas no conflito?

Não compreende o chefe do Itamaraty que em Israel praticamente não caem vítimas civis porque o Estado protege seus cidadãos, com o mais sofisticado sistema de alarme e refúgio?

Não está evidente aos olhos do governo brasileiro que esta, como as anteriores guerras entre Israel e Hamas, foi provocada pelos terroristas fanáticos que governam a Faixa de Gaza como déspotas medievais?

Fez o chanceler a mais elementar pesquisa para se assenhorar do que diz a Constituição do Hamas sobre seu desiderato de destruir Israel e eliminar toda a sua população?

A equipe do Ministério de Relações Exteriores se assenhorou dos longos e sofisticados túneis pelos quais os bárbaros se preparavam para atacar covardemente a população civil do Sul de Israel? Qual o nível do sistema de informação de que dispõe nossa chancelaria?

E tem o governo brasileiro uma equipe jurídica sofisticada que poderia adverti-lo de que condenar Israel por sua defesa contra o terrorismo pode perfeitamente constituir cumplicidade com os terroristas e as atrocidades que praticam? Aliás, o mesmo se aplica aos governos dos países da União Europeia. Será que isso traz conforto ao governo brasileiro?

E o povo brasileiro, os intelectuais, os estudantes universitários, os jornalistas, saberão aquilatar o fenômeno psíquico que reside atrás desta discriminação contra Israel?

Quanto mais o Estado de Israel progride em alta tecnologia, no avanço de sua medicina, de sua ciência; quanto mais Israel comparece para ajudar populações vitimadas por desastres naturais; quanto mais Israel contribui para minorar o sofrimento de certas populações africanas via todo tipo de assistência, quanto mais os judeus concentrados em Israel lutam por uma paz séria e duradoura com seus vizinhos — apresentando propostas irrecusáveis — sempre ignoradas pelos árabes, que por sua vez nunca oferecem contrapropostas; quanto mais Israel se revela um pais com o mais alto nível de democracia; quanto mais a Suprema Corte israelense atende a reclamações de palestinos; enfim, quanto mais Israel se destaca no plano intelectual, moral e jurídico, mais é vitimado pela hipocrisia das potências democráticas que, em vez de apoi ar o Estado Judeu, lançam-se contra ele com mentiras, cinismo e má-fé.

Qual a razão mais profunda desta injustiça gritante e vergonhosa? Ninguem desconfia?

Que cada um examine sua alma, sua história familiar, sua educação, sua visão do mundo e responda honestamente por que a demonização do Estado Judeu, por que a campanha injusta, cruel e perversa contra o Estado construído pelos sobreviventes do Holocausto?

Jacob Dolinger é professor de Direito Internacional

ruajudaica

Um Comentário

  1. Veja a tabela do aumento salarial dos policiais militares a vigorar a partir do próximo dia 1°
    de agosto.
    O salário foi reajustado em conformidade com a Lei Complementar nº 1.249, de 03 de julho de 2014, de autoria do Governador e aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado de, publicada no DOE nº 123, de 04 de julho de 2014, Caderno Poder Executivo, Seção 1, Página 3.

    Curtir

  2. Fico contente E NÓIS AQUI como aumento salarial dos Policiais Mlilitares que vão receber ou já receberam em JULHO/AGOSTO 2014. ACHO que as eleições não vão atrapalhar o trabalhador/SERVIDOR PÚBLICO.
    E VÃO SE FUDER QUEM ENTENDER O CONTRÁRIO!

    Curtir

  3. O Walter Maierovitch também é judeu, professor, juiz e desembargador aposentado, mas pensa totalmente diferente, Que tal ouvir os 2 lados? É tão difícil ser isento e ser judeu ao mesmo tempo?

    Curtir

  4. O Prof, Dolinger, da UERJ, judeu, ortodoxo e conservador, brinca quando fala em “propostas irrecusáveis” feitas pelo governo de Israel. A “permissão” em se constituir um estado palestino (autorizado pela ONU desde 1947!), sujeito ao controle e salvaguardas de Israel (ou seja, sem soberania absoluta), sem a devolução dos territórios usurpados que cabiam aos palestinos na Partilha de 1947, sem a retirada das colonias judaicas nas terras palestinas invadidas, a imposição de Jerusalém como Cidade Santa só dos judeus, a supervisão do espaço aéreo do novo Estado e a vedação de Forças Armadas Palestinas. Propostas desse tipo se assemelham às impostas ao Japão e à Alemanha pelos Aliados em 1945. É pegar ou largar, né? E o cara ainda se diz professor de “Direito” Internacional…

    Curtir

  5. Claro que é desproporcional… atacaram hospitais, escolas, onu, emissoras de TV… e querem ser aplaudidos??? como já disseram… texto sem nenhuma isenção… Abraço…

    Curtir

  6. O PRESENTE MORTICINIO começou com a morte de 03 (três) jovens isarelenses e os Palestinos foram acusdos e condenados imeditamente.

    NO ENTANTO A VERDADE APARECE: OS JOVENS FORAM MORTOS POR UM ISRAELENSE

    http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/palestinos-nao-teriam-matado-os-tres-israelenses-segundo-a-zdf/718669/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140728

    A morte dos três israelenses teria sido motivada por questões civis

    O assassinato dos três jovens israelenses, que desencadeou o ataque implacável de Israel contra a Faixa de Gaza, segundo revelou o jornalista alemão Christian Sievers no programa Auslands Journal, do canal alemão ZDF, não foi cometido nenhum cidadão palestino.
    O jornalista alemão revela que foi um crime civil realizado por um cidadão de Israel por assuntos econômicos no último dia 12 de junho. Os garotos foram assassinados um dia depois do sequestro e depois de queimar o carro os corpos foram deixados perto da cidade de Hebrom.
    Conforme a revelação apresentada por Sievers, a Agência de Investigação Interna israelense, a Shim Bet, estava ciente de todos os detalhes pela chamada que fez um dos garotos durante o sequestro, mas a direção da instância pública foi obrigada, por ordem do governo de Benjamin Netanyahu, a esconder a informação para que o assassinato fosse usado como pretexto para iniciar um novo ataque contra Gaza.
    O jornalista inclusive, acusou o governo israelense de conspiração e manipulação da população civil para a ofensiva dos crimes de guerra contra o povo palestino.

    Curtir

  7. Se esse imbecil chegasse em Higienópolis e encontrasse o Duplex dele demolido,descobrindo que teria que ir dormir lá na casa dos primos pobres do Bom Retiro, ai, talvez, ele mudasse de opinião. O que acontece em Gaza é o que acontece nas favelas do Rio. Quem é obrigado lá morar, fica no meio do fogo cruzado. O Hamas, o Comando Vermelho, o Exército de Israel estarão lá do mesmo jeito no outro dia, os mortos estarão no cemitério, e os vivos…, para esses nem tem lugar.

    Curtir

  8. Esses judeus são engraçados. Ganharam um território em1947 – com ajuda de um brasileiro – são sustentados pelos estados unidos. Sim porque nas terras que eles tomaram não conheço nada que se produza ali. Tratam, os palestinos como sub-raça. Tratam outras pessoas, inclusive brasileiros da mesma maneira. Procuram sempre dizer que são “coitadinhos” porque perderam 6 milhões na segunda guerra…..será que foi tudo isso mesmo? O Irã não acredita. Eu sei o direito que eles querem: acabar com a raça dos pobres palestinos, que são os legítimos donos daquele pedaço de torrão seco que eles chamam de terra.

    Curtir

  9. SETE Ganhadores do Nobel da Paz pedem embargo militar contra Israel

    seg, 28/07/2014 – 11:31 – Atualizado em 28/07/2014 – 11:35

    Enviado por Assis Ribeiro

    Do Pragmatismo Político

    Sete vencedores do Nobel da Paz pedem embargos contra Israel
    7 ganhadores do Nobel da Paz, além de personalidades e outras figuras públicas assinam manifesto que pede embargo contra Israel. Um nome brasileiro assinou a lista: Frei Betto

    http://jornalggn.com.br/luisnassif

    Curtir

  10. “Não é antissemita dizer: ‘não em meu nome’”: o protesto de uma escritora judia

    Publicado no New Statesmen.

    POR LAURIE PENNY

    Em uma laje do necrotério em Shejaiya, na Faixa de Gaza, há alguns dias, estavam duas crianças anônimas, um menino e uma menina. Seus corpos não puderam ser identificados porque seus pais, de acordo com Sharif Abdel Kouddous, um jornalista da revista Nation, já estavam mortos. O ataque de Israel a Gaza reivindicou centenas de vidas palestinas e criou 81 mil refugiados. Eu deveria apoiá-lo, de acordo com muitos sionistas, porque eu sou judeu por parte de mãe. Dizem-me que as crianças tiveram que morrer para que os meus futuros filhos pudessem estar seguros. No final, dizem eles, somos do mesmo sangue.
    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-e-antissemita-dizer-nao-em-meu-nome-o-protesto-de-uma-escritora-judia/

    Curtir

  11. .Palestinos são fanáticos radicais islâmicos?
    Mentira. Há palestinos fanáticos e radicais islâmicos, como os membros do Hamas. Mas a maior parte dos palestinos é muçulmana sunita, sem ser religiosa. Yasser Arafat, por exemplo, era casado com uma cristã e batizou a filha. Aliás, há palestinos cristãos e estes sempre estiveram na vanguarda do movimento palestino. A prefeita de Ramallah, capital da Autoridade Palestina, é cristã. A de Belém, também é mulher e cristã. George Habash, um dos maiores líderes históricos palestino, era cristão. Edward Said, maior intelectual palestino, era cristão. Hanan Ashrawi, também histórica líder palestina e uma das maiores críticas de Israel, é cristã. Todos os líderes religiosos cristãos da Terra Santa se identificam como palestinos. Normalmente, eles reclamam da ocupação israelense, que recentemente incorporou terras de famílias cristãs tradicionais de Beit Jala e Belém, na Cisjordânia. Em Gaza, por outro lado, houve crescimento na perseguição a cristãos. Como curiosidade, praticamente não existem xiitas palestinos
    blog do chacra

    Curtir

Deixar mensagem para Carlos Eduardo Cancelar resposta