50 anos depois , Militares – originais e genéricos – sonham com um novo 1964…Para moralizar , recuperar poder, prestígio ou , principalmente , as “mamatas” ? 39

Direita e esquerda incentivavam presença militar na política, diz Serra

FABIANO MAISONNAVE

DE SÃO PAULO

13/03/2014  03h20

“A maioria dos parlamentares está comprometida com interesses antinacionais. Entretanto, compensando a não aprovação da reforma agrária, existe uma conscientização cada vez maior dos camponeses.”

O trecho acima, recuperado pelo recém-lançado livro “1964”, de Jorge Ferreira e Ângela de Castro Gomes, faz parte do discurso de cinco minutos do então presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), José Serra, no Comício da Central do Brasil.

O evento, que completa 50 anos nesta quinta-feira (13), marcou a guinada à esquerda do governo João Goulart e contribuiu para desatar o golpe militar que o tiraria da Presidência, pouco mais de duas semanas mais tarde.

À época com apenas 21 anos, Serra é o único orador vivo dos que discursaram naquele dia, entre políticos, sindicalistas e o próprio Jango.

jose-serra_prefeitura-sp-2012

Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida por Serra à Folha sobre aquele momento histórico.

PARALELO ENTRE A ÉPOCA DO GOLPE E O PRESENTE

Não há paralelo. Você pode fazer análise da história do que aconteceu. Afinal de contas, são 50 anos, e há um mal-entendido do Brasil com a sua história em relação a esse episódio. Até hoje, é presente. Eu fico imaginando, em 1964, discutir as causas da Primeira Guerra Mundial, que havia sido 50 anos antes. É um passado mais do que transitado em julgado, mas, no nosso caso, continua presente, por incrível que pareça.

Mas o contexto histórico é completamente diferente, as forças em jogo também são diferentes, enfim, o processo é outro. E também não há mais a presença do fator militar, que era uma constante na história brasileira no século 20 até a redemocratização. Quer dizer, dominou o século 20. E hoje a presença militar não existe na política.

Presença militar que era incentivada tanto pela direita como pela esquerda. Eu, aliás, muito cedo, quando me mudei para o Rio, em meados de 1963, me incomodava um pouco isso. Sempre achei que, se você politiza o militar, eles acabam arbitrando.

O COMÍCIO E O GOLPE

Eu acho que o comício acelerou a preparação do golpe. Agora, qual foi o principal efeito nesse ponto de vista? Foi a Marcha da Família, no dia 19 de março, em São Paulo. A marcha foi um ingrediente essencial porque deu confiança de que havia respaldo popular para o golpe. Dizem que a marcha tinha 500 mil, como dizem que o comício tinha 200 mil.

Digamos que cada um teve metade disso: é muita gente. Só a mobilização da classe média alta não explica. Não havia só 250 mil, 300 mil pessoas de alta classe média pra desfilar na rua. A classe média baixa também saiu pra desfilar.

DISCURSO COMO PRESIDENTE DA UNE

Por causa do comício da Cinelândia [em agosto de 1963, quando Serra criticou Jango], Jango estava receoso do meu discurso naquele dia. O Hércules Corrêa, do Partidão [PCB], estava dirigindo o comício todo e me falou nas tratativas: “Vamos apresentar você para a multidão, você diz ‘boa noite’ e pronto”. Eu disse que sim. Mas, na hora, comecei a falar, e era impossível me interromper na frente da multidão, até porque era um discurso muito aplaudido. Então esses cinco minutos foram assim.

Eu estava convencido de que viria o golpe. Não confiava em que o esquema militar do Jango pudesse frustrá-lo nem achava que as forças populares teriam condições de resistir. Isso é o que tinha dentro do meu pensamento e me dominava. Claro que fiz um discurso pra levantar, e não pra puxar pra baixo. Mas a questão básica era da mobilização antigolpe. A ênfase principal no discurso foi que havia um golpe em andamento, que tínhamos de nos mobilizar.

Eu também saudei uma medida do Jango referente às universidades. A grande batalha que a UNE tinha era com relação à ampliação do número de vagas das universidades. Tínhamos menos de 1% da população em idade universitária estudando no ensino superior. Então a grande batalha era para turbinar isso. Era uma grande bandeira que eu mesmo levei ao Jango logo que tomei posse. E o Jango já tinha avançado nisso, tanto que aumentou o número de vagas. Eles caminhavam para dobrar o número de estudantes no primeiro ano.

DECRETO DA REFORMA AGRÁRIA

Durante a tarde, fui chamado pra uma reunião na Supra (Superintendência de Política Agrária) com o seu presidente, João Pinheiro Neto. O Jango ia anunciar o decreto à noite e havia um impasse. O que era o decreto? Permitia desapropriar terras ao lado de estradas federais. O problema era a distância em relação à estrada. Havia duas distâncias. E eles queriam saber a nossa opinião. O CGT (Comando Geral dos Trabalhadores) estava lá, eu não me lembro quem mais.

Obviamente, eu optei distância maior, pela ampliação. Mas era um assunto sobre o qual não tínhamos a menor ideia. Essa medida da Supra foi extremamente improvisada. O decreto tinha várias ressalvas e exceções. Eu disse: “Aqui, tem dois problemas. São tantas ressalvas, como isso vai ser implantado? Segundo, e onde não tem estrada federal?” Aí alguém ponderou que, politicamente, o decreto era importante.

TENSÃO NO COMÍCIO

A primeira coisa que me impressionou no comício era que toda a segurança, todo o aparato era militar. Sempre era muito complicado na Guanabara porque a polícia era do [governador oposicionista Carlos] Lacerda. E era truculenta.

O CGT, nesse dia, eles colocaram o Oswaldo Pacheco Ele era marítimo, estivador. Era o mais carismático do CGT. E era impressionante, um homem de grande carisma. Como havia receio de um atentado contra o Jango de algum prédio lá da Central do Brasil, ele ficou do lado do Jango, pra ser anteparo.

Ficaram a [mulher de Jango,] Maria Thereza, que estava deslumbrante, o Jango e ele. Do meu ângulo, eu via mais de perto da Maria Thereza, e eles estavam um pouco acima. E quem fazia o discurso ficava um pouco mais alto.

E estava lá o Pacheco de proteção do Jango. Está em todas as fotos. Pouca gente deve saber disso, mas o que passou para o país era que o CGT estava tutelando o Jango, quando na verdade o estava protegendo. Acho que foi o melhor discurso que o Jango fez na vida. Inclusive com improviso, o que não é fácil.

JANGO E AS ESQUERDAS

A Frente de Mobilização Popular (FMP) hoje serve colocar todo mundo junto. Mas, na verdade, era só para reuniões, não era uma coisa orgânica. A composição era variável, mas tinha sempre a UNE, o CGT, o [então deputado gaúcho, Leonel] Brizola e a Frente Parlamentar Nacionalista, com gente de todos os partidos, até da UDN (União Democrática Nacional, de direita).

O Jango, a partir de janeiro, pendeu muito mais para a linha da FMP. Não fez mudanças no ministério, mas resolveu partir pra diante na estratégia de pressionar Congresso, a bandeira das reformas e tudo o mais. O comício veio no contexto disso. Agora, a proximidade maior dele nesse período era com a linha do PCB (Partido Comunista Brasileira), que era também o CGT. Dentro da FMP, o Jango se aproximou muito mais da linha do Partidão.

Havia uma disputa implícita com o pessoal do Brizola. A UNE era mais neutra, embora houvesse Partidão na UNE. Mas era uma entidade estudantil, não era alinhada. Em geral, na FMP, havia esse tipo de polarização. Mas não havia sempre briga, era uma coisa de tendência. Nessa mesma época, prosperava a Frente Progressista do San Tiago Dantas. Ele era moderado para o contexto da época, até porque pressupunha a participação do centro, do PSD e de outras forças para segurar o processo. Nós não combatemos, mas o Partidão rejeitou a proposta do San Tiago.

Por trás de tudo, havia uma inflação que, em janeiro e fevereiro, já era de mais de 7% ao mês, o que, anualizado, dava mais de 100%. A situação sempre ameaça escapar do controle quando tem isso. E o Jango radicalizava no sentido de que, para deter a inflação, precisava das reformas. Na verdade, eram níveis diferentes, porque uma inflação alta não se combate no curto prazo com reforma agrária.

Um Comentário

  1. VOTO EM QUALQUER GENERAL PRA PRESIDENTE!
    VOTO EM QUALQUER MILICO PRA GOVERNADOR!
    VOTAR EM CIVIL, DÁ NISSO! NÃO GOSTAM DE POLÍCIA, E QUANDO PODEM SÓ NOS FODEM!
    PRESIDENTE: GENERAL HELENO
    PRA GOVERNADOR MAJOR OLIMPIO!
    FODA-SE QUE É MILITAR!
    FODA-SE QUE VAI PUXAR O CALDO PRA SUA INSTITUIÇÃO!
    PELO MENOS ESSA DITADURA CIVIL, ONDE BANDIDO É TRATADO COM RESPEITO A TODOS SEUS DIREITOS E POLICIA É TRATADO COM REVERSO DO ONUS E COMO LIXO, EU NÃO VOTO EM CIVIL NUNCA MAIS NA MINHA VIDA!
    E SE QUISER, OS MILICOS PODEM DAR UM GOLPE, POIS A POPULAÇÃO ESTÁ CANSADA DO DESCASO E ROUBALHEIRA QUE A DEMOCRACIA TROUXE! QUERO TER PAZ NA MINHA CASA! QUE MEU FILHO LABUTE SEM TER QUE DAR 4 MESES DE SEU LABOR A ESSA CAMBADA DE VAGABUNDO POLITICO! QUERO PODER DEIXAR MEU CARRO ESTACIONADO COM SEGURANÇA! QUERO IR A UM HOSPITAL E TER MEDICO E MEDICAMENTO PARA MEU TRATAMENTO! QUERO UMA ESCOLA ONDE MEU FILHO POSSA PRESTAR EM PÉ DE IGUALDADE UM VAGA NA UNIVERSIDADE PUBLICA COM DEMAIS CANDIDATOS! É POR FIM, QUERO UM VELHICE TRANQUILA, APOSENTAR-ME AOS 30 ANOS DE SERVIÇO, PELA PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE DO MEU OFICIO!PARA ISSO, MUDANÇA NECESSARIA SE FAZ!
    2014 – GEN. HELENO PRESIDENTE
    GOVERNADOR MAJOR OLIMPIO!
    OU ALGUM ILUMINADO ACREDITA QUE COM UM CIVIL SEJA PADILHA, ALCKMIN, SKAF, RUSSOMANO NO GOVERNO A POLICIA TERÁ CONDIÇÕES DE IGUALDADE PARA ENFRENTAR O PCC?

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  2. SERRA É O ÚNICO ORADOR VIVO DAQUELE DISCURSO NOS ANOS DA DITADURA,

    QUE PENA!
    SE ESSE DESGRAÇADO TIVESSE SUMIDO DO MAPA JUNTAMENTE COM SEU BANDO DE SAFADOS, A POLÍCIA CIVIL E O ESTADO DE SÃO PAULO NOS DIAS DE HOJE, TALVEZ, NÃO ESTIVESSEM TÃO FODIDOS!

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  3. História não é conversa de botequim . . .

    alguém escreve . .geralmente vencedores . . mas . . . nem sempre é assim . . .

    não se mede um homem ou uma mulher pela sua roupa . . .

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  4. democracia . . .

    é alguém compulsoriamente comprar a possibilidade de ser votado em uma urna eletrônica ???

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  5. Desculpe…nada a ver com o post.
    O governo já deu um passa moleque na PM, não recebendo representantes para tratar de reajuste salarial, sendo a intenção de ganhar tempo até abril. Portanto Srs, o tempo urge.

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  6. Russomano, não!
    Pelamordedeus!
    É tortura? Tá bom! Tá bom! Eu voto no Padilha (com reserva mental de votar sob tortura, sem poder exprimir a vontade)…
    Pôxa, o cara diz no programa dele que ele fez o Código do Consumidor, mas na época ele nem político era…. Acho que na época ele apresentava o Nigth&Daycobrindo bailes…
    Alias, o “Dr. Russomano”é advogado? Não achei a OAB dele…

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  7. EIS A EXPLICAÇÃO PORQUE O PSDB MALTRATA TANTO A POLÍCIA, ELES NÃO GOSTAM DA POLÍCIA, OLHAM PARA O SISTEMA DE SEGURANÇA COMO SE FOSSE UMA AMEAÇA A ELES …. SÃO TÃO HIPÓCRITAS A PONTO DE OLHAR PARA OS ATUAIS POLICIAIS COMO INIMIGOS DAQUELA ÉPOCA. O BOM DE TUDO ISSO É SABER QUE AGORA EM 2014 VAMOS NOS LIVRAR DESSA MALDITA CORJA TUCANALHAS DO QUANTO PIOR MELHOR.

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  8. Ao TIRA TREZOPETA:
    .
    Rapaz, você ventilou um excelente nome: General Heleno. Trata-se de um profissional extremamente qualificado, inteligente e honesto. Seria um nome novo na política… até no ministro Joaquim Barbosa eu votaria.
    O que não dá é achar que PSDB e PT, partidos hegemônicos no poder, são diferentes… São é farinha do mesmo saco. São partidos de esquerda. E ambos são partidos extremamente corruptos. PT é máfia. Não sabem roubar e deixam rastros. PSDB já é um pouco mais profissional na arte da rapinagem.
    .
    E pra contrariar um pouco aqueles que acreditam na história oficial de golpe militar… o que houve foi um CONTRA-GOLPE. João Goular e Brizola tramavam há tempos um golpe comunista no Brasil. Guerrilheiros de esquerda, financiados pela URSS/CUBA, atuavam no Brasil há tempos. O que houve foi uma reação da classe média, apoiada pela Igreja Católica e pelo povão em geral, para que os militares tomassem o poder. O xarope do João Goular vivia discursando sobre a necessidade de fazer a reforma agrária total, de estatizar todas as empresas…. fazer o que a Venezuela fez tempos depois… e o resultado está aí…. país quebrado prestes a entrar numa guerra civil.
    .
    Graças a Deus que João Goulart, Brizola, José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque, Lula, Dilma Roussef, tomaram um pau dos meganhas.
    .
    Se abusar, virá um outro CONTRA-GOLPE por aí…. até passeatas por Deus, Família e Propriedade estão marcando!!!

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  9. Direto do Plantão só para complementar o seu tópico o PSDB ERA um pouco mais profissional na arte da rapinagem, até isso eles perderam.

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  10. DEVERÍAMOS SER MAIS RESPEITADOS !!!!

    CADÊ A DATA BASE ???

    CADÊ O VALE ALIMENTAÇÃO DE R$581,00 ???

    CADÊ A REESTRUTURAÇÃO ????

    CADÊ A OUTRA PARTE DO ALE ????

    CADÊ O N.U ????

    CADÊ A REPOSIÇÃO SALARIAL ???

    DEVEMOS COLOCAR UM BASTA !!!!

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  11. QUEM NÃO CONHECEU O QUE FOI A DITADURA MILITAR – A MERDA QUE FIZERAM – POR EXEMPLO A DÍVIDA EXTERNA ERA DE 40% QUANDO ENTRARAM E QUANDO SAÍRAM ERA DE 80% – NAQUELA ÉPOCA O BRASIL JÁ NÃO COMPORTAVA DITADURA E MILITARES NO PODER SE ACONTECER HOJE EM DIA COM TOTAL CERTEZA O BRASIL VIRA UCRâNIA – O POVO – A SOCIEDADE NÃO ACEITA MAIS MILITARES DE NENHUMA FORMA !

    CARTAS MARCADAS PODEM SEREM DESCARTADAS NAS URNAS !

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  12. MILITAR NO PODER – O QUE ELES VÃO FAZEREM É MATAREM UM MONTE DE INOCENTES – ALIÁS JÁ FAZEM ISSO ! ALGUÉM SABE O QUE FOI O D E O P S – DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ORDEM POLÍTICA E SOCIAL – QUANTA GENTE MATARAM PIOR QUE OS CANALHAS CONTINUAM ATUANDO MESMO O BRASIL TER SIDO CONDENADO PELA CORTE PENAL INTERNACIONAL E PERDERAM O DIREITO DE ANISTIA – POR QUE A CORREGEPOL NÃO USA A LEI ORGÂNICA LC 207/79 E LC 922/02 E DEMITEM ESSE PESSOAL POR TEREM COMETIDO CRIMES CONTRA PARTICULARES;

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  13. ALGUÉM SABE O QUE FOI O DOI – CODI – OS CANALHAS DO EXÉRCITO CONTINUAM TODOS AÍ OCUPANDO CARGOS DE DELEGADOS DE POLÍCIA CLASSE ESPECIAL, INVESTIGADORES DE POLÍCIA CLASSE ESPECIAL, ESCRIVÃES DE POLÍCIA, AGEPOL’S, ETC … CONTINUAM ATUANDO MESMO O BRASIL TER SIDO CONDENADO PELA CORTE PENAL INTERNACIONAL E PERDERAM O DIREITO DE ANISTIA – POR QUE A CORREGEPOL NÃO USA A LEI ORGÂNICA LC 207/79 E LC 922/02 E DEMITEM ESSE PESSOAL POR TEREM COMETIDO CRIMES CONTRA PARTICULARES;

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  14. QUEM SE UTILIZA DESSE BLOG PARA FALAR MERDA É POR QUE NUNCA SE FODEU NA CORREGEPOL E OS CARAS LÁ NÃO VÃO TER DÓ DE VOCE – SER BONZINHO – SER LEGAL – LÁ O LEMA É ARRUMAR UM JEITO DE PUNIR DE MANDAR O SERVIDOR PARA A RUA – DEMITÍ – LO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO SEMPRE – NÃO SE ILUDAM, NÃO OFENDAM NINGUÉM –

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  15. Avatar de ESTA PUTARIA DO INFELIZ ESCREVER UM COMENTÁRIO E SAIR COLANDO ALEATÓRIAMENTE, JÁ PASSOU DA HORA DE EXAURIR, SEJA CAPAZ, ESCREVA UM TEXTO PERTINENTE AO COMENTARIO, NÃO ENCHA O SACO DE TODOS COM A MESMA COISA O TEMPO INTEIRO.. ESTA PUTARIA DO INFELIZ ESCREVER UM COMENTÁRIO E SAIR COLANDO ALEATÓRIAMENTE, JÁ PASSOU DA HORA DE EXAURIR, SEJA CAPAZ, ESCREVA UM TEXTO PERTINENTE AO COMENTARIO, NÃO ENCHA O SACO DE TODOS COM A MESMA COISA O TEMPO INTEIRO.. disse:

    Senhores

    Longe de mim, dizer que A ou B é quem presta, mas, nos fixemos apenas em fatos

    O Ex. Sr. JK, queria a todo custo, levar a Capital da Republica, para o centro do Pais.
    É fato, que para chegar ao local desejado, não haviam estradas, portanto, foram abertas…
    É fato, que não havia nenhum municipio perto, a não ser o mun. da cidade de Goiás…
    É fato, que na região, não havia mão de obra especializada para tal.
    Portanto, grande parte da divida externa, foi para financiar a construção de Brasilia, pois até tijolos eram levados de avião.
    Algum dos senhores, sabe como era o sistema monetário da época…e o atual, sabem?
    Quando do contra-golpe, o tesouro do Brasil estava falido, a inflação era causada pela emissão desenfreada e sem controle de papel moeda para auto financiamento. Não se sabia a quantidade de dinheiro que corria pelo pais, tudo era no chutometro, e mesmo assim, desvalorização.
    Nesta epoca, haviam 5% das estradas pavimentadas, apesar de nossa malha ferroviária hoje estar na pura sucata, na epoca anterior a março de 1964, não havia 30% dela.
    Inaugurou-se Brasilia, sem uma estrada pavimentada que a ligasse a qualquer lugar que fosse, demoraram anos, para que ministérios deixassem o Rio de Janeiro e fossem de mudança. A mesma coisa ocorreu com o legislativo.
    Com todos os defeitos, os então Generais, construiram portos, rasgaram o pais com BRs, que de 10, passaram a 350, construiram hidrelétricas, que hoje em dia, com apagão e coisa e tal, imagina se não fossem as tais?
    Criaram o Mobral, portos maritimos e fluviais, além de não permitir que nossa terra fosse transformada em uma “CUBA”, Não ficarei aqui elencando o que um fez e o outro não fez, quem tiver interesse, pesquise.
    Evidentemente, não espere docilidade e compreensão de quem é oriundo da caserna, mas em nosso Pais, não houve um decreto de extradição, o que ocorreu foram fugas.
    Algumas para Cuba, outras para o Paraguai, outras para o Chile, do então socialista Salvador Aliende, outros para a Europa.
    Na realidade hoje em dia, é que ser perseguido Politico dá status e indenização, então, temos aos montes.

    é o que penso

    C.A.

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  16. Avatar de ESTA PUTARIA DO INFELIZ ESCREVER UM COMENTÁRIO E SAIR COLANDO ALEATÓRIAMENTE, JÁ PASSOU DA HORA DE EXAURIR, SEJA CAPAZ, ESCREVA UM TEXTO PERTINENTE AO COMENTARIO, NÃO ENCHA O SACO DE TODOS COM A MESMA COISA O TEMPO INTEIRO.. ESTA PUTARIA DO INFELIZ ESCREVER UM COMENTÁRIO E SAIR COLANDO ALEATÓRIAMENTE, JÁ PASSOU DA HORA DE EXAURIR, SEJA CAPAZ, ESCREVA UM TEXTO PERTINENTE AO COMENTARIO, NÃO ENCHA O SACO DE TODOS COM A MESMA COISA O TEMPO INTEIRO.. disse:

    (risos)…a moderação gostou dos meus comentários.

    C.A.

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  17. Nossa, quanta baboseira foi postada nesse blog, quanto a pretensão da volta do famigerado regime militar em nosso Brasil. Penso, que o pessoal que teceram comentários favoráveis nesse sentido não conhecem a história, tampouco viveram ou tiveram parentes que sofreram as agruras daqueles tempos….Entretanto, com todo respeito, se tais considerações partiram dos militares genéricos, isso é até compreensível, porque grande parte de seus formadores são remanescentes (ou herdeiros) daquela época, os mesmos que comungaram com os abusos, com a violência, privilégios e “mamatas” inerentes ao Poder da época….Agora, sugiro sem medo de errar, se tais postagens partiram de policiais civis, esses deverão se instruir um pouco mais, buscar os acontecimentos daqueles tempos, pois se assim o fizerem, chegarão a conclusão, se hoje as coisas estão ruim para nossa Instituição , num regime daqueles, sua extinção certamente será decretada, pois não gozamos da simpatia, nem sequer do respeito por parte do Governo, ao contrário de nossa “co-irmã”, como exemplo basta ver deferência especial que essa goza relação a direitos e vantagens, inclusive por ocasião de aposentadorias…, Ainda se instruindo e tendo conhecimento um pouco de história os nobres “colegas” saberão que o pior momento da “estoria” do Brasil, foram esses vinte anos de militarismo, no que concerne a economia, saúde, segurança propriamente dita, aos sagrados direitos de expressão, pois a imprensa era amordaçada, ninguém podia tecer qualquer comentário desfavorável ao regime de militar que imperava, sem correr o risco de ser perseguido e preso. Imagine, naqueles tempos se alguém injuriasse ou criticasse o Presidente, o Governador ou qualquer “outra autoridade reinante”, como se faz hoje…..Só para finalizar, o sistema de governo, era um absolutismo geral, o que pode ser constado naquele “Ato número 05”, que fora publicado; com a imprensa controlada, nunca chegava ao conhecimento do povo a corrupção a sua corrupção, que certamente suplantava aquela vivemos e é divulgada em nossos dias atuais; sem falar que os “Generais” nos deixaram com a maior dívida externa de todos os tempos e com um percentual de infração que tornou o país quase que ingovernável por décadas…

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  18. Ninguém é a favor das mazelas da ditadura. Mas falar que a segurança naquela época era ruim é tenso. Quando adolescente não tinha medo de ficar na rua até de madrugada, sentado na frente de casa tomando uma… Hoje a coisa é tão feia que as casas estão virando verdadeiros presídios, pra manter os bandidos pra fora. A liberdade advinda da democracia se transformou em libertinagem e ignorância. A educação estadual a 20 anos atrás habilitava o aluno a entrar na faculdade… A maioria dos que conheço hoje com uns 60 anos de idade fizeram escola pública e tiveram uma educação, no mínimo, moderada… E hoje? O cara sai do ensino médio semianalfabeto.
    Aposto que os defensores dessa democracia do ladrão que vivemos não sabe nem cantar o hino nacional sozinho. A ditadura no Brasil só foi ruim pq os milicos tomaram gosto pelo poder e a coisa foi tomando uma proporção muito inadequada.
    Sinceramente, preferia o Estado calando a minha boca, mas sentando bala no vagabundo do que me dando a “liberdade de expressão”, mas enjaulado no interior da minha residência, pois nas ruas estão aqueles que deveriam estar presos.
    .
    Agora que comecei, vou falar até o fim. Sabe porque a coisa tá tão feia? Vamos lá. Todo mundo aqui tá cansado de ver os “Direitos Humanos” defendendo o coitadinho do bandido e dando as costas para as vítimas e familiares. E por que isso acontece? O Brasil, ou melhor, quem comanda essa bagaça, tem interesse numa cadeirinha da ONU. Pra se manter ali, já que não tem cadeira permanente, precisa manter certos “índices”… Dentre eles, população carcerária. Aí, ao invés de investir nas políticas de segurança pública e políticas publicas de segurança (não sabe a diferença, pesquisa), resolve dificultar a prisão em flagrante, dar milhares de benefícios pros bandidos saírem logo… O cara mata 02 pessoas pra roubar e com 05 anos de cana está de RA… O governo federal não governa pro povo, governa pro seu próprio ego. Deu pra entender ou precisa explicar que o governo vendeu a segurança pública do país a troco de uma cadeira?
    .
    O governo estadual desenvolve um bônus pra PM e PC. Acha que todo mundo é idiota e acredita que está dando um incentivo à segurança… Não. Está fazendo com que se mascarem as estatísticas pra parecer que não acontecem crimes. Sem contar que é ano político e daí pagando um caixa pros otários conseguirá uns votinhos… O nível universitário também servirá de propaganda. Ele vai falar que deu 20% de aumento em reconhecimento do NU. Só vai esquecer de falar que é sobre o salário base de b****. Com a bandidagem solta e os polícia preocupado com as estatísticas, o que mais vai acontecer é vista grossa…
    .
    Palavras vindas da boca de ladrão confesso, cara que é bandido de profissão: “É sinhô… ‘Cêis’ reclama do PSDB aqui na Capital, mas se o PT tivesse ganhado eleição, nóis é que tava na boa. Papo reto”… E tudo quanto é puliça querendo que o PT ganhe eleição. Não sou a favor do PSDB não… Mas eae? Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
    .
    A Dilma é ex guerrilheira, terrorista safada e quem é assim está a favor de quem? Da população de bem ou de bandido?
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    Já corre nos blogs, sites de “imprensa livre” e até mesmo à boca pequena que existe uma certa aliança de certos partidos com certas idéias comunistas já sendo colocadas em prática. Não que eu acho que o “capitalismo selvagem” é bom… Mas daí a virar um comunismo stalinista igual estão querendo fazer não dá.
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    Então o Brasil tem dois caminhos democráticos a seguir: um comunismo mascarado (que já acontece, só não enxerga quem é cego) ou a dominação total do crime que já domina SP e RJ e agora se alastra pra MG, PR, SC e assim vai…
    .
    Não acho regime militar uma coisa boa. Acho um mal necessário.

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  19. ALGUÉM TEM ALGUMA INFORMAÇÃO REFERENTE A REESTRUTURAÇÃO E O DISSÍDIO COLETIVO? EU DISSE INFORMAÇÃO E NÃO CONTRA-INFORMAÇÃO, MUITO MENOS TITITITI DA RÁDIO PEÃO DOS TUCANALHAS !
    HOJE JÁ É DIA 14 DE MARÇO E A DATA BASE DA POLÍCIA É DIA 30 DE MARÇO DE 2014, PARECE QUE O GOVERNADOR NÃO ESTA SE MEXENDO E SE DEIXAR ELE A VONTADE O DISSÍDIO SÓ SAI DEPOIS DAS ELEIÇÕES! PRECISAMOS APERTAR O GOVERNO, ELE ESTA FAZENDO POLITICAGEM NAS CIDADES DO INTERIOR !!

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  20. À ESPERA DA VERDADE
    Golpe de 64: saiba como o Ipês desestabilizava o governo JangoFinanciado por grandes empresários brasileiros, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais fez lobby no Congresso para cooptar parlamentares e barrar projetos do governo, deixando João Goulart isoladoFelipe Amorim e Rodolfo Machado – 14/03/2014 – 09h00

    Clique aqui para ler todas as matérias do especial “À Espera da Verdade”

    Conhecido por influenciar a opinião pública brasileira antes do golpe de 1964, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, ou Ipês, fundado em 1961 por altos empresários brasileiros, fez muito mais do que imprimir panfletos, editar livros e veicular propaganda para desestabilizar o governo de esquerda do presidente João Goulart. A ação foi bem mais direta do que se pode imaginar: entre 1961 e 1964, período de alta instabilidade política no Brasil, o Ipês atuou energicamente em Brasília, dentro do Congresso Nacional. Trabalhava como emissário ipesiano um poderoso banqueiro carioca responsável por operacionalizar no coração do Poder Legislativo o pesado lobby do instituto, cujo financiamento era sustentado por doações de grandes empresas brasileiras e multinacionais aqui instaladas. Sua função era clara: coordenar uma rede suprapartidária de parlamentares arregimentados pelo Ipês para barrar os projetos do governo no Congresso. Dessa forma, Jango se veria cada vez mais isolado na cena política nacional, criando um clima de instabilidade que o levaria a radicalizar o discurso e a ação.

    O braço do Ipês no Congresso Nacional se chamava GAP (Grupo de Assessoria Parlamentar). Conforme identificam historiadores que se debruçaram sobre o período, com especial atenção para o caráter civil-empresarial do movimento golpista, o GAP — ou “Escritório de Brasília”, como a diretoria ipesiana, preocupada com a discrição, recomendava que fosse chamado — desempenhava a coordenação política da campanha anti-Jango. Sua liderança era exercida por meio da ADP (Ação Democrática Parlamentar), uma frente suprapartidária constituída basicamente de deputados da UDN (União Democrática Nacional), de direita, e do PSD (Partido Social Democrático), de centro-direita. A atuação dessas instituições, capitaneadas pelo Ipês, foi marcante no Congresso Nacional. O próprio líder ipesiano do Escritório de Brasília reconhecia que a ADP “era o braço principal” do Ipês, responsável por fazer “bastante lobby” entre os parlamentares.

    Leia também: Elite econômica que deu golpe no Brasil tinha braços internacionais, diz historiadora

    CPDOC/FGV

    Objetivo do Ipês no Congresso era barrar projetos do governo e deixar João Goulart (foto) cada vez mais isolado

    Leia também: Revista Fortune revela já em 64 elo entre empresários de SP e embaixada dos EUA no golpe

    O historiador da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) Hernán Ramiro Ramírez classifica como “vital” a atuação ipesiana do GAP na desestabilização do governo Jango. Em sua tese de doutorado (“Os institutos econômicos de organizações empresariais e sua relação com o Estado em perspectiva comparada: Argentina e Brasil, 1961-1966”), Ramírez analisa com profundidade a atuação do Ipês no Brasil. Outro que vê no GAP papel relevante no processo de deposição de Goulart é o historiador e cientista político uruguaio René Armand Dreifuss. Em seu livro 1964: A conquista do Estado, atesta:

    O Ipês, através da ADP, forçava a um “beco sem saída parlamentar”, bem como a um “ponto morto” executivo, que só poderia ser solucionado pelo poder “moderador” das intensamente aliciadas Forças Armadas.

    Leia abaixo mais sobre esta atuação extraoficial do Ipês — Instituto fundado, no papel, para defender a “democracia”, a livre iniciativa e a economia de mercado. Saiba quais foram suas principais estratégias, os nomes de maior relevância e como efetivamente se deu a prática do Escritório de Brasília ipesiano nos corredores do Poder Legislativo:

    Ministros da Justiça e da CGU vão à Câmara para falar sobre denúncias
    Juristas de Exceção: Homem-forte dos anos de chumbo, Buzaid preparou “livro da verdade” para negar torturas
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    1.) COMO FUNCIONAVA

    A ideia, conforme explica Miguel Lins, líder ipesiano citado por Dreifuss, era “aconselhar o Congresso, estar dentro dele, ter um homem do Ipês dentro dele”. Enquanto os outros grupos especializados do Ipês discutiam a conjuntura política do Brasil, unindo figuras militares e empresariais, o GAP utilizava toda essa gama de informações produzidas e coletadas para antecipar manobras no Legislativo e fazer prevalecer os interesses do Ipês. Assim, por meio da ADP — que tinha pouco mais de 150 dos 409 deputados da Câmara em outubro de 1961 —, o Escritório de Brasília conseguia alterar projetos enviados ao Congresso pelo Executivo e fazer aprovar os que o Instituto patrocinava. Faziam parte da estrutura do GAP um escritório político e assessores formais. Seus recursos vinham tanto da sede do Instituto no Rio de Janeiro quanto da de São Paulo.

    Leia: Juristas de Exceção: Homem-forte dos anos de chumbo, Buzaid preparou “livro da verdade” para negar torturas

    Arquivo da Câmara dos Deputados

    “Ter um homem do Ipês dentro do Congresso”: munido de informações, Instituto fazia prevalecer seus interesses no Legislativo

    2) ELES SABIAM QUE ERA ILÍCITO?

    O historiador Hernán Ramírez afirma, em sua tese, que não faltam documentos indicando as inúmeras tentativas de manter essas incursões do Ipês na cena política “no maior sigilo possível”. Por esse motivo — discrição —, uma carta da diretoria do Ipês de dezembro de 1962 ditava a seus membros as diretrizes: “Toda menção ao GAP deve ser suprimida. Talvez deva-se falar em termos de Escritório de Brasília, sem mais explicações”.

    Este cuidado por parte do Ipês indica que suas lideranças estavam cientes de que essa relação direta do Instituto com a classe política era, no mínimo, mal vista — para não dizer ilegal. Não se sabe ao certo de que maneira o Ipês, por meio do GAP, assegurava a lealdade dos parlamentares arregimentados pela ADP, mas Ramírez escreve que o Instituto “patrocinava e até certo ponto controlava” os deputados da ADP.

    Leia também: AI-5 já era debatido cinco meses antes, opondo Costa e Silva e o futuro presidente Médici

    3.) QUEM ATUAVA

    O homem forte do Ipês em Brasília era o banqueiro Jorge Oscar de Mello Flores. Além de ipesiano graúdo e diretor da Sul-América Seguros, o banqueiro do Chase Manhattan Bank foi nome de relevância no setor de seguros privados do Brasil. Ajudou a fundar na década de 1940 a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e, mais tarde, a Consultec (Companhia Sul-Americana de Administração e Estudos Técnicos), firma idealizada por Roberto Campos que emitia pareceres sobre solicitações de empréstimos de empresas estrangeiras perante o BNDE. No GAP, Mello Flores era assessorado pelo escritor Rubem Fonseca. Como o próprio Mello Flores relata, seus principais contatos no parlamento eram os deputados João Mendes (UDN-BA), presidente da ADP; Herbert Levy (UDN-SP), presidente da UDN; Amaral Peixoto (PSD-RJ) e Antônio Carlos Magalhães (UDN-BA), um “baiano que ajudava muito”, nas palavras dele.

    Também em Brasília, quem atuava em função semelhante — porém mais aberta — no Legislativo era o integralista Ivan Hasslocher, que chefiava o Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática). Hasslocher manejou vultosos fundos na campanha eleitoral de 1962, promovendo os candidatos da ala conservadora junto a rádios, jornais, revistas e emissoras de TV por todo o país. A relação entre Ipês e Ibad era bem próxima; as instituições compartilhavam ideais, objetivos e métodos de ação. O pleito de 1962 foi o momento de convívio mais intenso entre os institutos; o Ibad, porém, teve atuação mais descarada do que o Ipês, cuja diretoria era bem mais preocupada com a discrição das ações.

    CPDOC/FGV

    O homem do Ipês no Congresso era o banqueiro Jorge Oscar de Mello Flores II (esq.), chefe do “Escritório de Brasília”

    4.) EM TERMOS PRÁTICOS, O QUE FIZERAM?

    Toda a pressão e os esforços ipesianos no Congresso Nacional tiveram alguns resultados concretos — seriam os chamados “atos de ofícios”? — impactando no cenário político pré-64.

    Veto a San Tiago Dantas
    No dia 28 de junho de 1962, 174 deputados federais votaram para barrar a nomeação do então chanceler San Tiago Dantas ao cargo de primeiro-ministro, após a saída do pessedista Tancredo Neves. Desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto do ano anterior, as forças políticas legalistas costuraram um acordo instituindo o parlamentarismo no Brasil, o que diminuía os poderes da presidência, mas assegurava a posse do vice, João Goulart. Quando Tancredo Neves renunciou, em maio de 1962, San Tiago Dantas era o nome natural à sucessão.

    A partir daí, conforme relata Hernán Ramírez, o ipesiano Jorge Oscar de Mello Flores deu início a uma forte campanha no Congresso contra o líder do PTB. Acontece que Dantas representava a ala mais moderada dentro da legenda trabalhista — opondo-se à ala esquerdista capitaneada por Leonel Brizola. Dessa maneira, San Tiago Dantas era um nome bem recebido tanto pela centro-esquerda, quando por certa parcela do empresariado. Como escreveu o historiador Ramírez:

    Esse político representava a última possibilidade de formação de um governo consensual liderado pela burguesia e sua rejeição representou, de fato, a rejeição pelas classes dominantes de uma composição com o trabalhismo.

    É importante notar, contudo, que os esforços do Ipês não foram a única causa da derrota de San Tiago. O próprio Jango não esteve lá muito empenhado na campanha de seu correligionário. O que ele queria era a antecipação do plebiscito que restituísse seus plenos poderes presidenciais, acabando com o parlamentarismo — o que de fato aconteceria em janeiro de 1963.

    Reformas de Base
    As chamadas “Reformas de Base” eram a principal bandeira política de João Goulart. Sob esse guarda-chuva estavam profundas mudanças nos sistemas bancário, fiscal, urbano, administrativo, agrário e universitário; todas com o objetivo de produzir avanços sociais e reduzir a desigualdade no país. O Ipês, representante das forças conservadoras, era firmemente contrário a essas mudanças, dando início a uma forte campanha para frear o avanço da proposta janguista.

    Se João Goulart tinha um plano de governo, o Ipês também possuía o seu próprio. E fez de tudo para impô-lo sobre o governo: o Instituto dividiu-se em comissões, setorizou as áreas temáticas, realizou grandes seminários, encomendou estudos e publicou incontáveis artigos em jornais para mobilizar a opinião pública. E também contra-atacou com o Escritório de Brasília: “por volta de março de 1963, o Ipês havia submetido à análise do Congresso 24 projetos de lei” sobre o tema, conforme escreve Hernán Ramírez.

    Na ocasião, uma carta (disponível no livro de Dreifuss) do chefe do GAP, Jorge Oscar de Mello Flores, ao líder ipesiano Glycon de Paiva evidencia os esforços do grupo no Legislativo:

    Se for reforçada a organização em Brasília, poderei ativar a elaboração dos projetos de lei consubstanciando as reformas de base. (…) As vantagens [de agir assim] são: fazer passar à defensiva os esquerdistas, petebistas e demagogos, reduzindo suas possibilidades de engendrarem e apresentarem projetos contra o País.

    Eleições de outubro de 1962
    Em outubro de 1962, foram realizadas no Brasil as últimas eleições democráticas antes do golpe que instaurou a ditadura civil-militar. O pleito pôs em jogo no país a totalidade das 409 cadeiras da Câmara dos Deputados, e mais dois terços do Senado Federal, 11 governos e inúmeros deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Conforme aponta Hernán Ramírez, a rede composta por Ipês/Ibad apoiou 250 candidatos a deputado federal, 600 parlamentares estaduais e oito concorrentes a governos estaduais (sobretudo em Pernambuco, onde era grande o empenho para derrotar Miguel Arraes). Como aponta Hernán Ramírez:

    Em troca de favores, os candidatos eram declaradamente compelidos a assinar um compromisso ideológico através do qual eles prometiam sua lealdade ao Ibad acima da lealdade a seu partido e que os comprometia a lutar contra o comunismo e defender o investimento estrangeiro; assim como ligar-se à ADP.

    A ação mais ostensiva de campanha política era feita por Ivan Hasslocher no Ibad, utilizando-se de altas somas de dinheiro vindo de doações empresariais e estrangeiras, como o próprio embaixador norte-americano Lincoln Gordon confirmaria posteriormente, em entrevista de 1977 à revista Veja: “Havia um teto por candidato. O dinheiro era para comprar tempo no rádio, imprimir cartazes. E você pode estar certo de que eram recebidos muito mais pedidos do que podíamos atender”.

    Embora tenha negado em depoimento concedido ao CPDOC/FGV na década de 1990, Jorge Oscar de Mello Flores foi incumbido pelo Ipês de atuar nas eleições. Em atas de reuniões do instituto, o banqueiro aparece compartilhando com colegas ipesianos seu temor pela sua exposição pública. Ele acreditava que talvez tivesse que se desligar do Ipês para preservar sua discrição, razão pela qual disse que precisava de uma sala para atuar fora do espaço físico do Congresso Nacional.

    CPDOC/FGV

    Jango, no centro, cercado de correligionários do PTB: eleições de 1962 aumentou presença do partido na Câmara

    Ponderando as candidaturas das diversas regiões do país no pleito de outubro de 1962, Mello Flores fixou como uma “média sensata” a quantia de 15 milhões de cruzeiros “per capita” (mais de R$ 50 mil, em valores atualizados).

    Embora não tivessem sido poucos os esforços de toda a rede empresarial do Ipês/Ibad para financiar as campanhas, o resultado do pleito de outubro ficou bem abaixo do esperado — o que teria, segundo Ramírez, aproximado as forças conservadoras das alternativas políticas mais “antidemocráticas”, dando início à conspiração. Conforme aponta a pesquisadora Dulce Pandolfi, em breve artigo para o site do CPDOC/FGV, o pleito de 1962 modificaria profundamente a correlação de forças no Congresso:

    O PSD manteve a sua tradicional posição de maior partido, porém o PTB, o partido do presidente, foi o mais votado e passou a ocupar o segundo lugar, suplantando a UDN. Se antes havia uma polarização entre o PSD e a UDN, depois de 1962 ocorreu uma redefinição das alianças e uma maior fragmentação do sistema partidário. Para barrar as reformas, sobretudo a agrária, setores importantes do PSD, por exemplo, alinharam-se à UDN.

    Conforme explica Ramírez, a quantia gasta por essa rede civil-empresarial foi tamanha — cifra que, para ele, pode ter beirado os US$ 20 milhões — que “levantou suspeita geral quanto à nacionalidade e aos objetivos políticos dessas contribuições”. No ano seguinte, seria criada no Congresso uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as origens desse montante de doações insuspeitas.

    Reprodução/Livro Sigla da corrupção, de Eloy Dutra (1963)

    Na contracapa do livro de Eloy Dutra sobre o Ibad, uma foto de Hasslocher com a legenda: “Guardem bem esta cara. Manipula bilhões
    para corromper o processo democrático e transformar o Brasil num quintal dos seus misteriosos patrões.”

    5.) AS AUTORIDADES NÃO DETECTARAM AS ATIVIDADES?

    A partir do momento em que parte do Congresso começou a se movimentar para instaurar a CPI e investigar as doações da campanha eleitoral, foram feitas inúmeras reuniões de emergência na cúpula do complexo Ipês-Ibad com o objetivo de coordenar a estratégia jurídica de defesa dos envolvidos. Ao final da CPI, apenas o Ibad seria considerado culpado de corrupção política; seu advogado, Dario de Almeida Magalhães, era integrante do Ipês.

    Em setembro de 1963, resultado das investigações parlamentares, o governo de Goulart determinaria a dissolução do Ibad, comprovando seu envolvimento ilegal nas eleições da Câmara. O líder do Ibad, Ivan Hasslocher, deixou o Brasil e passou a viver em Genebra. Quanto ao Ipês, porém, a CPI fracassou em estabelecer suas ligações com o Ibad, impossibilitada de quebrar o sigilo bancário de João Batista Leopoldo Figueiredo, presidente do Ipês. Primo-irmão do último presidente do ciclo militar, Figueiredo também era presidente do Banco Itaú, da Scania Wabis e de uma companhia de navegação. Perante a CPI, afirmou que “o Ipês nunca se envolvera em política partidária ou contribuíra para campanhas eleitorais”.

    O fracasso da CPI, segundo Dreifuss, se deu “por três motivos: por fontes financeiras comuns, pela participação de um mesmo membro nas duas organizações ou mesmo por ação conjunta”. O relator da CPI, Pedro Aleixo, que viria a ser o vice-presidente do governo Costa e Silva (1967-1969), embora afirmasse em relatório final que “não foram encontrados vestígios da participação do Ipês no pleito”, era supostamente articulado com a rede Ibad. Porém, conforme pesquisa do historiador uruguaio, “o próprio Hasslocher era membro do Ipês”. Suas ligações eram tão fortes que levaram Mello Flores a comentar que “o Ipês havia meramente se aglutinado ao Ibad”. Dessa forma, conclui Dreifuss, “o Ipês, é bem claro, levava uma vida dupla, tanto política quanto financeiramente”.

    (*) Informações retiradas de Hernán Ramiro Ramírez, René Armand Dreifuss (‘1964: A conquista do Estado’), depoimento de Jorge Oscar de Mello Flores ao CPDOC/FGV em 1996/1997, Dulce Pandolfi, Gabriel da Fonseca Onofre, Osny Duarte Pereira (‘Quem faz as leis no Brasil?’) e outras fontes referenciadas.

    HOJE É O PCC QUE ESTA POR TRÁS DE TODAS ARMAÇÕES !

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  21. O CUSTO DOS GENERAIS-PRESIDENTES

    São palavras de um repórter que não morre de amores pelos militares.

    Os 5 Generais Presidentes.
    Autor : jornalista CARLOS CHAGAS

    “Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos
    difíceis. Claro que, no reverso da medalha, foi promovida ampla
    modernização das nossas estruturas materiais. Fica para o historiador
    do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.”
    Mas uma evidência salta aos olhos:
    a honestidade pessoal de cada um!

    Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

    Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

    Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

    Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

    João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado delamentável conservação.

    OBS: foi operado no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio.
    Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos.
    Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.

    Bem diferente dos tempos atuais, não é?

    Acrescento:
    NENHUM DELES mandou fazer um filme pseudo biográfico, pago com dinheiro público, de auto-exaltação e culto à própria personalidade!
    NENHUM DELES usou dinheiro público para fazer um parque homenageando a própria mãe.
    NENHUM DELES usou o hospital Sírio e Libanês.
    NENHUM DELES comprou avião de luxo no exterior.
    NENHUM DELES enviou nosso dinheiro para “ajudar” outro país.
    NENHUM DELES saiu de Brasília, ao fim do mandato, acompanhado por 11 caminhões lotados de toda espécie de móveis e objetos roubados.
    NENHUM DELES exaltou a ignorância.
    NENHUM DELES falava errado.
    NENHUM DELES apareceu embriagado em público.
    NENHUM DELES se mijou em público.
    NENHUM DELES passou a apoiar notórios desonestos depois de tê-los chamado de ladrões.

    BRASIL

    VOCÊ QUE SABE LER E ENTENDE O QUE LEU,
    COMENTE COM OS QUE NÃO SABEM.
    ELES PRECISAM SER INFORMADOS !!!

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  22. VAMOS DIZER SIM A DITADURA MILITAR! PRECISAMOS CRIAR NOSSOS FILHOS NUM PAÍS DIREITO E NÃO NUM PAÍS GOVERNADOS POR GOVERNANTES APOIADO POR RECOLHAS!

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  23. Esse assunto de golpe de 1964 já deu no saco! Puta merda, ninguém quer se lembra do canalha e ditador Getúlio Vargas que, segundo se lê em livros sérios, foi o ditador mais sanguinário de todos os tempos no Brasil. Para os atuais progressistas (leia-se comunistas) foi o pai dos pobres. Jango sempre foi um canalha extremamente deslumbrado com o morticínio causado pelos soviéticos, juntamente com seu cunhado Leonel Brizola.

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  24. Tudo q os militares federais não surrupiaram os militares estaduais (genericos),surrupiam até hj na meganha nas subprefeituras com esses coronéis da reserva e da ativa

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  25. Com certeza descendente da mais pura linhagem ROTARIANA de CONTE LOPES e TELHADA – que Deus sempre guarde sua guarnição Ten. André.

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  26. sindicatos das arábias kkkkkk polícia civil paulista tem sindicatos? onde ? kkkkkkk só pra receber mensalidades e a tal contribuição anual kkkkkk pelegada, são mais comediantes que comediantes kkkkkkk

    Todos Policiais Civis do Estado mais rico do Brasil , podem sonhar com um sindicato de verdade, não paga imposto mesmo, então pode !

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  27. Ai PELEGADA:

    PÁREM DE BRIGAR ENTRE VOCÊS POLÍCIAS.

    Quando voces catarem seu holerityZINHO no dia do pagamento, principalmente se for num dia insano, LEMBREM DO SEGUINTE:

    Enquanto as polícias FICAM SE MATANDO e MORRENDO PELA MÃO DOS BANDIDOS, os juízes, que ficam SENTADINHOS NO AR CONDICIONADO estão UNIDOS e ganhando A MAIOR GRANA. E muito bem protegidos pelos POLICIAIS todos do país.

    INICIAL de JUIZ ESTADUAL e de PROMOTOR DE JUSTIÇA em São Paulo é mais de R$ 21.000,00

    Pra pagar juiz o governo tem muito $$$$$$$$$$$$$$$$$$, pra pagar polícia NÃO (NENHUMA POLÍCIA, BEM ENTENDIDO).

    Vejam UM ÚNICO exemplo de salário em um TRIBUNAL DE SÃO PAULO (TRF3, na Paulista) EM JANEIRO DE 2014, confiram no site do PRÓPRIO TRF3:

    Clique para acessar o TRF3_Anexo_VIII_JAN_2014.pdf

    CECILIA MARIA PIEDRA MARCONDES
    DESEMBARGADOR FEDERAL (CARGO)
    11000 – DESEMBARGADORA FEDERAL CECÍLIA MARCONDES (LOTAÇÃO)
    0,00
    1.462,43 (VANTAGENS PESSOAIS)
    26.589,68 (SUBSÍDIOS, DIFERENÇA DE SUBSÍDIOS, FC OU CARGO EM COMISSÃO)
    28.722,32 (INDENIZAÇÃO)
    51.672,61 (VANTAGENS EVENTUAIS)
    108.447,04 (TOTAL DE RENDIMENTOS) !!!!!!!!!!!!!!!!!!! MAIS DE CENTO E OITO MIL REAIS !!!!!!!!!!!!!!!!
    4.387,29 (PREVIDÊNCIA PÚBLICA)
    7.911,75 (IMPOSTO DE RENDA)
    13.294,84 (DIVERSOS DESCONTOS)
    0,00 (RETENÇÃO POR TETO CONSTITUCIONAL) !!!!!!!!!!!!!!! SEM TETO CONSTITUCIONAL !!!!!!!!!!!!
    25.593,88 (TOTAL DE DESCONTOS)
    82.853,16 (RENDIMENTO LÍQUIDO (11)) !!!!!!!!!!!!!!!!! O LÍQUIDO DELA EU NÃO GANHO EM 1 ANO !!!!!!
    0,00 (REMUNERAÇÃO DO ÓRGÃO DE ORIGEM)
    0,00 (DIÁRIAS)

    Vou REPETIR: a mulher ganha LÍQUIDO MAIS DE R$ 82.000,00 (OITENTA E DOIS MIL REAIS) por mês.

    NÃO TEM TETO CONSTITUCIONAL PARA A EXCELÊNCIA. (será por isso que o tal Ministro do STF enfiou a filha dele como Desembargadora de um TRF ?????)

    E aproveitem pra CHORAR quando virem os rendimentos DOS DEMAIS humildes FUNCIONÁRIOS COM FUNÇÃO COMISSIONADA – é 20, 30 MIL SÓ A FUNÇÃO.

    Observem que TÉCNICO JUDICIÁRIO é CARGO QUE EXIGE SÓ O ENSINO MÉDIO e tem Técnico Judiciário ganhando líquido MAIS DE 30 MIL só porque ganhou um cargo de confiança como assessor. (e olhem bem os sobrenomes no nepotismo cruzado)

    Enquanto as polícias brigam, os juízes unidos fazem a festa no bem bom.

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