Gabriel Silvestre: Minha formatura na Polícia – Agradecime​ntos. 68

Prezados Amigos,
É com muita felicidade que informo a vocês que concluí meu curso de formação técnico-profissional na Academia de Polícia Civil no último dia 03 de abril de 2012.
Muitas foram as lutas que travei para chegar até este dia mas a todo o momento sempre tive o apoio e incentivo de todos vocês.
O sonho de ser policial surgiu ainda na infância e percorri um longo caminho até sua concretização.
Prestei 8 concurso seguidos para a Polícia Civil de São Paulo, tendo sido reprovado, em geral na última fase, a prova oral, em 7 concursos.
No 8º concurso, para Fotógrafo Técnico Pericial, fui aprovado com a 4º maior nota do concurso na prova oral, todavia, por motivos que todos vocês conhecem, esse concurso teve justamente sua prova oral anulada.
Iniciou-se então um grande desafio em minha vida: lutar pelo meu sonho, pelo meu Direito, pela minha dignidade ou ficar inerte diante do Estado.
Optei, com o apoio de todos vocês pela primeira opção.
Tal escolha acarretou em diversos dissabores, decepções e tristeza em um primeiro momento, porém, me fez conhecer pessoas maravilhosas, me fez crescer espiritualmente, como homem e como profissional.
Em 03 de abril de 2012 não apenas me formei na Academia de Polícia Civil de São Paulo, mas o fiz em primeiro lugar de uma turma de 90 novos policiais e sendo o único de minha turma a ter artigo acadêmico publicado pela biblioteca daquela casa de ensino  (A DISCIPLINA DO PORTE E APTIDÃO PARA O USO DE ARMA DE FOGO POR POLICIAIS CIVIS PAULISTAS)
Como primeiro colocado no curso de formação, recebi meu certificado de conclusão do curso, com média final de 93,17 pontos, das mãos do Dr. Marcos Carneiro Lima, Delegado Geral de Polícia e pude escolher o local onde irei trabalhar.
A partir de segunda-feira, 09 de abril de 2012, assumo meu posto na Equipe de Perícias Criminalísticas SUL, Av. Onze de Junho, 89 – Vila Clementino, zona sul de São Paulo.
Esse triunfo não é apenas meu, mas de todos vocês que sempre me motivaram, aconselharam e não me permitiram desistir ao longo do caminho.
Com isso, deixo aqui consignada minha eterna gratidão a todos vocês!
Muito Obrigado,
Gabriel Silvestre
Fotos da cerimônia de formatura no site da Polícia Civil

Delegado Gilmar Guarnieri afirma que foi denunciado injustamente pelo MP-SP 22

 por Ricardo Faria

 Hoje responsável pelo Primeiro Distrito Policial de São José dos Campos, o conhecido Delegado Gilmar Guarnieri está revoltado com a denuncia de prevaricação feita contra ele pelo Ministério Público Estadual.

A notícia foi publicada com destaque pelo jornal O Vale na edição do dia 27 de março último: “Promotoria acusa 3 policiais e 2 delegados de crimes – Justiça de S. José aceita denúncia contra policiais – Grupo é acusado de extorsão e falsidade ideológica, entre outros crimes; advogado alega inocência”.

Gilmar Guarnieri nega qualquer envolvimento e afirma que, à época dos fatos, não estava no 1º Distrito e sim na Delegacia do Idoso, que também respondia, interinamente, pela Delegacia Seccional de São José dos Campos.

Quando tomou conhecimento da matéria do jornal O Vale, estranhou o texto ao lado da enorme foto da fachada da Delegacia, na Praça Afonso Pena, “Entrada do 1º Distrito Policial de São José dos Campos, onde atuavam os policiais e delegados em agosto do ano passado, data em que os crimes teriam sido cometidos, segundo a denúncia.”

“Eles falam em delegados e eu pergunto: Delegados? Quem são eles? Para mim só existia um, o responsável pelo Distrito.”

“Após quarenta anos de Polícia Civil, é terrível enfrentar uma denúncia dessas. Corro o risco de ser afastado, tenho que prestar contas à Corregedoria e à Justiça. Não fui conivente, não prevariquei. Me sinto horrivelmente prejudicado. Exijo que tudo isto seja esclarecido.”

E foi mais longe: “Quando o Senhor Douglas Firme Figueiredo me procurou na Seccional e me contou que estava sendo ameaçado, imediatamente solicitei a vinda do delegado responsável pelo Primeiro Distrito, Rubergil Violante. Na presença da vítima, ordenei ao delegado que tomasse providências e ouvi dele que os marginais seriam procurados e presos. Me dei por satisfeito. O que mais eu poderia fazer como Delegado Seccional?

Acontece que, alguns dias depois, promotores do Gaerco, de Taubaté, estiveram na cidade, prenderam os acusados, mas, não me comunicaram nada.

Estranhamente, estes mesmos promotores me denunciam, afirmando que não tomei providências, que prevariquei.

Mas, como, se a própria vítima, Douglas Firme Figueiredo, afirma que o atendi bem, que viu quando exigi providências do delegado responsável pelo Primeiro Distrito e até me agradeceu?”

Veja a entrevista do Dr. Gilmar Guarnieri

Depoimento da vítima – Fomos procurar o Sr. Douglas Firme Figueiredo que nos atendeu no Posto Samambaia, na Av. Francisco Longo, onde os fatos ocorreram. Douglas solicitou que as imagens não fossem mostradas. Aqui, basicamente, o que ele nos relatou;

“No mês de agosto do ano passado fui informado pela gerente do Posto Samambaia que dois celulares haviam sido furtados e que tudo tinha sido registrado pelas câmeras de vídeo que possuímos.

Dias depois, estava lanchando na padaria, em frente ao Posto, quando a mesma gerente me disse que os homens que tinham levado os celulares haviam retornado e queriam abastecer um carro.

Fui até lá e pedi para um deles que me acompanhasse até o escritório, no andar de cima, lhe mostrei a fita de vídeo onde ele aparece pegando os celulares e pedi que ele devolvesse os aparelhos.

Nesse meio tempo, chegaram os policiais que prenderam o homem que havia ficado em baixo, se dirigiram ao escritório assistiram a fita e prenderam o segundo homem.

Para minha surpresa, os homens que haviam sido presos me procuraram no Posto e disseram que eu teria que dar R$ 20 mil reais para que eles levassem aos policiais que os tinham prendido.

Eu falei que não concordava e que não daria nada. Eles passaram a me ameaçar, afirmaram que iriam explodir o Posto, que já sabiam onde eu morava e que iriam me pegar. Voltaram mais algumas vezes com a mesma exigência de dinheiro.

Me sentindo acuado, resolvi ir à Delegacia Seccional de Polícia, no Jardim Satélite.

Lá, fui bem atendido pelo Delegado Gilmar Guarnieri que prontamente chamou o delegado responsável pelo 1º Distrito, contou a ele o que estava ocorrendo e ordenou que tomasse providências o que me deixou mais sossegado.

No Posto, comentei os fatos com um Capitão da Polícia Militar que me assegurou que tomaria providências.

Tomei conhecimento que os dois caras que levaram os celulares haviam sido presos, mas, para minha surpresa constatei que haviam sido soltos, passando em frente do Posto.

Voltei a apelar ao Delegado Gilmar Guarnieri. Tenho esposa e filho, estou amedrontado. Sinceramente, não sei mais o que fazer.”

Jornal O Vale – Procuramos o jornal O Vale e o editor chefe, Elcio Costa, afirmou que iria consultar o editor de polícia e que depois ligaria ao Delegado Gilmar Guarnieri.

Ministério Público – Como o processo corre em segredo de Justiça, o espaço para o pronunciamento do Ministério Público está aberto e pode ser utilizado assim que decidam os promotores envolvidos na denuncia.

“Entenda o caso:

FURTO – Em agosto de 2011, dois homens teriam furtado dois celulares de um posto de gasolina na região central de São José.

FLAGRANTE – Dias depois, eles voltaram ao posto e foram levados à sala do proprietário,quando viram as imagens das câmeras de segurança mostrando o furto

POLÍCIA – A Polícia Civil foi chamada por um detetive particular, amigo do dono do posto. Os suspeitos foram levados para o 1° DP

EXTORSÃO – Na delegacia, segundo a denúncia do MP, os três policiais civis teriam pedido R $20 mil para não prender os dois homens acusados de furto no posto

DENÚNCIA – O caso acabou sendo investigado pelo Gaeco do Vale do Paraíba, que denunciou os policiais em março deste ano

PROCESSO – A Justiça de São José acatou a denúncia e abriu um processo contra os acusados,que terão que apresentar defesa prévia “

4Veja a notícia na página impressa

Ricardo Faria – ricardo@vejosaojose.com.br

Policiais civis prendem PM em flagrante dentro do 16º Batalhão da Polícia Militar, no Butantã, ao lado da USP…Mas o coronel Telhada aparece no local do tiroteio e se apresenta ao programa Brasil Urgente como protagonista de um suposto resgate de vítima de sequestro-relâmpago…É muita cara de pau…Que falta faz o comandante Hamilton aê Datena; num inventa…Traz o homem de volta ou fecha essa bagunça…Ajuda nóis pô! 44

Policial Militar ajudava bando em assaltos a casas

  • 6 de abril de 2012
  • 23h38

FABIANO NUNES

O soldado da Policia Militar Rafael Carlos Rebollo Ragate, de 35 anos, foi preso em flagrante, na tarde desta quinta feira, suspeito de ajudar uma quadrilha especializada em assaltar residências em São Paulo. Ele foi detido logo após a Polícia Civil impedir uma tentativa de assalto em uma residência de alto padrão, na Rua Geraldo Nogueira Cobra, no Butantã, zona oeste. Um assaltante foi morto durante a ação e outros fugiram após troca de tiros com os policiais civis da 3ª Delegacia Seccional (Oeste).

O policial militar era investigado há três meses. Neste período, os agentes descobriram que os criminosos mantinham contato com um PM por celular. O militar era responsável por avisar os assaltantes de uma possível aproximação policial. Dessa forma, os bandidos podiam agir tranquilamente. “A sociedade não aceita que um policial que é contratado para combater o crime passe a auxiliar a bandidagem. A ordem é ser muito rigoroso com esse tipo de desvio. Vamos continuar as investigações para saber se existe o envolvimento de outros policiais com essa quadrilha”, declarou o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima.

Na tarde de quinta-feira, os investigadores descobriram que o grupo atacaria uma residência no Butantã e cercou a região. Um vigia, de 52 anos, que trabalha na região há 25 anos, foi rendido por quatro homens, por volta das 16h, na Rua Geraldo Nogueira Cobra, próximo da Avenida Eliseu de Almeida. Ele foi colocado dentro de um EcoSport, com dois assaltantes, onde ficou sob a mira de uma pistola. Enquanto isso, outros criminosos invadiam a residência.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, após a polícia chegar ao local, dois suspeitos tentaram fugir à pé. Os homens que estavam dentro da residência tentaram pular o muro para escapar pelas casas vizinhas. Neste momento houve tiroteio com os policiais.

Na troca de tiros, Rodrigo Mendes de Souza, de 21 anos, foi atingido. Ele foi levado pelos policiais ao Hospital Bandeirante, onde morreu. Segundo a Polícia Civil, com Souza foi encontrada uma pistola, produto de roubo registrado na Delegacia de São Roque.

Durante a troca de tiros, os outros criminosos, que estavam no EcoSport, também tentaram escapar levando o vigia como refém. Na fuga, entraram na contramão de uma rua, sentido Avenida Eliseu de Almeida, e bateram em uma motocicleta dos Correios. Depois da batida, os bandidos fugiram à pé e não foram localizados. O vigia foi liberado após o acidente, sem ferimentos. De acordo com o relato de testemunhas, outra parte da quadrilha, que estava em um Palio azul, também conseguiu fugir do local.

Após essa ocorrência, o PM foi preso em flagrante dentro do 16º Batalhão da Polícia Militar, no Butantã, ao lado da USP. A equipe de investigação tem provas da participação do policial através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Ele trabalhava na Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas). “Ele nunca ia ao assalto, mas passava informações privilegiadas para os criminosos”, disse o presidente do Conselho de Segurança do Portal do Morumbi, Celso Neves Cavallini. “A atitude dele é revoltante. Ele dizia ao grupo quando a polícia estava a caminho e qualquer policial poderia ser recebido a tiros pelos bandidos. Ele ajudou os criminosos a atacarem residências do Morumbi, dos Jardins e de Pinheiros”, informou Cavallini.

Depois de receber voz de prisão, o soldado Ragate foi acompanhado por um sargento da Corregedoria da Polícia Militar até o Presídio Romão Gomes, na zona norte, onde permanecerá preso. Segundo a PM, após a prisão do soldado, foi aberto um processo disciplinar para investigar a atitude do policial. Ao fim desse processo, que pode durar 90 dias, ele poderá ser expulso da corporação.