O adolescente, de 14 anos, suspeito de ter causado o acidente que matou a menina Grazielly Almeida Lames, de três anos, no último final de semana, em Bertioga, poderá ser internado na Fundação Casa.
Segundo o advogado de acusação, José Beraldo, o menor cometeu uma “falta grave”. “Nós entendemos que esse adolescente cometeu uma falta grave, uma conduta infracional, que é passível até de internação nos rigores da Lei”, disse. “Nós gostaríamos que ele fosse internado na Fundação Casa, antiga Febem. Precisamos parar, nesse país, que só filho de pobre vai para a cadeia. Nós queremos uma justiça”, opinou.
O adolescente seria afilhado do empresário José Augusto Cardoso Filho (PSDB), o Zé Cardoso. “O adolescente estava na casa do empresário que se apresentou como padrinho”, falou.
Socorro
Beraldo revelou que tanto o adolescente quanto o seu pai, que supostamente é proprietário de um posto de gasolina, em Mogi das Cruzes, responderão ainda pela omissão de socorro. Isto porque, segundo testemunhas e pelo próprio relato da mãe da criança, o adolescente não prestou socorro. Há ainda a versão de que a família teria fugido do litoral com um helicóptero.
“Precisamos saber se foi simultaneamente com a omissão de socorro. Com esta conduta animalesca de sequer ter amor ao próximo e tentar socorrer a pequena que estava ali, sucumbido, nos braços da mãe. Mas com helicóptero ou por terra, houve omissão do socorro”, justificou. “Nós vamos caminhar o inquérito nesse sentido e que para também o pai, solidariamente, responda pela negligencia de não ter tomado conta do seu filho naquele momento que vitimou a pequena Grazielly. Logo que o vulto atropelou aquela criança, a mãe a pegou no colo e pedia por socorro e quase mais de uma hora para dar socorro. Nós queremos levantar se nesse período, o helicóptero levantou vôo e pôs fuga ao adolescente ao invés de socorrer a mãe. Queremos fazer um apelo à mídia. Que todos aqueles que estavam na praia e que viram os fatos, por favor, podem entrar em contato comigo ou diretamente com o delegado responsável do caso”, solicitou.




















