Uma coisa, o Delegado Roberto Conde Guerra embora não seja ladrão ou corrupto, foi demitido por haver repercutido uma notícia da Rede Globo.
O Delegado Frederico foi demitido por haver tirado das ruas um Juiz bêbado.
O Delegado Carlos Andrade foi demitido, embora seu processo crime não sequer inciado.
Outra coisa, o Promotor Rogério Leão Zagalo disse em uma cota ministerial que infelizmente o policial tinha mirado mal e matado somente um dos roubadores.
Dias atrás a Procuradora de Justiça Nagib Eluf disse em um programa do canal a cabo globo news quando era entrevistada juntamente com o Jornalista Walmir Salaro que no caso Lindemberg Alves faltou um especialista na negociação, pois a Polícia deveria tê-lo matado logo no início.
Por óbvio que a Polícia tem a obrigação de agir com dureza quando achar necessário, mas o que me causa estranheza é que se um Delegado de Polícia ou qualquer Policial Civil houvesse dito a mesma coisa com certeza já estaria sendo sindicado. Por isso digo que o tratamento dado aos Policiais Civis difere radicalmente do dado aos Promotores e até Policiais Militares.
De quem é a culpa pela morte de Eloá? Lógico quem a matou foi Lindemberg, mas ninguém até agora falou da incompetência da Polícia Militar durante as negociações. Não sou especialista, nem pretendo ser em Segurança Pública ou em negociação de sequestro com reféns mas quem tiver olhos para ver que veja e reveja tudo que aconteceu.
A imprensa praticamente conduzindo as negociações, a Polícia Militar permitindo entrevistas para rádios e televisões ao vivo. O sequestrador acompanhando ao vivo e em temo real pois foi televisionado todo atividade policial durante o cerco.
A Polícia Militar indo buscar a menor Nayara e a entregando de volta ao sequestrador. Ora senhores, isso é o exemplo da mais pura irresponsabilidade e incompetência profissional. Será que o comandante da operação permitiria que um filho seu retornasse ao cativeiro depois de ter sido liberado? – Por óbvio que não.
A que se indagar ainda e vou continuar sempre batendo na mesma tecla, porque as negociações quando existem reféns não são conduzidas pela Polícia Civil, pois ao que me parece existe inclusive uma resolução da Secretária da Segurança Pública regulamentando isso. Também a que se indagar o porque do desmantelamento do GER, essa unidade ainda existe?
E se existe, porque não é usada? Se não existe mais, quem e porque a desmantelou?
Continua em curso a desmoralização da instituição Polícia Civil!!!Gostaria de saber os motivos.
Mas vejo que hoje a Polícia Civil é dirigida e conduzida por ex-Policiais Militares, pois o Secretário da Segurança Pública foi oficial da PM. O diretor geral da corregedoria Delegado Délio Montresor também foi oficial da PM e parece-me que o homem tira a farda, mais a farda não sai do homem.
As duas Policias tem funções constitucionais absolutamente definidas, mas parece que hoje quem patrulha as ruas e também investiga é a Polícia Militar, pois antigamente o P2 investigava apenas desvios de conduta de Policiais Militares e hoje afirmo “faz todos os tipos de investigação que são de competência única e exclusiva da Polícia Civil”. Até quando se continuara violando a Constituição?
Já disse e repito que nada tenho contra a instituição Polícia Militar, mas a mesma deve se limitar a cumprir seu papel constitucional de policiamento ostensivo e repressivo e a Polícia Civil deve ter de imediato a coragem por seus Cardeais de assumir seu papel de Polícia Judiciária.
Sou velho o suficiente para lembrar-me que na primeira eleição para o governo do estado em que concorreu Mário Covas a Polícia Civil distribuiu inúmeros adesivos para automóveis com os seguintes dizeres: ” Os Delegados de Polícia advertem o PMDB faz mal a saúde, educação e segurança pública”, bons tempos em que policiais tinham possibilidade de vir a público e dizer oque pensavam sem medo de represálias.
João Alkimin
João Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.com – RÁDIO
http://www.vejosaojose.com.br/joaoalkimin.htm