Delegados se reúnem em ato contra exoneração de colega 15

Com auditório lotado e com várias pessoas em pé, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – Sindpesp, realizou nesta quinta-feira, 20/01/2012, em sua sede social, um ATO DE DESAGRAVO em favor do ex-Delegado de Polícia, Dr. Frederico Costa Miguel, injustamente exonerado pelo Governador Geraldo Alckimin. O evento contou com a participação dos Sindicatos de Delegados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás, bem como das Associações de Delegados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Associação dos Delegados de Polícia do Brasil – Adepol-Br.

Frederico Costa Miguel (à esq), ao lado de George Melão, presidente do sindicato, e Carlos Benito, presidente da Adepol

por Marcela Fonseca

Foi realizado na noite de ontem, na sede do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), no Centro, ato de desagravo a favor do delegado exonerado Frederico Costa Miguel. Representantes de cinco Estados e do DF participaram do evento.

Presidente do Sindpesp, George Melão disse que o ato foi motivado pela “injustiça praticada” contra Miguel, exonerado do cargo em dezembro de 2012. O ato ocorreu após Miguel dar voz de prisão a um magistrado que estaria dirigindo embriagado.

“Frederico estava no estágio probatório e durante [o estágio] existem avaliações semestrais, e todas as avaliações são favoráveis à permanência dele no cargo”, disse Melão, que explicou ainda que foram abertas três acusações contra Miguel. “Nas três os resultados foram positivos para ele” afirmou.

Miguel afirma não estar convencido dos motivos da sua exoneração. “Entendo como decisão política, não me convenço lendo o parecer da Polícia Civil sobre qual foi o motivo da minha exoneração. A decisão foi secreta, sigilosa, da qual eu não fui informado. Lendo a decisão de forma alguma eu me convenço que os motivos apontados tenham sido os reais motivos da exoneração.” De acordo com Melão, o Departamento Jurídico do Sindpesp está estudando o caso e provavelmente será feito pedido de reconsideração ao governador Geraldo Alckmin para reverter o parecer. “Vamos tentar reverter o equivoco; é uma questão de justiça”, completou.

Ex-delegado cumpria estágio probatório

O ex-delegado Frederico Costa Miguel foi exonerado de seu cargo de delegado do 1º Distrito Policial de São Bernardo de Campo, Região Metropolitana, em 27 dezembro do ano passado. Dois meses antes, Miguel deu voz de prisão a um magistrado do Tribunal de Justiça após uma briga de trânsito que aconteceu bem em frente da delegacia.

O ex-delegado  fez sete acusações contra  Francisco  Orlando de Souza, que na época era juiz e hoje é desembargador. “Foram registrados sete fatos típicos que só quem vai dizer se é crime ou não é o Tribunal de Justiça”, disse Miguel. Ele acusou Souza de dirigir embriagado, sem habilitação, desacato e difamação.

Miguel entrou na Polícia Civil em 2008 e cumpria estágio probatório, período que seria encerrado no fim deste ano. O parecer favorável após a conclusão do estágio o manteria na corporação.

fonte: Metro News – 20/01/2012

Um Comentário

  1. Se o delegado for reintegrado será a primeira vez em 20 anos que vejo um sindicato da categoria policial civil lutar pelo seu associado e com resultado positivo.

    Que isso pelo menos sirva de exemplo aos outros sindicatos e associações que vivem de vender convênio médico , colônia de férias e tirar foto pra revistinha.

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  2. Vários policiais foram injustamente demitidos, eu disse D E M I T I D O S. O Dr Conde Guerra e o Dr Frederico são exemplos clássicos que o Governador é muito mal assessorado ou agiu de má-fé, ou os dois….. A Justiça, mais em Brasília, está se aprimorando e já admite rever atos administrativos sem interferir no poder do Executivo em casos ilícitos como estes citados…. mas para isso é preciso ter paciência….muiiiiiita paciência…. e viver de bicos até…….às vezes, a morte.

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  3. Um delegado exonerado que não faz falta no plantão e fizeram tudo isso? Falta mesmo farão os 105 escrivães que pularam fora ainda na acadepol dos 357 nomeados. Quero ver manifestação para isso agora. Se os delegados apoiassem as demais classes, com certeza haveria reciprocidade, não acham?

    fonte: https://flitparalisante.wordpress.com/2012/01/20/ja-sairam-as-primeiras-baixas-do-ultimo-concurso-de-escrivao/#comments

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  4. SE ESSE DR , FOSSE DEPENDER DO SINDICATO DOS DELEGAS DE SP ESTARIA NUM
    MATO SEM CACHORRO O FORTE TA SENDO OS SINDICATOS DE OUTROS ESTADOS.

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  5. HIPOCRESIA do caralho !!! uma porrada de colegas exonerados injustamente e nunca fizeram nada….independente de ser delegado… polícia é todos, não é so delegado…ou acham que somos o resto!!! sou solidário a todos os policiasi que foram injustamente exonerados, eu disse todos!.

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  6. É isso mesmo Emersom, nos meus quase 5 quinquenios de polícia, já ví muitos tiras, escrivães, agentes e carcereiros serem demitidos INJUSTAMENTEEEEEEE (conheço pessoalmente vários), somente viraram estatísticas da tal via rápida, sem condenação, sem positivo, sem porra nenhuma. Alguns estão treze, ,abandonados e ninguém nunca fez porra nenhuma por estes. Será que um pequeno deslize cometido por um de nós não seria passível de outro tipo de punição do que simplesmente ser demitído???? Será que não veem que perde-se o que foi investido na formação daquele policial, bem como o pr´prio, existindo uma defasagem tão grande de policiais??? Será que não se vê que pode fabricar um inimigo que conhece tudo do nosso lado, porque quando bate o desespero ninguém segura. Gostaria muito que toda essa forma de demissão fosse revista e CHEGA DE INJUSTIÇAS!!!!!!!!Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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  7. No primeiro tópico sobre o caso do Dr. Frederico eu escrevi que nunca havia visto alguém exonerado em estágio probatório ser reintegrado, bem como duvidava que tal hipótese pudesse ocorrer.

    Bem, estava enganado, ainda hoje no DOE saiu uma reintegração nestes moldes.

    Atos do Governador
    SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
    Decretos de 20-1-2012
    Considerando reintegrado, em cumprimento ao acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento da Apelação Cível com Revisão 440.215-5/9-00, no serviço público, no período de 3-6-99 a 9-4-2002, Marcelo Barbosa, RG 14.092.875, correspondendo-lhe os vencimentos e demais vantagens do cargo de Investigador de Polícia de 5ª Classe, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, em vaga decorrente do falecimento de Manoel João Pestana da Corte, observados o Regime Especial de Trabalho Policial e a Escala de Vencimentos da LC 731-93;

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  8. Publicamente e, com sinceridade de coração, agradeço a DEUS, primeiramente!

    Muito obrigado a todos pelo apoio e torcida.

    Certamente, a Justiça prevalecerá! Agradeço ao SINDPESP, ao corajoso e honrado Dr. George Melão (Presidente do Sindpesp), ao brilhante e destemido Jornalista João Alkimin, ao incansável guerreiro Dr. Roberto Conde Guerra, aos Eminentes juristas que abrilhantaram o ATO DE DESAGRAVO; ao Valente, eterno e honrado Delegado-Geral de honra da Polícia Civil, Dr. Abrahão José Kfouri Filho (que nos brindou com um belíssimo e inesquecível discurso); a todos os colegas que compareceram, aos familiares, à minha namorada, aos colegas e amigos que, mesmo não podendo comparecer, enviaram suas mensagens de apoio e orações.

    Muito obrigado aos nobres e amigos Escrivães e Investigadores – e demais carreiras – que estão torcendo por mim e pela Justiça! Sem os operacionais, não existiria Polícia Civil!

    Obrigado aos amigos e valentes Policiais Militares que se solidarizaram com a minha situação; aos meus amigos promotores, juízes, deputados, vereadores, advogados (Dr. Mário Lúcio Quintão, Conselheiro Federal da OAB), enfim, agradeço a todos pela impressionante torcida!

    Por fim, agradeço ao amigo e sempre presente Deputado Federal Vicentinho que tanto apoio tem me prestado!

    Aguardamos ansiosamente a decisão do Governador Geraldo Alckmin!

    Fraternal abraço,

    Frederico Costa Miguel.

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  9. Eminente DELEGADO DE POLÍCIA, Dr. Frederico Costa Miguel:

    Vossa reintegração à Instituição, assim como a reintegração do Dr. Roberto Conde Guerra, será a reintegração do respeito devido à sociedade, ao Estado de Direito, à Polícia Civil e à hoje combalida carreira de delegado de Polícia!

    Estamos JUNTOS!

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  10. operacionais sempre foram exonerados, mas ultimamente estão exonerando delegados de polícia porque cumprem o que determina a lei, então podem fechar a porta e apagar a luz, acabou a polícia civil.

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  11. sergio :É isso mesmo Emersom, nos meus quase 5 quinquenios de polícia, já ví muitos tiras, escrivães, agentes e carcereiros serem demitidos INJUSTAMENTEEEEEEE (conheço pessoalmente vários), somente viraram estatísticas da tal via rápida, sem condenação, sem positivo, sem porra nenhuma. Alguns estão treze, ,abandonados e ninguém nunca fez porra nenhuma por estes. Será que um pequeno deslize cometido por um de nós não seria passível de outro tipo de punição do que simplesmente ser demitído???? Será que não veem que perde-se o que foi investido na formação daquele policial, bem como o pr´prio, existindo uma defasagem tão grande de policiais??? Será que não se vê que pode fabricar um inimigo que conhece tudo do nosso lado, porque quando bate o desespero ninguém segura. Gostaria muito que toda essa forma de demissão fosse revista e CHEGA DE INJUSTIÇAS!!!!!!!!Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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  12. Essa manifestação por reintegração poderia ser coletiva e incluir outros nomes que também foram demitidos injustamente por exemplo Dr. Conde Guerra e outros das demais carreiras.

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  13. A atitude do ex-delegado Frederico Costa Miguel, em dar “voz de prisão” a um magistrado por crime ou crimes afiançáveis, demonstra por parte dele desconhecimento das leis e consequentemente despreparo para o cargo.
    Afinal de contas, pergunto eu, em que faculdade ele se formou?!.
    Os magistrados, diz lei complementar à Constituição Federal, não podem ser presos em flagrante delito, salvo se por crime inafiançável. Ora, os crimes atribuídos ao mencionado magistrado pelo ex-delegado são todos eles afiançáveis. Então, por diabos o ex-3.ª classe (com jeitão de 5.ª) resolveu dar “voz de prisão” ao juiz? Para mostrar que era o bom da boca? Deu no que deu!…
    E não adianta esse movimento todo de sindicatos, associações, deputados etc. A decisão foi dada e já foi cumprida; portanto, Inês é morta!…
    ..

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