Revolta da Vacina às avessas…( Quem realmente deu a ordem? ) 13

Enviado em 15/01/2012 as 10:29 –  por Luiz Chiaradia

 Há 98 (noventa e oito) anos – no Rio de Janeiro – teve lugar uma dos mais infelizes episódios de nossa história: a revolta da vacina. Naquela ocasião, a desinformação generalizada de uma população majoritariamente ignorante e analfabeta dificultou sobremaneira a ação governamental direcionada à vacinação compulsória da população para a erradicação da varíola, bem como para o combate da febre amarela e outras pestes que assolavam a então Capital Federal.

Contudo, a revolta popular não se restringia ao medo da seringa, ou da agulha da injeção: ao contrário, a população pegou em armas, revoltada que ficou com desapropriações de edifícios no centro do Rio, que em sua maioria constituíam-se em habitação coletivas (cortiços), que posteriormente deram lugar à imensa reforma urbana que se materializou em largas avenidas e bulevares.

Quanto à vacina, propriamente dita, segundo os historiadores, a revolta da população residia em dois aspectos distintos:

(i) a obrigatoriedade e

(ii) o perdimento da privacidade, pois tudo que é obrigatório, em geral causa descontentamento, e, o que é obrigatório e invade a privacidade, geralmente causa revolta.

Ora, imaginem – no início do século XX – um pai de família, católico e tradicionalista (tradição derivada do tempo do imperito, recentemente derrubado pela república), pobre ou rico, se ver obrigado, ele próprio, a mostrar partes intimas de seu corpo, para serem espetadas por agentes de saúde…

Imaginem mais: este mesmo pai de família permitir que sua esposa e filhas também revelassem suas partes pudicas aos sobreditos agentes, para o mesmo fim…

Era revoltante!

Ocorre que as medidas saneadoras do governo, naquela ocasião, indiscutivelmente eram necessárias, todavia, o que se criticou foi a forma como foram adotadas…

Mediante violência! “Na marra”!

Na ocasião, inclusive, tropas federais e estaduais foram empregadas para debelar a ação da população revolta.

O saldo: a morte de várias pessoas, a prisão de outras tantas, que inclusive, ao que consta, foram “deportadas” para o longínquo então território do Acre.

Centro de São Paulo em janeiro de 2012: Parece uma edição Piratininga da Revolta da Vacina…

Dezenas de policiais militares mobilizados para tomar de assalto determinada região da capital, que em razão do descaso do governo estadual, notadamente nos últimos 17 (dezessete) anos, passou a ser conhecida como “cracolândia” (terra ou território do crack).

Pois bem, no centro da cidade mais desenvolvida e rica do Brasil e uma das maiores metrópoles de todo o mundo, há alguns quarteirões habitados por indigentes, que o estado de São Paulo esqueceu-se de acudir nos últimos 17 (dezessete) anos…

Todos sofreram com isso:

(i) a prefeitura, com o acumulo paulatino de indigentes na região, tratando-se de homens, mulheres e crianças habitando cortiços e logradouros públicos, em busca dos baratíssimos cristais de crack;

(ii) comerciantes e proprietários de imóveis da região, que viram seus negócios prejudicados e seus bens desvalorizados em razão da “criação” de uma verdadeira “zona franca” de consumo de crack naquelas imediações, também e sobretudo por negligência do governo do estado;

(iii) a população que acuada, deixou de freqüentar aquelas imediações, com medo dos assaltos promovidos pelos usuários enlouquecidos pela droga;

(iv) a segurança pública, que desmoralizada por não conseguir debelar o tráfico naquelas imediações, passou a ser considerada conivente, muito embora, na maior parte das vezes não o fosse.

Enfim, ninguém lucrou com a cracolândia, senão alguns traficantes, que por seu turno, também acabam assassinados por rivais, numa sucessão de crimes que não tem fim.

Foi nesse diapasão, que no passado o governo municipal e o governo do estado chegaram a por à pique uma quadra inteira na região, para desalojar usuários e traficantes que habitavam infectos “hotéis de viração” e não menos infectos cortiços. Ainda se pode ver a área demolida, pois nada lá foi construído até agora.

Então, novamente o município e o estado, juntamente com o poder judiciário, defensoria pública e ministério público decidiram tomar providências para erradicar de vez problema do crack no centro de São Paulo.

Tudo parecia adequado: o Estado entraria com a Polícia Militar, apoiada por Juízes e Promotores. O município com assistentes sociais e vagas para internação de viciados.

Parecia um “relógio suíço”!

Ação de primeiro mundo…

Só que alguém se precipitou!

 Antes da hora “H” do dia “D” definidos pela prefeitura e pelo estado para deflagrar a operação, um contingente de Policiais Militares tomou de assalto a cracolândia, e como se fosse impossível deter todos os viciados e traficantes que por lá transitam e habitam, os policiais militares viram suas presas escaparem por entre seus dedos, para fugirem para regiões periféricas aos “Campos Elíseos”, desta feitas, viciados e traficantes se refugiando em bairros nobres como Higienópolis, Pacaembu, Perdizes, Barra Funda e adjacências…

A operação deflagrada pela Policia Militar poderia ser apelidada de “operação metástase”, eis que espalhou um problema crônico, de um determinado e isolado ponto do mapa municipal, para vários bairros que até então não sofriam com esse tipo de problema…

E o próprio Comandante da Polícia Militar foi pego de surpresa, porque a ação foi ordenada por um subordinado, sem prévia consulta ou autorização!

O prefeito ralhou, o governador se disse surpreso e o Secretário afirmou que nada sabia. Depois disseram que foi mero desencontro, mas na verdade, o que se verifica é ausência de unidade de comando!

Aí o Ministério Público – com toda a razão – reclama e instaura inquérito, e o Secretário chama os promotores de pirotécnicos e oportunistas, sendo que ele próprio pertence àquela instituição…

 Guardas Civis Metropolitanos reclamam da defensoria pública, que distribuiu panfletos alertando os dependentes químicos, sobre os seus direitos civis, o que, em tese teria comprometido a operação de contenção, como se alertar pessoas sobre seus direitos, prejudicasse ações policiais…

 Só se forem ilegais e abusivas!

Enfim, enquanto ninguém se entende, tiros de projéteis de borracha são disparados, bombas de efeito moral são detonadas, pessoas são algemadas e presas, enquanto os traficantes, como ratos, abandonam o local para iniciar novas vendas em outros rincões…

Nesse meio tempo, uma única equipe do tão criticado DENARC, numa só “tacada” apreendeu mais droga, que todo o efetivo Polícial Militar destacado para a fracassada operação “dor e sofrimento” (ou algo do gênero)…

Isso sem disparar um tiro!

De outro lado, a imprensa divulga imagens de indigentes desesperados (provavelmente viciados em abstinência), correndo de um lado para o outro, como zumbis de um filme “D” de terror.

Eis a pergunta que assalta a mente de todos: Quem realmente deu a ordem?

Luiz Antonio Saboya Chiaradia

Advogado Criminalista

Um Comentário

  1. POUCO IMPORTA QUEM DEU A ORDEM, MAS O TRABALHADOR HONESTO QUE MORA NA REGIÃO CENTRAL DA CIDADE TÁ COM O SACO CHEIO DE VICIADO TOMANDO DROGA AO RELENTO OU CAGANDO E MIJANDO EM QUALQUER LUGAR À VISTA DE TODOS, ISTO POR QUE ELES TEM O DIREITO DE IR E VIR E FICAR. COMÉRCIOS SÃO FECHADOS E EMPREGOS DEIXAM DE SEREM GERADOS, ISTO SEM FALAR NAS ESCOLAS QUE FALIRAM POIS OS PAIS NÃO TEM SEGURANÇA DE MANDAREM SEUS FILHOS ESTUDAREM SEM SEREM A VIR INCOMODADOS COM AMEAÇAS DE VICIADOS VAGABUNDOS.
    PORTANTO TODO MUNDO QUE GANHA BONS SALÁRIOS E QUE MORAM EM LUGARES BONS, ONDE NÃO EXISTE ZUMBIS PERAMBULANDO LHES INCOMODANDO PEDINDO DINHEIRO E LHES AMEAÇANDO GOSTAM DE FICAREM DANDO PALPITES. VÃO SE FUDER. NÃO GOSTARAM QUE A MERDA SE ESPALHOU E ESTÃO SE SENTINDO INCOMODADOS.
    ISTO É O RESULTADO DAS POLÍTICAS DE GOVERNANTES FROUXOS PRINCIPALMENTE DE UM PARTIDO QUE ESTÁ HÁ MAIS DE 17 ANOS NOS PODER DO ESTADO DE SÃO PAULO, NO QUAL A SEGURANÇA PÚBLICA, A SAÚDE E A EDUCAÇÃO POUCO EVOLUIRAM.
    O CRIMINALISTA ACIMA DEVERIA ERA FAZER O SEGUINTE QUESTIONAMENTO: “A QUEM INTERESSA ESTE ESTADO DE COISA E QUEM É QUE FATURA, GANHA O LUCRO COM A DESGRAÇA ALHEIA SEJAM DE VICIADOS OU DE MORADORES DA REGIÃO DA CRACOLÂNDIA.
    PROCURAR CULPADOS NA POLÍCIA É FÁCIL, POIS ELA SEMPRE SERVIU DE ESCADA PRA FILHO DA PUTA QUE NÃO CONHECE A REALIDADE DA VIDA VIR CRITICAR O SERVIÇO QUE SEUS HOMENS, TRABALHADORES HONESTOS FAZEM.
    PORTANTO AOS CRÍTICOS DE PLANTÃO DO TRABALHO POLICIAL E QUE GANHAM ÓTIMOS SALÁRIOS E COMISSÕES E QUE MORAM DISTANTE DA REGIÃO DA CRACOLÂNDIA, QUESTIONEM QUEM JÁ GANHOU COM A DESGRAÇA ALHEIA E AINDA ESTÁ GANHANDO COM ISSO. É MAIS CORRETO E HONESTO DO QUE SÓ FICAR ACHANDO CULPADO NA POLÍCIA.

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  2. Domingo, 15 de Janeiro de 2012
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    Passar no meio dos ‘noias’ é assustador
    14 de janeiro de 2012 | 23h55 | Tweet este PostCategoria: Drogas

    ARTUR RODRIGUES

    “O doce de leite chegou”, grita um traficante de crack. É rapidamente cercado por viciados. De repente, uma explosão. Uma bomba é atirada do alto de um prédio, na direção dos usuários de drogas. Alguns fogem e outros, com dedos em riste, simulando um revólver, fazem ameaças aos moradores.

    Essa foi uma das cenas dramáticas presenciadas pela reportagem nos cinco dias em que viveu na cracolândia. As noites foram passadas em dois hotéis, nas ruas Guaianases e Helvétia.

    Por toda a região, o clima é de tensão e guerra. De um lado, moradores e comerciantes acuados pela multidão de viciados sem rumo. De outro, “noias” sendo tocados por PMs e seguranças armados de porretes. Atos simples como ir ao trabalho ou à padaria tornaram-se um problema para quem vive não só na Luz como em bairros próximos, como Santa Cecília e Santa Ifigênia, para onde os dependentes têm migrado. Em várias ruas, há grupos de viciados nas calçadas, intimidando quem passa a pé. “Minha filha já tem 13 anos, mas agora tive de voltar a levá-la à escola”, lamenta o garçom Elcio Dias, de 46 anos, morador da Rua Guaianases, na Santa Ifigênia.

    Da janela dele, é possível ver o mercado livre da droga em que se transforma a rua todo dia, a partir das 18h. Traficantes gritam alto para vender, enquanto viciados aparecem com toda sorte de objetos, na tentativa de conseguir ao menos meia pedra. Em uma ocasião, um rapaz carregava até um enorme exaustor.

    Passar no meio da multidão de “noias” é assustador. A todo momento, rapazes com cachimbos na mão oferecem crack. O cheiro forte provoca tosse e embrulha o estômago. Crianças, idosos e deficientes acendem seus cachimbos simultaneamente

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  3. quemmmmm sabe agora a população ” caia na real ” e perceba o que um partideco de m…faz pelo estado de SP….quemmmm sabe isso se reflita nas eleiçoes ???

    quemmmm sabe né

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  4. O Digno e Nobre causídico é “expert” em Direito Penal, Processual Penal e Direito Administrativo, militando com louvor e salvando o couro de diversos colegas, sempre agindo com ética e honradez, empenhando com sagacidade relevante tecnicidade, incomum fidelidade, e extenso conhecimento.
    É perito em fraudes empresariais!
    Defendeu interesses de colegas do Deic, Denarc, Decap, Demacro, Goe, Corregedoria, Dhpp, independente de carreira e conjuntura econômica, dispensando à todos o mesmo carinho, respeito, Amizade e fidelidade, jamais coadunando com as tiranias da administração pública, promovendo defesas infantes e exaustivas em busca do melhor para seus clientes.
    Foi respeitado Escrivão de Polícia, estimado por irmãos das fileiras, por seu caráter ímpar e exímio labor.
    Conseguiu um feito inédito, abrindo um valioso precedente, obteve sentença emanada da Fazenda Pública reconhecendo a carreira de Investigador de Polícia como cargo técnico, tal qual a carreira de Delegado de Polícia, impedindo que um investigador da Corregedoria fosse demitido por lecionar na Municipalidade.
    O Magistrado reconheceu a tecnicidade do Investigador e impediu que se fosse promovida mais uma barbárie da administração pública! Pela banda do Pinto!
    Ao contrário do que vivenciei no PEPC, senti na pele e lamentei a dor de diversos colegas, vítimas de inescrupulosos advogados que descapitalizavam seus clientes e depois os deixavam perecer à míngua, sem ampla defesa e contraditório, cumprindo meros prazos sem qualquer afinco ou propriedade!
    Quantos colegas ficaram presos, muito tempo, desvalidos de qualquer atenção…
    E suas famílias…
    No meu processo, esse distinto profissional sacramentou um legado de respeito ao próximo, caridade, tecnicidade e devoção apaixonada à advocacia, e ao seu representado, incondicional e abnegadamente!
    Obrigado Doutor Luiz e seus honrosos pares, Doutores André, Hélio e Pedro!

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  5. escravona :
    quemmmmm sabe agora a população ” caia na real ” e perceba o que um partideco de m…faz pelo estado de SP….quemmmm sabe isso se reflita nas eleiçoes ???
    quemmmm sabe né

    Infelizmente aqui em São Paulo tá tudo dominado!!!!!!!!!!!!!!!

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  6. Eu acho que demorou demais!!! Anos de omissão do estado fizeram nascer aquilo.
    Mas repito: tem que internar viciado compulsóriamente ou eles vão continuar no bairro perambulando atrás de droga.

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  7. O HOMEM QUE SABIA DEMAIS :POUCO IMPORTA QUEM DEU A ORDEM, MAS O TRABALHADOR HONESTO QUE MORA NA REGIÃO CENTRAL DA CIDADE TÁ COM O SACO CHEIO DE VICIADO TOMANDO DROGA AO RELENTO OU CAGANDO E MIJANDO EM QUALQUER LUGAR À VISTA DE TODOS, ISTO POR QUE ELES TEM O DIREITO DE IR E VIR E FICAR. COMÉRCIOS SÃO FECHADOS E EMPREGOS DEIXAM DE SEREM GERADOS, ISTO SEM FALAR NAS ESCOLAS QUE FALIRAM POIS OS PAIS NÃO TEM SEGURANÇA DE MANDAREM SEUS FILHOS ESTUDAREM SEM SEREM A VIR INCOMODADOS COM AMEAÇAS DE VICIADOS VAGABUNDOS.PORTANTO TODO MUNDO QUE GANHA BONS SALÁRIOS E QUE MORAM EM LUGARES BONS, ONDE NÃO EXISTE ZUMBIS PERAMBULANDO LHES INCOMODANDO PEDINDO DINHEIRO E LHES AMEAÇANDO GOSTAM DE FICAREM DANDO PALPITES. VÃO SE FUDER. NÃO GOSTARAM QUE A MERDA SE ESPALHOU E ESTÃO SE SENTINDO INCOMODADOS.ISTO É O RESULTADO DAS POLÍTICAS DE GOVERNANTES FROUXOS PRINCIPALMENTE DE UM PARTIDO QUE ESTÁ HÁ MAIS DE 17 ANOS NOS PODER DO ESTADO DE SÃO PAULO, NO QUAL A SEGURANÇA PÚBLICA, A SAÚDE E A EDUCAÇÃO POUCO EVOLUIRAM.O CRIMINALISTA ACIMA DEVERIA ERA FAZER O SEGUINTE QUESTIONAMENTO: “A QUEM INTERESSA ESTE ESTADO DE COISA E QUEM É QUE FATURA, GANHA O LUCRO COM A DESGRAÇA ALHEIA SEJAM DE VICIADOS OU DE MORADORES DA REGIÃO DA CRACOLÂNDIA.PROCURAR CULPADOS NA POLÍCIA É FÁCIL, POIS ELA SEMPRE SERVIU DE ESCADA PRA FILHO DA PUTA QUE NÃO CONHECE A REALIDADE DA VIDA VIR CRITICAR O SERVIÇO QUE SEUS HOMENS, TRABALHADORES HONESTOS FAZEM.PORTANTO AOS CRÍTICOS DE PLANTÃO DO TRABALHO POLICIAL E QUE GANHAM ÓTIMOS SALÁRIOS E COMISSÕES E QUE MORAM DISTANTE DA REGIÃO DA CRACOLÂNDIA, QUESTIONEM QUEM JÁ GANHOU COM A DESGRAÇA ALHEIA E AINDA ESTÁ GANHANDO COM ISSO. É MAIS CORRETO E HONESTO DO QUE SÓ FICAR ACHANDO CULPADO NA POLÍCIA.

    Sempre a culpa é do outro… Se a polícia de fato fizesse a sua função não teria chegado na situação que chegou, quer seja o governador do PSDB, PT, PCdoB, etc…
    Se a Policia Federal fizesse as suas atribuições, dentre as quais, apurar tráfico de entorpecentes…
    Se a Polícia Civil também fizesse, por meio do seu departamento especializado.
    Se a Polícia Militar também fizesse, por meio da sua ostensividade.

    Agora, o que acontece na realidade é que… Policial Federal… quer saber de mídia.
    A Polícia Civil, não quer saber de investigar e qdo o negocio aperta dá uma cana pra falar que esta vida…
    A Polícia Militar… quer o famoso ciclo completo… oras… ciclo completo se não consegue fazer direito nem a sua função constitucional.

    Dai falar… ahhh a culpa é do cara que mora em higienópolis pq vira a cara para o menos necessitado. A culpa é do governo que não apoia a polícia…

    Ahhh.. pára de conversinha vai.

    Coloquem o efetivo da Polícia Civil para investigar… que é a sua função. Acabem com as VTR’s caracterizadas e cobrem produtividade de SERVIÇO.
    Coloquem a o efetivo da Polícia Militar para patrulhar OSTENSIVAMENTE… acabem com as inúmeras VTR’s descaracterizadas da PM e cobrem blitz… abordagens… tolerância zero.

    Sobre a cracolândia… sério que tem alguém que acredita que toda esta ação tem alguma finalidade social??? estão de brincadeira né… A “nova luz” é um mega empreendimento imobiliário e de obras que gerará milhões de lucro…

    E tem gente que ainda acha que é “o policial” por intrujar pedras de crack nos noias e afirmarem que são traficantes… cada uma viu. Piada.

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  8. RONALDO :Eu acho que demorou demais!!! Anos de omissão do estado fizeram nascer aquilo.Mas repito: tem que internar viciado compulsóriamente ou eles vão continuar no bairro perambulando atrás de droga.

    Concordo contigo. Deveria haver internção compulsoria dos zumbis.

    Agora… anos de omissão mesmo do Estado, mas isso engloba o governo, por meio do seu governador, e as polícias que não fizeram o seu papel e deixar nascer aquele submundo.

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  9. nao vou aqui criticar a operaçao da pm,nao cabe a mim tal critica.
    so faço uma pergunta, se essa operaçao fosse feita feita pela policia civil sera que o tratamento seria igual pelo secretario?claro que nao,no minimo todos os envolvidos seriam afastados quiça demitidos.quando se fala da policia civil as coisas sao bem diferentes ou nao é?o triste e acharem que so existe corrupçao na pc quando todos sabemos que nao é bem assim.na pc os envolvidos sao demitidos e escrachados e na outra?que momento ruim que vivemos nesse pais e nao vejo melhora a curto prazo.

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  10. “O HOMEM QUE SABIA DEMAIS”:
    Minha crítica não é com relação à polícia, uma vez que ela é comandada pelo governo… Minha critica também não é reflexo daquilo que a população mais abastada ou mais miserável pensa sobre o tema. Minha crítica revela apenas a minha opinião pessoal, que pode ser aceita ou não. Depende da consciência de cada um…
    Aliás, todas essas questões são de “alta indagação” e estão mui além dos resultados ou motivações, que foram obtidos ou que motivaram a operação realizada no território do crack (cracolândia).
    Questiono apenas o motivo ou as motivações que levaram a operação ser deflagrada antes do que deveria… E esse questionamento é legitimo para advogados, juízes, desembargadores, procuradores, promotores, delegados, policiais de um modo geral, além, sobretudo, da população, rica, pobre ou remediada!
    Qualquer operação tática – fundamentalmente – possui um objetivo claro e preciso. Nesse sentido, certamente desalojar viciados, apenas por desalojar, não é estratégia compreensível, pois o fato de viciados passarem a habitar ou frequentar logradouros mais ricos, não pode, nem deve ser compreendido como solução para que a população compreenda o problema como um todo, mesmo porque, nesse caso, a maior parte da população sequer saberia do que se trata o assunto…
    Muito menos para compreender-se que a remoção de viciados dificulta a logística do tráfico, porque tal interpretação seria meramente pueril, para não dizer infantil!
    Aliás, desalojar os verdadeiros “zumbis” que habitam ou habitavam, ou melhor, que orbitavam e continuarão a orbitar o centro de São Paulo – “à grosso modo” – parece representar um esforço para leva-los à periferia (o que seria muito pior, em minha opinião).
    Logicamente, um policial – principalmente militar – não pode questionar as motivações políticas da antecipação da deflagração daquela operação policial. Questão de hierarquia, e não de ideologia! Muito menos de lógica policial…
    Nem, tampouco, o Governador, ou seu secretário, e, muito menos seu comandante de polícia se colocarão contrários aos resultados da operação… Isso seria o equivalente a disparar um tiro em seus próprios pés!
    Melhor a contemporização…
    Acontece que à revelia do TJ/SP (como declinado pelo próprio Desembargador Malheiros) e à revelia do Ministério Público, e consoante se infere de diversos depoimentos jornalísticos, também à revelia da prefeitura municipal e da própria Polícia Judiciária, a operação foi deflagrada…
    Isso é fato que não se contesta!
    Pergunta-se: O sucesso dessa operação dependia exclusivamente da ação tático-militar, ou também dependia da ação social do governo – como um todo – para amparar os viciados (lê-se doentes) e tentar modificar a realidade das ruas?
    Mais ainda: será que membros do Poder Judiciário e do Ministério Público se revoltaram contra a operação, simplesmente porque os direitos civis de viciados – já maiores – foram violados, ou porque, com a antecipação se perdeu a chance de recolherem-se os menores das ruas – esses sim em condições de recuperação –, nas quais inexoravelmente encontrarão seus piores destinos?
    Será que Desembargadores e Promotores questionaram a ação policial – repito – precipitada, porque se sentiram preteridos pela mídia, ou porque realmente possuíam um projeto factível, que foi legado à inexigibilidade, por uma ação precipitada e quiçá irresponsável?
    Caso o Sr. entenda que minhas críticas são contra a polícia, lamentavelmente devo dizer-lhe que se encontra “redondamente” equivocado. Não são…
    Ao contrário: critico o fato de se utilizar do aparato publico – mais uma vez da polícia – para a realização duma operação, que na prática, não alcançará nenhum resultado efetivo (devo dizer em minha opinião, porém o tempo julgará minhas ponderações… ).
    Digo isso como advogado criminalista, porque certamente o Sr. há de concordar que nenhuma operação policial desencadeada contra o tráfico (sem o efeito surpresa ) restará vitoriosa… Penso ser este um consenso…
    Tampouco restará vitoriosa operação contra o tráfico, que possuir como alvo o dependente químico (aliás, como já alertaram os representantes do Ministério Público)!
    Ora, se a lógica fosse contrária às minhas conclusões, certamente a Lei 6368/76, há muito teria erradicado o tráfico em nosso país… Contudo – ao contrário – foi revogada por outra, que embora não tenha “descriminalizado” o consumo, a ele – como figura típica – não atribuiu pena restritiva de liberdade, senão para casos crônicos de toxicomania, todavia, na esfera médica e não prisional!
    Mas, o que me revolta, como advogado, lamentavelmente é comprovar que pessoas comuns consideram como “razoáveis”, operações com o nítido intuito de espalhar geograficamente a criminalidade! Ledo engano…
    Em outras palavras, se fosse uma guerra, poder-se-ia dizer tratar-se de mera “vitória de Pirro”…
    Desculpe-me, talvez não me tenha feito entender corretamente: não critiquei a PM ou mesmo ao governo diretamente, ou à polícia de um modo geral. Antes critiquei a ausência de unidade de comando, que (ao meu ver) restou claramente demonstrado pela imprensa…
    Pura falta de planejamento!
    Mais uma vez, desculpe-me, pois não considero ser culpa dos soldados, policiais ou agentes governamentais, o verdadeiro fracasso daquela operação. Antes é culpa de “alguém” que tomou uma decisão de forma precipitada, pois, à revelia de todos os interessados (Judiciário, MP, Prefeitura, Governo, etc.).
    Daí porque insisto: culpa de quem? Quem realmente deu a ordem?
    Em minha opinião (como advogado e ex-policial), não se deve adular o serviço precariamente executado, simplesmente porque ele foi feito!
    Derradeiramente, desculpe-me, por minha opinião divergir da sua, porém, recordo-o que se trata apenas de uma “questão de opinião”.

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