De: Portal do Governo do Estado de São Paulo <saopaulosite@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 25 de outubro de 2011 20:25
Assunto: SP aumenta em 27,7% salários de policiais e agentes penitenciários
Para: dipol@flitparalisante.com
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Desembargador agredido será indenizado por colega
O desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), terá que indenizar o também desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro por danos morais. Ele agrediu o colega com uma cabeçada dentro do posto bancário de uso exclusivo de magistrados, na sede do tribunal. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a sentença que condenou Garcez ao pagamento de R$ 50 mil.
Segundo testemunhas, alguns dias antes da agressão, Garcez estendeu a mão para cumprimentar Zéfiro, porém foi ignorado e chamado de “fingido”. No dia da agressão – na frente de vários colegas –, Zéfiro se dirigiu a Garcez em tom sarcástico perguntando se ele continuava falando mal dele e, posteriormente, tentou segurar em seu braço. Garcez respondeu ao gesto com uma cabeçada que fraturou o nariz de Zéfiro e feriu seu próprio supercílio. O acontecimento foi amplamente divulgado pela imprensa.
A vítima ajuizou ação de reparação por danos morais, julgada procedente pelo juízo de primeiro grau, que condenou o agressor ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil. No julgamento da apelação, porém, o TJRJ considerou a agressão legítima defesa. Para o tribunal estadual, a conduta de Zéfiro no dia que antecedeu a agressão foi injuriosa, e deu margem para Garcez pensar que o suposto cumprimento do colega era o início de uma imobilização física. Portanto, a sua reação seria condizente e proporcional ao dano anteriormente sofrido.
Dessa forma, o tribunal concluiu que não havia responsabilidade civil de Garcez, e que “se houvesse culpa, seria concorrente e em idêntica proporção, o que excluiria o dever de indenizar”. A vítima recorreu, então, ao STJ.
Dinâmica dos fatos
O ministro relator, Sidnei Beneti, votou pelo não provimento do recurso, assim mantendo o entendimento do acórdão estadual. Porém, a ministra Nancy Andrighi iniciou divergência, no que foi acompanhada pelos demais ministros da Turma. Para ela, a “conclusão do TJRJ encontra-se em descompasso com a própria dinâmica dos fatos delineada no acórdão estadual”.
“Não se pode admitir como proporcional ao questionamento feito pelo colega a reação do agressor de imediatamente desferir um golpe com a cabeça, com força tal que fraturou o nariz da vítima e cortou o supercílio do próprio agressor”, asseverou a ministra. Para ela, não existe registro de nenhuma conduta que permitisse a Garcez supor que Zéfiro pudesse adotar qualquer atitude tendente à violência física.
A ministra considerou o dano causado por Garcez muito mais grave que o dano supostamente evitado. Segundo ela, a conduta dele configurou legítima defesa putativa – na qual o agressor incorre em equívoco na interpretação da realidade objetiva que o cerca, supondo existir uma situação de perigo que, aos olhos do homem médio, se mostra totalmente descabida –, o que não exclui a responsabilidade civil.
Além disso, a ministra ressalvou que, mesmo que se pudesse cogitar a existência de legítima defesa real, um de seus pressupostos é a moderação no uso dos meios necessários para afastar a agressão injusta e, no caso em questão, a reação do agressor “claramente ultrapassou os limites do indispensável para repelir essa ofensa, caracterizando excesso culposo”.
Ainda segundo a ministra, a concorrência de culpas também não se aplica, pois a conduta do agressor foi “absolutamente desproporcional ao comportamento” da vítima. Dessa forma, a Terceira Turma, por maioria, restabeleceu a sentença que condenava o desembargador ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil.
Superior Tribunal de Justiça – O Tribunal da Cidadania
Foi sancionado, na tarde desta terça-feira (25/10), o Projeto de Lei Complementar (48/11), que dispõe sobre a reestruturação da carreira de Delegado. O Governador, Geraldo Alckmin, afirmou que já deixou agendada folha suplementar para o dia 18 de novembro. O pagamento será retroativo ao dia 1º de julho de 2011.
FONTE: http://www.adpesp.org.br.
ALGUÉM TEM INFORMAÇÃO SE O PLC 47/11 TAMBÉM FOI SANCIONADO.
25/10/2011 – 09h46
Facção criminosa paulista atua em 16 Estados do país
DE SÃO PAULO
Tráfico de drogas no Rio Grande do Sul, assalto a banco em Alagoas, roubo de carga no Ceará e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Em comum, esses crimes têm a participação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Levantamento feito pela Folha com promotores, delegados, policiais federais e secretários de Segurança apontou atuação do PCC em 16 Estados (AL, BA, CE, MA, MG, MS, MT, PB, PE, PI, PR, RN, RS, SE, SP e TO).
O número de Estados com ações recentes do grupo é o dobro do constatado pela CPI do Tráfico de Armas da Câmara em 2006. A expansão é atribuída principalmente a fatores econômicos (mais negócios) e a mudanças em sua hierarquia. Para autoridades, a migração ganhou força a partir de 2006, ano dos ataques da facção em SP, graças ao aumento da repressão no Estado e à busca por novos mercados.
“O vínculo aqui começou há quatro anos, quando presos maranhenses foram para presídios federais e tiveram contato com criminosos do PCC”, afirmou Aluísio Mendes, secretário de Segurança Pública do Maranhão. Segundo ele, quando retornaram ao Estado, os presos “vieram com a ideia de fundar uma célula do PCC” e criaram o PCM (Primeiro Comando do Maranhão).
Editoria de Arte/Folhapress
O mesmo ocorreu em Alagoas. Segundo o delegado Paulo Cerqueira, da Deic (Divisão Especial de Investigação e Captura), o PCC se infiltrou a partir de 2009.
Para o coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Sérgio Adorno, a descentralização do PCC favorece seu crescimento porque o comando pode ser reconstruído quando algum membro é preso ou sai da organização.
Nos Estados, autoridades e especialistas afirmam que o PCC tem dois modos de atuação. O primeiro é a associação com grupos criminosos locais, que oferecem pessoal e recebem, em troca, armas, “know-how” e drogas.
Em Pernambuco, a PF desarticulou, em fevereiro, uma quadrilha ligada à facção que distribuía drogas com vans e motoboys para BA, PI e CE a partir de Salgueiro (PE). O segundo modo de atuação é a criação de uma espécie de filial.
Em geral, os novos aliados são arregimentados dentro de presídios por criminosos do PCC oriundos de outros Estados, que foram transferidos ou presos na região. Como forma de atrair novos membros, a facção oferece apoio jurídico e financeiro para parentes ou faz ameaças violentas, como detectado em prisões do PR.
Segundo autoridades de AL e CE, grupos criminosos locais enviam dinheiro para contas de laranjas ligados à facção. “Há várias pessoas do PCC aqui no Estado que mandam 20% de todas as operações para São Paulo”, afirmou Francisco Crisóstomo, do Departamento de Inteligência Policial do Ceará.
Ué, falaram que isso non ecxiste!!!!! hahahahahahah
E-mails revelam taxa de retorno de 25% em AL”
Publicado por Redação em 25/10/2011 as
07:48
Arquivado em Política
“A Polícia Federal abriu inquérito para investigar “provável ocorrência de
crimes de corrupção passiva e ativa envolvendo o relacionamento de pessoas
vinculadas ao governo do Estado de Alagoas, o Banco Panamericano e outras
instituições financeiras nacionais”. A sucessão de e-mails entre os executivos
que ocuparam o alto escalão do Panamericano sugere que o governo alagoano teria
cobrado “taxa de retorno” de 25% sobre cada parcela de uma dívida com dez
instituições.
Os e-mails […] que a PF encartou ao inquérito sobre rombo de
R$ 4,3 bilhões no Panamericano relatam que, no período de fevereiro a dezembro
de 2006, Alagoas deixou de pagar todas as operações de crédito consignado,
embora tenha descontado os valores da folha dos servidores. Na ocasião, o chefe
do executivo era Luís Abílio, que assumira o cargo em substituição ao governador
Ronaldo Lessa (PDT).
Os e-mails citam frequentemente Luiz Otávio Gomes,
secretário de Planejamento do governo Teotônio Vilela (PSDB), como personagem
central da negociação. O secretário retornou ontem de viagem à Itália.
A
coleção de mensagens eletrônicas destaca que a “taxa de retorno” pode ter sido
destinada à campanha eleitoral tucana no Estado. “O pagamento do retorno poderá
ser a título de doação para campanha do PSDB mediante recibo ou emissão de nota
fiscal por empresa de comunicação que será indicada pelo secretário”, anotou
Luiz Carlos Perandin, gerente operacional de consignação do Panamericano, no
e-mail de 10 de agosto de 2010.
O delegado Milton Fornazari Junior, que
conduz a devassa no Panamericano, pediu encaminhamento de cópias das mídias com
os e-mails para a Delegacia de Defesa Institucional da PF “a fim de lá ser
instaurado devido inquérito policial para apurar eventual crime eleitoral”.
A
maior parte dos e-mails é endereçada a Rafael Palladino, ex-presidente do
Panamericano. A PF pediu prisão preventiva de Palladino, que estaria usando
laranjas para ocultar patrimônio ilícito. O juiz Douglas Camarinha Gonzales não
autorizou a prisão, mas confiscou seu passaporte e o proibiu de deixar o País. A
advogada de Palladino, Elizabeth Queijo, disse que não vai se manifestar até que
ele preste depoimento.
No caso do Panamericano, o débito de Alagoas somava R$
3,08 milhões. Em 10 de agosto de 2010, Perandin destacou que “recentemente todos
os bancos foram procurados individualmente” pelo secretário de Planejamento “que
se apresentou como assessor especial do governador, sendo discutida proposta do
governo para liquidar o débito em quatro parcelas”.
Luiz Otávio Gomes teria
se deslocado a São Paulo para se reunir com os bancos credores e acertar as
condições do pagamento a título de “retorno”. Perandin calcula que o pagamento
dos 25% sobre o valor principal (R$ 2,71 milhões, já descontada correção
monetária) representou o montante de R$ 678,5 mil. Ele recomendou: “É
conveniente que o pagamento não seja efetuado diretamente, mas sim por um
terceiro sem vínculo operacional com o banco”.
Em 23 de agosto, a menos de
dois meses das eleições, e-mail de Perandin a Rafael Palladino informa sobre a
visita de Luiz Otávio. “Acabei de falar com o secretário. Ele receberá o
contrato assinado, protocolado pela Secretaria da Fazenda, e disse que amanhã
estará em SP para negociar o retorno.”
Em 17 de agosto, Perandin diz que o
secretário ratificou que a “única forma de liquidarem o débito é efetuar o
pagamento na forma abaixo, retorno de 25% sobre o principal e devolução integral
da correção monetária”.
O banco avaliou que o governo de Alagoas não
transformaria a dívida em precatório judicial – título que o credor leva décadas
para receber. “Essa possibilidade nos parece pouco provável dado o interesse que
há em receberem o retorno financeiro da operação”, escreveu Perandin”.