E A SEGURANÇA SEM SECRETÁRIO 129

O secretário sem segurança

Soraya Aggege 22 de março de 2011 às 9:20h

 Até onde vai a crise que expõe duas facções do governo Alckmin? Desgualdo, aliado de Saulo de Castro é acusado de espionar Ferreira Pinto (foto), seu superior. E agora os delegados ameaçam entrar em greve. Por Soraya Aggege. Foto: Marlene Bergamo/ Folhapress

Até onde vai a crise que expõe duas facções do governo Alckmin?

O roteiro é de filme B. Um homem da confiança do governo vende dados sigilosos sobre a segurança pública a empresas do próprio governo, que anuncia dados parciais otimistas da redução da violência. O servidor é afastado, mas as informações vendidas continuam restritas aos compradores, “para não alarmar a população”. O chefe da polícia, anunciado como um caçador de corruptos, é espionado, acusado de revelar o caso a um jornalista. Os espiões são autoridades filmadas em ação e o chefe alvo da arapongagem faz uma devassa na corporação. Nas bases, policiais civis e militares se dizem insatisfeitos e os delegados ameaçam entrar em greve. Qual é o pano de fundo da trama produzida nas últimas semanas na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que consome 11,9 bilhões de reais por ano para proteger os 42 milhões de paulistas?

A guerra se dá entre dois grupos, como em outubro de 2008, quando as polícias Militar e Civil entraram em confronto aberto nas ruas da capital. Desta vez, acontece no interior dos altos gabinetes. De um lado estaria o atual mandatário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, policial militar por 15 anos, secretário herdado por Geraldo Alckmin da administração José Serra e com tênues ligações com o PSDB. De outro, a turma do ex-titular da Segurança, atualmente no comando da Secretaria de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, da confiança de Alckmin, mais afeito à Polícia Civil e ao partido.

Era de se imaginar que Saulo de Castro levaria vantagem. Não é o caso. Ele acumula derrotas. Primeiro, o afastamento de Kahn, seu aliado. Agora, a demissão de Marco Antonio Desgualdo, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cargo que ocupava por indicação do atual secretário de Transportes. Desgualdo, em parceria com o ex-delegado Paulo Sérgio Oppido Fleury, filho do temido Sérgio Paranhos Fleury, o torturador da ditadura, e mais três colegas, seria o responsável pelo vazamento das imagens das câmeras de segurança do Shopping Higienópolis que mostram o encontro entre Ferreira Pinto e o jornalista Mário César Carvalho, da Folha de S.Paulo. Dias depois, Carvalho assinaria a reportagem sobre os negócios de Kahn.

Não bastasse, denúncias da existência de uma máfia no Departamento de Trânsito provocarão uma mudança radical no órgão. Ele passará a ser subordinado à Secretaria de Gestão. Os cargos de delegados de trânsito serão extintos e os 859 policiais a serviço do Detran irão para delegacias comuns. O governo estadual promete punir e eliminar as ilegalidades.

Espanta, como sempre, a falta de reação a tantos escândalos. A oposição na Assembleia Legislativa acaba, como de costume, esmagada pela maioria governista. O Ministério Público continua em silêncio. Em consequência, Kahn, o vendedor de informações públicas, permanece sem ser ouvido. Quando denunciado, o ex-servidor declarou que havia montado a empresa por recomendação do então secretário de Segurança Saulo de Castro. “O caso é muito grave. Convocar o Khan seria o mínimo, e nós tentamos, mas acham que macularia a imagem do governo. Infelizmente, em São Paulo, o Legislativo é proibido de fiscalizar. Assim, a publicidade do caso se dá apenas em torno da espionagem entre esses grupos, o que mascara a situação. O caso em si perdeu força”, analisa o deputado estadual Major Olímpio (PDT), ex-policial militar.

Olímpio foi o autor de um pedido frustrado de uma CPI da Segurança Pública em 2007, logo após os ataques de facções criminosas em São Paulo. À época, como hoje, a oposição era minoria na Assembleia, mas, por conta do apelo popular, conseguiu reunir 38 assinaturas, seis a mais do que o necessário. Em vão. “Na última hora, sob forte pressão do governo, sete deputados retiraram suas assinaturas. Alguns me disseram chorando: ‘Estou com vergonha de olhar para você, mas não posso’”.

O deputado possui informações sobre o pano de fundo da crise da segurança pública e expõe situações que não aconteceriam hoje se investigadas a tempo. “Não vejo como briga de grupos. Vejo, de um lado, um grande marketing policial em São Paulo e, de outro, fatos realmente assustadores, como a venda de dados sigilosos, estatísticas fantásticas, subnotificação da violência, plantões fechados, corrupção, tortura, um enorme déficit de policiais muito mal remunerados e insatisfeitos, cortes orçamentários no setor. E nada é investigado.”

Estudioso das estatísticas e baseado em informações de funcionários, o parlamentar aponta: a redução da violência no estado não é sentida nas ruas e parte dela se justifica pelas subnotificações. “Até a redução de homicídios propagandeada pelo governo (10,4 assassinatos por 100 mil, menor índice do País) é uma tendência nacional e não poderia ser diferente no estado que detém o maior PIB. Há subnotificações de quatro para cada roubo ou furto, porque a população só registra os casos quando precisa do Boletim de Ocorrência. E hoje muitos plantões da periferia ficam fechados.”

Um dos dados mais graves apontados pelo deputado é que, durante 22 meses de governo, Serra cancelou concursos públicos para policiais e cortou verbas da segurança, o que ampliou o déficit de policiais civis e militares e aumentou os descontentamentos. “O Alckmin herdou um buraco negro nas duas polícias. Não se acham policiais no mercado e a formação de novos leva um ano e meio, do edital à farda.” De acordo com Olímpio, há um déficit de 6 mil PMs e 4 mil civis. Para compensar a falta na PM, afirma, o governo instituiu os “bicos oficiais”. Na Civil, os delegados acumulam funções em várias cidades e ameaçam entrar em greve. Na PM, não há ameaça de greve, considerada motim na corporação, mas a insatisfação é crescente. A Secretaria da Segurança Pública alega que gasta 10 bilhões de reais de seu orçamento com a folha e nega a existência de deficiências no setor.

A presidente da Associação dos Delegados de Polícia no Estado de São Paulo (Adpesp), Marilda Pinheiro, anuncia que a categoria decidiu entrar em greve no início de abril e adianta que o clima é muito tenso entre os delegados. Outras entidades ameaçam acompanhar a paralisação. Segundo ela, embora as reivindicações sejam salariais, a situação chegou “ao limite” quando foi anunciado que 900 dos 3,2 mil delegados estão sob investigação. “Não nos interessa a briga política que pode haver entre eles. Agora estão fazendo uma caça às bruxas, como se todos os delegados fossem corruptos. Estão jogando nossos nomes na lama”, afirma, antes de concluir: “O que acontece na verdade é que estamos prestando péssimos serviços à população: faltam delegados, investigadores, escrivães, não temos tecnologia suficiente, as delegacias caem aos pedaços e acumulamos plantões”.

Torce-se para que a greve tenha mesmo o objetivo de expor os problemas estruturais e não apenas servir de base para uma reação corporativista. Manter o controle e a vigilância sobre a atividade policial – e, portanto, investigá-la quando necessário – é dever do Estado

Liberdade de expressão no Funcionalismo Público Paulista…( escreveu no Portal do Nassif, a Corregedoria leu: o coitado de phodeu ) 30

>nome suprimido para poupar o autor de um PAD
para  dipol@flitparalisante.com

data 22 de março de 2011 22:01
assunto

Liberdade de expressão no Funcionalismo Público Paulista:
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  Liberdade de expressão no Funcionalismo Público Paulista:

     Mesmo após mais de 20 anos do fim da ditadura e da promulgação da constituição de 88, os funcionários públicos de São Paulo continuam a mercê de regras cerceadoras de seus direitos, sendo que o principal deles, o direito a livre expressão do pensamento, não pode ser exercido, pois são ameaçados ou mesmo punidos por se manifestarem. Qualquer forma de expressão que diferir do pensamento do Palácio dos Bandeirantes e das instituições públicas estaduais é sujeita a punição.  Não há liberdade para que se possam expressar críticas ou sugestões, ou mesmo poderem demonstrar a população os problemas e a realidade vivida pelas instituições públicas paulistas, com transparência e verdade, para que a população possa conhecê-las melhor, e assim poderem ter condições de exigir uma melhor prestação do serviço público, baseado no conhecimento técnico e transparente expresso pelos funcionários.
Os funcionários públicos paulistas estão proibidos de se manifestar sobre qualquer assunto que se refira as instituições em que trabalham, bem como ao governo do estado, sendo que não podem se expressar, nem mesmo como cidadãos comuns, pois caso sejam identificados, são ameaçados e punidos com sindicâncias.
Escrevi as palavras acima, pois sou funcionário público estadual, sou funcionário da secretaria de segurança pública do estado de São Paulo e escrevo já há algum tempo no “Portal Luis Nassif”, bem como em alguns outros blogs e sites de opinião. No ano passado, em meio às eleições, expressei claramente minhas opiniões sobre política e outros temas correlatos, sempre respeitando as instituições públicas e seus funcionários. Jamais tentei atribuir falsas informações ou manipular idéias, principalmente no que diz respeito ao que foi escrito sobre as instituições públicas paulistas e o governo do estado. Qualquer mensagem de blog ou mesmo tópicos que foram publicados, jamais foram ofensivos ou serviram para denegrir a imagem de qualquer instituição pública, simplesmente reforçava a realidade vivida e sabida por qualquer funcionário público que vive o cotidiano destas instituições. A represália instituída e exarada pelos órgãos corregedores do estado contra os funcionários, que expressam sua práxi funcional com transparência, reflete uma visão ditatorial e de afronta ao direito constitucional de liberdade de expressão, remontando tempos negros da ditadura. O fato é que muitos de nós estamos sendo ameaçados e estamos respondendo sindicâncias apenas por estarmos expressando nossos pensamentos sobre nosso cotidiano e sobre a administração, que, diga-se de passagem, está cada vez mais distante dos funcionários, não ouvindo suas reivindicações ou sugestões, e  criando espaço para discussões e críticas, pois afinal de contas, são os funcionários quem conhecem e sabem as necessidades funcionais, pois são os que trabalham e vivem o seu cotidiano junto a população que atende. Muitas vezes o funcionário público é taxado injustamente de preguiçoso, ou mesmo omisso ou vagabundo, mas poucos sabem as dificuldades enfrentadas, a falta de recursos e a proibição de expressar a população os problemas e carências existentes.
Na verdade escrevi tudo isso para lhe dizer; que fui comunicado hoje, que vou responder uma sindicância pelo que escrevi no “portal Luis Nassif” , sendo que já havia sido intimado a comparecer na corregedoria para investigação preliminar, onde me foi mostrado cópias de textos que publiquei no Portal Luis Nassif, e que estão sendo usados contra mim nesta sindicância, reforçando o que pensei: que a investigação preliminar seria apenas uma ameaça, e que não estamos seguros de nosso direitos constitucionais de livre expressão, quando trata-se do governo do estado de São Paulo. É lamentável que no ano de 2011, mesmo após mais de 20 anos do fim da ditadura, ainda tenhamos que sofrer este tipo de perseguição, que fere a constituição de nosso país e a nossa liberdade de expressão.
Não sou o único que está respondendo apenas por expressar o que pensa, são muitos, mas gostaria apenas de expressar minha revolta sobre este fato obscurantista e reacionário, pois sei da nossa luta pela democracia e pela liberdade, e sei que não devemos nos abater no caminho da verdade, pois esta luta nunca tem fim, enquanto houverem  ( e sempre haverão) homens que se utilizam do que é público, com o intuito de obter vantagens, na busca obcecada pelo poder.

Eu…

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE!

Delegado-geral, Marcos Carneiro de Lima ( AGORA COMANDANTE DA PM ), diz que busca qualidade: O pessoal (policiais) do Interior, apesar de ser gente boa, não tem técnica…( Respeitosamente: a sua técnica, a técnica de seu antecessor e a técnica do Desgualdo são dispensáveis pela “gente boa” do interior ) 104

Enviado em 21/03/2011 às 22:56 – ESPERANÇA

José Luiz Lançoni, Elen Valereto, Rita Magalhães e Allan de Abreu

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Hamilton Pavam

Delegado-geral, Marcos Carneiro de Lima, diz que busca qualidade
A decisão da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo de fechar 53 delegacias da região de Rio Preto com população inferior a cinco mil habitantes nem foi colocada em prática e já é alvo de críticas de especialistas e prefeitos – que prometem se mobilizar para combatê-la – por verem ameaçada a segurança nesses lugares. A mudança foi anunciada anteontem pelo delegado-geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima. O total a ser fechado na região corresponde a um terço de todas as unidades que devem ser desativadas no Estado – 153.

Até o final do ano outras 24 cidades com até 10 mil habitantes ficarão sem delegacias. Com a extinção das unidades civis, o registro de ocorrências de crimes leves ficará a cargo da Polícia Militar. Para não desamparar as localidades menores nos casos de ocorrências graves, o plano é dar vida a superdelegacias, mantidas em cidades maiores. Nessas situações, policiais serão deslocados para investigar e prender os criminosos nos municípios vizinhos. As sedes dessas unidades avançadas, diz a Secretaria de Segurança, “serão estrategicamente definidas pelo alto escalão da polícia”.

Em entrevista exclusiva ao Diário, o delegado-geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima, defende a “reengenharia da polícia” – como a novidade está sendo denominada – como a solução para melhor aproveitamento dos policiais e dos recursos materiais na investigação de crimes graves, a exemplo de homicídios, roubos e tráfico de drogas. “É preciso levar qualidade à investigação de crimes que afetam a vida dos moradores. A mudança tem essa finalidade. Não adianta manter delegacias com estrutura – delegados, investigadores e escrivães – e não ter resultado no esclarecimento dos crimes”, afirmou.

O delegado-geral determinou ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-5) um estudo dos tipos de crimes mais comuns e produtividade das unidades ameaçadas de extinção. “Em condições de alta incidência criminal ou rotas de tráfico as delegacias serão mantidas”, disse.

Trânsito

Esta foi a segunda mudança na estrutura policial anunciada pelo governo na última semana. Além do fechamento das delegacias de pequeno porte, a Secretaria de Segurança perdeu o vínculo com as unidades de trânsito para a Secretaria de Gestão Pública, comandada pelo deputado fernandopolense licenciado, Júlio Semeghini. Os 132 policiais da região que atuavam nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) vão reforçar as equipes dos Distritos Policiais.

Os DPs e demais repartições da Polícia Civil também sofrerão alterações. A estratégia é que haja uma aglutinação e centralização desses departamentos para formar as “superdelegacias”. Segundo o delegado-geral, o serviço de patrulhamento preventivo é responsabilidade da Polícia Militar. O comandante-geral da PM, Álvaro Camilo, irá pronunciar a respeito do assunto amanhã.

Apesar de o delegado-geral afirmar ter solicitado o estudo para definir os critérios que nortearão o fechamento de algumas delegacias, o diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-5), em Rio Preto, João Pedro Cortizo, alega desconhecer a solicitação de dados para o referido levantamento. “Ainda não recebemos nada e somente sabemos das informações que estão sendo divulgadas na imprensa”, disse.

Os delegados Edson Antonio Ermenegildo, Jozeli Donizete Curti, Orestes Carósio Neto e Maurício José Rodrigues, responsáveis, respectivamente pelas seccionais de Catanduva, Rio Preto, Fernandópolis e Votuporanga, além do diretor do Deinter-5 evitaram comentar com a reportagem a mudança e extinção de parte das delegacias. Eles disseram desconhecer oficialmente as mudanças na Polícia Civil e que aguardam comunicado oficial sobre a “reengenharia.”

Otimização

A Secretaria de Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que a proposta para fechar os distritos policiais de cidades com menos de cinco mil habitantes, inicialmente, e com 10 mil, até o final do ano, foi uma sugestão da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP). Para a SSP, a mudança ajudará a otimizar a carência de mão-de-obra, principalmente após a realização dos três concursos públicos que estão previstos.

Ainda segundo o documento, “o projeto de reengenharia das unidades policiais civis, iniciado em 2010 no Deinter 9 (Piracicaba), será estendido para todo o Estado com aglutinação de distritos policiais em um mesmo endereço, visando a melhorar o desempenho da Polícia Civil na investigação criminal, identificação e prisão de autores, recuperação dos bens subtraídos, melhoria da qualidade dos inquéritos policiais e melhoria no atendimento à população”, diz a nota.

Protesto

Para o presidente da Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA), Alberto César de Caires, prefeito de Álvares Florence – cidade que também ficará sem delegacia-, a desativação das delegacias prejudica o atendimento à população e compromete a segurança dos moradores. “A cidade mais perto é Votuporanga e o deslocamento dos policiais até lá demanda tempo”, disse Caires. Ele pretende conversar com deputados estaduais para saber detalhes do projeto.

“Se isso for prejudicar os municípios vamos acionar a AMA e pedir explicações ao governo”, disse .O prefeito de Uchôa, José Cláudio Martins, cidade com 9,5 mil habitantes, que também será afetada em uma segunda etapa da alteração, afirma que comunicará a AMA sobre a situação. “Teremos de nos mobilizar para que a população de nossas cidades não fique prejudicada pela falta de atendimento da Polícia Civil. Essa mudança é um absurdo.”, disse.

Chefe quer Interior com padrão da Capital

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, alicerça as mudanças que pretende implementar na busca por qualidade. Para ele, a “reengenharia” tem como principal objetivo igualar a qualidade da investigação feita no Interior com a feita pelos Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), da Capital. “Isso é para dar oportunidade de o policial fazer uma investigação de qualidade. Não tenha excesso de chefia nem fique desviado da função fim que é combater o crime e prender o bandido”.

De acordo com o delegado geral, o fechamento das delegacias em cidades com menos de 5 mil habitantes ocorrerá de forma paulatina após plena discussão com a sociedade e divulgação pela imprensa com objetivo de “otimizar recursos humanos e materiais em benefício da instituição”.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista que Lima, que tomou posse em janeiro, deu ao Diário:

Diário da Região: De onde surgiu a ideia de fechar as delegacias de pequenos municípios?
Marcos Carneiro de Lima – Queremos melhorar a técnica e a estrutura do policial do Interior. Falei para o governador (Geraldo Alckimin) que precisamos de uma investigação com qualidade e ele entendeu. Queremos deixar claro que a polícia que investiga tem de fazer trabalho de qualidade. O pessoal (policiais) do Interior, apesar de ser gente boa, não tem técnica. O padrão da investigação do Interior tem de ter igual ao do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc). Com mesma técnica e estrutura.

Diário – O objetivo é otimizar mão-de-obra que falta ao Estado?
Lima – É otimizar recursos humanos e materiais em benefício da sociedade,não da instituição. É para dar oportunidade de o policial fazer investigação de qualidade, e não para que tenha excesso de chefia e fique desviado da função fim que é combater o crime e prender o bandido, coisa que ninguém quer fazer. Quando cheguei aqui, há 60 dias, havia na Divisão de Capturas 12 policiais, agora tem 40. Temos mais de cem mil mandados de prisão para cumprir, muitos deles já prescritos. O foco da Polícia Civil hoje é investigar e prender o bandido. Patrulhamento, ronda, ficará a cargo da PM.

Diário – Quando essa reengenharia será implantada?
Lima -Vamos fazer tudo de forma paulatina, mas primeiro vamos apresentar a ideia para a sociedade e imprensa. A complexidade criminal de cada cidade e região será analisada de forma particular. Não haverá camisa de força. Vou forçar bastante a integração das duas polícias (Civil e Militar). Elas precisam se somar para servir o cidadão. Não tem espaço para brigas e vaidades . Queremos fortalecer a polícia ostensiva e a investigativa.

Diário: Quantas cidades no Estado terão as delegacias fechadas?
Carneiro – No primeiro momento, essa implantação ocorrerá nos 153 municípios com menos de cinco mil moradores em todo o Estado. Mas, antes vamos fazer divulgação com a imprensa e sociedade. A polícia quer trabalhar com qualidade para o bem da sociedade.

Diário -Não será mais difícil a investigação nas cidades sem delegacia, já que os policiais estarão em outro município?
Lima – Não. Cada região será analisada de uma forma particular.Por exemplo, três ou quatro cidades próximas concentrarão unidades da investigação. Qualquer coisa que houver o deslocamento será rápido. Os policiais conhecerão o território, porque serão de unidades vizinhas.

Diário: Qual o critério para determinar a aglutinação do atendimento nas delegacias?
Carneiro – As delegacias das cidades-satélite, com mais complexo criminal (maior incidência de crimes graves), assumirão o papel de aglutinadoras.

Diário: A Polícia Militar está preparada para suprir a demanda como o registro de ocorrências?
Carneiro – Forçaremos a integração das polícias. Tanto em uma quanto em outra tem muita gente boa. Quero fortalecer o policiamento ostensivo.

Jales tenta conter ‘onda’

O delegado seccional de Jales, Charles de Oliveira, o único que aceitou falar sobre a “reengenharia” na Polícia Civil, disse que lutará para tentar reverter ao menos parte da medida, a qual deverá deixar 22 municípios daquela região sem delegacias. Ele pretende evitar o fechamento de dez unidades em cidades com menos de cinco e 10 mil habitantes. Dessas localidades, o delegado destaca Aparecida D’Oeste, Pontalinda e Três Fronteiras, consideradas como pontos estratégicos e de alto índice de criminalidade.

“Há municípios que estão localizados em trechos mais vulneráveis e não podem ficar tão afastados da sede, que seria a superdelegacia”, afirma o delegado. Oliveira afirma que a ideia não é interessante para a região, pois há falta de delegados, escrivães e investigadores. Segundo ele, o fechamento “por atacado” deixaria a sensação de insegurança. “Os moradores necessitam da figura de um delegado na cidade e da polícia. Muitas vezes, a autoridade oferece atendimentos e informações e recebe pequenas denúncias devido à proximidade, importantes para aquele local.”

O seccional explica que foi feito um estudo, junto ao Deinter-5, para definir como será a realidade após as desativações, mas que ainda não concluído. “As opções seriam a junção do 1º e 2º Distritos Policiais no mesmo prédio e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Elas permaneceriam com seus nomes e funções, mas no mesmo local.”

Municípios menores, mas que são comarcas, também devem permanecer inalterados na região de Jales – casos de Urânia e Palmeira D’Oeste. “Os efetivos da região de municípios como Dirce Reis, Nova Canaã Paulista e Vitória Brasil, por exemplo, seriam deslocados para as cidades mais próximas e maiores, como Jales e Santa Fé do Sul.”

As Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) de Jales e Santa Fé do Sul, no entanto, devem ser mantidas individualmente, sem junções. “É um trabalho diferenciado e seria um retrocesso se a mudança afetasse esses setores também”, diz. Também procurados pela reportagem, os delegados seccionais de Catanduva, Fernan-dópolis, Rio Preto e Votuporanga apresentaram discursos ensaiados quando questionados sobre as mudanças e evitaram falar sobre a “reengenharia”.
Hamilton Pavam

Calmaria de União Paulista se reflete no trabalho acumulado na delegacia: seis casos de desavenças e pequenos furtos
Tranquilidade em xeque

O fechamento de delegacias em cidades pequenas pela Secretaria da Segurança Pública não agrada aos prefeitos das localidades com menos de 5 mil e de 10 mil habitantes, mais afetadas pela medida. A maior preocupação é que a chamada “reengenharia” diminua a segurança com a desativação das delegacias e perda do efetivo policial.

O prefeito de Mira Estrela, Márcio Hamilton Castrequini Borges, município com 2.827 habitantes, ficou surpreso quando soube que seu município ficaria sem a delegacia da Polícia Civil e informou que irá mobilizar prefeitos da região para evitar a mudança. “Temos poucos funcionários e estamos perdendo o recolhimento de impostos, como o IPVA, pela falta de pessoas para fazer o trabalho de cadastro. Vamos ter de mobilizar os prefeitos da região para tomar uma providência sobre essa situação.”

O prefeito de Uchôa, José Cláudio Martins, com 9,5 mil habitantes, também não aprova a novidade. Ele informa que o efetivo da segurança pública no município é composto por três funcionários e dois estão em processo de aposentadoria. “É um absurdo, pois a segurança é uma questão de honra e deve ser prioridade em todos os municípios. A situação está se tornando um caos. Delegacia inibe a criminalidade.”

Retrocesso

O prefeito de Aspásia, Elias Roz Canos, cidade de quase dois mil habitantes, é outro contrário à reengenharia. “O ideal seria que tivéssemos mais policiais na cidade, e não retirar a delegacia. O que está acontecendo é um retrocesso.” Na cidade de Meridiano, onde existe uma cadeia feminina, o prefeito, José Torrente, acredita que a alteração anunciada pela Delegacia-Geral de Polícia não prosperará. “Não traria benefícios para os moradores.”

Já o prefeito de Ipiguá, Efraim Garcia Lopes, informou que também não estava sabendo da “reengenharia” na Polícia Civil. “Vou aguardar a mudança se concretizar para saber o que vai acontecer. Somente depois poderei avaliar como ficará o município.” O prefeito de Votuporanga, onde está localizada uma das delegacias seccionais do Deinter-5, região de Rio Preto, Junior Marão, afirma que as medidas devem ser tomadas de acordo com critérios técnicos e não políticos para que não prejudiquem as cidades. “

É necessário levar em consideração, principalmente, os índices de criminalidade. A segurança pública é um tema recorrente e essa ‘reengenharia’ deve ser pensada no sentido de melhorar a qualidade dos serviços.” Para Marão, é necessário que seja analisado também como ficarão os profissionais envolvidos. “É preciso analisar a descentralização dessas estruturas para que os profissionais não sejam prejudicados.”

Edvaldo Santos

Prefeito de Mira Estrela, Márcio Castrequini Borges, diz que tentará reverter medida
Região tem 32 cidades sem homicídios em 5 anos

A região de Rio Preto tem 32 municípios sem um único homicídio nos últimos cinco anos, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública. São 100 mil pessoas nessas cidades, onde a criminalidade se resume a furtos de porcos, brigas de marido e mulher e confusões em boteco. A tranquilidade de União Paulista, por exemplo, se reflete no trabalho acumulado na delegacia. São apenas seis, todos para apurar desavenças e pequenos furtos. O delegado Alexandre Del Nero Arid, titular da vizinha Poloni, que dá expediente na cidade às terças e quintas.

Outra ilha de sossego na região é Magda, com 3,2 mil habitantes. O prefeito, Leonardo Barbosa de Melo, atribui a tranquilidade ao trabalho da polícia. Essa bonança, porém, tende a acabar na medida em que grupos criminosos de centros maiores, como Rio Preto e São Paulo, migram para essas pequenas localidades, na visão da socióloga da Unesp Sueli Amdrucioli Félix, especialista em geografia do crime.

Já nos municípios com apenas um homicídio nos últimos cinco anos, a parceria entre a polícia e as prefeituras é apontada como principal fator para o baixo índice de criminalidade em algumas cidades da região. Ibirá, Planalto e Uchoa, são alguns exemplos. “Nós procuramos manter as ruas limpas e bem iluminadas para reduzir a taxa de violência e tornar a cidade mais segura”, diz o prefeito de Ibirá, Nivaldo Negrão.

Além dessas parcerias, o prefeito de Uchôa, José Claudio Martins, aponta o investimento em assistência social como um agente contra a violência. “Os investimentos na área social e no lazer são importantes para combater esse tipo de crime”, diz. O prefeito de Planalto, Silvio Cesar Moreira Chaves, também atribui a tranquilidade ao bem estar da população. “A cidade investe muito em esporte, educação e cultura e está colhendo os frutos”, afirma. Sem homicídios, a maior preocupação dessas cidades é o avanço do consumo e do tráfico de drogas, que acaba gerando pequenos delitos, como furtos e brigas.

Faltou debate com sociedade

O sociólogo da Unesp José dos Reis Santos Filho, especialista em segurança pública, vê o projeto de reestruturação da Polícia Civil com ressalvas. “Em princípio, a decisão é racional, porque não teria sentido manter delegacia em cidades praticamente sem crimes, onde a implantação de uma unidade policial obedeceu mais a critérios políticos do que técnicos. No entanto, faltou discutir melhor o assunto com a sociedade, com as prefeituras. Foi uma decisão unilateral, de cima para baixo, sem pesar possíveis efeitos colaterais”, diz.

Entre os pontos negativos, o especialista aponta a sensação de insegurança na população. “A saída de uma parte do Estado na segurança trará impacto psicológico na população desses pequenos municípios, ainda que essas localidades não enfrentem grandes problemas com a segurança.” Outra ressalva do sociólogo é com relação à sensação de impunidade que a medida pode trazer. “Até que ponto o distanciamento geográfico da Polícia Civil vai incentivar uma criminalidade até então inexistente? Se isso ocorrer, a delegacia retorna ao município? Isso só o tempo irá dizer.”

A qualidade da investigação policial com a nova medida é outra incógnita. “Atualmente, é conhecida a baixa resolutividade da Polícia Civil na condução dos inquéritos. Com a concentração nas tais ‘superdelegacias’, veremos se a eficiência policial melhora. Hoje não dá para fazer nenhum prognóstico.” Para o sociólogo, a medida é uma reação à crise de imagem vivida atualmente pela Polícia Civil paulista. “Desde janeiro, a instituição tem sido mais associada ao lado do bandido do que do mocinho”, compara Santos Filho.

Investigados

Cerca de 800 dos 3.313 delegados de SP, 24% do total, são investigados hoje pela Corregedoria da Polícia Civil. Além disso, recentemente houve pelo menos três episódios que mancham o nome da polícia no Estado. O primeiro foi a divulgação de vídeo que mostra delegados da Corregedoria tirando à força a calça e a calcinha de uma escrivã durante uma revista, que culminou no afastamento dos envolvidos, incluindo o titular da Corregedoria em Rio Preto, Emílio Antônio Paschoal, que na época estava na Capital.

Em seguida veio o afastamento do sociólogo da Secretaria de Estado da Segurança Pública Túlio Khan por vender dados sigilosos da pasta e, por último, o vazamento de vídeo que mostra o secretário Antônio Ferreira Pinto em conversa com repórter do jornal “Folha de S.Paulo” em um shopping paulistano.

Delegado defende entrega de Relints ao MPF Resposta

Fogo amigo

Delegado defende entrega de Relints ao MPF

Por Marcelo Auler

A possibilidade de existirem Relatórios de Inteligência (Relint) “ideológica ou materialmente falsos”, elaborados pelo Setor de Inteligência Policial da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Rio de Janeiro (SR/DPF-RJ), é aventada pelo delegado federal de classe especial Victor Cesar Carvalho dos Santos. Ele tem 42 anos, ingressou no quadro pelo concurso de 1997 e desde 1999 está lotado no Rio de Janeiro.

Comentando a reportagem da revista Consultor Jurídico sobre a briga entre o Ministério Público Federal e a SR/DPF-RJ em torno do acesso dos procuradores da República aos Relatórios de Inteligência, Victor Cesar defende, ao contrário de muitos colegas seus, que “controle externo não é sinônimo de abrir as pernas”, como se diz no jargão policial. Não temer o controle externo é mostrar que há transparência na atuação policial e não temer nada e ninguém, afirma.

Para ele, tentar negar o acesso dos procuradores a estes relatórios de inteligência, justificando a medida como “defesa institucional” do DPF, “é uma forma de esconder os objetivos e condutas do administrador nas áreas de inteligência e correcional”. Já a falta de controle, no seu ponto de vista, gera favorecimentos e discriminação, conforme a conveniência das chefias: “Não ter controle é autorizar o administrador (conveniência e oportunidade) a absolver os amigos e condenar os inimigos”.

Nos seus comentários, o delegado especial diz que é um “engodo” o mote adotado pela administração geral do DPF de “gestão por competência”. E afirma: “Somos todos vítimas do maior e jamais visto ‘estelionato’ na área de segurança pública”. Ele acrescenta, no que pode ser considerada uma crítica às notícias que dão como certo a ida do superintendente do Rio, Ângelo Fernandes Gioia, para o cargo de Adido Policial na embaixada brasileira em Roma: “Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha, não erra e aí é promovido. Isso é gestão por competência”.

O texto encaminhado à ConJur pelo delegado surgiu como defesa do seu colega, o delegado federal Paulo Roberto Falcão, apontado, em Relatório de Inteligência, como membro de uma quadrilha de contrabandista que atuava no Aeroporto Internacional do Rio, na época em que ali chefiou (2/2008 a 3/2009). Embora datado de 2008, este Relint só foi tornado público em 2010, após um desentendimento entre Falcão e o superintendente Gioia. Neste meio tempo, Falcão ocupou a Corregedoria da SR/DPF-RJ, cargo de confiança do superintendente, que jamais poderia ser preenchido por alguém com suspeita de envolvimento criminal.

O próprio Falcão, em comentário postado na reportagem publicada pela ConJur expôs que a “denúncia anônima feita a mim e a três delegados da safra nova, é absolutamente falsa, plantada por canalhas, desafetos prejudicados em seus interesses escusos, e/ou por fantoches/marionetes, e parecem servir a propósitos inconfessáveis”. Para Victor Cesar, tratou-se de um ato “um ato sórdido e criminoso”.

Nos comentários de leitores feitos sobre a reportagem publicada, também o procurador da República, Vladimir Aras, saiu em defesa do delegado Falcão: “A briga do MPF não é contra a PF; é contra certas figuras que têm verdadeira paixão por tudo que é secreto. Na PF há delegados excepcionais. Conheço vários. Um exemplo é o DPF Paulo Roberto Falcão com o qual tive a honra de trabalhar no caso Banestado (Operação Farol da Colina) em Curitiba. Todos os membros do MPF que atuaram naquela força-tarefa (2003-2006) confiavam plenamente na sua integridade e nunca duvidaram do contrário”, escreveu.

Abaixo a ConJur transcreve a íntegra do comentário do delegado Victor Cesar, que na superintendência do Rio já chefiou, entre outras, as Delegacias e Repressão a Entorpecente, do Aeroporto Internacional do Galeão e a Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), o antigo Dops, que cuida da segurança de autoridades e faz investigações de ordem política.

Leia o comentário do delegado Victor Cesar Carvalho dos Santos enviado à ConJur:

“É interessante que todos vejam esse absurdo, para que não sejam vítimas de um ato tão sórdido e criminoso como este cometido contra o DPF Falcão, profissional de conduta ilibada e que merece o nosso respeito.

Como explicar o fato de o DPF Falcão ter sido escolhido e ter tomado posse como Corregedor em 2009, tendo contra si um “Relint” de 2008, que o apontava como membro de um esquema criminoso na Delegacia do Aeroporto? Será que o “Relint” era tão sigiloso ao ponto de não ser de conhecimento do Sr. Superintendente ou de quem o assessora?

E pensar que o mote da Administração Geral é “gestão por competência”. Puro engodo. Somos todos vítimas do maior e jamais visto “estelionato” na área de segurança pública.

Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha, não erra e aí é promovido. Isso é gestão por competência.

Qualquer órgão ou gestão sem controle abre uma porta perigosa para o cometimento de ilegalidades.

O velho e conhecido ditado popular se amolda ao caso: quem não deve, não teme.

Dar uma conotação de “defesa institucional” a negativa ao MPF do controle externo sobre os documentos produzidos nos Serviços de Inteligência ou Corregedoria, é uma forma de esconder os objetivos e condutas do administrador nas áreas de inteligência e correcional. Não ter controle é autorizar o administrador (conveniência e oportunidade) a “absolver” os amigos e “condenar” os inimigos.

A relação entre Polícia e MP deve ser respeitosa e cada um cumprindo sua função constitucional e legal. Controle externo não é sinônimo de “abrir as pernas”, como se diz no jargão policial. Não temer o controle externo é mostrar que há transparência na atuação policial e não temer a nada e ninguém.

Todos conhecem minha postura de defender uma Polícia com mais autonomia e sem ingerência política. Mas isso não quer dizer que possamos estar acima ou a margem da lei.

Com a abertura da “Caixa Preta”, quero ver os responsáveis pelos “Relints”, que por ventura forem comprovadamente ideológica ou materialmente falsos, serem civil, criminal e administrativamente responsabilizados. O “Relint” é, em regra, apócrifo, sob a justificativa de proteger o “homem de inteligência”. Será? E se ele for um criminoso ou estiver a mando deste? Alguém ainda acredita que só haja “santos” nos órgão de inteligência ou corregedorias?

Polícia não é lugar pra frouxo, portanto temos que lutar pelos nosso direitos, sem medo de desagradar a quem quer que seja. O frouxo é pior que o criminoso, pois este a todo tempo renova a chance de ser preso e extirpado do nosso meio. E o frouxo? Esse convive entre nós e nada lhe acontece, pois está sempre escondido, defendendo seus próprios interesses.

A ação ilegal e criminosa contra um policial é uma agressão a todos da instituição e a ela própria. Quem como policial, permite, fingindo que não vê, sob a justificativa de que isso não lhe diz respeito, que é “briga de cachorro grande” ou que é perigoso, não é digno de ocupar tão nobre função. Frouxidão deveria ser considerado falta grave, passível de demissão a bem do serviço público.

Victor Cesar Carvalho dos Santos Delegado de Polícia Federal Classe Especial – Mat. 8081

Marcelo Auler é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2011

Dados sigilosos ?…Caso Khan – roubo a condominio – como eram sigilosos se o Estadao deu a materia ??? 31

jose  anselmo silva

para dipol@flitparalisante.com

data21 de março de 2011 16:10
assuntoFwd: dados sigilosos ??? caso Khan – roubo a condominio
assinado porgmail.com

Como eram sigilosos se o Estadao deu a materia ???
 
Marcelo Godoy, Rodrigo Burgarelli – O Estado de S.Paulo
Dinheiro, celular, joias, relógios, documentos e notebooks são os principais alvos dos ladrões de condomínio. A lógica do dinheiro fácil mostra a razão de esse crime ter atraído sequestradores e ladrões de banco. Em média, os bandidos roubaram R$ 64,2 mil em cada assalto entre 2005 e 2009.

Multimídia. Veja raio X dos ataques a condomínios
O estudo feito pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria da Segurança, mostra que os chamados roubos organizados – cometidos por mais de três ladrões com o uso de armas longas, como fuzis – rendem R$ 113, 9 mil às quadrilhas. Nos roubos praticados pelos chamados pés de chinelo, os ladrões amadores, o valor roubado é, em média, de R$ 51,7 mil.
A análise dos casos mostra que os criminosos invadiram mais de uma unidade do condomínio em 33,7% dos crimes e abordaram de modo violento a vítima em 66,4% dos casos. O método preferido para entrar em um condomínio ainda é o de pular o muro (30%), seguido pelo uso de algum subterfúgio, como a entrega de pizza ou a clonagem do carro de um dos moradores (21,7% do total). A invasão à mão armada da portaria ficou apenas em terceiro lugar (19,1%). “Os ladrões evitam isso porque precisam de tempo para agir e não podem ser descobertos”, afirma o delegado Antônio Carlos Heib.
A CAP constatou que 80,5% dos condomínios atacados tinham algum tipo de equipamento de segurança. “O problema é que a segurança em condomínio nem sempre é feita por pessoal preparado”, diz José Jacobson Neto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância e Segurança (Abrevis).
Tendência de queda. Cerca de 3 mil condomínios no País têm seguranças de empresas. O mercado que movimenta cerca de R$ 140 milhões por ano. Para o vice-presidente do sindicato da habitação (Secovi), Hubert Gebara, há uma tendência de diminuição de roubos. Contribui para isso, segundo ele, a crescente profissionalização da segurança. Segundo Gebara, os novos empreendimentos já são planejados com infraestrutura de vigilância, o que não ocorria alguns anos atrás. “A Polícia Militar e a Polícia Civil também estão trabalhando melhor em prevenção e investigação. Várias quadrilhas foram desbaratadas.”
Preste atenção
1. Para evitar roubos, siga as regras de segurança do condomínio, como aguardar liberação para deixar entrar um visitante ou não conversar com os seguranças durante o serviço
2. Avise antecipadamente as visitas e entregas que está esperando. Caso seja algo inesperado, confirme com exatidão na portaria, antes de descer
3. Quando for realizar festas, passe todas as informações necessárias à portaria, especialmente a lista exata de quem vai participar do evento
4. Mantenha seu veículo trancado e sem objetos à vista na garagem. E sempre acenda a luz interna ou abaixe o vidro ao chegar, para facilitar o reconhecimento pelos vigias
5. O síndico deve evitar a rotatividade de funcionários. Na hora de contratar, não dispense as referências e o atestado de antecedentes criminais
6. Participe das reuniões de condomínio. Todo morador é o maior interessado em preservar a integridade física da família e dos amigos

Carros da PM terão dados de ladrões de condomínio
Agência Estado
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São Paulo – Todos os carros da Polícia Militar (PM) vão carregar os dados dos ladrões e dos roubos a condomínio ocorridos nos últimos 30 dias. A medida faz parte do Programa de Prevenção e Repressão de Roubos a Condomínios adotado ontem pela Secretaria da Segurança Pública. Também foi decidido que a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) criará um banco de dados para armazenar as informações sobre esses crimes. Na semana passada, a secretaria já havia anunciado a criação de uma delegacia que concentraria os casos de roubos contra condomínios – a 4ª Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, que teve suas atribuições redefinidas.
O programa de combate aos roubos, criado por meio de resolução do secretário Antonio Ferreira Pinto, definiu roubos a condomínio como a “ação que tenha por alvo uma ou mais unidades de um mesmo condomínio, ainda que a abordagem à vítima ocorra em local externo, visando à facilitação do ingresso na área condominial”.
Todos os casos passarão a contar com o trabalho conjunto entre os Departamentos de Polícia Judiciária na Capital (Decap) e de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Equipes de policiais serão despachadas para os locais do crime assim que eles ocorram para reunir a maior quantidade possível de dados sobre o caso. Além do Deic e do Decap também serão informadas de imediato as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal. A Academia da Polícia Civil criará em 45 dias um curso para treinar policiais para trabalhar com esse tipo de delito.
São esses dados – como os carros e objetos roubados, além da descrição física dos ladrões – que serão repassados à Polícia Militar para que todas as viaturas que patrulham a cidade mantenham um arquivo com os casos ocorridos nos últimos 30 dias. “A ideia é garantir rapidez na apuração, pois quanto mais rápido o policial começa a apuração, maior a possibilidade de sucesso”, afirmou o delegado Marco Antônio de Paula Santos, diretor do Decap. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Pinheiros, Vila Mariana e Morumbi: os mais visados por ladrões de condomínio
20 de maio de 2010 | 0h 00
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Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo
Três assaltantes invadem o condomínio Ventana na zona sul de São Paulo. Os ladrões são violentos. Vasculham apartamentos por três horas e fazem dez moradores reféns, entre eles um bebê. Depois, fogem sem deixar pista. O caso, que ocorreu ontem no Morumbi, retrata o perfil desse tipo de crime. É o que revela o maior estudo feito até hoje no Estado sobre roubos a condomínios horizontais e verticais.
O assalto de ontem ocorreu em um dos bairros mais visados por criminosos. A pesquisa mostra que Pinheiros (1.º lugar), Vila Mariana (2.º) e Morumbi (3.º) lideram esse ranking na cidade. Os bandidos mais armados e organizados concentram-se na capital. Usam fuzis, submetralhadoras e ? outra coincidência para o caso de ontem ? preferem atuar na quarta-feira, dia que concentra 19,96% dos registros.
Responsável pelo trabalho, a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) dissecou 317 casos registrados no Estado de São Paulo de 2005 a 2009. A explicação para a concentração dos roubos nas zonas oeste e sul da capital e em cidades como Campinas e Sorocaba é fácil para a polícia. “O ladrão vai onde o dinheiro está”, disse o delegado Antonio Carlos Heib, da Delegacia Especializada em Combate a Roubos e Condomínios do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
A proliferação desse tipo de crime levou o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, a criar, em setembro de 2009, uma delegacia especializada nesse delito. Depois disso, 14 (66,6%) dos 21 casos de arrastão investigados foram esclarecidos pelo Deic. Muitos dos ladrões de condomínio atuais são velhos conhecidos de Heib, gente que ele buscava quando trabalhava na Divisão Antissequestro.
Perigosos. “São bandidos perigosos”, disse Heib. A pesquisa mostra que, de 2005 a 2009, 313 criminosos foram acusados desse crime no Estado ? a maioria é branca (40,4%) e tem o ensino fundamental completo (32%). Assim como no assalto de ontem, em 32,2% dos casos os ladrões agiram encapuzados e em 74,8% deles, os criminosos tinham armas de pequeno porte. / COLABOROU ELVIS PEREIRA

MAIS SOBRE AS INFUNDADAS ACUSAÇÕES CONTRA TÚLIO KHAN: projeto “sigiloso” com a Agencamp saiu no D.O…. 3

———- Mensagem encaminhada ———-
De: jose anselmo  silva

Data: 21 de março de 2011 16:17
Assunto: projeto “sigiloso” com a Agencamp saiu no D.O….
Para: dipol@flitparalisante.com

nnunes, carlos.alencar
mostrar detalhes 20 mar (1 dia atrás)

de Saúde está sendo conduzido pela Câmara Temática de
Saúde, o Sistema Integrado de Segurança Publica pela Câmara
Temática de Segurança, o Corredor Estrutural Rodoviário
Metropolitano e a Ampliação do Aeroporto de Viracopos dirigidos
pela Câmara Temática de Transportes, o Programa de
Redução de Acidentes com Vitimas terá inicio com a Câmara de
Trânsito, a Câmara de Saneamento e Meio Ambiente tem trabalhado
as questões de resíduos sólidos e de saneamento, e a
Câmara Temática de Habitação está voltada à elaboração de
um Plano Metropolitano de Habitação. Além destes projetos,
outros cinco são prioritários, mas têm um plano de trabalho
mais longo com perspectiva para até 2011, são eles: a proteção,
conservação, recuperação e controle dos recursos hídricos
das bacias PCJ e o reflorestamento de matas ciliares e áreas
degradadas, ligados à Câmara Temática de Saneamento e Meio
Ambiente; o Censo Cultural da RMC pela Câmara Temática de
Cultura; o Marketing da RMC pela Câmara Temática de
Desenvolvimento Econômico; e o Programa de Qualificação
Técnica e Tecnológica discutido na Câmara Temática de
Educação. A Sra. Márcia falou sobre o sistema de funcionamento
das Câmaras, cujas reuniões são regulares e acontecem
geralmente uma vez ao mês, em horários, dias e semanas previamente
agendados. À respeito da coordenação, disse que
metade das Câmaras são coordenadas por representantes do
Estado e, a outra metade, por representantes dos municípios.
Sobre as Câmaras Temáticas de Desenvolvimento Econômico e
de Trânsito contou que terão suas primeiras reuniões na semana
seguinte, porquanto as de Segurança e Planejamento e Uso
do Solo, embora tenham iniciado os trabalhos em 2008, no
momento, não têm reuniões regulares; outras seis se reúnem
regularmente e, em alguns casos, até mais de uma vez por mês.
A Senhora Secretária Executiva apresentou um gráfico com o
objetivo de fazer um balanço da participação dos municípios
nas referidas Câmaras, de acordo com o número de reuniões
que o município se fez representar em cada uma delas desde o
inicio de 2008. Foi observado que Engenheiro Coelho e
Holambra, os dois municípios com participação menos efetiva
nas reuniões, são também os menores da RMC e, notadamente
têm maior dificuldade de participar das Câmaras devido ao
menor número de pessoas envolvidas na administração direta.
Jaguariúna e Valinhos têm a maior participação, comparecendo
em todas as seis Câmaras Temáticas com reuniões regulares.
Para cada Câmara a Sra. Marcia relatou o número de reuniões
em 2008 e o número médio de municípios participantes. Em um
detalhamento, mostrou os trabalhos realizados pelas Câmaras
e a agenda de trabalho prevista até o final do ano.
Primeiramente falou sobre a Câmara Temática de Cultura,
envolvida com o Censo Cultural da RMC e empenhada na coleta
e levantamento de dados já existentes, além de trabalhar na
formatação, discussão e planejamento do V Fórum Cultural da
RMC, que será sediado em Americana. Com relação aos próximos
passos, há a realização propriamente dita do Fórum na
última semana de agosto, e está previsto o término do levantamento
de dados para o Censo Cultural, cuja divulgação será
eletrônica e contará com o apoio do Seade a partir de um contrato
já elaborado entre o Seade e a Agemcamp. Já a Câmara
Temática de Educação, além de trabalhar na discussão de
assuntos como o Programa de Desenvolvimento e Educação
para a melhoria dos índices do IDEB, ações da Secretaria
Estadual de Educação, a Provinha Brasil vinculada à educação
de nove anos e a adesão dos municípios ao Saresp versão 2008,
tem participado no planejamento do Fórum Educacional, organizado
pelo Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada (IBSA), e
que será realizado entre 20 e 22 de agosto na Região
Metropolitana de Campinas. Até o final do ano, a Câmara conta
ainda com uma agenda de discussão de temas municipais, funcionando
como um fórum de troca de experiências, tem se discutido
também o envolvimento da Câmara no projeto prioritário
de desenvolvimento do programa de qualificação profissional
técnica e tecnológica. Por sua vez, a Câmara Temática de
Habitação elaborou e aprovou um Termo de Referência e, a partir
disso, foi feita uma apresentação do CDHU sobre o Fundo
Garantidor, mecanismo de viabilização de moradias de interesse
social, bem como o levantamento de pesquisas do IBGE
sobre habitação e uma visita à Americana para conhecer a
Fábrica de Casas Ecológicas. Está em andamento o compartilhamento
de experiências dos municípios na elaboração de planos
municipais de habitação e, na próxima reunião, serão realizadas
visitas em locais de interesse. Servindo de apoio aos
municípios para elaboração dos planos os quais devem ser
entregues até 2009, a Câmara deve elaborar, em cima disso, o
Plano Metropolitano. Quanto à Câmara Temática de
Saneamento e Meio Ambiente, contou que já foram discutidos
programas do Estado, foi feito um workshop em Jaguariúna
voltado para a questão dos resíduos sólidos, onde foi apresentada
a experiência do Consórcio Intermunicipal de Lixo, além da
explanação da Secretaria de Saneamento e Energia e do EMAE
sobre as unidades de tratamento térmico de resíduos e discussão
do resultado do relatório Fluxis, contratado pela
Agemcamp em 2007, que faz um diagnóstico da gestão de resíduos
com recorte para a região. Também foi elaborado um
Termo de Referência e foi encaminhada uma consulta à EMAE
sobre o desenvolvimento do estudo de viabilidade para a instalação
das unidades de tratamento térmico na Região
Metropolitana de Campinas, sendo ambos os assuntos a serem
discutidos até o final de 2008. A Câmara de Saúde trabalha
desde janeiro e está envolvida diretamente no Plano
Metropolitano de Saúde, o que levou à elaboração de um
Termo de Referência e à contratação do Programa de Estudos
de Sistemas Regionais de Saúde (PES) no Núcleo de Estudos de
Políticas Públicas da Unicamp. Inicialmente foi feito um alinhamento
conceitual, a definição de estratégias, o estabelecimento
de metas e a definição dos projetos do Plano. Em função da
sua validação, ressaltou que é de extrema importância o comparecimento
dos Secretários de Saúde na reunião do dia 29 de
agosto, no Sindicato dos Médicos de Campinas. Após a validação
pela Câmara, será submetido ao Conselho de
Desenvolvimento e, como último passo, a apresentação e divulgação
do Plano Metropolitano de Saúde. Esta Câmara também
se envolveu ativamente com a utilização de recursos disponibilizados
no Fundo Nacional de Saúde, fruto da emenda elaborada
pelo Deputado Vanderlei Macris, que inclui no orçamento
geral da União o destino de recursos para a saúde na RMC. À
princípio foram liberados cem mil reais, e a Agemcamp e os
municípios tiveram um trabalho imenso em aprender como funciona
o sistema, fazer o cadastramento de todos os equipamentos
necessários e suas especificações técnicas, etc. Todos
os municípios puderam indicar equipamentos a serem adquiridos
e, no total, foram solicitados 427 equipamentos representando
um investimento de 120 mil reais, sendo 20 mil por parte
da Agemcamp e o restante do Fundo Nacional de Saúde. Já a
Câmara de Transportes tem trabalhado na aquisição das licenças
do Map-info, envolvendo-se com o SIG Caminhos
Metropolitanos. Para a execução deste projeto, a Agemcamp
elaborou e acompanhou a assinatura dos Termos de
Compromisso e, a partir disso, foi feito um workshop técnico
discutindo aspectos específicos, bem como visita a todas as
Prefeituras verificando as condições físicas e de pessoal para a
operação do sistema, além da apresentação da Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) sobre o novo
sistema de bilhetagem eletrônica, com impacto em vários municípios,
e discussão de questões relacionadas tanto ao corredor
metropolitano quanto à municipalização do serviço de guincho.
Os trabalhos terão continuidade com o acompanhamento da
implementação de todos os passos do SIG CM e com a discussão
mais específica do impacto das praças dos pedágios nas
cidades e das concessões de rodovias e ferrovias na região. As
Câmaras Temáticas de Segurança e Planejamento e Uso do Solo
não estão com reuniões regulares, mas a primeira já tem marcada
a próxima reunião para o dia 11 de setembro e, a partir de
então, será estabelecida uma agenda de trabalho regular com
reuniões mensais, e haverá a apresentação do estudo da
Secretaria de Segurança Pública, conduzido através da
Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), que é o retrato
da situação da segurança no Estado de São Paulo, objetivando
subsidiar os integrantes da Câmara Temática com informações
para o planejamento da elaboração e aprovação do
Termo de Referência para a proposição do Sistema Integrado de
Segurança na RMC. Sobre a Câmara de Planejamento e Uso do
Solo, comunicou que, no começo do ano, discutiam-se questões
de divisas municipais, no entanto, a partir deste momento os
municípios passaram a não comparecer nas reuniões, evento
que será encaminhado pela equipe técnica da Agemcamp no
próximo mês. Relembrando o início de duas Câmaras Temáticas
na semana seguinte, a Sra. Marcia confessou estar otimista
apesar de ser final de ano e período de eleições municipais,
tendo em vista a demanda das Prefeituras com relação aos
temas que serão tratados e, por fim, colocou-se à disposição
para o esclarecimento de dúvidas. Com a palavra, o Presidente
levantou as dificuldades dos municípios com relação à habitação,
por não possuírem fundo de investimento e orçamento
para o setor e existe uma grande demanda da população nessa
área. A respeito disso, o Sr. Jorge Nicolau sugeriu programar
para uma das próximas reuniões a apresentação da Política de
Habitação Paulista, aprovada recentemente com a criação do
Fundo Paulista de Habitação, do Fundo Garantidor e do
Conselho Estadual de Habitação, a fim de esclarecer a situação
e as mudanças que vêm ocorrendo no Estado. O Presidente concordou
e manifestou certo contentamento por já haver algo de
diferente neste sentido. Em seguida, A Sra. Áurea justificou a
ausência da Dra. Iêda e fez uma ligação entre a evolução da
arrecadação de recursos para o Fundo e o balanço das Câmaras
Temáticas apresentado pela Secretária Executiva do Conselho,
Sra. Marcia. Ela chamou atenção para a fase em que estão
ingressando de ter programas, projetos e eventuais obras para
a aplicação desses recursos, cuja previsão de arrecadação no
ano de 2008 equivale a R$ 7.930.000, 00; para o próximo ano,
trabalharam o orçamento considerando a previsão de R$
10.000.000, 00 e a possibilidade de financiar projetos de interesse
comum, reforçando que depende, de fato, do recebimento
das contribuições. Lembrou que há várias possibilidades de
captação de recursos, inclusive no exterior, para financiar projetos
dos mais variados temas, viabilizando ações concretas em
curto prazo, mas que não é possível pedir recursos internacionais
com inadimplência no Conselho. Informou que, finalmente,
foi equacionado o formato do instrumento de liberação de
recursos do Fundo para custear o projeto de contratação da
Emplasa para apoio ao trabalho das Câmaras Temáticas, de
forma que o processo foi concluído e o trabalho já foi iniciado.
A Sra. Marcia informou que a Caixa Econômica Federal está
disponibilizando um espaço denominado Sala das Prefeituras,
com o objetivo de dar apoio aos Prefeitos da região no que diz
respeito a assuntos de habitação do município. O espaço pode
ser reservado para reuniões e conta com internet, telefone, fax
e canal de voz com a matriz da Caixa em Brasília. Para maiores
informações, as Prefeituras interessadas devem entrar em contato
com a Secretaria Executiva do Conselho. No item Outros
assuntos, o Prefeito José Onério falou sobre o espaço Sala das
Prefeituras, parabenizou Santa Bárbara pelas medalhas do
nadador César Cielo Filho nas Olimpíadas, e congratulou com
outros prefeitos o resultado do índice Firjan. O Presidente
Fumach submeteu ao Conselho uma monção ao campeão olímpico
César Cielo Filho, a qual foi aprovada e, em seguida, O Sr.
Joel, em nome de Santa Bárbara D’Oeste, agradeceu a manifestação.
A Sra. Marcia divulgou o evento que será realizado
pelo Instituto de Governo Eletrônico no qual será apresentado
um estudo do governo eletrônico dos municípios do Estado de
São Paulo, com foco para os municípios da RMC, no dia 9 de
setembro, no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas, às 9h.
Sobre o índice Firjan, comunicou que a Agemcamp entrou em
contato com pessoas envolvidas no estudo e enviou um convite
para fazerem uma apresentação na próxima reunião do
Conselho, a fim de que sejam esclarecidas dúvidas sobre a
forma de avaliação. Encerrando, o Presidente Fumach agradeceu
a presença de todos e passou a palavra para o Prefeito
Erich, que também agradeceu a presença de todos, em especial
a do Vereador Marco Antonio Kim, presidente da Câmara
Municipal de Americana, e convidou para o almoço. Nada mais
havendo a tratar, e ou para constar, eu, Marcia Carvalho de
Azevedo, na qualidade de Secretária Executiva, lavro a presente
ata que vai assinada por mim, e pelo Senhor Presidente. José
Roberto Fumach. Presidente.

 

TRISTEZA NA BAIXADA SANTISTA: Morre aos 73 anos, o ex-prefeito de Santos, Paulo Gomes Barbosa; pai do deputado e atual secretário de desenvolvimento social: Paulo Alexandre Barbosa 6

Morre aos 73 anos, o ex-prefeito de Santos, Paulo Gomes Barbosa
20/03/2011 – Prefeitura de Santos

 O ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Santos, Paulo Gomes Barbosa, morreu neste sábado (19), no Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, onde estava internado após se submeter uma cirurgia cardíaca no último dia 10. 

O sepultamentofoi realizado neste domingo, dia 20,  no Memorial Necrópole de Santos.

Nascido em 5 de dezembro de 1937, no Vale de Jequitinhonha, em Minas Gerais, Paulo Barbosa era casado desde 19 de setembro de 1961 com Maria Ignez Pereira Barbosa. Ele deixa cinco filhos: Rosane, Christine, Adriane, o delegado de polícia Paulo Eduardo e o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa.

História
A palavra trabalho passou a fazer parte da vida de Paulo Gomes Barbosa muito cedo. Quando menino ficou órfão de pai. Aos nove anos foi trabalhar para ajudar no sustento da família.

Engraxate, ambulante, lavador de carros e, mais tarde, office-boy e ajudante de limpeza na empresa G. Lunardelli S/A Exportadora e Comércio de Café. Venceu como corretor de café. Foi o primeiro brasileiro a vender o produto para o Leste Europeu, principalmente na ex-União Soviética.

Graças a sua brilhante carreira profissional, recebeu o convite para ser prefeito nomeado em Santos, em 1979. No seu mandato, Santos foi eleita duas vezes a “Cidade mais Desenvolvida do País”.

Entre as grandes obras executadas, está a construção de 14.423 unidades habitacionais pela Cohab Santista. Ele construiu o Conjunto Dale Coutinho, em Santos, e o Humaitá, em São Vicente.

Fez a nova entrada de Santos, alargando a avenida Martins Fontes, no Saboó. Na orla da praia, implantou a rede iluminação, instalou os chuveirinhos e construiu a Concha Acústica e o Mercado de Peixes.

Antigo morador do Morro do Pacheco, onde passou a infância e adolescência, Paulo Barbosa fez importantes obras nos morros santista, levando serviços de transporte público, iluminação e reforma de escadarias. Na sua gestão, implantou o Estatuto do Servidor Público, assegurando uma série de benefícios para o funcionalismo municipal. 

Por três legislaturas (entre 1997 e 2008), foi vereador de Santos, sendo o primeiro santista a ocupar os dois cargos políticos mais importantes da cidade: prefeito e presidente da Câmara. Na eleição para presidir o Legislativo santista (entre 2005 e 2006), foi eleito por unanimidade.

ALTA INDAGAÇÃO: “leit motiv” ou “leitmotiv”; exilador ou esilador? …Quanto ao Flit: aqui o “leitmotiv” é o “leite” de todos os policiais e funcionários públicos pagãos 27

Enviado em 20/03/2011 às 21:10 ESILADOR

A quem possa interessar:

Quero esclarecer que não existe nenhum temor de ” revelações bombásticas” que seriam feitas pelo blo do Pannunzio. Inexiste qualquer temor. Ou seja, não existe nenhum temor. Só não entendi qual foi o leit motiv entre o interesse do Sr. Pannunzio e a divulgação desses fatos no momento em que foram divulgados . Ou seja, em pleno desenrolar de uma crise institucional no âmbito da segurança envolvendo a Polícia Civil Republicana do estado de São Paulo. Também entendo que o Sr. Pannunzio, ignorou solenemente as mais primárias orientações de qualquer manual de redação.
A lição de casa do Sr. Pannunzio era das mais simples. Precisaria entender o processo inteiro, ler o inquérito, conversar com os envolvidos, incluindo delegados, juízes e promotores para saber se houve alguma incorreção … É elementar, até mesmo para o leigo que é preciso ter acesso a toda a documentação existente, não apenas aos trechos que o informante destacou. Até o jornalista perengue do pasquim da esquina e os moradores de rua da Cracolândia sabem que os informantes são e sempre serão partes e sempre estarão em prol de seus interesses. É pueril, mas lançar a denúncia é o papel da parte interessada. E seu interesse é que repercuta sem maiores investigações preservando-se a fonte.
Tivesse feito isso tudo, ainda faltava conversar com a corregedora e com o secretário e dar-lhes tempo para que respondessem, se quisessem.
Não é minha intenção ofender ou levantar suspeitas. Estou exercendo meu direito de cidadão ao discordar e não questiono os motivos que levaram o Sr. Pannunzio a veicular esses fatos. Questiono a forma e o momento. Acho que foram intempestivos, extemporâneos e incompletos.
Ao jornalista compete comparar todas as versões, colher todos os dados possíveis e só depois disso publicar. Mas, quando estabelece uma escala de prioridades com base presunção de amealhar dividendos, sejam eles quais forem, principalmente utilizando-se de órgãos de imprensa, a divulgação da matéria foge ao legítimo interesse público. Ai, empresa livre se sobrepõe à imprensa livre.

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 conversar com a corregedora e com o secretário e dar-lhes tempo para que respondessem, se quisessem

Esilador: você quer que jornalista instaure verdadeiro processo assegurando-se ampla defesa aos atos da Administração?  

Quer que jornalista cumpra aquilo que na Segurança Pública POUCO SE FAZ?

Quer que o jornalismo seja pautado pela oportunidade  e CONVENIÊNCIA da Administração?

Ora, a divulgação do vídeo da escrivã está para o jornalismo como a prisão provisória  está para Polícia: “o suspeito fala depois” ; se quiser.

Por fim, você é Esilador ou exilado?    

João Alkimin fala sobre o encontro do Secretário de Segurança com o jornalista da Folha: o senhor Secretário está delirando, assim como o jornalista Mario Cesar Carvalho 68

19.03.2011  19h.30  
  João Alkimin fala sobre o encontro do Secretário de Segurança com o jornalista da Folha
 
  por Acassio Costa  
   
 

Mais de dois milhões de pessoas tomaram conhecimento do encontro do Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto com o jornalista da Folha de São Paulo, Mario Cesar Carvalho, graças às imagens gravadas pelas câmeras de segurança do Shopping Pátio Higienópolis, no centro da Capital paulista, no dia 25 de fevereiro.

O vídeo foi divulgado nesse site, em primeira mão, pelo radialista João Alkimin.

Em nota da redação, a Folha de São Paulo afirmou: “O repórter Mario Cesar Carvalho se encontrou em local público com o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto, autoridade da área de especialização do jornalista. A Folha lamenta que imagens colhidas no circuito interno de um shopping center tenham sido utilizadas na tentativa de coibir o trabalho da imprensa.”

Na sequência, a Secretaria de Segurança demitiu o delegado geral, Marco Antonio Desgualdo, considerado homem de confiança do governador Geraldo Alckmin

A Folha da quarta, dia 16, afirma ainda que os quatro identificados até agora no episódio de espionagem contra o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, responderão a inquérito policial sob a suspeita de cometer crimes de prevaricação e usurpação da função pública.

O repórter da Folha de São Paulo, Rodrigo Vizeu, solicitou, por e-mail, um contato com o radialista João Alkimin;

– “Caro João, sou repórter da Folha e gostaria de conversar com você. É possível você me dar um contato por telefone?”

Após passar o numero do telefone, o radialista recebeu uma ligação de Rodrigo que lhe informou que havia uma dúvida sobre o seu parentesco com o governador do Estado.

Além de reafirmar o parentesco, João Alkimin forneceu ao repórter da Folha a árvore genealógica da famosa família originária do Sul de Minas Gerais.

Em face da enorme repercussão dos fatos, falamos com o radialista João Alkimin e perguntamos primeiramente:

Cá pra nós, você é parente do governador do Estado de São Paulo? –  João Alkimin – Basta você verificar a árvore genealógica da família e publicar se quiser. Meu avô era irmão do pai do Governador e minha mãe prima-irmã dele. Sou filho do Desembargador Sylvio Barbosa que foi colega de Tribunal do Desembargador José Geraldo Rodrigues Alckimin, tio do Governador. Que, diga-se de passagem, também é parente da atriz Irene Ravache.

O divulgado parentesco seu com o governador Geraldo Alkimin é visto apenas como um pequeno detalhe nos fatos. Como encara ser procurado pelo repórter da Folha, Rodrigo Vizeu para falar sobre isso? Acha que ele publicará o que conversaram? – Tenho certeza que meu parentesco perto do atual escandalo que assola a Secretaria de Segurança Pública com a divulgação do vídeo do encontro do Secretário com o Jornalista Mario carvalho é simplesmente fumaça. Não sei o que o Rodrigo pensou ao receber cópias da minha árvore genealógica e nem qual era o seu intuito. Isso para mim não é jornalismo, mas apenas subserviência ao Palácio dos Bandeirantes. 

João, o seu sobrenome se escreve Alkimin e o governador assina Alckmin. Por que a diferença na grafia? – Há muito tempo, houve uma ruptura na família e os que apoiavam o ex Vice-Presidente da Republica José Maria Alkimin tiraram o “C” do nome, como foi o meu caso e isso me orgulha. Posso afirmar que, embora meu pai tenha sido Presidente do Tribunal, nunca fui funcionário do Judiciário, do Executivo ou do Legislativo. Sou independente, sem filiação ou cor partidária.

É casado com quem e quantos filhos tem? Sou, com a advogada Tania Lis Tizzoni Nogueira, tenho 4 filhos. 2 meninos e 2 meninas. Um menino e uma menina são advogados, a outra é professora de inglês e o outro está terminando a faculdade de direito. Por isso, sou um homem feliz e realizado.

Conte um pouco de sua vida até o seu ingresso no radialismo. – Comecei na extinta rádio Difusora, em 1969. Quem me incentivou foi Cayon Gadya, criador a “Jet Music”. E não parei mais.

Você responde pelo o programa Show Time considerado agressivo. Como é falar a verdade sempre e quais são as conseqüências? – Não se pode dizer isso do programa, os fatos que ferem a sociedade é que são agressivos. Falar a verdade é gratificante. Me largaram alguns processos. É o preço por manter meu compromisso com o ouvinte.

Alem da divulgação do encontro do Secretário de Segurança com o repórter de Folha de São Paulo que continua tendo essa enorme repercussão, que outros fatos você acha que foram importantes?  – A tentativa desesperada do jornal em tentar explicar o inexplicável e a ânsia do Secretário de Segurança em derrubar delegados indóceis.

Você já sofreu um atentado à bala e quase ficou tetraplégico, como é viver um momento desses? – Terrível, mas já me acostumei às ameaças, telefonemas no meio da noite e outros fatos que não vem ao caso.

Qual foi a posição da Polícia em relação ao atentado? – Depois de anos, a Policia continua investigando por intermédio da Corregedoria Geral da Policia Civil, não tenho esperanças que chegue a algum lugar. Os criminosos não foram localizados.

Alem de Flavio Ashar, participam do programa os famosos jornalistas Carlos Brickmann, Percival de Souza, Palmerio Dória, James Akel e outros. Como é fazer um programa radiofônico com tanta gente famosa? – Além do Flávio, amigo e companheiro de trabalho de mais de 25 anos, os demais também são acima de tudo amigos de quem muito me orgulho. Certamente que são os mais brilhantes,sérios e independentes jornalistas do País e, também não posso me esquecer do querido amigo exemplo de coragem e lealdade, o Ricardo Faria.

Sendo radialista, como é o seu convívio com tantos juízes, desembargadores e outras autoridades? – A proximidade com o Judiciário e outras autoridades é absolutamente normal. As autoridades não precisam gostar de mim, tem que me respeitar como eu as respeito. Quem tem que gostar de mim é minha família e os meus amigos. O poder é efêmero e passageiro,

O que tem a dizer a respeito dos dirigentes das emissoras por onde passou e por que saiu do ar? – Os dirigentes das emissoras por onde passei e sai do ar talvez sejam os menos culpados, reconheço que tenho um gênio muito forte, é difícil conviver comigo. O programa Show Time vai ao ar pela Rádio Planeta FM, 90.3, aos sábados das 08 às 12 horas.

Você teve o sigilo pessoal violado por diversas ditas autoridades no âmbito estadual e federal, como encara isso? – Coisa de criminosos, desocupados e delinquentes. Tentaram denegrir minha imagem e o tiro saiu pela culatra. Nunca escondi meu passado de ninguém, respondi a inumeros processos e fui absolvido. Nunca desviei merenda escolar de crianças, acho o pior dos crimes.

Vamos ao foco, porque resolveu divulgar o encontro do Secretário da Segurança Pública com o repórter da Folha, Mario Cesar Carvalho? – Simplesmente por ser matéria jornalística, presumo que o Mario Cesar Carvalho teria feito o mesmo. Se não não houve nada irregular, ou suspeito, porque a ânsia em desviar o assunto? A afirmativa do Secretário que foi ao encontro para discutir o caso da escrivã torturada não convence. O melhor que se faz é perguntar ao governador porque ele mantém um secretário que está desmantelando a Policia Civil do Estado de São Paulo. Qual será o mistério? 

Falam que mais de dois milhões de pessoas tomaram conhecimento do encontro através da enorme divulgação pelos jornais, sites e blogs. Como vê isso? – Com muita satisfação, pois caiu a mascara de alguns, demonstrou a força da Internet, dos sites e blogs que hoje batem de longe os jornais impressos.

O caso está sendo tratado como espionagem contra o Secretário Antonio Ferreira Pinto, o que acha disso? – Primeiro não existe o crime de espionagem em nosso ordenamento jurídico e nem de conspiração, para felicidade de alguns. Em segundo, o senhor Secretário está delirando, assim como o jornalista Mario Cesar Carvalho que em entrevista ao site Consultor Juridico tenta criar teorias da conspiração, como se estivesse sendo seguido,monitorado, grampeado e outras coisas. Ambos estão se supervalorizando.

Você tem amigos na Polícia Civil, o que acha da demissão de alguns deles da SSP? – Não foram demitidos e sim afastados dos cargos de direção. É absolutamente espantoso, só para citar o caso do Delegado Desgualdo, o homem que mais entende de homicidios neste País. Mas o Secretário nunca gostou dele; – As maiores apreensões de entorpecentes no País foram feitas na gestão Ivaney Cayres e Everardo Tanganelli no DENARC, portanto o Secretário e o Governador esquecem a população. 

Falam bastante em banda podre na Polícia Civil, o que tem a dizer sobre isso? – Banda podre existe no Judiciario, MP, Advocacia, Jornalismo, Radialismo, Medicina, em todas as áreas da sociedade. O Secretário afirma que 900 policiais estão sendo investigados por corrupção. É mentira! Quando tudo vier a público veremos que a maioria foi repreendida por estar sem gravata, chegar atrasado, bater viatura. Chega a ser criminoso a maneira de jogar a honra de tantas pessoas na lata de lixo.

E dou aqui um exemplo claro, o Delegado de Policia, Conde Guerra, com quem já tive asperos debates virtuais; Ele pode ser destemperado, mas não é ladrão. Não existe nenhuma acusação de corrupção contra ele. Por esse motivo, digo que 99,9% dos Policiais são homens honrados, até mesmo os que se escondem no anonimato para me atacar.

O que acha da animosidade entre a Policia Civil e a Policia Militar, como ela deve ser aparada? – É histórica, já que se esqueceu que autoridade é o Delegado de Policia. Houve um tempo em que a própria rádio patrulha era operada por policiais militares à época chamada Força Pública. A Guarda Civil era a policia, não como hoje cuja função é proteger os próprios municipais e tinha como chefe um delegado de policia, o Delegado Sérgio Fleury um de seus diretores.

Para encurtar, como acha que vai terminar tudo isso e o que precisa ser feito para a melhora da Polícia Civil de São Paulo? – Acho que vai terminar no Poder Judiciário a quem cabe dar a última palavra. Para melhorar a Policia Civil é necessário que os políticos a tratem com respeito e paguem melhor seus integrantes. A grande realidade, já dizia o célebre Delegado Coriolano Nogueira Cobra, “a Policia é o lixeiro da sociedade, alguns não gostam dele, mas ninguém vive sem ele.” Fale com João Alkimin showtime.radio@hotmail.com

Acassio Costa é advogado – acassiocosta@bol.com.br

http://www.vejosaojose.com.br/index.htm

Jornal Agora – PMs suspeitos de assassinato trabalham nas ruas 12

———- Mensagem encaminhada ———-
De:
Data: 21 de março de 2011 10:26
Assunto: Jornal Agora – PM´s
Para: dipol@flitparalisante.com


21/03/2011

PMs suspeitos de assassinato trabalham nas ruas

Léo Arcoverde
do Agora

A maioria dos PMs acusados de participar do grupo de extermínio Matadores do 18 está nas ruas, trabalhando normalmente. Os suspeitos estão espalhados em sete diferentes batalhões –nas regiões norte, sul e central da capital.

O apelido do grupo refere-se ao batalhão onde os PMs trabalhavam, na Freguesia do Ó (zona norte).

A Polícia Civil suspeita de que as mortes não tenham parado. Segundo apurou o Agora, a única testemunha presencial de um dos homicídios morreu de forma suspeita no dia 26 de janeiro –um dia antes de prestar depoimento.

 

 

21/03/2011

Testemunha morre um dia antes de depor

Léo Arcoverde
do Agora

O estudante Caio Correia da Cruz, 17 anos, morreu no dia 26 de janeiro deste ano ao cair de uma moto na rua Padre Justino Lombardi, em Pirituba (zona norte de SP). Ele apresentava sinais de overdose. A versão foi contada no 33º DP (Pirituba) por dois PMs do 49º Batalhão. O registro do caso foi de morte suspeita.

Para o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), porém, a versão dos PMs pode ser uma farsa.

Cruz é a principal testemunha de um assassinato, em 2008, atribuído a quatro PMs da Força Tática do 18º Batalhão (zona norte): o tenente Jonas Paro Barreto e os soldados Fernando Félix, Adriano Roda dos Santos e Sandro Rodrigues de Sousa.

 

 

21/03/2011

‘Eu estava em serviço’

Léo Arcoverde
do Agora

O soldado Adriano Roda dos Santos disse que a morte de Everton Torres Rodrigues se deu após ele e seus três colegas se depararem com o carro roubado. “Eu estava em serviço, no carro da polícia e houve essa ocorrência”, afirmou.

Questionado sobre o fato de ser acusado de um assassinato atribuído a um grupo de extermínio, ele afirmou que isso “se deve ao fato de o batalhão ser meio famoso”. “Não fui indiciado por fazer parte de grupo de extermínio.”

O Agora não conseguiu ouvir os soldados Félix e Sousa. PMs do 49º Batalhão disseram que eles tentaram ligar para a reportagem, sem conseguir o contato.

Um subordinado do tenente Barreto disse para a reportagem procurar a assessoria da PM, que não se manifestou especificamente sobre o caso.

A reestruturação na segurança pública iniciada pelo governo de São Paulo testará o trabalho integrado das Polícias Civil e Militar -primeiro passo para a unificação. 37

19/03/2011 –

 Plano do governo vai testar integração das polícias em SP
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A reestruturação na segurança pública iniciada pelo governo de São Paulo testará o trabalho integrado das Polícias Civil e Militar -primeiro passo para a unificação.

Esse teste da administração Geraldo Alckmin (PSDB) inclui desde o compartilhamento de informações criminais até a construção de prédios para abrigar policiais das duas instituições.

Parte desse trabalho integrado em São Paulo foi anunciada nesta semana.

Uma delas foi a decisão da Polícia Militar de compartilhar seu banco de dados, o Fotocrim, com mais de 400 mil registros de imagens e informações sobre criminosos.

“É uma prova cabal da integração das duas polícias. Ambas são compostas por integrantes da sociedade a serviço da sociedade”, disse o delegado-geral Marcos Carneiro Lima.

 Editoria de Arte/Folhapress 
 

INTEGRAÇÃO FÍSICA

Outro ponto é a proposta de construir prédios onde trabalharão juntos policiais civis e militares. Isso era comum nos anos 1980, mas disputas institucionais deram fim à prática. O auge do litígio foi em 2008 quando policiais civis e militares entraram em confronto em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

Não está certo, porém, nem o local nem quando deverá ocorrer essa construção.

Essas medidas se somam ainda, conforme a Folha revelou ontem, ao plano de fechar delegacias em cidades com menos de 10 mil habitantes, onde a PM vai registrar as ocorrências. As duas polícias vão ter sistema integrado desses registros.

“Para nós, da Polícia Militar, isso é uma integração com a Polícia Civil extremamente salutar. Vem ao encontro do interesse público”, disse o comandante-geral da PM, Álvaro Camilo.

Nas cidades maiores, onde também haverá fechamento de DPs, a PM também vai intensificar o policiamento.

“Estamos conversando para acertar esses pontos. Ter uma delegacia não implica maior segurança. O que implica maior segurança é a polícia na rua”, disse. “O entrosamento da PM com a Civil está muito bom.”

Na capital, também haverá fechamento de delegacias. Ainda não foi divulgado, porém, quais dos 93 distritos serão cortados. O governo vai esperar a PM conseguir registrar BOs em toda a cidade.

A integração das polícias é, para especialistas, primordial para uma eventual unificação. Para Theodomiro Dias Neto, advogado especialista em segurança, apesar de bem-vindas as medidas, ainda é prematuro falar em unificação, algo “absolutamente improvável” no país.

“Poucos temas são tão consensuais quanto o fato de que as polícias precisam ser mais integradas. E não só em São Paulo. Por outro lado, poucas questões avançam de forma tão lenta quanto essa”, afirma

O JORNALISTA ANDRÉ CARAMANTE – DEPOIS DE 5 MESES – OBTEVE “PROVIDENCIAL” AUTORIZAÇÃO DOS SUPERIORES E DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PARA NOTICIAR E DIVULGAR O VÍDEO COM IMAGENS DE OFICIAIS DA ROTA COMANDANDO AÇÃO DESTINADA A DESVIAR COCAÍNA APREENDIDA…EM OUTUBRO DE 2010 ATRAPALHARIA A CAMPANHA DE JOSÉ SERRA; EM DEZEMBRO ATRAPALHARIA A RECONDUÇÃO DE FERREIRA PINTO…HOJE SERVE PARA DEMONSTRAR QUE FERREIRA PINTO NÃO BLINDA OS DESVIOS DA PM 122

https://flitparalisante.wordpress.com/2010/12/21/video-coloca-acao-de-policiais-da-rota-sob-suspeita/

https://flitparalisante.wordpress.com/2010/10/16/mp-investiga-o-envolvimento-de-policiais-no-desvio-de-drogas/

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BUNDA É BUNDA; RETO É RETO!

A PM é uma grande bunda: todo mundo vê.

A PC é o reto: todo mundo quer phoder.

https://flitparalisante.wordpress.com/2011/01/11/ora-a-pm-desde-antanho-e-o-principal-pilar-da-seguranca-do-governo-do-estado-o-cidadao-comum-continua-apenas-com-a-fe-no-criador-alem-de-uma-baita-vontade-de-afogar-no-tiete-o-geraldo-o-s/