15/11/2010 – 16h50
Justiça concede liberdade provisória para jovem suspeito de agressão na Paulista, em SP
DE SÃO PAULO
A Justiça concedeu, na tarde desta segunda-feira, liberdade provisória ao jovem de 19 anos suspeito de agredir quatro rapazes na avenida Paulista, região central de São Paulo, no domingo (14). Ele deixou o 2º DP (Bom Retiro), onde estava preso, por volta das 16h30, segundo a polícia.
O estudante vai responder em liberdade pelos crimes de agressão corporal gravíssima e formação de quadrilha.
No início da tarde de hoje, os outros quatro adolescentes suspeitos de participarem das agressões já haviam sido liberados da Fundação Casa, onde estavam detidos.
Segundo o advogado Orlando Machado, que defende um dos adolescentes, a Justiça entendeu que o caso se tratou de uma briga –e que não houve homofobia.
“Houve, sim, uma paquera de uma das vítimas para um dos menores, e eles [amigos] não concordaram”, afirmou o advogado. Segundo ele, seu cliente está “bem machucado”, e o caso segue sob investigação.
| Robson Ventura/Folhapress | ||
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| Rapaz maior de idade, suspeito de envolvimento em agressão na avenida Paulista, deixa delegacia |
ATAQUES
Os jovens suspeitos são de classe média, e, conforme relatos iniciais, as agressões ocorreram sem motivo aparente.
Em dois desses ataques a polícia diz haver indícios de motivação homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com bastões de luz branca. Duas das vítimas foram socorridas em hospitais da região. Os agressores foram reconhecidos.
Advogados e parentes dos cinco jovens, quatro deles adolescentes de 16 e 17 anos, dizem haver um exagero por parte da polícia e o que houve foi apenas “uma confusão que acabou em agressão”.
Dois dos ataques ocorreram por volta das 6h30 próximo à estação Brigadeiro do Metrô, na avenida Paulista. Os jovens, segundo a família e advogados, voltavam de ônibus de uma festa em Moema.
De acordo com as vítimas Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza Ramos, 20, eles estavam próximos a um ponto de táxi quando viram o grupo caminhar na direção de ambos, mas sem demonstrar qualquer agressividade.
Mas quando o grupo chegou próximo aos dois iniciou os ataques. O grupo dizia, segundo as vítimas, “Suas bichas”, “Vocês são namorados!”. Rodrigo fugiu para o Metrô, quando Otávio foi agredido por três rapazes.
Logo após essa agressão, o quinteto atacou outro jovem, Luís, 23, que estava com dois colegas. Ele foi ferido no rosto e na cabeça com lâmpadas de bastão. Os colegas não foram agredidos, segundo a polícia. O sobrenome dele foi preservado a pedido dele.
Testemunhas que viram as agressões chamaram a PM e os jovens foram levados para o 5º DP (Aclimação).
Por volta das 13h, quando a ocorrência estava sendo registrada como formação de quadrilha e lesão corporal gravíssima, apareceu o lavador de carros Gilberto Felipe Andrade, 18, dizendo ter sido vítima de uma agressão. Ele reconheceu os jovens.
Segundo Andrade, ele foi agredido por volta das 3h na avenida Brigadeiro Luís Antônio (região central de SP).
Ele disse à Folha que o grupo seguia atrás dele quando um dos adolescentes lhe acertou com um soco na nuca. Os outros rapazes o agrediram em seguida.

Existe um bando de facistóides que agridem os diferentes a eles. Fazem isso com gays, pretos, amarelos, vermelhos. São metidos a raça pura, uns babacas com problemas seríssimos de falta de definição sexual e psicológicas. Aqui no Rio também existem casos assim, Guerra. Uma patifaria. Coisa de bandidos!
Mas não encaram resistência, são frouxos e covardes.
Mas papai resolve, papai acha lindo o filhinho agir como criminoso. Depois chora, aí é tarde.
Abraços.
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EU QUERIA VER SE FOSSE O INVERSO E ESSES ADOLESCENTES, JUNTAMENTE COM O MAIOR, TIVESSEM SIDO AGREDIDOS PELOS RAPAZES, QUE SEJAM HOMOSSEXUAIS OU NÃO, COMO FICARIA O CASO. SERÁ QUE MAMÃE, QUE DEVE TER DEIXADO O FILHO PARA UMA BABÁ CUIDAR, DIRIA QUE FOI APENAS UMA BRIGA E O “KAPO” IA DEIXAR BARATO OU TOMARIA “OUTRAS PROVIDENCIAS, JÁ QUE ELE SABE DA BENEVOLENCIA DE NOSSA JUSTIÇA, GERALMENTE COM OS RICOS E PODEROSOS E ATÉ COM OS NÃO TANTO ASSIM. AGORA IMAGINEM SE FOSSE UM “BRUTO’ DE POLICIAL, CIVIL OU MILITAR, QUE PRA CONTER A “BRIGA” ENTRE OS ADOLESCENTES E OS OUTROS RAPAZES, FIZESSE UM ESTRAGO DAQUELES NO ROSTO DE UMA DAS PARTES? TAVA FERRADO, POIS CERTAMENTE NÃO HAVERIA QUEM DISSESSE “QUE FOI UMA PEQUENA BRIGA” E NÃO HAVERIA “SOBRAL PINTO” QUE CONSEGUISSE HABEAS CORPUS.
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