31/03/2006 – 09h22
Assembléia investiga doações a Lu Alckmin
MÔNICA BERGAMO
Colunista da Folha S.Paulo
A Assembléia Legislativa de São Paulo vai investigar as doações de roupas que foram feitas pelo estilista Rogério Figueiredo para a primeira-dama do Estado, Lu Alckmin. O estilista revelou à Folha que já doou 400 peças de alta-costura para a primeira-dama.
Em carta enviada anteontem ao jornal e publicada ontem, a assessora de Lu Alckmin, Cristina Macedo, afirmou que “a senhora Lu Alckmin não recebeu 400 peças” de Rogério Figueiredo e que “as poucas peças” entregues foram doadas para “a entidade social Fraternidade Irmã Clara”.
Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Lu Alckmin afirmou que recebeu 40 peças do estilista e que todas foram doadas à Fraternidade Irmã Clara “em três lotes, em anos consecutivos”.
A entidade não confirma tais doações. Já o estilista reafirmou à Folha que doou 400 peças, ou cerca de 200 modelos completos, a ela.
“Quarenta roupas ou 400 não muda absolutamente nada. Então quer dizer que ela ganhou R$ 200 mil em presentes e não R$ 2 milhões? É improbidade administrativa do mesmo jeito”, diz o deputado Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP), autor do requerimento que pede explicações ao governador Geraldo Alckmin pelos “confortos proporcionados de graça à sua esposa”. Os vestidos de Figueiredo custam de R$ 3.000 a R$ 5.000.
A presidente da Fraternidade Irmã Clara, Elizabeth Teixeira, diz “não ter conhecimento” das doações de 40 vestidos que teriam sido feitas à entidade pela primeira-dama.
De acordo com Elizabeth, a FIC recebeu um telefonema de Lu Alckmin na terça, 28, dois dias após a Folha ter publicado reportagem com as revelações do estilista.
A primeira-dama disse a ela que faria uma doação. “Foram dez vestidos de festa”, afirma Elizabeth, entregues todos no mesmo dia. “Que eu saiba, foi a primeira doação de vestidos.”
As doações feitas pelo estilista a Lu repercutiram de forma negativa entre os aliados de Alckmin.
O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), por exemplo, afirmou: “Imagine o tamanho de um armário para guardar tudo isso”.
Para Maia, que já defendeu o impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva porque a primeira-dama, Marisa Letícia, recebeu 27 tailleurs de graça de um estilista, “é claro que a senhora Lu Alckmin deve prestar todas as informações, pois não foi na condição de pessoa física que recebeu tantos regalos”.
“Eu tenho a prova de que foram feitas mais de 400 peças de roupa”, diz Figueiredo.
“Foram quatro anos [de 2001 a 2005], ela não tinha nem o que vestir. Só de tricôs e casaquinhos foram mais de cem. Vestidinhos básicos, milhares. Ela nunca pagou nada.”
Sua sócia, Kátia Grubisich, mulher de José Grubisich, presidente da Braskem, confirma que o estilista fala a verdade.
“Está chato para ela [Lu Alckmin], não é? Eu sinto muito. O assunto tomou um rumo diferente, virou político.” Kátia é sócia de Figueiredo desde maio de 2005
20/10/2006 | 09h07m Alckmin diz que mulher errou, mas defende filha
O candidato do à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), em entrevista nesta quinta-feira, saiu em defesa da filha Sofia, mas condenou a mulher Lu, que no começo do ano recebeu 400 vestidos de um estilista. De acordo com a Folha de S.Paulo, a filha do ex-governador trabalhou na maior loja de artigos de luxo do País, a Daslu; lá, era responsável pela área de novos negócios. Em 2005, quando ainda era governador, Sofia foi recebida com outros representantes da loja na secretaria da Fazenda do Estado. Pedia autorização para instalar caixa único na Daslu, que, em seu prédio, abrigava outras 13 empresas. Por causa da reunião, o secretário da Fazenda, Eduardo Guardia, foi convocado a prestar esclarecimentos na Assembléia Legislativa. No mesmo ano, a loja foi investigada pela Polícia Federal, que descobriu irregularidades no processo de importação de artigos para a Daslú. Um dos sócios da loja foi preso. No começo deste ano, o estilista Rogério Figueiredo doou 400 vestidos à mulher do tucano, Lu Alckmin. Mais tarde, em depoimento ao Ministério Público, disse não se lembrar do número exato. Lu Alckmin diz ter recebido 49 peças. Questionado sobre os fatos, Alckmin disse não ver problema na atuação da filha. “Ela não é sócia, foi empregada, trabalhou honestamente. Saiu até para não criar maiores constrangimentos. Não tem nada de errado.” Alckmin afirmou ainda que a filha foi convidada por uma colega para trabalhar na Daslu e que aceitou para ter independência. Também disse que o fato de ter trabalhado na loja não a liga aos problemas da loja. Entretanto, afirmou que a mulher errou em aceitar os vestidos. “Recebeu os vestidos, errou. Não deveria ter recebido, porque agora não estaríamos falando sobre isso; mas ela nunca foi nomeada para nenhum cargo público”. Porém, disse que a doação não prejudicou os cofres públicos e que os vestidos foram doados a entidades beneficentes
Dr. Guerra,
O último a saber?Só não morando na mesma casa,só se não a visse em festas(com vestidos novos )levando “elogios” das socialites.Absurdo,não foi erro, sacanagem agora se chama doação ?
São em média 20.000.000,00,tirados do lucro dos estilistas, isso tem nome, ou só é ladrão quem pede presentinhos na polícia?????
A finess desta família, é de arrasar .
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ta certo a primeira dama tem q andar bem vestida…hehehe!!!
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só que a campanha do mercadante não vai usar isso aí.
já deveriam ter usado. estão esperando o que?
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O MARIDO TRAÍDO, É SEMPRE O ÚLTIMO A SABER.
ESTE GERALDO REALMENTE É UM PIADISTA, HOMEM DE MUITO BOM HUMOR.NADA MAIS ME SURPREENDE, JÁ ESTAMOS EM 2012.
FUNCIONÁRIO PÚBLICO QUE SE PREZE, NÃO VOTA NO PSDB.
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