Servidores do Judiciário encerram greve: 4,77% pago a partir de janeiro de 2011 15

SERVIDORES PÚBLICOS de SP !
Sejam conscientes e DEEM A RESPOSTA NAS URNAS!!!!
 
A reinvidicação era 20,16% O PSDB DEU 4,77% !!!
PSDB NUNCA MAIS!!! PSDB ESCRAVIZA O SERVIDOR PÚBLICO HÁ 17 ANOS E SUCATEIA OS SERVIÇOS AO CIDADÃO!!
 
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Servidores do Judiciário encerram greve

Categoria aceita reposição de 4,77% a partir de janeiro de 2011 e fará mutirão para colocar serviço em dia

Os servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) encerraram nesta quarta-feira (01) a greve de 127 dias para reivindicar melhores salários. A categoria aprovou a proposta de uma reposição de 4,77% a partir de janeiro de 2011 e outros 15,39% previstos no Orçamento do estado para o próximo ano.

Os índices foram aceitos durante assembleia realizada em frente ao Fórum João Mendes, no centro da capital. A definição dos patamares de recomposição ocorreu na negociação entre grevistas e representantes do TJ-SP. Com a decisão, os funcionários retornam nesta quinta-feira (02) ao trabalho na capital. No interior, essa volta será na sexta-feira (03)

Na negociação, também ficou definida a realização de um mutirão com os servidores para colocar os serviços em dia. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB-SP), cerca de 300 mil processos novos ficaram parados durante a paralisação.

Os funcionários e membros do TJ-SP voltam a se reunir no dia 06 de outubro para definir mais detalhes de como o mutirão será realizado.

QUEBRAS DE SIGILO FISCAL SOB ENCOMENDA DE QUEM BATE CARTEIRA E GRITA PEGA LADRÃO…CARTA NA MANGA DO “TIME DO SERRA” 23

1 de setembro de 2010 12:55

Receita identifica autor de procuração no caso de sigilo

agestado

Chama-se Antônio Carlos Atella Ferreira o autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, filha de José Serra (PSDB). A Receita determinou hoje pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento. A assessoria de Verônica informou que ela não conhece a pessoa que assinou a procuração.

Na noite de ontem, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que documentos da investigação feita pela corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra.

A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da corregedoria a que o jornal teve acesso, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra. Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite de ontem, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) classificou de “ato criminoso” a quebra do sigilo fiscal de sua filha.

Ontem, a assessoria do Ministério da Fazenda disse que a corregedoria da Receita tem um documento mostrando que a funcionária Lúcia Milan acessou os dados fiscais a pedido da própria Verônica Serra. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.

A Receita não sabe dizer por que uma contribuinte de São Paulo entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André. Por meio da assessoria da Fazenda, acrescentou que, no dia 29 de setembro de 2009, “uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra”.

Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. “Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan) cumpriu o pedido e não fez nada de errado”, avaliou a assessoria do Ministério da Fazenda.

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Ora, tais  quebras de sigilo foram encomendadas ardilosamente por quem planejava vomitar denúncias, também providencialmente, durante a campanha. 

É o próprio batedor de carteira gritando: PEGA LADRÃO…PEGA LADRÃO! 

PSDB COM SEU BATALHÃO DE ADVOGADOS PERDE NOVAMENTE PARA A ADPESP- ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DE SÃO PAULO 7

PROCESSO:   RP Nº 647409 – Representação UF: SP TRE
Nº ÚNICO:   647409.2010.626.0000
MUNICÍPIO:   BAURU – SP N.° Origem:
PROTOCOLO:   722392010 – 12/08/2010 13:38
REPRESENTANTE:   Coligação UNIDOS POR SÃO PAULO (PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB)
ADVOGADO:   RICARDO PENTEADO DE FREITAS BORGES
ADVOGADO:   ARNALDO MALHEIROS
ADVOGADO:   MARCELO CERTAIN TOLEDO
ADVOGADO:   FRANCISCO OCTAVIO DE ALMEIDA PRADO FILHO
ADVOGADO:   AMILCAR LUIZ TOBIAS RIBEIRO
ADVOGADO:   EDUARDO MIGUEL DA SILVA CARVALHO
ADVOGADO:   GUILHERME PAIVA CORRÊA DA SILVA
ADVOGADO:   RICARDO VITA PORTO
ADVOGADO:   FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA
ADVOGADO:   JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN
ADVOGADO:   ANTONIO CÉSAR BUENO MARRA
ADVOGADO:   VIVIAN CRISTINA COLLENGHI CAMELO
REPRESENTADO:   ADPESP – ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ADVOGADO:   ANDERSON POMINI
ADVOGADO:   THAYS ABUD ROJAS
ADVOGADO:   THIAGO TOMMASI MARINHO
RELATOR(A):   JUIZ LUIS FRANCISCO AGUILAR CORTEZ
ASSUNTO:   REPRESENTAÇÃO – PROPAGANDA POLÍTICA – INTERNET – RÁDIO – TELEVISÃO – PAGA – SITE – YOUTUBE – TV TEM DE BAURU (DIAS 31 DE JULHO, 1º, 02 E 03 DE AGOSTO DE 2010) – INSERÇÃO – CAMPANHA PUBLICITÁRIA (NÚMERO, SALÁRIO E INEXISTÊNCIA DE DELEGADOS E POLICIAIS CIVIS) – PEDIDO DE APLICAÇÃO DE MULTA – PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR – SUSPENSÃO. CAMPANHA PUBLICITÁRIA – ART. 36, §§ 2º E 3º, DA LEI 9504/97 – ACOMPANHA 1 DVD
LOCALIZAÇÃO:   CS-COORDENADORIA DAS SESSÕES
FASE ATUAL:   01/09/2010 07:59-Enviado para CPRO. para providências
 
 
 
Andamentos
SeçãoData e HoraAndamento
CS 01/09/2010 07:59 Enviado para CPRO. para providências
CS 31/08/2010 23:02 Publicação em 31/08/2010 Publicado em Sessão . Acórdão de 31/08/2010 do(a) R na Rp nº 6474-09.2010.6.26.0000.
CS 31/08/2010 19:06 Julgado R NA Rp Nº 6474-09.2010.6.26.0000 em 31/08/2010.

Acórdão Negado provimento

PODEM ACREDITAR…DEPOIS DAS ELEIÇÕES O GOVERNO ESTADUAL PUBLICARÁ O DECRETO PRIVATIZANDO TODOS OS SERVIÇOS DO DETRAN E TRANSFERINDO AS ATRIBUIÇÕES DE AUTORIDADE EXECUTIVA DE TRÂNSITO PARA TÉCNICOS DA SECRETARIA DE TRANSPORTES 27

Ouvi hoje de um Delta que até o final do ano, se a fonte de informação dele estivera correta, as Ciretrans sairão do comando da PC. Acredito que possa haver verdade nisso, pois ele conhece muitos delegados em São Paulo e essa informação não viria de graça.

 

SAIBA TUDO SOBRE A FOBIA DE GERSON DE PASSIONE… 9

Produto Direto da Ditadura
Com Alckmim é assim

Breve história de um direitista

Natural de Pindamonhangaba, no interior paulista, Geraldo Alckmin sempre conviveu com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, que na época havia sido convertido num dos centros da direita fascista.
Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, ele respondeu: “Mas meu pai é da UDN”, talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura. Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito – 1.147 votos (cerca de 10% do total).
Um bajulador da ditadura militar
Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB local nesta época, outros fatores interferiram na sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, tinha acabado de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. “Ele transferiu prestígio para o sobrinho”, diz Rodrigues. A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. “Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]’, diz Andrade”.
Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterrou uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici. Segundo o jornalista, Alckmin sempre se manteve “afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar… O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura, fato corroborado por relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram”.
Seguidor da seita Opus Dei
Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua da cidade com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista.
Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta. Em 1994, Mário Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua truculência, coube-lhe presidir o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.
Centralizador e a “turma de Pinda”
As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade, gerando muitas suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para a prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo e mudou toda a sua equipe, causando desconforto até em setores do PSDB. Em 2002, ele foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.
Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo foi nomear, para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, o delegado Aparecido Laerte Calandra – também conhecido pela alcunha de “capitão Ubirajara”, que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade – a chamada “turma de Pinda”.
Criminalização dos movimentos sociais
Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Ele se gabava das ações “enérgicas” de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas. Não é para menos que declarou apoio à prisão dos líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação de assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no interior do estado.
Durante seu governo, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões.
A linguagem da violência
Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Alckmin sabotou os fóruns de participação da sociedade criados no governo Lula, como o Conselho das Cidades. Avesso ao diálogo, a única linguagem do ex-governador foi a da repressão dura e crua. Isto explica a sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que transformou o estado num grande presídio – em 2006, eram 124 mil detentos para 95 mil vagas.
Segundo relatório oficial, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários da Febem, deixando 6.500 menores em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos seus quatro anos de governo, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin a condenação formal da Corte Internacional da OEA.
A submissão dos poderes
Contando com forte blindagem da mídia, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, infestando-o de tucanos, e garantiu uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, ele abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa – destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.
Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete “O retrocesso de São Paulo no governo tucano”, Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. “Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade… Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo”.
 

José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo: DEMONSTRANDO POLIDA TRUCULÊNCIA DEFENDEU – MINIMIZANDO – MENSALÃO DO “DEM”; BAIXOU O NÍVEL ACUSANDO A “TURMA DA DILMA” DE CRIMINOSOS 26

01/09/2010 00h27 – Atualizado em 01/09/2010 00h27

Candidato do PSDB é o segundo de série com presidenciáveis.

Do G1, em São Paulo

José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo
José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo
(Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo)

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi entrevistado na edição desta terça-feira (31) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo.

Christiane Pelajo: Boa noite, candidato. Seja bem-vindo.

William Waack: Boa noite.

Christiane Pelajo: O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?

José Serra: Olha, pesquisa é uma coisa que fotografa o momento, fotografa um instante, não é um filme, né? A campanha eleitoral de verdade está acelerando agora porque nós estamos no último mês de campanha de fato. É aí que as pessoas vão fazer a sua cabeça. Pesquisa é fotografia do instante como em outros instantes eu estava na frente, outros instantes estava atrás. O fundamental agora é trabalhar para mostrar para as pessoas quais são as nossas propostas, as nossas ideias pro Brasil. E eu estou muito confiante, Christiane, porque eu… Já é a minha nona campanha. Eu nunca vi pessoas na rua tão afetivas, tão engajadas, tão esperançosas de que a gente possa vencer e eu estou confiante em que isso vai acontecer.

William Waack: Parece que essas pessoas às quais o senhor se refere estão mais confiantes que aliás muitos dos seus colegas de coligação. Muitos não têm aparecido com o senhor na campanha. O que que está acontecendo?

José Serra: Não, olha, qualquer lugar que eu vá no Brasil inteiro sempre tem um pessoal que está batalhando ao meu lado. Isso é no Brasil inteiro. Cada um está fazendo sua campanha…

William Waack: Eu digo candidatos a governador. Alguns, parece que preferiram aparecer sozinhos, sem fazer menção à sua candidatura.

José Serra: Não, olha, inclusive, não é permitido a um candidato a governador, a um candidato ao senador, ao Senado, promover uma candidatura nacional. Você tem o risco de perder o tempo de televisão por um equívoco dessa natureza. É muito limitado o que candidatos locais podem fazer, em função, na TV, no horário eleitoral, em função da campanha nacional.

Christiane Pelajo: Alguns analistas dizem que a campanha do senhor nem parece de oposição. O senhor chegou a colocar uma foto sua ao lado do presidente Lula, exibir isso na televisão. Qual é, afinal, a bandeira da oposição?

José Serra: Não, não teve nada a ver com coisa de ser oposição. O que dizia lá era outra coisa. É que o Lula tinha uma história como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, era uma pessoa desconhecida – não tinha disputado eleição, não tinha uma história realmente conhecida, não era uma pessoa conhecida, experimentada na política como é o Lula, como sou eu. Foi só isso, isso está longe de ser qualquer espécie de agrado, é apenas uma constatação.

Christiane Pelajo: Mas por que então, candidato, os partidos de oposição – DEM e PSDB – hesitaram tanto em fazer oposição?

José Serra: Porque o Lula, veja, uma coisa é o que se fez quanto no Congresso. É que o PSDB tem um estilo que não é o de jogar no quanto pior, melhor, quando está na oposição. Trabalha pelo Brasil. Se tem alguma coisa do governo que presta, o partido apoia, não faz aquela oposição, sabe, de terra arrasada. Isso não é feito. Logo, às vezes isso é confundido com suavidade na oposição. Na verdade, a oposição não pode jogar contra o Brasil. Quem tinha experiência do quanto pior melhor é o PT. O PT não permitiu votar a favor de Tancredo Neves quando ele se elegeu, não homologou ou, vamos dizer assim, foi contra a atual Constituição, foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra o Fundef, que era mais dinheiro pras… para a educação nas regiões mais pobres do Brasil. Enfim, votou contra tudo na linha do quanto pior melhor quando era oposição. O PSDB no governo do PT não fez a mesma coisa…

William Waack: Candidato…

José Serra: Então isso às vezes é confundido com tibieza, com fraqueza da oposição. Não, é espírito público.

William Waack: Candidato, é evidente que nós estamos discutindo aqui as suas táticas eleitorais.

José Serra: Uhum….

William Waack: As três primeiras perguntas foram em relação a isso. Aparentemente ela não está funcionando. Isso que o senhor disse de suavidade e tibieza aparentemente é o que está sendo passado para o público…

José Serra: Não, não da campanha. Eu estava dizendo suavidade e tibieza porque ela falou do PSDB no governo, durante o governo, nos anos anteriores. Agora nós estamos…

William Waack: Ela falou em fazer oposição…

José Serra: Agora nós estamos em uma campanha eleitoral. A campanha eleitoral, para mim, não é algo para você ficar estrebuchando, para ficar, sabe, espumando. É para ir apresentando, pouco a pouco, as ideias. É apresentar aquilo que foi feito, sem mistificação, porque as coisas que estão apresentando que eu fiz, eu fiz de verdade. No caso, por exemplo, da candidata do PT, atribuem a ela coisas, inclusive, que ela não tem nada a ver, porque é uma coisa que está sendo construída. É ir mostrando… E eu tenho plena confiança de que essa campanha na TV, mais outras coisas, porque campanha não se resume a televisão, vai nos levar, William, a uma virada e à vitória. Eu estou convencido disso, sinceramente, e eu raciocínio nesses termos.

William Waack: Eu tenho mais uma pergunta sobre problemas na sua campanha. No inquérito do Mensalão do DEM de Brasília, por exemplo. A Polícia Federal…

José Serra: Olha, William…

William Waack: Posso, só posso completar a pergunta?

José Serra: Sim.

William Waack: A Polícia Federal chama o ex-governador de chefe de uma organização criminosa. Ele pertenceu ao DEM, um partido tradicionalmente aliado ao PSDB, como todas as pessoas interessadas em política sabem. Nós podemos assumir que isso prejudicou a sua campanha?

José Serra: Eu acho que não. Mas de… Já que você tocou no assunto criminoso, deixa eu tocar noutro assunto. Hoje veio a público um fato criminoso. Qual foi? O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política. Até porque blogs sujos da campanha do PT, que eles usam muito isso, já estavam pondo dados do ano passado. Não porque tenha algum problema, ela é ficha limpa, não tinha problema nenhum, mas eles começaram a pôr já naquela época. Ela até me disse: “olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda”, perfeitamente declarado, não houve… nunca caiu na malha nem nada parecido. Então este é um ato criminoso. Já há vários que tiveram seus sigilos quebrados para efeito político-eleitoral. E outros terão sido por outros motivos. Mas neste caso é claríssimo. E é um jogo, ao meu ver, sujo, é um jogo baixo. Aliás, utilizar filho dos outros para ganhar eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula, lembra? O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver… Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. Eu não tenho nenhuma… nenhum problema nesse sentido. A Dilma, aliás, está repetindo aquilo que o Collor fez e mais, agora o Collor está do lado dela. Quem sabe talvez ele tenha transferido a tecnologia.

William Waack: Candidato, a Receita está dizendo em Brasília que essa quebra de sigilo foi feita a pedido da sua filha…

José Serra: É mentira, mentira descarada. Mentira descarada. E agora, você sabe, esse pessoal mente, eles são profissionais da mentira. Então são profissionais da mentira. Eles já… Mentem e dizem qualquer coisa. Tem que provar isso.

Christiane Pelajo: Candidato, vamos voltar à pergunta anterior do William…

José Serra: Vamos voltar…

Christiane Pelajo: Sobre o mensalão do DEM…

José Serra: Mas eu, eu… Eu achei importante fazer esse esclarecimento, porque esse assunto está circulando, entrou assunto de criminoso… Criminosos são esses que estão usando a campanha, estão usando questões, atacando família, para efeito de colher dividendos eleitorais. Inútil, inútil. Porque estão trabalhando em cima de gente ficha limpa. Mas esses gestos são criminosos. Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições. Imagina o que fariam se ganhassem. Ainda bem que a minha expectativa é de eu ganhar.

Christiane Pelajo: Em relação ao mensalão do DEM, a pergunta que eu fiz para o senhor?

José Serra: Olha, o mensalão do DEM teve menos volume de toda maneira do que o mensalão do PT, menos gente. Segundo, teve uma diferença: o pessoal do mensalão foi expulso. É… o mensalão do DEM… foram todos mandados embora do DEM. No caso do PT, continuam mandando, como o José Dirceu. O José Dirceu é um dos comandantes da campanha da Dilma, cogitado inclusive para fazer parte do governo dela, e era o chefe… Aliás, de toda aquela quadrilha de 37, 38 pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, ele era o chefe de tudo. E está aí, da mesma maneira que outros estão se candidatando, fazendo etc. Então foi, praticamente, só o Delúbio saiu depois de muito tempo. E, ainda, digamos assim, tem proximidade muito grande. No do DEM, pelo menos, foi todo mundo mandado embora e mais ainda, tinha um volume, um alcance, muito menor.

William Waack: Vamos seguir adiante com perguntas…

José Serra: Vamos.

William Waack:  Um pouco mais conceituais…

José Serra: Claro, vamos lá.

William Waack: Falamos bastante da política diária. Por exemplo, o governo do qual o senhor fez parte… Aliás, não só o governo federal, mas na… Está na tradição do PSDB uma, uma visão de privatização de, de… De ativos estatais que viraram alvo do PT. E sumiu da propaganda tucana. O PSDB hoje tem vergonha das privatizações?

José Serra: Não, é porque não tem privatização no caminho. Não tem privatização. A… O caso…

William Waack: Não tem nada mais para privatizar?

José Serra: Não. O caso mais bem sucedido de privatização no Brasil foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou, que todo mundo elogia. Porque uma coisa é quando eles fazem campanha e outras é quando estão trabalhando. Foi altamente elogiada. Não fosse aquilo que foi feito pelo governo Fernando Henrique, não teria tanto celular e tanto telefone no Brasil. Eu declarava, Imposto de Renda, o telefone no Imposto de Renda, porque era uma raridade, lembra? Valia uma fortuna.

Christiane Pelajo: Quer dizer, num eventual governo do senhor, o senhor não privatizaria nada?

José Serra: Aquela… Não tem o que privatizar no horizonte. Agora, o Lula, o governo Lula privatizou dois bancos mais. Não refez nada do que tinha antes. Eles usam isso como campanha eleitoral. Agora, eles fizeram um tipo de privatização. Sabe qual é? De entregar, por exemplo, os Correios, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o correio para fins privados. Eu, no governo, vou usar o correio para fins públicos. Essa privatização que tem hoje no Brasil, ela é muito pior do que qualquer outra, porque você tem uma Petrobras, você entrega a diretoria disso, a diretoria daquilo, para tal político ou para tal grupo de políticos, né, que vão aproveitar a Petrobras ou para fazer negócios ou para favorecer os amigos e tudo mais. Isto se espalhou por toda a administração. Que que eu vou fazer? Eu vou desprivatizar, nesse sentido, toda a administração pública, inclusive as empresas. O que é público vai continuar público e não sendo usado por políticos num loteamento. Veja, isso aí não tem nada a ver…

William Waack: Posso… Posso pedir sua licença? É que nós estamos chegando na metade da entrevista e temos mais dez minutos logo depois do intervalo. Fique aqui conosco por favor, nós voltamos daqui a um instante. Até já.

 

2º bloco

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Christiane Pelajo: A gente volta agora nossa entrevista com o candidato do PSDB, José Serra. Nós temos nove minutos a partir de agora, candidato. Candidato, o senhor diz que o câmbio – como está – com o dólar muito barato é prejudicial à economia porque as exportações brasileiras dessa forma perdem competitividade. Mas como é possível fazer isso sem mexer no câmbio flutuante e livre, que é uma conquista que deve ser preservada?

José Serra: Sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma conquista que deve ser preservada. Agora, tem o seguinte, hoje, do jeito que tá, nós não conseguimos vender lá fora e mais ainda: a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta. Por exemplo, calçados, por exemplo, têxtil. Até indústria de colheitadeiras. Outro dia eu fui no Rio Grande do Sul, num município que produz, né, colheitadeiras. Agora estão entrando os chineses. E nós somos muito mais eficientes. Por quê? Por causa desse mecanismo torto da relação câmbio-juros. Agora, a causa disso são os juros siderais. Nós temos, continuamos com a maior taxa de juros do mundo. E, ao contrário do que a Dilma disse aqui ontem, aumentando a distância em relação ao resto do mundo, ao resto do mundo, e não convergindo como ela disse, que é um absurdo completo. Isso é falta de informação. Agora, aí o que que acontece? O câmbio muito alto provoca – porque entra dólar pra especulação, porque paga muito – que o câmbio artificialmente fique irreal. Resultado: em vez do turista ir pro Nordeste, ele vai pra Miami, que é mais barato. Em vez do, do… de a gente comprar brinquedo aqui, você compra brinquedo chinês. E várias outras coisas. Isso cria empregos noutros lugares, e não no Brasil. Eu vou mudar isso. Eu não vou mudar no, no tapa…

William Waack: Via juro?

José Serra: No susto… Com o quê? Formando uma equipe econômica entrosada, em vez de ficar cada um atirando pra um lado, entre Banco Central, Fazenda, Planejamento, que vão trabalhar direito tendo como meta uma política de juros e cambial que seja mais condizente com o que a gente quer, que é o emprego no Brasil e o crescimento sustentado. Porque essa outra política está levando a um déficit externo crescente. Nós estamos com um déficit vertiginoso – o maior da história do Brasil –, não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro, no outro. Então, a gente tem que enfrentar isso com conhecimento, com cuidado, com paciência e com determinação.

William Waack: Candidato, o senhor tem sido uma voz crítica em relação a políticas econômicas do governo. Agora, quando foi a hora de mandar um programa de governo e registrá-lo no TSE, o senhor mandou trechos de discursos. Afinal qual é o seu plano…

José Serra: É, não foram trechos. Foram os discursos completos. Por quê? Porque o meu discurso não foi uma peça de propaganda. Lá está tudo o que eu considerei como as diretrizes fundamentais. Foi o discurso de introdução à candidatura e o discurso da convenção, que eu mesmo, pessoalmente, trabalhei vários dias. Lá es… tem, está a essência de tudo aquilo que a gente quer pro Brasil. Isso foi mandado pra Justiça Eleitoral. De lá pra cá, nós estamos trabalhando na internet, com reuniões por todo Brasil, recolhendo milhares e milhares de opiniões, de sugestões e vamos apresentar o detalhamento, como eu fiz quando fui eleito prefeito, quando eu fui eleito governador, com os pontos do programa… Vários eu já tenho apresentado, por exemplo, criar um milhão de vagas novas no ensino técnico no Brasil, fa… Cento e cinquenta e tantos ambulatórios médicos de especialidades, que são policlínicas. Tudo isso vai aparecer direitinho como propostas tópicas para cada ponto etc.

William Waack: O senhor me permite insistir nesse ponto…

José Serra: Agora, tudo isso eu já tinha dito e anunciado que iria fazer nos meus discursos, que são peças de programa de governo, e também no horário eleitoral e nas minhas dezenas de entrevistas, inclusive a esta emissora.

William Waack: Deixa eu voltar a esse ponto e amarrar essas duas perguntas, candidato.

José Serra: Sim.

William Waack: O senhor fala nos juros e isso todo mundo sabe. O senhor fala na piora das contas externas e o próprio governo admite. Agora…

José Serra: Admite mas não na… Na campanha eleitoral…

William Waack: Onde… O que é direito dele, até.

José Serra: Sim.

William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.

José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico – e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica. No meu período de exílio, convivi em vários países, até assessorando, fazendo. Já ocupei cargos aqui no Brasil nessa área. No Congresso, durante um tempo, eu era talvez o parlamentar ligado, mais ligado à economia que tinha em todo o Congresso Nacional. Na Constituinte, fiz muita coisa nessa direção. Então é um assunto que eu tenho toda a informação, que eu sei trabalhar e vou trabalhar de maneira a que a gente possa manter o nosso crescimento, e inclusive acelerar, com vistas ao aumento do emprego, que é a questão fundamental. E o empresário que gera emprego, empresário que gera emprego também vai ganhar pra que possa ficar reinvestindo. Isso é fundamental. Agora, o Brasil tem três coisas perversas: a maior taxa de juros real do mundo – que não tem motivo pra isso. Segundo: a maior carga de impostos do mundo em desenvolvimento. Nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil. Eu fui nesta semana, no dia lá que o impostômetro mostrou 800 bilhões de reais arrecadados até 31 de agosto. É muito dinheiro. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só pra pagar imposto. Nós temos a maior carga. Isso tem que diminuir ao longo do tempo até pra que a gente possa ter produção e emprego. E o terceiro aspecto é que a taxa de investimento governamental, ou seja, aquilo que o governo investe, em estradas, nisso, naquilo, é uma das mais baixas do mundo, era a penúltima do mundo. Só o Turcomenistão estava pior do que o Brasil.

Christiane Pelajo: Candidato…

José Serra: Você assistindo a televisão, propaganda, entrevista às vezes de gente do governo tende a pensar o contrário. Mas é um país que está sem investimentos nessa área, por isso que as coisas andam muito devagar.

Christiane Pelajo: Candidato, a gente queria…

José Serra: Nos estados em alguns lugares andou depressa porque os governadores – como foi o caso de São Paulo – trabalharam bem.

Christiane Pelajo: A gente queria abordar um outro tema. O senhor tem acusado o governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico. Caso o senhor seja eleito, o senhor vai fazer o que com relação a esses países?

José Serra: Eu vou pressioná-los. É o caso da Bolívia. Diplomaticamente, ninguém vai intervir na Bolívia nem nada parecido. Mas o Brasil tem feito muitas coisas boas para a Bolívia, né? Deixou a Bolívia pegar a refinaria da Petrobras, tá fazendo uma estrada agora. Enfim, o Brasil ajuda a Bolívia. Eu acho que é normal um país, diplomaticamente, pressionar o outro para que procure impedir a exportação ilegal, contrabando de cocaína para o Brasil. Estima-se que, de 50% a 80% – dá na mesma, porque é tanto, é como cair do 50º ou do 80º andar. É muita cocaína. Ela vem da Bolívia. Eu acho que tem… É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice disso, entende? Porque está se fazendo no seu território. Então é legítimo que o Brasil pressione. Uma coisa é ideologia, se são simpáticos ao governo boliviano, se o PT gosta etc., e outra coisa é o interesse nacional. No caso, o interesse da segurança da população, porque a droga leva ao crime e arruína a vida do jovem sob a forma do crack. Agora, isso não elimina também o nosso papel, que é de fazer… combater o contrabando, ocupando as nossas fronteiras que neste momento não estão ocupadas.

William Waack: Candidato, olhando para o relógio, eu acho que a gente tem tempo para mais uma pergunta. E o senhor se referiu ao crack. Cracolândia, São Paulo, o senhor teve…

José Serra: Não é só São Paulo. Cracolândia tem em todo Brasil.

William Waack: Tem, mas a Cracolândia de São Paulo é um símbolo. É um símbolo que o senhor tentou acabar, como prefeito e governador. Foi difícil e não deu certo. O que falhou?

José Serra: Não, não é que não deu certo. Melhorou. Agora, você não pode, você não pode encarcerar um drogado. Quer dizer, você… Às vezes você vai num lugar e o pessoal que está já viciado na droga continua indo. Você tem que combater o traficante. Pela lei, você não pode prender um drogado. Agora, pra droga, tem muito a fazer. Tem que parar a entrada de droga no Brasil. Ela caiu, William, 50% de preço desde mil… desde os anos 80. Perdão, 50 vezes e não 50%. Ela virou de graça, porque entra à vontade no Brasil pela fronteira. Segundo, tem que combater por dentro, na fronteira, e os traficantes. Terceiro tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, em tudo. Quarto, tem que tratar os dependentes químicos…

William Waack: Mas não está faltando justamente isso?

José Serra: Eu tratei, nós começamos, eu comecei como governador uma experiência diferente no Brasil de criar clínicas próprias para tratamento de dependentes químicos, coisa que o PT e o governo, o Ministério da Saúde, não são a favor, porque acham que não pode criar uma clínica para tratamento etc. Isso funcionou muito bem.

William Waack: Desculpa interrompê-lo. É que nosso tempo está acabando. O senhor concluiu, pelo menos, o seu raciocínio?

José Serra: Construí.

William Waack: Tá. Muito obrigado pela entrevista.

José Serra: Muito obrigado, William. Muito obrigado a vocês dois.

Cristiane Pelajo: Obrigada e boa noite.

José Serra: Muito bom para mim vir aqui dar esta entrevista.

William Waack: Obrigado.

Cristiane Pelajo: Obrigada.

CENTENÁRIO DO CORINGÃO: TORCEDOR FANÁTICO LULA RECEBE HOMENAGEM DO CORINTHIANS 2

/08/2010 20h09 – Atualizado em 31/08/2010 21h12 Presidente Lula recebe homenagem do Corinthians e do Clube dos 13

Pé-frio declarado, presidente da República revela que não leva muita sorte quando acompanha os jogos e sofre com ‘cornetadas’ da primeira-dama

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

Corintiano fanático e assumidamente pé-frio, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi homenageado nesta terça-feira, em cerimônia do Clube dos 13, no Parque São Jorge, Zona Leste de São Paulo. Ele recebeu os títulos de chanceler honorário do futebol brasileiro e torcedor símbolo do Timão. O clube da capital paulista completa 100 anos nesta quarta.

Andres Sanches e Lula camisa. Corinthians
Lula recebe do presidente Andrés Sanches a camisa do centenário (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Durante a cerimônia, Lula ganhou vários presentes das mãos do presidente alvinegro, Andrés Sanches, como uma carteira de conselheiro vitalício, um baú banhado a ouro com todos os distintivos do clube, uma camisa oficial, além do passaporte, certidão de nascimento e faixa presidencial da República Popular do Corinthians.

– É com muita alegria e satisfação que eu recebo esse título de chanceler do futebol. Se o Palmeiras quiser me dar um titulo, eu também aceito (risos) – brincou.

Faz 56 anos que eu torço para o Corinthians”
Lula

Lula ainda parabenizou o Corinthians pelo centenário e revelou detalhes sobre sua rotina para acompanhar as partidas do Timão pela televisão. Apesar de todo o amor que carrega pelo clube, o presidente encontra barreiras dentro da própria casa por conta da fama de pé frio.

– Faz 56 anos que torço para o Corinthians. Sofro mais do que nunca. A Marisa me tira da sala porque eu sou pé-frio. Às vezes, saio da sala e o Corinthians faz um gol. Às vezes, saio antes para pegar um avião com o Corinthians perdendo e ela fala para eu ir embora. Depois, ela liga falando que empatou. Eu fico com um pé dentro e outro fora para ver se dou menos prejuízo ao meu time. Saio daqui mais corintiano com o meu passaporte. Minha mulher também tem e meus filhos terão. Não quero ninguém vivendo na clandestinidade na nação corintiana – completou.

Encontro de desafetos

Curiosamente, a mesa de ilustres foi composta por dirigentes que entraram em conflito declarado nos últimos anos: Andrés Sanches e Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. A rivalidade começou em 2008, quando o Tricolor não aceitou aumentar a carga de ingressos para o Timão antes de um clássico. Como resposta, o Alvinegro prometeu não mais mandar seus jogos no Morumbi.

Recentemente, a disputa se arrastou para a Copa do Mundo de 2014. Apesar de toda a confiança de Juvêncio, o São Paulo teve o projeto de reforma do Morumbi rejeitado pela Fifa, abrindo espaço para que Sanches conseguisse apoio para a construção do estádio corintiano, provável palco da abertura do Mundial.

Juvenal Juvêncio, aliás, evitou a imprensa durante toda a noite. O dirigente não passou pela entrada principal do salão nobre do clube e, por meio de assessores, disse que não concederia entrevistas.