:: JC On Line: Sem modernização da Civil, delegados podem ir à greve
Sem deixar de cumprir minimamente a lei, a representação dos delegados de polícia no Estado garante a adoção de medidas, para os próximos dias, para “provocar” um posicionamento do governo estadual em relação às reivindicações efetuadas pela categoria.
A categoria deu dez dias para manifestação do Executivo estadual e o prazo se encerrou no último sábado. Hoje as lideranças pretendem definir quais serão os mecanismos de pressão para conseguir a aprovação e sanção do governador José Serra (PSDB) no projeto de reestruturação da categoria.
De acordo com a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, a assembleia extraordinária do último dia 8 colocou a categoria em estado permanente de mobilização.
“Antes de uma greve, que não está descartada, tentaremos uma forma de cumprimento da lei de forma efetiva, sem os quebra-galhos que a gente tem feito. Amanhã (hoje), a gente vai definir quais procedimentos que iremos adotar. Queremos ter a possibilidade de voltar todas nossas atenções para a nossa função principal, que é a da investigação”, define.
Ela esclarece que Serra não acenou com a possibilidade de negociar. Pinheiro frisa que, para o fim da greve de 2008, houve o comprometimento do governo estadual da votação do projeto de interesse da categoria pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e posterior sanção do Executivo estadual. “O governador acabou não cumprindo o que havia nos prometido”, relembra.
Saúde estadual
O trabalhadores estaduais da saúde também reivindicam melhorias substanciais para os mais de 96 mil funcionários públicos estaduais da categoria no Estado. A diretora regional em Bauru do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (Sindsaúde), Mariuze Inês Pereira Miranda, explica que os trabalhadores estão em estado de greve com alguns hospitais preparados para uma greve.
Em Bauru, os representantes estão preparando a mobilização. A regional de Bauru abrange também Jaú, Botucatu e Avaré.
O discurso para convencer os trabalhadores da necessidade de pressionar o governo estadual é de que as negociações não avançam. “Na mesa de negociação do dia 12, os representantes do governador disseram que não têm nada para nos apresentar. Até então estavam dizendo que estavam encaminhando a proposta. Agora, vamos sentir o termômetro com a categoria”, define Miranda.
Entre outros pontos, o Sindsaúde reivindica reposição de 40% de perdas salariais referentes aos últimos 12 anos, reajuste no vale-alimentação congelado em R$ 4,00 desde 2000 e extensão para o pessoal administrativo da jornada de 30 horas já regulamentada.
Ricardo Santana
já to de greve e vou continuar
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