O governador José Serra não indicou qualquer delegado seccional, diretor, nem o delegado-geral.
É um estilo que atribui ao secretário ampla liberdade para suas escolhas.( Barros Munhoz)
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Ao contrário de outros órgãos – conforme afirmou Barros Munhoz – o Governandor nem sequer escolhe o Delegado Geral.
A Polícia Civil para ele é uma “ZONA” ; assim qualquer um pode escolher aquilo que bem entender.
Está pior do que pensávamos!
então, pra quem que o deputado munhoz faz oficio pedindo carguinho pra delegado no GOE?????
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em outras palavras, o deputado quer dizer que se a policia tá uma bosta não é culpa do serrote
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como sempre digo : admiro de receber meu miserite todo mês …pq haveria de ser diferente, se o país inteiro é uma zona ???
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¨Concordo, e não eé muito difícil para voces concordarem tambem¨
Onde trabalho A chefe dos escrivães, não assina qualquer documento que chegue na delagacia, pois tá aposentando e já gente perdendo o emprego por ter assinado documento que esta chagando na delegacia. É interessante pois quem responde os ofícios é ela, não sei por que ter medo, o chefe da tiragem é um vagabundo chega, olha lá ás 10h00 vai almoçar ás 11:00, volta ás três e vai embora quando quer, e é chefe hem? Quando um dos tiras fala que tem algum compromisso e precisa de uma folga, ele diz faz só esta intimação ¨no cú do judas¨ depois esta liberado, é gosado que vem falar para mim, porque já não debatem com o vagal. Unica coisa que eu acho bonito, é que o dignissimo apesar de tambem não concordar com a autoridade sempre quando vou a sala da magnitude sempre encontro o mesmo confidenciando, que quando chego parece que sou estranho, ¨é duro não paraticipar da arrecadação¨ , tem outra parece qua a autoridade é honesta, mas é dificil pessoas que chegam a ser ¨alguem¨ depois de vida simples sendo movido pelo ego, ¨coitado¨ só chapéu, sei lá tambem é o que parece, mais vai saber né? pelo amor que tem pelo vagabundo. E olha já se sentiu traida outra vez, espero que não fique sabendo desta vez. O que os olhos não veem o coração não sente.
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¨Voçeis estão preocupados com os Carcereiros¨¨
É nós fomos culpados pela politica do governo em acabar com as Cadeias Públicas, nunca tive proble em trabalhar com ¨Cidadões menos Civilizados¨, o unico problema que tive foi ter que viajar denovo depois de ter conseguido vir para minha cidade, mas agora sou culpado pois tenho que fazer, apesar do ultimo aumento em que foi mais uma vez escrachado como nunca desde que começou a greve onde nunca falaram de nós, agora por estar sem função sou obrigado apesar do salário minimo, executar funções de ¨Escrivão¨ ¨Investigador¨ e agora são nivel universitário hem?? que chique!!! Essa é a voz de um entes de tudo Policial acredito que sou apesar de todos vocês acharem que não. Por favor o que esta faltando para nós é só o governo terminar, por favor e logo, sua politica, ja que começou de acabar com as Cadeias para termos uma definição de nossas atribuições, pois estou cansado de não saber o que fazer, e ao mesmo tempo fazer tudo que de repente não devo fazer.
Por favor alguem nos ajude, pois tambem somos filhos de Deus.
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NÃO RECLAME, VOCE ESTA PREOCUPADO COM QUEM ESTA ABAIXO DE VOCÊ???, OU APENAS É MAIS UM QUE ESTA PREOCUPADO SE SUA FILHA VAI ESTUDAR NOS MELHORES COLÉGIOS??? NUNCA SE ESQUEÇA VIEMOS PARA ESTE MUNDO PARA VIVER EM SOCIEDADE E NÃO SOCIALITE..
PENSE NISSO….
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Voce trata bem os desprovidos de sua delegacia que não estão grudados no seu saco, ou acha que estes estão contra voce???
Ou tambem nem que saber, Deus me livre parguntar o que ele pensa. Não quer ouvir meda?? Né.
Ideologia, eu quero uma pra viver. Nem sabem o que é isso né???
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DOUTOR GUERRA POR FAVOR PUBLIQUE COM DESTAQUE
quinta, 20 de novembro de 2008 às 18:04
Nos rincões dos Mendes
Em sua terra natal, o presidente do STF e a família agem como coronéis
Por Leandro Fortes, de Diamantino (MT)*
Existe um lugar, nas entranhas do Centro-Oeste, onde a vetusta imagem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, nada tem a ver com aquela que lhe é tão cara, de paladino dos valores republicanos, guardião do Estado de Direito, diligente defensor da democracia contra a permanente ameaça de um suposto – e providencial – “Estado policial”. Em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, o ministro é a parte mais visível de uma oligarquia nascida à sombra da ditadura militar (1964-1985), mas derrotada, nas eleições passadas, depois de mais de duas décadas de dominação política.
O atual prefeito de Diamantino, o veterinário Francisco Ferreira Mendes Júnior, de 50 anos, é o irmão caçula de Gilmar Mendes. Por oito anos, ao longo de dois mandatos, Chico Mendes, como é conhecido desde menino, conseguiu manter-se na prefeitura, graças à influência política do irmão famoso. Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar Mendes, primeiro como advogado-geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e, depois, como ministro do STF, atuou ostensivamente para eleger o irmão. Para tal, levou a Diamantino ministros para inaugurar obras e lançar programas, além de circular pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, a pedir votos para o irmão-candidato e, eventualmente, bater boca com a oposição.
Em setembro do ano passado, o ministro Mendes foi novamente escalado pelo irmão Chico Mendes para garantir a continuidade da família na prefeitura de Diamantino. Depois de se ancorar no grupo político do governador Blairo Maggi, os Mendes também migraram do PPS para o PR, partido do vice-presidente José Alencar, e ingressaram na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a quem, como se sabe, Mendes costuma, inclusive, chamar às falas, quando necessário. Maggi e os Mendes, então, fizeram um pacto político regional, cujo movimento mais ousado foi a assinatura, em 10 de setembro de 2007, do protocolo de intenções para a instalação do Grupo Bertin em Diamantino, às vésperas do ano eleitoral de 2008.
Considerado um dos gigantes das áreas agroindustrial, de infra-estrutura e de energia, o Bertin acabou levado para Diamantino depois de instalado um poderoso lobby político capitaneado por Mendes, então vice-presidente do STF, com o apoio do governador Blairo Maggi, a quem coube a palavra final sobre a escolha do local para a construção do complexo formado por um abatedouro, uma usina de biodiesel e um curtume. O investimento previsto é de 230 milhões de reais e a perspectiva de criação de empregos chega a 3,6 mil vagas. Um golpe de mestre, calcularam os Mendes, para ajudar a eleger o vereador Juviano Lincoln, do PPS, candidato apoiado por Chico Mendes à sucessão municipal.
No evento de assinatura do protocolo de intenções, Gilmar Mendes era só sorrisos ao lado do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a quem levou a Diamantino para prestigiar a gestão de Chico Mendes, uma demonstração de poder recorrente desde a primeira campanha do irmão, em 2000. Durante a cerimônia, empolgado com a presença do ministro e de dois diretores do Bertin, Blairo Maggi conseguiu, em uma só declaração, carimbar o ministro Mendes como lobista e desrespeitar toda a classe política mato-grossense. Assim falou Maggi: “Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso”. Presente no evento estava o prefeito eleito de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), então deputado estadual. “O constrangimento foi geral”, lembra Capistrano.
Ainda na festa, animado com a atitude de Maggi, o deputado Wellington Fagundes (PR-MT) aproveitou para sacramentar a ação do presidente do STF. “O ministro Gilmar Mendes tem usado o seu prestígio para beneficiar Mato Grosso, apesar de não ser nem do Executivo nem do Legislativo”, esclareceu, definitivo. Ninguém, no entanto, explicou ao público e aos eleitores as circunstâncias da empresa que tão alegremente os Mendes haviam conseguido levar a Diamantino.
O Grupo Bertin, merecedor de tanta dedicação do presidente do STF, foi condenado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em novembro de 2007, logo, dois meses depois da assinatura do protocolo, por formação de cartel com outros quatro frigoríficos. Em 2005, as empresas Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva foram acusadas pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça de combinar os preços da comercialização de gado bovino no País. Foi obrigado a pagar uma multa equivalente a 5% do faturamento bruto, algo em torno de 10 milhões de reais. No momento em que Gilmar Mendes e Blairo Maggi decidiram turbinar a campanha eleitoral de Diamantino com o anúncio da construção do complexo agroindustrial, o processo do Bertin estava na fase final.
Ainda assim, quando a campanha eleitoral de Diamantino começou, em agosto passado, o empenho do ministro Mendes para levar o Bertin passou a figurar como ladainha na campanha do candidato da família, Juviano Lincoln. Em uma das peças de rádio, o empresário Eraí Maggi, primo do governador, ao compartilhar com Chico Mendes a satisfação pela vinda do abatedouro, manda ver: “Tenho falado pro Gilmar, seu irmão, sobre isso”. Em uma das fazendas de soja de Eraí Maggi, o Ministério do Trabalho libertou, neste ano, 41 pessoas mantidas em regime de escravidão.
Tanto esforço mostrou-se em vão eleitoralmente. Em outubro passado, fustigado por denúncias de corrupção e desvio de dinheiro, o prefeito Chico Mendes foi derrotado pelo notário Erival Capistrano, cuja única experiência política, até hoje, foi a de deputado estadual pelo PDT, por 120 dias, quando assumiu o cargo após ter sido eleito como suplente. “Foi a vitória do tostão contra o milhão”, repete, como um mantra, Capistrano, a fim de ilustrar a maneira heróica como derrotou, por escassos 418 votos de diferença, o poder dos Mendes em Diamantino. De fato, não foi pouca coisa.
Em Diamantino, a família Mendes se estabeleceu como dinastia política a partir do golpe de 1964, sobretudo nos anos 1970, época em que os militares definiram a região, estrategicamente, como porta de entrada para a Amazônia. O patriarca, Francisco Ferreira Mendes, passou a alternar mandatos na prefeitura com João Batista Almeida, sempre pela Arena, partido de sustentação da ditadura. Esse ciclo foi interrompido apenas em 1982, quando o advogado Darcy Capistrano, irmão de Erival, foi eleito, aos 24 anos, e manteve-se no cargo por dois mandatos, até 1988. A dobradinha Mendes-Batista Almeida só voltaria a funcionar em 1995, bem ao estilo dinástico da elite rural nacional, com a eleição, primeiro, de João Batista Almeida Filho. Depois, em 2000, de Francisco Ferreira Mendes Júnior, o Chico Mendes.
Gilmar nasceu em Diamantino em 30 de dezembro de 1955. O lugar já vivia tempos de franca decadência. Outrora favorecida pelo comércio de diamantes, ouro e borracha por mais de dois séculos, a cidade natal do atual presidente do STF se transformou, a partir de meados do século XX, num município de economia errática, pobre e sem atrativos turísticos, dependente de favores dos governos federal e estadual. Esse ambiente de desolação social, cultural e, sobretudo, política favoreceu o crescimento de uma casta coronelista menor, se comparada aos grandes chefes políticos do Nordeste ou à aristocracia paulista do café, mas ciosa dos mesmos métodos de dominação.
Antes do presidente do STF, a figura pública mais famosa do lugar, com direito a busto de bronze na praça central da cidade, para onde os diamantinenses costumam ir para fugir do calor sufocante do lugar, era o almirante João Batista das Neves. Ele foi assassinado durante a Revolta da Chibata, em 1910, por marinheiros revoltosos, motivados pelos maus-tratos que recebiam de oficiais da elite branca da Marinha, entre eles, o memorável cidadão diamantinense.
Na primeira campanha eleitoral de Chico Mendes, em 2000, o então advogado-geral da União, Gilmar Mendes, conseguiu levar ministros do governo Fernando Henrique Cardoso para Diamantino, a fim de dar fôlego à campanha do irmão. Um deles, Eliseu Padilha, ministro dos Transportes, voltou à cidade, em agosto de 2001, ao lado de Mendes, para iniciar as obras de um trecho da BR-364. Presente ao ato, prestigiado como sempre, estava o irmão Chico Mendes. No mesmo mês, um dos principais assessores de Padilha, Marco Antônio Tozzati, acusado de fazer parte de uma quadrilha de fraudadores que atuava dentro do Ministério dos Transportes, juntou-se a Gilmar Mendes para fundar a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, a Uned.
O ministro Mendes, revelou CartaCapital na edição 516 (leia o post Gilmar: às favas a ética), é acionista de outra escola, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que obteve contratos sem licitação com órgãos públicos e empréstimos camaradas de agências de fomento. Não é de hoje, portanto, que o ensino, os negócios e a influência política misturam-se oportunamente na vida do presidente do Supremo.
No caso da Uned, o irmão-prefeito bem que deu uma mãozinha ao negócio do irmão. Em 1º de abril de 2002, Chico Mendes sancionou uma lei que autorizava a prefeitura de Diamantino a reverter o dinheiro recolhido pela Uned em diversos tributos, entre os quais o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS) e sobre alvarás, em descontos nas mensalidades de funcionários e “estudantes carentes”. Dessa forma, o prefeito, responsável constitucionalmente por incrementar o ensino infantil e fundamental, mostrou-se estranhamente interessado em colocar gente no ensino superior da faculdade do irmão-ministro do STF.
Em novembro de 2003, o jornalista Márcio Mendes, do jornal O Divisor, de Diamantino, entrou com uma representação no Ministério Público Estadual de Mato Grosso, para obrigar o prefeito a demonstrar, publicamente, que funcionários e “estudantes carentes” foram beneficiados com a bolsa de estudos da Uned, baseada na renúncia fiscal – aliás, proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal – autorizada pela Câmara de Vereadores. Jamais obteve resposta. O processo nunca foi adiante, como, de praxe, a maioria das ações contra Chico Mendes. Atualmente, Gilmar Mendes está afastado da direção da Uned. É representado pela irmã, Maria Conceição Mendes França, integrante do conselho diretor e diretora-administrativa e financeira da instituição.
O futuro prefeito, Erival Capistrano, estranha que nenhum processo contra Chico Mendes tenha saído da estaca zero e atribui o fato à influência do presidente do STF. Segundo Capistrano, foram impetradas ao menos 30 ações contra o irmão do ministro, mas quase nada consegue chegar às instâncias iniciais sem ser, irremediavelmente, arquivado. Em 2002, a Procuradoria do TCE mato-grossense detectou 38 irregularidades nas contas da prefeitura de Diamantino, entre elas a criação de 613 cargos de confiança. A cidade tem 19 mil habitantes. O Ministério Público descobriu, ainda, que Chico Mendes havia contratado quatro parentes, inclusive a mulher, Jaqueline Aparecida, para o cargo de secretária de Promoção Social, Esporte e Lazer.
No mesmo ano de 2002, o vereador Juviano Lincoln (ele mesmo, o candidato da família) fez aprovar uma lei municipal, sancionada por Chico Mendes, para dar o nome de “Ministro Gilmar Ferreira Mendes” à avenida do aeródromo de Diamantino. Dois cidadãos diamantinenses, o advogado Lauro Pinto de Sá Barreto e o jornalista Lúcio Barboza dos Santos, levaram o caso ao Senado Federal. À época, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aceitou a denúncia. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a acusação contra a avenida Ministro Gilmar Mendes também não deu resultados e foi arquivada, no ano passado.
A lentidão da polícia e da Justiça na região, inclusive em casos criminais, acaba tendo o efeito de abrir caminho a várias suspeitas e deixar qualquer um na posição de ser acusado – ou de ver o assunto explorado politicamente.
Em 14 de setembro de 2000, na reta final da campanha eleitoral, a estudante Andréa Paula Pedroso Wonsoski foi à delegacia da cidade para fazer um boletim de ocorrência. Ao delegado Aldo Silva da Costa, Andréa contou, assustada, ter sido repreendida pelo então candidato do PPS, Chico Mendes, sob a acusação de tê-lo traído ao supostamente denunciar uma troca de cestas básicas por votos, ao vivo, em uma emissora de rádio da cidade. A jovem, de apenas 19 anos, trabalhava como cabo eleitoral do candidato, ao lado de uma irmã, Ana Paula Wonsoski, de 24 – esta, sim, responsável pela denúncia.
Ao tentar explicar o mal-entendido a Chico Mendes, em um comício realizado um dia antes, 13 de setembro, conforme o registro policial, alegou ter sido abordada por gente do grupo do candidato e avisada: “Tome cuidado”. Em 17 de outubro do mesmo ano, 32 dias depois de ter feito o BO, Andréa Wonsoski resolveu participar de um protesto político.
Ela e mais um grupo de estudantes foram para a frente do Fórum de Diamantino manifestar contra o abuso de poder econômico nas eleições municipais. A passeata prevista acabou por não ocorrer e Andréa, então, avisou a uma amiga, Silvana de Pino, de 23 anos, que iria tentar pegar uma carona para voltar para casa, por volta das 19 horas. Naquela noite, a estudante desapareceu e nunca mais foi vista. Três anos depois, em outubro de 2003, uma ossada foi encontrada por três trabalhadores rurais, enterrada às margens de uma avenida, a 5 quilômetros do centro da cidade. Era Andréa Wonsoski.
A polícia mato-grossense jamais solucionou o caso, ainda arquivado na Vara Especial Criminal de Diamantino. Mesmo a análise de DNA da ossada, requerida diversas vezes pela mãe de Andréa, Nilza Wonsoski, demorou outros dois anos para ficar pronta, em 1º de agosto de 2005. De acordo com os três peritos que assinam o laudo, a estudante foi executada com um tiro na nuca. Na hora em que foi morta, estava nua (as roupas foram encontradas queimadas, separadas da ossada), provavelmente por ter sido estuprada antes.
Chamado a depor pelo delegado Aldo da Costa, o prefeito Chico Mendes declarou ter sido puxado pelo braço “por uma moça desconhecida”. Segundo ele, ela queria, de fato, se explicar sobre as acusações feitas no rádio, durante o horário eleitoral de outro candidato. Mendes alegou não ter levado o assunto a sério e ter dito a Andréa Wonsoski que deixaria o caso por conta da assessoria jurídica da campanha.
CartaCapital tentou entrar em contato com o ministro Gilmar Mendes, mas o assessor de imprensa, Renato Parente, informou que o presidente do STF estava em viagem oficial à Alemanha. Segundo Parente, apesar de todas as evidências, inclusive fotográficas, a participação de Mendes no processo de implantação do Bertin em Diamantino foi “zero”. Parente informou, ainda, que a participação do ministro nas campanhas do irmão, quando titular da AGU, foram absolutamente legais, haja vista ser Mendes, na ocasião, um “ministro político” do governo FHC. O assessor não comentou sobre os benefícios fiscais concedidos pelo irmão à universidade do ministro.
A reportagem da Carta também procurou o prefeito Chico Mendes. O chefe de gabinete, Nélson Barros, prometeu contatar o prefeito e, em seguida, viabilizar uma entrevista, o que não aconteceu.
*Reportagem originalmente publicada na edição 522 de CartaCapital, de 19 de novembro de 2008
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Sábado, 15 de Novembro de 2008
Secretário Nacional garante apoio às reivindicações dospoliciais civisLíderes
Líderes policiais civis de 16 estados estiveram reunidos, durante osúltimos dias 10 e 11, na Sede Social do SINTRASP, no Campeche, emFlorianópolis, para discussão e definição da pauta nacional dereivindicações da categoria, que deverá ser entregue ao governo Lulaainda esse ano.O Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, ligadoao Ministério da Justiça, almoçou com os representantes classistas eparticipou do primeiro dia do encontro promovido pela COBRAPOL -Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis.O Secretário ouviu as colocações dos representantes e firmou umcompromisso de defender, junto ao governo e ao Congresso, asprincipais bandeiras de luta dos policiais civis brasileiros, como aaposentadoria especial, a carreira única, o piso nacional de salário ea exigência de nível superior para ingresso na Polícia Civil.Ele garantiu também a participação da COBRAPOL no processo dediscussão e elaboração do projeto Reforma da Segurança, que seráobjeto de debates durante a 1ª Conferência Nacional de SegurançaPública, prevista para a metade do ano que vem.Balestreri admitiu que a Segurança no país vai mal. “Se fôssemos umaempresa, estaríamos fechando as portas, por causa dos baixíssimosíndices de produtividade”, afirmou.O titular da SENASP mostrou números para demonstrar como as políticasequivocadas adotadas pelos estados vêm contribuindo para isso. Segundoele, somente nos últimos três anos a União e os estados investirammais de R$ 22 bilhões em segurança pública, com resultados práticosquase nulos.Fazendo uma autocrítica do trabalho realizado até aqui, ele confessouque o governo federal investiu, como nunca, na superestrutura dasegurança, com cursos de aperfeiçoamento e melhoria na formação dospoliciais, mas mexeu muito pouco na estrutura do sistema.Ele defende uma nova modalidade de polícia, mais próxima do cidadão eprofundamente identificada com os problemas da comunidade.Sobre as propostas que tramitam no Congresso, o Secretário Nacional deSegurança mostrou-se cético quanto à aprovação do atual projeto da LeiGeral das Polícias. “Do jeito que está ele não será aprovado”,afirmou.Ele também considera inviável a unificação das polícias “na base docanetaço” e acha perigosa a proposta de desconstitucionalização daspolícias estaduais.O Secretário garantiu, no entanto, que vai realizar, em conjunto comas lideranças dos Policias Civis, um grande esforço visando aelaboração e a defesa de projetos que visem a melhoria das condiçõessalariais e de trabalho da categoria e o fortalecimento da InstituiçãoPolicial Civil.Reivindicações nacionaisNo segundo dia da Reunião Ampliada da COBRAPOL, as liderançasclassistas dos 16 estados definiram a pauta a ser entregue à SENASP eas formas de mobilização da categoria em nível nacional.A pauta unificada é a seguinte:Aposentadoria Especial.Carreira Única dos Policiais Civis.Lei Orgânica da Polícia Civil.As formas de mobilização, visando o atendimento dessas reivindicações,são as seguintes:Realização de Fóruns Estaduais de debate sobre a Segurança Pública,envolvendo as entidades locais da sociedade civil organizada, sob acoordenação da COBRAPOL.Coleta de assinaturas em todos os estados, visando dar respaldo àatuação da COBRAPOL nas negociações com o Executivo e o LegislativoFederais.Intensificação do trabalho junto ao Congresso Nacional e ao governo,com vistas à defesa dos projetos de interesse da categoria policialcivil.Estabelecimento de alianças pontuais com os Policiais Federais,naquilo que for do interesse comum das duas categorias.Busca de apoio das Centrais Sindicais às reivindicações policiaiscivis.Utilização dos Fóruns preparatórios da 1ª Conseg para a reunião daslideranças policiais civis do Brasil e articulação da luta peloatendimento da pauta nacional de reivindicações da categoria.Elaboração, pela COBRAPOL, de material de divulgação a respeito dasreivindicações policiais civis, a fim de fomentar e estimular a lutanos estados.Aprimoramento da estrutura física da COBRAPOL, de modo a criar ascondições necessárias ao estabelecimento de contatos constantes com osparlamentares e o Executivo, em Brasília.
Postado por DELPOL-PC às 16:06 0 comentários
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é uma zona mais la pra cima vai muita grana, duvido que ele num escolhe fazendaria e deic detran e denarc, isso ai só da mais de 5 milhas por semanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu garanto ja trabalhei em 3 destes
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olha gente quem disser que o governador não escolhe as caras da fazendaris , é um puta loko, e so irem la e ver o que tem lá dentro parece uma empresa de vendas de diamantes, tem manicure, tecnicos de relogios massagista, é uma puta vergonha aquilo ali
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