DELEGADA 3a. CLASSE QUE PEDIU A PRISÃO DO CLASSE ESPECIAL FOI PUNIDA COM TRANSFERÊNCIA PARA PLANTÃO DO DECAP…POR MEDO DO EFEITO DOMINÓ 2

Quarta, 30 de julho de 2008,
Delegada que investigava a máfia das CNHs é afastada.
A delegada Alexandra de Agostini Randmer da Silveira, que nos últimos dois meses trabalhou nas investigações da quadrilha que usava a infra-estrutura da Polícia Civil em Ferraz Vasconcelos, na Grande São Paulo, para falsificar e vender CNHs, e que culminou na prisão de nove policiais, três deles delegados, foi afastada do caso, ao ser removida de Departamento, conforme publicação na imprensa oficial da última terça-feira, pelo Diretor da Corregedoria da Polícia civil de São Paulo.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, do Graeco, classificou o afastamento como uma “retaliação”.
Para o membro do Ministério Público, “a delegada Alexandra foi afastada da corregedoria em uma clara punição pelos serviços corretos prestados por ela durante a apuração dos crimes cometidos pelos policiais civis acusados de vender habilitações falsas”.
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A Corregedoria, internamente, desqualificou os trabalhos da Delegada, mas o objetivo do afastamento da autoridade policial é tentar evitar “o efeito dominó”, pois há indícios de que ex- Diretores de Departamento, superiores hierárquicos do ex-seccional de Mogi das Cruzes, também estariam envolvidos na arrecadação de dinheiro ilícito.
Aliás, envolvimento na arrecadação com a falsificação de CNHs conhecido pela cúpula policial desde o meado de 2007.
As autoridades investigadas e os réus aguardam a blindagem de políticos e , também, de amigos dentro da Polícia e Poder Judiciário.
É praticamente certo – segundo a fala dos envolvidos – de que o Tribunal de Justiça , contrariando decisões anteriores, determinará a soltura do ex-seccional Carlos José Ramos da Silva, o Cazé.
Cazé é muito estimado por grandes empresários, donos de financeiras e políticos das cidades de Suzano e Mogi das Cruzes.
Um desses empresários – ex-banqueiro e dono de financeira – seria o responsável pela lavagem do dinheiro obtido por essa sociedade de criminosos que só faz jogar lama na Polícia Civil.

Um Comentário

  1. No caso da Ciretran eu tenho certeza que a Alexandra estava coberta de razão e seguia pela trilha certa.
    O problemas são os outros casos onde ela atuou, quase sempre de forma insana e parcial, prendendo em algumas vezes pessoas que não mereciam, contra as quais nenhuma prova havia.
    Não acho justo o que ocorreu e sei que ela fazia o certo, mas o conjunto da obra dela serviu de justificativa aos que ela odiava, mesmo porque os pés rapados que ela prendia injustamente tinham mais é que serem presos mesmo, mas o poderosos e os super amigos dele que seriam certamente apanhados nunca!!!

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  2. Pera aí. …”prendendo” em que sentido. Dava voz de prisão em flagrante. Para isso tem de haver prova pois em caso contrário o MP opina pela liberdade provisória e etc, e o juiz fatalmente concordaria. Se foi esse o caso e ficaram presos não foi por “culpa” dela. Quem mantém a prisão é o juiz de direito. Quem não merecia ser preso ou merecia ser preso é o juiz quem decide. Se nenhuma prova havia e os tais eram mantidos presos é porque o Judiciário falhou então, o MP falhou então e ratificou decisão errada. Acho meio difícil hein ?!?!Não é a Dra. nem qualquer outro delegado. Se os “poderosos e super amigos dele” não iam presos então para que expulsá-la da Corregepol. Seria mais fácil mantê-la pois nada lhes aconteceria. Aconteceria tão somente aos “pés rapados”, como você disse.

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