PELO DIREITO DE RECEBER VENCIMENTOS DIGNOS E DE VIVER HONESTAMENTE 3

Basta de viver nesta eterna caravana da esperança; basta de ter esperanças de que o nosso Conselho da Polícia Civil deixe de ser o Conselho Itinerante Caipira.
Reunido, semanalmente, nas melhores churrascarias e restaurantes das boas cidades do interior.
Às vezes com a chegada de seu presidente – tal qual um Rambo – pilotando o Pelicano.
O qual poderia ser mais bem empregado, por exemplo, no transporte de órgãos para transplantes, apoio a operações policiais e, até, para rápido socorro a policiais e seus familiares acometidos de doenças ou acidentes.
Reuniões do Conselho, todas, com farta comida, farta bebida, “farta” de vergonha, “farta” de honestidade.
Só não “farta” o “jotinha”.
Mas “fartando” de tudo o que se possa imaginar.
Salário digno, inclusive.
Salário digno para os demais policiais.
Esperança vã de que se transforme efetivamente num órgão consultivo e norteador dos destinos da Instituição.
Com seus Conselheiros elaborando pareceres imparciais; fundamentados nos fatos, no direito e na JUSTIÇA.
Emprestando aos seus documentos jurídicos valor vinculante às decisões e medidas administrativas que lhes serviram de fundo.
Em vez daquilo que se vê hoje: desarrazoados com descabidas opiniões pessoais dos seus subscritores.
Basta a cavarana da esperança!
Chega da desfaçatez dos imorais que nos acusam de deslealdade, de prevaricação, de insubordinação, pelo motivo de lutarmos por um bem maior, o precioso: DIREITO DE RECEBER VENCIMENTOS DIGNOS E DE VIVER HONESTAMENTE.

PACOTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO…OU SEJA: ESQUEÇAM TUDO O QUE ESCREVI…(NÃO VALE PRA NADA) 2

Prezados colegas
A nota da Secretaria de Gestão Pública divulgada há pouco faz menção que o Governo do Estado de São Paulo decidiu conceder um aumento no salário base.
Nem preciso dizer para os senhores não se animarem.
Trata-se de mais um engodo governamental, destinado a inserir informações mentirosas na imprensa.
Apenas os delegados de 5.ª classe terão algum aumento considerável.
Pelos meus cálculos, a partir dos valores iniciais de vencimento que a nota faz menção o aumento no salário – base será de 4,5%.
E vejam o porquê que chego a esta conclusão.
Na nota é afirmado que será extinto o Adicional de Local de Exercício I, ficando apenas o II e o III.
O valor atual do adicional de local de exercício II e III para delegados de polícia é de R$ 1.226,00 e R$ 1575,00 respectivamente.
Também se faz menção que será extinta a 5ª classe.
Na nota se dá o exemplo de que o Delegado de 5.ª classe que recebe o local I passará dos atuais R$ 3.708,18 para R$ 5.117,40.
Aumento de 38% segundo a nota.
Voltando ao raciocínio: Com a extinção da 5.ª classe e extinção do ALE I, podemos concluir que o delegado em início de carreira ganhará o que ganha hoje o Delegado de 4.ª Classe que trabalha em local que perceba o adicional II.
Quem recebe o local I passa a receber o local II.
Deste raciocínio é possível extrair o índice de aumento no salário base que eles propagaram na nota, mas não disseram o quanto será. Posso estar enganado mas para mim o índice é de 4,5%. Vamos aos números e espero ser compreendido: Hoje o Delegado de 5.ª classe, recebendo Adicional de Local I, tem a
seguinte composição de vencimento, conforme tabela da UCRH:
a) Salário – base: R$ 1.184,09
b) RETP (100%) : R$ 1.184,09
c) Adicional de local de exercício: R$ 1.008,00 (que será extinto segundo a nota da SGP passando a ser o de valor II que equivale a R$ 1.226,00) somando estes valores chegamos a R$ 3.708,18, mesmo valor que consta na nota da Secretaria de Gestão.
Ainda segundo a nota este valor de R$ 3.708,18 passará para R$ 5.117,40, aumento de 38%.
E este valor subirá porque o delegado de 5.ª classe que recebe adicional de local I vai passar a receber como o que recebe atualmente o de 4.ª classe e com adicional de local de exercício II, já que o adicional de local I será extinto.
Vamos aos números para compreender:
Hoje o Delegado de 4.ª classe, recebendo Local II tem a seguinte composição de vencimento. (Este valor é que corresponderá ao salário inicial de um delegado de polícia de 5.ª classe que trabalhe em cidades de adicional I.
a) Salário – base: R$ 1.703,06
b) RETP (100%) : R$ 1.703,06
c) Adicional de local de exercício: R$ 1.226,00
d) Adicional de insalubridade: R$ 332,00
Somando estes valores chegamos ao valor de R$ 4.964,12.
Vejam bem o valor difere do que disse a nota, que menciona R$ 5.117,40.
Esta diferença é o aumento que a nota menciona que será dado ao salário-base.
Aplicando 4,5% sobre R$ 1.703,06 (salário base) teremos R$ 76,63.
O salário -base então passará R$ 1.779,69.
Vamos agora aos números finais, considerando os 4,5% dados sobre o salário-base:
a) Salário – base: R$ 1.779,69
b) RETP (100%) : R$ 1.779,69
c) Adicional de local de exercício: R$ 1.226,00
d) Adicional de insalubridade: R$ 332,00
Total de R$ 5.117,38 (dois centavos de diferença com o que consta na nota da> > SGP, que menciona R$ 5.117,40)
Portanto quem é 4.ª classe em local de exercício II e III vai ter R$ 76,63 de aumento no salário-base e mais R$ 76,63 por conta do RETP. Só isso, porque seu local de exercício (II e III) será mantido segundo a nota.
Quem terá aumento serão apenas os delegados de polícia de 5.ª classe, sendo maiorpara os que trabalham em cidades de local de exercício I.
Vejam o quanto a nota quer mostrar informações distorcidas para a população, porque menciona índices de aumento apenas para os delegados e servidores de 5.ª classe, dizendo que terão aumento mais de R$ 30%.
Depois no ano que vem, o Governo fica dizendo que deu mais de R$ 30% de aumento para os delegados em 2.008, tal como vêm fazendo este ano dizendo que deu 23% de aumento em2.007.
Quem é delegado de 4.ª classe em diante e já trabalha em cidades cujo local de exercício é o II e III vão ganhar muito pouco.
Muito pouco.
Estejam certos se o aumento fosse considerável e bom a Secretaria diria o índice na nota.
Quero muito estar enganado e posso até estar (torço para isso), porém a matemática é esta. Atenciosamente.
Fábio.

PACOTE ENGANA TROUXA BENEFICIA A 3ª POLÍCIA DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA 8

Conjunto de medidas eleva piso de delegado para R$ 5,1 mil
18 de setembro
O Governo do Estado de São Paulo tem pronto um amplo conjunto de medidas de valorização salarial e de reestruturação das carreiras das polícias civil e científica que beneficiará 44.491 servidores ativos, aposentados e pensionistas.
O pacote prevê aumento salarial de até 38% para os delegados, a redução das faixas do Adicional de Local de Exercício, a extinção da chamada 5ª classe e a implantação de uma nova política de cargos e salários que tornará a carreira mais moderna, ágil e com perspectiva de ascensão mais rápida e transparente.
“Esse investimento demonstra o compromisso do governo paulista em valorizar a nossa polícia, com o objetivo de atender ainda melhor os cidadãos”, destaca o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo.
Ele lembra que, já em 2007, o governo havia implementado um conjunto de medidas em benefício dos policiais, que representou um aumento de até 23,43% nos salários, com impacto de R$ 500 milhões por ano nos cofres públicos.
Adicionalmente, foi incorporada uma gratificação ao salário de todos os policiais e instituído um benefício para delegados que acumulam a chefia de mais de uma unidade policial.
Agora, o governo apresenta um novo conjunto de medidas, que vai representar um investimento de mais R$ 500 milhões ao ano.
“O governo está fazendo um esforço enorme, dentro da realidade orçamentária do Estado”, afirma Beraldo.
A conseqüência imediata do novo pacote será o aumento no piso salarial de todas as carreiras dos policiais civis e técnico-científicos.
Para os delegados, o maior percentual de aumento será para aqueles que trabalham em cidade com menos de 200 mil habitantes.
O aumento será de 38%, levando o salário dos atuais R$ 3.708,18 para R$ 5.117,40, valor que passa a ser o piso inicial da carreira do delegado paulista.
Em relação aos investigadores, os aumentos chegam a 28%, no caso daqueles da chamada 5ª classe em pequenas cidades do interior – dos atuais R$ 1.752,82 para R$ 2.250,23.
Os médicos legistas e os peritos criminais, que serão equiparados à carreira de delegado (beneficiando também inativos), terão aumento no piso salarial de até 47,31%, passando dos atuais R$ 3.473,94 para R$ 5.111,40.
A proposta prevê ainda a extinção da chamada 5ª classe, que será incorporada na 4ª classe. Repetida nas “classes” superiores, essa medida resultará na promoção de cerca de 1.000 dos 3.500 delegados.
O governo também decidiu dar um reajuste global no salário-base, que vai beneficiar o conjunto dos policiais civis paulistas, inclusive aposentados e pensionistas.
O projeto também implementa uma nova política para as carreiras policiais, com a fixação de intervalos de 10% entre as classes.
Isso torna as carreiras policiais mais estruturadas, facilitando a ascensão.
Também haverá a criação de duas novas carreiras e fusão de outras.
Com isso, o total de carreiras passa das atuais 14 para 7.
Esse pacote de medidas, entretanto, não será enviado à Assembléia Legislativa enquanto perdurar a paralisação.
Exemplos de aumento após aprovação do conjunto de medidas de valorização da Polícia Civil: Delegado de 5ª classe (ALE I)Aumento de 38% De R$ 3.708,18 vai R$ 5.117,40
Delegado de 5ª classe (ALE II)Aumento de 30,34% De R$ 3.926,18 para R$ 5.117,40
Delegado de 5ª classe (ALE III)Aumento de 27,86%. De R$ 4.275,18 para R$ 5.466,40
Investigador/Escrivão Investigador/escrivão 5ª classe (ALE I) Aumento de 28,01% De R$ 1.752,82 para R$ 2.250,23
Investigador/escrivão 5ª classe (ALE II)Aumento de 13,89% De R$ 1.975,82 para R$ 2.250,23
Investigador/escrivão 5ª classe (ALE III)Aumento de 11,80%De R$ 2.324,82 para R$ 2.599,23
Médico legista/perito criminal 5º classe (ALE I) – Aumento de 47,31%De R$ 3.473,94 para R$ 5.117,40
Fotógrafo / agente de telecomunicação / auxiliar de necropsia / desenhista / papiloscopista 5º classe (ALE I)Aumento de 26,20%De R$ 1.829,70 para R$ 2.309,02
Da Secretaria de Gestão Pública
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Aliás, beneficia – mesmo na “3ª Polícia do Dr. Marzagão – a classe com menor número de funcionários, ou seja, a classe dos estagiarios.
A 5a. classe em que se permanece, apenas, por três anos.
Pois ultrapassado o período de estágio probatório – hoje de três anos – o 5ª classe é, imediata e automaticamente, promovido para a 4ª classe.
O número de policiais atualmente na 5ª classe é insignificante.
Paradoxalmente, O MENCIONADO “GRANDE AUMENTO” É JUSTAMENTE PARA A CLASSE QUE O GOVERNO QUER EXTINGUIR PARA “OXIGENAR” AS CARREIRAS.
Fala sério, Dr. Beraldo!

DESABAFO DE UMA ESPOSA DE UM POLICIAL 6

Quando conheci meu marido, há alguns anos atrás ele já era policial civil e nunca compreendi o que esta carreira tinha de tão especial para fazer seus olhos brilharem quando falava de sua profissão.
Nunca me falou de nenhum caso específico, mas sim da importância da polícia civil para a sociedade.
Era uma mistura de paixão e profissionalismo, pois mesmo sem recursos e apoio do governo, ele e sua equipe esclareciam casos e prendiam criminosos.
Era contagiante sua dedicação e honestidade, apesar das dificuldades e perigos que eram submetidos.
Com o passar do tempo, convivendo com meu companheiro, notei que aquele brilho em seus olhos foi desaparecendo, ele foi deixando de falar de sua profissão e em algumas vezes notei que sentia “vergonha” de informar que era um policial civil.
Sua saúde foi piorando, desenvolveu síndrome do pânico, insônia, pressão alta e úlcera pois a pressão de suas responsabilidades foi geometricamente aumentando, mas seu reconhecimento profissional não.
Para honrar com nossos compromissos financeiros mínimos, meu marido teve de arrumar outro emprego, o famoso “bico”, o qual toma o tempo dele que seria destinado ao seu merecido descanso.
Deixamos de lado vários projetos, vários sonhos e nada me trouxe maior dor do que vê-lo chorar por medo de não poder pagar nossas contas, por medo de não poder garantir o bom futuro da família.
Ele sempre foi uma pessoa muito honesta, como todos os colegas de seu trabalho que conheço, e percebi que todos estão sofrendo da mesma forma, todos se tornaram o mesmo tipo de pessoa. Estão sendo exigidos pelos governantes como se fossem super-homens…e acho que são!!!!
Pois somente super-homens suportariam encarar a situação de insegurança social que sofremos hoje, somente super-homens trabalhariam 10, 12, 16, 20 horas ou mais num dia e estariam de volta ao serviço na manhã seguinte.
Somente super-herois de verdade colocariam suas vidas de lado para garantir mais um dia de vida a nós cidadãos.
Somente super-herois deixariam de estar com suas famílias para mais uma vez “salvar o mundo” ameaçado por perigosos criminosos.
SIM, MEU MARIDO E TODOS OS POLICIAIS CIVIS SÃO SUPER-HEROIS!!!!
MEU MARIDO ESTÁ MORRENDO!!!!
Sua vida está sendo ceifada pelos políticos do PSDB, estes, Governadores de São Paulo desde 1.994, e nestes 14 anos não promoveu reajustes ao aos vencimentos dos policiais civis.
Me parece uma vingança pelos anos de ditadura, mas meu marido e a maioria dos policiais civis eram apenas crianças naquela época ou mesmo não tinham nascido.
Os torturadores daquela época ocupam hoje os altos cargos da policia civil, estes cargos de confiança do governador.
Sim, se for um ato de vingança, que se vinguem das pessoas certas e que Deus tenha piedade de vocês.
COMO ESPOSA DE UM POLICIAL CIVIL PEÇO QUE VOCÊ APOIE AS REINVINDICAÇÕES DOS POLICIAIS CIVIS DE SÃO PAULO, POIS MAIS UMA VEZ O GOVERNADOR DE SÃO PAULO, SR. JOSÉ SERRA, VIROU AS COSTAS Á POLICIA PAULISTA, COMO FEZ OS SEUS ANTECESSORES.
PERGUNTO: Á QUEM INTERESSA QUE NOSSA POLICIA CIVIL SEJA SUCATEADA, QUE O POLICIAL CIVIL SE FRAGILIZE, QUE SE HUMILHE?
SERÁ QUE UM POLICIAL NESTE ESTADO NÃO SE ENCONTRA NUM ESTADO DE DESESPERO AO PONTO DE TER DE SE CORROMPER PARA SOBREVIVER!!!
A QUEM INTERESSARIA TERMOS UMA POLÍCIA CORRUPTA?
A CARREIRA DE POLICIAL CIVIL NÃO É UMA CARREIRA COMUM, O POLICIAL CIVIL NÃO PODE SER TRATADO COMO UM SERVIDOR COMUM!!!
POR FAVOR, AJUDEM-ME A TER DE VOLTA AO MEU LADO O HOMEM QUE CONHECI, AJUDEM A SOCIEDADE A TER DE VOLTA A POLÍCIA CIVIL QUE MERECE.
OBRIGADA.
ASS: ESPOSA DE UM POLICIAL CIVIL

ROBERTO DELMANTO E A SUA "OPINIÃO PUBLICADA"…talvez fabricada a pedidos 12

O advogado Roberto Delmanto, considerado um dos principais criminalistas do país, considera “temerário” e “inadequado” que o chefe da Polícia Civil seja eleito por delegados e agentes, como reivindicam sindicatos da categoria ao governo de São Paulo para não entrar em greve. A nomeação do delegado-geral é atribuição exclusiva do Executivo -governo José Serra (PSDB).
Além de poder participar da escolha do delegado-geral, cargo que responde diretamente ao gabinete do secretário de Estado da Segurança Pública, sindicatos de policiais pedem reajustes salariais de 58% a 200%. Delmanto avalia que a função de delegado-geral deve ser mantida com pessoas alinhadas ao governo do Estado, e não indicada por possíveis grupos formados no corpo funcional da Secretaria da Segurança Pública.
“Parece-me inadequado imaginar o delegado-geral como pessoa que não se afine com a política do Estado”, disse Delmanto, em entrevista à Folha.
FOLHA – Como o sr. avalia a pretensão dos policiais e delegados de ter algum tipo de influência na escolha do chefe da Polícia Civil, como reivindicam entidades da categoria?
ROBERTO DELMANTO – Um cargo dessa importância deve ser mantido em livre escolha do governador. Como poderíamos ter um delegado-geral com uma postura diferente daquela exigida pelo secretário? Não dá para conceber como exatamente funcionaria isso.
FOLHA – O que poderia ocorrer?
Seria algum tipo de descompasso entre a política do Estado e a postura do delegado-geral?
DELMANTO – Parece-me inadequado imaginar o delegado-geral como pessoa que não se afina com a política do Estado. É temerário, ainda mais em uma área de tamanha importância, tão problemática, com índices de violência sempre altos.
O pedido é inadequado. E mais inadequado ainda é tratar desse assunto com ameaça de greve.
FOLHA – Como deve ser então a postura do governo em relação a essa reivindicação dos policiais?
DELMANTO – O governo não deve abrir mão de manter a gestão da segurança pública.
Seria como fazer o mesmo [permitir uma espécie de eleição] com o comando da Polícia Militar.
FOLHA – Essa discussão deve ser encaminhada de que forma?
DELMANTO – Se for um assunto para ser tratado, deve-se pensar em uma legislação específica, de mudar uma lei, se for o caso. Mas não vejo nenhum motivo para mudar o sistema, é um cargo de confiança, um dos principais. Deve ser mantida essa prerrogativa do Poder Executivo.
________________________________________________
ROBERTO DELMANTO É TIO DO RAPAZ QUE FOI ACUSADO PELO CRIME DA “RUA CUBA”.
A CONCLUSÃO SERÁ DO LEITOR…

O CRIME DA RUA CUBA FOI COMETIDO PELO DELEGADO GERAL DE ALUGUEL…NÃO ELEITO PELOS PARES E TRAIDOR DA CLASSE 55

Quase vinte anos depois da morte dos pais, Jorge Delmanto Bouchabki  não se livrou da suspeita de tê-los matado , enquanto dormiam, na residência de número 109 da Rua Cuba, endereço elegante de São Paulo.
Ali, o advogado Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher, Maria Cecília, foram assassinados na véspera do Natal de 1988.
Ele tinha 19 anos quando o crime ocorreu.
De acordo com o Código Penal, quem é acusado de um crime com menos de 21 anos de idade tem reduzidos de metade os prazos de prescrição.
No caso de Jorginho, sua responsabilidade criminal foi extinta.
A empregada doméstica Olinda Oliveira da Silva, em depoimento colhido por Promotores e pelo Delegado Luiz Carlos Ferreira Sato, em 1998, contou que, na véspera do assassinato, Jorginho discutiu com a mãe.
Ela não aceitava o namoro do filho com a estudante Flávia Soares.
De acordo com a empregada, o bate-boca terminou quando Maria Cecília quebrou um taco de sinuca nas costas de Jorginho.
Aos gritos, ele teria dito que a mãe se arrependeria por ter-lhe batido. Essa versão contradiz o depoimento de Olinda dado na ocasião dos fatos, quando afirmou que o relacionamento familiar era harmonioso.
O delegado perguntou por que Olinda omitiu estes detalhes quando ouvida pelo delegado José Augusto Veloso Sampaio e pelo promotor Luiz Antônio Guimarães Marrey, responsáveis pela investigação. Ela informou que a família “pediu para não dizer nada…”
Ela jamais explicou por que mudou de opinião
O inquérito sobre o crime da Rua Cuba entrou para a crônica policial paulistana por causa da suspeição que recaiu sobre o filho das vítimas.
Foi arquivado em 1991, quando o juiz Linneu de Carvalho Sobrinho alegou falta de provas contra Jorginho.
O rapaz chegou a se mudar para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em busca do anonimato.
Cursou Direito numa universidade da cidade.
Foi expulso duas semanas antes da formatura, acusado de pagar a faculdade com cheques furtados de Enia Luciane da Silva, funcionária da instituição de ensino. Jorginho voltou à capital e conseguiu colar grau em outra universidade.
A polícia e o Ministério Público não produziram provas materiais consistentes: a arma do crime nunca foi encontrada.

POSTERIORMENTE

Crime da rua Cuba
Juiz nega indenização por danos para irmãos Bouchabki
No dia 24 de dezembro deste ano, um dos assassinatos mais conhecidos de São Paulo completa 16 anos: o ‘crime da rua Cuba’.
Se para muita gente a morte do casal Bouchabki já caiu no esquecimento, nos tribunais a história ainda está longe do fim.
No último dia 29 de setembro, o juiz Alexandre Alves Lazzarini, da 16ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou ação de indenização por danos morais movida pelos três filhos do casal assassinado contra o advogado criminalista Paulo José da Costa Júnior, autor do livro “Crimes famosos”.
Ainda cabe recurso.
Na ação, o advogado Jorge Delmanto Bouchabki e seus irmãos Marcelo e Graziela pedem indenização ao autor do livro.
Alegam que foram ofendidos em entrevista concedida por Costa Júnior ao apresentador Jô Soares.
O programa, transmitido pela TV Globo e pela rádio CBN, foi veiculado no dia 5 de novembro de 2002.
Questionado por Jô Soares sobre o ‘crime da rua Cuba’, Costa Júnior fez um breve histórico sobre o assassinato do casal Jorge Toufic Bouchabki e Maria Cecília Delmanto Bouchabki.
Na entrevista, o autor do livro disse que, após juntar todos os elementos do caso, chegou a conclusão de que Maria Cecília foi morta pelo marido e que este teria sido assassinado por seu filho.
O caso ganhou repercussão após o Ministério Público ter denunciado Jorge Delmanto (o filho mais velho) como autor de duplo homicídio qualificado contra o pai e a mãe.
O processo foi trancado e Jorge Delmanto acabou sendo impronunciado por falta de provas.
Os advogados de Costa Júnior na área cível são Paulo Esteves e Sérgio Toledo.
Na área criminal, ele é representado pelo advogado Antônio Carlos Mariz de Oliveira.
Bouchabki entrou na Justiça com duas queixas-crime.
A primeira, por injúria calúnia e difamação, foi motivada pela publicação do livro de Costa Júnior.
A segunda, também pelos três crimes contra a honra, baseou-se na entrevista dada ao “Programa do Jô”. Inicialmente, a Justiça paulista trancou as duas queixas-crime.
Só a ação indenizatória ainda aguardava julgamento.
Na decisão de setembro, o juiz Lazzarini destacou que o ‘crime da rua Cuba’ foi amplamente debatido na época e que ainda merece considerações.
Para fundamentar a rejeição do pedido, Lazzarini transcreveu parte do voto do juiz Pinheiro Franco.
Nele, o juiz afirma que “imputar é atribuir, indicar ou apontar alguém como responsável por um fato.
Mas, para que essa imputação possa ser punida como crime, ela deve ser falsa e o fato definido como infração”.
Mais adiante, o juiz Franco ressalta que “o exame da prova evidencia que a imputação é parcialmente verdadeira.
Parcialmente, porque apenas o querelante Jorge foi denunciado pela prática de duplo homicídio qualificado contra o pai e a mãe, não constando dos autos onde apurado o crime qualquer alusão ou conclusão formal — ao menos as peças trazidas não fazem referência a isso — no sentido de que o pai teria, precedentemente, matado a esposa”.
Segundo ele, “a veracidade da imputação, assim, apenas favoreceria o paciente quanto ao querelante Jorge, que efetivamente foi acusado pelo duplo homicídio e que, por falta de provas, foi impronunciado.
Razoável entender-se, então, ante tal quadro que a imputação, pelo antecedente, era verdadeira e que o paciente limitou-se, assim, a narrar um fato do conhecimento público, ainda que a sentença de impronúncia possa equivaler à de absolvição”.
Quanto à entrevista, Pinheiro Franco disse que “não se tem dúvida” que as declarações de Costa Júnior “não tiveram a menor conotação de ferir a honra do querelante e de seus familiares, ou ainda a memória de Jorge”.
O juiz Lazarini completa: “Verifica-se assim, que não houve qualquer ofensa ao co-autor Jorge ou aos seus familiares que justifiquem o pedido de indenização, razão pela qual a pretensão de deduzida é improcedente”.
Em 2002, outro filho do casal assassinado (Marcelo Delmanto) tentou impedir a circulação do livro “O crime da rua Cuba”, escrito pelo jornalista Percival de Souza.
Revista Consultor Jurídico, 22 de novembro de 2004
 
O LIVRO DE PERCIVAL DE SOUZA
 
No livro “O Crime da Rua Cuba”, de Percival de Souza, 9ª edição, p. 64, lê-se a opinião do então delegado-geral de Polícia Amândio Malheiros Lopes;
“… o advogado Jorge Bouchabki matou sua mulher, a professora Maria Cecília Delmanto Bouchabki, com dois tiros na cabeça e a seguir suicidou-se…”.
Na página 63, constou:
“… houve quem quisesse explicar tudo com a tese de que o rapaz teria surpreendido o pai, que havia acabado de atirar na mãe… Mas, não foram essas únicas hipóteses que circularam sobre o caso, pois centenas de pessoas, empenhadas em decifrar o enigma, buscavam sua explicação pessoal para o crime da Rua Cuba. De qualquer modo, as especulações nasciam e se multiplicavam exatamente porque ninguém consegue entender o que realmente aconteceu no quarto dos Bouchabkis. A mudança dos corpos na cama… a alteração do local do crime… a ausência de qualquer vestígio de violência nas fechaduras, portas e janelas…”.
Na página 65:
“… Jorginho, além dos banhos de sol logo após o crime, e da frieza aparente na concorrida missa de Sétimo Dia da morte dos pais (todos abalados, inclusive Roberto Delmanto, que dava a impressão de ser um homem destroçado), também aproveitou e pulou normalmente o carnaval.
Estranho ou não?…”
 
AS MISTERIOSAS INTERVENÇÕES POLÍTICAS
 
José Augusto Veloso Sampaio, Delegado do DHPP, foi pressionado pelo Delegado Geral Amândio Augusto Malheiros Lopes – “Peculatário Mor” durante o Governo Quércia – no sentido de que a versão policial fosse naquele sentido, ou seja, homicídio seguido de suicídio.
Não acatou; logo depois de concluir o inquérito foi removido do DHPP para um plantão do DECAP.
Foi duramente massacrado pelo advogado José Carlos Dias (ex-secretário de justiça e de segurança de SP ), em face de indiciar o rapaz por duplo homicídio qualificado.
As palavras mais doces: de conhecida incompetência desde que era escrivão.
Nem sequer dispensaram Veloso Sampaio do plantão noturno na véspera do seu depoimento em Juízo.
De tão abalado mal conseguiu sustentar as conclusões postas nos autos do inquérito.
Malheiros Lopes – caso fosse eleito pelos pares – advogaria a versão “menos ruim” para a família?
Diga-se de passagem, cujo único objetivo era poupar de maiores sofrimentos a mãe da falecida, supostamente morta pelo querido neto.
E o rapaz – caso inocente – por tantos atropelos patrocinados pelo Delegado Geral, será eternamente suspeito. Pois não se esclareceu nem uma, nem outra versão.
Eu tenho a minha opinião:
O CRIME DA RUA CUBA FOI COMETIDO PELO DELEGADO GERAL DE ALUGUEL.

PERITOS DO DEINTER-6, 100% GREVE 5

dr guerra
a pericia no deinter 6 , aderiu a greve em 100% , pode verificar , o problema é ue a pm fica apresentado ocrrências nas delegacias , e a autoridade policial quando necessário aciona o IC , mais os peritos não estão comparecendo aos locais de crimie e nem atendendo as solicitações de delegados , na data de 17-09-08 , o perito plantonista discutiu ardoamente com policias militares , porue os mesmos alegaram que o perito deveria comparecer em um local de av de jogo de azar. caro dr o perito respondeu que só atende quando um delgado de policia solicita, pm nunca mandou e nunca vai mandar em perito ou na polcia cientifica. QUEM MANDA E DESMANDA OU MELHOR SOLICITA PERITO EM LOCAL É DELEGADO DE POLÍCIA AUTORIDADE MÁXIMA EM UMA OCORRÊNCIA POLICIAL.PERITOS GANHAM MAL COMO DELEGADOS , COM INVESTIGADORES , ETC….
SOMOS 100% GREVE
18 de Setembro de 2008 12:00

O ESTADO PAGA "BANDA LARGA SERGINHO" PARA OS SERVIÇOS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO…QUANDO PAGA! 2

Policiais do 11º DP dizem fazer “vaquinha” para comprar materiais
DA REPORTAGEM LOCAL
Sob a condição de anonimato, policiais do 11º DP, em Santo Amaro (zona sul de SP), fizeram questão de mostrar à Folha ontem a situação do local, que segundo eles, é “caótica”.
Os funcionários revelaram que faltam papel higiênico no banheiro que atende ao público, tinta para impressoras e até carros oficiais no pátio.
Policiais disseram que fazem “vaquinhas” para fazer o que o Estado não faz: arrecadam dinheiro para comprar materiais.
A Folha flagrou 11 carros policiais estacionados no local, mas só seis estavam funcionando e conservados.
Os demais nem sequer andam em decorrência da falta de peças de reposição e estão sendo consumidos pela ferrugem.
De acordo com um dos policiais do 11º DP, os carros estão parados há tanto tempo que só a troca por automóveis novos resolveria o problema.Sem carros, o trabalho, dizem os policiais, fica comprometido em um DP como o 11º, que registra cerca de 60 ocorrência por dia -a maioria é de estelionato, furto e roubo-, mas em dois dias de greve, registrou só oito urgências.
Além da falta de papel higiênico e de carros, também há escassez, segundo os policiais, de tinta para a impressão dos boletins de ocorrência, que ficam praticamente ilegíveis.
Ontem, dois cartazes a inscrição “greve” foram pregados na porta da delegacia.
Além do aviso, os policiais haviam colocado um calço embaixo da porta para dificultar a entrada.
Indagados porque trabalham numa situação em que eles assumem como caótica, os policiais dizem: “é por paixão”.
A Secretaria da Segurança Pública confirmou que unidade possui cinco carros que não estão funcionando e aguardam recolhimento.
Entretanto não informou a data. (KT)

EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO…ISSO É ASSUNTO DO PTB, PMDB E DEM…O PSDB NÃO TOCA NAQUILO( nós )

SEM PALAVRAS
SERRA NÃO COMENTA A PARALISAÇÃO
O governador José Serra (PSDB) se recusou ontem a falar sobre a greve.
Questionado quatro vezes, ele disse que cabia aos seus subordinados a tarefa de dar explicações.
Serra chegou a interromper uma entrevista quando questionado sobre a paralisação dos policiais, durante evento na zona leste da capital.
A Folha perguntou a ele qual orientação que daria a quem não conseguiu atendimento nos DPs.
“A Secretaria da Segurança fala sobre isso”, disse Serra.

O GOVERNO É QUEM USA A GREVE PARA DETONAR GERALDO ALCKMIN…CUJOS FIÉIS DELEGADOS FORAM RETIRADOS DO COMANDO, INCLUSIVE 1

Grevistas aproveitam momento eleitoral, diz secretário de Serra.
Para Sidney Beraldo (Gestão Pública), eleição deixa o governo frágil para tomar medidas mais duras contra os policiais civis
Ele reafirma que negociações estão suspensas enquanto durar paralisação; entidades negam viés eleitoral e prometem manter greve
DA REPORTAGEM LOCAL
O secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, interlocutor do governo Serra (PSDB) com as entidades policiais, disse ontem acreditar que o movimento foi desencadeado nas últimas semanas a reboque da campanha eleitoral -momento em que, segundo ele, o Estado ficaria politicamente fragilizado para tomar medidas mais duras contra a categoria e estaria mais disposto a negociar.”Estamos em período eleitoral e isso pesa”, disse o secretário.
Ele descartou a ligação das entidades com candidatos ou partidos políticos, mas vinculou o movimento grevista à sucessão de poder nas entidades de classe dos delegados.
Beraldo voltou a dizer que as negociações estão suspensas enquanto a greve continuar.
Greve e eleição
Representantes da associação e do sindicato dos delegados de polícia do Estado negam que o movimento esteja se aproveitando do período eleitoral.
“A greve não está relacionada à eleição. Em nenhum momento mencionamos o nome do governador ou o partido dele nesse movimento”, disse José Martins Leal, da associação dos delegados.Sérgio Marcos Roque, do sindicato dos delegados, disse ainda que a greve não tem ligação com a eleição da entidade, que só ocorre em 2010.
Também participam ativamente do comando de greve a associação e o sindicato dos investigadores e dos escrivães.
Todas as entidades dizem ainda não ter vínculos com partidos políticos ou centrais sindicais. Martins Leal e Roque disseram ainda que, apesar das ameaças de punições do governo, a greve continua.
Embora negue que o governo esteja perdendo a batalha de comunicação para as entidades, Beraldo diz que as propostas do Estado não vêm chegando à base da categoria.
“O papel [da mídia] é fazer chegar as propostas para toda a categoria, pois as entidades não têm passado a todas as categorias o que propomos”, disse.
O secretário voltou a atacar as reivindicações apresentadas pelos policiais civis, como a da eleição direta para delegado-geral de polícia. “Falta bom senso às entidades.
Essas questões colocadas na mesa só contribuíram para dificultar ainda mais.” (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO e LUIS KAWAGUTI)
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A eleição do Delegado Geral – incluída nas propostas – é ponto irrelevante.
Cujo maior objetivo – inclusão na pauta das reivindicações – foi fomentar debate acerca da necessidade de o Delegado Geral, eleito pela classe como noutras instituições , tenha compromisso com política de segurança ininterrupta.
Que o Delegado Geral não seja um mero chefete; subserviente a decisões imediatistas que, ao longo dos tempos, comprometam os fundamentos da Instituição.
O Delegado Geral deve ser do PARTIDO DA SOCIEDADE; não correligionário da base governista.
Especialmente:
QUE NÃO FAÇA VEZ DE PECULATÁRIO OU COLETOR DE PROPINAS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS…
EXEMPLOS NÃO FALTAM!
A IMPRENSA CONHECE OS NOMES.

GOVERNO NOS FAZ AMEAÇAS DE PUNIÇÕES DISCIPLINARES E CRIMINAIS 4

Policiais civis mantêm greve; governo promete punições
Maior parte das delegacias continua com atendimento restrito a casos gravesNo 11º DP (Santo Amaro), os policiais deixaram as portas encostadas para inibir a entrada da população;
Promotoria vai apurar greve.
A greve dos policiais civis de São Paulo chegou ontem ao segundo dia e continua hoje, segundo entidades da categoria, que estima a adesão em mais de 60% na capital e de 100%, no interior.
Já a gestão José Serra (PSDB), que não faz um balanço da paralisação, decidiu ontem endurecer e ameaça punir, até de forma criminal, quem não prestar atendimento.
As negociações estão suspensas.
Ontem, a maior parte das delegacias registrava somente ocorrências mais graves, como casos de roubos, assassinatos e seqüestros.
Vítimas de ameaça e furto, mesmo de carros, eram orientadas a voltar para casa.
Casos de furto representam grande parte das ocorrências registradas pela Secretaria da Segurança.
No primeiro semestre deste ano, houve 312.166 casos de furto -31,4% dos 994.680 delitos do período.
A Folha percorreu 67 dos 93 DPs da capital entre anteontem e ontem -em 43, ou 64,1%, o atendimento estava restrito aos casos considerados mais graves.
No interior, o atendimento ficou comprometido até nas Ciretrans (órgãos regionais de trânsito) e muita gente não conseguiu tirar a carteira de habilitação.
Carros da polícia ficaram parados durante todo o dia no pátio da Delegacia Seccional de Campinas -em algumas delegacias da cidade nem os telefones eram atendidos.
No 11º DP (Santo Amaro), os policiais deixaram as portas encostadas para, segundo admitiram, inibir a entrada da população.
Nesse distrito, que registra cerca de 60 boletins de ocorrência por dia, foram feitos só oito desde o início da greve.
Além das ameaças de punição aos grevistas feitas ontem pela gestão Serra, o Ministério Público abriu inquérito para investigar se os policiais estão descumprindo decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que obriga os grevistas a manter ao menos 80% do efetivo e também a continuidade da prestação dos serviços.
Os policiais reivindicam reajuste de 15%, além de mais duas parcelas de 12% em 2009 e em 2010.
O governo deu em 2007 um pacote de benefícios às polícias Civil e Militar que custou R$ 500 milhões e oferece o mesmo valor para este ano.
Escalado para falar em nome do governo, o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, ameaçou com punições os policiais que estiverem nos DPs e se negarem a registrar ocorrências. “Está lá presente e não cumpriu a obrigação, a penalidade será disciplinar.”Em propaganda que começa a ser veiculada hoje, a Secretaria da Segurança Pública diz que “não vai permitir que movimentos sindicais da Polícia Civil venham a colocar em risco a segurança da população”.
O informe ressalta ainda que os grevistas podem ser punidos.
Eles poderão, por exemplo, ser acusados de prevaricação (prejudicar o serviço público em benefício pessoal), cuja pena vai de três meses a um ano de prisão, além do pagamento de multa.
(LUIS KAWAGUTI, JOSÉ ERNESTO CREDENDIO, KLEBER TOMAZ, ROGÉRIO PAGNAN E JULIANA COISSI)
Colaboraram a Agência Folha e a Folha Ribeirão