FLIT PARALISANTE • às 21:59 de 03/Abr
Nesta tarde, pessoalmente, tive conhecimento da forma com que o ilustre Diretor do DIRD foi enredado na matéria levada ao ar pelo Jornal Nacional…
Barros Munhoz, líder do governo na Assembléia, diz que solicitações são rotineiras
Em ofício a Ronaldo Marzagão, tucano pede que policial seja transferido do 2º DP de Guarulhos para delegacia especializada da capital
ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
ALEX ALMEIDA
REPÓRTER-FOTOGRÁFICO
O líder do governo José Serra (PSDB) na Assembléia Legislativa, o tucano Barros Munhoz, mantém entre suas atividades a tarefa de pedir promoções e transferências de policiais civis. Ele próprio admite adotar essa “missão” como rotina parlamentar, mas diz não considerar uma ingerência política na Secretaria da Segurança Pública porque na maioria das vezes, segundo ele, não é atendido.
“Não é: “Quero que faça isso, quero que faça aquilo”. Estou simplesmente transmitindo um pedido que me é feito para deliberação do órgão competente. Não é nenhum tipo de ingerência, nenhum, nenhum, nenhum… Isso é mais que rotineiro. A gente faz para todos os tipos de atividades no Estado.”
Para tentar provar que seus pedidos não são uma ordem, ele apresentou à Folha os nomes de uma escrivã de Jales (585 km de SP) e de um investigador de Ituverava (413 km de SP) que teria tentado promover neste ano, sem sucesso.
O deputado revelou esse trabalho após ser questionado sobre um ofício enviado por ele ao secretário Ronaldo Marzagão (Segurança), em 11 de setembro, no qual pede a transferência de um delegado. Ele solicita que o delegado Ricardo Fernandes seja transferido do 2ª Distrito Policial de Guarulhos (Grande SP) para uma delegacia especializada da capital. Sugere três setores: “Garra [especializado em roubos], GOE [operações especiais] ou DHPP [homicídios]”.
Para o presidente da associação dos delegados, Sergio Roque, essa é uma pequena amostra da ingerência política que a instituição sofre todos os dias. Para ele, os favores deixam, muitas vezes, o policial comprometido com o político, o que prejudica a independência de uma eventual investigação.
Até ontem, não havia publicação no “Diário Oficial” do Estado da movimentação do policial. Pelos carimbos existentes no ofício, a “promoção” percorreu todos os níveis: há carimbos do gabinete do secretário, da Delegacia Geral da Polícia Civil e do Demacro, órgão responsável por Guarulhos.
Há um carimbo ilegível que, para policiais ouvidos, seria da Delegacia Seccional de Guarulhos. Por estar há menos de um ano no cargo, Fernandes não pode, em tese, ser transferido, conforme exigência da própria Delegacia Geral.
Procurado por três dias consecutivos, Marzagão não comentou o assunto. O delegado-geral, Maurício Freire, também não. A assessoria de imprensa da Delegacia Geral informou apenas que Fernandes continua em Guarulhos. “Local por ele próprio escolhido para exercer suas funções, de acordo com o mérito alcançado (classificação por notas) no Curso de Formação Técnico-Científico, de oito meses, da Academia de Polícia -medida essa instituída pelo delegado-geral Maurício”, diz trecho.
A Folha solicitou à Delegacia Geral entrevista com Fernandes. Não houve resposta.
Fonte: Folha de S.Paulo, 19 de novembro de 2008, pág. C4
“Estou apenas transmitindo um pedido, não é ingerência”, diz Barros Munhoz
DA REPORTAGEM LOCAL
Para o deputado Barros Munhoz (PSDB), não há ingerência política na Polícia Civil.
FOLHA – Existe ou não ingerência política na Polícia Civil?
BARROS MUNHOZ – Posso atestar que não existe absolutamente nenhuma. O governador José Serra não indicou qualquer delegado seccional, diretor, nem o delegado-geral. É um estilo que atribui ao secretário ampla liberdade para suas escolhas.
FOLHA – Temos uma cópia de um ofício com sua assinatura, que pede a transferência do delegado Ricardo Fernandes. Por que o sr. fez o pedido e qual a sua relação com o policial?
MUNHOZ – Nenhuma. Não me lembro quem solicitou. Isso é rotineiro. Isso não quer dizer ingerência, de espécie alguma. Nem sei se foi atendida.. Eu tenho dezenas de assessores que fazem solicitação desse tipo. E faço dentro do possível. Passa pelo crivo da secretaria. Não é: “Quero que faça isso, quero que faça aquilo”. Estou simplesmente transmitindo um pedido que me é feito para deliberação do órgão competente. Não é nenhum tipo de ingerência, nenhum, nenhum, nenhum… Isso é mais que rotineiro. A gente faz para todos os tipos de atividades no Estado.
FOLHA – O sr. tem prestígio no governo e um pedido tem certo poder.
MUNHOZ – Absolutamente. Tanto que nem sei se ele foi atendido ou não. Pode ser até que não tenha sido atendido, porque eu tenho inúmeras solicitações desse tipo que encaminhei e não foram atendidas.
FOLHA – Por que o sr. encaminha?
MUNHOZ – Porque ou é alguém do meu relacionamento, ou alguém de relacionamento de algum conhecido. Há liberdade total da pessoa que decide.
FOLHA – O sr. faz isso para agradar, então, a quem faz o pedido?
MUNHOZ – É até para cumprir uma missão, né? Ele não tem acesso para fazer isso, eu faço. Isso é uma rotina que se faz desde que haja esse tipo de comportamento que há. Nunca ingeri. É uma mera solicitação. Que é atendida ou não de acordo com os critérios de cada secretaria. Aliás, se houvesse esse tráfico de influência, com toda sinceridade, não seria bobo em fazer por escrito. Não sou agente secreto da polícia portuguesa que usa o selo na testa.
FOLHA – O sr. diz que dezenas de assessores fazem esse tipo pedido. Eles assinam também?
MUNHOZ – Logicamente, eu não dou conta de todo o meu expediente. Se você for ver, eu despacho às vezes 200, 300 ofícios, entre respostas, pedidos, procedimentos, providências.
FOLHA – Esse documento pode ter sido assinado por assessores?
MUNHOZ – Até porque eu não me lembro do nome dessa pessoa, sinceramente..
Fonte: Folha de S.Paulo, 19 de novembro de 2008, pág. C8
Editorial ( O DEMOCRATA)
A Assessoria de Imprensa do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe), em relação a nota da coluna Tribuna, publicada na edição de 14/11, referente a pronunciamento do deputado Olimpio Gomes (PV), sob o título “Hospital doente”, esclarece:
“O Iamspe vem promovendo desde março ” quando a atual gestão assumiu ” uma série de mudanças no Hospital do Servidor, que já resultaram em melhorias para os usuários.
Os bons resultados incluem o aumento de 23% na oferta de consultas, fim da fila de duas mil tomografias e do atraso de 1.400 laudos de mamografia, dentre outros. […] Não existe nenhuma “perspectiva de fechamento dos atendimentos de oncologia e geriatria”.
A propósito, o Iamspe comprará ainda este ano um tomógrafo simulador para a área de radioterapia, ligada à oncologia.
No primeiro semestre do ano que vem, será adquirido um acelerador nuclear, que também vai beneficiar os pacientes com câncer.
Sobre a afirmação de que o governo não dá contrapartida aos 2% recolhidos dos funcionários públicos para custeio do Iamspe, ressalte-se a assinatura, em julho, do Acordo de Resultados que prevê o repasse, pelo Estado, de R$ 100 milhões por ano, para o Iamspe […]”.
Fernanda Bittencourt – Assessora de imprensa do IamspeFonte: Site da Assembléia Legislativa de São Paulo – 18/11/2008 20h43
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Prezado Dr Guerra,Gostaria que fossem feitas mais denuncias sobre o “estado” em que se encontra o Iamspe, em seu Jornal da Policia.
Como vê acima, e como muitos já comentaram em seu jornal, desde o governador, passando pelos secretários até as assessoras de imprensa (diga-se de passagem: é pra isso que ela está lá), todos acham que a população é completamente TAPADA!!!
Estou na polícia há 18 anos e o Imaspe, aqui no interior, só funcionou precariamente durante dois ou três anos e depois parou.
Entretanto, desde o meu primeiro mês de trabalho na polícia, vem sendo cobrados os dois por cento (2%) do Iamspe.
Diga-se também que muitos policiais, que sabem que o Iamspe nunca ofereceu nada, passaram a pagar convênios de saúde, pois a doença não espera até se ter condições financeiras para fazer um tratamento.
Agora, depois do pronunciamento do Major Olímpio, a assessora de imprensa vem dizer que eles assinaram acordo de Resultados em JULHO/2008???
E os outros dezessete anos que estou na policia, o que foi feito do dinheiro???
E essas máquinas que ela está prometendo???
Acho que já ouvimos essas estórias de “vamos comprar”, “estamos adquirindo”.
E mais: UM??? Um aparelho de cada, para o estado inteiro??????
Ah!! Já sei, o governo do estado, junto com sua assessoria de imprensa já “negociou” com o CANCER que alguns servidores (infelizmente) tem, para que ele tenha um crescimento de 6,5% para Novembro de 2008 e mais 6,5% para Agosto de 2009, até que sejam adquiridos os aparelhos e os repasses do “Acordo de Resultados” sejam efetivados????
Me perdoem o comentário os servidores que passam por tão tristes situações de saúde, mas temos de falar alguma coisa.
Os absurdos estão cada dia piores.
Me recordo que uma das justificativas do governador José Serra para não dar o aumento para a policia: “estamos passando por um momento de crise mundial”!
CRISE MUNDIAL????
Mas isso não se “manifestou” só agora depois do meio do ano???
E o ano passado que não tivemos nada??
E os outros anos???
Tenha santa paciência!!!
Paulo
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Jornal A Tribuna demite repórter fotográfico vítima de acidente de trabalho |
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08 de fevereiro de 2008 |
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O jornal A Tribuna, de Santos, desrespeitou frontalmente os direitos dos trabalhadores ao demitir, nesta semana, os repórteres fotográficos Edison Baraçal e Carlos Marques, ambos convalescentes. Baraçal está com dois dedos imobilizados, resultado de um acidente sofrido durante a execução de um trabalho para o Expresso Popular. E Marques voltou ao trabalho em janeiro, após afastamento de 6 meses provocado pela tuberculose. No caso de Baraçal, o acidente de trabalho não foi reconhecido oficialmente pois a empresa não emitiu CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) o que garantiria estabilidade de 12 meses após o incidente, em caso de afastamento superior a 15 dias. A diretoria regional de Santos do SJSP emitirá a CAT e já enviou um ofício sobre estes episódios à diretoria do jornal. Veja a íntegra abaixo.
Santos, 8 de fevereiro de 2008 Ofício n 14/08 1 – DA DESUMANIDADE
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Márcio Calves com Márcia
O processo eleitoral nem terminou e nomes que vão compor o governo Márcia Rosa (PT) em Cubatão já começam a surgir. O primeiro deles é o do provável responsável pela comunicação da prefeitura. O jornalista Márcio Calves, recém saído do jornal “A Tribuna”, deve assumir o posto na administração da petista. (02/10/08).
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O humano e imparcial ex-editor chefe MÁRCIO CALVES – recém-demitido do jornal A TRIBUNA – caso não consiga um emprego nalgum órgão ou empresa pública, poderá criar um Blog. Será um sucesso na região da Baixada Santista, especialmente no meio policial. Humanidade, imparcialidade e honestidade inigualáveis. A TRIBUNA, por certo, perderá muitos leitores. Assim, para manter o equilíbrio, voltarei a figurar como assinante.
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