DIA A DIA
Caro policial Guerra, seu blog atualmente, vejo que se tornou um meio de divulgar certas distorções efetuadas pela administração, então acredito que foi satisfatório.
DIA A DIA
Caro policial Guerra, seu blog atualmente, vejo que se tornou um meio de divulgar certas distorções efetuadas pela administração, então acredito que foi satisfatório.
Dr. Guerra,
Isto é piada.
Esse tal de Sassi quando estava pelas bandas da 6º Seccional só queria saber de maquininhas, basta ver a quantidade delas apreendidas pelos DPs. da Seccional; Só no 101 DP teve mais de mil maquininhas apreendidas, e quem fazia a arrecadação era o Ivan que hoje é chefe de Taboão da Serra.
Quando foi prá 4ª D.S.P., colocou as maquininhas prá funcionar a todo vapor e o mensal era aumentado a cada mês.
Depois foi prá Fazendaria e aí, só $$$$$ na cueca.
Tambem, prá pagar o condominio de sua cazinha pras bandas de Valinhos, só assim, pois o salario não paga nem metade.
Fora que o mesmo é afilhado do Quercia e mensalmente recebe o ex-governador em sua casinha; é só verificar na portaria do condominio que consta a passagem do ex-governador todo mês.
Tambem é afilhado do China de Sto. André.
Ainda bem que no ano que vem vai pegar sua bengala e ficar apanhando em casa da mulher.
Enfim, a PC ficará livre de mais um…
Antonio Carlos Viana Santos: novo presidente do TJ-SP; desembargador assume maior tribunal estadual do País decidido a acabar com fila de 10 milhões de execuções fiscais
Fausto Macedo
Para vice-presidente do TJ foi eleito o desembargador Marco César Müller Valente, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Para corregedor-geral da Justiça, o escolhido foi o desembargador Antonio Carlos Munhoz Soares, atual vice-presidente do TJ.
Os novos dirigentes do TJ assumem no dia 4 de janeiro.
Ainda ontem foram eleitos o desembargador Ciro Pinheiro e Campos para a presidência da Seção de Direito Criminal, o desembargador Luiz Antonio Ganzerla para a presidência do Direito Público e o desembargador Fernando Antonio Maia da Cunha para a presidência da Seção de Direito Privado.
Viana Santos, de 67 anos, atual presidente da Seção de Direito Público, paulista de Sorocaba, na carreira desde 1969, ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), é reconhecido como negociador hábil em defesa das causas da toga, com trânsito fluente no Congresso e nos tribunais superiores.
Em sua gestão, ele planeja executar amplo projeto de informatização do TJ, alcançando inicialmente o setor de execuções fiscais que acumula 10 milhões de feitos. “O principal interessado no andamento dessas ações é o Executivo”, disse o desembargador.
Qual a sua primeira meta?
Informatizar o tribunal. O setor está muito defasado e o governo está começando a liberar a verba parcialmente. São 10 milhões de execuções fiscais entre 19 milhões de ações no primeiro grau. Tudo feito à unha porque não tem informatização.
Como limpar essa pauta?
Pode-se eliminar, talvez até por anistia, as ações de pequeno valor. Você tem 10 ações de pequeno valor e uma de grande valor. O trabalho é o mesmo. É um trabalho braçal. Cálculo realizado há cerca de um ano e meio mostra que o montante referente a essa demanda atinge por volta de R$ 200 bilhões. É mais interesse do Executivo do que nosso até.
Quanto vai custar a implantação desse programa de informatização?
Cerca de R$ 400 milhões em todo o Estado. Em dois anos esperamos concluir. Tem que preparar o pessoal tecnicamente. É um atraso de muitos anos. Veja São José dos Campos, com quase 700 mil habitantes e 22 varas. A informatização começou na semana passada. Em São José do Rio Preto, onde minha filha é juíza, em 2 anos são mais de 150 mil execuções fiscais e não tem informatização. Máquina tem, mas não tem servidor e não tem rede. Fica difícil.
Como combater a corrupção?
A corrupção é um problema cultural no Brasil. Por exemplo, fala-se muito que policiais ganham pouco. Não adianta nada aumentar o salário, porque aquele que é corrupto vai continuar corrupto. É a maldita mania do quebra-galho, do jeitinho. É preciso escolarização para mudar essa cultura, é coisa para daqui a uns 30 anos. Não é de hoje para amanhã que a corrupção vai acabar.
O sr. viu as gravações do esquema que vem sendo chamado de “mensalão do DEM”, em Brasília?
As imagens são de arrasar. Agora, o presidente da República diz que imagem não diz tudo. Falam no impeachment do governador. Isso é pouco. Fiquei chocado. Põe dinheiro na cueca, põe dinheiro na meia, é para comprar panetone. Isso é brincadeira com o povo.
Quem é:
Viana Santos
Formou-se em Direito na USP em 1965, é mestre em Direito Civil e Processual pela PUC-SP
Paulista, 67 anos, presidiu a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091203/not_imp475908,0.php
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Corrupção: A CULPA NÃO É CULTURAL NO SENTIDO DE FORMAÇÃO ESCOLAR.
É cultural por aceite e transmissão hereditária.
A CULPA É DO PAI DO CORRUPTO…OU SERÁ CULPA DA USP E DA PUC ?
Quando o corrupto, graduado e mestrado pela PUC, é filho de desembargador, seria falta de escolaridade?
Ou cultura transmitida pelo “meio paterno”?
Ah!, sabem o que é ” tanto”?
Tanto é uma porção indeterminada.
Mas como – comprovadamente – HÁ MAIS DE TRÊS, temos “um tantão assim”; suficiente pra fazer quadrilha.
Para quem não concordar digo: o Presidente do TJ acha e opina como quer; pelo meu lado também posso achar e opinar como bem entendo.
A diferença: ele diz impropriedades “de afogadilho”…Nós, baboseiras.
MARCELO LUIS RAFAEL MOTTA
DA REDAÇÃO
Dois momentos de tensão aba- laram o sossego que havia perdurado na maior parte do tempo, durante as eleições. Às 17h15, quando eleitores ainda votavam no Salão de Mármore da Vila Belmiro. E, por volta de 19h45, quando uma confusão generalizada causou a interrupção da contagem dos votos. O primeiro incidente aconteceu quando seguranças do clube retiraram membros da Chapa 1, que faziam boca de urna no corredor que leva ao salão. Oposicionistas foram empurrados até à calçada. Um deles se desequilibrou e quebrou o cotovelo esquerdo. Foi levado à Santa Casa. Mais tarde, enquanto se contavam os votos da sexta urna, integrantes da torcida organizada Sangue Jovem protestaram no salão. Inconformados com os resultados, discutiram com partidários da oposição. Não tardou para que arremessassem cadeiras uns nos outros e derrubassem as barreiras que separavam o público, líderes das chapas e Imprensa. A confusão foi amenizada com o lançamento de spray de gás de pimenta no recinto. Segundo o presidente Marcelo Teixeira, por “um delegado de polícia”, cujo nome não citou. Os trabalhos foram interrompidos por 40 minutos. Os membros das duas chapas pediram calma e respeito mútuo a seus simpatizantes. A Polícia Militar não interveio. Extraoficialmente, sócios do Santos declararam ter ouvido que policiais não poderiam entrar sem autorização prévia de dirigentes do clube numa área particular. Retomada a apuração, cerca de 15 PMs formaram uma barreira para afastar eventuais manifestantes.
TAMBÉM HOUVE FESTA
Parecia um dia de jogo. Bandei- ras, faixas, torcidas e gritos emocionados transformaram a Vila Belmiro no palco de uma grande festa democrática. Embalados pelo desejo de um Santos cada vez mais forte, alvinegros de alma e coração foram às urnas. Muito antes da votação começar, por volta de 9 horas, o clima eleitoral já dominava as imediações da Vila. Faixas dos doiscandidatosmudaramovisualdaRuaPrincesaIsabel. Às 10h39, urnas lacradas e votação iniciada. E não faltaram exemplos de amor ao Santos. Um dos mais bonitos foi proporcionado pelo exportuário e ex-vereador santista José Gonçalves, um dos sócios mais antigos. Com 97 anos, ele votou e deu o seu recado. “Espero que o Santos ganhe títulos”. O ex-jogador Mengálvio era muito procurado por torcedores para fotos e autógrafos. Ele destacou a importância das eleições. “É uma festa democrática que valoriza a grandeza do Santos”.
ELEIÇÃO NO SANTOS. Rivalidade entre situação e oposição esquentou o clima
Pleito tem festa, gás de
pimenta e cadeiras ao ar
Os associados do Santos Futebol Clube elegeram Luis Álvaro Oliveira Ribeiro como o novo presidente do clube neste sábado (05). Como vice-presidente, foi eleito Odílio Rodrigues Filho. Compareceram ao pleito 3024 associados, número recorde de participantes. Luis Álvaro Oliveira, candidato da Chapa 1, foi eleito com 1882 votos (62,23%), enquanto o representante da Chapa 2, Marcelo Pirilo Teixeira, ficou com 1129 (37,33%). Houve 12 votos nulos (0,39%) e um em branco (0,03%). O mandatário santista assumirá o comando da agremiação pela primeira vez, durante o biênio 2010/2011. A votação aconteceu das 10 às 18 horas e a apuração dos votos foi concluída às 21 horas.
A Mesa Diretiva dos Trabalhos Eleitorais foi presidida pelo Dr. Luis Carlos Gomes Godoi, tendo como vice-presidente o Dr. Ricardo Verta Luduvice, como 1º secretário o Dr. Sérgio Ricardo Louzada Paulo e como 2º secretário o Dr. Miguel Galante Roelo.
Nas dez urnas a Chapa 1 sagrou-se vencedora. A apuração foi suspensa por um tempo, devido a conflito entre torcedores. O presidente empossado realizou o discurso apenas depois de a apuração ser completa.
Violência de bandidos e polícia escancara uma sociedade em que o desenvolvimento social ficou muito aquém do econômico
José de Souza Martins* – O Estado de S.Paulo
Poucas semanas antes, houve o assassinato de Evandro João Silva, do grupo cultural AfroReggae, por dois bandidos, que lhe roubaram um par de tênis e uma jaqueta. Uma câmera de vigilância filmou a chegada de uma viatura policial, da qual um capitão e um cabo da PM do Rio desceram, detiveram os dois bandidos e confiscaram para si o espólio do roubo; um dos ladrões foi solto. Os policiais nem sequer se interessaram pela possibilidade de socorrer Evandro, cujo coração ainda batia, alegando depois que ele não se mexia mais.
Nos dois casos há uma linha invisível separando condições humanas e sociais, o lado das vítimas e o lado dos algozes. Ambas as vítimas estavam do lado de lá da linha que, no imaginário arcaico e problemático que ainda vige entre nós, separa humanos de não humanos, uma categorização ainda forte na cultura popular brasileira e mais influente do que se pensa. Tanto que o gesto dos policiais de se apropriarem do produto do roubo tem pleno sentido na cultura da sebaça, tão forte em nossa história, como prêmio a vencedores e sobreviventes, na tradição de um direito à margem da lei. Nesse sentido, para compreender o que foi chamado de desvio de conduta, é preciso examinar o problema na sua verdadeira amplitude, que não se limita à polícia. Em extensa pesquisa que faço sobre linchamentos no Brasil, as polícias civil e militar, sobretudo a militar, foram responsáveis por 91,5% dos salvamentos de pessoas que estavam sendo linchadas, expondo-se os policiais a riscos efetivos de ferimento e morte. Seria um erro buscar as causas da violência que envolve a ação de policiais unicamente ou principalmente na própria instituição. Certamente há fatores próprios dessas corporações, como a atuação em equipe. Dela surge a sociabilidade profissional de tipo corporativo que, dependendo de fatores de liderança, acaba gerando uma cultura de lealdades e de cumplicidade, o que agrava os mencionados desvios.
Vimos isso, em 1997, no caso da favela Naval, em Diadema, São Paulo. Grupo constituído de um sargento, dois cabos e seis soldados cuja hierarquia fora subvertida pelos valores da camaradagem, 8 dos 9 envolvidos emulando na prática de violência contra a população pobre e indefesa. Uma polícia divorciada da realidade de suas funções. Vídeo feito, ocultamente, por vizinhos das ocorrências mostram as atrocidades praticadas, sobretudo pelo soldado conhecido como Rambo, que matou uma pessoa e feriu outra a tiros. Nesse episódio e nessa figura as expressões mais claras da dupla personalidade. Uma informada pelos valores da ordem e outra informada pelos valores da negação da ordem, uma informada pela lealdade cidadã do homem de classe média ao lado social presumivelmente bom da sociedade, o mesmo de sua família, e outra informada pela hostilidade anticidadã do justiceiro ao lado presumivelmente mau da sociedade, o da favela, ainda que bairro de trabalhadores. Se houve, sobretudo comerciantes para os quais Rambo fazia bicos no setor de segurança, que elogiaram o homem respeitoso e ordeiro, evangélico, os moradores da favela apontaram no mesmo homem a conduta criminosa do achacador, do praticante de violência gratuita contra adolescentes, como a de apagar um cigarro aceso na cabeça de um menino, e velhos, espancando-os para extorquir e cobrar tributos indevidos. Como se aquela fosse uma humanidade de cativos, sujeita a prestações materiais a quem os domina. Coisa, ainda, de uma sociedade que teve escravidão.
É justamente essa duplicidade que propõe a questão mais profunda que permeia uma coleção grande de ocorrências, envolvendo não só a polícia, mas envolvendo também quem não pertence a ela. Nessa lógica, eu incluiria o caso, de 2003, de Liana Friedenbach e Felipe Caffé, jovens alunos de classe média do Colégio São Luís, que programaram, sem conhecimento das famílias, um acampamento num sítio abandonado, no Embu-Guaçu. Flagrados pelo menor Champinha e por um adulto que o acompanhava a caminho de uma pescaria, foram saqueados, sequestrados e, depois de vários dias, finalmente assassinados. É impossível não considerar sociologicamente, nesse caso, a conduta social imprópria naquele cenário rústico, de tradições patriarcais e de moralidade repressiva, de um casal muito jovem, ingenuamente à vontade, como se a natureza lhes desse na escapada inocente a liberdade contrastante com as regras do colégio religioso. Sem o saber, haviam atravessado a linha que na sociedade de Champinha demarca a transgressão que desumanizava e expunha os transgressores à violência que acabaria por vitimá-los. Champinha agiu como predador, que saíra para pescar e acabou caçando a adolescente fora de seu lugar, tratando-a como caça e presa. No cenário em que ela e o namorado foram apanhados não havia os indicadores sociais e circunstanciais de sua condição humana, diversa da concebida por seu raptor.
Esses episódios nos falam do profundo estado de anomia da sociedade brasileira, de desencontro entre valores e condutas, pesada herança histórica de uma sociedade em que o desenvolvimento social ficou muito aquém do desenvolvimento econômico, a sociedade de uma modernidade fictícia, sustentada pelos arcaísmos de nosso atraso crônico.
*Professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Autor, entre outros livros, de A Aparição do Demônio na Fábrica (Editora 34)
O Brasil é como é, o paraíso da bandidagem oficial.
O país dos diários escândalos de políticos roubando em concurso com “empresários”, “banqueiros”, “magistrados”, “promotores”, “procuradores”, “advogados”, “delegados” e “militares” em geral.
Todos esses ladrões acreditam no Deus e no Poder Judiciário brasileiros.
SEGURANÇA PÚBLICA » Líderes da paralisação de policiais civis são aliados de Joaquim Roriz: dois deles integram o mesmo partido do ex-governador
Publicação: 05/12/2009 08:10 Atualização: 05/12/2009 08:32
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| As delegacias do Distrito Federal estão funcionando em esquema de plantão: investigações suspensas |
A greve liderada por integrantes do grupo de Roriz, principal adversário do governador José Roberto Arruda (DEM), é interpretada por governistas que negociam o aumento com a categoria como uma ação de interesse político. O reajuste de salários dos policiais civis do DF é vinculado à negociação da Polícia Federal. Isso ocorre porque os recursos para o pagamento dos policiais vêm do Fundo Constitucional, transferido pela União.
Polícia Federal
O que causa estranheza a integrantes do GDF é o fato de os policiais resolverem parar, independentemente do movimento de agentes da PF, que estão em atividade. “Em anos anteriores, os reajustes da Polícia Civil acompanharam os da Polícia Federal. As demandas da PF estão no Ministério da Justiça, sob exame, para depois seguirem para o Ministério do Planejamento, onde será avaliada a disponibilidade de orçamento. Apesar disso, os policiais federais continuam com suas atividades normais, enquanto os civis do DF declararam, intempestivamente, uma greve com interesses nitidamente políticos”, avaliou o secretário de Planejamento e Gestão, Ricardo Penna.
Há 15 dias, os sindicatos dos policiais civis enviaram para o Executivo local uma minuta do projeto de lei que contém o aumento pretendido pela categoria. Eles pedem um reajuste, a partir de fevereiro do ano que vem, de 29% nos salários. Além disso, querem a mudança de tempo para avaliação de possíveis promoções a agentes. Hoje essa análise ocorre a cada cinco anos. Com a reestruturação, passaria a ser anual. Os sindicatos dos policiais pressionam o GDF para que envie o plano de reestruturação da carreira policial ao governo federal.
De acordo com cálculos oficiais, as melhorias reivindicadas pelos policiais – que pressionam para aumentar o salário médio dos policiais civis de R$ 11 mil para R$ 16 mil e dos delegados de R$ 19 mil para R$ 22 mil – custarão R$ 473 milhões a mais nos recursos do Fundo Constitucional. O governo sustenta que as despesas adicionais extrapolariam o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal, o que inviabilizaria o governo de conceder novos aumentos e tomar empréstimos. Diante do posicionamento dos policiais, o Executivo local encaminhou à Casa Civil da Presidência da República um ofício no qual defende a isonomia entre as carreiras dos policiais civis e os federais. Mas o governo deve aguardar uma resposta dos Ministérios da Justiça e do Planejamento para depois se pronunciar sobre os pedidos de reajuste.
Questionado sobre a possibilidade de politização do movimento grevista da Polícia Civil incentivada pela crise que atinge o governo desde a sexta-feira da semana passada, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Wellington Luiz, negou a vinculação. “Esse é um movimento para garantir os direitos de policiais civis do DF”, afirmou.
Plantão
Apenas 30% do efetivo de 5,5 mil agentes, delegados, escrivães, peritos e papiloscopistas vão trabalhar em regime de plantão enquanto durar a greve. De acordo com o Sinpol, o efetivo policial do DF é o mesmo desde 1993, e não acompanhou o aumento da população e do número de delegacias. A maior parte dos serviços realizados pela corporação estão suspensos pelo menos até as 17h de segunda-feira, quando uma nova assembleia vai decidir o destino do movimento.
Enquanto durar a greve, a polícia não irá registrar ocorrências, a não ser em casos de morte, flagrantes e remoção de cadáver em residências e vias públicas. A delegacia virtual também não funcionará. As investigações em curso estão suspensas, bem como o encaminhamento de inquéritos, a não ser quando o réu estiver preso. Delegacias especializadas também pararam. O Instituto de Criminalística (IC) só fará perícias e exames em casos de flagrantes e ocorrências envolvendo vítimas no local, e o Instituto de Medicina Legal (IML) somente realizará perícias em cadáveres ou vítimas e presos de ocorrências de flagrantes.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (Sindepo-DF) também vai realizar assembleia na próxima segunda-feira para definir se a categoria entrará em greve ou não. De acordo com o presidente do sindicato, Mauro Cézar Lima, a categoria também exige que seja posto em prática o plano de reestruturação de carreira. O movimento de greve é apoiado pelo deputado federal Laerte Bessa (PSC-DF), que é ligado ao ex-governador Joaquim Roriz. O Correio procurou o deputado para esclarecer seu apoio à greve, e se haveria, ou não, teor político na manifestação, mas não conseguiu entrar em contato com ele. Bessa participou da assembleia que decidiu pela greve e teria declarado, como publicado em seu site, que é importante pressionar o governo para que a reestruturação ocorra.
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O Dr. Darci Sassi, no dia 29 de abril de 2002, toma posse como Delegado Titular da 6a. Seccional, passando a ocupar a cadeira que pertencia ao Dr. Adolfo Tiossi Jr., proferindo retumbante discurso cobrando rijeza por parte dos profissionais e comparando as dificuldades do trabalho que envolve a segurança pública com o de um violinista.
“Vou contar a história do Paganini, um concertista que tocava violino. De repente, no meio do concerto, uma corda do violino arrebentou. Todo mundo ficou esbaforido, preocupado com o insucesso do concerto, mas ele continuou a tocar como se nada tivesse acontecido. Passado um tempo, mais uma corda se rompe, mas ele, sem mudar a expressão do rosto, continuou a tocar. É isso o que o policial tem de fazer. Todos os policiais, civis ou militares, precisam parar de choramingar porque não lhe dão as condições necessárias de trabalho. Nós temos de lutar com as armas que nos deram, essa é a nossa função. Nós temos de ser um Paganini. Não importa se todas as cordas se rompem. Nós vamos continuar a nossa luta, continuar a nossa sinfonia, porque só assim teremos sucesso. Levantem-se, policiais de Santo Amaro. Só assim teremos sucesso”.
Paganini violinista virtuoso ; compositor de obras como Caprice # 24 e Moto Perpetuo, POSSUIA APARÊNCIA FÍSICA MEFISTOTÉLICA ( DEMONÍACA ).
JOGADOR COMPULSIVO DE HÁBITOS BOÊMIOS DESAPARECEU POR CINCO ANOS…
DIZEM QUE A LEI FEZ PAGANINI PRESTAR SERVIÇOS MUSICAIS NO CÁRCERE.
O digno Darci Sassi possui peculiar maneira de exortar os subordinados ao sacrifício pessoal.
Peculiar aos chefes bem vestidos, bem remunerados, endinheirados e usuários de automóveis de preço superior a R$ 100.000,00.
O Policial deve ser comprometido com a Sociedade, mas “improvisos virtuosos” em Segurança Pública, de regra, são catastróficos.
Noticia veiculada no jornal ValeParaibano (www.valeparaibano.com.br) de 01.12
Deinter investiga corrupção em Jacareí
Dossiê aponta suposto esquema de superfaturamento no gasto de combustível das viaturas da Delegacia Seccional
Jacareí
Guilhermo Codazzi da Costa
O Ministério Público e a cúpula da Polícia Civil da região têm em mãos um dossiê com informações sobre um suposto esquema de corrupção na Delegacia Seccional de Jacareí, que envolveria o superfaturamento no abastecimento de combustíveis de viaturas da corporação.
Elaborada por policiais civis, a denúncia foi encaminhada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e ao diretor da Polícia Civil no Vale do Paraíba, Márcio Souza e Silva Dutra, na última semana.
O suposto esquema de corrupção, de acordo com o dossiê, lesaria os cofres públicos em aproximadamente R$ 15 mil mensais.
O valeparaibano recebeu uma cópia do material, composto por planilhas sobre o abastecimento de viaturas na seccional entre maio e julho, e apresentou esse material à cúpula da Polícia Civil de Jacareí. A corporação reconheceu a autenticidade dos documentos.
O delegado seccional de Jacareí, Darci Sassi, informou que a denúncia será apurada e, caso se confirme, os envolvidos serão punidos.
Na avaliação dele, o dossiê foi montado por policiais descontentes com as mudanças promovidas na Polícia Civil da cidade, principalmente no combate à exploração de máquinas caça-níqueis.
Um grupo, segundo o delegado, teria tido interesses contrariados em razão do aumento na repressão ao jogo ilegal (leia texto nesta página). “Os casos que forem estranhos vou mandar investigar e se for ilegal mando punir”, disse o delegado seccional de Jacareí.
A denúncia aponta indícios de que a delegacia comunicaria à Secretaria da Segurança Pública do Estado um consumo de combustível maior que o real. O governo estadual então encaminharia à seccional o dinheiro correspondente ao gasto informado.
PLANILHAS – O consumo de cada viatura é registrado em planilhas, enviadas posteriormente à Divisão de Transportes da secretaria.
“Eu forneço para os policiais uma autorização para abastecer, eles vão até o posto credenciado e abastecem. O dono do posto fica com a autorização e no fim do mês ele soma e traz a conta para mim, que pago”, disse Sassi.
De acordo com as planilhas, a viatura BVZ-7373 rodou 2.586 quilômetros em maio e exatamente a mesma quilometragem em julho desse ano. Em junho foram 2.610.
O mesmo fato, definido como ‘coincidência’ pela seccional, ocorreu com ao menos três outros veículos da Polícia Civil de Jacareí.
A viatura DJP-7033 andou 2.946 quilômetros em maio e o mesmo em julho. Já o Pálio DJP-3804 rodou 2.224 quilômetros em maio e o mesmo em julho. A Land Rover placa BSV-9829, a diesel, utilizada para transportar presos, consumiu 355 litros em cada mês.
De acordo com a polícia, o volume corresponde à cota de diesel e o carro, que em cada um dos meses andou 2.663 quilômetros, é o único da cidade que usa esse tipo de combustível.
SUSPEITA – Além das planilhas, o dossiê reúne cópias de livros do plantão e do registro da quilometragem das viaturas de Jacareí.
De acordo com as planilhas, a viatura placa DJP-4057, do plantão policial da cidade, andou 11.768 quilômetros entre maio e julho desse ano. No livro de plantão, que marca a quilometragem inicial e final do carro a cada saída dele, o valor é outro.
No início de maio, a viatura tinha a quilometragem inicial de 86.685 e no fim de julho a quilometragem final era de 93.457 –no período, o veículo teria rodado 6.772 quilômetros.
Unidade máxima da Polícia Civil na região, o Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) informou ao valeparaibano que apreciará a denúncia e verificará as medidas a serem tomadas. O Gaeco confirmou o recebimento do dossiê, que está sob análise.
Olha a resposta que o Seccional deu (vai doutor Guerra, ajuda a população e publica no seu blog
Delegado atribui denúncia a ‘descontentes’
Jacareí
Em entrevista concedida na última sexta-feira ao valeparaibano, o delegado seccional de Jacareí, Darci Sassi, declarou que as denúncias serão apuradas com rigor.
“Se houver irregularidade vou apurar, tenho história na polícia e não irei passar a mão na cabeça de ninguém, sou um administrador duro, sem coração, não ligo se alguém não vai gostar. Só minha mulher precisa gostar de mim. Para mim policial é número, se ele não estiver produzindo, eu troco”, afirmou.
Sassi disse que os gastos com combustíveis estão sendo checados. “Mandei verificar, aqui eu apuro tudo, não existe nada escondido na minha administração, se alguma coisa estiver errada instauro uma sindicância, depois mando o caso para a Corregedoria”, disse o delegado.
Ele atribuiu a denúncia de corrupção a um suposto grupo de policiais descontente com mudanças promovidas por sua administração, principalmente no combate ao jogo de azar.
“Sou contra máquinas caça-níqueis, faço a coisa certa e anulo quem faz a coisa errada, o problema é que há corrupção na polícia e alguém teve prejuízo porque acabei com o jogo na cidade. Já mandei alguns deles para a Corregedoria”, afirmou.


ALEXANDRE APRÁ
DA REDAÇÃO
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública ainda não conseguiu finalizar a sindicância interna para apontar os responsáveis pela prescrição do inquérito que investigou a fuga do presidiário Marcos Willian Herbas Camacho, um dos líderes do Primeiro Comando da Capital e considerado um dos bandidos de maior periculosidade do Brasil.
Ele esteve preso no presídio do Carumbé, em 1999, após assaltar uma agência do Banco do Brasil. O inquérito para investigar as circunstâncias da fuga foi instaurado, mas ficou seis anos sem uma movimentação sequer, gerando a prescrição punitiva do crime.
O pedido de abertura de sindicância partiu da promotora Ana Cristina Bardusco, titular da Promotoria Criminal de Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa. Um ofício foi enviado ao secretário Diógenes Curado, no início do ano passado, para que a Sejusp encontrasse o responsável pelo descaso com a investigação.
A Gerência de Repressão a Seqüestros e Investigações Especiais (Gresie) foi quem conduziu as investigações. Pelo inquérito, passaram, pelo menos, cinco delegados.
No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Judiciário Civil, a sindicância é conduzida pela Corregedoria do órgão, mas não tem previsão para ser finalizada. A Polícia também não deu detalhes sobre os rumos da investigação administrativa. Quando a investigação foi aberta, no ano passado, a Sejusp informou que o trabalho tinha um prazo de 30 dias para ser concluído, podendo ser prolongado, caso fosse necessário.
No documento em que solicitou a sindicância, a promotora apontou falhas no inquérito policial, como a ausência do pedido de quebra do sigilo bancário de agentes que faziam a segurança da unidade prisional, mesmo que um dos carcereiros tenha confessado que recebeu dinheiro para facilitar a ação dos presidiários. Além disso, houve indícios da participação de outros funcionários, policiais militares e, até mesmo, do diretor do presídio, à época.
Para Bardusco, o inquérito apresentou graves conseqüências. Uma delas foi a não identificação de todos os envolvidos no crime e a “vitória da impunidade”, já que, depois de nove anos, houve a prescrição da pretensão punitiva como rege o Código Penal Brasileiro.
O Inquérito Policial Militar (IPM), também aberto à época, concluiu que a fuga seria impossível sem o envolvimento dos funcionários públicos. Os nomes de 16 policiais militares que trabalhavam no Carumbé no dia do fato foram citados no documento, mas, como o crime de facilitação de fuga deve ser investigado pela Justiça Comum, nenhum deles sofreu sanções. Todos prestaram depoimento e negaram participação.
Ação deliberada
Para a representante do Ministério Público Estadual (MPE), o desfecho inconclusivo da Polícia Civil provoca indignação e perplexidade. Além de gerar sentimento de impunidade.
Segundo a promotora, as constantes reclamações de policiais civis em relação às condições de trabalho não podem ser alegadas pelo Gresie, pois a gerência funciona em condições diferenciadas das demais unidades policiais. Para Ana Cristina Bardusco, isso é indício de que “a inércia ocorrida é fruto de ação deliberada”.
Quando o inquérito foi encaminhado para arquivamento sem conclusão, a Gresie respondeu que a situação era reflexo da sobrecarga e que, na época, o MP poderia ter se manifestado. No entanto, informações levantadas pelo MidiaNews garantem que a Gresie é um dos departamentos mais bem estruturados e equipados da Polícia Civil de Mato Grosso. A gerência contaria, por exemplo, com mais policiais e viaturas do que o Cisc Verdão, maior complexo policial do Estado.
Quem é Marcola?
Marcos Willian Herbas Camacho, o “Marcola”, é apontado como o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que comanda o tráfico de drogas em São Paulo. Ele está na lista dos criminosos mais perigosos do país.
Em Cuiabá, ele liderou um assalto à agência matriz do Banco do Brasil, na Rua Barão de Melgaço, no Centro, em abril de 1999. Mais de R$ 6 milhões foram roubados, segundo informações da época.
fonte: mídia news
tem um igualzinho na DGP e outro no Palacio dos Bnadeirantes só falta abrir a caixa ou abrirem para s Sociedade
OUVI DIZER NOS BOTECOS DE SAMPA QUE OS ADVOGADOS PAGARAM UMA MALA COM QUATRO MILHAS AMERICANAS…PARTE FOI FINANCIAR CAMPANHA E REFORMA DE UM APARTAMENTO …
APARTAMENTO MEIO VELHO QUE GANHOU ENTRE BENFEITORIAS E REQUINTES VOLUPTUARIOS 200 METROS DE “PURA E VERDADEIRA CARRARA DO LACIO”…POIS O PADRINHO E BENEFICIÁRIO GOSTA DE PASTA E TUDO MAIS DA ITALIA.
03/12/2009 – 15h50
da Folha Online
“No nosso trabalho, cada um arranja um jeito de sobreviver. Na polícia não existe nada de bom. Tudo é teatro, farsa. A única coisa que realmente interessa é o vil metal, o dinheiro.” Esse é um dos relatos que o PM Rubens –nome fictício de um policial militar do Rio de Janeiro– apresenta no recém-lançado “Sangue Azul” (Geração Editorial, 2009), escrito pelo roteirista de cinema Leonardo Gudel.
Todo em primeira pessoa, o livro dá detalhes sórdidos dos bastidores da polícia, como o fato de que é “comum” pagar proprina dentro do próprio batalhão para conseguir benefícios como férias, munição extra e aposentadorias antecipadas. As declarações também revelam o susto e a indignação dos policiais novatos ao perceberem que os comandantes da polícia recebem dinheiro dos traficantes.
No trecho abaixo, selecionado pela Livraria da Folha, leia o início do primeiro capítulo do livro, que relata uma troca de tiros intensa entre traficantes e policiais, e a agonia de Rubens em tentar se manter escondido e imóvel para escapar da morte. Veja também o trecho inicial no qual o policial diz o porquê de não revelar seu nome verdadeiro e anuncia que, em pouco tempo, o carioca mal vai poder pôr o pé na rua.
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| Relatos de um policial mostram morte e corrupção na PM do Rio |
EU NÃO ME CHAMO RUBENS
É evidente que, para proteger as pessoas que participaram dos episódios descritos no livro, todos os seus nomes próprios foram alterados. Inclusive o meu, que não me chamo Rubens. Foram alterados também os nomes dos lugares. Misturamos a geografia da cidade para que nenhum evento ou participante possa ser identificado. Essa postura de proteger os envolvidos foi seguida por uma convicção minha. Nessas nossas vidas, dentro desse conflito, é difícil saber com certeza quem de fato é a vítima e quem é o agressor. Tudo que está escrito nas páginas abaixo são experiências vividas por mim e outros colegas durante meus anos como policial militar do Estado do Rio de Janeiro.
Há anos que eu quero fazer um livro sobre o que eu passei na polícia, mas nem sabia como começar. Através do roteirista de cinema Leonardo Gudel é que dei os meus primeiros passos. Redigi um pequeno texto, com umas vinte páginas, mas que já continha os pontos essenciais que eu queria abordar. Não sou um homem das palavras, tenho um dos trabalhos mais barra-pesada que existe. Após vários encontros, conversas no MSN, pelo telefone, seguindo fielmente o que eu lhe contei, o Leonardo transcreveu este pedaço da minha vida para o papel. Um pedaço amargo, mas que eu sinto o dever de transmitir. Sinto isto porque percebo em cada pessoa com quem converso que ela não tem a menor ideia do que está acontecendo no Rio de Janeiro. Estamos num estado de guerra. Os bandidos, junto com a polícia, criaram um poder paralelo que controla as favelas e as camadas mais pobres da sociedade. Eles estão cada vez mais armados e daqui a pouco a bomba vai estourar.
Daqui a pouco, o carioca mal vai poder pôr o pé na rua. Essa terra sem lei, onde o mais forte se impõe à base de tiro e bomba, existe ao lado de prédios de luxo na Zona Sul e por infinitos lugares na Zona Norte. Está na cara de todos, mas parece que as pessoas têm medo de enfrentar a realidade. Mas a minha história ainda vai além. Eu tento relatar o encontro entre esses dois mundos, esse encontro que aconteceu dentro de mim. É claro que eu já entrei na PM sabendo que lá não tem nenhum santo. Mas entrei com o intuito de servir e proteger. Achei que poderia fazer o meu serviço e me afastar dos maus policiais. Mas infelizmente, a realidade não é tão simples. Não existem bons e maus policiais.
Será que é possível imaginar como fica a cabeça de um sujeito que acaba de cometer, às vezes, mais de um assassinato? Que tem uma profissão em que é pago para matar? Que se encontra em situações em que é obrigado a matar uma criança para não morrer? Depois de passar por situações de uma brutalidade que esse sujeito nem pensava existir, como é a sua vida dentro de casa? Como é a relação dele com o seu filho pequeno? Não é mole não. São milhares de pessoas na mesma situação que eu passei. Pessoas doentes, mas sem nenhum amparo do Estado. O trabalho transforma esses cidadãos em homicidas. Essas pessoas, na sua maioria, nem percebem o quanto estão piradas. Este livro é para o povo carioca, para o Brasil acordar e enxergar o que está acontecendo. Não é fácil abrir os olhos para essa realidade. Tem que ter estômago para encarar estas páginas.
RUBENS
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QUEM MATOU MARINA?
Não posso mexer o meu rosto. Não posso mexer meio centímetro do meu corpo. Na hora não pensava em nada disso, era puro instinto. É estranho, de repente tudo parece estar contra mim. Até o meu próprio corpo quer me trair. Eu tenho que me segurar. Não posso me mexer. Minha boca está tão ressecada, que minha gengiva chega a colar nos lábios. A adrenalina faz o meu ângulo de visão ficar reduzido a menos de noventa graus. Não consigo saber direito o que se passa à minha volta. Só sei que não posso me mexer.
Era uma noite escura, sombria, barulhenta. Estava cercado de cheiros que me deixavam tonto. Sangue, churrasco, vômito. Às vezes eu tinha um relâmpago de consciência quando meus olhos conseguiam focalizar o relógio de pulso. Eu via que mais um minuto tinha se passado. Até o tempo está contra mim. Parece que eu estou parado nessa posição há horas. Mas, na verdade, não se passaram nem dois minutos. O tempo quer ficar congelado nesse inferno.
Ouço sons de tudo quanto é tipo. Explosões, rajadas de metralhadora, gritos. Nenhum deles me assusta. Só aquela música me fazia tremer. Um ritmo contínuo, mas que vai ficando cada vez mais alto. É ele que me obriga a ficar parado, estático. Eu já conheço bem o seu som, é um tiro de 7.62. Mas não é um tiro qualquer, é um disparo de alguém treinado. Tiro colocado, devagar, ritmado. Um depois do outro, vai cada vez mais se aproximando da minha cabeça. À medida que vou aprendendo a música, fico sabendo mais ou menos a frequência com que ele para e troca o carregador. É essa a minha hora de revidar. Minha guarnição avançou e eu fiquei guardando a retaguarda.
Os colegas conseguiram avançar, eu cumpri minha missão. Mas os vagabundos me cercaram. Vieram da parte baixa do morro. Tenho que segurar essa posição até a próxima guarnição chegar. Mas eu não faço isso por um ato de bravura militar. Se eu não contiver o avanço dos bandidos, eles me matam. Não tem como eu recuar. Se eu der um passo para trás, tomo tiro. Graças a Deus estou numa posição em que eles não conseguem me atingir. Mas eu também não Posso deixar que eles se movimentem, senão estou fudido. Os tiros chegam cada vez mais perto. Eu ouço o zunido estridente passar a poucos centímetros do meu ouvido. A dois dedos da minha testa, tiros estouram no bloco de concreto em que estou escorado. Sinto o impacto como uma paulada na minha cabeça.
Mas tenho que me segurar. Não posso me mexer. Meu rosto está todo branco por causa do reboco arrancado pelos tiros. Poeira branca e pedaços de concreto caem nos meus olhos. Mais um minuto se passou e nada do reforço chegar. Estou tomando uma chuva de tiro. É tiro pra caralho! Na posição que tenho de ficar, não dá nem para trocar o carregador. Tenho que economizar na munição. Dou um tiro de vez em quando. Não vou dizer que eu só atiro na boa porque na verdade eu não estou enxergando é porra nenhuma.
O tempo custa a passar. Devo estar a umas três horas agachado, encostado nessa parede. Olho para o relógio. Só passou meia hora! Cada minuto parece levar uma eternidade! Tudo bem que não se passaram três horas, mas mesmo na medição real do tempo, ser alvejado por trinta minutos sem poder mover um centímetro do corpo é coisa pra caralho. Os estouros no concreto vão ficando cada vez piores. O impacto que minha cabeça grudada na parede leva é Insuportável. Mas sei que se eu tirar a cabeça da parede eu morro. O concreto parece que está cada vez mais fino. O animal com a 7.62 está tentando demolir a parede a tiro. O cara viu que não consegue me atingir então resolveu acabar com o meu abrigo. O pior é que ele está conseguindo. Esse filho da puta é bom mesmo.
Tento dar mais um tiro. Não consigo, acabou minha munição. Pela primeira vez desde o começo dessa roubada minha cabeça voa para outro lugar. Penso no meu filho Serginho, na minha vida. Fudeu. Além de estar perdendo a concentração, já cansei de ouvir histórias de nego que antes de morrer vê a vida passar em flashback diante dos olhos. Porra, esse filme eu não quero ver agora não. Tento mudar de canal, voltar para o tiroteio. Eu não posso me mexer. Concentra! Estou vendo que isso vai dar merda. Ouço tiros vindo das minhas costas. Quero me virar, mas me seguro. Se eu me mexer vou acabar tomando um tiro no rosto. Mas e se forem os vagabundos chegando por trás? Aí é só esperar o Zé Maria me abraçar. Zé Maria é o apelido que nós damos para a morte. Para morte não, para o capeta. É ele que vem nos levar. Agora, por que Zé Maria, eu não sei.
Paro de ouvir os tiros passando perto do meu ouvido. Estou zonzo, será que fui atingido? Mas não estou sentindo nada. Uma mão pousa no meu ombro. Que alívio! Duvido que a mão do Zé Maria seja tão quente. Vejo coturnos e fardas azuis avançando à minha frente. A segunda guarnição chegou. Demorou, mas chegou. Os bandidos recuaram.
– Vamos embora, polícia! Rápido, porque o bicho tá pegando!
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“Sangue Azul”
Autor: Leonardo Gudel
Editora: Geração Editorial
Páginas: 332
Quanto: R$ 34,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha