ADOLESCENTE É SEQUESTRADO E MORTO POR POLICIAIS MILITARES INTEGRANTES DE MILÍCIA QUE VENDE SEGURANÇA AO COMÉRCIO DE ITAPECERICA DA SERRA…AH!, É AQUI EM SÃO PAULO, VIU? 32

PM/08/04 às 21:21 – REPÓRTER AÇO

Caso a ser investigado pela equipe do Arquivo X.

Ou pelos integrantes da Fringe.

Corregedoria PM ?

Só quando o Pinto endurecer mais.

Fonte: BOL

Brasil

Testemunha reconhece cabo da PM suspeito sequestrar jovem na Grande SP

04/08/2010 – 20h42 | da Folha.com

O cabo da Polícia Militar Vanderlei Aparecido Pedroso foi reconhecido fotograficamente por uma testemunha ocular do sequestro do ajudante Jonata Felipe Souza Santos, 15, na sexta-feira (30), no centro de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).

O policial também é investigado sob suspeita de ser um dos responsáveis por vender segurança privada aos comerciantes da região onde Santos foi sequestrado. A Polícia Civil e a Corregedoria da PM investigam a participação de ao menos quatro policiais no sequestro.

Câmeras de segurança da prefeitura da cidade gravaram, por volta das 13h de sexta, o momento em que Santos foi levado por dois homens. O adolescente havia ido ao centro de Itapecerica para acompanhar um tio.

Na fim da tarde de terça-feira (3), policiais encontraram o corpo de um homem na divisa entre o bairro de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, e Embu Guaçu (Grande São Paulo).

Na manhã de hoje, a mãe de Santos reconheceu o corpo, que tinha seis marcas de tiro no rosto e as mãos amarradas, como sendo de seu filho.

Segundo testemunhas, os homens que abordaram Santos na sexta-feira se apresentaram como policiais militares. Eles estavam à paisana.

A suspeita da Polícia Civil e da Corregedoria da PM é a de que Santos tivesse envolvimento com pequenos furtos em Itapecerica da Serra e, depois de tentar furtar o mini mercado de um policial militar, foi sequestrado e morto.

OUTRO LADO

Em nota, a Polícia Militar afirmou que “até o momento, os indícios apresentados não identificam a participação de PMs na ocorrência” e que a Corregedoria permanece “apurando os fatos e realizando diligências”.

O Comando Geral da PM foi questionado sobre quais medidas adotou contra Pedroso, mas não se manifestou até a noite desta quarta-feira. A reportagem também solicitou entrevista com o cabo Pedroso, mas a solicitações não foi atendida. 

PSDB não quer que policial receba para estudar; está no STF contra bolsa para policiais se especializarem 17

PM/08/04 às 20:53 – REPÓRTER AÇO

Como diria o Maluf: “Isso é uma inverdade”.

Fonte: Blog Tijolaço

PSDB não quer que policial receba para estudar

quarta-feira, 4 agosto, 2010 às 19:02

PSDB está no STF contra bolsa para policiais se especializarem
E continuamos atentos aos boatos que circulam contra a candidatura José Serra. Desta vez, o boato vem de dentro do site do Supremo Tribunal Federal, onde está registrada a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4011, movida pelo PSDB contra o Programa Nacional de Segurança com Cidadania que prevê, entre outras coisas, o pagamento de uma bolsa de R$ 400 aos policiais que fizerem cursos de aperfeiçoamento profissional.

Ora, só pode ser boato que o candidato que promete criar um ministério da segurança pública pertença a um partido que quer impedir esse mínimo necessário para quem quer uma polícia bem treinada para proteger a coletividade, respeitando a lei e agindo com profissionalismo.

Por fim, prometo que o próximo post não vai falar do Serra. mas ele apronta tanto que a gente nem consegue falar de outro assunto.

 

UAI, NEGAR A PATERNIDADE E RECUSAR O DNA É COMO AGENTE PÚBLICO QUE NEGA CORRUPÇÃO MAS NÃO PERMITE QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO E FISCAL!…NÃO MORRE POR NÃO TER LUGAR NEM NO INFERNO 13

Justiça nega recurso de Alencar contra reconhecimento de filha
04 de agosto de 2010 21h08 atualizado às 21h15 

José Alencar conversa com repórteres ao sair do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo Foto: Amauri Nehn/Futura PressA defesa de Alencar teve recurso negado pela Justiça mineira
Foto: Amauri Nehn/Futura Press

A Justiça de Minas Gerais negou um recurso apresentado pelos advogados do vice-presidente da República, José Alencar, no processo de reconhecimento de paternidade de Rosemary de Morais, 55 anos. De acordo com o advogado Geraldo Jordan de Souza, que representa a mulher, a decisão foi tomada na terça-feira, mas ainda pode haver apelação por parte da defesa do político.

“O juiz negou o recurso de embargo declaratório interposto pela defesa, que pedia o esclarecimento de pontos controversos e obscuros na decisão”, afirmou Souza. “Foi um recurso usado para protelar a decisão. O juiz percebeu isso, e ainda estabeleceu multa de R$ 1 mil”, disse.

No final de julho, a Justiça de Caratinga reconheceu que Rosemary é filha de Alencar, apesar do vice-presidente ter se recusado a fazer o teste de DNA.

Conforme o advogado, o processo para reconhecimento de paternidade começou em 2001. Ele afirmou que a mulher é fruto da relação que o vice-presidente teve com uma enfermeira mineira na década de 50.

A assessoria do vice-presidente foi procurada pelo Terra, mas ninguém foi encontrado para comentar a decisão

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Senhor Demônio, pode dar o nosso lugar – aí no Inferno –  para esse bom velhinho!

Cadê a Imprensa Paulista?…O fato é o seguinte, na Alfredo Maia, todos comentam embaixo dos panos, que ninguém seria imbecil o suficiente para atentar contra o quadrilátero, Rota, Choque, CorregePM… Menos… 27

PM/08/04 às 15:14 – DESTELHADO

Devem estar de sacanagem…
Segundo as boas línguas, o que todo mundo sabe, o irmão obreiro, “Destelhado”, visita pela portinha lateral o ninho do Pinto, promovendo o milagre da multiplicação, e nem fica registrado o acesso! Vejam quantas vezes ele foi pedir benção ao Pinto!
Desse Pinto, a Águia, passa longe!
Ela fica estrábica e não completa a sinapse neural.
Todo mundo comenta que como os camisas 10, rotarianos, estão com o encargo de cuidar do crime organizado paulista, eles estão investindo pesado, inclusive zelando pela galinha dos ovos de ouro, que o Pinto bem conhece, desde a Sap.
É a história do João e o Pé de feijão…
Da galinha dos ovos de ouro e do ganso despenado, que devia ser calado para não admoestar o comando estelar!
Orai e Vigiai!
Estão cultuando uma atuação pró, digo, pró-labore, separando o joio do trigo e colhendo o que plantaram…
Coitado do penoso, foi plantado no entorno da rota para desvirtuar as malediscências míticas!
Enchem nosso saco más esvaziam os bolsos do fiéis partidários dissidentes criminosos!
O Nosferatuzinho foi outro que encaminharam fervorosamente para reinos mais elevados, más antes tributaram, jugo leve, benfazejos milicianos, meritoriamente auxiliaram outro irmão desvirtuado a carregar sua pesada cruz!
E a se libertar das amarras terrenas, a se livrar de seus bens pessoais…
Abençoados milicianos… que só praticam o bem, curiosamente, em maio!
Há que diga que detém ligações de rotarianos com membros do Partido, exigindo uma justa remuneração!
Há quem diga que existem gravações da época da Sap. onde o porquinho luso e róseo empanturrava sua prole. O rato roeu a roupa do Rui em Roma…
Os noias da quebrada falam que o terrorista penoso era um dorme-sujo, que nem conseguia andar direito, que estava se regenerando e tinha virado irmão!
Acho que fizeram um favor fraterno, o encaminharam para junto do Pai, “meu Paih”, Viva o Inri! http://www.inricristo.org.br/
Estão surgindo os falsos profetas e falando em vão sobre o nome do Pai!
Menos, coxas blasfêmicos!
O que se diz por aí, com muita propriedade, é que o “SMALL ROOF”, tadinho, está envolvido com negócios escusos e pesados, porém fiel dizimista e valoroso obreiro, que garante bônus espirituais por meio de seus abnegados feitos! … caixas eletrônicos celestiais …
A verdade é uma só, dentro da respeitada e aclamada instituição policial Tobias de Aguiar, a grande maioria é gloriosa e valorosa, é mesmo 10, más tem outros que tiranizam, adotaram técnicas viles de maus tiras, tiranizam e se locupletam indiscriminadamente!
Coitadinho do Galeto, sua batata tah assando!
Alguém sabe do sargento que caguetou o “SMALL ROOF”, na Zona Oeste, onde ele foi parar?
Por quê ele não mete a boca?
Se o comando é conivente e mija, nós das fileiras, NÃO!
Somos das fileiras da Madalena, popularmente conhecidos como f.d.p. …
Será que ainda tem gente séria nesta polícias e que não vai utilizar estas informações e tantas outras para proveito próprio, apenas, certamente, os grampos, nunca aparecerão, em troca de singelos favores sinceros!
Cadê a Imprensa Paulista?
Cadê a Oposição Silente e conveniente? Conivente?
O fato é o seguinte, na Alfredo Maia, todos comentam em baixo dos panos, que ninguém seria imbecil o suficiente para atentar contra o quadrilátero, Rota, Choque, CorregePM… Menos…
A traquinagem na Vila Marina, mais conhecida como Freguesia, não passou de mero aviso proporcionado pela trupe de Policiais Militares subalternos descontentes, enquanto que o truque no entorno da Luz, nas trevas, foi a Águia e, goles, engolindo o ganso… Vermelho sangue das legiões… Abateram a púeril merleta, a embates de três oitão! Más a rota não adotou a PT 100?
A flor-de-liz é vinculada à Águia Napoleônica!
Legioários inglórios, Pieds-noirs …
E a Águia?
Dónde está el águila of Solace?
Desolação!
Párah, ou alguém tomou uma cachoeirada e ficou muito magoado, ou alguém quiz mandar o recado para não ser importunado…
Agora é fácil apagar o incêndio e pagar de herói!
O Destelhado adora dar tombo nos bicos alheios … V.I.P. do Augusto Liberato, Centro de Tradição Nordestinas … E o R.D.P.M. eu enfio no rabo da merleta, só serve pra punir praça! Pára néh comandante!
Onde estão os Doutos Parquets? Honrosos fiscais da Lei?
Ou a Lei vigente é protecionista aos seus entes?
Liberté, Égalité, Fraternité!
Jozino, Caramante, Gotino, Datena, dão uma força aí, vcs também tem família e zelam por uma sociedade melhor e mais digna!

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E como já dizia a vovó do Raul Seixas: QUEM NÃO TEM COLÍRIO USA ÓCULOS ESCUROS!

Quem não tem visão bate a cara contra o muro…

HOSPITAL DA POLÍCIA MILITAR: 713 FUNCIONÁRIOS, SENDO 160 MÉDICOS, PARA ATENDIMENTO A PEQUENA PARCELA DE 150 MIL POLICIAIS MILITARES…NÃO É MOTIVO DE ORGULHO OU INVEJA…É MOTIVO DE VERGONHA!…O ESTADO ESTÁ BANCANDO PRIVILÉGIOS COM O DINHEIRO DO POVO QUE NÃO DESFRUTA DE IDÊNTICA ESTRUTURA…COMO DIZ O CAPITÃO PM A POPULAÇÃO DEVE REVOLUCIONAR AS COBRANÇAS AOS GOVERNANTES, ASSIM DEVEMOS EXIGIR QUE OS SERVIÇOS PRESTADOS EXCLUSIVAMENTE AOS PMs SEJAM EXTENDIDOS AOS POLICIAIS CIVIS…ALIÁS, ADOTANDO-SE NOVA DENOMINAÇÃO: HOSPITAL DOS SERVIDORES CIVIS E MILITARES DA SECRETARIA DE SEGURANÇA 27

PM/08/04 às 15:14 – CAPITÃO PM

Dr Guerra: não creio que o Sr alimente inveja da PMESP, porém alguns que aqui atacam gratuitamente os Policiais Militares e a corporação sim, aparentam inveja da PM e de sua estrutura.
Quanto ao Hospital da Polícia Militar, há anos dispõe de equipamentos modernos e há cirurgias várias, em diversas especialidades!
Há contribuições de Policiais Militares para a melhoria do nosso Centro Médico, bastando, para se conhecer a estrutura e servir de referência nacional, acessar-se o site http://www.propm.org.br...
Se há cidades em que não há o devido atendimento médico adequado, ai há de ser cobrado o governante de plantão e não a PMESP.
As estruturas políticas democráticas, os partidos, as associações, sindicatos e demais aglutinadores de força social devem revolucionar as cobranças da população, em especial a de mais baixa renda, aos governantes, até que eles cedam e proporcionem a saúde ao povo!!!!!
“Devemos lutar para melhorar ainda mais o que é bom, e começar a construir a melhora para o futuro do que é ruim…ou ainda nem existe!”
O Hospital da PM não é centralizado, pois em cada região há unidades integradas de saúde…
Dr Guerra, te admiro muito e nossos debates são somente debates….para o bem da Policia de SP….

 

Especial

Hospital da Polícia Militar: Quando os soldados tombam

Conheça o Hospital da Polícia Militar, no Tremembé, que só no ano passado atendeu 363 praças e oficiais paulistas feridos em serviço, fez 1 600 cirurgias e realizou 62 000 consultas

Por Filipe Vilicic | 02/09/2009

Para entrar em forma-Em abril, o cabo Nilton Cardoso (em primeiro plano) pesava 99 quilos.

Em abril, o cabo Nilton Cardoso (em primeiro plano) pesava 99 quilos. “Tinha pressão alta e dores nos joelhos devido ao sobrepeso”, lembra. Inscreveu-se, então, em aulas de exercícios físicos no Centro de Reabilitação. Cardoso já perdeu 8 quilos. “A melhora se reflete diretamente no trabalho”, diz a soldada e professora de educação física Daise Marques, que conduz as atividades de um grupo de quinze gordinhos. “É essencial que o policial tenha preparo para correr, pular muros e imobilizar bandidos.”

por Fernando Moraes

Todos os sábados à noite, o sargento da PM Adauto Anselmo costumava buscar sua mulher, Cristina Bortalace, também policial militar, em um centro espírita em Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo. Assim fez, pela última vez, em 4 de julho deste ano. De moto, os dois pararam em um bar para cumprimentar um amigo. Lá, por volta das 10 da noite, dois homens armados com revólveres calibre 38 abordaram o casal. Eles dispararam contra o sargento, que respondeu aos tiros. Alvejado três vezes (duas balas na testa e uma no braço esquerdo), Anselmo tombou. Os bandidos também foram atingidos e um terceiro criminoso, que se escondia em um carro, entrou em cena para auxiliar os comparsas, levando-os para o automóvel. “Na hora não doeu, porque só pensava em revidar e me proteger”, recorda Anselmo. “De repente me senti fraco, caí e a última cena de que me lembro é Cristina correndo em minha direção.” Ela saiu em socorro do marido quando um dos delinquentes voltou, deu três disparos nas costas dela, roubou a arma do PM e escapou com os colegas. Cristina morreu no local. Um dos bandidos baleados morreu pouco depois, outro está preso e o terceiro fugiu. “Foi vingança”, afirma o sargento, desolado. “Os três eram irmãos de um traficante que eu havia mandado para a cadeia um mês antes do tiroteio.” Dezoito dias após a tragédia, ele e sua mulher completariam vinte anos de casados.

Levado para um pronto-socorro de Osasco, Anselmo passou por duas cirurgias na cabeça antes de ser encaminhado ao Hospital da Polícia Militar (HPM), na Avenida Nova Cantareira, no bairro do Tremembé, na Zona Norte. Lá, os médicos fizeram uma terceira operação e colocaram uma placa de metal em seu braço esquerdo. Ele ainda permaneceu duas semanas internado, até o último dia 1º, quando recebeu alta. Retornou dez dias depois, por estar com fortes dores no membro ferido. Para recuperar os movimentos do braço, fará sessões de fisioterapia no Centro de Reabilitação da Polícia Militar, vizinho ao hospital. Por enquanto, é claro, está afastado do serviço. “O que mais desejo é voltar a trabalhar na rua”, diz. “Apesar do risco e de ter perdido minha mulher, por ela ser policial, gosto de ajudar a sociedade com o que faço.” Não é a primeira prova de coragem do sargento. Em seus dezoito anos de carreira, ele se envolveu em 23 tiroteios e já havia sido alvejado em 2001 – o disparo de um ladrão atingiu seu colete à prova de balas.

Histórias como a de Anselmo são comuns nos corredores do hospital, que se destina a atender os 90 000 PMs do estado na ativa e os 46 000 aposentados. Em 2008, passaram por lá 363 policiais feridos em serviço. “Aparece, no mínimo, um novo baleado por semana em minha sala”, conta o tenente e ortopedista Rafael Riscali Moraes, que trabalha há três anos no HPM e faz cirurgias em hospitais particulares, como o Sírio-Libanês e o Oswaldo Cruz. “Fora daqui, é raríssimo eu cuidar de um paciente assim.” O soldado Ronaldo Dias é um dos pacientes do tenente Moraes. No dia 12 de julho, em Várzea Paulista, no interior do estado, ele foi alvejado cinco vezes nas pernas por um homem armado que tentava estuprar duas mulheres em uma construção. “Ao menos consegui evitar o crime e meus colegas pegaram o bandido”, diz Dias, que passou por uma cirurgia no HPM e fará fisioterapia para voltar a andar.

O hospital da PM foi fundado em 21 de setembro de 1892 pelo então presidente do estado de São Paulo, Bernardino de Campos. De início, quatro doutores trabalhavam no centro médico, provisoriamente instalado em uma casa na Rua General Flores, no bairro do Bom Retiro. Só em 30 de abril de 1916 o governo inaugurou a primeira sede do hospital, na Avenida Tiradentes. Quarenta e oito anos depois, em 1964, começou a construção do edifício de doze pavimentos que até hoje abriga o HPM. O prédio, com 430 leitos, fica na Invernada do Barro Branco.– área com mais de 1,2 milhão de metros quadrados, onde se localizam dez unidades militares, como a Academia do Barro Branco e o Presídio Romão Gomes. Próximo ao hospital estão o Centro de Assistência ao Idoso, espécie de asilo da polícia (veja quadro abaixo), uma clínica para atendimentos psiquiátricos e o Centro de Reabilitação, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e outros profissionais. A área médica da PM paulista é coordenada pela Diretoria de Saúde, responsável por 56 postos espalhados pelo estado (vinte na cidade), duas policlínicas na capital e serviços odontológicos. No ano passado, o estado gastou 14 milhões de reais para manter o Hospital Militar.

No HPM trabalham 713 funcionários, sendo 160 médicos, que prestam concurso público para ingressar na Polícia Militar. Além de responder a um teste teórico, é preciso comprovar especialização e experiência prévia. Os aprovados fazem dois meses de aulas integrais na Academia do Barro Branco. Entram na corporação com a patente de segundo-tenente, ganhando cerca de 4 500 reais mensais. Podem chegar até o posto de coronel, com salário pouco superior a 10 000 reais. “É uma boa forma de ter estabilidade, com uma renda fixa”, afirma o coronel-médico José Queiroz, cirurgião e comandante da Diretoria de Saúde. Ao contrário do que ocorre com os policiais regulares, que são proibidos de fazer bico (mas fazem), os médicos da PM têm permissão para exercer a profissão fora do hospital. “Podemos trabalhar em clínicas particulares para ganhar um extra”, diz Queiroz, que tem um consultório próprio no Paraíso.

Não são só os que tombam em combate que passam pelo hospital. Por dia, são atendidos ali entre 1 500 e 2 000 pacientes – número equivalente ao do Einstein. No ano passado, o corpo médico fez 1 600 cirurgias e deu 62 000 consultas. No pronto-socorro, foram 39 600 atendimentos. Os que se machucam em bicos ilegais – como os seguranças particulares – também são recebidos. Policiais feridos, mesmo que a ocorrência tenha sido fora do trabalho, são afastados após uma perícia médica e continuam a receber o soldo. Entre as cerca de quarenta especializações ambulatoriais, há ginecologia, cardiologia, dermatologia e oftalmologia. “Precisamos garantir respaldo ao policial que se arrisca nas ruas todos os dias”, diz o major Paulo Finocchiaro, chefe da divisão administrativa. Nem todas as áreas médicas são cobertas. Falta, por exemplo, estrutura para realizar partos. “Mas fizemos um convênio com a maternidade do Hospital Cruz Azul, no Cambuci, onde as mulheres da corporação podem ter seus filhos”, conta.

O ambiente do hospital não é luxuoso. Pacientes costumam dividir o quarto, equipado com uma TV pequena e duas camas, com outro policial. Mesmo assim, praças e oficiais sentem-se à vontade nas instalações, por estarem protegidos e entre colegas. “Uma de nossas funções é garantir a segurança dos feridos, que podem sofrer represálias de bandidos”, afirma o major Finocchiaro. A estrutura inclui uma clínica psiquiátrica, em uma casa separada do prédio principal. Quatro médicos e três psicólogos analisam pacientes depressivos, ansiosos, viciados, excessivamente violentos… No ano passado, prestaram 2 500 atendimentos. Todo PM que mata em serviço é obrigado a agendar consulta. “A profissão é extremamente estressante, com situações de risco, salário baixo e muita pressão”, avalia o major e psiquiatra Gilberto Curi, que trabalha desde os anos 80 na corporação. “Mesmo com toda essa tensão, é preciso manter a cabeça calma e centrada.” Para evitar problemas na rua, policiais sob análise são afastados do patrulhamento (normalmente, acabam em trabalhos administrativos), não podem andar armados nem, em alguns casos, fardados, até provar que estão aptos a voltar a exercer sua missão – combater criminosos e proteger a população.

Ele evitou um estupro

No dia 12 de julho, por volta das 6 da manhã, o soldado Ronaldo Dias salvou duas mulheres prestes a ser estupradas em Várzea Paulista, no interior do estado. Acompanhado de três policiais, invadiu uma construção para onde o criminoso havia levado suas vítimas. Dias, que estava à frente do grupo, foi recebido a tiros – cinco perfuraram suas pernas. Na foto, ele faz exercícios com o sargento e fisioterapeuta Washington Pires para voltar a andar. “Ao menos consegui evitar o crime e meus colegas pegaram o bandido”, afirma.

Fisioterapia após um tiro na cabeça

O sargento Francisco Alves Pereira chora quando lembra o que ocorreu com ele no dia 27 de fevereiro do ano passado. Ao perseguir três homens suspeitos em São Mateus, na Zona Leste, foi surpreendido por um bando armado. Pelas costas, levou um tiro na cabeça. Mais de um ano depois, sofre com as sequelas: ele perdeu a sensibilidade do paladar e do olfato, tem lapsos de memória, dificuldade para andar e sua fala é pausada por pigarros. É tratado pelo cabo e fisioterapeuta Mauricio Tabajara.

Mentes feridas

Na clínica psiquiátrica gerenciada pelo major Gilberto Curi foram realizados 2 500 atendimentos em 2008. O soldado S.R.S., que sofre de depressão profunda, é um dos pacientes. Policiais sob análise são afastados do serviço de rua (normalmente, acabam em trabalhos administrativos), não podem andar armados nem, muitas vezes, fardados. “Durante algumas crises, chego a quebrar objetos e já pensei em suicídio”, conta o soldado.

Acidente na Anhanguera

Durante um patrulhamento em Pirituba, na Zona Oeste, em 4 de abril, o subtenente Odair de Souza deparou com um carro parado no meio da Rodovia Anhanguera. A motorista tinha batido o veículo e, em desespero, não conseguia retirar o automóvel da estrada. Com a ajuda de quatro policiais, ele bloqueou o trânsito para evitar novos acidentes. Três motos esportivas, porém, não pararam. Desgovernadas, atropelaram três PMs: um morreu, outro quebrou o braço e Odair feriu a perna esquerda. Hoje, ele só caminha com a ajuda de um andador.

“Foi vingança”

O sargento Adauto Anselmo e sua mulher, Cristina Bortalace, também policial militar, foram atacados por três bandidos em um bar de Carapicuíba no dia 4 de julho. Alvejado três vezes (uma bala perfurou seu braço esquerdo e outras duas atingiram a testa), ele recupera o movimento do membro ferido, única sequela dos tiros. Sua mulher, baleada pelas costas, morreu. “Foi vingança”, afirma o sargento, na foto acima recebendo os cuidados da médica Miriam Macul. “Os três eram irmãos de um traficante que eu havia mandado para a cadeia um mês antes do tiroteio.”

Relaxa, soldado

“Inspira, expira, inspira, expira…” Essas são as primeiras orientações da aula de ioga do subtenente Carlos Ricardo Fortino. A respiração serve para acalmar os trinta policiais militares que são seus alunos. “Submetidos a uma rotina estressante, em que colocam a vida em risco diariamente, os PMs precisam manter o corpo e a mente relaxados”, afirma Fortino. Há cinco meses, ele implantou a prática na Escola de Educação Física da Polícia Militar, no bairro do Canindé. Nas aulas, soldados com pinta de durões se contorcem e fazem as difíceis posições de meditação da técnica indiana. O subtenente conduz ainda outra atividade relaxante: o lian gong, uma mistura de ginástica com milenares princípios terapêuticos orientais.

A ioga aliviou a dor nas costas e o nervosismo do soldado Oscar Romani. “Com a cabeça calma, consigo atender melhor o público”, diz ele, que trabalha no 34º Batalhão de Policiamento Militar Metropolitano, responsável pela fiscalização de trânsito na cidade. “Perdi 10 quilos com a atividade.” Para a tenente Tamar Mitie Hasegawa, foi bom para aliviar um problema na coluna. “Eliminei as dores”, conta. “A ioga me dá uma sensação de paz.” Civis podem fazer a aula. Basta pagar uma matrícula de 30 reais e a mensalidade de 15 reais.

Para entrar em forma

Em abril, o cabo Nilton Cardoso (em primeiro plano) pesava 99 quilos. “Tinha pressão alta e dores nos joelhos devido ao sobrepeso”, lembra. Inscreveu-se, então, em aulas de exercícios físicos no Centro de Reabilitação. Cardoso já perdeu 8 quilos. “A melhora se reflete diretamente no trabalho”, diz a soldada e professora de educação física Daise Marques, que conduz as atividades de um grupo de quinze gordinhos. “É essencial que o policial tenha preparo para correr, pular muros e imobilizar bandidos.”

A alegria de uma vida nova

No último dia 18, nasceu a filha da soldada Dayane Cristina Ferreira, Gabriela. O parto normal, feito por um médico da PM no Hospital Cruz Azul, no Cambuci, que tem convênio com a corporação, correu bem. Na foto, Dayane, com barriga de mais de 36 semanas de gestação, faz pré-natal com o tenente e ginecologista Daniel De Gaspari.

Um abrigo para os velhos PMs

Há cerca de dez anos, o sargento reformado Adão de Souza Tobias separou-se da mulher e se viu sozinho no mundo. Ele então ligou a antigos colegas da polícia para pedir ajuda. Indicaram-lhe o Centro de Assistência ao Idoso. Trata-se de uma casa de repouso para PMs que não têm para onde ir. Hoje, aos 74 anos, Tobias divide o espaço com sete praças (patentes que vão de soldado a subtenente). “Aqui, converso com meus companheiros”, diz. O abrigo, administrado pelo hospital da PM e vizinho ao centro médico, está instalado em uma casa de dois andares com dez quartos. Simples, os dormitórios têm duas camas e um armário. Cada um recebe até dois hóspedes. Há ainda uma sala com TV, outra com mesa de sinuca e um jardim com horta. Os residentes podem sair à vontade. Alguns até fazem bicos, principalmente como seguranças. É o caso do sargento Alberto Rocha, de 75 anos. “Trabalhar e se movimentar motiva”, afirma. “A maioria de nós se contenta em esperar pela morte.” Pela estada, os policiais pagam metade de seu salário-base. Eles têm direito a refeições, e uma faxineira limpa o sobrado todos os dias.

TODO CIDADÃO TEM O DIREITO DE SER JULGADO POR UM JUIZ DE REPUTAÇÃO ILIBADA 2

4 de agosto de 2010

Quando o crime compensa. CNJ não pode mexer no bolso de suspeitos de venda de decisões para a Máfia dos Bingos

– walterfm1 às 13:30
Paulo Medina. Paulo Medina. 

1. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aposentou compulsoriamente o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, e Eduardo Carreira Alvim, vice-presidente do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (eleito, apesar da gravidade das acusações, vice-presidente).

 

Para o relator e vice-presidente do CNJ, ministro Gilson Dip, houve, quanto a Medina e Carreira Alvim,  quebra ao princípio constitucional da imparcialidade do juiz: “Todo cidadão tem o direito de ser julgado por um juiz de reputação ilibada”.

 

Contra Medina e Carreira Alvim pesavam acusações de crimes de corrupção e prevaricação. No popular, vendiam as decisões. Por R$ 1 milhão, Paulo Medina, que já foi presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros e da Federação Latino-Americana de Magistrados, teria liberado 900 máquinas de jogos eletrônicos de azar, apreendidas pela polícia e Justiça de primeiro grau.

 

Carreira Alvim, sempre segundo a acusação formulada, teria embolsado R$ 1 milhão para liberar outras 900 máquinas eletrônicas de jogos de azar, a favorecer “bicheiros” notórios: Turcão, Capitão Guimarães e Anísio Abrahão.

 

O desembargador Carreira Alvim foi até mais longe. Conferiu liminar para que todos os recursos, presentes e futuros,  contra as apreensões de máquinas por ele liberadas não tivesse força para reestabelecer as apreensões policiais e judiciais. Ou seja, os recursos não contavam com o efeito de suspender as decisões a liberar máquinas de jogos de azar.

 

Os dois magistrados, Paulo Medina e Carreira Alvim, foram descobertos na exitosa Operação Hurricane (Furacão), realizada pela Polícia Federal.

 

Carreira Alvim Carreira Alvim 

A Hurricane  resultou, só para lembrar e a título de exemplo, na apreensão de R$ 10 milhões em dinheiro vivo (papel moeda) e 51 automóveis de luxo, avaliados em R$ 5 milhões.

 

Por ter falecido no curso das apurações, o desembargador Ricardo Regueira, também do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, não teve a responsabilidade declarada na decisão do Conselho Nacional de Justiça.

 

2. Aposentados por decisão administrativa do Conselho Superior da Magistratura, Medina e Carreira Alvim, continuarão com os seus títulos de ministro e desembargador, respectivamente.

 

Mais ainda, no quinto dia útil de cada mês receberão integralmente os vencimentos, como se estivessem no serviço ativo.

 

Paulo Medina vai para casa com R$ 25.386,97 mensal.

 

Carreira Alvim continuará a receber mensalmente R$ 24.117,62.

 

Toda vez que forem reajustados os vencimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal, os estipêndios de Medina e Carreira Alvim serão aumentados.

 

Caso venham a falecer, os estipêndios serão repassados às viúvas, caso vivas, e dependentes.

 

3. Apenas o processo administrativo-disciplnar tramitou perante o CNJ.

 

Os dois magistrados vão recorrer da decisão administrativa que, com base na Lei Orgânica da Magistratura, impôs a pena mais grave: aposentadoria compulsória. Ou seja, o “vai para casa na marra”, sem prejuízo da remuneração.

 

O processo criminal contra Medina e Carreira Alvim corre perante do Supremo Tribunal Federal (STF). Está longe de acabar: a Operação Hurricane é de 2007.

 

Não se sabe, caso condenados no STF, se, por efeito da condenação, perderão os cargos.

 

A aposentadoria será difícil perder, pois, ambos, quando da Operação Hurricane, já tinham tempo para se aposentar voluntariamente.

 

PANO RÁPIDO. Caso condenados no STF, e há risco de prescrição pela demora e baixas sanções,  espera-se que mandados de prisão sejam expedidos.

 

Por enquanto, o crime organizado, que teria comprado Medina e Carreira Alvim, está vencendo por 10 a 1 (gol pela aplicação da pena máxima).

 

Wálter Fanganiello Maierovitch

“A VIDA ALHEIA” POLICIAL INVESTIGA FRAUDE EM EXAME DA OAB ENVOLVENDO FILHO DE EX-SECRETÁRIO DE SEGURANÇA 45

O Júnior parece que já foi denunciado; parece, também, que teria confessado.

Parece que não querem que o fato apareça na imprensa, posto acarretar prejuízos ao PSDB.

Da nossa parte – digo, da parte deste maledicente canibal – se for verdade espocarei champanha…

Pois a figura paterna revelou-se o grande defensor da imoralidade e improbidade na Polícia Civil.  

E para quem comunga dessa teoria de que desvios são decorrentes de péssima formação familiar, uma outra observação: ( o pai do increpado na fraude )  foi PM e Promotor.

O BRASIL VOLTA A SE ARMAR: A insegurança fez as vendas estourarem desde o referendo do desarmamento 10

Brasil

O Brasil volta a se armar

A cada hora, cinco cidadãos comuns compram um revólver. A insegurança fez as vendas estourarem desde o referendo do desarmamento

Wilson Aquino

 

O empresário Rodrigo Moreira, 29 anos, estava em casa, em Taguatinga Norte, cidade-satélite de Brasília, quando ouviu um barulho e percebeu que dois homens tentavam arrombar o portão da residência. Acuado, ele trancou-se num dos cômodos com a mulher e o filho recém-nascido, enquanto acionava a polícia pelo telefone. Passados 20 minutos, a polícia não chegou. Moreira acendeu as luzes externas da casa. Os cães da vizinhança latiram e, assustados, os bandidos foram embora. Quando a polícia finalmente deu o ar de sua graça, não havia nem vestígios dos criminosos. No dia seguinte, procurou uma loja de armas para comprar uma pistola. “Se eu tivesse uma arma teria dado um tiro de alerta para o chão. Se o bandido insistisse em entrar? Era eu ou ele”, disse Moreira.

Apesar de toda a campanha pelo desarmamento e das rigorosas exigências para a aquisição de armas, a cada hora, cinco brasileiros comuns como Moreira adquirem uma pistola ou revólver. Os dados são da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, que registrou um aumento de 70% no número de armas nacionais vendidas no Brasil entre 2005, ano do referendo popular que votou contra a proibição da comercialização de armas no País, e 2009. Nesses cinco anos, foram comercializadas quase 500 mil armas de fogo e mais de 200 mil delas ficaram nas mãos de pessoas comuns, como Moreira.

“Esse é o drama: a população amedrontada se arma”, lamenta o sociólogo Antônio Rangel Bandeira, coordenador de controle de armas do Viva Rio e um dos maiores incentivadores do desarmamento do Brasil. A sensação de insegurança é o maior motivo da corrida armamentista da população civil e, não fosse o rigor para autorizar a posse (o porte é proibido), a quantidade de revólveres e pistolas nas mãos de pessoas comuns seria muito mais elevada. “Todo mundo alega que é para defesa pessoal, mas para justificar o pedido de ter uma arma são necessários argumentos bem consistentes”, explica o coronel Achiles Santos Jacinto Filho, assessor de fiscalização da DFPC, revelando que muitos pedidos são negados. A burocracia realmente desestimula. Moreira, por exemplo, demorou seis meses para botar a mão na arma. Antes de efetuar a compra, o cidadão precisa obter um laudo da Polícia Federal de que está apto. Para conseguir o documento, o interessado preenche requerimentos, tira certidões, se submete a exames psicológicos e a testes de aptidão. Ainda tem que apresentar justificativa por escrito. A primeira que Moreira apresentou, de defesa da família, foi considerada insuficiente. “O agente da Polícia Federal alegou que esse risco era comum a qualquer cidadão.” Moreira foi obrigado a carregar na tinta: alegou ser empresário e que de vez em quando transportava dinheiro. Ele também anexou cópia da ocorrência de tentativa de invasão à sua casa. “Aí é que eles liberaram”, lembrou o empresário, que com a pistola se sente mais seguro em casa.

O presidente do Movimento Viva Brasil, Bené Pereira, defende o direito de a população se armar. “O referendo de 2005 deu à pessoa o direito de ter arma em casa ou no sítio, mas a burocracia é muito grande”, reclama ele. Em termos percentuais, o incremento na venda de armamentos se deve aos policiais, caçadores, atiradores esportivos e colecionadores, que multiplicam por dez o número de compras, e às empresas de vigilância e guardas municipais, que adquirem seis vezes mais armas. Porém, somando-se os cinco anos, em números absolutos, é o cidadão comum quem compra mais. Das 493,1 mil armas vendidas entre 2005 e 2009, 222 mil foram para civis. Com a promulgação da Lei do Desarmamento, em 2003, houve uma queda significativa na comercialização de armas. Agora, os números voltam a crescer de forma preocupante. A estimativa é que oito milhões de armas de fogo circulem no País.

O advogado carioca Ary Brandão de Oliveira, 29 anos, acredita que o fato de o cidadão ter uma arma não o torna mais ou menos violento. Atirador esportivo, Oliveira adquiriu uma pistola Colt, calibre 22, há dois meses. Ele critica o rigor da legislação e reclama por ter que pedir autorização toda vez que transporta a pistola da sua casa para o estande de tiro. “Mesmo assim a arma tem que ir descarregada, no porta-malas do carro ou em outro lugar que não seja de livre acesso”, explica. Os defensores do desarmamento afirmam que a posse de uma arma não implica mais segurança. Pelo contrário, ela expõe mais o cidadão ao risco. “As pesquisas mostram que quem possui arma em casa corre 60% mais risco de morrer num assalto”, adverte o advogado paulista Denis Mizne, diretor do Instituto Sou da Paz. “Mesmo que seja atirador de elite, ele não tem a mesma rapidez de ação do bandido, em função do medo”, reforça a professora Jacqueline Muniz, do curso de graduação em segurança pública da Universidade Católica de Brasília. Para os especialistas, a posse da arma de fogo aumenta a possibilidade de acidentes com crianças em casa e favorece a violência doméstica, sem falar nos casos de suicídio. A julgar pelos números, os brasileiros parecem acreditar que esses riscos compensam a sensação de segurança, verdadeira ou não, de ter uma arma de fogo.

 

 

A ROTA NÃO TEM COMANDANTE, TEM UM LÍDER ESPIRITUAL QUE NA QUALIDADE DE SOLDADO CRISTÃO É ORIENTADO PELO LIVRO SAGRADO 40

Palavras do Comandante               ( TELHADA )

        Em 1970 com a criação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), sob comando do Coronel Salvador D’Aquino, iniciou-se nova modalidade de patrulhamento motorizado que passou a ser um referencial de sucesso em todo Brasil, sendo hoje internacionalmente conhecida pela maneira de atuar.

        Ser de ROTA não é simplesmente usar boina negra e braçal, ser de ROTA é estar investido espiritualmente do amor ao próximo, da abnegação ao serviço policial, da honra e do sacrifício que o patrulhamento ostensivo fardado exige de todo policial militar, ser de ROTA é dedicar-se de corpo e alma à Polícia Militar do Estado de São Paulo; ser de ROTA é nunca esquecer o que foi aprendido no Batalhão Tobias de Aguiar.

        Esse Batalhão histórico é a do Policial Militar; é a casa do cidadão Brasileiro.

        Nós do 1° BPChq “Tobias de Aguiar” – ROTA estamos alinhados com os Objetivos do Comando Geral da Polícia Militar, procurando:

– Transmitir sensação de segurança, através da pronta resposta policial, visibilidade nas ações, etc;

– Manter o controle da criminalidade, apoiando todos batalhões de policiamento na diminuição dos índices criminais, usando maciçamente os sistemas inteligentes de polícia e de gestão de recursos;

– Incrementar o combate ao crime, sempre com firmeza, educação e dentro dos mais rígidos conceitos da justiça e disciplina.

– Apoiar o Processo de Modernização da Polícia Militar;

– Valorizar de todas formas possíveis o Policial Militar, que é o bem maior de nossa Corporação.

– Apoiar a Depuração Interna, pois não aceitaremos nenhum desvio de conduta ou qualquer tipo de ilegalidade, manteremos o padrão de excelência em todas ações de ROTA, valorizando nossos policiais, lutando ombro à ombro junto a nossa tropa, respeitando os direitos humanos de todos cidadãos, mas nunca baixando a guarda para os indivíduos criminosos que trazem grande prejuízo e tristeza a sociedade.

        Como soldados cristãos que somos, sempre seguindo os passos da lei e da justiça, fui buscar orientação no Livro Sagrado, na palavra de Deus e recebi a seguinte resposta:

        No livro de Josué, Capítulo 1°, quando Josué recebe a missão de Deus de substituir Moisés na condução do povo judeu a terá prometida; nos versículos 7, 8 e 9, temos as seguintes palavras:

        “Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que te foi ordenado; dela não te desvies nem para a direita, nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

        Não se aparte de tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e então prudentemente te conduzirás…

        Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes: porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.”

        Policiais militares do Batalhão Tobias de Aguiar, todo estado de São Paulo confia em vosso serviço, em vossa coragem, em vossa abnegação à causa pública.

        Se estamos do lado do bem, do lado da lei, Deus está conosco; portanto lembremos sempre daquela máxima:

        “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/1bpchq/cmt.htm

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Lendo isso no site oficial da Pm só me  resta confessar TODA A INVEJA QUE SINTO DO PROFISSIONALISMO E VALORES POLICIAIS MILITARES. 

Como a polícia está usando agentes infiltrados para combater o crescente tráfico de drogas na classe média 10

SOCIEDADE

No mundo dos traficantes

Como a polícia está usando agentes infiltrados para combater o crescente tráfico de drogas na classe média

Rodrigo Turrer e Nelito Fernandes

NAS FESTAS

Uma balada típica da classe média. A discrição dos traficantes dificulta sua prisão

 

Numa ação inusual, cerca de 30 agentes da Polícia Civil fecharam o cruzamento das ruas onde funcionam duas tradicionais universidades paulistanas, a Presbiteriana Mackenzie e a de Ciências Médicas da Santa Casa. Pelo menos dez pessoas foram detidas por porte de drogas. A batida policial seria corriqueira num bairro da periferia de São Paulo ou na vizinhança de alguma favela. Ali, onde estuda uma parte da elite da cidade, não. Embora jovens comprassem e até consumissem drogas descaradamente em alguns dos bares da região, eles só foram detidos graças a uma investigação de 40 dias que contou com policiais civis disfarçados de universitários. Eles frequentaram barzinhos, se aproximaram dos alunos e conquistaram a confiança dos traficantes. Até que deram voz de prisão aos suspeitos.

Dos dez detidos, cinco foram presos e três respondem a inquérito. É pouco, tamanho o investimento feito na operação. Esse resultado mostra quão complicado é o novo desafio da polícia: combater os traficantes de classe média. Camuflados por hábitos de vida e de consumo que não os associam à marginalidade, esses novos criminosos conseguem manter-se disfarçados, sem levantar suspeitas. Seletivos e discretos, os traficantes de classe média agem por conta própria, em geral vendendo em pequena escala para amigos e conhecidos. Seus clientes são principalmente estudantes universitários, que usam drogas em festas raves e baladas, onde a ação policial se dá de forma limitada.

“O tráfico vai se pulverizar aos poucos, sem bocas ou pontos de venda na favela”, diz a antropóloga Carolina Grillo, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É assim nas grandes cidades do mundo e tende a ser assim no Brasil. A violência dos morros e o risco de serem presos afastam os compradores dos pontos de venda tradicionais, abrindo espaço para o crescimento do tráfico de classe média.

Daí a importância de táticas incomuns para conseguir detê-los. A principal delas é o agente infiltrado. “A infiltração permite identificar quando e como vendem, mas com um objetivo principal: subir os degraus e chegar aos tubarões”, diz o delegado Marco Antonio Pereira Novaes, diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos de São Paulo.

Nos Estados Unidos dos anos 1970, o FBI se valeu desse recurso com sucesso para desvendar o funcionamento das famílias mafiosas que dominavam o país. A história de um deles, que passou seis anos convivendo com a Máfia, virou filme, intitulado com o codinome usado durante a operação: Donnie Brasco.

No Brasil, uma operação assim seria impossível. “A legislação em vigor não aborda o assunto adequadamente”, diz a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, titular da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. “Ela não dá segurança quanto aos efeitos e quanto aos próprios mecanismos de ação.” A legislação brasileira dedica seis linhas à infiltração, limitando-se a autorizá-la, de acordo com a necessidade da investigação, se feita por agentes ou policiais. Alguns países europeus, como Alemanha e Espanha, detalham os casos em que a infiltração é permitida e delimitam com clareza as circunstâncias da ação. “Aqui é difícil infiltrar por muito tempo, porque para o juiz autorizar uma identidade falsa ao policial é preciso se cercar de cuidados”, afirma o promotor Everton Zanella, do Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo.

O paradoxo da infiltração é que, para conter o avanço da criminalidade, o agente tem de participar da conduta criminosa. A começar pela identidade do policial, que tem de receber um RG falso para construir sua história simulada. Em seguida, uma inserção falsa no banco de dados para criar uma identidade criminosa que sustente o personagem criado. “E se o agente tiver de cometer crimes leves, participar de infrações para ser aceito? Como fica a situação do policial depois?”, diz Zanella. “Nada disso está previsto em lei, e tem de ser levado em conta pelo juiz.”

Em 2005, o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul descobriu uma organização criminosa que lucrava quase R$ 4 milhões por ano praticando estelionato e lavagem de dinheiro em vários Estados. A Promotoria Criminal Especializada de Porto Alegre entrou com um pedido em Varas Criminais das capitais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para usar um agente infiltrado. Só conseguiu autorização em Porto Alegre, depois de dois meses. A Justiça gaúcha autorizou a polícia a criar uma empresa de consultoria de fachada para empregar o policial com identidade falsa de consultor. Dentro da empresa investigada, e autorizado pela Justiça, ele acompanhou o cotidiano da organização, identificou os funcionários, gerentes e diretores envolvidos e instalou aparelhos de captação de som ambiente e interceptação telefônica. Em seis meses o agente coletou informações que levaram cinco envolvidos à condenação.

Inspetora de polícia, a hoje deputada federal Marina Magessi comandou em 2006 a Operação Chave de Ouro, que prendeu 17 traficantes que vendiam drogas sintéticas no Rio. Marina selecionou três detetives recém-saídos da academia de polícia, jovens e bonitos. Eles passaram a frequentar festas rave para fazer amigos e identificar os vendedores.

A infiltração durou três meses. Os agentes descobriram que um dos traficantes escondia a droga dentro do carrinho de bebê de sua filha de 2 anos e fazia as entregas durante seus passeios com ela na orla de Copacabana. Um segundo traficante fazia ponto numa clínica veterinária da Barra da Tijuca (o dono tinha licença para importar um medicamento para cavalos que era misturado à droga). “Foi tudo filmado, nada disso teria sido conseguido sem a infiltração”, disse Marina. O momento mais tenso era quando os agentes iam à delegacia deixar o material gravado e seus relatórios. Se fossem seguidos, sua identidade seria revelada.

Embora eficiente, a infiltração é “uma técnica custosa”, de acordo com o juiz federal Sérgio Moro, da 2ª Vara Criminal de Curitiba. “Um agente infiltrado precisará de dinheiro, de acompanhamento psicológico”, diz. “A falta de uma previsão normativa, que defina com clareza a atuação do policial na infiltração, limita um pouco seu uso”, diz o delegado Roberto Troncon, diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal. A PF usou agentes infiltrados para prender cinco pessoas e recuperar R$ 12,5 milhões dos R$ 164,8 milhões roubados do Banco Central de Fortaleza, em 2005. Um agente disfarçado foi a Boa Viagem, a 216 quilômetros de Fortaleza, semanas após o furto. Aproximou-se de uma parente de um dos criminosos, Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão. Por seis meses, frequentou a casa da família, participou de churrascos, almoços e festas e recolheu detalhes do megafurto. Depois de entregar relatórios com dados de todos os suspeitos, o agente desapareceu da cidade antes da prisão do grupo.

SOCIEDADE

O “Donnie Brasco” da Barra

Infiltrado entre surfistas que vendiam drogas no Rio, um oficial de cartório conseguiu desbaratar uma organização internacional

Fontes, que era surfista, passou a sondar um grupo de traficantes

 

”No Brasil, a ‘infiltração’ é chamada tecnicamente de ‘entrevista dissimulada’. Você se faz passar por alguém que não é. O seu trabalho não produz prova judicial válida e você não tem outra identidade. A gente apenas levanta os dados necessários para que a Justiça autorize as quebras de sigilo. Você não consegue sair quebrando sigilo de 200 pessoas assim, então é preciso que o alvo seja bem localizado. O trabalho começa com o estudo dos hábitos do grupo que vai ser identificado. A polícia levanta tudo: os lugares que eles frequentam, os hábitos, o linguajar. A gente faz uma espécie de laboratório. Como eu já surfava, fui escolhido para entrar nesse grupo de surfistas que traficava. Você passa dias, semanas nos mesmos lugares que eles, e um dia puxa a conversa. É importante parecer que você faz parte daquele lugar. Todos os dias eu chegava na delegacia às 6 horas da manhã, pegava o carro descaracterizado com uma prancha em cima e ia para a praia. Ficava lá, surfando, com os mesmos caras o tempo todo. Chega uma hora em que você não é mais um estranho no lugar.

Eu nunca tinha ido a uma rave, tive de aprender. Eles passaram a me convidar para festas, e não demorou muito para alguém me oferecer as drogas. Você não pode chegar pedindo, tem de esperar que uma hora alguém oferece. Eu negava, dizendo que tinha de participar de uma competição. Não usava nome falso porque você pode ser parado numa blitz e ter de mostrar o documento. Quando alguém pergunta onde você mora, geralmente você tem de dar um endereço de algum parente que more nas redondezas, para o caso de alguém querer ir até lá. Em geral, eles assumem que você é dali mesmo. Eu nunca tive conflito de achar que eles eram meus amigos. A distância dos mundos é imensa, e você sabe exatamente o que está fazendo ali e quem são eles.

Meu trabalho era identificar os traficantes que seriam alvo de uma investigação mais profunda, com grampos autorizados pela Justiça. A gente não tem esse glamour da polícia dos filmes, que tem uma casa falsa, documento falso, tudo. Você tem de ficar atento o tempo todo, mas isso acaba virando um padrão na sua cabeça. O policial infiltrado não pode ser uma pessoa muito conhecida, popular, que chega num lugar e todo mundo sabe quem ele é. Tem de ser discreto, o tempo todo. Minha família nunca soube desses trabalhos.”

‘Lei da Ficha Limpa põe em risco o estado de direito’…Eros Roberto Grau. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal 9

‘Lei da Ficha Limpa põe em risco o estado de direito’

Eros Roberto Grau. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

Fausto Macedo, Felipe Recondo – O Estado de S.Paulo

 

Eros Roberto Grau deixou ontem a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) convencido de que a Lei da Ficha Limpa põe “em risco” o Estado de Direito. Ele acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ignorar o princípio da irretroatividade das leis. “Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Estou convencido de que a Lei Complementar 135 é francamente, deslavadamente inconstitucional.”

O ministro sai do Supremo, após quase seis anos na mais alta instância da Justiça, onde chegou por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2004. Em entrevista ao Estado, Eros Grau critica também as transmissões dos julgamentos. “Isso só vai acabar no dia em que um maluco que se sentir prejudicado agredir ou der um tiro num ministro”, afirmou.

O senhor deu várias demonstrações de cansaço no STF. O que o desanimou?

O fato de as sessões serem transmitidas atrapalha muito, porque algumas vezes o membro do tribunal se sente, por alguma razão, compelido a reafirmar pontos de vista. Existem processos que poderiam ser julgados com maior rapidez. Muitas vezes a coisa fica repetitiva e poderia ser mais objetiva.

O senhor é contra as transmissões?

Essa prática de televisionar as sessões é injustificável. O magistrado não deve se deixar tocar por qualquer tipo de apelo, seja do governo, seja da mídia, seja da opinião pública. Tem que se dar publicidade à decisão, não ao debate que pode ser envenenado de quando em quando. Acaba se transformando numa sessão de exibicionismo.

Existe a possibilidade de o tribunal deixar de exibir as sessões ao vivo?

Isso só vai acabar no dia em que um maluco que se sentir prejudicado agredir ou der um tiro num ministro. Isso pode acontecer em algum momento. Até que isso aconteça, haverá transmissão. Depois não haverá mais.

Em algum momento o senhor foi abordado na rua dessa forma?

Eu estava no aeroporto de Brasília com a minha mulher, depois do julgamento da lei de anistia, e veio uma maluca gritando, dizendo: “aí, está protegendo torturador”. Foi a única vez que me senti acossado.

Para Eros Grau, o que é ficha limpa?

“Ficha limpa” é qualquer cidadão que não tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado. A Constituição do Brasil diz isso, com todas as letras.

Políticos corruptos não são uma ameaça aos cofres públicos e ao estado de direito?

Sim, sem nenhuma dúvida. Políticos corruptos pervertem, são terrivelmente nocivos. Mas só podemos afirmar que este ou aquele político é corrupto após o trânsito em julgado, em relação a ele, de sentença penal condenatória. Sujeitá-los a qualquer pena antes disso, como está na Lei Complementar 135 (Ficha Limpa), é colocar em risco o estado de direito. É isto que me põe medo.

O que está em jogo não é a moralidade pública?

Sim, é a moralidade pública. Mas a moralidade pública é moralidade segundo os padrões e limites do estado de direito. Essa é uma conquista da humanidade. Julgar à margem da Constituição e da legalidade é inadmissível. Qual moralidade? A sua ou a minha? Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Vamos nos linchar uns aos outros. Para impedir isso existe o direito. Sem a segurança instalada pelo direito, será a desordem. A moralidade tem como um de seus pressupostos, no estado de direito, a presunção de não culpabilidade.

A profusão de liminares concedidas a candidatos, inclusive pelo Supremo, não confunde o eleitor?

Creio que não. Juízes independentes não temem tomar decisões impopulares. Não importa que a opinião publicada pela imprensa não as aprove, desde que elas sejam adequadas à Constituição. O juiz que decide segundo o gosto da mídia não honra seu ofício. De mais a mais, eleitor não é imbecil. Não se pode negar a ele o direito de escolher o candidato que deseja eleger.

Muitos partidos registraram centenas de candidaturas mesmo sabendo que elas poderiam ser enquadradas na Lei 135/2010, que barra políticos condenados por improbidade ou crime. Não lhe parece que os partidos estão claramente atropelando a Lei da Ficha Limpa, esperando as bênçãos do Judiciário?

Não, certamente. O Judiciário não existe para abençoar, mas para aplicar o direito e a Constituição. Muito pior do que corrupto seria um juiz, medroso, que abençoasse. Estou convencido de que a Lei Complementar 135 é francamente, deslavadamente inconstitucional.

Como aguardar pelo trânsito em julgado se na esmagadora maioria das ações ele é inatingível?

O trânsito em julgado não é inatingível. Pode ser demorado, mas as garantias e as liberdades públicas exigem que os ritos processuais sejam rigorosamente observados.

A Lei da Ficha Limpa é resultado de grande apelo popular ao qual o Congresso se curvou. O interesse público não é o mais importante?

Grandes apelos populares são impiedosos, podem conduzir a chacinas irreversíveis, linchamentos. O Poder Judiciário existe, nas democracias, para impedir esses excessos, especialmente se o Congresso os subscrever.

Não teme que a Justiça decepcione o País?

Não temo. Decepcionaria se negasse a Constituição. Temo, sim, estarmos na véspera de uma escalada contra a democracia. Hoje, o sacrifício do direito de ser eleito. Amanhã, o sacrifício do habeas corpus. A suposição de que o habeas corpus só existe para soltar culpados levará fatalmente, se o Judiciário nos faltar, ao estado de sítio.

O senhor teme realmente uma escalada contra a democracia?

Temo, seriamente, de verdade. O perecimento das democracias começa assim. Estamos correndo sérios riscos. A escalada contra ela castra primeiro os direitos políticos, em seguida as garantias de liberdade. Pode estar começando, entre nós, com essa lei. A seguir, por conta dessa ou daquela moralidade, virá a censura das canções, do teatro. Depois de amanhã, se o Judiciário não der um basta a essa insensatez, os livros estarão sendo queimados, pode crer.

Por que o Supremo Tribunal Federal nunca, ou raramente, condena gestores públicos acusados por improbidade ou peculato?

Porque entendeu, inúmeras vezes, que não havia fundamentos ou provas para condenar.

Que críticas o senhor faz à forma do Judiciário decidir?

As circunstâncias históricas ensejaram que o Judiciário assumisse uma importância cada vez maior. Isso pode conduzir a excessos. O juiz dizer que uma lei não é razoável! Ele só pode dizer isso se ele for deputado ou senador. Os ministros não podem atravessar a praça (dos Três Poderes, que separa o Supremo do Congresso). Eu disse muitas vezes isso lá: isso é subjetivismo. O direito moderno é a substituição da vontade do rei pela vontade da lei. Agora, o que se pretende é que o juiz do Supremo seja o rei. É voltar ao século 16, jogar fora as conquistas da democracia. Isso é um grande perigo.

Isso tem acontecido?

Lógico. Inúmeras vezes o tribunal decidiu, dizendo que a lei não é razoável. Isso me causa um frio na espinha. O Judiciário tem que fazer o que sempre fez: analisar a constitucionalidade das leis. E não se substituir ao legislador. Não fomos eleitos.

O senhor tem coragem de votar em um político com ficha suja?

Entendido que “ficha-suja” é unicamente quem tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado, certamente não votarei em um deles. Importante, no entanto, é que eu possa exercer o direito de votar com absoluta liberdade, inclusive para votar em quem não deva.

O senhor está deixando o STF. Retoma a advocacia? Aceitará como cliente de sua banca um folha corrida?

Terei mais tempo para ler e estudar. Escrever também, fazer literatura. E trabalhar com o direito. Para defender quem tenha algum direito a reclamar, desde que eu me convença de que esse direito seja legítimo. Ainda que se o chame de “folha corrida”.

E para Brasília o senhor pretende voltar?

Brasília é uma cidade afogada, seca, onde você não é uma pessoa, você é um cargo.

TELHADA TOMARÁ “NOVAS CAUTELAS”; UMA DELAS SERÁ ADQUIRIR ÓCULOS AINDA MAIS ESCUROS EXCLUSIVO PARA ENTREVISTAS…MOSTRAR A CARA AO FALAR É MUITO PERIGOSO!…AH, TAMBÉM MUDARÁ PARA MOEMA! 34

02/08/2010 11h41 – Atualizado em 02/08/2010 13h22

Tenente-coronel da Rota admite que vai tomar ‘novas cautelas’

Paulo Telhada disse que PM vai continuar trabalhando da mesma maneira.
Ele sofreu um atentado, no sábado, quando saía de casa.

Do G1 SP

O tenente-coronel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Paulo Telhada, afirmou na manhã desta segunda-feira (2), em entrevista à Rádio CBN, que irá tomar “novas cautelas” para garantir a sua segurança e a da sua família. Na manhã de sábado (31), ele sofreu um atentado quando saía de casa, na Zona Norte de São Paulo.

“Eu nunca tive uma rotina. Se falar que a gente tem rotina é mentira. Eu sempre tive algumas cautelas. Sempre ando armado e mudo itinerário. Eu tenho a minha família. É lógico que eu tenho que tomar umas cautelas a mais, porque você sempre espera que você tenha problemas. Agora [quando ataca] a sua casa é complicado. (…) Estou adotando uma série de novas cautelas ”, declarou.

No entanto, o tenente-coronel garantiu que a Rota vai continuar atuando da mesma maneira. “Nós vamos continuar trabalhando do mesmo jeito, da mesma maneira. Nós estamos incomodando muita gente. Isso quer dizer que está dando resultado”, afirmou.

Na avaliação de Telhada, ao longo de um pouco mais de um ano da atuação do secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, e do comandante-geral da Polícia Militar no Estado de São Paulo, Antônio Camilo, a polícia tem feito um controle rígido para coibir todos os tipos de crimes. “Armas e entorpecentes foram apreendidos, além de muito dinheiro, mais de R$ 600 mil. Estamos incomodando há muito tempo”, disse.

Quanto às investigações sobre a autoria do atentado, o tenente-coronel afirmou já ter alguns suspeitos. “Como são covardes, eles estão escondidos, mas é questão de tempo [para se chegar aos criminosos]”, observou.

O tenente-coronel também pediu o apoio da população à polícia. “É preciso desglamourizar o crime. (…) É preciso parar de ter dó de vagabundo, de ladrão. (..) O cidadão tem que apoiar a polícia”, disse

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O Tenente – coronel sofre  atentado e apressadamente vai apontando a motivação: o grande trabalho da ROTA.

O  ATENTADO NÃO FOI CONTRA ELE…ERA UM  ATENTADO CONTRA A ROTA.

HORAS DEPOIS – CONFIRMANDO SUAS PALAVRAS –   UM DOIDO FOI MORTO AO DISPARAR CONTRA A FORTALEZA “TOBIAS DE AGUIAR”…

MAS ISSO NENHUM CIVIL VIU, NINGUÉM MOSTROU IMAGENS…O “DOIDO” NÃO PODE FALAR! 

O homem dizem ser muito corajoso em combate, mas –  embora fale muito – deve ser tímido. Não mostra o olhar; esconde-se por trás de um  óculos escuro.

Por outro lado, o cidadão deve apoiar a Polícia, mas uma Polícia que não se “glamourize” como a PM. Uma Polícia comandada por homens sérios; nos atos e nos discursos. 

Quando faz essa pregação nojenta:  ” É preciso parar de ter dó de vagabundo, de ladrão“, apenas realimenta a violência; além de,  antecipadamente,  buscar  justificação para a TORTURA E EXECUÇÃO SUMÁRIA…

DIRETORIA DA ADPESP DECEPCIONA ELEITORADO E ANTIGOS ASSOCIADOS ( IMITOU O PSDB E O PT, CONTRATA JORNALISTAS E GASTA COM PUBLICIDADE E PASSEIOS…MAIS NADA! ) 55

AM/08/03 às 11:37 – Choji Miyake

Colega favor publicar:
AÇÃO-LEALDADE-UNIÃO (ADPESP)
Tinhamos uma última trincheira.
VAMOS LÁ, AÇÃO, ONDE?
Hoje se quiser ser vista, pelo andar da carruagem só no interior, mais particularmente em uma região do Estado, pois na Capital e periferia “NECA”, talvez estejam pensando que alguns adesivos signifique AÇÃO, em São Paulo adesivos em alguns veículos nem são notados.
LEALDADE, sempre ocorrera em nossa Casa, porém não estamos mais sentindo tal qualidade para os simples associados mortais e meros contribuintes, mesmos os que prestigiaram a chapa vitoriosa, não foi meu caso, motivo pelo qual sinto-me no direito de criticar e repudiar, sem sentimento de culpa, embora logo após a posse tive esperanças e até acreditei, pena que por um período pequeno.
Pergunto eu, deixar um associado antigo desamparado é LEALDADE?
Abandoná-lo é a tal LEALDADE? Se for, vamos reformar nosso estatuto.
Vejamos seu art. 1. no qual encontramos a palavra DEFESA como destinação da ADPESP. AOS SEUS ASSOCIADOS.
O art.5 que trata das finalidades da adpesp, no seu inciso VI- “prestar assistência jurídica aos sócios fundadores, contribuintes, beneméritos que dela necessitarem em razão da função”–CLARÍSSIMO.
Mesmo claríssimo, passa a gerar dúvidas no associado em sua esperança de ser defendido e amparado pela sua entidade de classe, a qual sempre foi uma trincheira para nossa Defesa contra tudo e contra todos, em outros tempos…
UNIÃO – será letra morta, ou simplesmente marca de AÇÚCAR e CAFÉ, pena palavras tão bonita, tão significativa, e quando tinha o significado original, que maravilha, tudo muda nessa vida até o significado das palavras.
A união também ocorria em ocasiões tristes, como em velórios de colegas e associados, ao menos com a presença de uma assistente social, ou representante da Diretoria, cuja presença era de grande valia humanitária, uma Assistente Social nessas horas é de fundamental importância e um gesto humano, porém paciência eram outros tempos.
CHOJI MIYAKE
ASSOCIADO DECEPCIONADO

 
Choji Miyake

POLÍCIA MILITAR FAZ SUBIR O GÁS DE 7 APÓS “ATENTADO” CONTRA ROTA 2

PM/08/03 às 12:06 – REPÓRTER AÇO

Como é mesmo, Guerra ?

Fazer voltar ao berço ?

Fonte: Último Segundo

PM mata 7 em SP nas 36h após atentado contra Rota

Número é seis vezes a média diária de 0,78 caso de tiroteio com morte registrada no primeiro semestre deste ano na cidade

AE | 03/08/2010 10:28

Nas primeiras 36 horas após o atentado contra o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), policiais militares mataram sete pessoas na cidade de São Paulo. Entre esses sete não está incluído Frank Ligieiri Sons, o homem baleado e morto sob a acusação de atacar a tiros na madrugada de domingo o quartel da Rota, na Luz, no centro de São Paulo.

O número de casos depois do atentado a Telhada é seis vezes a média diária de 0,78 caso de tiroteio com morte registrada pela corporação no primeiro semestre deste ano na cidade – 141 casos em 181 dias. Desde os ataques contra Telhada e a sede da Rota, a polícia ficou em estado de alerta e reforçou a vigilância de bases comunitárias e a atenção no patrulhamento das ruas. O primeiro dos tiroteios a terminar com a morte de um acusado de roubo ocorreu às 15 horas de sábado. Um homem foi morto em confronto com homens da Rota, acusado de dirigir um carro roubado e reagir à prisão. O segundo caso envolveu os homens do 3º Batalhão da PM, na zona sul de São Paulo.

No primeiro semestre deste ano, segundo números da Ouvidoria da Polícia de São Paulo, policiais da Rota mataram 36 pessoas em tiroteios. No mesmo período de 2009, esse número havia ficado em 21. O aumento é creditado pelos policiais do batalhão ao aumento dos enfrentamentos envolvendo o combate ao crime organizado, o que teria, até mesmo, provocado os atentados contra o tenente-coronel Telhada e a sede do batalhão. A polícia de São Paulo deve continuar em alerta até o fim do próximo fim de semana, quando cerca de 20 mil presos do regime semiaberto devem receber o direito de visitar suas famílias por cinco dias durante o Dia dos Pais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.