Assunto: PM AGREDIDO POR GCMS
Para: dipol
BOM DIA ,
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Uma desavença entre um policial militar e guardas municipais de Ibiúna terminou em registro na delegacia daquela cidade, através de boletim de ocorrência de desacato e abuso de autoridade. O caso, ocorrido na noite do sábado retrasado, também gerou a abertura de procedimentos internos nas duas corporações, gerando inclusive a discussão sobre a competência da instituição municipal. O PM Ricardo de Jesus Pazine, 34 anos, acusa o GM Daniel Leandro Valencio, 31 anos, de ter comandado uma sessão de tortura, sem nenhum motivo ou amparo legal para isso. O comando da GM diz que os fatos estão sendo apurados.
De acordo com a denúncia do soldado Pazine – seus pais moram em Ibiúna, mas ele trabalha e mora em Cotia – o caso de abuso de autoridade ocorreu na rua Capitão Manoel de Carvalho, na área central, próximo à rotatória que dá acesso a São Paulo. Segundo consta no boletim de ocorrência, o soldado Pazine passou com o Ford Verona azul, placas CIE-2082, de Ibiúna, pelo local, ultrapassando uma viatura da Guarda Municipal. Cerca de 200 metros à frente, percebeu que a viatura aumentou a velocidade e saiu em sua perseguição, inclusive com o giroflex ligado. O PM então teria parado o veículo, e a viatura da GM, após uma freada brusca, parado na sua frente. Exaltado, o GM Valencio teria saído com a arma em punho, gritando que era polícia, e que ao ver que era o soldado quem estava no Verona, o teria reconhecido, chamando-o pelo nome.
A partir daquele momento, o soldado que não exibe o rosto por trabalhar no serviço velado em Cotia, denuncia que o encarregado da viatura da GM colocou a arma em sua garganta, e que mesmo diante da tentativa de diálogo, uma vez que são conhecidos e não entendia o que estava acontecendo, o GM Valencio retirou a pistola ponto 40, de propriedade da PM que estava na cintura do soldado, e ordenou aos outros dois GMs, seus comandados, que o algemassem. Na sequência, o soldado afirma ter sido jogado ao chão, sofrendo ferimentos no rosto, no ombro, orelhas, mãos e joelhos. Ele disse ainda que, enquanto permaneceu no chão, dois dos GMs davam tropeções em seu corpo, e que apenas um deles não teria tido comportamento agressivo.
Para a reportagem, o soldado afirmou que não tinha porque se envolver em confusão, sendo que sua remoção para trabalhar em Ibiúna já estava acertada, e agora não mais ocorrerá: eu pretendia comprar uma chácara aqui para trazer minha mulher e filho, nascido há menos de um mês. Ainda abalado, soldado Pazine, que está de férias, diz que passará por psicólogo da PM, e esclarece que possui muitos amigos na Guarda e que não deseja criar nenhum atrito entre as corporações, mas que espera que justiça seja feita.
Versão do GM
O guarda municipal Daniel Leandro Valencio declarou que o Verona teria ultrapassado a viatura pelo lado direito, em alta velocidade e que o motorista não obedeceu a ordem de parada, mesmo com a sirene e o giroflex ligados. O motorista teria então freado bruscamente, quase provocando uma colisão com a viatura da GM.
Ainda segundo o relato do GM Valencio, o soldado teria saído do carro sem se identificar e partido para cima dele, quando então retirou a arma de sua cintura e pediu para seus comandados o algemarem. Na sequência, o GM teria pedido apoio de outras viaturas e também acionado o Comando de Grupo Patrulha (CGP) da Polícia Militar. Ele disse ainda que o soldado Pazine estava bastante agressivo, tendo sido imobilizado no solo e se debatido, vindo a sofrer pequenas escoriações em contato com o asfalto.
Ao apresentar sua versão, o GM também disse que o sargento encarregado da viatura da PM que compareceu no local, teria dito que esse não era serviço da Guarda, e que a Guarda deveria cuidar da praça, da prefeitura e da biblioteca, e de tijolos. Além disso, o GM disse ter sido ameaçado pelo soldado Pazine e por seu irmão, que é policial militar rodoviário.
REPORTAGEM DO PM AGREDIDO POR GCMS








