HABEAS CORPUS CONTRA TRIBUNAL DE EXCEÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS…”BRANDIR O TACAPE DA MORDACIDADE, EM DELÍRIO VIPERINO, QUE NÃO POUPA SEQUER A FAMÍLIA DO QUERELANTE” 16
O PSDB paulista é um partido de velhos e funcionários públicos aposentados que continuam na ativa…É, enfim, uma casta de cabelos brancos… 7
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emir-sader-vida-falta-de-paixao-e-morte-dos-tucanos.html
VERÔNICA SERRA 12
Leandro Fortes: Verônica Serra expôs 60 milhões de brasileiros
Sinais Trocados
por Leandro Fortes, na CartaCapital
Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC
Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.
Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.
Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.
Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.
Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.
Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.
Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.
A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.
A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.
A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.
A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.
Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.
Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.
Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.
Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.
De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.
Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.
Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.
Bomba: Filha de Serra fez a maior quebra de sigilos do mundo 7
A revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).
Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.
A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.
Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.
O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.
Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !
A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.
Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.
O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.
O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.
A Folha (**) divulgou ela própria o sigilo de autoridades que passaram cheques sem fundo.
O então presidente da Câmara, Michel Temer, oficiou o Banco Central.
E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.
O Banco Central não fez nada.
A Polícia Federal não fez nada.
O Ministério da Fazenda não fez nada.
O Procurador Geral da República não fez nada.
Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.
A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.
Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.
Quando dirigia a revista IstoÉ, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.
Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.
A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma ofensa à memória dos brasileiros.
Paulo Henrique Amorim
( pedido do Rosa )
SERÁ QUE – SE ELEITO – JOSÉ SERRA ACABARIA COM A INTERNET…SE ELEITO JOSÉ SERRA ACABARIA COM BLOGS, COM O GOOGLE, COM O WORDPRESS…SE ELEITO JOSÉ SERRA NOS CONDENARIA A VER REDE GLOBO E LER FOLHA E ESTADÃO 20
10/09/2010 – Serra diz que “indústria de blogs” se dedica a “difamação”
No Rio de Janeiro
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, acusou nesta sexta-feira (10) o rival PT de possuir uma rede de internautas na web dedicados a atacar a imagem dos tucanos. E, ao comentar o fato de que alguns dados sigilosos a respeito de sua filha já estariam expostos em alguns desses sites desde o início do ano, o ex-governador de São Paulo afirmou que “há uma indústria de blogs, que se dedica a difamação e respostas”.
“É um negócio horroroso. Vocês não imaginam a sujeira que é isso”, disse Serra, logo no início de sua participação na sabatina do jornal “O Globo”, no Rio de Janeiro.
Serra voltou a mencionar uma conversa que diz ter tido com o presidente Lula sobre o que ele chamou de “rede suja de blogs”.
“No dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, o [o prefeito Gilberto] Kassab convidou o Lula e, ao final da cerimônia, nós conversamos. Eu falei para ele que seria candidato, transmiti isso ao Lula. Ele foi discreto a esse respeito, e a conversa foi em torno disso. No final, eu passei a ele cópias do blog dele e da Dilma. E os blogs já tinham coisas sujas a respeito da minha família, da minha filha [Verônica Serra] e perguntei a ele se poderia parar com isso”, disse Serra.
No começo do mês, Lula havia comentado sobre essa reclamação de Serra e disse que não pode censurar a internet. “Sempre achei que a internet livre tem coisa extraordinariamente séria e coisa extraordinariamente leviana. Não tem nada demais o que a internet publicou sobre a filha de Serra. Há insinuações como há contra o presidente Lula, contra a família do presidente Lula, contra vocês jornalistas individualmente. Se escrevem alguma coisa que o internauta não gosta, tomam cacete o dia inteiro”, disse Lula na ocasição.
Serra afirmou que as acusações na internet são antigas. “Desde 2006 havia dossiês. De novo, vocês não imaginam a sujeira. Eles podem ter usado qualquer ‘pé-de-chulé'”, afirmou o candidato. “Vejo gente escrevendo que eu quis me fazer de vítima. Sabe qual foi minha primeira reação? De não divulgar nada, ela [filha do Serra] não tem nada a ver com política, uma pessoa que trabalha muito. Eu vi como um desagrado, mas depois me pareceu inevitável. Eu por mim nem teria divulgado para não trazer amolação para ela.”
Nesta sexta-feira, a Folha de S.Paulo publicou reportagem na qual indica que o comitê de pré-campanha de Dilma Rousseff teve em mãos um dossiê sobre a filha do adversário com documentos reunidos pelo PT paulista.
Erros na campanha?
José Serra também foi questionado pelos participantes do evento se teria cometido erros em sua campanha que permitiram à rival Dilma Rousseff (PT) uma disparada nas pesquisas de opinião, a ponto de a vitória no primeiro turno estar bem próxima. “Difícil dizer. Em determinado momento você tem X quantidade de informações, você não sabe tudo o que está acontecendo. Eu estou muito no calor da campanha para fazer uma análise da coisa.”
Serra disse apostar numa mudança. “Vai haver uma virada. Eu estou com uma energia que eu não nunca tive na minha vida. E ela provém de uma convicção de que eu vou ganhar. O Brasil não vai eleger um envelope fechado. Não sou o senhor da verdade, mas é demais isso”, afirmou
Ibope: Alckmin cai de 51% para 46%; Mercadante passa de 20% para 22% 19
O Buraco Negro pediu.
Providenciamos.
Fonte: Luis Nassif
O Ibope em São Paulo
Enviado por luisnassif, sex, 10/09/2010 – 20:23
Por Sanzio
UOL 10/09/2010 – 19h11
Ibope: Alckmin cai de 51% para 46%; Mercadante passa de 20% para 22%
O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, caiu cinco pontos percentuais na preferência do eleitorado, saindo de 51% das intenções de voto para 46%, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (10) e realizada entre 7 e 9 de setembro.
Seu rival na disputa, Alozio Mercadante, oscilou dois pontos, passando de 20% para 22% no atual levantamento. A sondagem anterior havia sido feita entre 31 de agosto e o dia dois deste mês.
Celso Russomano (PP) obteve 8% das intenções de voto, contra 2% de Paulo Skaf (PSB); Fabio Feldmann (PV) teve 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Votos em branco e nulo somaram 10%, contra 11% dos eleitores que se disseram indecisos.
Na simulação de segundo turno, Alckmin venceria com a preferência de 54% do eleitorado, contra 27% de Mercadante. Nesse cenário, brancos e nulos somaram 10%, ante 8% de indecisos.
A sondagem também abordou o índice de rejeição dos candidatos – isto é, em qual deles o eleitor não votaria de maneira alguma. Mancha (PSTU) foi rejeitado por 24% do eleitorado, Mercadante por 18%, Alckmin por 15% e Russomanno por 13%.
Foram ouvidos 1806 eleitores, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, e está registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o número 83153/2010.
A POLÍCIA CIVIL NÃO PODE INVESTIGAR CRIMES FUNCIONAIS PRATICADOS POR AGENTES PÚBLICOS FEDERAIS…Segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Marcos Carneiro Lima: “QUADRILHA”…“Nós sabemos que isso é corriqueiro, algumas pessoas contratam os famosos detetives particulares para levantarem patrimônio do ex-companheiro para tentar na Justiça obter algum benefício. Isso é um dos exemplos de porque é quebrado o sigilo fiscal” 3
Salve salve companheiros
da gloriosa Polícia Civil
Fonte: Luis Nassif
As investigações da Polícia Civil no caso Receita
Enviado por luisnassif, sex, 10/09/2010 – 17:43
Por Nilson Fernandes
Da Folha.com
Polícia detém servidora da Receita sob suspeita de ‘esquentar’ procurações falsas
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
A Polícia Civil de São Paulo informou na tarde desta sexta que a servidora da Receita Federal Ana Maria Rodrigues Caroto Cano e o seu marido, o contador José Carlos Cano Larios, foram detidos suspeitos de tentar “esquentar” a violação do sigilo fiscal de contribuintes. Ambos foram liberados em seguida.
Ana Maria é uma das servidoras da Receita para quem a chefe da agência da Receita em Mauá, Antonia Aparecida Neves Silva, disponibilizou sua senha de acesso aos dados de contribuintes.
José Carlos Cano Larios é sócio de dois escritórios de contabilidade que atuam em Mauá.
Na semana passada, Larios disse que nunca pediu favores à esposa na Receita. O sócio dele, Ilson de Paula, admitiu recorrer a Ana Maria para agilizar processos de interesse de seu escritório, mas sempre dentro da lei.
Segundo a polícia, foram encontrados no escritório de Larios 23 procurações de pessoas que tiveram o sigilo violado.
Ele e a mulher procuravam os contribuintes para que eles assinassem agora a autorização para o fornecimento de dados.
A polícia chegou aos suspeitos depois que o contribuinte Edson Pedro Santos foi procurado pelo casal e denunciou o assédio à polícia.
Os dois foram levados à delegacia, onde prestaram esclarecimentos. De acordo com o delegado Marcos Carneiro, o casal informou que seguia orientações da Corregedoria da Receita Federal.
A polícia informou que daria mais informações sobre o caso no fim da tarde desta sexta.
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Motivação
O delegado afirmou que não vai ouvir as 23 pessoas cujos dados foram consultados, já que o foco é o crime investigado pela Polícia Civil de São Paulo é a falsificação da procuração. Entretanto, admitiu que o esquema de compra e venda de dados é uma hipótese para a obtenção do material apreendido, que pode ser resultado da ação de uma “quadrilha” dentro da Receita.
“Nós sabemos que isso é corriqueiro, algumas pessoas contratam os famosos detetives particulares para levantarem patrimônio do ex-companheiro para tentar na Justiça obter algum benefício. Isso é um dos exemplos de porque é quebrado o sigilo fiscal”, completou, citando ainda casos de brigas entre sócios e os já alegados dossiês com fins políticos.
Investigação
O diretor do Demacro disse que ninguém foi preso no episódio e que o boletim de ocorrência será encaminhado à Polícia Federal. Segundo ele, a Polícia Civil não verificou, em um primeiro momento, filiação partidária entre os citados na ocorrência.
Ele disse que o aposentado vai prestar depoimento na segunda-feira (13) e que na terça-feira (14) será ouvida a servidora Lúcia de Fátima Gonçalvez Milan, da agência de Santo André (SP), responsável pelo acesso aos dados de Verônica.
Segundo Lima, ainda não está marcado o dia e o local em que a filha de Serra será ouvida
CAMPANHA DE JOSÉ SERRA SERÁ INVESTIGADA POR CRIME ELEITORAL 26
No Rio Grande do Sul, manipulação de pesquisa
Lucas Azevedo 25 de agosto de 2010 às 15:57h
O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Rio Grande do Sul investiga a suposta manipulação de uma pesquisa sobre intenção de voto para a Presidência da República, em Porto Alegre. Caso seja confirmada a indução, ficará configurado crime eleitoral.
Uma servidora pública da Capital gaúcha denunciou a prática no final da semana passada. Segundo ela, entrevistadores, que se identificam apenas como “uma empresa de pesquisas de São Paulo”, abordam eleitores no centro da cidade questionando sua intenção de voto. Dependendo da resposta, o entrevistado é convidado a assistir vídeos dos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), para, a seguir, iniciar a pesquisa. Ao término, o consultado recebe uma caixa de bombom como “brinde”.
O MPE destacou um funcionário para investigar a denúncia. Segundo seu levantamento, o entrevistado é posto para assistir sete peças publicitárias que expressariam uma imagem negativa de Dilma. Após a sessão, o entrevistador pede que o consultado reflita sobre o que viu antes de responder à pesquisa.
Na sexta-feira 20, a Polícia Federal (PF) e o MPE cumpriram mandados de busca e apreensão na sala comercial onde os vídeos são exibidos. Dois computadores, documentos e três caixas de bombom foram apreendidos.
De acordo com uma fonte da investigação que teve acesso às provas, mas pediu para não ser identificada, a ação tem o objetivo claro de “turbinar uma pesquisa” pró-Serra.
Segundo o Promotor Eleitoral Ricardo Herbstrith, durante esta semana as provas serão analisadas para verificar se há, de fato, a manipulação para os resultados. Mas adianta: “Os vídeos exibidos efetivamente induzem o eleitor”.
Hoje o MPE recebeu autorização da Justiça Eleitoral para requerer a instauração de um inquérito à PF. A empresa de São Paulo que contratou pessoal em Porto Alegre já foi identificada. Agora, caberá aos agentes federais apurar quem procurou o escritório paulista e de que forma o levantamento foi requerido.
JOSÉ SERRA RACIOCINA COMO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO…FHC PENSOU QUE ENTREGANDO SERRA PARA SER MASSACRADO EM 2002, LULA SERIA UM DESASTRE; ASSIM VOLTARIA COMO O SALVADOR DA PÁTRIA EM 2006…ORA, O BRASIL NÃO NECESSITA DE QUEM FAZ DA POLÍTICA UMA JOGATINA…SERRA NÃO QUER PERDER; ESPECIALMENTE PARA UMA MULHER 8
Lula só voltará ao poder se eu ganhar, diz Serra
10 de setembro de 2010 • 13h43 • atualizado às 13h57
O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, afirmou em sabatina promovida pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (10), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só voltará ao poder se o tucano for eleito nestas eleições. “O Lula só tem uma chance de ser candidato em 2014 de novo: se eu ganhar. Se a Dilma ganhar, o Lula não se elege deputado”, afirmou.
O tucano lembrou o caso de Paulo Maluf em São Paulo. “Ninguém sabia quem era o (Celso) Pitta, ele elegeu. O que aconteceu?”, questionou Serra. Pitta foi prefeito de São Paulo de 1997 a 2000, teve a gestão marcada por uma série de denúncias e chegou a ser afastado do cargo por 18 dias.
“Aliás, só falta o Lula dizer: não votem mais em mim se a Dilma não governar bem. O Maluf disse isso. Agora só está faltando isso, porque ele já disse tudo”, completou Serra.
Serra também criticou diretamente a adversária Dilma Rousseff. “Estou me referindo ao tipo de fenômeno político, alguém que está perto da inexistência, em matéria política, que é inventado pelo governante que está saindo, que tem popularidade, que chega lá, não tem ideias próprias, tem uma maquina avassaladora em cima”, afirmou.
SERRA ADMITE TER SOFRIDO UM PASSA-MOLEQUE, UMA “RASTEIRA” EM SÃO PAULO 15
Perguntado pelo colunista Merval Pereira se mesmo com a tradição do PSDB vencer em São Paulo, pode perder agora para Dilma, o candidato tucano garantiu que não perderá em seu reduto político
– Não, não vou perder em São Paulo. Eleição não é igual a futebol. Eleição só tem um gol no final da partida. Tem o peso do Lula na Dilma, porque ela mesmo não tem peso. É muito investimento no interior. Você vai numa cidade e você vê que tem. Agora prefeitura só ganhamos uma, que fui eu. O PSDB não tinha tradição de ganhar prefeitura na capital.
Questionado pelo colunista Zuenir Ventura se houve erros estratégicos em sua campanha eleitoral, Serra não confirmou, mas admitiu ter sofrido um “passa-moleque”, o que segundo ele, quer dizer rasteira em São Paulo.
– É difícil, em determinado momento você tem x quantidade de informações. Eu estou muito no calor da campanha para fazer uma análise. Não posso disser que é erro. Eu não posso falar “passa-moleque”, acho que aqui não se fala “passa moleque”, mas, enfim, é uma rasteira. Também não é fácil passar moleque em mim, mas eu sofri um passa moleque. É difícil, em determinado momento você tem x quantidade de informações. Eu estou muito no calor da campanha para fazer uma análise. Não posso disser que é erro. Eu não posso falar “passa moleque”, acho que aqui não se fala “passa-moleque”, mas, enfim, é uma rasteira. Também não é fácil passar moleque em mim, mas eu sofri um.
A FOLHA DE SÃO PAULO AFIRMA QUE TEVE ACESSO A QUATRO DOSSIÊS SOBRE AS SUSPEITAS DA RELAÇÃO EMPRESARIAL ENTRE VERÔNICA SERRA E RONALDO SODRÉ SANTORO, LEILOEIRO OFICIAL DO ESTADO QUE TEM CONTRATOS COM O GOVERNO DESDE A GESTÃO GERALDO ALCKMIN – PSDB 8
10/09/2010 – 09h04
Comitê do PT recebeu dossiê sobre filha de Serra
DE BRASÍLIA
O comitê da pré-campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff teve em mãos um dossiê sobre a filha do adversário José Serra (PSDB) com documentos reunidos pelo PT paulista.
Tal papelada havia sido utilizada pelo partido em 2005 para solicitar ao Ministério Público a abertura de inquérito sobre uma empresa de Veronica Serra e do marido, Alexandre Bourgeois.
O nome de Veronica voltou ao noticiário da campanha presidencial na semana passada. A Receita admitiu que a filha do candidato tucano teve as declarações de bens e de renda violadas, a partir de procuração falsa.
Serra tem responsabilizado Dilma pela quebra de sigilo, o que a petista nega.
A Folha teve acesso a cerca de cem páginas do dossiê do PT paulista sobre Veronica. É o resultado de pesquisa em cartórios de registros de documentos, na Junta Comercial de São Paulo e em sites na internet.
Não há nesse lote de papéis indício de quebra de sigilo bancário ou fiscal.
A papelada circulou no “grupo de inteligência” que no início do ano trabalhava para o comitê de Dilma –equipe que foi desmantelada quando a imprensa noticiou sua existência e as tratativas de contratar “arapongas” para espionar oponentes e até mesmo aliados.
ORIGEM PAULISTA
O material é idêntico ao que o partido havia encaminhado cinco anos antes ao Ministério Público estadual e à Procuradoria da República de São Paulo.
O pedido de abertura de inquérito foi uma iniciativa do então líder da bancada petista na Assembleia Legislativa, Cândido Vaccarezza. Hoje ele é deputado federal, líder do governo na Câmara e apontado como um dos favoritos a ocupar a presidência da Casa a partir de 2011.
Em junho de 2005, Vaccarezza chegou a propor uma CPI na Assembleia para investigar uma suspeita levantada pelo PT de que a empresa de Veronica e do marido havia sido favorecida em leilões na CPTM (companhia de trens), no Metrô e na Sabesp (empresa de saneamento).
As apurações do PT a respeito de Veronica começaram logo após o primeiro turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2004. Serra era o candidato do PSDB e viria a ganhar a disputa contra a então prefeita Marta Suplicy (PT).
Em 2005, a Procuradoria da República paulista abriu procedimento administrativo (investigação prévia presidida por um procurador) para averiguar “crimes contra a ordem tributária e fraude em licitação” desses leilões.
O procedimento deu origem a uma ação judicial, que passou a tramitar na 8ª Vara Federal Criminal paulista.
Contudo, em 2006, o próprio procurador responsável pelo caso pediu o arquivamento da ação. Veronica e seu marido não chegaram a ser chamados nem acusados de nenhuma irregularidade.
O caso foi arquivado na Justiça Federal e no Ministério Público em 2008.
OUTRO LADO
A liderança do PT na Assembleia disse à Folha que agiu dentro da lei e com o propósito de fiscalizar o uso de dinheiro público, tarefa do Legislativo.
Em notas à imprensa e declarações de seu presidente, José Eduardo Dutra, o PT tem afirmado que o partido e a coordenação da campanha de Dilma “não autorizaram, orientaram, encomendaram, solicitaram ou tomaram conhecimento” de dossiês.
Procurada para comentar as investigações realizadas pelo PT-SP acerca da empresa de Veronica, a assessoria da campanha de Serra soltou uma nota: “As especulações da reportagem dão curso às tentativas do PT de jogar lama na campanha na família do candidato José Serra”.
“Trata-se da prática de construir dossiês fajutos com informações falsas e insinuações criminosas. Não cabe nenhum comentário a não ser veemente repúdio a quem fez e a quem está divulgando baixarias”, diz o texto.
EU AMO A DEMOCRACIA PETISTA, NELA QUALQUER DILAPIDADOR DO TESOURO PODE CONTINUAR VIVENDO COMO ILUSTRE E LATINDO COM TOTAL LIBERDADE…LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO IMPENSÁVEL E IMPRATICÁVEL NOS GOVERNOS POLICIALESCOS DO PSDB-DEM 3
Para especialistas, é erro comparar PT ao PRI
Cientistas políticos e historiadores discordam de tese da “mexicanização” do país
UIRÁ MACHADO
A comparação do PRI (Partido Revolucionário Institucional, do México, que ficou sete décadas no poder) com o PT é imprópria, afirmam cientistas políticos e historiadores ouvidos pela Folha.
Mesmo o cientista político Bolívar Lamounier, que escreveu recentemente o artigo “A “mexicanização” em marcha”, diz que “é impossível fazer uma comparação literal -daí o uso das aspas”.
Mas há pontos de contato, diz Lamounier. Por exemplo, “o presidente Lula quer reduzir a pó a oposição. E as nossas instituições não funcionam bem como dizem”.
O termo “mexicanização” tem sido repetido por figuras ilustres, como Armínio Fraga (presidente do Banco Central de 1999 a 2002), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o deputado federal Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio.
ARGUMENTOS
A “mexicanização” ora é invocada como um alerta sobre os riscos de “vivermos uma simulação política”, ora como um receio de que um partido exerça o “controle do aparelho de Estado”, ora como um elemento para analisar a tendência de “construção de uma coligação única”.
No cerne do argumento sempre está, implícita ou explicitamente, a afirmação de que o PT, se confirmadas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência e para o Legislativo, vai, aos poucos, tentar suprimir a oposição.
Segundo Carlos Alberto Sampaio Barbosa, professor de história da América da Unesp e autor do livro “A Revolução Mexicana”, afirma que a comparação entre PRI e PT não é cabível.
DIFERENÇAS
“Há diferenças que vão desde o contexto histórico de formação dos partidos e constituição dos regimes até a maneira como esses partidos se relacionam com o Estado”, diz Barbosa.
Para o historiador, é fundamental lembrar que o PT nasceu na sociedade, ao passo que o PRI, no México, teve sua origem “atrelada umbilicalmente” ao Estado.
Ao mesmo tempo, diz Barbosa, o PRI exercia “controle corporativo dos movimento sociais e sindicais” no país, enquanto o PT só o faz de forma muito indireta.
Para Cláudio Gonçalves Couto, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV, não existe nenhuma semelhança entre os contextos políticos do Brasil e do México. “Essa comparação é fruto do ressentimento de mau perdedor”, afirma.
Couto faz outra comparação para explicar seu argumento: “No tênis, Roger Federer ou Rafael Nadal sempre vencem, mas isso não significa que a competição seja fajuta. Eles simplesmente são melhores”.
Segundo Couto, na política, “é perfeitamente possível que um partido vença seguidas vezes sem que isso signifique riscos para a democracia. No caso brasileiro, as instituições funcionam, a oposição existe e é competitiva. Se perder, isso é do jogo”.
O historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, também descarta a comparação PRI-PT e lembra que a discussão sobre “mexicanização” do Brasil é antiga e sempre aparece quando um partido consegue alguma “vitória acachapante”.
No entanto, diz Villa, podemos ter uma “mexicanização à brasileira”: o PT não seria “o partido hegemônico, mas aquele que daria organicidade ao bloco do poder”.
PRECONCEITO
O cientista político Alberto Carlos Almeida se junta aos que descartam veementemente a hipótese da “mexicanização”, que, para ele, é fruto de preconceito.
“Antes da “mexicanização”, que requer 70 anos no poder, deveriam falar em “suecização”, pois na Suécia a social-democracia ficou 44 anos, e “japanização”, pois os liberais-democratas governaram o Japão por 54 anos. E, no entanto, foram governos democráticos”, afirma.
MARINA “VENTRÍLOQUA” SILVA 2
A banalização do dolo
Merval Pereira
A candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, tocou o dedo na ferida ontem, ao acusar o presidente Lula de não ter agido em benefício do cidadão brasileiro no caso dos sigilos fiscais quebrados sucessivamente em agências da Receita Federal em São Paulo e Minas
Ela se referia ao fato de que milhares de cidadãos comuns tiveram seus sigilos violados por funcionários da Receita, e que o governo, em vez de se desculpar com essas vítimas indefesas e tomar providências imediatas para restaurar a confiança pública naquele órgão, preocupou-se apenas em defender a candidata de seu partido à sucessão.
Marina se referiu a certa altura à “banalização do dolo”, usando uma expressão que ficou famosa na definição da filósofa Hannah Arendt ao se referir aos crimes do nazismo, com base no julgamento de Adolf Eichmann, como a “banalização do mal”.
O que preocupa a candidata do Partido Verde é que fatos graves como a violação de sigilos fiscais numa repartição do Estado brasileiro passam a ser tratados como meras “futricas” de campanha, com o estímulo do próprio presidente da República.
No corolário dessa preocupação de Marina vem uma dúvida, que ela não explicitou: quem pode confiar que a apuração dos fatos pela Receita Federal e Polícia Federal seja rigorosa e republicana, se o próprio presidente da República vai à televisão para garantir aos cidadãos brasileiros que nada aconteceu, que tudo não passa de uma “armação política” contra Dilma Rousseff, coisa da oposição que é “do contra”, não é patriota e tem preconceito contra as mulheres? Marina Silva está preocupada com o estado de apatia que se abate sobre a sociedade nesta eleição, não propiciando um debate mais aprofundado das questões nacionais.
Ela tem se dedicado a incutir a ideia de que é preciso haver um segundo turno na eleição presidencial para que os candidatos finalistas — e ela espera estar entre eles — possam confrontar suas ideias com tempos iguais na televisão e nos debates frente a frente nas televisões.
Com relação à participação do presidente Lula no programa eleitoral de Dilma Rousseff, a sensação entre os políticos, tanto do PV quanto do PSDB, é a de que o presidente fez uma ação preventiva, sentindo nas muitas análises do episódio que este tem potencial para interferir na aprovação de sua candidata, embora os índices das pesquisas de tracking telefônico não indiquem ainda uma mudança de tendência.
Além de ter se exposto a críticas pela sua participação extemporânea, explicitando uma tutela de sua candidata que expõe sua fragilidade, o presidente Lula usou símbolos nacionais em sua aparição, confundindo a posição institucional de presidente da República com a de cabo eleitoral do PT.
Quando se elegeu em 2002, Lula passou bons meses usando um broche com a estrela do PT na lapela e foi muito criticado por isso.
Exigia-se na ocasião que ele abandonasse a postura de líder partidário para colocar na lapela o broche com as armas da República, símbolo da Presidência da República de todos os brasileiros.
Também dona Marisa, a primeira-dama, fez um canteiro no Palácio da Alvorada em forma de estrela, com flores vermelhas, e foi muito criticada por enfeitar um prédio público com suas preferências partidárias.
Pois hoje o presidente Lula faz o contrário: usa símbolos da República para apoiar a candidata petista à sua sucessão.
Já havia usado a biblioteca do Palácio da Alvorada como cenário de um dos programas eleitorais de Dilma, e agora, justamente no dia 7 de setembro, o presidente vai à televisão, com o broche com a bandeira do Brasil na lapela, para fazer uma declaração pública em defesa da candidata que apoia, e não sobre o caso institucional envolvendo a Receita Federal e milhares de contribuintes.
E com o Hino Nacional como fundo musical.
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Ainda sobre o papel de José Dirceu na origem da montagem de um aparelho de inteligência e informação no PT e no governo Lula.
As ligações do ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu com Cuba são do conhecimento de todos, e ele não esconde os profundos laços que o unem aos dirigentes cubanos.
Ele esteve asilado em Cuba, depois de ter sido trocado pelo embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick, em 1969.
Quando era o todo-poderoso chefe da Casa Civil, teve participação decisiva no envio de homens da Agência Brasileira de Informações (Abin) para treinar em Cuba.
Segundo justificou na época, e eu registrei na coluna em março de 2005, “o serviço secreto cubano é dos melhores do mundo, junto com o de Israel e o da Rússia”.
Dirceu explicou que, apesar de todo o bloqueio econômico e político, até mesmo a CIA trocava informações com o serviço secreto cubano em matérias de interesse comum, como o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro: “Serviço secreto é assim mesmo, troca informações. Se você tem informação, recebe de volta. Aí não tem nada de política”.
Dirceu deve saber do que fala. Segundo o relato de brasileiros que estiveram exilados com ele em Cuba, mantinha uma relação bastante próxima do comandante Manuel Piñeiro, o Barba Vermelha, chefe do serviço secreto cubano, o famoso G-2.
Um dos guerrilheiros que acompanharam Fidel Castro e Che Guevara na guerrilha de Sierra Maestra, Piñeiro depois se uniu a Guevara na Bolívia.
Nos anos 1970, passou a ser o responsável pela organização do apoio logístico, com armas, dinheiro e treinamento militar, para grupos guerrilheiros da América Latina, tendo estreitado a relação com o jovem líder estudantil José Dirceu.
FAUSTO, A POLÍCIA CIVIL SEMPRE DESPREZOU A POPULAÇÃO POBRE DESTE ESTADO, AINDA SIM ME FILIEI A ELA BUSCANDO TRANSFORMÁ-LA PARA MELHOR…VOTAREI MERCADANTE; VOTAREI ALOYSIO NUNES ; VOTAREI EM CANDIDATO DA MINHA CIDADE PARA DEPUTADO FEDERAL E VOTO NO MICHEL TEMER PARA VICE-PRESIDENTE, AUGURANDO LONGA VIDA E SAÚDE A SRª DILMA 12
Colega Dr.Guerra,antes de mais nada,gostaria que o digno colega,verificasse o ESPAÇO DEIXE UMA RESPOSTA,que sempre está preenchido com o meu nome e o meu email,este erro técnico tem que ser corrigido porque expõe de forma irresponsável e suspeita o meu nome e email,sem que o signatário desta queira deixar uma resposta ou comentário ao blog FLIT PARALISANTE. Gostaria que o colega solucionasse este problema em seu site;Desconhecia a sua filiação ao PSDB,e considero muito estranho o seu apoio ao Aloysio para Senador,que sempre desconsiderou a POLICIA CIVIL e ligado ao SERRA,estamos em um país democrático,mas a sua condição de DELEGADO DE POLÍCIA impede esta inclinação política a um partido que sempre desprezou a instituição policial,quer Civil ou Militar.
Obrigado











