Polícia sai reprovada no teste da segurança
Baixo índice de resolução de crimes, mau atendimento e plantões com estrutura precária são problemas
Victor Moriyama
Cecília Polycarpo
AGÊNCIA BOM DIA
A Polícia Civil do Vale do Paraíba ainda não está conseguindo cumprir a sua principal função: investigar e solucionar crimes. De 100 ocorrências registradas na região, apenas 11 são resolvidas. O número supera os indicadores do ano passado, 10 soluções para 100 ocorrências, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Vale a pena lembrar: a polícia considera caso esclarecido quando é identificado o autor do delito, sem necessariamente prendê-lo. Se delegados e policiais comemoram, para a população este índice está muito longe do ideal.
Além da baixa produtividade, moradores de São José dos Campos reclamam também da falta de estrutura e má qualidade no atendimento. Em relação aos plantões, por exemplo, São José dispõe de duas unidades para atender 615.871 habitantes. O 1º DP, localizado na rua Humaitá, no centro da cidade, atende as regiões norte, oeste e central. O 3º DP, no bairro 31 de Março, cobre as regiões sul e leste. Isso quer dizer que, para registrar um boletim de ocorrência após as 19h, alguns moradores precisam se deslocar até 20 quilômetros.
Desistência/É o caso de Milton Peres, 56 anos, dono de uma locadora de filmes no Galo Branco, região leste, que já foi furtado diversas vezes. Peres foi até o 3º DP registrar o boletim de ocorrência nos primeiros casos, mas depois desistiu. “A gente fica um tempão esperando na delegacia e no final eles nunca prendem ninguém”, disse o comerciante.
Em cada plantão trabalha uma equipe com quatro funcionários (um delegado, um escrivão, um carcereiro e um policial) que se revezam de acordo com uma escala. No 1º DP somente dois computadores fazem os registros das ocorrências. Nos dias “quentes” na gíria policial, aqueles de muitas ocorrências, a espera para realizar um B.O. pode ser longa.
Além disso, o local, que é considerado Delegacia Participativa, deveria contar com uma equipe multidisciplinar. Um psicólogo e uma assistente social deveriam trabalhar até as 18h. Na última quarta-feira, às 16h, a equipe do BOM DIA esteve no local e nenhum dos dois profissionais foi encontrado.
Dificuldades/O delegado do 1º DP, Rubergil Violante, admitiu falhas na hora de registrar a ocorrência, mas afirmou que policiais se esforçam para agilizar o procedimento. “A gente faz tudo o que pode, mas contamos com vários contratempos. Temos somente dois computadores e o sistema de registro sempre cai.”
O delegado disse que a psicóloga e a assistente social ficam de “plantão” e são chamadas quando há necessidade
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