Polícia encontra corpo de desembargador com dois tiros
De A Tribuna On-line
O desembargador Adilson de Andrade, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi encontrado morto, em sua casa, em Santos, com dois tiros no abdômen. O caso já está sendo investigado, mas a circunstância do crime ainda é desconhecida.
O corpo de Adilson foi localizado por volta das 7h desta terça-feira, de acordo com informações da polícia.
O desembargador tinha 60 anos. Ele deixa três filhos e a ex-mulher. Na região, exerceu a função de juiz em Iguape, Juquiá, Registro e São Vicente.
Especialista e professor de Processo Civil, Andrade ingressou no TJ-SP em 2006, oriundo da magistratura. Era formado em Direito pela Unissantos e concluiu o curso em 1975. Começou a carreira de juiz em 1982. Antes, foi advogado em São Paulo e escrevente do 2º Cartório de Notas e Ofícios, também na Capital.
O magistrado de 60 anos sofria de depressão e enfrentara um divórcio recentemente, e o suicídio do filho mais novo. Os outros dois filhos de Andrade apresentam problemas de saúde; um é dependente químico e o outro sofre de distúrbios psíquicos.
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, decretou luto oficial de três dias nas unidades judiciárias de todo o Estado.
CARREIRA
Andrade ingressou na magistratura em 1982, em Araçatuba (527 km de São Paulo). Em seguida, exerceu a função de juiz nas cidades de Santos, Juquiá, Cotia e São Vicente.
Mudou-se para São Paulo em 1993, quando foi transferido para o Fórum Regional do Jabaquara. Foi promovido a desembargador em 2006 pelo critério de antiguidade.
Atualmente estava na 3ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
O desembargador nasceu em Santos no dia 3 de abril de 1952.
A reportagem da Band obteve, com exclusividade, gravações que mostram a participação de um policial militar em operações criminosas. Diálogos mostram o PM auxiliando um grupo especializada em roubo a residências em São Paulo.
Equipes do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, da Polícia Civil), e da Corregedoria da Polícia Militar estão nas ruas na tarde desta segunda-feira em busca de mais dois policiais militares investigados sob suspeita de colaborar com quadrilhas de ladrões de condomínios e de casas de alto padrão no Estado de São Paulo.
Os dois policiais militares são suspeitos de receber dinheiro para repassar informações sobre o patrulhamento da Polícia Militar nas regiões onde os ladrões escolhem seus alvos para atacar.
Ontem, 14 pessoas –incluindo um PM– foram presos pelo Deic e Corregedoria da PM sob suspeita de planejar um arrastão a um prédio de 36 apartamentos na rua Pedro Pomponazzi, na Vila Mariana (zona sul de SP).
Treze suspeitos foram presos por volta da 1h de ontem em uma casa na rua Cora, no Ipiranga (zona sul), por policiais do Deic. Segundo a polícia, o grupo sairia dali para invadir o prédio às 3h.
Na casa, foram apreendidos celulares, coletes –um deles com emblema da Polícia Civil–, um fuzil, duas metralhadoras, além de cinco algemas de aço e dezenas de plástico, que seriam usadas para imobilizar as vítimas.
Já os dois PMs –um do 45º Batalhão (Mooca) e o outro do 12º Batalhão (Vila Mariana)– foram presos entre sexta-feira e ontem. A suspeita do Deic é que eles avisavam a quadrilha caso se deparassem com policiais civis ou militares rondando próximo ao prédio invadido.
Segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, o grupo foi “muito provavelmente” o responsável pelo arrastão a um prédio de classe média alta no Paraíso, no dia 3.
Na ocasião, um ladrão passou-se por carteiro para entrar no edifício e render o porteiro. Cerca de 20 moradores foram agredidos, entre eles um juiz do Tribunal de Justiça Militar e seu segurança, um sargento do Exército.
A polícia também investiga se esse mesmo grupo tem envolvimento com a morte de um policial militar durante um furto a caixas eletrônicos em Santo André (ABC), em julho do ano passado.
O grupo é suspeito ainda de comandar roubos contra pasteleiros orientais, na capital paulista. Os acusados não quiseram falar em depoimento. Os advogados deles não foram localizados pela reportagem.
Na quinta, outro policial militar, Rafael Carlos Rebollo Ragate, 35, foi preso sob suspeita de colaborar com um grupo de assaltantes de casas na zona oeste.
Após saber da prisão de Ragate, um dos PMs presos ontem teria ficado com medo de prosseguir com o roubo contra o condomínio na Vila Mariana, previsto para acontecer na sexta-feira, e isso atrasou os planos da quadrilha.
As investigações apontam que ele fornecia informações privilegiadas sobre o patrulhamento da PM nos bairros para ajudar a quadrilha.
Polícia prende 15 suspeitos de fazer arrastões em SP; 2 são PMs
DE SÃO PAULO
As polícias Civil e Militar prenderam na madrugada deste domingo 15 pessoas, incluindo dois soldados da PM, suspeitos de planejar um arrastão a um prédio na rua Pedro Pomponazzi, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Treze suspeitos foram presos por volta da 1h em uma casa na rua Cora, no Ipiranga (zona sul), por policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). Segundo a polícia, o grupo sairia dali para invadir o prédio às 3h.
Na casa, foram apreendidos celulares, coletes, armas e algemas que seriam usadas para imobilizar as vítimas.
Divulgação/Polícia Civil
Armas utilizadas pela quadrilha que planejava arrastão na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo
Os dois soldados –do 45º Batalhão (Mooca) e 12º Batalhão (Vila Mariana)– foram presos entre sexta-feira (6) e hoje. A suspeita do Deic é de que eles avisavam a quadrilha caso a polícia se aproximasse dos locais assaltados. A Corregedoria da PM ainda investiga o envolvimento de outros policiais.
Segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, o grupo provavelmente foi o responsável pelo arrastão a um prédio de classe média alta no Paraíso, no último dia 3.
Na ocasião, um ladrão se vestiu de carteiro para entrar no edifício e render o porteiro. Cerca de 20 moradores foram agredidos, entre eles um juiz do Tribunal de Justiça Militar e seu segurança, um sargento do Exército.
O bando preso hoje é suspeito ainda de comandar roubos contra feirantes orientais na capital paulista.
A polícia também investiga se esse mesmo grupo tem envolvimento com a morte de um PM durante um ataque a caixas eletrônicos em Santo André (ABC Paulista), em julho do ano passado.
Na ocasião, os policiais foram recebidos a tiros pelos ladrões. Um dos policiais foi atingido e morreu e outros três ficaram feridos.
Os suspeitos presos hoje não quiseram falar em depoimento à polícia. Os advogados deles não foram localizados pela reportagem.
OUTRO PM
Na quinta-feira, outro policial militar, Rafael Carlos Rebollo Ragate, 35, foi preso sob suspeita de colaborar com um grupo de assaltantes de casas na zona oeste. Entre os alvos estavam os bairros dos Jardins, Butantã e Morumbi.
As investigações apontam que ele fornecia informações privilegiadas sobre o patrulhamento da PM nos bairros para ajudar a quadrilha.
A organização criminosa montada pelo bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revela-se aos poucos muito mais ampla do que se pensava. Após a derrocada do senador Demóstenes Torres, que foi obrigado a abandonar o DEM e corre o risco de perder o mandato por suas ligações com Cachoeira, o dilúvio de informações que constam no inquérito da Operação Monte Carlo chega ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). De acordo com a PF, pessoas ligadas diretamente a Perillo vazaram previamente a Cachoeira informações sigilosas sobre ações policiais, permitindo ao bicheiro se antecipar a operações de repressão à jogatina. Além disso, o monitoramento de Cachoeira também identificou laços estreitos com políticos e empresários e sua influência na nomeação de dezenas de pessoas para ocupar funções públicas no governo de Goiás.
Em diálogo gravado pela PF, obtido com exclusividade por ISTOÉ, Carlinhos Cachoeira pede ao ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia Wladimir Garcez, apontado pela PF como arrecadador de campanha de Perillo, informações sigilosas sobre ações do grupo tático (GT3), a unidade de elite da Polícia Civil local. Wladimir, então, promete apurar com o corregedor-geral de Segurança Pública do Estado, Aredes Correio Pires, e com “Edmundo”, que a PF identifica como o delegado Edemundo Dias Filho, também tesoureiro do PSDB de Goiás. “Vai lá no Aredes pra ver o que que tá acontecendo”, ordena Cachoeira, a quem Wladimir se refere como “chefe”. “É, tô indo aqui do Edmundo. Já tô chegando aqui. Vou ligar pro Aredes.” Horas depois, Wladimir retorna com a informação sobre uma atuação policial na região de Valparaíso, no entorno de Goiás. “Não. Tava previsto só essa ação e uma em Val. Ele vai ver, mas não tem nada previsto mais, não. Mas ele vai confirmar isso para mim agora. Só tava previsto isso… essa aí e… GT3 não tá mais previsto pra lá, não em nenhuma ação”.
Numa outra conversa, Wladimir descreve para Cachoeira um diálogo que manteve com Aredes Pires, em que o corregedor de Segurança Pública fala no “governador” ao tratar de um “processo do Edmundo”. “É o seguinte: eu tava com o Aredes aqui, agora, ficamos um tempão. Ele tá tentando pegar os locais pra gente na inteligência agora”, disse Wladimir Garcez. “Aí eu perguntei pra ele o negócio da… o Edmundo. O Edmundo não tá preocupado com isso, não? Ele falou: ‘Não, tá nem um pouco preocupado’. O governador disse que ia resolver para ele. Tá confiando no governador.”
Cachoeira pede então ao ex-vereador que determine a Edemundo Dias Filho a transferência de responsabilidade sobre as operações de repressão ao jogo do GT3 para a Força Nacional. “Liga no celular do Edmundo, rapaz. Vai lá na casa dele”, manda Cachoeira. Em seguida, Cachoeira fala com o próprio corregedor sobre as ações da polícia no combate ao jogo ilegal. Falando como quem tivesse prestando contas, Aredes tenta tranquilizar o contraventor. “Eu tenho que conversar com o pessoal da inteligência de lá. Lá tem um grupo grande que tava fazendo o serviço. Mas num tá previsto pra esse final de semana, não tá”. O chefe da Polícia Civil e tesoureiro tucano negam qualquer relação com o bicheiro. Na análise dos áudios, a PF indica que Cachoeira pagava regularmente aos integrantes do governo Marconi Perillo “para ter acesso a informações de interesse financeiro ou político da organização criminosa”. Além de Aredes, outro chefe da segurança em Goiás comprovadamente envolvido é o coronel Massatoshi Sérgio Katayama, o “Japão”, comandante da PM. Nos diálogos gravados pela PF, o auxiliar de Katayama, conhecido como Ananias, chamava Cachoeira de “chefe”, a exemplo de Wladimir. O empresário do jogo também exercia influência sobre a Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal. O presidente do Detran goiano, Edivaldo Cardoso, também é citado no inquérito da operação.
Cachoeira pede então ao ex-vereador que determine a Edemundo Dias Filho a transferência de responsabilidade sobre as operações de repressão ao jogo do GT3 para a Força Nacional. “Liga no celular do Edmundo, rapaz. Vai lá na casa dele”, manda Cachoeira. Em seguida, Cachoeira fala com o próprio corregedor sobre as ações da polícia no combate ao jogo ilegal. Falando como quem tivesse prestando contas, Aredes tenta tranquilizar o contraventor. “Eu tenho que conversar com o pessoal da inteligência de lá. Lá tem um grupo grande que tava fazendo o serviço. Mas num tá previsto pra esse final de semana, não tá”. O chefe da Polícia Civil e tesoureiro tucano negam qualquer relação com o bicheiro. Na análise dos áudios, a PF indica que Cachoeira pagava regularmente aos integrantes do governo Marconi Perillo “para ter acesso a informações de interesse financeiro ou político da organização criminosa”. Além de Aredes, outro chefe da segurança em Goiás comprovadamente envolvido é o coronel Massatoshi Sérgio Katayama, o “Japão”, comandante da PM. Nos diálogos gravados pela PF, o auxiliar de Katayama, conhecido como Ananias, chamava Cachoeira de “chefe”, a exemplo de Wladimir. O empresário do jogo também exercia influência sobre a Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal. O presidente do Detran goiano, Edivaldo Cardoso, também é citado no inquérito da operação.
Fernando Santis
“Páscoa é a festa da família. É quando se comemora a passagem da escravidão para a liberdade pelos judeus ou a ressureição de Jesus para os cristãos. É tempo de reflexão, tempo de volta para Deus. A Semana Santa é para buscar Deus e não um pretexto para o turismo ou para se empanturrar de bacalhau e ovo de Páscoa”.
A explicação é do padre José Paulo, da Catedral de Santos, para quem o mundo contemporâneo se apropriou de uma das celebrações mais importantes do cristianismo e do judaísmo com seus ideais de consumo. Semelhante ao que aconteceu com o Natal, que se transformou em festa do Papai Noel.
Para o psicólogo e doutor em Ciências da Religião, Waldemar Magaldi, a fé é fundamental para ajudar no processo de ressignificação da vida, na busca do equilíbrio. O homem contemporâneo está confuso. É empurrado pelo mercado a entrar num espiral entre trabalho e consumo e esquece dos valores fundamentais como a família e preservação da individualidade.
As celebrações do Calvário de Cristo, como a realizada em Santos pela Igreja de Nossa Senhora Aparecida, integram os rituais da Semana Santa
“Por causa da busca de dinheiro e para manter o status – como comer bacalhau na Páscoa acompanhado de um bom vinho –, a tradição foi praticamente erradicada do dia-a-dia e sobrou um vazio em seu lugar”, comenta Magaldi. Isso explica a depressão que tomou conta das famílias.
Ao pai, o provedor, ficou a sobrecarga. À mãe, a quem cabia a função de “cuidadora”, sobrou a tarefa de dividir a função de provedora. Assim, os filhos se perderam no trajeto. Sua educação foi “terceirizada”, segundo o psicólogo.
A partir deste ponto de vista, o trabalho é o escravizador, o faraó, e a Pessach (liberação, leia matéria abaixo) se daria somente com uma mudança na compreensão da mensagem da Páscoa, da transformação das relações sociais e familiares. E a paciência é muito importante neste processo de transformação, que exige tempo e dedicação. Há o tempo de colher. Mas, antes, tem o de adubar e plantar. A sociedade do imediato é um desvio, segundo o analista.
Para o também mestre em Ciências da Religião e pastor presbiteriano, Darly Gomes Silveira Filho, a ressurreição de Cristo veio para perdoar a humanidade pelo erro de Adão e Eva, que comeram o fruto proibido no Jardim do Éden. “Foi aí que o pecado entrou em nossas vidas”.
Para ele, crer em Cristo seria o suficiente para que todos os erros sejam perdoados. Darly acredita que o mercantilismo, a Páscoa vista somente como uma oportunidade para viajar e comer ovos de chocolate são distorções propostas pelo Diabo. Mas, adverte que é a sociedade quem aceita ou não os palpites malignos. “A alternativa é voltar para Deus. Esta é a função da Páscoa, voltar para Deus. Somos escravos do pecado”, afirma o pastor.
O frei Claudemir Vialli, da Basílica de Santo Antonio do Embaré, compara o Pessach judaico com a Paixão de Cristo: “Em ambos os casos, se fez uma ressurreição e uma passagem: os judeus escravizados no Egito renascem quando saem da escravidão. Os cristãos têm sua passagem quando são libertos pela atitude de Cristo, entregar-se à morte pela redenção dos pecados da humanidade. A morte é uma passagem. É a volta para Deus”.
O frei acredita que o pensamento contemporâneo, imediatista, é o que gera pessoas individualistas e consumistas. Para ele, a mensagem evangélica tem de ser humanizada. “Evangelizar é humanizar. A Páscoa é a celebração que pretende fazer um ser humano melhor. A pregação deve ser baseada no amor ao próximo”.
É com muita felicidade que informo a vocês que concluí meu curso de formação técnico-profissional na Academia de Polícia Civil no último dia 03 de abril de 2012.
Muitas foram as lutas que travei para chegar até este dia mas a todo o momento sempre tive o apoio e incentivo de todos vocês.
O sonho de ser policial surgiu ainda na infância e percorri um longo caminho até sua concretização.
Prestei 8 concurso seguidos para a Polícia Civil de São Paulo, tendo sido reprovado, em geral na última fase, a prova oral, em 7 concursos.
No 8º concurso, para Fotógrafo Técnico Pericial, fui aprovado com a 4º maior nota do concurso na prova oral, todavia, por motivos que todos vocês conhecem, esse concurso teve justamente sua prova oral anulada.
Iniciou-se então um grande desafio em minha vida: lutar pelo meu sonho, pelo meu Direito, pela minha dignidade ou ficar inerte diante do Estado.
Optei, com o apoio de todos vocês pela primeira opção.
Tal escolha acarretou em diversos dissabores, decepções e tristeza em um primeiro momento, porém, me fez conhecer pessoas maravilhosas, me fez crescer espiritualmente, como homem e como profissional.
Em 03 de abril de 2012 não apenas me formei na Academia de Polícia Civil de São Paulo, mas o fiz em primeiro lugar de uma turma de 90 novos policiais e sendo o único de minha turma a ter artigo acadêmico publicado pela biblioteca daquela casa de ensino (A DISCIPLINA DO PORTE E APTIDÃO PARA O USO DE ARMA DE FOGO POR POLICIAIS CIVIS PAULISTAS)
Como primeiro colocado no curso de formação, recebi meu certificado de conclusão do curso, com média final de 93,17 pontos, das mãos do Dr. Marcos Carneiro Lima, Delegado Geral de Polícia e pude escolher o local onde irei trabalhar.
A partir de segunda-feira, 09 de abril de 2012, assumo meu posto na Equipe de Perícias Criminalísticas SUL, Av. Onze de Junho, 89 – Vila Clementino, zona sul de São Paulo.
Esse triunfo não é apenas meu, mas de todos vocês que sempre me motivaram, aconselharam e não me permitiram desistir ao longo do caminho.
Com isso, deixo aqui consignada minha eterna gratidão a todos vocês!
Muito Obrigado,
Gabriel Silvestre
Fotos da cerimônia de formatura no site da Polícia Civil
Hoje responsável pelo Primeiro Distrito Policial de São José dos Campos, o conhecido Delegado Gilmar Guarnieri está revoltado com a denuncia de prevaricação feita contra ele pelo Ministério Público Estadual.
A notícia foi publicada com destaque pelo jornal O Vale na edição do dia 27 de março último: “Promotoria acusa 3 policiais e 2 delegados de crimes – Justiça de S. José aceita denúncia contra policiais – Grupo é acusado de extorsão e falsidade ideológica, entre outros crimes; advogado alega inocência”.
Gilmar Guarnieri nega qualquer envolvimento e afirma que, à época dos fatos, não estava no 1º Distrito e sim na Delegacia do Idoso, que também respondia, interinamente, pela Delegacia Seccional de São José dos Campos.
Quando tomou conhecimento da matéria do jornal O Vale, estranhou o texto ao lado da enorme foto da fachada da Delegacia, na Praça Afonso Pena, “Entrada do 1º Distrito Policial de São José dos Campos, onde atuavam os policiais e delegados em agosto do ano passado, data em que os crimes teriam sido cometidos, segundo a denúncia.”
“Eles falam em delegados e eu pergunto: Delegados? Quem são eles? Para mim só existia um, o responsável pelo Distrito.”
“Após quarenta anos de Polícia Civil, é terrível enfrentar uma denúncia dessas. Corro o risco de ser afastado, tenho que prestar contas à Corregedoria e à Justiça. Não fui conivente, não prevariquei. Me sinto horrivelmente prejudicado. Exijo que tudo isto seja esclarecido.”
E foi mais longe: “Quando o Senhor Douglas Firme Figueiredo me procurou na Seccional e me contou que estava sendo ameaçado, imediatamente solicitei a vinda do delegado responsável pelo Primeiro Distrito, Rubergil Violante. Na presença da vítima, ordenei ao delegado que tomasse providências e ouvi dele que os marginais seriam procurados e presos. Me dei por satisfeito. O que mais eu poderia fazer como Delegado Seccional?
Acontece que, alguns dias depois, promotores do Gaerco, de Taubaté, estiveram na cidade, prenderam os acusados, mas, não me comunicaram nada.
Estranhamente, estes mesmos promotores me denunciam, afirmando que não tomei providências, que prevariquei.
Mas, como, se a própria vítima, Douglas Firme Figueiredo, afirma que o atendi bem, que viu quando exigi providências do delegado responsável pelo Primeiro Distrito e até me agradeceu?”
Veja a entrevista do Dr. Gilmar Guarnieri
Depoimento da vítima – Fomos procurar o Sr. Douglas Firme Figueiredo que nos atendeu no Posto Samambaia, na Av. Francisco Longo, onde os fatos ocorreram. Douglas solicitou que as imagens não fossem mostradas. Aqui, basicamente, o que ele nos relatou;
“No mês de agosto do ano passado fui informado pela gerente do Posto Samambaia que dois celulares haviam sido furtados e que tudo tinha sido registrado pelas câmeras de vídeo que possuímos.
Dias depois, estava lanchando na padaria, em frente ao Posto, quando a mesma gerente me disse que os homens que tinham levado os celulares haviam retornado e queriam abastecer um carro.
Fui até lá e pedi para um deles que me acompanhasse até o escritório, no andar de cima, lhe mostrei a fita de vídeo onde ele aparece pegando os celulares e pedi que ele devolvesse os aparelhos.
Nesse meio tempo, chegaram os policiais que prenderam o homem que havia ficado em baixo, se dirigiram ao escritório assistiram a fita e prenderam o segundo homem.
Para minha surpresa, os homens que haviam sido presos me procuraram no Posto e disseram que eu teria que dar R$ 20 mil reais para que eles levassem aos policiais que os tinham prendido.
Eu falei que não concordava e que não daria nada. Eles passaram a me ameaçar, afirmaram que iriam explodir o Posto, que já sabiam onde eu morava e que iriam me pegar. Voltaram mais algumas vezes com a mesma exigência de dinheiro.
Me sentindo acuado, resolvi ir à Delegacia Seccional de Polícia, no Jardim Satélite.
Lá, fui bem atendido pelo Delegado Gilmar Guarnieri que prontamente chamou o delegado responsável pelo 1º Distrito, contou a ele o que estava ocorrendo e ordenou que tomasse providências o que me deixou mais sossegado.
No Posto, comentei os fatos com um Capitão da Polícia Militar que me assegurou que tomaria providências.
Tomei conhecimento que os dois caras que levaram os celulares haviam sido presos, mas, para minha surpresa constatei que haviam sido soltos, passando em frente do Posto.
Voltei a apelar ao Delegado Gilmar Guarnieri. Tenho esposa e filho, estou amedrontado. Sinceramente, não sei mais o que fazer.”
Jornal O Vale – Procuramos o jornal O Vale e o editor chefe, Elcio Costa, afirmou que iria consultar o editor de polícia e que depois ligaria ao Delegado Gilmar Guarnieri.
Ministério Público – Como o processo corre em segredo de Justiça, o espaço para o pronunciamento do Ministério Público está aberto e pode ser utilizado assim que decidam os promotores envolvidos na denuncia.
“Entenda o caso:
FURTO – Em agosto de 2011, dois homens teriam furtado dois celulares de um posto de gasolina na região central de São José.
FLAGRANTE – Dias depois, eles voltaram ao posto e foram levados à sala do proprietário,quando viram as imagens das câmeras de segurança mostrando o furto
POLÍCIA – A Polícia Civil foi chamada por um detetive particular, amigo do dono do posto. Os suspeitos foram levados para o 1° DP
EXTORSÃO – Na delegacia, segundo a denúncia do MP, os três policiais civis teriam pedido R $20 mil para não prender os dois homens acusados de furto no posto
DENÚNCIA – O caso acabou sendo investigado pelo Gaeco do Vale do Paraíba, que denunciou os policiais em março deste ano
PROCESSO – A Justiça de São José acatou a denúncia e abriu um processo contra os acusados,que terão que apresentar defesa prévia “
Policial Militar ajudava bando em assaltos a casas
6 de abril de 2012
23h38
FABIANO NUNES
O soldado da Policia Militar Rafael Carlos Rebollo Ragate, de 35 anos, foi preso em flagrante, na tarde desta quinta feira, suspeito de ajudar uma quadrilha especializada em assaltar residências em São Paulo. Ele foi detido logo após a Polícia Civil impedir uma tentativa de assalto em uma residência de alto padrão, na Rua Geraldo Nogueira Cobra, no Butantã, zona oeste. Um assaltante foi morto durante a ação e outros fugiram após troca de tiros com os policiais civis da 3ª Delegacia Seccional (Oeste).
O policial militar era investigado há três meses. Neste período, os agentes descobriram que os criminosos mantinham contato com um PM por celular. O militar era responsável por avisar os assaltantes de uma possível aproximação policial. Dessa forma, os bandidos podiam agir tranquilamente. “A sociedade não aceita que um policial que é contratado para combater o crime passe a auxiliar a bandidagem. A ordem é ser muito rigoroso com esse tipo de desvio. Vamos continuar as investigações para saber se existe o envolvimento de outros policiais com essa quadrilha”, declarou o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima.
Na tarde de quinta-feira, os investigadores descobriram que o grupo atacaria uma residência no Butantã e cercou a região. Um vigia, de 52 anos, que trabalha na região há 25 anos, foi rendido por quatro homens, por volta das 16h, na Rua Geraldo Nogueira Cobra, próximo da Avenida Eliseu de Almeida. Ele foi colocado dentro de um EcoSport, com dois assaltantes, onde ficou sob a mira de uma pistola. Enquanto isso, outros criminosos invadiam a residência.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, após a polícia chegar ao local, dois suspeitos tentaram fugir à pé. Os homens que estavam dentro da residência tentaram pular o muro para escapar pelas casas vizinhas. Neste momento houve tiroteio com os policiais.
Na troca de tiros, Rodrigo Mendes de Souza, de 21 anos, foi atingido. Ele foi levado pelos policiais ao Hospital Bandeirante, onde morreu. Segundo a Polícia Civil, com Souza foi encontrada uma pistola, produto de roubo registrado na Delegacia de São Roque.
Durante a troca de tiros, os outros criminosos, que estavam no EcoSport, também tentaram escapar levando o vigia como refém. Na fuga, entraram na contramão de uma rua, sentido Avenida Eliseu de Almeida, e bateram em uma motocicleta dos Correios. Depois da batida, os bandidos fugiram à pé e não foram localizados. O vigia foi liberado após o acidente, sem ferimentos. De acordo com o relato de testemunhas, outra parte da quadrilha, que estava em um Palio azul, também conseguiu fugir do local.
Após essa ocorrência, o PM foi preso em flagrante dentro do 16º Batalhão da Polícia Militar, no Butantã, ao lado da USP. A equipe de investigação tem provas da participação do policial através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Ele trabalhava na Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas). “Ele nunca ia ao assalto, mas passava informações privilegiadas para os criminosos”, disse o presidente do Conselho de Segurança do Portal do Morumbi, Celso Neves Cavallini. “A atitude dele é revoltante. Ele dizia ao grupo quando a polícia estava a caminho e qualquer policial poderia ser recebido a tiros pelos bandidos. Ele ajudou os criminosos a atacarem residências do Morumbi, dos Jardins e de Pinheiros”, informou Cavallini.
Depois de receber voz de prisão, o soldado Ragate foi acompanhado por um sargento da Corregedoria da Polícia Militar até o Presídio Romão Gomes, na zona norte, onde permanecerá preso. Segundo a PM, após a prisão do soldado, foi aberto um processo disciplinar para investigar a atitude do policial. Ao fim desse processo, que pode durar 90 dias, ele poderá ser expulso da corporação.
Pode ter certeza de que isso é apenas coincidência
O comandante-geral da PM tinha mais dois meses para se aposentar: depois de uma série de reportagens da Band, pediu para sair antes.
O Secretário Antônio Ferreira Pinto queria o comandante do Choque no lugar.
Nomearam o coronel do ABC.
O Ministério Público queria o Felipe Locke como novo Procurador Geral de Justiça. Nomearam o segundo colocado, o Márcio Rosa.
Locke prometia uma devassa na Secretaria de Segurança Pública.
No ano passado todos os dias dois caixas eletrônicos eram explodidos em São Paulo. Sessenta por cento dos casos do Brasil.
A principal quadrilha presa em 2011 tinha participação de PMs.
São Paulo tem mais assaltos proporcionalmente do que o Rio de Janeiro.
O número de furtos nos aeroportos de Congonhas e Franco Montoro subiram 47% no primeiro bimestre.
Uma série de reportagens da Band mostrou que o PCC pagava semanalmente para os policiais do 16 BPM/M.
Ontem foi preso um policial da Rocam que ajudava os bandidos.
No dia quatro de abril do ano passado o Denarc estourou um laboratório de refino de cocaína, apreendeu 290 Kg da droga e outros 10 Kg de crack em um clube de campo de Oficiais da Polícia Militar.
Logicamente os bandidos não sabiam onde estavam.
No mesmo dia, a PM divulgava uma gravação antiga de uma mulher que denunciava que um policial militar estava executando uma pessoa dentro de um cemitério.
A execução ganhou destaque na imprensa e a apreensão de drogas no Clube de Oficiais da PM ficou em segundo plano.
O terceiro colocado na lista tríplice do Ministério Público, Mário Papaterra Limongi, e dois desembargadores aposentados foram sondados para assumir a Secretaria de Segurança Pública no fim de semana passada.
Isso, logo após uma série de reportagens da Band.
Os três declinaram.
Em um café da manhã no último domingo um delegado de Classe Especial foi sondado para assumir a delegacia geral.
Aceitou somente após a troca do atual secretário.
Também após uma série de reportagens na Band.
Reportagens da Band, do Agora e da Folha de S. Paulo mostraram que as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública sempre tem crimes a menos, nunca a mais.
Por fim, o aposentado coronel Telhada – acompanhado do filho: Tenente da ROTA – ao deixarem o Palácio dos Bandeirantes, ontem, no momento em que policiais civis prendiam o policial da ROCAM do 16º PM , intervieram numa ocorrência de sequestro de uma mulher ; auxiliados pelo Homem Aranha e guarnições do mesmo 16º Batalhão do Morumbi.
O Telhada , imediatamente, foi entrevistado pelo Datena; aproveitando do espaço para auto-elogios e mandando um recado (sugesta ) àqueles que pretendiam denegrir sua imagem.
O policial militar Rafael Carlos Rebollo Ragate, 35, foi preso na noite desta quinta-feira (5) sob suspeita de colaborar com quadrilhas de ladrões que roubam casas de alto padrão na zona oeste de São Paulo. Entre os alvos estavam os bairros dos Jardins, Butantã e Morumbi.
Ragate é integrante da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motos) do 16º Batalhão, onde foi preso por policiais civis acompanhados da Corregedoria da PM. Ele já foi transferido ao presídio Romão Gomes, da PM, onde vai aguardar a conclusão das investigações.
O soldado, que estava na PM desde 2003, era monitorado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM havia quase três meses.
As investigações apontam que ele usava informações privilegiadas sobre o patrulhamento da Polícia Militar nos bairros da zona oeste para indicar quais os melhores dias e horários para que os ladrões pudessem cometer crimes. INVESTIGAÇÃO
Policiais do 89º DP (Portal do Morumbi) descobriram que suspeitos de integrar quadrilhas sempre ligavam para um celular antes de ocorrerem roubos de casas.
Por meio de escutas autorizadas pela Justiça, policiais da 3ª Delegacia Seccional constataram que o interlocutor ficava responsável por avisar sobre uma possível aproximação da polícia.
O policial foi ligado a um roubo ocorrido em uma casa dos Jardins no dia 2 de março. Na ocasião, ele consultou na central da PM informações sobre a placa de um carro e o RG de uma vítima.
Com o monitoramento telefônico, a polícia obteve a informação de que ocorreria um novo assalto, desta vez na rua General Nogueira Cobra, no Butantã.
Policiais foram até a casa na tarde de ontem. Ao perceberem a presença da polícia, dois suspeitos tentaram fugir a pé e houve tiroteio. Rodrigo Mendes de Souza, 21, foi socorrido ao hospital Bandeirante, onde acabou morrendo.
Com ele os policiais apreenderam uma pistola. O outro suspeito conseguiu fugir.
Testemunhas informaram que havia mais assaltantes esperando do lado de fora. Eles renderam um vigia de 52 anos e o mantiveram dentro de um EcoSport. Ao verem a polícia chegando, tentaram fugir, mas acabaram batendo em uma moto dos Correios e fugiram a pé. Ninguém foi preso.
Com base nas escutas, os policiais civis foram até o 16º Batalhão e prenderam Regate em flagrante.
O caso foi registrado no 15º DP (Jardins), mas a investigação será feita no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) pela delegada Beatriz Bravo Henrique.
Regate deve ser indiciado sob suspeita de roubo, receptação e formação de quadrilha. Ele também enfrenta processo interno na PM que pode levar à sua expulsão.
A PM disse que vai aguardar a conclusão das investigações para se pronunciar. Nenhum advogado ou parente de Regate foi localizado pela reportagem na tarde desta sexta-feira. CONSEG
“Fomos pegos de surpresa, nem desconfiávamos de que um policial estaria envolvido em roubos a residência na região” disse Júlia Rezende, presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) Morumbi.
Apesar de achar que a prisão é uma medida positiva, Rezende não acredita que o problema será reduzido na região. “Vimos que as ocorrências de roubos, assim como os casos de arrastões a condomínios, estão pipocando também em outros bairros, então serão necessárias outras ações da polícia”, diz.
Alckmin escolhe segundo mais votado para chefiar Promotoria
DE SÃO PAULO
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o procurador de Justiça Márcio Elias Rosa, segundo mais votado, para chefiar o Ministério Público do Estado.
A lei permite que o governador escolha qualquer um dos três procuradores de Justiça que concorreram na eleição do Ministério Público, não necessariamente o mais votado.
O mais votado na eleição interna do último dia 24 foi o candidato da oposição, procurador de Justiça Felipe Locke Cavalcanti, que recebeu 894 votos e superou o candidato da situação, Márcio Rosa, que foi votado por 838 eleitores.
O procurador de Justiça Mário Papaterra Limongi, também da oposição, conseguiu 445 votos no pleito.
Tradicionalmente, o governador indica para o cargo o mais votado na eleição interna, em respeito à vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público.
A última vez em que o mais votado não foi o escolhido foi em 1996, na gestão de Mário Covas (PSDB).
Marcelo Justo – 24.mar.2012/Folhapress
O procurador de Justiça Márcio Elias Rosa, escolhido por Alckmin
INDEPENDENTE
Locke apresentou-se na campanha como candidato de oposição, “independente” em relação aos grupos do atual procurador-geral, Fernando Grella, e dos antecessores dele, liderado pelo ex-procurador-geral e ex-secretário de Justiça Luiz Antonio Marrey.
“Lutamos contra duas forças tradicionais e fizemos uma campanha de altíssimo nível. Agora vamos aguardar com serenidade a escolha do governador”, disse Locke após a apuração.
A candidatura de Locke foi apresentada após ele ter exercido dois mandatos como representante da classe no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em Brasília.
O mandato do procurador-geral de Justiça é de dois anos, com a possibilidade de uma reeleição. Fernando Grella deixará o cargo após chefiar por duas gestões.
Acredite se quiser: estrelando o Governador Geraldo Alckmin.
A TV Bandeirantes durante toda a semana passada, em brilhantes reportagens do Repórter Sandro Barbosa mostrou o caos da Segurança pública.
A inapetência e incompetência de seus dirigentes.
Mostrou que Policiais Militares com mandado de prisão expedido contra si, continuavam trabalhando normalmente, mostrando a prevaricação criminosa de seus comandantes e da própria corregedoria da policia militar.
Mostrou a farsa do cidadão que foi morto por Policiais da ROTA sob a alegação de que perpetrava um ataque contra o Batalhão Tobias de Aguiar, mostrou ainda uma Delegada de Policia sendo ameaçada por Policias Militares, por investigá-los. Mostrou inocentes mortos por Policiais Militares.
Somente para que não haja confusão, deixo claro que em minha opinião, se um marginal reagir a policia tem o direito e obrigação de revidar em defesa própria e da sociedade. Agora, execução não!
E o que houve com todas as reportagens?
Silêncio sepulcral por parte do Governador e do Secretário de Segurança que tinham e tem a obrigação de vir a público se explicar.
Por ter repercutido uma noticia, legítima e constitucionalmente amparado, o Delegado Conde Guerra foi demitido.
Por haver tirado um juiz bêbado das ruas, o Delegado Frederico foi demitido.
O delegado Carlos Andrade não teve sequer a denúncia contra si recebida e foi demitido.
O juiz grafado em minúscula não é erro de digitação, é que um juiz que dirige bêbado, não merece ter seu título em maiúsculas, pois denigre todo o Poder Judiciário.
O Governador com certeza ouviu e viu toda série de reportagens ou alguém lhe informou e providência adotou?
O silêncio total.
Talvez aguardando que a matéria caia no esquecimento e a população continue a mercê de bandidos e o que é pior, de uma minoria fardada.
Pelo visto na reportagem, o único intuito da administração superior é evitar o desdobramento de investigações e isso está claro quando uma Delegada é afastada da presidência do inquérito que poderia demonstrar claramente a trama armada.
A Policia Civil está sendo dia-a-dia emasculada pelo Secretário de Segurança Pública e o Governador queda-se, como é de seu caráter, inerte e silente. Mas com certeza isso terá um preço a ser pago.
E certamente não será barato.
Comenta-se que o Governador não demite o secretário de Segurança Pública e o de assuntos penitenciários por medo de rebelião nas cadeias do estado. Eu, particularmente acho isso impossível, pois acreditando nas palavras do próprio Secretário “o PCC foi extinto”, existindo apenas uns 30 elementos devidamente segregados.
Ora, ou mentiu para a opinião pública o Secretário, ou mente para o Governador, porque as duas coisas não podem ocorrer.
Desde o inicio do ano já ocorreram mais de 500 arrastões em São Paulo, hoje mesmo houve mais um e um Policial Militar foi covardemente assassinado, somente por terem visto sua farda.
Policiais hoje sejam civis ou militares são como patos em estandes de tiro ao alvo.
Está provado que a segurança pública está falida, que motivos levam o Governador a não mudar o comando da pasta?
Será que o único homem competente em todo estado de São Paulo é o secretário Ferreira Pinto?
Qual a sua experiência como policial para dirigir a pasta?
Ter sido Policial Militar?
Ser Procurador de Justiça?
Ou ter a confiança irrestrita do Governador?
Senhor Governador, a população está morrendo!
A Policia Civil está dia-a-dia sendo desmantelada!
Até quando Vossa Excelência irá permitir isso?
Até a próxima eleição?
Vossa Excelência tem a obrigação, pois embora esteja Governador do Estado, é funcionário público e como tal deve satisfações ao povo que em última instância é seu patrão.