Desde a morte dos 9 (nove) indivíduos por integrantes da ROTA, no ultimo dia 11 (onze) de setembro tenho ouvido comentários – no mínimo – infantis, tanto do lado de quem defende o governo do PSDB, quanto do lado de quem, supostamente, defende os “direitos humanos”. Ao contrário, até o momento ouvi e li poucos artigos de raras pessoas que realmente compreenderam a grave situação vivenciada pela população de São Paulo, nos últimos anos, o que me torna mais apreensivo ainda… A morte daqueles 9 (nove) indivíduos, marginais ou não, não pode ser considerada como mero resultado duma briga entre “PCC” e “PM”, tampouco duma briga entre indivíduos totalitaristas encastelados no governo Alckmin e defensores dos direitos humanos. Na verdade se trata do retrato fiel do resultado da política de segurança pública praticada em São Paulo, nos últimos 20 (vinte) anos. Isso porque, na verdade, não se pode falar numa política definida de segurança pública no estado de São Paulo no mesmo período. Digo isso porque devemos levar em consideração que o mesmo partido político ocupa o governo desde a metade dos anos 90 (noventa) e assim forçoso concluir que: (i) ou nunca houve uma política de segurança (como quero crer), ou (ii) se houve, equivocada foi desde o início e insistência em sua manutenção não se revela como ato inteligente e sensato. Ora, até hoje, em São Paulo e no Brasil, de um modo geral há duas polícias: militar e civil, portanto, com dois comandos distintos, o que, sob o ponto de vista estratégico, jamais funcionou e jamais funcionará… Primeiramente, deveria haver um único comando, que talvez, no modelo atual, pudesse ser exercido pelo Secretário de Segurança Pública, mas que evidentemente não o é – ou se é, infelizmente de forma transversa e equivocada. Totalmente desorganizada e tragicamente violenta. Pois bem, pelo que se sabe, a função da Polícia Militar é a prevenção, ou seja, o policiamento preventivo executado por homens uniformizados (fardados), que inclusive são educados e treinados em doutrina militar, para dar pronto atendimento à população, conferindo-lhe sensação de segurança, o que já não mais ocorre… De outro lado, à Polícia Civil incumbiria o policiamento repressivo, ou seja, após o crime, a Polícia Judiciária seria acionada para investigar, apurar e reprimi-lo, prendendo os criminosos e fornecendo provas para que o Ministério Público pudesse denunciá-los, subsidiados de argumentos tais, que o Poder Judiciário os pudesse condenar a severas penas, mas isso tudo também não ocorre… Hoje o que temos é uma polícia militar mal preparada, sub-remunerada, majoritariamente composta por praças, que embora valorosos em sua grande maioria, também possuem em suas fileiras matadores cruéis e inclementes. Sob o ponto de vista de seu comando, pode-se dizer que é exercido por uma “elite” de oficiais formados pelo “Barro Branco”, bem remunerados, porém pressionados, de um lado pelos interesses políticos do Governo (do partido político que hoje exerce o poder no governo) e de outro por seus próprios interesses: as vantagens peculiares de suas carreiras. Já a Polícia Civil encontra-se abandonada pelo governo. Com suas fileiras compostas por operacionais sub-remunerados, seu comando é exercido por Delegados de Polícia, a quem não se pode atribuir remuneração adequada. Carente de salários dignos aos seus integrantes, das bases ao comando, também carece de recursos humanos e materiais, totalmente abandonada que foi nos últimos 20 (vinte) anos. Prova disso são as “centrais de flagrante”… Na verdade, como não são realizados concursos públicos, em velocidade compatível com as mortes, aposentadorias, exonerações e demissões do efetivo regular, cada vez mais o número de policiais civis diminui. E não é só, pois devido as precárias condições e aos baixíssimos salários, muitos policiais concursados abandonam a carreira na própria academia de polícia, quando tomam conhecimento da dura realidade funcional. Outra parcela, não desprezível, também abandonará a carreira nos primeiros meses ou anos de profissão, porque a iniciativa privada ou outras esferas de poder público se revelam muito mais promissoras que a Polícia Civil de São Paulo. Dezenas, para não dizer centenas de policiais, de cargos como o de Delegado, Escrivão, Investigador, etc., quando podem abandonam suas carreiras para prestarem outros concursos em outros estados (quando são realmente vocacionados para exercer atividade policial) ou então prestam concursos para o Ministério Público, para a Magistratura, porém debalde, pois nesses últimos dois tipos de concursos, acabam malvistos, simplesmente porque foram policiais. Outra parte significativa parte para a advocacia (quando possui formação jurídica) e o restante se vira como pode, no comércio, ou na prestação de serviços, muitas vezes na área de segurança privada. Quanto aos que não abandonam suas carreiras, muitos são obrigados a enfrentar duplas ou triplas jornadas de trabalho (à exemplo dos praças da PM), em “bicos” de segurança privada, para dessa forma reforçarem seus parcos vencimentos. Daí porque se criaram as centrais de flagrante: não há policiais suficientes, nem na Capital nem no interior. Não há como promover-se investigações nessas condições e esse descaso das autoridades contribui, em muito, para a corrupção que se forma, tanto na Polícia Militar, quanto na Civil, senão vejamos: Sobre a Polícia Civil há quem diga que é letárgica e corrupta, porque permite que crimes ocorram “nas suas barbas”, pois não é raro ver bancas de jogo do bicho, maquinas caça níqueis e inferninhos funcionando próximos à Delegacias de Polícia e batalhões. Aliás, há pouco, paranoicos viciados em crack perambulavam nas cercanias da Delegacia Geral de Polícia, da Rota, da Cavalaria… No meio policial, se critica a postura do comando da Polícia Civil e a disputa por cadeiras em departamentos e por delegacias melhores… Se atribui a atual situação à acomodação dos delegados que se preocupam mais com seus postos, que com as condições de seus subordinados… Mas, na prática o que há é a falta da e efetivo. De Escrivães (o atual Secretario, para a Veja se referiu a eles como sendo o “gargalo” da instituição), de Investigadores e de Delegados, o que forçou a Delegacia Geral a adotar um plano de contenção, com o fechamento dos plantões policiais dos distritos e com a criação das tais centrais, para melhor aproveitar a escassa mão de obra. Na prática hoje a Polícia Civil não tem como investigar, simplesmente porque não há efetivo e o que há, de forma sacrificada é empregada nesses poucos plantões (centrais) e se a situação da Capital é tenebrosa, o que se dirá do interior e litoral? Pior ainda? Não é raro, no interior, no litoral e na grande São Paulo, ao visitarmos uma delegacia de polícia, deparamo-nos com funcionários da prefeitura municipal local, que são cedidos à Polícia Civil e exercem atividades de escrivães ha-hoc. Isso sem contar que muitas vezes existem indivíduos (tanto no interior, quanto na capital) exercendo atividade semelhante, porém em auxilio aos investigadores. São os denominados informantes ou “gansos” que não raras vezes transitam à bordo de viaturas, usam armas de fogo e se apresentam como policiais. Aliás, essa prática é objeto de preocupação pela Corregedoria Geral de Polícia, que diga-se de passagem, hoje se encontra subordinada diretamente ao gabinete do secretario e nem por isso a situação melhorou na Polícia Civil… Enfim, o atual quadro da instituição que deveria reprimir o crime é totalmente decadente. Asfixiada pelo governo, a Polícia Civil Paulista padece de efetivo, de salários, de recursos e de apoio da sociedade, que simploriamente a acusa de ser corrupta, inerte, etc. Então o Secretário e o Governador se socorrem de sua tropa de policiais militares para atividades de repressão, simplesmente porque a tropa militarizada é mais fácil de manobrar que a civil… O PSDB vem utilizado da PM como se fosse o seu exercito particular. Como no passado os Coronéis da Guarda Nacional se utilizavam de seus capangas e jagunços para, além de coibirem o crime, a reboque perseguir seus adversários políticos… Lógico que chacinas e homicídios como os que ocorreram no ultimo dia 11 são muito graves, mas não são mais graves que as mortes dos Policiais Militares e Civis ocorridas à mando duma instituição criminosa, a tal facção armada, que por medo, o governo paulista se recusa a pronunciar o nome: Primeiro Comando da Capital. As entidades de “direitos humanos” gritaram e espernearam com a matança pela PM, dos integrantes do tribunal oblíquo do PCC, mas nada disseram sobre a caça a policiais promovida pelos marginais. Antes preferem dizer aquelas mesmas “balelas” de sempre: que violência somente atrai violência, etc. Mas essa retorica é tão equivocada quanto aquela do Governador de dizer que só morreu quem reagiu… Mentira, pois se assim fosse, a pericia não teria constatado disparos promovidos apenas por dois indivíduos, dos nove abatidos… Partindo-se do princípio que o governador estava certo, então se pergunta: e os outro sete (incluindo o réu do tribunal de exceção)? Morreram porquê? Eis a verdade: Se o comando da segurança pública fosse exercido de forma técnica, as mesmas informações que supostamente chegaram à ROTA, também deveriam chegar à Polícia Civil, que inclusive mantém uma divisão no DEIC, com objetivo de enfrentar e reprimir ações de facções criminosas e que ao que consta vem realizando excelentes trabalhos. Certamente o resultado seria mais promissor que a simples execução daqueles meliantes… Mas, a ROTA, ao capitanear a ação de repressão, que não é a sua atividade fim, acabou por revelar o que pretende o governo: o desejo de mandar ROTA matar bandidos, para dar uma satisfação à sociedade, pois é época de campanha eleitora e o candidato do PSDB vai mal nas pesquisas, poias a maior causa de descontentamento da população, com o partido político atualmente no governo, juntamente é a segurança pública…. O desejo de mandar a PM para a rua para mostrar ao eleitorado que não abandonaram a segurança pública e a população à própria sorte. O desejo de matar os integrantes da tal facção criminosa, para dizer que com eles não fazem acordos, como que não é verdade… Eis, portanto, o pano de fundo da matança do dia 11 p. passado. Dar uma satisfação à população e acalmar a tropa, já revoltada com as ações dos marginais e a inércia do comando, expondo-os cada vez mais à sanha assassina do PCC. Mas isso tudo não resolve o problema, porque, na prática, policiais militares estão revezando o uso de coletes balísticos, pois não há suficientes, eis que não adquiridos em tempo inferior ao vencimento dos existentes. Não resolve, porque em razão da baixa remuneração, policiais militares e civis continuam trabalhando em “bicos” de segurança, locais quase sempre escolhidos pelos criminosos para a realização dos covardes assassinatos. A matança de marginais não resolve o problema, porque, para desarticular-se a tal organização, facção ou quadrilha, melhor seria um trabalho prévio de investigações, dentro e fora de presídios, inclusive para identificação de integrantes e desarticulação de suas estruturas de apoio, financeiro e logístico. Mas é assim: quando as ações dos marginais ocorrem fora dos presídios, o governo manda a PM resolver e quando ocorrem dentro, então fazem acordo para conter as rebeliões, consoante confessado por ex-secretário da SAP. A matança da PM é errada, como é errada a matança dos marginais. É errado permitir-se a existência de tribunais clandestinos de justiçamento, bem como a existência de facções criminosas controlando presídios, como é errado a manutenção de grupos de extermínio ou de esquadrões da morte, que não tardaram a ressurgir, diante da falta de política de segurança pública que acomete o estado de São Paulo, como endemia incurável. A solução para esses problemas seria o pesado investimento de recursos na área de segurança pública, porém, enquanto o PSDB continuar no governo, isso não ocorrerá, simplesmente porque segurança pública nunca foi, não é e nunca será prioridade aquele partido e de seus integrantes.
Juízes federais param atividades no Sul para debater e exigir salário de R$ 28,3 mil 14
Renan Antunes de Oliveira Do UOL, em Florianópolis
Cerca de 70 dos quase 300 juízes da Justiça Federal da 4ª Região (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) paralisaram as atividades na tarde desta segunda-feira (17) para exigir uma “política de remuneração condizente” – na prática, eles querem aumento imediato de 28,6%, índice que, segundo eles, reporia a inflação do período 2005-2012.
Os juízes estão reunidos nesta tarde em salas de audiência virtuais e outras dependências do Judiciário nos três Estados, conectados via internet. A coordenação ocorre em Florianópolis. A delegada da Associação dos Juízes Federais em Santa Catarina, juíza Janaina Cassol Machado, titular do 4ª Juizado Federal Cível, preside a mesa virtual.
Participam juízes de Paranaguá, Itajaí, Curitiba, Caxias do Sul, Joinville, Blumenau, Lageado, Porto Alegre e Uruguaiana. Eles manifestam descontentamento com o STF por não encaminhar ao Congresso o pedido de reajuste.
Janaína conduz a pauta: “Nós precisamos de ação concretas. Nós estamos na carreira há dez anos, e todos os anos zeramos nossa mobilização sem sucesso. Temos que ir além das medidas de diálogo, precisamos fazer acontecer, precisamos dar vazão ao que ninguém mais aguenta”.
Ela disse que na semana passada a movimentação era apenas em Santa Catarina. “Agora já está em toda 4ª Região”. A juíza Janaína reclama que o subsídio de um juiz federal é de R$ 22 mil brutos e 15 mil líquidos. Com o reajuste pedido por eles, o salário bruto iria para R$ 28,3 mil. “Estamos sem reajuste desde 2005. E a reposição da inflação está prevista na Constituição, artigo 37.”
Ela mesma pergunta: “Um cidadão reclama para um juiz, bota na nossa mão alguma coisa que está na Constituição. Quando a Constituição não é cumprida para o próprio juiz, como ficamos?”.
“Não precisamos esperar mais”
Pelo link de comunicações, diversos juízes falaram. Um deles disse que “menos do que 28,6% é inaceitável”. Um juiz de Itajaí interrompeu Janaína e disse “Não precisamos esperar mais. A 4ª Região tem que ser a ponta de lança deste movimento.”
Ele propôs que “os juízes da quarta região não participem dos mutirões de Conciliação”. Uma juíza de Curitiba falou depois do de Itajaí. Ela quer que os juízes deixem de administrar cursos e outras atividades administrativas, que não são obrigação dos juízes, “e pelo qual não recebemos nada. Então eles (a cúpula do Judiciário) não vão mais nos cobrar a medida vai fazer a cúpula do Judiciário sentir que não é fácil”.
Segundo os magsitrados, os “Cinco pontos para valorizar e garantir a independência dos juízes federais” são: 1 – reposição integral; 2 – implantar a simetria; 3 – adicional por tempo de serviço; 4 – auxilio moradia; e 5 – pagamento do passivo de auxilio alimentação.
“É preciso dizer que nos últimos quatro anos o STF apresentou os projetos (de reajuste) ao Congresso e eles não são deliberados”, afirmou o juiz João Batista Lazzari, da 1ª Vara Criminal da Capital.
Major Olímpio – Voltem a se armar! 14
Deputado Major Olímpio fala sobre as mortes de mais 3 policiais, e do encaminhamento da moção para pedir alterações no Código Penal e no Código de Processo Penal.
Polícia Civil: uma polícia velha, cansada e desmotivada 30
Nossa Região
Polícia Civil do Vale acumula déficit de 572 profissionais
Policial civil durante blitz em São José. Foto: Raquel Cunha
Falta de concursos públicos, aposentadorias, e baixos salários estão entre os motivos para o esvaziamento
Wilson Silvaston São José dos Campos
Falta de concursos públicos, aposentadorias e abandono de carreira estão entre os fatores que levaram a um déficit de ao menos 572 profissionais da área de Segurança Pública no Vale do Paraíba, entre delegados, investigadores, escrivães e peritos da Polícia Civil. De acordo com o Sipesp (Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de São Paulo), atualmente existem 1.430 servidores trabalhando na região, o equivalente a um policial para cada 1.612 habitantes. A entidade indica que seriam necessários pelo menos um adicional de aproximadamente 40% no quadro de profissionais, para atender os 2.305.758 habitantes das 39 cidade da RMVale. “É inconcebível que uma região importante como o Vale do Paraíba, que serve de ligação entre as duas principais cidades do país, trabalhe com um efetivo reduzido”, afirmou João Batista Rebouças, presidente do Sipesp.
Jacareí. Das seis seccionais da região, a mais carente de efetivo é a de Jacareí, cuja área compreende ainda as cidades de Igaratá, Santa Branca e Paraibuna. “Além das aposentadorias, muitos colegas pediram transferências para outras áreas, o que acabou reduzindo consideravelmente no efetivo”, contou um investigador, que pediu para não ser identificado. O resultado da defasagem de policiais pode ser visto nos resultados: 76% dos homicídios registrados na cidade de janeiro a julho deste ano não foram solucionados, de acordo com dados do Deinter1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). De acordo com George Melão, presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados da Polícia Civil) o efetivo da Polícia Civil do Estado é o mesmo desde 1994. “A polícia está com o mesmo quadro desde então, enquanto, a população de cresceu cerca de 26% no período.”
Salários. Outra explicação para a queda do efetivo são os baixos salários oferecidos pela carreira. A média salarial dos investigadores no estado é de R$2.900. “O salário não atrai novos candidatos e quem tá dentro acaba prestando concurso para outras áreas do serviço público. O resultado: uma polícia velha, cansada e desmotivada”, disse Rebouças. Além de mais concursos e melhores salários, o sindicato sugere que as seleções sejam feitas por região. “Hoje o cidadão presta concurso e não sabe em que região do Estado irá trabalhar. O ideal seria que as pessoas fossem alocadas na região em que moram.”
RAIO-X
Vale do Paraíba 1.430 Policiais Civis / população 2.305.758
São José dos Campos 396 Policiais Civis / população 643.603
Taubaté 260 Policiais Civis / população 283.899
Jacareí 152 Policiais Civis / população 214.223.
Outro lado
Governo promete mais contratações Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que os investimentos em segurança no estado passaram de R$2 bilhões em 1997 para R$11,9 bi em 2011. A nota diz ainda que a RMVale recebeu 32 novos investigadores no início do ano e que já estão autorizados a realização de concursos para agente de telecomunicações, papiloscopistas e auxiliares e agentes policiais.
Promotor afirma que todo o sistema carcerário está dominado pelo PCC -Primeiro Comando da Capital 30
Execuções do PCC no ‘tribunal’ são diárias
- 15 de setembro de 2012 |
- 23h30
RICARDO BRANDT, DE CAMPINAS
Em 2001, após o Primeiro Comando da Capital (PCC) organizar sua primeira rebelião em série nos presídios paulistas, o promotor de Execuções Penais e corregedor do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, Herbert Teixeira Mendes, alertava as autoridades sobre a força crescente da facção. Hoje, mais de dez anos depois, ele afirma, em entrevista ao JT, que todo o sistema carcerário está dominado pelo PCC e que sentenças de morte são dadas diariamente pelos criminosos.
“Tribunais do crime”, como o ocorrido em Várzea Paulista, que resultou na operação da Rota com nove mortos e cinco presos, são uma exceção? O julgamento choca mais porque mostra uma audácia. Ele fere porque humilha, mas há julgamentos a todo momento. São eles ajustando contas entre si, ou punindo outros criminosos, ou criminosos que delatam. Essa caricatura chama mais a atenção, ela mostra certa ousadia. Não vou entrar no mérito desse caso, mas execuções acontecem diariamente. Recebo mensalmente atestados de óbito com instrumento perfuro contundente no crânio.
Facções criminosas existem em sistemas prisionais pelo mundo. O PCC difere da realidade de outras prisões? Sim. Eles não atuam só no interior dos presídios. O sistema deles de arrecadação, de cometimento de crimes, de obtenção de dinheiro, tanto é no interior dos presídios como fora. É uma espécie de franchising.
Desde 2006, quando houve outra megarrebelião e os ataques em série no Estado, o que aconteceu com o PCC? Passou a existir um acompanhamento contínuo pelas instituições estatais, mas isso não diminuiu a atividade criminosa. Não existe nenhum dado de redução do tráfico de drogas. Ocorre a tentativa de barrar operações ousadas contra o Estado.
E as condições internas dos presídios melhoraram desde a consolidação do PCC como grupo dominante dos presídios? Pioraram. Até 2006, São Paulo investiu na criação de vagas. Não foram criadas vagas de 2006 até agora no mesmo ritmo de a partir de 1995. Por baixo, hoje os presídios estão 30% mais superlotados do que em 2006.
Então, por que o PCC não faz mais rebeliões? Porque estão interessados em ganhar dinheiro. Se especializaram, como as grandes facções criminosas, em ter maior poder econômico.
Por que não há um enfrentamento do Estado para desarticular a facção? O Estado tem dificuldade. Percebo que há empenho de controlar o grupo ao máximo possível. Uma ação para desestabilizar ou realmente acabar é difícil. É uma ação de longo prazo, que tem de ser permanente e é muito desgastante.
Guerrilha urbana decretada pelo PCC : Sargento da PM é executado no Parque São Paulo 47
Um sargento da Polícia Militar (PM) de Araraquara foi executado com dez tiros por volta das 23h30 deste sábado (15) no Parque São Paulo, Zona Leste da cidade.
Segundo informaçoes preliminares, o Sargento Simões fazia um ‘bico’ em uma pizzaria do bairro. Ao terminar o turno, ele saiu para pegar sua moto e ir embora quando foi surpreendido com dez tiros. O resgate foi chamado, mas ele foi encontrado morto.
A polícia ainda não tem informações nem características dos responsáveis pelo crime.
ESTADO DE ALERTA – Na sexta-feira (14), um soldado de São Carlos foi morto com seis tiros quando saía de uma atividade extra. Lá, a polícia negou indícios de ataque do crime organizado, que tem provocado pânico em outras cidades de São Paulo, como Bragança Paulista e Piracicaba. O subcomandante da PM em São Carlos, o major Paulo Wilhelm de Carvalho, disse que a polícia não entraria em alerta porque não tinha elementos de que se tratava de uma executação por parte de facção criminosa.
No entanto, no mesmo dia, o capitão Vagner Prado, comandante da PM em Araraquara, em entrevista ao portal k3, disse que Araraquara estava em alerta e que a PM estava pronta para a guerra urbana.
Neste sábado, o motorista de uma BMW atirou uma bomba contra guardas civis no Centro de Araraquara depois de perceber que seria multado por não usar cinto de segurança. O artefato atingiu e feriu o motorista de uma moto, mas ninguém ligou o caso a um ataque.
http://www.portalk3.com.br/Artigo/policia/sargento-da-pm-e-executado-no-parque-sao-paulo
“Desabafo de um merda de um policial (porque é isso que me sinto sendo funcionário público do Estado de São Paulo, porque é isso que o Estado faz eu sentir). 39
PMs através de carta protestam contra o sistema após morte de policial
fonte: São Carlos Dia e Noite
A morte do soldado Marco Aurélio de Santi da 1º Companhia da PM de São Carlos, provocou a revolta de alguns colegas de farda que aproveitaram o momento e enviaram a alguns repórteres da cidade uma carta criticando o comando, o Governo do Estado e políticos em geral quanto as condições de trabalho e legislação vigente no país. A carta não está assinada. Leia na integra a carta e tire a sua conclusão:
“Desabafo de um merda de um policial (porque é isso que me sinto sendo funcionário público do Estado de São Paulo, porque é isso que o Estado faz eu sentir).
Parabéns governador, parabéns PSDB (partido dos últimos governadores do estado de São Paulo), parabéns deputados e senadores (acho que até a Presidenta da República tem sua parcela de culpa nessa situação), vocês conseguiram acabar com a segurança pública do nosso estado (os governadores administrando mal nossas instituições e os deputados e senadores fazendo leis cada vez mais brandas, favorecendo cada vez mais os bandidos e as pessoas desonestas desse país).
Você tornaram as nossas vidas (e de nosso familiares, mulheres, filhos, pais, irmãos) insuportável, um verdadeiro inferno.Vocês acabaram com nossas instituições (Polícia Militar e Civil), reduzindo o nosso efetivo a um número tão ridículo, mas tão ridículo, que não conseguimos sequer nos proteger dos ataques dos criminosos.
Obrigado também por massacrar nossas famílias com nossos salários indignos, principalmente porque não temos condição de morar em locais melhores e mais seguros e porque necessitamos fazer nossos bicos para complementar nossa renda miserável, e com isso acabamos por nos expor mais, nos tornando vulneráveis as ações dos bandidos do PCC. Muito obrigado aos políticos em geral e uma boa parte da população que apóia de certa forma essa má administração, de forma passiva, assistindo as desgraças de camarote, sem cobrar nada do estado (as pessoas mal atendidas nas repartições públicas e não reivindicam nada do estado, dos políticos).
Hã ! obrigado também governadores do PSDB do Estado de São Paulo por terem sido incompetentes ao longo desses últimos anos, graças a vocês, hoje o nosso colega PM Santi foi atacado e morto covardemente por criminosos.
Vocês são culpados da sua morte e da morte dos outros policiais vítimas dos ataques dessa facção criminosa que vocês ajudaram a criar, por serem inaptos.
Não posso esquecer de ressaltar também que não só os policiais são vítimas desses bandidos mas toda a população vem sofrendo com o descaso na segurança pública ao longo dos últimos anos.
Nós policiais precisamos basicamente de duas coisas, para ontem:
1-Um salário digno (para não precisarmos mais fazer bicos, se dedicando exclusivamente ao trabalho policial).
2-Melhorar nosso efetivo
Peço encarecidamente a todos que tiverem acesso a essa carta que divulguem essa mensagem na imprensa (falada, escrita, na internet e se possível, principalmente através da imprensa, que se faça chegar essa carta até o governado ou seus assessores para que eles tomem alguma providencia). Tenho certeza que com o apoio da imprensa e da sociedade poderemos reverter essa situação.
Moral da história: o “irmãozinho” ainda mereceu a solidariedade da Administração; em vez da “via rápida” para o desemprego, recebeu Ciretran para refazer as finanças 12
SP: delegado que agrediu cadeirante em 2011 é preso por falsificação
15 de setembro de 2012 • 14h36 • atualizado às 14h43
CÍCERO AFFONSO
- Direto de Presidente Venceslau
O delegado Damásio Marino foi preso na madrugada deste sábado sob a acusação de participar de uma quadrilha que adultera e falsifica documentação, principalmente de veículos importados. Marino, que respondia pela Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Presidente Venceslau (SP), foi condenado em agosto de 2011 a três meses de detenção, em regime aberto, pela agressão a um cadeirante em um estacionamento em São José dos Campos, em janeiro do ano passado.
Após o episódio, Damásio Marino foi afastado por seis meses e, em julho de 2011, foi transferido para a Ciretran de Presidente Venceslau. O delegado foi preso quando deixava a sede da unidade logo depois de participar de uma reunião. Junto com o delegado também foi detido um oficial administrativo que prestava serviço na Ciretran. O cofre usado pelo oficial foi aberto e os documentos ali guardados foram apreendidos, assim como o carro de Marino. O oficial administrativo foi liberado pela manhã, depois de prestar depoimento.
Sob ataques, PMs precisam revezar coletes à prova de balas em São Paulo 25
15/09/2012-06h00
LÉO ARCOVERDE DO “AGORA”
Sob forte ataque de criminosos nos últimos meses, policiais militares da cidade de São Paulo estão fazendo rodízio de coletes à prova de balas por causa da falta do equipamento de segurança.
Licitação para equipamentos atrasou, diz PM paulista
Na prática, o policial militar que assume o expediente pega o colete utilizado pelo colega que deixa o serviço.
Segundo os policiais, o revezamento está sendo feito por soldados do 2º Batalhão (zona leste). Com sede na Penha, a unidade possui um efetivo de 763 homens.
Eles reclamam que são obrigados a fazer o trajeto entre a casa e o serviço desprotegidos, em época de constantes ataques de criminosos.
Desde o começo do ano, 69 PMs foram mortos no Estado –no mesmo período do ano passado, foram 38 vítimas.
| Rubens Cavallari/Folhapress | ||
![]() |
||
| O colete à prova de balas precisa ser substituído periodicamente pois os equipamentos têm prazo de validade |
O colete à prova de balas precisa ser substituído periodicamente pois os equipamentos têm prazo de validade. Segundo soldados, a falta de reposição do material foi o que levou à fixação do revezamento pelos comandantes de companhias (subdivisões de um batalhão).
“Em julho, meu colete venceu e tive de devolvê-lo. Para evitar que eu ficasse sem, meu comandante impôs o revezamento”, disse um policial da 4ª Companhia. Já na 1ª Companhia, o revezamento é feito desde janeiro.
O deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva, disse que recebe queixas de policiais de outras regiões da cidade com frequência, relatando que estão passando pelo mesmo problema.
Por lei, se um PM sem colete reagir a um roubo e for morto a caminho ou na volta do trabalho, a família dele perde o direito à indenização que é paga pelo Estado.
O governo diz que houve um atraso na licitação e que vai entregar 35 mil novos coletes até dezembro deste ano.
‘BICO OFICIAL’
Policiais disseram que a falta de colete individual já impediu alguns deles de atuarem na Operação Delegada, o chamado “bico oficial”.
Criada em 2009, a atividade permite que o policial trabalhe em dia de folga, fardado e armado, no combate a vendedores ambulantes ilegais, e seja pago pelas prefeituras. Oito horas de serviço rendem R$ 157 ao soldado.
Laudo da Polícia Civil contraria governador 80
15/09/2012 04:35
Rota disparou 61 tiros na invasão à chácara em Várzea Paulista,
sendo que apenas dois bandidos revidaram Aline Pagnan
aline.pagnan@bomdiajundiai.com.br
Os policiais militares da Rota dispararam 61 tiros contra os nove integrantes da facção criminosa PCC mortos durante operação realizada na terça-feira, em Várzea Paulista. Os dados constam no boletim de ocorrência registrado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí.
O documento aponta também que das armas apreendidas com os criminosos (duas espingardas calibre 12, uma metralhadora, sete pistolas e quatro revólveres) somente duas apresentavam cartuchos deflagrados. Ou seja, apenas dois dos nove mortos atiraram.
Os dados contraria a afirmação dada pelo governador Geraldo Alckmin, na última quarta-feira, de que “quem não reagiu está vivo”, já que nove pessoas morreram.
No local, segundo a polícia, era realizado um “tribunal do crime”, onde Maciel Santana da Silva, 21 anos, havia sido “julgado” pela facção criminosa por tentativa de estupro contra uma menina de 12 anos. No documento, dos 45 PMs envolvidos, pelo menos 17 dispararam no mínimo uma vez. Foram usadas 12 pistolas ponto 40 e cinco submetralhadoras.
Ainda, segundo o Boletim de Ocorrência, Maciel, mesmo sendo vítima de um julgamento pelos demais bandidos, estava armado com uma pistola 9 mm, com sete cartuchos íntegros. Na versão dos policiais militares, ele ofereceu resistência e acabou sendo morto.
Príncipe / Iago Felipe Andrade Lopes, 20 anos, conhecido como Príncipe dentro do PCC, era o principal contato dos criminosos de Jundiaí com a Capital. Ele estava com um revólver 357 e foi morto com um único tiro, de acordo com informações obtidas no Hospital da Cidade, de Várzea Paulista.
O líder da facção na região havia sido preso uma vez por roubo e receptação, mas estava foragido. A polícia acredita que ele tenha sido o responsável por organizar “o tribunal do crime”, já que era quem tomava as decisões do PCC na região.
Príncipe morava em Campo Limpo Paulista, mas desde o começo do ano, segundo informações do setor de inteligência da polícia, residia em um apartamento no Cecap, em Jundiaí. Era de lá que comandava o tráfico de drogas, além de roubos organizados pela facção.
Transferências Dos cinco presos durante a operação, dois foram transferidos nesta sexta-feira para um presídio de segurança máxima em Avaré, no Interior do Estado. Segundo a polícia, Alex Sandro de Almeida, 30 anos, e Richard de Melo Martelato, 24, pertencem ao alto escalão do PCC e, para evitar tentativas de resgate, foram levados de Jundiaí.
Desde o dia do confronto, eles e outros três homens presos na chácara foram levados para o CDP (Centro de Detenção Provisória) no Tijuco Preto. O local chegou a receber um esquema especial de segurança.
http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/33045/Laudo+da+Policia+Civil+contraria+governador
Rescaldo da ladroagem 15
14/09/2012-03h00
Família de Orestes Quércia está em conflito por causa de seu inventário
A família de Orestes Quércia, morto em 2010, está em conflito por causa de seu inventário. Os dois filhos mais velhos dele, Sidney e Fernando, pediram na Justiça prestação de contas sobre as empresas do pai. Do outro lado está a inventariante, Alaíde Quércia, mulher e mãe de outros quatro filhos do político.
HERANÇA 2
Quércia deixou uma fortuna oficial de R$ 150 milhões, de acordo com documentações entregues à Justiça depois de sua morte. Entre os próprios herdeiros existe a certeza de que uma perícia poderá fazer o valor ser multiplicado por três depois que os bens forem atualizados.
HERANÇA 3
Quércia deixou 26 empresas, como shoppings, fazendas de café, TVs e rádios espalhadas por todo o Brasil.
João Alkimin: A balança da vida tem dois pratos 24
A balança da vida tem dois pratos
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Juiz eleitoral: “Que burro, dá zero pra ele” 8
Nordeste // paraíba
Juiz da Paraíba manda PF prender diretor do Google no Brasil
Publicado em 14.09.2012, às 18h49
O juiz da propaganda eleitoral de mídia e internet de Campina Grande (PB), Ruy Jander, decretou nesta sexta-feira (14) a prisão do diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar, residente em São Paulo, acusado de crime de desobediência. O magistrado determinou que a Polícia Federal efetue a prisão de Balthazar e que ele só seja liberado mediante pagamento de fiança, após comprovação do cumprimento da ordem judicial. O Google divulgou uma nota sobre o assunto, dizendo “que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão”.
Para a Justiça Eleitoral da Paraíba, o diretor do Google desobedeceu à Justiça, porque teria ignorado sua determinação de retirar do Youtube um vídeo postado por um site denominado “Humor Paraíba”. No vídeo, o candidato a prefeito líder nas pesquisas em Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), é chamado de burro numa montagem feita com o personagem Chaves.
No vídeo, Rodrigues apresenta propostas para a educação e, ao se referir ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ele troca a palavra “desenvolvimento” por ” desempenho”. Em seguida, aparece Chaves dizendo: “Que burro, dá zero pra ele”. Segundo o juiz, Balthazar foi notificado e se defendeu. Na defesa, ele pediu que o juiz reconsiderasse o pedido de prisão, que foi negado.
Como o vídeo não foi retirado do Youtube, o juiz considerou que houve crime de desobediência. Jander disse na decisão que o Google se recusou dolosamente de cumprir a ordem da Justiça Eleitoral. “Conforme informação da parte atingida pela propaganda ridicularizante, há de se adotar as medidas necessárias para que o poderoso provedor de internet respeite a legislação brasileira e as autoridades constituídas”, afirma o juiz.
Segundo ele, ‘trata-se de crime descrito no artigo 347 do Código Eleitoral, que, enquanto não cumprida a ordem, permanece ocorrendo, razão pela qual determino a imediata prisão em flagrante do senhor Edmundo Luiz Pinto Balthazar”.
O Google emitiu a seguinte nota: “O Google vem a público esclarecer que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do estado da Paraíba por entender que ela viola garantias fundamentais, tais quais a ampla defesa, o devido processo legal e a liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a cada cidadão. O Google acredita que os eleitores têm direito a fazer uso da Internet para livremente manifestar suas opiniões a respeito de candidatos a cargos políticos, como forma de pleno exercício da Democracia, especialmente em períodos eleitorais. O Google não é o responsável pelo conteúdo publicado na Internet, mas oferece uma plataforma tecnológica sobre a qual milhões de pessoas criam e compartilham seus próprios conteúdos”.
Fonte: Agência Estado
É SÓ PRAÇA —— É SÓ PRAÇA ——- É SÓ PRAÇA —– É SÓ PRAÇA QUE MOOOOOOOOOOORRE, PORRA! 22
Nem governo, nem Justiça, nem os cumandantes da PM estão nem aí para as mortes: É SÓ PRAÇA —— É SÓ PRAÇA ——- É SÓ PRAÇA —– É SÓ PRAÇA QUE MOOOOOOOOOOORRE, PORRA!
O modelo arcaico militar é uma das causas das execuções, pois o PRAÇA e somente o PRAÇA tem a obrigação de, por força de um regulamento cruel, desumano e extemporâneo, combater o crime gerado, parido e criado pelo próprio GOVERNO TUCANO E SEUS VASSALOS, COVARDES E DESUMANOS CUMANDANTES DA PM. Até quando vão morrer somente praças e, também, marginais criados por esses bandidos travestidos de governantes e homiziados em gabinetes refrigerados com água e cafezinho?
O deputado Olímpio é um lutador, mas é contra desmilitarização da excrescência POLÍCIA MILITAR. Entendível, pois, o cabra é oficial e não quer perder os benefícios adquiridos e os que virão. MAS E O PRAÇA, DEPUTADO? Até quando vai ficar nessa de somente cobrar na tribuna da Alesp? O governador, ou os governadores tucanos (20 ANOS NA ADMINISTRAÇÃO), deixou chegar nessa situação. O governo federal não pode intervir. O sr., deputado, sabe o que é INGERÊNCIA? Faça-me o favor, deputado, de despolitizar a morte dos colegas policiais militares – PRAÇAS E SOMENTE PRAÇAS. Não queira dividir responsabilidade que é dos entes estaduais. Articule, pela via legal, o pedido de intervenção em SP, deputado. Aí, sim, poder-se-á cobrar o governo federal. O sr. sabe o motivo pelo qual não se desmilitariza as PMs. Deve saber também o motivo pelo qual não se melhora nada no Brasil, inclusive segurança pública. Não precisa desenhar que “indústrias” foram erguidas e se firmaram na miséria, na desgraça do povo brasileiro, deputado, em todos os quesitos sociais: tudo é mercadoria para se vender e ganhar dinheiro. Saúde, Educação, Moradia, Transporte, Segurança Pública, etc Fale a verdade ao povo, ao praça, deputado. O sr conquistou essa condição, é ouvido e acreditado. Não tergiverse, deputado. Do jeito que seguem na mesmice as coisas, deputado, nada vai mudar e o sr vai muito mais vezes à tribuna apenas lamentar. Só isso.
78º PM executado : Major Olímpio – Todos Policiais fiquem atentos! 55
Deputado Major Olímpio fala da morte do policial Marco Santi e pede para todos os policiais ficarem atentos



