Aos poucos o PCC se impõe como “instituição” educadora e pacificadora; graças a facção o governo pode “reestruturar” escolas e delegacias 43

Desarmamento, apuração e facção derrubaram homicídios em São Paulo

FERNANDA MENA
DE SÃO PAULO

Como é possível prevenir homicídios? A questão não tem resposta fácil nem única.

Diferentemente de outros tipos criminais, o homicídio tem perfil múltiplo, motivado por fatores tão díspares quanto violência doméstica, vingança, brigas de trânsito, disputas do crime organizado ou questões passionais.

Como explicar, então, a queda nos homicídios dolosos (com intenção de matar) vista em São Paulo desde 2001?

Se, naquele ano, o Estado registrou 12.475 (32,55/100 mil habitantes) casos de homicídios dolosos, em 2014 este número caiu para 4.293 (10,06/100 mil habitantes) —redução de 65%. Com a queda para 3.113 mortes até outubro de 2015 (8,94/100 mil habitantes), a redução desde 2001 chega a 75%.

Com isso, o Estado de São Paulo atingiu o menor índice de homicídios dolosos do país.

Para especialistas em segurança pública ouvidos pela Folha, dentre as causas da redução, duas se destacam: boas políticas públicas de segurança e a ação do crime organizado paulista na regulação do tráfico e suas disputas.

DOMINAÇÃO

“As mudanças na organização do tráfico de drogas em São Paulo, com o monopólio do PCC [Primeiro Comando da Capital], promoveram a redução de mortes entre jovens de periferia, grupo em que houve a queda mais significativa”, afirma Luís Flávio Sapori, ex-secretário-adjunto da Segurança Pública de MG e professor da PUC de Minas.

“O PCC estancou a guerra entre grupos rivais e implementou autocontrole entre criminosos”, diz André Zanetic, do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP. “Estudos apontam que mortes consideradas injustas passaram a ser punidas em tribunais do crime”, diz.

De acordo com Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, “a política de segurança paulista não é tão diferente de outras” para justificar, sozinha, a totalidade da queda de homicídios. “Há etnografias que mostram que o PCC retirou armas de bocas de fumo e criou um modelo menos violento de tráfico”, diz.

Para Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apesar de relevante, a participação do PCC na diminuição dos homicídios não passa, no entanto, de 17% da queda no índice.

A hipótese da ação do PCC como causa de redução em mortes é rechaçada pelo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. “É uma ignorância total sobre criminalidade que deprecia o bom trabalho da polícia”, diz.

ARMAS E INVESTIGAÇÃO

Segundo Lima, “um dos fatores preponderantes na queda foi a resposta pública no controle de armas”. “As polícias de São Paulo desarmaram a população após a implantação, em 2003, do Estatuto do Desarmamento.”

De fato, foi de 2003 a 2007 que ocorreu a queda mais acentuada nos índices.

“Entre 2001 e 2005 houve ainda a melhoria na investigação de homicídios e o crescimento do aprisionamento, fatores importantes para este resultado”, afirma Sapori.

Para Zanetic, além dessas causas, foi “fundamental a pluralidade de secretarias de segurança nas cidades do Estado com projetos realizados em parceria com o Estado e a sociedade civil”.

Além disso, mudanças demográficas contariam como causa “de pequena monta” para a queda no índice. “Os homicídios em geral atingem os jovens e, com o envelhecimento da população, cai o número de homicídios”, diz.

Para o secretário paulista, o aumento de efetivos policiais, sua distribuição segundo critérios técnicos e o combate ao narcotráfico são outros importantes causadores da maior redução em homicídios do país.

3 de Dezembro – Dia do Delegado de Polícia 96

1) Ele é o responsável pelo comando da Polícia Judiciária;

2) Ele recebeu missões importantíssimas da Constituição Federal (apuração de infrações penais e exercício de funções de Polícia Judiciária);

3) Ele presta auxílio ao Poder Judiciário e ao Ministério Público;

4) Ele faz investigações para buscar a verdade;

5) Ele é o presidente da primeira fase da persecução penal;

6) Ele aplica a lei ao caso concreto;

7) Ele é o primeiro garantidor da legalidade e da justiça;

8) Ele reconhece excludentes de tipicidade, antijuridicidade e
culpabilidade para não cometer injustiças;

9) Ele tem carreira híbrida (jurídica e policial)

10) Ele prende criminosos;

11) Ele solta inocentes (não ratificação da voz de prisão);

12) Ele consola as vítimas e suas famílias;

13) Ele exerce funções atípicas (orientador jurídico, assistente social, psicólogo etc.);

14) Ele não tem garantias funcionais e tem que se “virar nos 30”;

15) Ele luta constantemente contra interferências indevidas;

16) Ele tem que matar um leão por dia, em razão da falta de condições favoráveis (recursos humanos, materiais etc.);

17) Ele não muito é valorizado, mas atua com orgulho, em virtude da magnitude das suas funções;

18) Ele corre riscos diários pelo simples fato de ter escolhido ser Policial;

19) Ele jurou dar a vida, se preciso for, para proteger a sociedade;

20) Ele é o único profissional das carreiras jurídicas que fica 24 h à disposição do povo, já que qualquer pessoa pode ter contato com ele por meio das Delegacias de Plantão;

21) Ele é um turbilhão de sentimentos (amor, raiva, tristeza, decepção, emoção etc.);

22) Ele não tem rotina e cada dia conhece uma “história” diferente;

23) Ufa! É, ele é guerreiro (rs);

ELE É O DELEGADO DE POLÍCIA.

03/12, DIA DO DELEGADO DE POLÍCIA!

Parabéns a todos os Delegados de Polícia (atuais e futuros) que honram seus distintivos. Amo minha profissão! Que Deus continue abençoando meus caminhos…

Delegado Thiago

Policiais civis aposentados com base na Lei Complementar 144/2014 poderão requerer reversão ao serviço ativo 102

 “Reversão é o reingresso do funcionário aposentado, a pedido seu ou por deliberação espontânea da Administração, por não mais subsistirem as razões que lhe determinaram a aposentadoria. É claro que a ex-officio só tem cabimento nos casos de aposentadoria por motivo de saúde ou por viciosa aposentadoria.”

Celso Antônio Bandeira de Mello em seus “Apontamentos sobre os Agentes e Órgãos Públicos”

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Promulgação da PEC da Bengala vai ocorrer na quinta-feira 10

Proposta foi aprovada na terça-feira pelo Plenário da Câmara e aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal, dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União

J Batista

Promulgação da PEC da Bengala vai ocorrer na quinta-feira

Segundo Cunha, cerimônia de promulgação foi marcada para as 11 horas no Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou que a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição 457/05, a chamada PEC da Bengala, ocorrerá amanhã, às 11 horas no Plenário do Senado. Segundo Cunha, o assunto foi negociado hoje com o presidente do Senado, Renan Calheiros.

A PEC foi aprovada em segundo turno pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5). O texto aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta foi aprovada com 333 votos favoráveis, 144 contrários e 10 abstenções.

 O texto aprovado da PEC é o projeto original enviado pelo Senado. Segundo a PEC, a aposentadoria compulsória aos 75 anos poderá ser ampliada para todos os servidores públicos por uma lei complementar a ser discutida pelo Congresso Nacional.

Um destaque do PT, rejeitado por 350 votos a 125 e 10 abstenções, pretendia condicionar a aplicação da aposentadoria compulsória dos ministros desses tribunais também à mesma lei complementar, tornando a medida sem efeito imediato.

A alteração na idade de aposentadoria terá impacto na composição, entre outros, do Supremo Tribunal Federal. Pela regra atual, até 2018, cinco ministros alcançariam 70 anos e seriam aposentados. Dessa forma, a presidente Dilma Rousseff terminaria o mandato tendo escolhido a maioria dos ministros da corte. Com a ampliação da aposentadoria, ela perderá esse poder de escolha se os atuais ministros permanecerem no cargo até o limite de 75 anos, deixando de gerar vaga a ser preenchida.

Compulsória só aos 75 anos – Vocês vão ter que nos engolir! 25

Congresso derruba veto presidencial sobre aposentadoria aos 75 anos

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  • 02/12/2015 00h04
  • Brasília
Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

O Congresso Nacional derrubou há pouco, em votação nominal, o veto presidencial ao projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade, com proventos proporcionais para todos os servidores públicos da União. Apresentado pelo senador José Serra (PSDB-SP), o projeto regulamenta a chamada PEC da bengala, aprovada pelo Congresso, que permitiu a aposentadoria para ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União aos 75 anos.

Como o projeto teve origem no Senado, a votação do veto começou pelos senadores. Foram 64 votos pela derrubada e 2 pela sua manutenção. Na votação na Câmara, foram 350 votos contra 15. O veto da presidenta Dilma Rousseff foi para todo o projeto. Com a derrubada do veto total, a decisão será comunicada ao governo e o projeto será promulgado.

A derrubada do veto foi possível graças a acordo firmado entre a oposição e a base governista. Desde ontem (30), os governistas vinham afirmando que os lideres da base aliada iriam liberar suas bancadas na votação.

Antes de apreciar o veto que eleva de 70 para 75 anos a idade a aposentadoria compulsória no serviço público da União, deputados e senadores mantiveram os vetos presidenciais aos projetos de lei que tratam sobre benefício tributário para o turismo rural e do benefício a policiais no Minha Casa, Minha Vida.

A ideia dos lideres governistas é votar ainda na noite de hoje o projeto de lei (PLN) 5/15 que altera a meta fiscal de 2015. A oposição insiste em adiar a votação do projeto para amanhã  e diz que se a votação for hoje irá obstruir os trabalhos.

Edição: Aécio Amado

Delegada da DISE de Sorocaba vai trabalhar com AUDI extorquido 43

Delegada e quatro investigadores vão ser julgados por susposta extorsão a traficantes

28/11/15 | Wilson Gonçalves Júnior – wilson.junior@jcruzeiro.com.br Ricci Anzuino – FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS (17/7/2015)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/Sorocaba) pediu à Justiça que a delegada Simona Ricci Anzuino e os investigadores João Paulo Heitaro Abe, Giuliano Roberto Marcon, Ramon Bachiega Angelini e Ricardo Shulze sejam condenados a prisão pelos crimes de extorsão, associação criminosa e falsidade ideológica. Segundo a acusação, a delegada e os investigadores, que em 2007 atuavam na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente (Dise) de Sorocaba, teriam recebido propina de R$ 34 mil e mais um veículo Audi em troca da liberdade de duas das três pessoas que foram levadas à delegacia, após um flagrante de tráfico de drogas. Conforme a denúncia, apresentada pelo MP e acatada pela Justiça, os dois traficantes ficaram detidos na delegacia até que o pagamento fosse feito, e o boletim de ocorrência não trouxe nenhuma informação de que essas pessoas tivessem estado no prédio da Dise durante a elaboração do flagrante. As defesas da delegada Simona (que atualmente é delegada em Mairinque) e dos investigadores negam as condutas atribuídas a seus clientes, alegam que o Gaeco não tem provas para sustentar a acusação e procuram desqualificar as testemunhas, por serem criminosos.

O caso começou em 2007, com uma interceptação telefônica, autorizada pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG), na investigação de um traficante na cidade de Alfenas. No áudio, uma pessoa dizia que estava sendo extorquida por policiais numa Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente (Dise). Não se sabia, na época, em qual das cidades do Estado de São Paulo o crime estaria sendo praticado. Entretanto, o assunto, a pedido da Justiça de Minas Gerais, foi encaminhado ao MP-SP e à Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Somente em abril de 2009, o caso começou a ganhar contornos, já que o delegado de polícia da corregedoria, Mário Rui Aidar Franco, conseguiu identificar que uma loja de pneus citada na gravação existia em Indaiatuba. O delegado conseguiu, com autorização judicial, quebrar o sigilo telefônico e chegou até o proprietário do Audi, que era uma das pessoas que teriam sido extorquidas pelos policiais.

Num primeiro momento, a pessoa, que não pode ser identificada por fazer parte do programa de proteção a testemunha, disse que teve seu veículo Audi apreendido por policiais, sem entrar muito em detalhes dos motivos. Entretanto, já num segundo depoimento, dado ao delegado Aidar, a testemunha protegida — identificada como “número 1” — contou os detalhes da extorsão. Ele informou que no primeiro depoimento foi orientado pelo advogado Hélio Ercínio dos Santos Júnior a não incriminar os policiais. A testemunha 1 reconheceu o prédio da Dise de Sorocaba e disse que esteve na delegacia dias depois do ocorrido, justamente para entregar o documento do carro, conforme teria sido acertado na extorsão. Na ocasião, teria visto a delegada Simona Ricci Anzuino chegar com o Audi para trabalhar. A prisão do trio, que teria sido extorquido, ocorreu no estacionamento de um shopping existente na rodovia Raposo Tavares. Com essas informações, feitas em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e Delegacia de Crimes Funcionais de São Paulo, o Gaeco apresentou a denúncia à 2ª Vara Criminal de Sorocaba, em dezembro de 2010.

DEIC desmantela violenta quadrilha da região de Campinas 29

Atualizado em 28/11/2015 13h21

Polícia prende membros de uma das quadrilhas mais violentas de São Paulo

Jovem Pan

fonte: Eduardo Ferreira/Futura Press/Folhapress

Quadrilha era investigada pelas principais ações na região de Campinas, sempre com o emprego de fuzis e pistolas.

 A Polícia Civil prendeu integrantes de uma das mais violentas quadrilhas de São Paulo. Os quatro criminosos, incluindo o líder do bando, foram detidos na quarta-feira (25/11) nos municípios de Sumaré, Hortolândia e Monte Mor, no Interior.

Eles são investigados pelas principais ações na região de Campinas, sempre com o emprego de fuzis e pistolas. Entre os crimes estão a invasão da área de cargas do aeroporto de Viracopos, em setembro, e roubos a bancos em Jundiaí e Itupeva, ambos em novembro, que resultaram em mortes de integrantes do bando e também de reféns.

Agentes da 2ª Delegacia do Patrimônio, que investiga Crimes Patrimoniais de Intervenção Estratégica, apuravam as atividades da quadrilha havia 3 meses. Ontem, foram presos Ânderson Parra Pereira, o Pezão, líder dos bandidos, Rafael Severo de Lima, conhecido como Salsicha, Bruno Alex Peluzo de Camargo, o Birolei, e Danilo dos Santos Albino, o Bonitinho. Todos apresentam passagens por roubo.

Com eles foram apreendidas quatro espingardas calibre 12, mas os policiais ainda continuam apurando a localização do arsenal da quadrilha.

Os detidos também participaram de, pelo menos, dois ataques contra carros-fortes e outras duas ações contra transporte de cargas. Eles foram encaminhados à sede do Deic, em São Paulo, onde serão indiciados.

Boi de Piranha – Delegado divisionário leva a culpa por suposto vazamento de informações 28

cabeça de ovo
cabeça de ovo
DR. GUERRA – WAR,
É COM MUITO PESAR QUE ESSA SEMANA FUI INFORMADO QUE A DIVISÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS (DOP) CAIU DEPOIS DAQUELA DILIGÊNCIA DE BUSCA E APREENSÃO NO DEIC, REALIZADA PELO GECEP.
QUEM CONHECE O DR. FERNANDO SABE QUE ELE É UMA BOA PESSOA E QUE NÃO AVISARIA NINGUÉM.
FOI BOI DE PIRANHA.
.
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO
DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA DR. MAURÍCIO GUIMARÃES PEREIRA
Portaria do Delegado Geral de Polícia, de 25-11-2015
Designando, n/t do art. 6º da L.C. 731/93, o Dr. MITIAKI YAMAMOTO – RG.10.693.315, Delegado de Polícia de Classe Especial, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia, classificado na CORREGEDORIA, para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de Operações Policiais, fazendo jus à gratificação de “Pró-labore” de 10% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, cessados os efeitos da portaria DGP-3881, publicada em 14-07-2015 que o designou para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de Crimes Funcionais, ficando em consequência, cessado o “Pró-labore” correspondente. (DGP-4513/P)

Cessando os efeitos da Portaria DGP-659, publicada a 31-01-2015, que autorizou, em caráter excepcional, o Dr. FERNANDO COSTA AZEVEDO, RG.4.911.111, Delegado de Polícia de 1ª classe, padrão III, lotado na Delegacia Geral de Polícia, classificado na CORREGEDORIA, para exercer a função de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de Operações Policiais, ficando em consequência, cessados o “Pró-labore” correspondente e a classe superior. (DGP-4512/P)

APREENSÕES TURBINADAS – Por exclusiva culpa de seus dirigentes, a PC tal qual o PT, por fora bela oratória, por dentro pão bolorento. 18

O caso em questão merece uma abordagem mais sistêmica para demostrar a situação de falência em que a instituição se encontra, graças a sua desacreditada, quiça, mal intencionada cúpula dirigente.
Esse delegado titular do 1º Distrito Policial, trabalhou no DENARC de onde saiu graças a uma série de “piças” que por lá arrumou, delas só conseguindo se livrar há pouco tempo.
Não nos parece razoável que, diante desse pretérito funcional comprometedor, o escalão superior lhe tenha atribuído a titularidade de uma das mais importantes delegacias de São Paulo, com certeza não foi pelo critério da Meritrocracia.
Na certa o parâmetro adotado pelos seus superiores para atribuir-lhe uma delegacia da importância do 1º DP, que tem em seu entorno a cúpula do Poder Judiciário do Estado, é sua capacidade arrecadatória, vez que a área é sabidamente conhecida como fonte inesgotável de propina policial advinda de: pirataria, jogo de azar de todo tipo (máquinas caça-níqueis, bicho, video-poquer, vídeo-bingo), boca de ouro, puteiros, etc.
A origem de tudo está aí. Qual é o critério utilizado na designação de quem vai titularizar a unidade policial? Como pode e por que um funcionário com desabonadores antecedentes funcionais foi designado titular dessa importante delegacia da capital? Essa pergunta o Ministério Público tem que fazer para o Secretário da Segurança Pública, para o Delegado Geral de Polícia e para o Delegado Seccional Centro.
Acreditamos no Ministério Público, assim como toda a população do Estado, portanto se anunciou que vai auditar as estatísticas do Estado, isso com certeza ocorrerá e vamos fazer algumas sugestões que podem auxiliá-lo nessa difícil missão em dar confiabilidade a esses desacreditados dados criminais mensalmente divulgados pela SSP.
Inicialmente os homicídios,
– A totalização mensal, trimestral ou anual deve ser acrescida pelos homicídios praticados por policiais em serviço ou não;
– Deve ser implantada uma rotina no sentido do IML informar o resultado de todas as necropsias feitas por força de BO’s registrados como “Morte Suspeita” do mês em que serão divulgados os dados, para se saber quantas foram mortes violentas e destas, quais se deram por homicídios dolosos, culposos, latrocínios ou mortes acidentais.
– Atentar para casos de homicídios desmembrados em dois BO’s, ou seja, registra-se 1º BO de “Lesão Corporal Dolosa” e, logo em seguida, com diferença mínima de horário e na mesma sequência de numeração de BO’s da unidade policial, se registra outro BO com a natureza “Comunicação de Óbito”.
Auditar todos os BO’s de “Tentativa de Homicício” do mês para saber quantos se transformaram em “ Homicídios Consumadoa”. Isso é muito fácil de se fazer, é só pesquisar na própria base do RDO pelo nome da vítima se existe um BO posterior dela com a natureza “Comunicação de Óbito”.

Roubo de Veículo, Furto de Veículo e Veículo Localizado

Quando o furto ou roubo de veículo ocorre no mesmo contexto da subtração de outros bens, como por exemplo roubo a residência, estabelecimento comercial ou carga, embora solicitando o bloqueio do veículo junto a Prodesp, as vezes registram a ocorrência só como roubo a residência ou de estabelecimento comercial sem mencionar a natureza “Roubo de Veículo” subestimando o total de casos no período em análise.
Como filtro, ou parâmetro de comparação, para avaliar se os dados informados pela SSP sobre roubo, furto e localização de veículo está retratando o que efetivamente possa ter acontecido no período em análise SUGIRO AO MINISTÉRIO PÚBLICO requisitar da PRODESP a quantidade total ou por unidade policial do Estado de mensagens mensais, trimestrais ou anuais enviadas pelas unidades policiais solicitando o bloqueio de veículo por furto ou roubo ou o desbloqueio em razão de veículo localizado.
Quem sabe alguém com autoridade e respeito popular ponha ordem na casa.

Preocupado com o rombo orçamentário, Alckmin quer por fim aos privilégios previdenciários da PM 70

Major Olimpio fala da preocupação e desespero dos policiais militares de São Paulo com a Portaria do Comando Geral que estabelece uma comissão para avaliar o regime próprio de previdência dos Policiais Militares de São Paulo.
“É a sinalização de que o gato subiu no telhado e que depois vão derrubar e matar o gato” afirmou, revoltado, o Deputado Major Olimpio.

APREENSÃO DE BAGULHO – Policiais do 1º DP da Capital – DECAP – falsificam boletins de ocorrência para demonstrar produtividade 81

quinta-feira, 26 de novembro de 2015 – 21h35 Atualizado em quinta-feira, 26 de novembro de 2015 – 21h35

SP: policiais são acusados de inventar ocorrências

Intenção era turbinar os números para aumentar o índice de produtividade
Toda a equipe do 1º DP será trocada / BandToda a equipe do 1º DP será trocadaBand

Da redação com Jornal da Band noticias@band.com.br

O tráfico e o consumo de drogas estão entre os maiores problemas nas ruas do centro de São Paulo. Cabe à polícia fazer o combate. Só que policiais de uma delegacia da região são suspeitos de manipular as estatísticas de apreensões de entorpecentes nos arredores – tudo para aumentar o índice de produtividade.

Depois de uma operação policial de 24 horas envolvendo todas as delegacias da região, na semana passada, os investigadores do 1º distrito apresentaram números de fazer inveja às melhores forças de segurança do mundo. Mas, na verdade, o desempenho nas ruas não foi aquele que ficou no papel.

Foram quase 100 boletins de ocorrência praticamente iguais, registrados com minutos de diferença e com relatos sempre idênticos: alguém não identificado, ao ver a viatura, jogou algo no chão e saiu correndo. Depois, os policiais descobriam que era uma pequena porção de maconha.

Nos documentos, só mudavam os endereços e o nome dos policiais que assinaram os relatórios das apreensões. Em nenhum dos casos houve prisões.

O número, que colocou a delegacia na frente das outras, chamou a atenção da cúpula da corporação.

Dois dias depois, o investigador chefe fez um boletim corrigindo o que chamou de equívoco. Alegou que o erro aconteceu por cansaço e que das dezenas de BOs registrados, apenas 35 estavam corretos.

Toda a equipe do 1º DP será trocada.

Nesta semana, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar supostas irregularidades cometidas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo na divulgação dos índices de criminalidade. O foco será nos dados de homicídios.

Harmonia entre as polícias Civil e Militar reduz criminalidade na Baixada Santista 26

Criminalidade segue em queda, aponta Estado

Dos delitos registrados em Boletins de Ocorrência, só furto teve ligeira alta na região

FERNANDA HADDAD – DE A TRIBUNA DE SANTOS 
26/11/2015 – 11:37 – Atualizado em 26/11/2015 – 11:54
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Coronel da PM atribui queda à harmonia entre as polícias

A criminalidade segue em queda na Baixada Santista, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Nos 10 primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, apenas o furto de veículos teve ligeira alta na região. Os outros seis indicadores apresentaram queda. Os dados levam em conta apenas crimes registrados em boletins de ocorrências.

A modalidade que mais caiu entre janeiro e outubro deste ano foi estupro, cujos números recuaram 21,8 %, passando de 284 ocorrências em 2014 para 222 neste ano, somando a quantidade de ocorrências nas nove cidades da Baixada.

O município que mais registrou casos de estupro foi Guarujá, seguido de Praia Grande e Santos, com 46, 44 e 41 ocorrências, respectivamente.

Em números absolutos, independentemente dos percentuais de queda, ainda chama a atenção a quantidade de furtos e roubos na região. Foram 21.321 furtos na Baixada somente este ano – Santos teve o maior número de casos, com 5.293.

Tratando-se de roubos, o total na região foi 15.081 ocorrências. Santos também é a Cidade que mais teve casos desse tipo de crime, acumulando 3.617 casos de janeiro a outubro de 2015. O furto de veículos aumentou de 3.723 ocorrências em 2014, para 3.732 este ano.

Homicídios

O número de homicídios dolosos nos 10 primeiros meses de 2015 teve o segundo pior recuo, em relação ao verificado em 2014. De 142 ano passado, baixaram para 126 – menos 11,3%. Ao mesmo tempo, registrou um aumento de 13 casos em relação a setembro, quando foram registrados 113.

Só em Praia Grande, ocorreram 31 homicídios dolosos. São Vicente registrou 22 mortes, Itanhaém, 17, e Guarujá, 15.

Já os latrocínios (roubo seguido de morte) recuaram 20,8%. Em 10 meses, 19 pessoas foram vítimas dessa modalidade criminosa. Em 2014, foram 24.

Insegurança

Apesar da queda nos índices, o comandante da Polícia Militar na Baixada Santista, Coronel Ricardo Ferreira de Jesus, reconhece a sensação de insegurança da população. Segundo ele, uma única ocorrência propagada é capaz de potencializar o sentimento. Quanto à redução da criminalidade, atribui ao trabalho em conjunto das polícias Militar e Civil.

Delegado Geral faz reunião de trabalho no Deinter 6 - Santos

SANTOS – Operação da Polícia Civil apresenta bons resultados 11

Operação da Polícia Civil resulta em 189 pessoas detidas na região

O trabalho ocorreu nas cidades de Bertioga, Guarujá, Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande

BRUNO LIMA – DE A TRIBUNA 
Maconha, cocaína, crack, LSD e
ecstasy foram apreendidos

A Polícia Civil deteve 189 pessoas durante operação nas cidades de Bertioga, Guarujá, Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande. O trabalho policial foi deflagrado às 13 horas de terça-feira e terminou no início da tarde desta quarta-feira (25) com nove armas de fogo e 3,680 quilos drogas (maconha, cocaína, crack, LSD e ecstasy) apreendidos.

Entre os capturados estão Fabiano Bravo Aguiar, de 31 anos, e Wisely Rodrigues, de 30. Ambos atuavam como disciplinas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e líderes do tráfico de drogas nos bairros do Macuco e da Encruzilhada, em Santos, respectivamente.

Condenados a 5 anos e 10 meses de reclusão pela 5ª Vara Criminal de Santos, os dois foram presos na manhã de terça-feira por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Wisely foi capturado em sua casa, na Rua Comendador Martins, na Vila Mathias, enquanto dormia. A prisão de Fabiano também ocorreu em sua moradia, na Rua Monte Alverne, na Aparecida.

Menores infratores

Do total de pessoas detidas, 34 estão à disposição da Vara da Infância e Juventude, pois são adolescentes. Somente policiais da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de Santos apreenderam 19 menores com mandado de busca e apreensão, além de outro por estar traficando drogas.

“Cumprimos 93 mandados de prisão, 34 de busca e apreensão e prendemos 33 pessoas em flagrante. Ainda recuperamos 11 veículos roubados. Por conta desses números vejo a operação com um saldo bastante positivo”, disse o delegado seccional de Santos, Manoel Gatto Neto.

Entorpecentes

A operação da Delegacia Seccional também causou baixa no comércio de drogas. A apreensão mais significativa foi feita por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).

Por volta das 12 horas, os investigadores da especializada avistaram um suspeito no Saboó, em Santos, que correu em direção ao morro e largou uma sacola. Dentro dela havia três tabletes de maconha pesando 2,418 quilos, além de uma faca e uma balança de precisão.

Na Cidade Náutica, em São Vicente, agentes da DIG prenderam em flagrante, na manhã de terça-feira, o balconista Fernando Batista do Nascimento Varella, de 33 anos. Na casa dele havia 42 comprimidos de ecstasy, 13 selos de LSD e dois tijolos de maconha pesando 800 gramas.