Popularidade de Alckmin atinge pior marca, aponta Datafolha
A combinação entre a persistente crise da água e o controverso plano de remodelação do sistema público de educação pode ter produzido um marco histórico no Estado de São Paulo: a popularidade do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nunca esteve tão baixa.
Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de novembro mostra que 28% do eleitorado paulista qualifica o desempenho do tucano como ótimo ou bom, a menor taxa de aprovação na série de 29 pesquisas do instituto ao longo dos quatro mandatos de Alckmin -mais de dez anos de gestão, em períodos alternados, desde 2001.
Há pouco mais de um ano, véspera da eleição que o reelegeu, Alckmin tinha 20 pontos percentuais a mais de aprovação, 48%. No seu melhor momento no comando do Estado, em março de 2006, pouco antes de sair para disputar (e perder) uma eleição presidencial, ostentou 69%.
Na tendência inversa, a reprovação também é recorde: 30% dos paulistas classificam o desempenho do governador como ruim ou péssimo.
Esta é a primeira vez que, numericamente, há mais gente no Estado desaprovando do que aprovando o governo Alckmin (a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos).
Outros 40% do eleitorado paulista, o maior contingente, classificam a atual gestão tucana como regular.
EDUCAÇÃO
Alckmin vai pior entre os mais jovens (36% de reprovação no grupo dos que têm entre 16 e 24 anos), entre os mais escolarizados (43% o classificam como ruim ou péssimo no pequeno universo dos que têm ensino superior) e nas cidades grandes.
No conjunto dos municípios da região metropolitana de São Paulo, a reprovação ao governador atinge 38%. Na capital, 39%. Considerando só as cidades com mais de 500 mil habitantes, 40%.
O contraste com municípios mais distantes da capital é grande. No interior, a reprovação ao governador é consideravelmente menor: 23% ante 34% de ótimo ou bom.
Nesta rodada, o Datafolha abordou dois temas diretamente relacionados ao governo estadual que podem ajudar a explicar a queda de popularidade do governador: a crise de abastecimento de água e a decisão de fechamento de escolas públicas, com o consequente remanejamento de alunos.







