Policiais militares da Baixada Santista vendidos para a USIMINAS a preço de bandejão 88

Dr. Guerra,

As coisas estão ficando bem estranhas aqui pela Baixada.

A PM reprime os petroleiros e prende dois sindicalistas – a PM a serviço da Petrobras

http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2015/10/viatura-da-pm-sai-em-disparada-levando-2-sindicalistas-no-capo-no-litoral-paulista-1775.html

A PM reprime os metalúrgicos da Usiminas – dormem lá, comem lá – a PM a serviço a Usiminas

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/11/reuniao-termina-sem-definicao-de-novo-protesto-contra-usiminas.html
O jornal A Tribuna tirou do site a foto com os policiais comendo no refeitorio e totalmente a disposição da Usiminas.

csm_policiais_jantando_usiminas_01_57afe42a28


Enquanto isso morre comerciante, morre dentista, assaltos etc
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/seguranca-e-morto-apos-tentativa-de-assalto-em-sao-vicente/?cHash=3ad93e9e034a3c55cd54c831c057f259
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/seguranca-e-morto-apos-tentativa-de-assalto-em-sao-vicente/?cHash=3ad93e9e034a3c55cd54c831c057f259

A PM recebe ajuda da comunidade para reformar uma obra nova que nunca foi entregue, não apura os desvios e recebe o dinheiro dos sensibilizados (Usiminas, Petrobras e outros otários espertos).

https://flitparalisante.wordpress.com/2015/11/03/exemplo-de-moralidade-administrativa-o-6o-bpmi-de-santos-alem-de-passar-a-caneca-nos-trouxas-e-amigos-interessados-apura-malversacao-de-verbas-e-desfalques-orcamentarios-por-meio-de-simples-sin/

Isso é o Ciclo completo e a população que se f***
Enquete da Tribuna
94% da população da baixada nao se sente segura,os 6% que se sentem seguros são os sensibilizados

http://www.atribuna.com.br/policia/

https://flitparalisante.wordpress.com/2015/02/13/circo-completo-da-pm-para-mostrar-servico-policiais-militares-da-baixada-santista-com-o-conhecimento-do-comando-torturam-e-extorquem-confissao-de-inocente/

Fórmula 1 – Policiais militares vendidos a preço de pingado 64

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O EVENTO É MILIONÁRIO – MAS PARA OS PRAÇAS DA PM É SILÊNCIO E PÃO COM MANTEIGA
A Fórmula Um em São Paulo é um evento milionário e particular, mas para os cabos e soldados da PM que foram escalados para trabalhar na segurança, a falta de dignidade e de respeito é marcante.

Deslocados de suas áreas de atuação para trabalhar em turnos de 12hs, recebem como café da manhã um pão com manteiga e no almoço um kit de qualidade duvidosa.

Mais uma prova de que enquanto os oficiais lutam para aumentar o seu poder, mais de 80% do efetivo da PM é submetido a situações degradantes de trabalho.

E eles nem podem reclamar, já que o código de conduta Militar os obriga a ficar em silêncio (caso contrário, podem parar na cadeia militar ou até serem expulsos da corporação).

PMs matam 10, matam menino Jesus, matam inocente, forjam prova. Dá em nada! 75

UOL

Mário Magalhães

12/11/2015 11:22

Em protesto, mãe exibe foto do menino Eduardo de Jesus Ferreira, 10

A mãe, Maria, e o filho Jesus – Foto Renato Moura/Voz das Comunidades

Uma sucessão de decisões da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio constitui incentivo, involuntário ou não, para que a violência de PMs acumule mais mortes de inocentes no Estado.

A última notícia foi a conclusão da Corregedoria da Polícia Militar sobre a morte de dez pessoas por PMs no complexo da Maré, em junho de 2013 (leia aqui reportagem). O Bope só descreveu seis óbitos. Ao menos um morto estava desarmado.

“Dizer que não houve excesso até na morte de um garçom, morto trabalhando, é completo absurdo”, afirmou o geógrafo Jailson de Souza e Silva, uma das melhores cabeças do Rio, à repórter Bruna Fantti.

A ira do Bope foi despertada pela morte de um sargento do batalhão, horas antes. Quando os policiais entraram na Maré, produziram uma dezena de cadáveres e saíram ilesos. 10 a 0 não é placar de confronto, mas de chacina.

Na semana passada, a Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, recusou-se a indiciar o PM que sabidamente matou em abril o menino Eduardo de Jesus. Filho de Maria e José, Jesus, 10, foi alvejado na cabeça com tiro de fuzil, diante da sua casa, no complexo do Alemão.

O relatório do inquérito sustenta que o PM atirou em legítima defesa, ao ser surpreendido por disparos de traficantes de drogas. O tal tiroteio é controverso. Numerosas testemunhas asseguram que ele inexistiu.

Ainda que tenha ocorrido o ataque de traficantes, por que o PM, com uma criança a 5 metros dele, revidou, em vez de se proteger, vendo o menino na linha de tiro? Ou não enxergou Jesus tão pertinho?

A Anistia Internacional qualificou como “aberração” a versão bancada pela Divisão de Homicídios.

Uma semana antes da aberração, a repórter Adriana Cruz revelou que um oficial da PM, condenado por forjar prova contra manifestante em 2013, hoje assessora o chefe do Estado-Maior da corporação.

A lição aos jovens soldados? Apronte o que quiser, dá em nada.

Infelizmente, não acabou: anteontem, um rapaz de 21 anos fez uma brincadeira com um amigo no Engenho de Dentro, e um PM tacou-lhe fogo (leia aqui). Assassinou-o, isso mesmo. De graça.

Foi aberto inquérito para investigar homicídio proposital, mas o atirador está em liberdade. Esse mesmo PM matou em 2013 um modelo e promotor de eventos. O policial estava à paisana, de folga e com a arma de trabalho. Envolveu-se numa discussão e fuzilou. No que deu? Adivinha… Quer dizer, deu noutra morte, de um inocente, na terça.

A impunidade é o maior estímulo para que a truculência e a barbárie prevaleçam.

Quase sempre contra pessoas pobres e negras.

Um massacre seletivo e covarde.

A lei só vale para alguns?

Há salvo-conduto para o crime?

http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2015/11/12/pms-matam-10-matam-menino-jesus-matam-inocente-forjam-prova-da-em-nada/

Qual a novidade, tudo igual como sempre. Só rato vestido de Armani. 35

Graças novamente ao Ministério Público está aí aquilo que todo mundo sabe, mas é compelido a ficar calado. E por conta disso a corrupção graça solta em toda a instituição, que continua sendo dirigida por velhos vermes ou por quem os substituem por critérios de consanguinidade.

A Corregedoria não apura mais absolutamente nada, não vemos um flagrante feito por equipes operacionais da Corregedoria no Decap ou no Demacro há pelo menos dois anos. A única coisa que funciona a contento nesses dois departamentos é o “corre” o “arrego” .Todas as intervenções bem sucedidas feitas pela Corregedoria se dão por requisição direta e acompanhamento feito por promotores do GAECO. Se quiser fazer alguma denúncia não perca tempo de ir á Corregedoria, a faça diretamente ao Ministério Público para que efetivamente providências sejam tomadas.

Vai aí ao Ministério Público de São Paulo, instituição a quem ainda a população deste Estado pode recoprrer, uma sugestão quanto as denúncias feitas pelo disque-denúncia.

TODA E QUALQUER DENÚNCIA FEITA PELO TEL: 181 SOBRE DESVIO DE CONDUTA POLICIAL OU DENÚNCIAS FEITAS SOBRE ECONOMIA POPULAR, SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE, AO SEREM DESPACHADAS PARA AS UNIDADES POLICIAIS, SIMULTÂNEAMENTE, UMA CÓPIA SER DESPACHADA TAMBÉM PARA OS SETORES ESPECIALIZADOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO(GECEP, PROMOTORIA DE DEFESA DO CONSUMIDOR, MEIO AMBIENTE, SAÚDE PÚBLICA), OU ENTÃO, CÓPIA DA SENHA FORNECIDA AO DENUNCIANTE, A FIM DE QUE, MESMO POR AMOSTRAGEM, POSSA O MINISTÉRIO PÚBLICO ACOMPANHAR O QUE REALMENTE ESTÁ SENDO APURADO . DENÚNCIA ANÔNIMA TEM SERVIDO DE DOCUMENTO PARA EXTORSÃO POLICIAL E POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, POR FORÇA DO ANONIMATO, ALGUMAS SÃO FEITAS PELOS PRÓPRIOS POLICIAIS COM ESSE OBJETIVO.

Pois é Guerra, é nesse mar de lama que encontraram moral para te demitir por conduta irregular de natureza grave.

E no começo da atual gestão do DEIC, só “espetaculismo” , para valorizar a “pule”

Rei posto, rei morto.

Delegado defensor da legalização dos bingos e maquininhas emporcalha a carreira fazendo lobby na Assembleia Legislativa…Quem enfiou esse camarada lá para defender bares , restaurantes, hotéis e “afins” ? 38

Delegado faz lobby para barrar aumento de ICMS de cerveja e cigarro

POR PAINEL

Articulação Edson Pinto, delegado da Polícia Civil, lotado na presidência da Assembleia paulista, tem atuado nos corredores da Casa para derrubar o projeto do governo Alckmin que aumenta o ICMS da cerveja e do cigarro.

Lobby 1 Na audiência pública sobre a proposta, nesta terça, o delegado distribuiu a empresários do setor documento contrário à medida produzido pela Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo, presidida por seu pai, Nelson de Abreu.

Lobby 2 “Estamos atuando intensamente há dias e de forma inteligente e articulada junto ao governo e na Assembleia Legislativa […], absurdos sete pontos percentuais incidentes sobre produtos que são parte importante da nossa receita, pois funcionam como chamariz de clientes”, diz o texto.

PSC “Nenhum servidor está autorizado a fazer lobby em favor de qualquer segmento. Se isso ocorreu, é uma irregularidade que tem que ser apurada”, diz o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB). Edson Pinto não quis dar entrevista.

——————-

Conduta vergonhosa para esse delegado e para quem o mantém na ALESP.

Alguém deveria adotar rigorosas providências visando o imediato afastamento e a punição dessa autoridade que desvirtua as suas atribuições funcionais.

É lamentável verificar um agente público defendendo interesses de grupos empresariais e interesses familiares.  

Manobra da gestão Alckmin diminui número de homicídios em SP 85

ROGÉRIO PAGNAN
LUCAS FERRAZ
DE SÃO PAULO

09/11/2015 02h00

Uma manobra estatística do governo Geraldo Alckmin (PSDB) ampliou a queda dos homicídios em São Paulo.

A redução dessas ocorrências em patamares recordes neste ano tem sido usada como bandeira do secretário Alexandre de Moraes (Segurança Pública), cotado para disputar a prefeitura da capital paulista nas eleições de 2016.

A mudança de metodologia começou em abril, sem divulgação, quando a gestão tucana passou a excluir das estatísticas de homicídios dolosos as mortes cometidas por PMs de folga em legítima defesa.

A estratégia permitiu ao Estado retirar, em apenas seis meses, 102 mortes das estatísticas oficiais de homicídios —equivalentes a mais de cinco chacinas como a registrada no dia 13 de agosto em Osasco e Barueri (Grande SP).

Os casos de assassinatos em São Paulo continuam em queda este ano, mas a revisão dos dados mostra que ela é bem mais tímida do que a das divulgações do governo.

No período de seis meses em que houve a mudança de metodologia, os números divulgados pela gestão Alckmin apontam diminuição de 16,3% dos homicídios na capital e 13,2% no Estado em relação ao mesmo período de 2014.

Na prática, no entanto, considerando os critérios adotados nos últimos dez anos, essa queda é de 6,7% e 8,1%, respectivamente.

A publicidade oficial também diz que, em setembro, pela primeira vez desde 2001, a taxa de homicídios no Estado ficou em 9,1 casos por grupo de 100 mil habitantes.

Mas isso só foi possível porque foram retiradas das estatísticas deste ano as mortes por PMs em horário de folga. O índice real foi de 9,4, já atingido antes, em julho.

O governo defende os critérios adotados e afirma seguir “metodologia internacional” —não explica qual. Diz considerar que os critérios estão explicados em um asterisco colocado em uma tabela.

Taxa de homicídios – Por 100 mil habitantes no Estado

A comparação com os números dos últimos dez anos, porém, fica contaminada, levando a uma queda artificial dos homicídios em 2015 -já que os anos anteriores incluem mortes de PMs de folga em legítima defesa.

‘IRRESPONSABILIDADE’

Pelo novo critério adotado, se um PM de folga matar alguém ao reagir a um roubo, esse caso não é mais contabilizado como homicídio. Com isso, a gestão Alckmin passou a classificar essa ação em separado, assim como na chamada “morte em intervenção policial” em serviço.

Se um cidadão comum matar alguém em reação a um assalto, daí não há mudança —esse caso continua sendo classificado como homicídio.

Para a pesquisadora Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é preciso uma alteração em toda a série histórica para poder voltar a comparar os casos de homicídios.

“Quando muda uma metodologia que impacta não só nos indicadores de letalidade policial como nos homicídios, é preciso explicitar isso ao público. Então, isso foi absolutamente negativo. Diria até que foi uma irresponsabilidade da Secretaria da Segurança. Porque induz a erro. Se eles falam em transparência, isso não foi nada transparente”, afirma.

A mudança de metodologia foi detectada por Samira ao analisar, a pedido da Folha, os dados de letalidade policial omitidos pelo governo. A pesquisadora é uma das principais especialistas do país em estatísticas de violência.

O secretário Alexandre de Moraes diz que a queda de homicídios é “consequência da eficácia do trabalho policial”.

Ele tem neste ano adotado uma iniciativa criticada por especialistas, ao fatiar a divulgação -feita antes de uma só vez e completa- e antecipar alguns números positivos.

OUTRO LADO

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que a mudança nas regras de contagem de homicídios dolosos e letalidade policial segue “metodologia internacional”.

O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse, em nota, que a alteração dos critérios partiu da Corregedoria da Polícia Militar, padronizando sua publicação com a Polícia Civil —que já excluiria dos homicídios as mortes de agentes de folga em legítima defesa.

Os dados envolvendo policiais civis, porém, pouco interferem nas estatísticas gerais —em agosto, por exemplo, não foi registrado nenhum caso no Estado inteiro, contra 22 envolvendo PMs.

Questionado sobre por que divulga comparações de estatísticas com critérios diferentes, que levam à redução artificial dos homicídios, Moraes não deu resposta direta —limitou-se a negar alterações de contabilidade.

Ele afirma ainda que as mortes cometidas por PMs que não sejam em legítima defesa, como chacinas, continuam classificadas nas estatísticas de homicídio.

Moraes também argumenta que a metodologia adotada a partir de abril consta de um “asterisco” em tabela de dados criminais —embora a mudança não esteja informada em comunicados oficiais.

O secretário de Alckmin diz que a decisão de mudar a metodologia foi correta porque, para ele, um homicídio com “excludente de ilicitude” (legítima defesa, por exemplo) deixa de ser homicídio.

“Trata-se de metodologia internacional, adotada tanto pelo direito penal brasileiro quanto pelo direito comparado, onde o crime de homicídio somente existirá se a conduta for típica e ilícita”, diz.

Ele continua. “O fato típico (art. 121 – matar alguém) deixa de ser homicídio quando presente alguma das excludentes de ilicitude. Absolutamente todas as democracias ocidentais utilizam essa metodologia no sistema penal.”

Os especialistas em segurança pública Luís Flávio Sapori, professor da PUC-MG, e Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem desconhecer outro lugar do mundo em que a polícia contabilize homicídios com a nova metodologia adotada pelo Estado de São Paulo. “É uma idiossincrasia paulista”, afirma Sapori.

Moraes criticou os questionamentos feitos pela Folha. “Dessa forma, nos parece que aqueles que realizaram as indagações não entenderam até o presente momento a metodologia internacional, pois não podemos acreditar que haja leviandade e má fé em insinuação de manipulação de números e na continuidade de confusão entre homicídios dolosos e letalidade policial”, afirma, em nota.

Os questionamentos foram encaminhados ao secretário após, em 26 de outubro, ele declarar que havia feito mudanças na contagem de letalidade da polícia paulista para aperfeiçoar e abarcar dados desprezados anteriormente.

“A mudança foi para deixar muito mais transparente, para auxiliar no combate à letalidade em serviço e fora de serviço. […] Aqui é transparência total”, disse na época.

Colaborou MARCELO SOARES, de São Paulo

60% dos paulistanos têm medo da PM, aponta Datafolha 133

LUCAS FERRAZ
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

06/11/2015 02h00

As polícias Civil e Militar despertam mais medo do que confiança na maioria dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha.

A desconfiança com os policiais, registrada em levantamento da semana passada na capital, representa uma piora em relação à pesquisa anterior, de junho de 2013.

Os números do Datafolha evidenciam o atual momento de desgaste na imagem das polícias, sobretudo a PM, que tem alguns de seus integrantes sob suspeita de participação em crimes como a chacina que, em agosto, deixou pelo menos 23 mortos em cidades da Grande São Paulo.

Atualmente, 60% dos paulistanos têm mais medo do que confiança na PM –eram 50% na pesquisa anterior, há dois anos, em meio às manifestações que tomaram as ruas de São Paulo pela redução da tarifa do transporte público e acabaram em confronto com policiais militares.

Infográfico: Medo x confiança na PMhttp://arte.folha.uol.com.br/graficos/P5Udt/?

Além das chacinas, crimes como o assassinato à queima roupa por PMs de dois jovens que já estavam rendidos na zona oeste da capital, em setembro, podem ter contribuído na piora da avaliação.

O atual índice, contudo, é menor do que a desaprovação histórica (74%) verificada pelo Datafolha no primeiro semestre de 1997, quando o caso da Favela Naval, em Diadema (SP), ganhou repercussão nacional com imagens de policiais militares espancando, extorquindo e assassinando moradores do local.

Em relação à Polícia Civil, a imagem não é muito melhor: 55% dos entrevistados disseram temer os integrantes da corporação, o pior índice em 20 anos.

Infográfico: Medo x confiança na Polícia Civilhttp://arte.folha.uol.com.br/graficos/7qrry/?

O temor às polícias Civil e Militar é generalizado entre os paulistanos, não importando a região da cidade onde eles vivem, o sexo e a faixa de renda. O quadro de desconfiança se mantém entre os mais escolarizados.

Quanto mais velho o entrevistado é, contudo, maior a confiança nos policiais.

Para quase um terço dos paulistanos, o medo provocado pelos policiais é igual ao dos bandidos. Entre os entrevistados, 49% disseram temer mais os bandidos, enquanto 21% responderam sentir mais medo dos policiais. Esse índice tem se mostrado estável desde o final da década de 1990.

Infográfico: Medo da polícia x dos bandidoshttp://arte.folha.uol.com.br/graficos/2h3Q8/?

Para especialistas, levará tempo para que a população mude sua percepção em relação às polícias. O principal caminho, dizem, é investir na formação de quadros mais qualificados nas corporações.

Segundo o sociólogo Álvaro Gullo, da USP (Universidade de São Paulo), a má imagem das polícias vem desde o final dos anos 1980, após a redemocratização do país.

“O problema básico é que falta treinamento adequado e preparação psicológica. A Polícia Militar é vista como violenta, a Polícia Civil, como corrupta”, disse.

O deputado Delegado Olim (PP), presidente da comissão de Segurança da Assembleia Legislativa de São Paulo, diz que, como delegado há 23 anos, vê com tristeza os números sobre desconfiança e medo da população.

Para ele, esse quadro só poderia ser revertido com muito trabalho.

“Mas está difícil isso, porque até as polícias estão brigando. Como vão mostrar um belo trabalho se as duas estão se matando?, indaga.

O deputado se refere a uma proposta em discussão na Câmara dos Deputados que pretende dar à PM a atribuição de investigar crimes, hoje exclusividade das polícias civis e federal. Os delegados são contrários a essa mudança.

CICLO COMPLETO PM com requintes de crueldade 40

        O 4º Tribunal do Júri da Capital condenou ontem (4) seis policiais militares a penas que variam de 14 a 18 anos de reclusão, acusados de homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e envenenamento. Segundo a denúncia, em novembro de 2008 dois jovens foram abordados pelos PMs, que os obrigaram a beber solvente. Um morreu e o outro conseguiu se salvar após fingir ter ingerido o líquido.

        “Dois dos réus praticaram crimes mais graves, por ação e não omissão como os demais. Por isso os efeitos da condenação com relação a eles devem ser diferenciados”, diz a sentença proferida pela juíza Liza Livingston. Um deles foi condenado a 18 anos de reclusão, 1 ano e 1 mês de detenção e ao pagamento de 60 dias-multa, e o outro a 18 anos de reclusão, 1 ano de detenção e 40 dias-multa.

        “A ordem dos réus para que as vítimas ingerissem substância entorpecente revelou total falta de compaixão e sensibilidade. Mesmo sabendo que se tratavam de vítimas primárias, de 18 e 19 anos de idade, decidiram impor-lhes sofrimento atroz por ingestão de tricoletileno. Agiram com crueldade e de forma ilegal, deixando de efetuar a prisão para dar vazão aos instintos agressivos”, afirmou a magistrada, que decretou ainda a perda do cargo de ambos.

        Os outros quatro policiais militares envolvidos foram condenados à pena de 14 anos de reclusão, 6 meses de detenção e 20 dias-multa. A pena privativa de liberdade será cumprida inicialmente em regime fechado.

        Comunicação Social TJSP – RP (texto) / AC (foto)
imprensatj@tjsp.jus.br

Perícia policial de SP tem déficit de 40% no quadro de funcionários 64

Com defasagem, polícia científica não entregou 112 mil laudos em 2015.
Equipes cobrem áreas que podem ter até 100 km de uma ponta a outra.

Will SoaresDo G1 São Paulo

Retroescavadeira trabalha em terreno perto da casa de pintor na Zona Sul (Foto: Will Soares/G1)Perícia técnica atua no caso das ossadas encontradas na casa de pintor na Zona Sul (Foto: Will Soares/G1)

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo, responsável pelo trabalho de perícia nos crimes ocorridos no estado, tem uma defasagem de 40% em seu quadro total de funcionários, conforme levantamento realizado pelo G1 por meio das últimas informações atualizadas no Portal da Transparência do Governo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) diz que “a complementação dos efetivos policiais é prioridade do governador Geraldo Alckmin”. A pasta afirmou que a falta de pessoal acontece, principalmente, por conta da Lei Complementar federal 144/14, que antecipou para 65 anos a aposentadoria compulsória das carreiras policiais. (confira a nota abaixo, na íntegra).

Segundo estatísticas do sistema de Gestão de Laudos, de janeiro a setembro de 2015, mais de 112 mil exames, entre clínicos, laboratoriais, criminalísticos e necroscópicos, não tiveram seus laudos expedidos pelos institutos Médico Legal ou de Criminalística. No último trimestre, os órgãos ainda emitiam 56 mil laudos de exames realizados no ano passado.

De acordo com a SSP, seis cargos estão submetidos à Superintendência da Polícia Técnico-Científica. São eles: auxiliar de necropsia, atendente de necrotério, desenhista, fotógrafo, médico-legista e perito. Em todos eles há pelo menos 30% menos funcionários do que o estabelecido como ideal pelo próprio governo do estado.

VEJA O ÍNDICE DE OCUPAÇÃO DOS CARGOS DA POLÍCIA TÉCNICO-CIENTÍFICA DE SP
Cargos Vagas Ativos Déficit
Atendente de Necrotério 523 319 39%
Auxiliar de Necropsia 489 265 46%
Desenhista Técnico-Pericial 253 177 30%
Fotógrafo Técnico-Pericial 844 566 33%
Médico-Legista 774 428 45%
Perito Criminal 1706 1019 40%
Fonte: Portal da Transparência do Governo do Estado de São Paulo

A falta de efetivo é apontada por servidores como um desafio para atender à demanda de um estado em que, só nos nove primeiros meses deste ano, mais de 2,8 mil pessoas foram assassinadas. Além dos casos relacionados a todos os tipos de crime, as equipes também se dividem para atuar em outras situações, como acidentes de trânsito e perícias de informática.

Um dos casos mais alarmantes é o da carreira de médico-legista. Com um dos salários mais altos dentro da instituição, o profissional é o responsável, dentre outras coisas, por realizar autópsias e exames periciais em vivos para apurar lesões corporais ou embriaguez, por exemplo. No cargo, a defasagem atinge 45%. Enquanto o número de médicos fixado por lei é de 774, apenas 428 estavam trabalhando em setembro.

Na carreira de perito, o déficit de funcionários é de 40%. Apenas 1019 das 1706 vagas estavam ocupadas, conforme aponta o último balanço do governo. Para o secretário-geral do Sindicato dos Peritos Criminais de São Paulo (Sinpcresp), Claudemir Rodrigues, a falta de efetivo está diretamente ligada ao atraso dos laudos. Segundo ele, a corregedoria ainda pune quem não consegue se “desdobrar” para entregar os documentos dentro do prazo.

“Com o atual efetivo, os peritos da capital e da região metropolitana precisariam trabalhar uma média de 56h semanais para atender à demanda. Na baixada santista, seriam 78h. A gente sabe que é inviável. O edital prevê 40h, a constituição prevê 40h. A consequência disto é o atraso dos laudos e, algo ainda mais nefasto, que é punir os peritos por isto”, contou Rodrigues.

Não há dúvidas de que temos sobrecarga de trabalho. Atender cerca de 15 locais de crime em um plantão de 12 horas não é nada fácil.”
Fotógrafo da perícia

Já no cargo de fotógrafo técnico-pericial – encarregado de registrar em fotos as ocorrências policiais em qualquer local de crime, com ou sem vítimas -, a situação não é muito diferente: a defasagem é de 33%.

Um destes profissionais, que preferiu não se identificar, relatou as dificuldades que o baixo número de colegas de profissão impõe: “Não há dúvidas de que temos sobrecarga de trabalho. Atender cerca de 15 locais de crime em um plantão de 12 horas não é nada fácil”.

“A área de cobertura das equipes periciais é incompatível com a demanda. No local que eu trabalho, por exemplo, entre os dois extremos da área, há pelo menos 100 km de distância. Se houver dois homicídios ao mesmo tempo, um em cada local, é evidente que a perícia vai demorar, no mínimo, duas horas”, acrescentou ele.

Para o fotógrafo, a falta de pessoal faz com que até os erros da perícia sejam compreensíveis e perdoáveis: “Com mais equipes, haveria melhor distribuição de tarefas e as ocorrências não esperariam tanto tempo pela chegada da perícia. Temos que periciar um local com a maior rapidez possível, já que outras ocorrências estão sempre chegando. Humanamente, é até compreensível se algum vestígio ou indício de autoria não for encontrado”.

Em setembro deste ano, no caso do pintor serial killer da favela Alba, coube a familiares de uma das vítimas achar vestígios e restos mortais na casa do suspeito. A perícia já havia averiguado e liberado a área sem encontrar as evidências. Depois, ao todo, seis corpos foram encontrados no local. Na ocasião, a delegada que investiga o crime defendeu os peritos, a quem classificou como “eficientíssimos”. “Foi feito o que se podia em um final de semana chuvoso e sem nenhuma informação”, disse ela.

Baixas em 2015
Os últimos fotógrafos nomeados foram selecionados após concurso público realizado em 2008. Desde então, nenhum outro profissional foi contratado e o número de profissionais ativos só despenca. Levantamento oficial do governo realizado em dezembro de 2014 e divulgado apenas em abril deste ano, apontou que existiam 599 fotógrafos na ativa. Nove meses depois, o número já caiu para 566.

Desde o início de 2015, a maior baixa, entretanto, também ocorre no quadro de médico-legistas. Mais de 100 médicos foram exonerados ou aposentados desde o começo do ano. Uma queda de aproximadamente 14% no número de especialistas.

A SSP até pretende reforçar o efetivo de médicos por meio de um concurso já em andamento, mas a nomeação não parece ser encarada como urgente: o edital é de 2013 e, até o momento, não houve nenhuma convocação. Além da questão do tempo, o concurso prevê a posse de apenas 140 legistas, enquanto o estado precisa de 436 profissionais.

No caso da carreira de perito, em que a defasagem aumentou em 4% no acumulado dos nove primeiros meses do ano, também há um concurso em andamento. Aberto há dois anos, também não tem previsão de colocar os aprovados na ativa.

De acordo com cronograma divulgado pelo governo, as admissões estão sob análise orçamentária. Por conta da longa espera, os aprovados para perito criaram até uma comissão para pleitear a posse com mais urgência. O grupo pretende realizar uma manifestação na Avenida Paulista, no próximo dia 7, para protestar contra a demora para a nomeação.

“O próprio sindicato dos peritos (Sinpcresp) vai apoiar a manifestação. Eles compraram faixas, bancaram o ato, para apoiar a gente. Para eles está muito complicado também. Estão fazendo umas escalas desumanas. Fizemos um levantamento com eles e alguns peritos estão trabalhando quase 80h por semana”, disse uma representante da comissão.

Sede do Instituto de Criminalística, na Zona Oeste de SP (Foto: Will Soares/G1)Sede do Instituto de Criminalística, na Zona Oeste
de São Paulo (Foto: Will Soares/G1)

Governo regula férias e veda contratações
Em meio à falta de efetivo, o governador Geraldo Alckmin assinou um decreto, publicado na edição de 30 de setembro do Diário Oficial do Estado (DOE), que suspendeu a garantia de férias dos policiais civis do estado. A medida inclui também as carreiras ligadas à perícia.

A determinação revogou, por tempo indeterminado, o artigo 5º, de um decreto de 1986, que proibia a SSP de negar o período de férias aos policiais com a justificativa de absoluta necessidade de serviço. Agora, o governo pode indeferir pedidos de férias caso seja de seu interesse. A secretaria diz que a decisão “permite um melhor planejamento da chefia da polícia”.

Ainda em setembro, o governo paulista também proibiu a admissão e a contratação de pessoal para todas as autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Estado, como a própria SSP. Segundo Alckmin, a proibição levou em conta o “cenário econômico nacional que exige medidas restritivas no âmbito da administração pública”.

O decreto assinado pelo governador ressaltou, entretanto, que excepcionalmente vai autorizar as contratações caso elas sejam devidamente justificadas pelos dirigentes dos órgãos e aprovadas pelas secretarias de Planejamento e Gestão e da Fazenda.

Outro lado
Veja a nota da secretaria na íntegra sobre o déficit de funcionários:

A complementação dos efetivos policiais é prioridade do governador Geraldo Alckmin, que autorizou em 2013 a realização de novos concursos com o total de vagas então existentes.

O efetivo legal fixado para médicos legistas na SPTC é de 773 cargos.

Em dezembro de 2013, o Governador autorizou a abertura de concurso para o preenchimento dos cargos vagos à época. O número de vagas autorizadas foi de 140.

Esse concurso já foi homologado pelo SSP, em outubro, e encaminhado às Secretarias do Planejamento e Fazenda para o cálculo orçamentário financeiro e, posterior, nomeação e posse.

Com a posse dos novos aprovados, o número de médicos legistas será de 635, ou seja, haverá necessidade de novo concurso para completar as 138 vagas restantes, ou seja, 18% do quadro total.

Em relação aos peritos criminais, o efetivo legal é de 1.706, havendo 1.059 peritos em atividade.

O concurso autorizado em 2013, para completar o efetivo então existente, foi homologado pelo SSP em setembro de 2015, para 447 vagas. Com a posse dos novos peritos, o quadro existente será de 1.506, e haverá necessidade de novo concurso para completar as 220 vagas restantes, ou seja, 12% do quadro total.

A necessidade de complementação de vagas ocorreu, principalmente, pela aprovação da Lei Complementar federal 144/14 que antecipou para 65 anos a aposentadoria compulsória dos membros da SPTC.

A SPTC informa que, entre de abril a setembro de 2015, houve queda de 33% no número de laudos em atraso.

Em relação ao decreto sobre indeferimento de férias, ele permite um melhor planejamento da chefia da Polícia.”

População LGBT poderá usar nome social para fazer BOs em SP 47

Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo

05/11/201512h32

  • Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

    O governador Geraldo Alckmin entre representantes de grupos LGBT em evento no Palácio dos Bandeirantes

    O governador Geraldo Alckmin entre representantes de grupos LGBT em evento no Palácio dos Bandeirantes

Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros poderão, a partir desta quinta-feira (5), incluir o nome social no momento de registrar um boletim de ocorrência em distritos policiais no Estado de São Paulo. No entanto, o nome de registro continua obrigatório. Ao prestar queixa, também será possível apontar a orientação sexual e a identidade de gênero da vítima como motivo presumido de atos de discriminação e agressões.

As duas medidas foram anunciadas na manhã desta quinta-feira pela Secretaria da Segurança Pública. Segundo o secretário Alexandre de Moraes, o objetivo é reduzir a subnotificação de crimes de homofobia e transfobia.

O governador Geraldo Alckmin, que esteve presente ao anúncio, afirmou que 20% dos crimes de homofobia cometidos no Estado de São Paulo são de lesão corporal.

Palestras para futuros policiais

Moraes também anunciou que levará militantes LGBT para dar palestras sobre diversidade sexual nos cursos de formação de policiais civis e militares. A intenção é melhorar o atendimento e a abordagem dos policiais a este público

As medidas foram propostas por um grupo de trabalho criado em 2013 pela secretaria. Outras 11 sugestões do grupo ainda estão em estudo – entre elas a ampliação do efetivo da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

O secretário comentou que também está em estudo, desde o começo de 2015, um novo tipo de documento de identificação que poderá permitir à população LGBT usar oficialmente o nome social.

R$ 20.000,00 por informações que levem à captura de Dionatan Lucas da Silva, vulgo “Closeup” 42

Resolução SSP-138, de 03.11.15.
Prot. GS- 14963/14
Fixa o valor a ser pago a quem fornecer informa-
ções válidas quanto a captura de Dionatan Lucas
da Silva, vulgo “Closeup”
O Secretário da Segurança Pública, a vista do disposto no
art. 2º do Dec. 46.505-2002, e da Resolução SSP-43, de 06-05-
2014, resolve:
Artigo 1º – Nos termos do art. 2º da Resolução SSP-43, de
6-5-2014, fixar em até R$ 20.000,00 o valor a ser pago a quem
fornecer informações válidas que levem à captura de Dionatam
Lucas da Silva, R.G. 33.341.884, vulgo “Closeup”, pela prática
do crime de homicídio, ocorrido em 21-08-2014, no Município de
Praia Grande, de que foi vítima o Diretor do Centro de Segurança
e Disciplina de Praia Grande, Charles Demitre Teixeira.
Artigo 2º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua
publicação.

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