Polícia para quem não precisa de polícia – Policiais civis desviados de suas obrigações legais dão vexame no Carnaval e ainda apanham de um único homem…( Imoralidade + amadorismo + estrelismo = instituição sem credibilidade ) 232

Diretor preso em apuração assina termo circunstanciado e é liberado, diz TV

Do UOL, em São Paulo

10/02/2016

 

O diretor de Disciplina da Unidos de Vila Maria, Márcio Queiroz, preso após confusão generalizada durante a apuração das notas nesta terça-feira (9), assinou um termo circunstanciado e foi liberado pela polícia poucas horas depois. O presidente da escola, Adilson José de Sousa, também foi intimado a depor. Ambos são suspeitos de agressão. As informações foram divulgadas pelo “SPTV”, da TV Globo.

Segundo a emissora, o presidente teria agredido um policial no momento em que um dos jurados esqueceu de dar a nota à Império de Casa Verde e teria recebido voz de prisão. O diretor, por sua vez, tentou impedir. O presidente não foi preso, mas os policiais resolveram deter o diretor.

“As pessoas acham que aqui é ‘terra de ninguém’. Aqui tem polícia e vamos prendê-lo em flagrante. Deu para entender?”, disse o delegado Nico Gonçalves, logo após o episódio.

A confusão generalizada começou depois que dois jurados deixaram de dar notapara a Império de Casa Verde e Dragões da Real, na apuração do Carnaval de São Paulo. O suposto esquecimento provocou revolta entre os diretores de escolas rivais, principalmente entre os integrantes da Vila Maria, que acompanhavam a leitura das notas.

O artigo 30 do regulamento oficial do Carnaval 2016, em seu parágrafo primeiro, diz que “no caso de um jurado deixar de atribuir nota ao quesito em julgamento de determinada escola de samba, será atribuída a essa agremiação a maior nota dada pelos demais jurados que avaliaram esse quesito”. O regulamento também prevê “sanções” ao jurado que deixar de dar nota.

Com um enredo abstrato sobre os mistérios da vida, a Império de Casa Verde foi eleita a campeã do Carnaval 2016 de São Paulo. Já a X9 Paulistana e Pérola Negra foram as escolas rebaixadas.

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Como já comentaram aqui no Flit, em vez de buscarem o assassino do policial morto em Bertioga preferem ceder  serviços à  São Paulo Turismo S/A; que  é a empresa de turismo e eventos da cidade de São Paulo.

Possui capital aberto e tem como sócia majoritária a Prefeitura de São Paulo.

Como toda estatal de capital aberto é gerida para fazer política e fortuna de seus dirigentes em detrimento dos acionistas. 

Esperamos que a participação desses policiais civis – diárias – não seja custeada com a verba reservada; nos moldes da maracutaia ocorrida em 2008,  quando o então DIRETOR comprou ternos superfaturados para vestir “seus homens” como seguranças VIPs.

Notoriamente,  o atual Diretor não é do tipo corrupto chineleiro necessitado  de meter a mão no erário e no bolso dos subordinados, mas sua obsessão pelos holofotes deveria ser reavaliada.

Verdadeiramente, faltou competência para negociação, para restabelecer a ordem e, muito pior , para dominar fisicamente um único homem exaltado.

Vexame! 

Chefe dos investigadores de Mogi das Cruzes foi morto em Bertioga 200

Policial é morto e esposa sobrevive após ser baleada no rosto por homem

Suspeito invadiu casa e descobriu que homem era chefe de investigações.
Policial atuava em Mogi das Cruzes e passava o carnaval em Bertioga, SP.

LG RodriguesDo G1 Santos

Chefe dos investigadores de Mogi das Cruzes, Valmir Barbosa de Sousa foi morto em Bertioga (Foto: G1)

O chefe de investigações do 1° Distrito Policial de Mogi das Cruzes foi assassinado na madrugada deste sábado (6) em Bertioga, no litoral de São Paulo. Valmir Barbosa de Sousa, de 56 anos, estava com a esposa assistindo televisão quando um homem entrou na casa e anunciou o assalto. Ao descobrir que a vítima era um policial ele baleou o casal e conseguiu fugir.

A esposa de Valmir foi baleada no rosto, mas sobreviveu e foi levada de volta à sua cidade. Equipes policiais de Mogi das Cruzes foram deslocadas até o município do litoral paulista para auxiliar nas investigações.

O suspeito entrou na casa, localizada na Rua Merlin Junior, aproximadamente às 1h30, no bairro Boracéia. Após entrar na residência ele começou a revirar os cômodos atrás de objetos de valor e descobriu entre os documentos de Valmir que ele era chefe de investigações em Mogi das Cruzes.

Em seguida, o homem atirou na cabeça de Valmir, que morreu ainda no local. A esposa do policial conseguiu cobrir o rosto com as mãos, mas foi baleada no rosto e sobreviveu. Ela não corre risco de morrer.

Depois de efetuar os disparos, o criminoso roubou dinheiro, documentos, uma arma, algemas, outros objetos de valor e conseguiu fugir da residência. O caso está sendo investigado no 1° Distrito Policial de Bertioga. Até o momento, ninguém foi preso.

Caso foi registrado na Delegacia Sede de Bertioga, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Caso está sendo investigado na Delegacia Sede de Bertioga, no litoral de SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Tenente “um quinquênio” por dirigir embriado, disparar na rua e desacatar Praças foi enquadrado pelo Delegado do 2º DP 70

Tenente é preso após atirar na rua e dirigir embriagado em SP

Alexandre Hisayasu – O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2016 | 20h 30 – Atualizado: 05 Fevereiro 2016 | 20h 31

PMs receberam denúncia de que um homem dirigindo um carro preto estava atirando para o alto, descontrolado

SÃO PAULO – O tenente da Polícia Militar, Luiz Felipe Barroso Antunes, foi preso na manhã desta sexta-feira, 5, acusado de dar tiros no meio da rua, dirigir embriagado e ofender colegas da corporação que foram abordá-lo.

Segundo a polícia, o oficial estava de folga e foi encontrado por policiais militares na rua Major Sertório, na região central de São Paulo. Os PMs receberam denúncia de que um homem dirigindo um carro preto estava atirando para o alto e descontrolado.

Os policiais afirmaram que encontraram uma cápsula de pistola na rua e que o tenente estava com a arma da corporação dentro do seu carro. O oficial, ao xingar os colegas, foi contido e levado para o 2º DP (Bom Retiro), onde o caso foi registrado.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que “o tenente foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, desacato e disparo de arma de fogo”. Ele foi encaminhado à audiência de custódia e liberado após pagamento de fiança. O tenente responderá a esses indiciamentos em liberdade.

Em seguida, ele foi conduzido ao seu batalhão para prestar depoimento. Ele responderá, na Justiça Militar, por desacato aos policiais militares que o prenderam e ficará detido no Presídio Romão Gomes, à disposição da Justiça Militar. Além disso, foi instaurado processo administrativo para apurar a conduta do policial e possíveis punições.

Colapso no Litoral Norte – Polícia Civil dos municípios de São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba abandonados pela Secretaria de Segurança Pública 115

Litoral norte abandonado

Meu caro Dr. Conde Guerra, gostaria que Vossa Excelência publicasse em seu respeitado blog a situação de penúria que vive a policia civil das quatro cidades do litoral norte, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela. Por razões que você já conhece, esta denúncia tem que ser anônima, pois o Governo de São Paulo, possui técnicas de perseguição que deixaria os nazistas envergonhados. Pois bem, para começar o carnaval deste ano, não terá o reforço de nenhum policial civil. Teremos que contar com o minguado efetivo que dispomos. O litoral norte tem hoje apenas 14 quatorze delegados em seu total , contando com o delegado seccional. Existem plantões permanentes de 24 horas, na cidade de Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, sendo que em São Sebastião são dois plantões permanentes de 24 horas. A seccional engloba:
Ubatuba¬- delegacia sede (24 horas) e uma DDM (expediente).
Caraguatatuba- delegacia sede (24 horas + cadeia de trânsito) 1º e 2º DPs e DDM (expediente).
São Sebastião- 1º e 2º DPs (24 horas + cadeia de trânsito) e DDM, DISE E DIG (expediente), e ainda a sede da Delegacia Seccional (Corregedoria e setor administrativo).
Ilhabela- delegacia sede (24 horas).
Para tanto, Ubatuba, conta com quatro delegados, incluindo o delegado titular.
Caraguatatuba, (maior cidade do litoral norte) conta com três delegados, incluindo o delegado titular.
São Sebastião, conta com cinco delegados, incluindo todos os titulares e o delegado seccional.
Ilhabela, conta com dois delegados.
As escalas de plantão tornaram-se um terror, pois todos os delegados, além de terem que dar o expediente normal nas delegacias já informadas, são obrigados a concorrer as escalas de plantão, que funcionam 24 horas, todos os dias da semana.
Para o governo do estado, o litoral norte, apesar de contar com as mais belas praias do estado, não possui muitos votos.
Comumente neste periodo do ano, carnaval, férias, a população triplica, quadruplica e somente a PM conta com reforço.
Existem policiais a beira da loucura, estressados, o que reflete no atendimento ao público. Delegados e demais carreiras, já aposentados e trabalhando. Delegados de 1ª classe fazendo plantões.
Para que todas as delegacias tivessem um titular, (sem assistentes) e as equipes de plantão fossem completas, teriamos que ter no mínimo 07 delegados em Ubatuba, 09 em Caraguatatuba, 17 delegados em São Sebastião e 06 delegados em Ilhabela. Portanto o efetivo que tem quatorze delegados, deveria ter 39 (trinta e nove) delegados.
Essa situação se agrava pois as demais carreiras também estão com o quadro de funcionários totalmente defasado. Todas as delegacias contam com funcionários das Prefeituras locais.

Antecipadamente agradeço e aguardo a publicação.

POLICIAL CIVIL DO LITORAL NORTE

O descontrole da PM protegido pelo Ministério Público de São Paulo é alvo de representação 28

OBSERVATÓRIO
O controle das polícias exercido pelo Ministério Público de São Paulo é alvo de representação que será levada ao órgão nesta quarta (3). Assinada pelas ONGs Conectas, Artigo 19 e Ibccrim e pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, a petição cobra atuação mais eficiente dos policiais em manifestações. Para as organizações, a Polícia Militar adota “má conduta” no uso da força nos protestos contra o aumento das tarifas.

MÔNICA BERGAMO

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/02/1736378-jose-dirceu-quer-receber-pensao-maior-por-ter-sido-preso-na-ditadura.shtml

Terceiro mandato – PSDB já é o maior cabo eleitoral de LULA 24

PSDB tentará criar CPI sobre a Bancoop para investigar Lula

Em Brasília

03/02/201607h38

  • Danilo Verpa/Folhapress

    Os alvos da CPI seriam Lula (foto) e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto

    Os alvos da CPI seriam Lula (foto) e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto

Com as investigações da Operação Lava Jato apertando o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB tenta viabilizar a criação de uma CPI para apurar irregularidades envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários).

Deputados discutem com os correligionários do Senado a possibilidade de formar uma comissão mista de investigação, mas, caso a ideia não prospere, contentam-se com um colegiado apenas na Câmara.

Dentre as principais estratégias da oposição a Dilma Rousseff e ao PT neste ano está a criação de CPIs com potencial de desgastar o partido e a presidente. Até março, devem ser abertas três vagas de CPI na Câmara.

A primeira a ser instalada deve ser a do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a segunda será a da Fifa e a terceira, por ordem de inscrição, seria do DPVAT, que pode ser derrubada para dar lugar a uma CPI que mire a Bancoop.

O alvo da CPI, por trás da cooperativa, seria o ex-presidente Lula e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba por causa da Operação Lava Jato e foi presidente da Bancoop.

A mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, comprou cotas da cooperativa para o condomínio Solaris, no Guarujá (SP), empreendimento que foi assumido pela empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato, após a falência da Bancoop.

Segundo a defesa de Lula, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro foi quem teve a iniciativa de fazer a reforma em um tríplex que caberia ao casal Lula da Silva. Porém, ainda conforme a assessoria, o petista nunca soube dos valores da obra.

Em nota, a assessoria também confirmou que Lula chegou a visitar o condomínio Solaris junto com Léo Pinheiro.

Ministro

Nesta terça-feira (2), em reunião com líderes da base aliada da Câmara, o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, fez um desabafo aos presentes. Segundo alguns líderes ele se queixou do que chamou de “perseguição ao ex-presidente Lula”.

Citou ocasiões em que disse ter sido alvo de acusações que foram “estampadas”, porém nunca comprovadas, e pediu a união de todos na defesa das propostas do governo Dilma Rousseff.

Wagner se referia a mensagens de telefone interceptadas por investigadores da Lava Jato que apontaram a relação dele com Léo Pinheiro, um dos condenados por participação no esquema de corrupção da Petrobras.

O jornal “O Estado de S. Paulo” revelou no mês passado diálogos entre os ministro e Pinheiro durante a segunda gestão Wagner (2011-2015) no governo da Bahia.

Os investigadores suspeitam que parte das conversas trate de doações para a campanha petista na disputa pela prefeitura de Salvador. Wagner nega qualquer irregularidade nas conversas. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Legistas de Campinas não cumprem a jornada de trabalho e ainda querem que Delegado agende consulta para a realização de exames de corpo de delito 38

imlSem médicos, IML tem de marcar horário para exame de embriaguez
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE CAMPINAS
Com apenas sete médicos- legistas, o IML (Instituto Médico Legal) de Campinas, que atende uma região com cerca de 1,8 milhão de pessoas, decidiu que não iria funcionar mais 24 horas e que só atenderia casos de flagrante, como de embriaguez ao volante, em dois horários: das 9h às 11h e das 22h às 24h.

O atendimento normal, como exames de corpo de delito em vítimas de violência doméstica ou de acidentes de trânsito, só seria feito das 14h às 18h. A exceção, em todos os casos, só ocorreria se o delegado de plantão ligasse diretamente ao legista.

A decisão foi comunicada logo cedo à Polícia Civil e imediatamente provocou reações. Com a medida, o policial que, na madrugada, desconfiasse que algum motorista havia bebido teria de aguardar horas para fazer o flagrante.

Médicos e profissionais de saúde afirmaram que o álcool no sangue pode ser detectado em até 24 horas após a ingestão. Porém, o teor de álcool pode diminuir, o que prejudica o diagnóstico.

Ao tomar conhecimento do caso, horas depois do comunicado, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, determinou a imediata retomada do horário normal de atendimento. A portaria do IML foi revogada, e o atendimento passou a ser geral para todos os casos.

A secretaria, porém, não informou como resolveu o problema de falta de pessoal.

GENTE DE MENOS

Segundo funcionários, a intenção ao limitar o horário era proporcionar um melhor fluxo de atendimento. O IML atende a cinco municípios da região. O ideal, segundo os mesmos funcionários, seria o dobro de profissionais (14).

Segundo médicos legistas ouvidos pela Folha, o esvaziamento do IML se acentuou há dois anos, com a aposentadoria e a saída de outros profissionais. O diretor João Roberto Muller Júnior não quis falar sobre o assunto nem informar quantas pessoas trabalham no instituto.

Na tarde desta terça (2), a Folha esteve no IML e ouviu reclamações de pessoas que buscavam atendimento. A sala de espera, de cerca de 9 m², estava lotada, e algumas pessoas relataram atraso de até cinco horas.

O calor era grande e não havia ar-condicionado ou ventiladores. Um guarda municipal, que preferiu não se identificar, disse ter aguardado mais de 24 horas para fazer o exame de corpo de delito de um preso em flagrante.

‘DECISÃO ACERTADA’

Para o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Campinas, Aparecido de Carvalho, a decisão do secretário foi “acertada” porque, do contrário, prejudicaria ainda mais o trabalho dos policiais.

“Nós sabemos da falta de profissionais e cobramos isso, mas a decisão do IML prejudicaria ainda mais, porque exigiria um policial para ficar responsável pela vítima ou um preso à espera de atendimento”, disse.

No mês passado, em Americana, na região de Campinas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou o novo IML local e reconheceu a ajuda que a prefeitura dava ao Estado, pagando o aluguel da antiga sede.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Justiça do RJ condena 8 PMs bandidos por tortura, morte e sumiço de Amarildo; policiais honestos testemunharam contra os conspurcardores da lei e da Instituição 39

Justiça do RJ condena 8 PMs por tortura, morte e sumiço de Amarildo

Do UOL, em São Paulo

31/01/201622h41 > Atualizada 01/02/201610h50

  • Daniel Marenco/Folhapress

    Major Edson Santos recebeu a maior pena entre os PMs condenados: 13 anos e 7 meses

    Major Edson Santos recebeu a maior pena entre os PMs condenados: 13 anos e 7 meses

A juíza da 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Daniela Alvarez Prado, condenou, pelo menos, oito policiais militares pela tortura seguida de morte e ocultação de cadáver do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, informou na noite deste domingo (31) o programa Fantástico, da “TV Globo”.

Amarildo desapareceu no dia 14 de julho de 2013, após ser levado por PMs para a sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), localizada no Alto da Rocinha, comunidade da zona sul do Rio de Janeiro. Os PMs suspeitavam que o ajudante de pedreiro sabia onde os traficantes locais escondiam armas e drogas.

As investigações da Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que Amarido foi torturado até a morte, atrás dos contêineres onde funciona a UPP. Ao menos 25 PMs foram denunciados à Justiça por participação nos crimes.

Zulmair Rocha/UOL

Família ainda espera encontrar o corpo de Amarildo

O chamado “Caso Amarildo” teve ampla repercussão e motivou várias manifestações contra a violência em todo o país. A juíza Daniela Alvares Prado escreve em sua sentença que Amarildo era foi “vítima de uma cadeia de enganos, era vulnerável à ação policial, além de ser ‘negro e pobre, dentro de uma comunidade à margem da sociedade’ “.

O comandante da UPP, major da Polícia Militar Edson Santos, recebeu a maior pena “por ser um superior que deveria dar exemplo aos subordinados”, de acordo com a sentença da juíza: 13 anos e sete meses em regime fechado pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Em depoimento, ele chegou a afirmar que Amarildo havia sido ouvido na UPP por alguns minutos “e deixou o local a pé e sozinho”. O major acusou traficantes de terem matado o ajudante de pedreiro.

Ao UOL, o advogado de Santos, Saulo Salles, afirmou ainda não ter sido notificado a respeito da decisão da juíza. “Vou no fórum ainda hoje para ver se isso procede ou não. A defesa não tem ciência porque não houve qualquer notificação. O último movimento do processo era de outubro do ano passado”, disse ele. Como a sentença é de primeira instância, cabe recurso. “De qualquer forma, vamos recorrer.”

A reportagem do Fantástico informa também que o subcomandante da unidade, tenente da PM Luiz Felipe de Medeiros, foi condenado a dez anos e sete meses de prisão. De acordo com a sentença, “ele orquestrou o crime junto com o major Edison”.

O soldado Douglas Roberto Vital Machado foi condenado a 11 anos e seis meses em regime fechado, “por ter atuado desde a captura de Amarildo até a morte dele”.

Os soldados da PM Marlon dos Campos Reis, Jorge Luís Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Wellington Tavares da Silva e Fábio Brasil da Rocha da Graça foram condenados a dez anos e quatro meses.

Todos os condenados deverão ser expulsos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A reportagem não informa a respeito do veredicto dos outros 17 denunciados. Ainda cabe recurso à decisão em primeira instância.

Covardia

Na sentença, a juíza critica a atuação da Polícia Militar do Rio de Janeiro: “nos deparamos com a covardia, ilegalidade, o desvio de finalidade e o abuso de poder exercido pelos réus”.

A investigação revela que policiais militares, que não participaram da ação criminosa, foram obrigados a ficar dentro dos contêineres, com expressa proibição de saírem do local. Um deles contou, em depoimento, que ouviu as seguintes palavras proferidas por Amarildo: “Não, não, me mata, mas não faz isso comigo!”.

Depois da tortura, o major Edison Santos mandou os policiais que estavam nos contêineres fossem embora: “Vai todo mundo embora, não quero ninguém aqui!”.

A investigação sobre o destino do corpo de Amarildo prossegue. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) são suspeitos de retirarem o cadáver da vítima em uma viatura.

Entrevista – Alexandre de Moraes: ‘É possível prevenir homicídios em SP’, diz secretário de segurança 68

Entrevista. Alexandre de Moraes

Secretário da Segurança diz que nº de mortes caiu após ação direta em bares e locais onde há violência doméstica

‘É possível prevenir homicídios em SP’, diz secretário de segurança

Alexandre Hisayasu, Ana Carolina Sacoman – O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2016 | 05h 00 – Atualizado:30 Janeiro 2016 | 23h 54

Há pouco mais de um ano à frente da Segurança, a gestão do secretário Alexandre de Moraes alcançou uma marca histórica, com a menor taxa de homicídios, 8,73 casos por 100 mil habitantes, do País. Mesmo com as estatísticas criminais favoráveis, ele nega ter interesse em disputar as eleições para a Prefeitura neste ano ou para o governo estadual, em 2018. Em entrevista ao Estado, disse que o Movimento Passe Livre (MPL) é antidemocrático e que deu total liberdade para a Polícia Civil investigar a fraude na distribuição da merenda escolar, na qual os suspeitos citam nomes do Executivo e do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), como supostos envolvidos no esquema.

No passado, o senhor fez relação entre crimes patrimoniais e o “boom” econômico. Até onde a crise interfere nas estatísticas?

Continuo achando a mesma coisa. Não é algo só do Brasil, mas a questão da crise, muito desemprego, acaba gerando impacto. Se a gente pegar os três últimos meses (de 2015), quando a crise afetou mais, principalmente o roubo e o furto aumentaram um pouco. Existe uma relação, não só no Brasil, mas no mundo, que uma crise econômica maior, com as pessoas mais necessitadas de dinheiro, acaba gerando principalmente um aumento no roubo de carga, na carga de comida. Depois de seis meses de queda de roubo a carga, nós tivemos em outubro, novembro e dezembro um ligeiro aumento. Não significa dizer que tem relação entre ficar desempregado e virar criminoso, mas a criminalidade acaba tendo um incremento.

Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante entrevista ao Estado 
Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante entrevista ao Estado

Além de roubo e furto, houve aumento de latrocínios no quarto trimestre de 2015.

O latrocínio teve uma pequena variação, são quatro a mais (de 89 para 93 casos no Estado, em comparação com o quarto trimestre de 2014). É crime que se combate de uma forma reflexa: a pessoa não sai para praticar latrocínio, ela sai para praticar um roubo. Costumo dizer que é um roubo que não deu certo até para a própria pessoa que saiu para praticar, e geralmente está muito ligado à droga. É um crime que você combate pelo roubo. Antes, nós tínhamos 42% dos latrocínios ligados ao roubo de veículo: põe a arma, a pessoa assusta, o carro dá aquele tranco e o outro atira. Caiu o roubo de veículo, caiu o latrocínio. Ou seja, é crime reflexo.

Qual o motivo da queda constante nos índices de homicídio?

Todo crime é grave, mas homicídio é prioridade. Já vem caindo desde 1996. Desde 2001, tivemos dois aumentos. Incrementamos a fiscalização das situações que podem causar homicídio. Terminamos o ano de 2014, no Estado, com 10,14 (casos por 100 mil habitantes). Baixou de 10, baixou de 9 e chegou a 8,73. E, se continuar nesse ritmo, vai baixar mais ainda. Tradicionalmente, todo georreferenciamento (estratégia policial) de viaturas, rotas de viaturas, tudo é mais ligado ao crime de patrimônio, que é um volume maior. Eu aumentei um ingrediente que é o homicídio, que é possível prevenir.

Existe circunstância mais favorável para um homicídio?

Bar, sábado, chegando mais para a noite, é o dia maior com homicídio. Nós fortalecemos o policiamento, diferentemente dos demais dias. Agora, sábado à noite é o dia com menor índice de roubo de carga, de roubo, de crimes contra o patrimônio. Nós mudamos o policiamento privilegiando o combate ao homicídio. Estou agora esperando o Ministério Público dar provimento aos cargos da Promotoria de Violência Doméstica para verificar mais detalhadamente os locais onde há violência doméstica, para tentar combater previamente (as mortes dentro de casa). Briga de bar você previne pedindo para as prefeituras verificarem horário, verificarem o bar, fecharem se está irregular.

Especialistas em segurança criticam a forma de divulgação das estatísticas de maneira “fatiada”, privilegiando os melhores índices. O senhor vai continuar “fatiando”?

Fatiar é uma expressão da imprensa. Eu vou continuar divulgando em dias diferentes até o dia 25 de cada mês, porque eu acho que é muito mais interessante para a sociedade do que você colocar todos os índices no mesmo dia. Vocês não vão pegar nenhuma divulgação minha só de índice bom, sempre tem um critério. Nenhum dado deixou de ser divulgado.

É difícil fazer as Polícias Militar e Civil trabalharem juntas sem que haja brigas entre as corporações, como ocorreu nas investigações da chacina dos 19 mortos?

É até natural que isso ocorra, mas quando extrapola, aí a secretaria tem de entrar. A primeira reunião com o comandante-geral e o delegado-geral, até por ter a experiência de ter filhos gêmeos, eu disse que saberia conviver muito bem com isso (rivalidade), porque eu sei que não se pode dar uma coisa para um e não dar para o outro, não pode favorecer um e desfavorecer o outro, porque nenhum secretário da Segurança consegue andar numa perna só. A nossa estrutura de segurança pública tem duas pernas. Instituições não precisam se gostar, elas precisam se respeitar. Se dá faísca embaixo, a gente resolve em cima.

O que o senhor espera das próximas manifestações do Movimento Passe Livre (o grupo anunciou pouco depois que só voltaria às ruas em fevereiro)?

A estratégia não muda. Tem de ter comunicação prévia. Não sou eu quem pede, é a Constituição que exige. Em todos os países democráticos, se exige a comunicação prévia, informar quem são os responsáveis, etc. O Passe Livre é o único que em todas as manifestações não só não comunica (trajeto) como tem depredação.

Foi noticiado que o senhor teria feito uma provocação ao deputado Fernando Capez no Facebook pelo fato de o nome dele ser citado como investigado e ele ser um eventual rival numa disputa para o governo do Estado em 2018.

Até ontem disseram que eu era candidato a prefeito. Agora falaram que vou ser candidato a governador e que foi uma provocação (postagem no Facebook). Todas as grandes operações da polícia eu coloco no meu Facebook. Não sei onde inventaram isso.

Sobre os boatos sobre suas candidaturas. Se filiar ao PSDB, em dezembro, fez com que aumentassem…

Eu voltei à vida pública em janeiro de 2015. Em março, já falavam que eu seria candidato (a prefeito de São Paulo). Boato é boato. Nunca ninguém viu eu dar motivo para esses boatos. Eu fui no Roda Viva (TV Cultura), em março, e eu perguntei de onde tiraram isso. E responderam que eu viajava muito com o governador Geraldo Alckmin para o interior.

Com os índices em queda, seu nome seria o dos sonhos do governador, não?

Eu não vou reclamar que vocês imaginem isso. Para mim, é uma honra ser o nome dos sonhos… Mas, antes de ser tucano, PSDB, eu sou “alckmista”, independentemente do partido em que eu estava. Mudei de partido (do PMDB para o PSDB) porque sou secretário da Segurança Pública do governador Geraldo Alckmin. Talvez, se eu tivesse falado que seria candidato, em março, esse assunto estaria encerrado. O PSDB nem definiu os pré-candidatos à Prefeitura e já dizem que sou pré-candidato a governador. Isso não existe. Eu tenho compromisso com o governador de ficar até o fim do mandato dele. E tenho histórico de nunca ter sido candidato a nada.

Transcrito de O Estado de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

IMUNDÍCIE – Quadrilha de PMs comandada por oficiala especializada em achacar, traficar e matar…Cadeia e rua para esses sujismundos da lei e da Polícia 53

Corregedoria investiga 11 PMs por achaque e revenda de drogas

Alexandre Hisayasu – O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2016 | 05h 00 – Atualizado: 01 Fevereiro 2016 | 07h 40

Policiais do 2º Batalhão, foram indiciados também por cobrar mensalidade de casa de bingo, forjar flagrantes e até matar

SÃO PAULO – A Corregedoria da Polícia Militar investiga policiais do 2.º Batalhão, na zona leste de São Paulo, por suspeita de formação de quadrilha. Onze PMs foram indiciados por achacar traficantes, roubar drogas de pontos de tráfico para revender depois, forjar flagrantes em troca de propina, cobrar mensalidade de casas de bingo e até matar. Na maioria dos crimes, eles estavam em serviço.

O inquérito policial militar da Corregedoria, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade, mostra que os crimes foram descobertos, ao longo de nove meses, por meio de escutas autorizadas pela Justiça. Os acusados negam os crimes.

Policiais militares são acusados de formar uma quadrilha para praticar uma série de crimes na zona leste
Policiais militares são acusados de formar uma quadrilha para praticar uma série de crimes na zona leste

Em dezembro, foram decretadas as prisões da tenente Beatriz Marandola da Silva; dos cabos Bruno Marandola da Silva (seu irmão), Ricardo de Nofre, Raphael Mendes Sparapani Oliva, Erick da Silva Andrade, Pedro Henrique Santos da Silva; dos soldados Aquiles da Silva Duarte, Rafael Lima de Albuquerque, Marcio Henrique de Campos, Anderson Teixeira Lopes; e do sargento Reinaldo Luiz José de Lima. Erick e Pedro pertencem ao 29.º BPM.

A apuração começou em abril do ano passado, depois que os promotores do Grupo Externo de Controle da Atividade Policial (Gecep) acionaram a Corregedoria quando descobriram que PMs estavam agindo com um informante que se passava por investigador do Departamento de Investigações Criminais (Deic) para cobrar propina de criminosos. Segundo o grupo, o falso policial apurava nomes e endereços de bandidos, principalmente traficantes, para que os PMs exigissem dinheiro. Em seguida, faziam a partilha.

Escutas revelaram que um criminoso, relutante em dar dinheiro para os PMs, pode ter sido assassinado.

A apuração concluiu que eles descobriram que o informante era um falso policial e passaram a extorqui-lo. Ele, em depoimento aos promotores, revelou que pagou R$ 35 mil para não ser preso ou denunciado.

Sequência de crimes. De abril a dezembro do ano passado, os suspeitos praticaram pelo menos dez crimes, segundo as investigações da Corregedoria.

Em agosto, segundo o órgão, a tenente Beatriz e os demais PMs de sua equipe tentaram forjar flagrante de tráfico de drogas contra dois jovens que foram pegos com R$ 28.780,00 em uma sacola e uma pequena porção de maconha.

As escutas mostram que o cabo Bruno se prontificou a buscar um quilo de maconha na casa do soldado Albuquerque para imputar mais crimes aos jovens. “Se for precisar mesmo, eu te ligo”, disse a tenente em conversa por celular com seu irmão. Ela desistiu da ideia.

No mês seguinte, os cabos Bruno, Nofre e o soldado Albuquerque abordaram dois suspeitos em um ponto de tráfico em Ermelino Matarazzo, na zona leste, mas apenas um foi preso.

Eles disseram no 24.º DP que o rapaz foi surpreendido com 20 trouxas de maconha, R$ 65 e 135 pinos de cocaína. As escutas, porém, revelaram uma história diferente. O rapaz, na verdade, foi pego depois de comprar duas pequenas porções de um traficante conhecido como “Tô”. Os dois foram achacados pelos PMs, que exigiram mais drogas, armas e dinheiro para liberá-los. O traficante pagou a exigência e foi solto. O rapaz ficou preso. Se fosse levado ao DP com duas porções de maconha, seria considerado usuário.

Negociação. Os corregedores também flagraram o cabo Raphael negociando porções de cocaína. Em outubro, ele telefona para um amigo e diz que pegou 20 pinos da droga prontas para venda. Em outra ligação, ele revela que conseguiu a cocaína depois de um acordo com traficantes. Para a Corregedoria, o PM roubou a droga.

Ainda em outubro, os soldados Campos e Lopes localizaram um casa de bingo, na Ponte Rasa, zona leste. Segundo a Corregedoria, os PMs junto com o sargento Lima pediram propina ao proprietário para não levar o caso até o DP. Por telefone, Lopes diz para Campos “arrebentar” e pedir “cincão” (R$ 5 mil) por mês. Funcionários do local confirmaram aos corregedores que, no dia da blitz, os policiais conversaram com o proprietário em um local reservado e foram embora em seguida. Os depoimentos aconteceram apenas em janeiro, quando o endereço do bingo foi descoberto. A Corregedoria apreendeu máquinas caça-níqueis.

Na semana passada, a Justiça Militar mandou soltar a tenente Beatriz e os cabos Pedro e Erick. Eles respondem em liberdade. Os demais continuam no Presídio Militar Romão Gomes.

Transcrito de O Estado de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Fica sussa, Lula ! – O GAECO do Ministério Público de São Paulo só ganha ações contra contraventores , tiras e delegados pés-rapados sem parentes e padrinhos do PSDB…( Não há ocultação ou lavagem sem prova do crime antecedente, conforme o TJ-SP ) 74

Ministério Público de SP intima Lula e Marisa para deporem sobre triplex

fachada-mansao-da-praia-santosSuspeita é de que proprietários de apartamentos do condomínio usaram o nome de terceiros para ocultar patrimônio

DA ESTADÃO CONTEÚDO
29/01/2016 – 15:09 – Atualizado em 29/01/2016 – 15:09

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a esposa dele, Marisa Letícia, para prestar depoimento, como investigados, no dia 17 de fevereiro sobre um imóvel triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá.

Também serão ouvidos o empreiteiro José Adelmário Pinheiro e o engenheiro Igor Pontes, ligados à construtora OAS, responsável pelo empreendimento. O imóvel, localizado no Guarujá, no litoral paulista, é alvo de investigações da 22ª fase da Lava Jato, a Operação Triplo X, deflagrada no dia 27.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que proprietários de apartamentos do condomínio usaram o nome de terceiros para ocultar patrimônio. Os investigadores chegaram a essa conclusão após receberem as matrículas dos imóveis registradas no cartório da cidade. De acordo com o MP-SP, o promotor de Justiça Cássio Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de ocultar a identidade do dono do triplex que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

O Condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa. Para os investigadores, há indícios de que as aquisições dos imóveis ocorreram por meio de repasse de propina entre os envolvidos nos desvios de recursos da Petrobras, entre eles a OAS.

Procurada pela Agência Brasil, a construtora OAS informou que ainda não tem um posicionamento oficial sobre o tema. A reportagem procurou também o Instituto Lula, que não atendeu as ligações.

AI QUE BURRO – Tenente-coronel da PM anonimamente liga para o 190, indicando a localização da arma empregada para matar Delegado 66

Tenente-coronel da PM recebe denúncia sobre crime e liga para o ‘190’

28 / 01 / 2016 | 10h07
DA ESTADÃO CONTEÚDO

chavesO DHPP identificou os suspeitos, que estão sendo procurados

A Corregedoria da Polícia Militar investiga a conduta do tenente-coronel Julio de Freitas Parruca por um fato inusitado: o oficial, ao receber informações sobre onde estaria escondia a arma usada para matar o delegado José Antônio do Nascimento, em 14 de janeiro, durante uma tentativa de assalto, não tomou providências como comandante do 46º Batalhão. Ele teria ido com o denunciante até um orelhão e feito uma ligação anônima para o “190” – número da PM – dando localização da arma.

O 46º Batalhão cuida do patrulhamento de bairros da zona sul da capital, como a região do Sacomã, onde o delegado foi assassinado.

O caso foi descoberto, porque os policiais acionados pelo “190” localizaram a arma e contaram em depoimento ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) que receberam uma denúncia anônima. A gravação da ligação foi entregue aos investigadores e despertou a suspeita dos corregedores por ser praticamente idêntica ao do tenente-coronel. Ele nega que a voz seja dele.

A Corregedoria pediu que Parruca fizesse o teste comparativo de voz, mas ele se recusou. A testemunha foi localizada e confirmou que foi procurada pelos supostos assassinos do delegado que lhe pediram para guardar a arma do crime. Ela, então, teria procurado o tenente-coronel e pedido orientações. É investigado se a testemunha e o oficial são amigos e qual o motivo que levou Parruca a não tomar providências, como mandar que seus subordinados apreendessem a arma.

O delegado Nascimento foi morto quando parou o carro em um semáforo da Estrada das Lágrimas. Dois bandidos se aproximaram e anunciaram o assalto, mas Nascimento sacou a sua arma da Polícia Civil, que teria falhado. Os bandidos atiraram e fugiram correndo. Eles deixaram a moto que usavam no local. O DHPP identificou os suspeitos, que estão sendo procurados.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o tenente-coronel Parruca foi afastado das funções. A pasta disse que a conduta de Parruca é investigada e, de acordo com a investigação preliminar, “ele teria sido procurado por um conhecido que recebeu a arma do crime com o pedido de guardá-la e solicitou orientação ao oficial”.

“O PM teria orientado o homem a deixar a arma em um local ermo e avisar à polícia de forma anônima via ‘190’. O DHPP confirmou essa informação em oitiva realizada na semana passada. O tenente-coronel cumpre expediente administrativo na Corregedoria até que sejam esclarecidos os fatos.”

Promotor do GAECO critica divulgação dos nomes de deputados ( Excelência, nome dos deputados ou de seu colega Fernando Capez ? ) 32

O promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco de Ribeirão Preto, que atua na região de Bebedouro, criticou a divulgação dos nomes de deputados citados por investigados e disse que essa parte da apuração começará na próxima semana na Procuradoria-Geral de Justiça, em São Paulo.

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Não sei o porquê da crítica ao vazamento dos nomes dos deputados, já que os GAECOs rotineiramente destroem a reputação de tantos inocentes; de policiais civis, especialmente !

Só falta, daqui a pouco , o MP culpar o Delegado por vazar as informações.  

LARANJADA ORGÂNICA SUPERFATURADA – Secretário Alexandre de Moraes é censurado por elogiar a Polícia Civil no Facebook 28

Secretário de Alckmin exalta apuração de esquema e irrita aliados de Capez

Reprodução/Facebook/Alexandre de Moraes
Post no Facebook do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre a Operação Alba Branca
Post no Facebook do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre a Alba Branca

THAIS ARBEX
DE SÃO PAULO

A mensagem publicada na noite de domingo (24) pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, em seu perfil no Facebook, parabenizando a Polícia Civil pela Operação Alba Branca irritou o entorno do presidente da Assembleia paulista, Fernando Capez (PSDB). Investigados ligam o deputado estadual ao suposto esquema de corrupção na compra de produtos agrícolas destinados à merenda escolar da rede paulista de ensino.

“Amigos, dizem que a corrupção é um crime sem rosto, entretanto, o trabalho da Polícia Civil durante a operação ‘Alba Branca’ vem revelando alguns destes corruptos”, escreveu Alexandre de Moraes.

O post, que estava no ar até a noite desta terça-feira (26), foi apagado da linha do tempo do secretário.

Embora o secretário de Segurança rechace, a quem insinua, o ingrediente político, a avaliação no Palácio dos Bandeirantes é que a publicação da mensagem foi desnecessária e abriu espaço para que a especulação de fogo amigo ganhasse corpo dentro e fora do PSDB.

Pessoas próximas a Fernando Capez já haviam dito que o envolvimento do nome do deputado na Alba Branca teria aspecto político e a mensagem na rede social deu ainda mais força a esta especulação. O presidente da Assembleia paulista e o secretário de Segurança Pública de São Paulo são potenciais candidatos em 2018 à sucessão de Geraldo Alckmin no governo paulista.

Capez, que chegou a ser apontado como possível pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, teria aberto mão de entrar na disputa municipal com vistas a 2018 –quando o partido, segundo disse a interlocutores, estaria menos rachado.

A recém-filiação de Moraes ao PSDB, no entanto, mudou o cenário. Com a simpatia do governador, o secretário de Segurança Pública passou a ser uma ameaça ao planos de Capez para o Executivo paulista.

A avaliação no Bandeirantes é que foi um erro o presidente do partido em São Paulo, deputado Pedro Tobias, e o líder tucano na Assembleia, Carlão Pignarati, divulgarem uma nota rechaçando as acusações contra o presidente do Legislativo paulista. O entendimento é que, com a nota, a operação ganhou caráter político e jogou as acusações no colo de Capez.

ATUAÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Alexandre de Moraes e Fernando Capez atuaram juntos no Ministério Público de São Paulo. Capez ganhou notoriedade no embate com as torcidas organizadas. Ele foi o responsável por pedir a extinção da Mancha Verde e da Independente, organizadas do Palmeiras e do São Paulo, em 1995.

Após a partida em que os dois times disputaram a final da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, um confronto entre as torcidas acabou com a morte de um torcedor.

Na gestão de Gilberto Kassab na Prefeitura de São Paulo, Alexandre de Moraes ganhou o status de “supersecretário”, quando acumulava o cargo de secretário de Transportes e Serviços, além da presidência do Serviço Funerário Municipal, da SPTrans e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Profissão de grande risco: em 2015 , 16 policiais foram mortos em serviço, sendo 13 policiais militares e três civis…Elevada mortalidade considerando o quadro ativo operacional de menos de 100.000 policiais 32

Policiais de São Paulo mataram 2,2 pessoas por dia em 2015

Fabiana Maranhão e Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo

27/01/201618h02 > Atualizada 27/01/201620h45

  • Edu Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo

Policiais civis e militares, em serviço ou de folga, mataram 798 pessoas no Estado de São Paulo ao longo de 2015, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública). Foi uma média de 2,2 mortes por dia.

A maior parte das pessoas foi morta pela PM, sendo 580 por policiais militares em serviço e 170 por PMs de folga. No ano passado, outras 48 pessoas foram mortas por policiais civis (em serviço ou de folga).

Em comparação com o número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) registrados no Estado em 2015 (3.757) e divulgados na terça-feira (26), os mortos pelas polícias paulistas equivalem a cerca de 20%.

No mesmo período, 16 policiais foram mortos em serviço, sendo 13 policiais militares e três civis.