Falecimento do investigador Laercio Miranda 13

 

Com  tristeza comunicamos o falecimento do policial Laércio Miranda,  investigador de polícia da Seccional de Santos, o velório ocorre no Memorial Ecumênico de Santos; o sepultamento será realizado, amanhã, por volta das 10 da manhã.

O falecido ingressou na Polícia Civil como agente policial  e , posteriormente, foi aprovado em concurso para o cargo de investigador. Por muitos anos trabalhou no GARRA e na DIG de Santos.

Leal aos colegas e superiores;  de coragem intelectual e física raras.

Descanse em paz!

 

 

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Candidatos aprovados em concursos da Polícia Civil pedem socorro 93

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Rumo à Acadepol

Bom dia, Doutor Guerra!

Gostaria que, se fosse possível, o senhor mostrasse em seu site o total descaso e falta de compromisso do governo para com os aprovados nos concursos da Policia Civil e Técnico Cientifica.

Para o senhor ter uma ideia: nos preparamos em média de um a dois anos para realizar um concurso tão concorrido. Ao todo foram quase 220 mil candidatos concorrendo as 3297 vagas, dos mais variados cargos da policia, totalizando 6645 aprovados.

Passamos por todas as fases durante 2 anos de concurso: preambular, escrita, oral, psicológica, física, investigação social – para chegar na hora da tão esperada nomeação não ter uma data ou uma perspectiva do governo.
Em entrevista durante eventos de entregas de viatura, fomos informados pelo próprio Secretário de Segurança Pública Alexandre de Moraes que, provavelmente, será chamado metade dos aprovados do concurso de Escrivão de Policia – ou seja, apenas 394 candidatos de, ao todo, 1894 aprovados que aguardam ansiosamente a carreira tão sonhada.

O pior de tudo é que, além de provavelmente ser chamada apenas a carreira de Escrivão de Policia, a outra metade teria que aguardar a situação financeira do estado melhorar e a boa vontade de nossos representantes. Vale lembrar que, segundo a SEFAZ, a arrecadação deste ano já ultrapassa a do ano passado. Ou seja, falta de verba não é desculpa! Falta compromisso com a segurança publica, com a policia civil e com os aprovados no concurso.
Enquanto somos esquecidos, a PM forma, todo o ano, em média 4 mil policiais.

Somos:

283 Delegados
1799 Investigadores
1894 Escrivães
Policia Técnico Cientifica
280 Medicos Legistas
1342 Peritos Criminais
374 Fotógrafos Técnico Periciais
161 Desenhistas Técnicos Periciais
300 Auxiliares de Necropsia
212 Atendentes de Necrotério

Imagine a força que ganharia a policia civil com esses 6645 policiais na fileiras! A atividade de policia judiciária ganharia efetivo e a população ganharia qualidade no atendimento e elucidação de crimes.

Durante janeiro e fevereiro o governador entregou diversas viaturas, tanto para a policia civil quanto para a pm, porém não há funcionários nas delegacias!
Pra maquiar, o governo desvia milhares de funcionários da prefeitura, incluindo GCM’s para fazerem os trabalhos de polícia judiciária. Enquanto isso estamos com concurso homologado sem previsão de nomeação!!

Espero que o senhor leia esse pedido de ajuda!

Desde já agradecemos!

Blog Rumo a Acadepol.

Vereador e secretário de São Vicente são presos em operação da DIG e do Gaeco – A Tribuna 49

http://m.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/policia-e-gaeco-cumprem-mandados-na-prefeitura-de-sao-vicente/?cHash=5ecbd45ae2fc5a9d89f4039a0e501506

A prefeitura de São Vicente – assim como centenas de outras cidades deste país – foi tomada por criminosos.  Parabéns aos policiais da Seccional de Santos.  E que o atual prefeito – confirmados os indícios de corrupção e lavagem de dinheiro – deixe a prefeitura devidamente algemado.

Corregedoria correria tentará proteger o investigador Camilo Leonel 288

Camilo Leonel não atua apenas como investigador de polícia. Até dias atrás dava expediente no 6º andar do número 365,  da rua Plínio Barreto, sede da Qualicorp.

Ouvidos, funcionários e ex-funcionários da empresa  disseram que Camilo Leonel – empregando policiais e viaturas – atua como chefe da segurança da empresa, tendo à disposição sala e equipe de colaboradores ;  cuidando – especialmente –  do transporte de dinheiro e documentos.

Camilo Leonel atuaria também como uma espécie de segurança pessoal de José Seripieri Júnior; dono do helicóptero que matou o filho do governador GERALDO ALCKMIN.

A Qualicorp absorveu a estrutura securitária  da ADPESP; depois de contratadas  apólices desastrosas para associados e agregados ( RESTOPOL ), mas – segundo se sabe – muito vantajosas para ex-presidentes e diretores da entidade dos delegados de polícia.

Absurdamente, no caso da tentativa de extorsão contra o comerciante de tapetes  da Pérsia, por  mais eloquentes que sejam as filmagens, foi presenteado pela Corregedoria com uma AP ( apuração preliminar ); aguardando-se o dissipar da poeira com a finalidade de que – por meio de uma simples SA ( sindicância administrativa ) ,  no máximo sofra uma pena de suspensão.

Ele, verdadeiramente, já deveria estar na cadeia!

Enfim, a Polícia Civil é um verdadeiro antro protetor de ladrões íntimos do poder .

Felizmente, muito em breve – graças aos muitos  Camilos e seus protetores –   esse órgão pestilento deixará de existir.

Delenda est Civil!

Investigador da Corregedoria suspeito de perder a cabeça por conta de uma vagina…( Além de também perder o cargo vai ter que se explicar com a patroa ) 549

Imagens mostram investigador de polícia agredindo comerciante em SP

Snap 2016-02-14 at 23.21.15Comerciante é dono de uma loja de tapetes nos Jardins, área nobre de SP.
Motivo seria a reclamação de uma cliente na devolução de mercadoria.

Imagens de câmeras de segurança mostram um investigador de polícia agredindo um comerciante com socos e empurrões. O investigador trabalha na Corregedoria da Polícia de São Paulo e pode responder por abuso de autoridade. O comerciante é dono de uma loja de tapetes, nos Jardins, área nobre da capital paulista. O motivo da discussão foi a devolução de um dos tapetes da loja.

Crime perfeito 2 – Auxílio IPhone 6 para membros do Ministério Público Federal 54

Em tempos de crise, Ministério Público Federal faz compra astronômica de Iphones 6

Sede_MPFPor Elton Santos

Que a telefonia é cara no Brasil, isso todo mundo sabe. Mas quando se passa da cifra dos milhões, as suspeitas começam a emergir. Embora tenha passado despercebido, o Ministério Público Federal contratou por cerca de R$ 13 milhões, serviços de comunicação com a vigência de um ano.

A vencedora do pregão eletrônico foi a Claro. Na descrição da compra, o órgão exigiu que o modelo fosse IPhone 6 ou superior. A estimativa incial era gastar um pouco mais de R$ 2 milhões. Mas o valor foi exorbitantemente ultrapassado.

Segundo a justificativa do MPF, a compra de smartphones “tem como objetivo o atendimento à crescente demanda por serviços corporativos disponibilizados nos sítios institucionais e também de outros órgãos, tais como: correio eletrônico institucional (e-mail), serviço de mensagem instantânea, nuvem de dados corporativa, dentre outros“.

Já a escolha do iPhone 6 “se deu em função do parque já existente, garantindo que o investimento, as pesquisas e implementações já realizadas permaneçam incorporadas ao patrimônio, tangível e intangível da instituição, além de garantir a entrega de serviços já familiares aos usuários e com níveis de segurança satisfatórios”, consta do Edital. O caso já emitiu odor nas narinas de policiais federais, que viram com total estranheza a compra. Principalmente porque seria mais uma das tantas regalias, como férias remuneradas de 60 dias, recesso de 20 dias, auxilio moradia de R$ 4,3 mil, adicional de exercício eleitoral…

Claro MPF resultado

 

valor pregão MPF

 

Estimativa inicial de gasto com a compra:

Claro MPF estimativa

Em tempos de crise, Ministério Público Federal faz compra astronômica de Iphones 6

 

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Não foi suficiente o auxílio moradia ( crime perfeito na definição do nosso leitor HORÁRIO DE ALMOÇO ), eis o crime perfeito nº 2. Aguardem que vem mais! 

Juízes ganham na Mega a cada três meses 45

  • Rogerio Waldrigues Galindo

GAZETA DO POVO – Texto publicado na edição impressa de 10 de fevereiro de 2016

É como se os juízes e promotores do Brasil estivessem à beira de ganhar sua nona Mega-Sena da Virada em menos de um ano e meio. São já R$ 2 bilhões recebidos em dezesseis meses – mas, claro, sem a necessidade de sorteio ou expectativa. O bolão não falha nunca, e é sempre dividido pelas mesmas pessoas.

Assim como na Mega-Sena, o dinheiro sai do bolso de pessoas que não ganharam. A diferença é que na loteria desembolsa-se o valor do bilhete achando que existe chance de levar a bolada. (Embora, como já disse alguém sabiamente, a loteria seja o imposto que o governo cobra dos que não aprenderam a lei das probabilidades.) Nesse caso, paga-se à revelia e na certeza de não recuperar um centavo.

O dinheiro extra flui para o bolso de promotores e juízes desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em finais de 2014, decidiu que todo magistrado tem direito a R$ 4,3 mil mensais de “auxílio-moradia”. As aspas são necessárias porque até mesmo juízes admitem que não se trata de dinheiro para moradia – e que isso é apenas uma burla à lei que impede aumento de salário acima do teto do funcionalismo. O Ministério Público – em teoria o “defensor da sociedade” – foi no embalo e pediu isonomia.

Os R$ 2 bilhões representam dinheiro suficiente para construir mil creches no país. Ou seja: dava para criar 150 mil vagas para que mães e pais pudessem trabalhar sossegados. Ou, então, seria possível comprar 50 mil viaturas de polícia já equipadas – mais ou menos uma para cada homicídio que ocorre anualmente no Brasil. Ou pagar o Bolsa-Família de Curitiba, que atende famílias com renda per capita de menos de R$ 77, até 2036.

Os juízes decidiram, no entanto, que esse dinheiro deve servir à Bolsa Miami, para que possam comprar ternos mais caros e, segundo o presidente do TJ paulista, não tenham AVC devido ao esforço de seu trabalho. Mesmo esforço que justifica os dois meses anuais sem trabalhar, entre outros privilégios.

O Judiciário não é apenas uma ilha de prosperidade, como disse num rompante de sinceridade o secretário da Fazenda do Paraná. É um sumidouro de dinheiro público. Isso porque ninguém ousa enfrentar os magistrados que podem, de uma canetada, destruir a vida de alguém. Governos temem diminuir o orçamento dos juízes, mesmo sabendo que gastam demais e sem necessidade. Legisladores temem fazer leis que contrariem o Judiciário por medo de acabar na cadeia. E assim criou-se o monstro.

É claro que o Judiciário é extremamente necessário às pessoas, ao país, à democracia. Sem juízes, não há civilização possível, talvez. Mas isso não quer dizer que tenhamos de aceitar tudo que pedem, de nos desdobrar para pagá-los mesmo que isso signifique menos creches, menos segurança, que isso signifique menos dinheiro para atender aos mais pobres.

Dizem que um teste para a ética de alguém é ver como se comporta quando não há ninguém olhando, quando não há chance de punição. No caso do Judiciário, quem fiscaliza os juízes? O CNJ, que é composto por eles próprios. A maioria dos juízes decidiu que poria a mão em um dinheiro fácil todo mês, sem remorso nem problemas. E fica por isso mesmo.

Curiosamente, a profissão dessas pessoas é definir o que é justo. E o que não é.

Delegados da PF sobre o japonês: “vexatório, tragédia, patético” 45

Marcelo Auler

Na página do Facebook do MF sobre as dez Medidas Contra corrupção, a imagem que representa a Polícia Federal é a do japonês Ishii que sequer faz parte da Força Tarefa. Isso irrita os delegados - reprodução

Alheio à folia momesca, me valho do noticiário de alguns jornais e da internet para concluir que o Japonês da Federal não fez muito sucesso na folia de rua. Pelo menos no Rio de Janeiro. Por aqui, máscaras reproduzindo seu rosto parecem não ter agradado. Poucas foram vistas. Menos mal.

O japonês da federal, na verdade, só ganhou notoriedade por conta de o Departamento de Polícia Federal (DPF), através da Superintendência Regional do Paraná (SR/DPF/PR) ou da própria direção geral em Brasília, ter permitido sua excessiva aparição nas operações da Lava Jato. Foi uma estratégia – e aí vem a dúvida de qual o objetivo – ou um simples e repetido erro?

O fato de um agente condenado por corrupção, cuja expulsão do DPF foi revertida por uma questão técnica e não pela prova de sua inocência, tornar-se o rosto dos federais nas operações gerou desconforto interno entre seus colegas.

De tanto aparecer nas fotos das 22 fases da Operação Lava Jato escoltando presos, Newton Hidenori Ishii, 60 anos, virou o retrato do Departamento de Polícia Federal (DPF) na Operação Lava Jato para a população. Mais curioso ainda é a propaganda que aparece no Facebook relacionando o Ministério Público Federal e o juiz  Sérgio Moro (acima) com a campanha do abaixo-assinado para propor ao Congresso um projeto de iniciativa popular com mudanças nas leis de combate à corrupção.  Ali, junto ao juiz Moro e ao procurador Deltan Dallagnol – apontados como os dois principais paladinos da moralidade e honestidade no país – quem aparece ao lado não é nenhum delegado da Força Tarefa, mas o agente Ishii, que apenas escolta presos. Pior ainda, um condenado por corrupção. Ao que parece, falta coerência.

Essa excessiva exposição vem irritando seus colegas do DPF, inclusive e notoriamente, delegados. Entre estes, os que participam diretamente da Força Tarefa (FT) no Paraná. Uma delas*, no Facebook, comentou sobre o fato de serem representados por alguém que não compõe a FT:

“Por isso eu desisto…. Chega de virar noite (…) Ao menos se fosse um dos colegas que trabalham de fato”.

As críticas nas páginas dos delegados nas redes sociais, repetiram-se em diversos momentos. Eles consideram não ser o agente a pessoa adequada para representá-los junto à população. Criticaram, de forma um tanto quanto preconceituosa, até o fato dele provavelmente não ser articulado como deveria: “talvez não formule um frase com correção, é surreal” (sic).  Acham que faltou à instituição escalar alguém gabaritado para representá-la:

 “A ausência de um rosto nosso (seja qual razão for), fez a imprensa dar à PF o rosto de um “escoltador”. É patético…”,

resumiu um delegado do norte do país, um dos mais indignados com a situação e que mais comentários postou. Outro colega seu, lotado em Brasília, foi mais direto ao relembrar o passado do Ishii que Luis Fernando Veríssimo, em artigo irônico, intitulou de “Japonês Bonzinho”;

“Na verdade, o agente deveria era ter ido pra rua (…) Ter como rosto da PF alguém que foi demitido por praticar crime é uma tragédia”.

 

CORREÇÃO DO BLOG: Erroneamente, na legenda da ilustração acima, afirmávamos se tratava de uma página do MPF no Facebook. Erramos. O MPF do Paraná não tem página no Facebook. Trata-se de páginas de apoio à campanha, sem responsabilidade da instituição propriamente dita. Pedimos desculpas a todos os membros do MPF e ao leitores de um modo em geral.

Ishii, de férias a partir de quinta-feira (11/02) aguarda aposentadoria em maio

O passado de Ishii, policial federal desde 1974 quando passou no concurso e que conta os dias para aposentar-se em maio, tem  manchas. O processo que responde por corrupção, formação de quadrilha e facilitação de contrabando e descaminho, ainda não transitou em julgado. O Recurso Extraordinário que tanto o Ministério Público Federal como os réus condenados ingressaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ), dormita no gabinete do ministro Félix Fischer, desde abril de 2015, a espera do julgamento.

Como Odebrecht, dúvida nas transcrições – O japonês ainda responde a uma Ação Civil Pública iniciada em junho de 2008. Com muitos réus entre policiais federais e auditores da Receita Federal, atravessadores e contrabandistas – eram mais de 40 inicialmente – o processo está em um ritmo lento, ainda na fase do depoimento de testemunhas. que a se encontra no interrogatório das testemunhas. Mas, curiosamente, nela, o agente Ishii e sua defesa levantaram a mesma dúvida dos advogados de Marcelo Odebrecht na ação que este responde na Operação Lava Jato:  a transcrição das gravações não foi fiel.

Sua expulsão pelo Processo Administrativo Disciplinar (PAD), e, 2009, acabou anulada por decisão do STJ, em 2014. Àquela altura, delitos administrativos já tinham prescrito, inviabilizando um novo procedimento. Ishii  briga na Justiça para reaver os valores que deixou de receber após ser demitido.

Disputado por partidos políticos – Mesmo sem condenação transitada em julgado, o agente japonês, teoricamente, não pode ser considerado um “ficha limpa”. Afinal, seu processo já passou pela segunda instância. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ao julgar a Apelação Criminal impetrada pelos réus, reduziu sua pena. Mas, manteve a condenação.

Tal situação poderá prejudicar os planos que alguns políticos nutrem de lança-lo candidato. Como comentou uma delegada de São Paulo. Ao defender maior participação dos delegados na mídia, revelou sua conversa com um deputado federal:

“Vocês tem toda razão …. ! Precisamos reforçar o papel do Delegado na mídia. Falei com um deputado federal conhecido e ele me contou que vários partidos disputam a tapa o japonês da federal para candidatura em seus partidos. Fiquei chocada!!!”

Prontamente seu colega respondeu:

Um agente que agora é disputado a tapa pelos partidos.

E foi complementado pela colega da Força Tarefa:

“E ganha até para senador no Paraná.”

O colega do norte do pais ironizou:

“O azar dele é que as eleições, agora, são municipais, rs (…) 

Mas, ao comentar o posicionamento da colega de São Paulo, ele assumiu a parcela de responsabilidade, só não ficou claro se com relação ao papel dos delegados ou com relação à candidatura do agente:

“Não tenho dúvidas. Este é o nosso país. E, acredite, não somos inocentes nisso tudo. Temos culpa. Todos nós.

Passando o carnaval em casa, cuidando da filha que contraiu uma virose,  o agente japonês garante que não está nos seus planos ingressar na carreira política. “Não tem nada a ver. Não sei porque ficam falando estas coisas. Na realidade eu estou entrando em férias“. Mas, não será o primeiro se depois de negar se deixar morder pela mosca azul. Hoje, insiste, uma candidatura não faz parte dos seus planos: “Nem penso nisso. Não é minha pretensão. Vou trabalhar, me aposentar e vou para casa”.

Ishii passou a ser propagado por Kobayashi, após encontro  na  festa da  Rádio Educativa E- Paraná

Tucanos se apropriando – Ishi pode estar até sendo sincero ao dizer que não tem pretensões políticas, mas já está fazendo o jogo político. e sendo aproveitado politicamente. Basta ver as páginas do Facebook do jornalista e marqueteiro cibernético Sérgio Kobayashi. Tucano assumido, com passagens pelo governo de José Serra, na prefeitura de São Paulo, de Geraldo Alckimil, no governo do estado paulista e com Gilberto Kassab na prefeitura paulistana, hoje preside a RTVE – Rádio e TV Educativa do Paraná.

Com Alckimin, ocupou a Fundação do Desenvolvimento Escolar (FDE) e a verba que deveria ser prioritariamente usada na construção de escolas, pagava assinatura de jornais e revistas.

Bastou encontrar-se com Ishii nos 60 anos da E-TV do Paraná, em dezembro, para registrar o fato em um selfie e em seguida badalar o japonês em sua página do Facebook, sempre com críticas ao PT, Dilma e Lula, como tornou-se habitual em se tratando de Kobayashi. Desde então, sua página é alimentada por fotos e charges em que o agente federal do Paraná sempre aparece prendendo ou ameaçando algum petista.

Comunicação Social na berlinda – O japonês da federal diz desconhecer as críticas dos delegado – “nem tenho Facebook, como vou ficar sabendo”  – e garante que não foi transferido de posto, como noticiado recentemente. “Não sei de onde retiraram isso. Continuo na mesma função, só estou saindo de férias. A gente riu para caramba dessa notícia, de que eu tinha saído. O meu chefe, o superintendente também não sabia, o direto-geral também não sabia e tampouco eu“.

Sua colega do Paraná responsabilizou a imprensa e o próprio DPF pelo fato de Ishii tornar-se hoje simbolo da instituição:”Não há uma política institucional de valorização do nosso trabalho, a mídia pega aquilo que aparece, e  quem é escolhido pra as escoltas de presos famosos certamente aparece, a opção é da Administração” (…)

Nisso, o delegado do norte do país, complementou:

“A ADPF precisa sepultar a IN (Instrução Normativa) da mordaça, ainda que seja na justiça. Embora precisemos ter critérios, ela inibe a atuação junto à imprensa. Precisa ser reformuladas”

No comentário dos delegados, a crítica à Comunicação Social do DPF.

A crítica acabou caindo em um setor do DPF que sempre teve dificuldades internas: a Comunicação Social. Normalmente, seus responsáveis, ficam entre o mar e o rochedo e, não raro, apanham dos dois lados, pois nem sempre a política da direção do órgão é de transparência. Em governos passados, era bem pior, quando a Comunicação Social só divulgava o que interessava e escondia os erros encontrados. Bons tempos da dupla François Renne e Bruno Craesmeyer, que não brigavam com notícia e nem desprezavam jornalistas.

Hoje, as sindicâncias abertas a partir da Lava Jato para investigar vazamentos, escutas clandestinas e outras irregularidades, são um exemplo direto. À imprensa não se repassa o que realmente ocorre. Daí surgem as informações em off (sem a fonte aparecer). A crítica à Comunicação Social, também surgiu no Facebook dos delegados, no texto que reproduzimos ao lado.

A questão é que os delegados, no relacionamento com a imprensa trabalham de forma dissimulada. Seja pelas proibições internas – a Instrução Normativa que, oficialmente, impede o contato com jornalistas sem autorização superior -, mas também por um jogo de interesse. Quando vazam informações, principalmente para detonar suspeitos, transformando-os em réus antes mesmo de concluírem as investigações, na verdade fazem um jogo político. Em alguns casos, como na Lava Jato, nitidamente partidário, contra o governo e o PT. Em outros, pesam os interesses internos na corporação ou a vontade de aparecer e ficar bem com os jornalistas,.

Não raro, no dia-a-dia, há uma gama grande de delegados que sequer acompanham as investigações par e passo. São agentes, mais experientes e traquejados, que por estarem à frente dos caso, colhendo informações na rua ou mesmo no cruzamento de dados, detêm as informações relevantes e se tornam alvo dos jornalistas. Nestes casos, os vazamentos sempre serão em segredo, pois os APFs não podem se pronunciar, salvo em raras exceções.

O que fica nítido é que a figura do Japonês da Federal na Lava Jato criou mal estar até mesmo fora do DPF, como narraram alguns delegados:

  “Colegas, sem emitir juízo de valor, informo que recebi, inclusive de fora da PF, mensagens demonstrando preocupação com a exposição excessiva na mídia do APF da SR/PR, conhecido como “JAPONÊS DA FEDERAL”, e que poderia, em tese, criar transtornos para ele próprio, para a PF, e para a investigação realizada no IPL da Lava Jato”,

advertiu um deles, do Rio de Janeiro, sendo complementado por outro de Brasília:

“Um colega da PC/RJ (Polícia Civil do Rio) trouxe a seguinte novidade, que aponta para a necessidade de providências urgentes; Ele (o japonês) precisa urgentemente ser removido dos holofotes. Não se trata de fazer nada contra ele.  Apenas de retirá-lo das prisões importantes, promovendo um rodízio entre os agentes que a executam para evitar que sejam criadas celebridades que surfarão na onda da Lava Jato.”

Dentro e fora da Polícia Federal já há quem perceba que a super exposição do agente que já foi condenado pode trazer problemas à instituição e à própria Operação Lava Jato, no minimo suscitando desconfianças. Resta saber o que a Direção Geral do DPF busca atingir  mantendo-o na linha de frente. Só pode ser o descrédito de todo o trabalho, afinal, o simbolo da Polícia Federal na operação que se propõe a acabar com a corrupção no país é alguém condenado justamente por corrupção. Falta coerência.

 

 

*Como o interesse do blog é apenas noticiar fatos, sem gerar problema aos servidores federais que, ao fazerem suas crítica à administração do DPF, exercem um direito, deixamos de identificá-los publicamente. Situação diversa de quando atacaram autoridades, inclusive, a presidente Dilma Rousseff, o que fere a legislação que regulamenta o deveres dos Policiais Federais.