Delegado titular de Paulínia afastado do cargo sob suspeita de inventar denúncia anônima para devassar filho de Lula…( Apelar não vale e vê se esconde as tatuagens, isso depõe contra a imagem da carreira ) 40

Secretário de Segurança afasta delegado de operação na casa de filho de Lula

DE SÃO PAULO

O secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, determinou nesta quarta-feira (11) que o delegado responsável pela operação na casa de Marcos Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente Lula, se afaste do caso.

Na terça (10), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Marcos Lula, em Paulínia (117 km de São Paulo), após uma denúncia anônima de que haveria drogas naquele endereço.

Segundo a coluna “Mônica Bergamo”, não foram encontrados entorpecentes na residência. Além disso, a polícia apreendeu dois notebooks, CDs, DVDs, disquetes e documentos de Marcos Lula.

Em nota enviada à Folha, a pasta afirma que investigará essa diligência em um procedimento administrativo e que, para preservar a apuração, afastará o comissário Rodrigo Luís Galazzo.

O secretário se reuniu nesta quarta com seis deputados estaduais do PT: Alencar Santana Braga, Enio Tatto, Ana do Carmo, Márcia Lia, José Américo e José Zico Prado.

O partido avalia que o delegado “agiu com clara finalidade política de perseguir Lula e sua família”.

“A alegação de que houve uma denúncia anônima sobre drogas e armas em um determinado endereço não se sustenta por algumas razões. A principal delas é que não havia nada no local e tão pouco tinha como haver que justificasse tal medida”, afirmou a bancada do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo, também em nota.

Segundo os parlamentares, no pedido de busca e apreensão encaminhado à Justiça constavam dois endereços ligados a Marcos Lula: sua atual residência e a antiga. No entanto, afirmam, a denúncia só se referia a um local. “Essa é a prova cabal de que os delegados agiram com finalidade política”, afirma o PT.

Alencar Santana, líder da bancada na Assembleia, diz que, além da questão dos endereços, os deputados abordaram a apreensão dos computadores e documentos.

“A ordem é para apreender armas e drogas, como ele sai de lá com papéis e computadores?”, afirma Alencar. “O conjunto de erros dá margem a entender que o objetivo do delegado era político e que não tem sentido ele apurar qualquer coisa desse procedimento.”

De acordo com o petista, o secretário disse que investigaria a operação para investigar a conduta dos agentes e que, naquele momento, não era possível afirmar se a operação foi ilegal ou se estava correta.

A Secretaria de Segurança Pública informa que a ordem judicial determinava a apreensão de “entorpecentes ou objetos que poderiam estar ligados ao crime”. A pasta diz que investigará se houve equívoco do delegado ao retirar do local computadores e documentos mesmo que não tenha encontrado indícios de drogas.

Sobre o destino dos computadores e documentos Marcos Lula, caberá à Justiça decidir o que será feito com o material apreendido.

A reportagem não conseguiu contato com o delegado até a publicação desta reportagem. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que ele não irá se pronunciar.

Senado amplia poderes e deveres dos Delegados de Polícia no âmbito da violência doméstica…Alguns Magistrados , Promotores e Defensores são contrários – as vítimas que morram – pois só defendem aquilo que lhes fortalece e dá mais salário 34

Aprovadas medidas protetivas de urgência para vítimas de violência doméstica

Da Redação | 10/10/2017, 19h39 – ATUALIZADO EM 11/10/2017, 11h52

O Senado aprovou nesta terça-feira (10), em votação simbólica, projeto que altera a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência a mulheres que sofreram violência doméstica e a seus dependentes. Pela legislação atual, essa é uma prerrogativa exclusiva dos juízes. O PLC 7/2016 segue agora para sanção presidencial.

De acordo com o projeto, a concessão de medidas protetivas de urgência pelo delegado só será admitida em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. Nessa hipótese, depois de aplicar as medidas, a autoridade policial terá de comunicar a decisão ao juiz em até 24 horas, para que ele possa manter ou rever essa intervenção.

O Ministério Público também deverá ser consultado sobre a questão no mesmo prazo. Providências complementares para proteção da vítima — chegando até mesmo à prisão do suposto agressor —poderão ser pedidas pelo delegado ao juiz.

O PLC 7/2016 também inclui o direito a atendimento policial especializado e ininterrupto, realizado preferencialmente por profissionais do sexo feminino. O texto também reforça a necessidade de que os estados e o Distrito Federal priorizem, no âmbito de suas políticas públicas, a criação de delegacias especializadas no atendimento à mulher e de núcleos de investigação voltados ao crime de feminicídio.

Do deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), a proposta acrescenta artigos à Lei Maria da Penha para dar diretrizes a esse atendimento quando da inquirição da vítima ou de testemunha de violência doméstica.

Um dos objetivos do projeto é assegurar, nas delegacias de polícia, o atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar por servidor habilitado, preferencialmente do sexo feminino, pois há relatos de mulheres que são ridicularizadas por policiais quanto tentam registrar a ocorrência.

A proposta fixa diretrizes para ouvir testemunhas, entre as quais a garantia de vedação de contato direto da vítima, testemunhas e familiares com investigados ou suspeitos. Testemunhas e a vítima também devem ser ouvidas em local isolado e específico.

A matéria foi relatada em Plenário pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS). Ela lembrou que nesta terça  é comemorado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Conforme a senadora, citando dados do instituto DataFolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 50% das mulheres não denunciam a violência sofrida. Além disso, 43% das agressões ocorrem dentro da residência da vítima e 61% das agressões são feitas por pessoas conhecidas da mulher.

Para o presidente do Senado em exercício, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que comandou as votações, a aprovação do PLC é um avanço importante na legislação de proteção à mulher. Ele registrou a presença em Plenário de delegadas de polícia em apoio à aprovação do projeto.

— Nesta data simbólica, neste Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, o Senado felicita todos os delegados e, sobretudo, as delegadas do Brasil por essa conquista e avanço na nossa legislação no que diz respeito à proteção às mulheres que são vítimas de violência — afirmou Cássio.

Distância

Entre as possíveis medidas, que serão aceitas ou revistas pelo juiz em 24 horas, estão a proibição de o agressor se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, com limite mínimo de distância entre eles; proibição de manter contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; e proibição de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida.

Outras medidas que podem ser tomadas são o encaminhamento da vítima e de seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento e a recondução da vítima e de seus dependentes à sua residência após afastamento do agressor.

Integridade emocional

Na tomada do depoimento da vítima, a equipe deverá atuar de modo a preservar a integridade física, psíquica e emocional da depoente devido à sua condição peculiar de pessoa em situação de violência doméstica, garantindo que ela, familiares ou testemunhas não terão contato direto com investigados ou suspeitos e com pessoas a eles relacionados.

Deverá ainda ser evitada a revitimização da depoente, com sucessivas perguntas sobre o mesmo fato nos âmbitos criminal, cível e administrativo ou questionamentos sobre a vida privada. O atendimento policial e pericial especializado e ininterrupto terá de ser prestado, preferencialmente, por servidoras do sexo feminino previamente capacitadas.

Procedimento específico

O texto aprovado prevê que o depoimento da vítima ou testemunha seguirá, preferencialmente, um procedimento específico. O depoimento será em recinto especialmente projetado para esse fim, com equipamentos próprios e adequados à idade da vítima e ao tipo e à gravidade da violência sofrida.

Quando for o caso, o depoimento será intermediado por profissional especializado em violência doméstica, designado pelo juiz ou pelo delegado. Esse depoimento será registrado por meio eletrônico ou magnético, cuja degravação e mídia passarão a fazer parte integrante do inquérito.

Delegacias especializadas

De acordo com o texto, na formulação de suas políticas e planos de atendimento à mulher vítima de violência doméstica, os estados e o Distrito Federal darão prioridade, no âmbito da Polícia Civil, à criação de delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), núcleos investigativos de feminicídio e equipes especializadas para o atendimento e investigação de atos graves de violência contra a mulher.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Contra exploração de jogos de azar, Gaeco deflagra operação “Rêmora” em Piracicaba…(Perseguirão alguns peixinhos engordando cada vez mais os tubarões ) 7

Remora (Echeneis naucrates). Um peixe parasita que se agarra a tubarões se alimentando de  restos e percorrendo grandes distancias.

Contra exploração de jogos de azar, Gaeco deflagra operação “Rêmora” em Piracicaba

Organização criminosa movimentou mais de R$ 40 milhões em cinco anos

Nesta terça-feira (10/10), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, com apoio da Polícia Militar (Rota e Corregedoria) e da Corregedoria da Polícia Civil, a operação “Rêmora” em Piracicaba, com objetivo de desbaratar organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

Foram concedidos 12 mandados de prisão preventiva, dos quais foram cumpridos 10, restando 2 indivíduos foragidos, bem como 26 mandados de busca e apreensão.

Os alvos das buscas foram empresários e agentes públicos, dentre os quais um delegado de polícia, um policial civil e um policial militar, este preso durante a operação.

Durantes as buscas foram localizados diversos materiais relacionados a jogos de azar, lavagem de dinheiro e valores em dinheiro, inclusive com apreensão de dólares e euro em quantidade a ser apurada. Com um dos investigados foi localizada quantidade de anabolizantes e cigarros de origem clandestina e do Paraguai.

A investigação teve início no final do ano de 2016 a partir de notícias relacionando os alvos com a exploração de jogos de azar.

Diligências de campo, de monitoramento, cruzamento de dados e interceptações telefônicas permitiram conhecer toda a estrutura da organização criminosa e seu modus operandi, que inclusive se valia de corrupção de agentes públicos, policiais civis e militar, para evitar apreensões de objetos e instrumentos de seu interesse.

A organização criminosa também conta com uma vasta rede de empresas que são utilizadas para a lavagem de dinheiro. A investigação aponta que, no período de cinco anos, o grupo movimentou mais de R$ 40 milhões.

 

Cuidado com a Qualicorp, a maior atravessadora de planos de saúde do Brasil não possui respeito pelos direitos dos clientes…Infelizmente, Ministério Público e Defensoria não atuam contra tal tipo de delinquência empresarial 37

Cuidado com a Qualicorp!

Quando, em agosto, a UNIMED FESP, através da QUALICORP, reajustou a mensalidade do meu plano de saúde em 34,99% (e, na cartinha que mandaram, disseram que foram muito bonzinhos, pois a ANS tinha autorizado um reajuste superior a 50%), ficou claro, para mim, que seria impossível continuar. Quase 1600 reais, só para mim. Para complicar, em outubro completo 59 anos, o que faz o preço quase dobrar.
Resolvi o óbvio: mudar de plano. As primeiras consultas foram dirigidas à Qualicorp, que administra não sei quantos planos. Nenhum deles preencheu minhas possibilidades, então procurei outras alternativas, e consegui encontrar um plano de saúde muito bom com preço razoável. Assinei o contrato, e informei à Qualicorp que a partir do dia 9 desse mês meu contrato com a UNIMED FESP deveria ser rescindido.
Durante meu contrato telefônico, ficou muito claro que:
a) a partir de 10 de outubro eu não teria mais a cobertura da UNIMED;
b) a mensalidade devida em 10 de setembro seria a última a ser debitada em minha conta corrente, por ser a última devida.

Tudo certo, planejamento financeiro normal – ou seja, dinheiro contado para pagar as contas – quando, ao acessar o meu extrato bancário, lá está o débito de quase 1600 reais. Que, se fosse realmente devido, seria de quase 2700, devido ao reajuste causado pelo meu aniversário….

Pronto. Bateu o desespero. É a hora certa para qualquer ser humano normal ficar puto, sair pela rua gritando e dando tiro. Mas, vamos ao telefone. 4004-4400. A máquina atende e diz que adoraria passar minha ligação para um atendente, mas não vai rolar porque ainda não são sete horas.
Imediatamente penso que o Bolsonaro é um imbecil, que não consegue enxergar os milhares de motivos pelos quais não é uma boa ideia a liberação da venda e autorização para porte de armas de fogo… Mas, engulo em seco, desligo o telefone e fico na tocaia do relógio do celular.

7:00 hs… 4004-4400. De novo atendido pela máquina, que, dessa vez, conseguiu transferir a ligação para um humano (às vezes fico pensando se esse pessoal do telemarketing é realmente humano…).
Com a maior calma possivel, conto para a moça que me atendeu tudo o que ocorreu, com todos os detalhes. Talvez por ser o primeiro do dia, e pela experiência dela no reconhecimento da voz de alguém que está tentando arduamente se controlar para não começar a gritar, ela me informa CALMAMENTE que, devido ao horário, o banco ainda não confirmou o débito. Que, por isso, devo voltar a ligar, no final da tarde ou amanhã, para, CASO O AVISO DO BANCO já tenha sido recebido pela empresa, fazer a reclamação e pedir o reembolso, que, CASO SEJA DEVIDO, será efetuado em ATÉ 9 DIAS ÚTEIS!
Aí, além do imbecilnaro com sua proposta de liberação das armas, me lembrei do RAPPA. Fez-se O SILÊNCIO QUE PRECEDE O ESPORRO. Antes de qualquer coisa, como sou ser humano extremamente racional, ainda tentei não extravasar toda a minha frustração e sensação de impotência na menina do outro lado da linha, que, afinal, está lá para conseguir sobreviver. Tenho certeza que, se ela pudesse, estaria em um emprego mais confortável. Então, perguntei o porquê dos 9 dias úteis, perguntei de quem era essa regra. Ela me informou que a regra é da QUALICORP.
Ainda tentando manter a calma, comentei: MAS A QUALICORP FAZ A CAGADA E AINDA CRIA REGRAS QUE PREJUDICAM O CLIENTE AINDA MAIS? Ao que ela respondeu que é a regra e pronto. Infelizmente, não me controlei mais, e a menina que está lá me atendendo às 7 hs da manhã ouviu de mim palavras que raramente uso, em um volume meio assustador. Peço desculpas a ela por isso.

Enfim, tentarei me manter calmo até o final do dia, quando voltarei a ligar para o 4004-4400.

Mas o stress a que fui submetido até o momento já é suficiente para recomendar a quem puder: EVITE FAZER NEGÓCIOS COM A QUALICORP. Eles querem que você se foda.

EM TEMPO (às 10:48 hs): Acessei a página da QUALICORP para tentar achar outro telefone, porque parece que o 4004-4400 está travado com aquela musiquinha maldita. Achei um 0800 que só funciona fora dos grandes centros, então entrei na área do cliente. QUAL NÃO FOI A MINHA SURPRESA AO VER QUE LÁ EXISTE UM LINK PARA O CASO DE VOCÊ PAGAR A MENSALIDADE APÓS O CANCELAMENTO DO PLANO!
Se ainda estivesse dando o benefício da dúvida para essa empresa, imaginando que erros podem acontecer, não estou mais. Agora tenho certeza que o procedimento é normal. Caso contrário, esse link seria uma aberração.

Flávio Lapa Claro

“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo 25

“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo

DW Fernando Caulyt

09/10/201710h04

Estudo mostra alta propensão do país ao autoritarismo. Em entrevista à DW, pesquisador alerta para risco de políticos com “posições salvacionistas” e defende Estado que garanta a paz, e não o medo. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em conjunto com o Datafolha, mostrou que o medo da violência é uma das principais razões para que o brasileiro tenha propensão a posições autoritárias.

O estudo, divulgado na sexta-feira (06/10), também apontou que o segmento mais rico da população é o que mais rejeita a ampliação dos direitos humanos e civis no país.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, hoje há espaço no Brasil para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância.

“A sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas”, diz Lima, em entrevista à DW. “Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida.”

DW Brasil – Quais são as principais conclusões do estudo?

Renato Sérgio de Lima – A pesquisa mostra que a sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas. É uma sociedade que entende que a forma de resolver os conflitos é por meio de posturas autoritárias e de violência. Ou seja, violência se resolve com mais violência. No caso de apoio a posições autoritárias, o índice atingiu 8,1 numa escala de 0 a 10 – sendo 10 a mais alta propensão. Segundo a nossa pesquisa, as pessoas mais propensas ao autoritarismo são as mais pobres, com menos escolaridade e moradores da região Nordeste do país.

Outro destaque é que as pessoas mais ricas, que ganham mais de dez salários mínimos, são aquelas que, proporcionalmente, mais rejeitam a ideia de ampliação dos direitos humanos e civis, como por exemplo, da população LGBT, das mulheres e dos negros. Nesse caso, o índice atinge 7,83 numa escala de zero a dez. Ou seja, temos uma combinação tóxica no Brasil onde, de um lado, a população mais pobre tem maior propensão a posições autoritárias e, de outro, a mais elitizada não quer aderir à agenda de direitos da nossa Constituição.

Qual é o motivo para que a população brasileira seja mais propensa ao autoritarismo?

Vemos que o medo da violência tem dominado a população adulta no país e, assim, essa questão assume um papel central no contexto atual, em que vivemos uma profunda crise de legitimidade das instituições democráticas. Essa crise abre espaço para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância e que podem levar a retrocessos dramáticos no que diz respeito a políticas públicas, em especial as voltadas para a área de segurança pública.

Os resultados apontam para a urgência de o Brasil rever a maneira como tem enfrentado a violência e pautado as políticas de segurança pública. Quer dizer, o medo da violência é o maior motor para posições polarizadas, porque a sociedade brasileira vive, na média, amedrontada. Ou interferimos na interdição moral e política da violência como uma ferramenta de solução de conflitos ou estamos criando um ambiente extremamente complexo, que abre margem para sectarismos e posições perigosas para a democracia brasileira.

Por que os brasileiros mais ricos apresentam uma maior tendência de ser contra a agenda de direitos?

Geralmente, as pessoas associam direitos a privilégios. Uma das perguntas foi se “a lei das domésticas interfere indevidamente nas relações entre patrões e empregados”. Muitos brasileiros ricos pensam que, se a população tiver seus direitos ampliados, eles não terão mais condições de pagar uma empregada doméstica todos os dias. Então, associa-se ao risco que a mobilidade social oferece aos privilégios que a classe média e os mais ricos conseguiram construir ao longo dessa estrutura de desigualdade, de não direitos. A população do Brasil, historicamente, é relegada ao salve-se quem puder e, em meio a isso, a perspectiva de ampliação de direitos assusta aqueles que, de algum modo, imaginam que conseguiram mobilidade por mérito ou herança. Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida. Nosso futuro depende de reconhecermos na vida o nosso valor máximo a ser preservado e garantido.

Como você analisa este dado: o perfil médio do brasileiro que apoia posições autoritárias é autodeclarado pardo, maior de 60 anos, da classe D/E, menos escolarizado e morador de cidades de até 50 mil habitantes da região Nordeste.

É exatamente esse segmento da população brasileira que tem, reiteradamente ao longo dos últimos séculos, sido vítima tanto da violência como da violação de direitos. E, com a crise econômica atual, esse segmento da população está muito decepcionado com o Estado, com as políticas sociais e com a não garantia da cidadania. As respostas apontam um pedido de socorro das classes mais pobres que nunca tiveram seus direitos assegurados, que tiveram uma mobilidade a partir do crescimento econômico, mas, que agora, com a crise, estão novamente sobre o risco do desemprego, da fome e da miséria. E as formas culturais de solução de conflitos ainda são muito permeadas pela violência. Em comunidades menores – quando o cidadão tem menos acesso à informação e é mais dependente de interações comunitárias cotidianas –, elas tendem ser mais tradicionais e, infelizmente, no Brasil a tradição é fazer uso da violência.

Qual é o cenário caso não se atue frente à violência?

Se não interferirmos nesse processo, posições salvacionistas – como, por exemplo, a plataforma política eleitoral de Jair Bolsonaro – ganham força exatamente ao tentar propor uma solução para o problema. Porém, a solução de Bolsonaro é eliminar os “inimigos”, que, portanto, seriam aqueles que estão amedrontando a população. Isso é muito perverso, porque, no momento em que a população não reconhece direitos, ela vive amedrontada e aceita posições autoritárias. Isso tem a ver com valores tradicionais, que, em associação com medo, legitimam mais violência. Estamos criando um ambiente em que o país está flertando com uma realidade que nos anos 1940 era muito próxima, como o nazismo, fascismo e ditaduras de direita ou esquerda. O ideal de Justiça é substituído pela ideia de vendeta e revanche contra todos aqueles que, em tese, são vistos como responsáveis pelo atual quadro de insegurança e criminalidade que o país vive.

O que as instituições podem fazer para diminuir a propensão ao autoritarismo da população?

Primeiramente, o governo deve garantir os direitos previstos pela Constituição de 1988, começando por garantir a vida. O Brasil tem 60 mil homicídios todos os anos e 50 milhões de brasileiros adultos que conhecem pessoas que foram assassinadas. Se tivermos que fazer algo, é repensar as políticas de segurança para garantir a vida. O segundo é garantir que as pessoas possam ter a liberdade de ir e vir, garantir sua identidade, autonomia, enfim, que a sociedade brasileira possa ser uma sociedade plural, multicultural e onde as diferenças sejam resolvidas numa instância confiável, ou seja, o Estado precisa se tornar mais confiável e as polícias precisam se aproximar da população. Precisamos investir em polícias mais confiáveis e mais capazes de lidar com o problema, e não no padrão violento de enfrentamento do criminoso. Temos que investir no esclarecimento dos crimes e punir seus responsáveis.

Como o Estado está atuando na luta contra a violência e qual seria a melhor forma de fazê-lo?

Na prática, a violência não está sendo interditada moral ou politicamente. Ou seja, os partidos de esquerda reduzem a violência como fruto da desigualdade, então frisam que é importante investir em redução das causas sociais que a provocam. Já os de direita, a violência é fruto do narcotráfico e da maldade dos criminosos, então deve-se perseguir os criminosos e eliminá-los. Mas, na prática, não estamos enfrentando de frente o problema da segurança pública, que é construir um Estado que garanta o monopólio da força legítima, consiga administrar conflitos e fazer isso dentro do Estado democrático de direito. E um Estado que garanta a paz, e não o medo, porque, no fundo, é isso que está provocando o medo na população.
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Lapso Freudiano ou dissimulação de suas íntimas convicções…Promotor que ignora a ética das palavras faz prova irrefutável de que o MP está tomado por catinguentos morais como ele…Pior: culpa os delegados de polícia pela divulgação de seus perdigotos mentais…Será que estava com a mente quimicamente alterada ? 35

Promotor ironiza negro, babá e pobre e vira alvo de investigações

Avelino Grota, do MP-SP, foi denunciado à Procuradoria-Geral de Justiça e à Corregedoria por postagem em que diz que negro ‘é catinguento’ e ‘pobre é feio’

O promotor de Justiça Avelino Grota, do Ministério Público Estadual de São Paulo, enfrentará investigações na Procuradoria-Geral de Justiça e na Corregedoria por causa de um texto que, segundo ele, ironizava o arquivamento de uma investigação sobre a exigência de clubes paulistanos para que babás usassem uniformes brancos em suas dependências. Em um grupo privado de promotores no Facebook, Grota escreveu uma postagem com diversas ofensas a pobres, negros e babás.

As mensagens foram reveladas pelo blog do Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo. Elas foram postadas entre os dias 25 e 26 de agosto. Foi justamente em 25 de agosto que o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu arquivar os inquéritos que a Promotoria de Direitos Humanos havia aberto para investigar a discriminação de clubes paulistanos ao regular a vestimenta de babás.

“Analisei, ponderei e cheguei a algumas conclusões. Vamos a elas. Pobre, em regra, é feio; babá, em regra, é pobre; logo, babá, em regra, é feia”, disse Grota. “E negro, como todos sabem, tem o péssimo costume de não dar muita atenção à higiene – tanto do corpo quanto da roupa”. Em seguida, o promotor enumera razões que justificariam o uso do uniforme branco pelas babás, todas elas carregadas de termos ofensivos.

“É por isso que negro, em geral, é catinguento, porque sua muito e, não tomando a quantidade diária certa de banhos, acaba fedendo mais do que o recomendável. Daí porque o uso da roupa branca pelas babás é uma solução muito adequada”, afirma, em certa passagem do texto.

Após a repercussão do texto, Grota voltou ao grupo do Facebook para dizer que “qualquer colega de boa-fé” compreendeu “que tudo o que nele [no post] está escrito é rigorosamente irônico – ou, mais propriamente, sarcástico”.

Ele criticou o promotor – que não nomeou – que tirou o texto de contextualização e vazou o seu conteúdo para a imprensa e para um grupo de delegados no Whatsapp, o que, segundo ele, causou “o regojizo de algumas autoridades da Polícia Civil que nunca tiveram grande apreço pelo MP”. Grota também lamentou que outro promotor tenha entrado com as representações.

“O fato é que o colega que vazou, se não entendeu a ironia ou o sarcasmo, foi seletivo, porque vazou apenas o texto principal e dois dos três primeiros comentários, omitindo todos os demais, nos quais, se dúvida alguma havia sobre a natureza do post, ficava esclarecido que todo ele era e é rigorosamente uma crítica à obrigatoriedade do uso do branco pelas babás, e não, obviamente, um devaneio racista sobre negros ou um panfleto classista contra pobres”, afirmou.

O promotor disse que se considera negro, que não nasceu “em berço de ouro” e que jamais manifestou preconceito contra ninguém. Grota declarou que responderá aos processos administrativos no tempo certo e que avaliará se tomará alguma medida judicial contra o colega que fez a representação às instâncias superiores do MP.


Para se justificar diz que é negro e “casado com um negro”. 

Homossexual ele até pode ser, casado com negro até pode ser, mas negro não  parece.Talvez eu esteja com problemas de visão.

De qualquer forma, desde quando toda babá é negra e feia, todo segurança é negro e todo pobre é fedorento?, 

Só no inconsciente  desse douto membro do MP de São Paulo, né ?   

— Todos que me conhecem sabe que eu sou irônico, sarcástico, sempre escrevo nessa linha. E, em segundo lugar, porque eu mesmo sou negro. Em recente censo interno do MP, eu fui um dos poucos que se identificaram como negro. Sou casado com um negro, tenho 26 anos de carreira, sempre fui ligado à área dos direitos humanos, assessor de quatro ex-procuradores gerais — disse.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/texto-sobre-racismo-gera-polemica-entre-promotores-de-sp-21904242#ixzz4uYyxDNCl
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Cartel de banqueiros do jogo de bicho automatiza apostas e prejudica apostadores da Baixada Santista 16

Pois é, nos últimos tempos , o GAECO do Ministério Público com estardalhaço realizou diversas operações contra o jogo do bicho na Baixada Santista, especialmente em Santos e São Vicente.
Levando para a prisão um dos banqueiros mais ricos da região:  o Carlinhos Virtuoso , herdeiro da banca do seu Damasco.  Bicheiro que vivia em debochada ostentação.
A última operação , meses atrás  – contra a banca do NECO –  foi denominada Game Over, que literalmente significa “fim de jogo”.
Que nada!
Não acabou com a jogatina e ainda deu uma forcinha para a concorrência.
Recentemente, um grupo de bicheiros fez uma associação que agora controla todas as apostas na região.
Primeira providência: unificar para menor a premiação em toda a Baixada Santista.
A antiga banca Damasco pagava R$ 4.000,00  para cada real apostado na milhar vencedora, enquanto as demais bancas pagavam apenas R$ 3.000,00.
Diziam que a Damasco praticava concorrência  desleal, pois apostadores de outras localidades buscavam efetuar suas apostas em São Vicente, em razão da possibilidade de ganho maior.
Assim , com essa unificação do valor da premiação ( estadual ) , as bancas já não concorrem entre si e pagam prêmios cada vez menores.
Resultado na cabeça: mais milhares de reais no bolso dos banqueiros.
O jogo de bicho na Baixada Santista movimenta milhões de reais por mês.
Hoje são dois sorteios por dia; além da Federal.
Cerca de 50 milhões de reais por ano apenas em São Vicente ( laudo do Ministério Público ) .
Mais da metade desse montante é lucro do Chefão.
Não bastasse a modificação da premiação,  também automatizaram  o sistema de captação das apostas.
Agora  feita eletronicamente via sistema P.O.S., cujos servidores estão alojados em provedores internacionais .
Tudo com criptografia de ponta a ponta.
Do mundo real as bancas migraram para as nuvens ( mundo virtual e virtuoso da internet  ) , tornando ainda mais difícil  e complexa a  repressão criminal .
É sabido que conforme estimativas da Polícia Civil e do Ministério Público,  os “banqueiros” do jogo de bicho lavam no estado de São Paulo cerca de meio bilhão de reais por ano em segmentos como turismo, construção civil, revendas de veículos importados , universidades ,  academias de ginastica , lojas de materiais para construção, hotelaria , postos de gasolina e até no segmento de roupas de grife, além de praticamente monopolizarem a compra e venda de bilhetes premiados da CEF.
Os grandes bicheiros são donos de centenas de lotéricas na Capital e grandes cidades do interior. Estima-se uma movimentação bruta de cerca de R$ 1,2 bilhões no estado, cerca de R$ 700 milhões no Capital e Grande São Paulo.
Na base da nova administração dos negócios:  equipamentos eletrônicos modernos e sistemas informatizados , capazes de permitir ao bicheiro que ele tenha, on-line, condições de aferir instantaneamente as apostas e o lucro de cada ponto de bicho .
Na Baixada Santista o jogo continua sendo explorado em qualquer esquina sem impedimento por parte das autoridades e agentes da Administração.
Dizem que nem o antigo e famoso “pau” ( propina ) está sendo recolhido .
Fala-se “tá tudo parado” ; que acabou a recolha…
De qualquer forma,  com ou sem propina , o jogo de bicho continua sendo a loteria mais rentável do Brasil; aparentemente continuará sendo por muitos e muitos anos.
A melhor providência seria a sua legalização!
Enfim, “Game Over”, nada…
Senhoras e senhores, façam as suas apostas!

Polícia Civil impede consumação de crime federal contra o Banco do Brasil 55

Entenda como a polícia conseguiu achar túnel e frustrar assalto bilionário ao Banco do Brasil

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

 

Veja como era túnel que seria usado para roubar R$ 1 bilhão de banco em SP8 fotos

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3.out.2017 – O túnel cavado tinha aproximadamente 600 metros de comprimento e em torno de um metro e meio de altura. Foi cavado para chegar ao cofre da base de distribuição do Banco do Brasil em São Paulo, na Chácara Santo Antônio, em Santo Amaro (zona sul). Os chefes do bando afirmaram que pretendiam fazer “o maior roubo a banco do mundo” VEJA MAIS > Imagem: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

A Polícia Civil alugou um imóvel para acomodar policiais disfarçados e vigiou suspeitos por dias até conseguir achar o túnel de 600 metros e os líderes da quadrilha que planejava furtar cerca de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil em São Paulo.

A investigação começou há cerca de três meses, quando policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) receberam informações preliminares de que uma quadrilha tentaria assaltar o Complexo Verbo Divino do Banco do Brasil, na zona sul de São Paulo.

A polícia não disse se recebeu dicas de informantes ou se interceptou comunicações de suspeitos para ter acesso a essa informação inicial.

Mas ainda era preciso descobrir como o assalto aconteceria e quem eram os líderes da quadrilha.

Uma das primeiras medidas dos policiais foi ir visitar as instalações do banco. Lá eles verificaram que havia um grande aparato de segurança e por isso concluíram que dificilmente os criminosos optariam por um assalto convencional.

A partir de então começaram a suspeitar que os bandidos tentariam cavar um túnel para entrar no cofre do banco de noite.

“Há um mês, identificamos o QG (dos criminosos), na zona norte (de São Paulo). Vimos uma movimentação anormal”, disse o delegado responsável, Fábio Pinheiro Lopes.

Policiais disfarçados então alugaram uma casa e de lá começaram a vigiar um imóvel onde suspeitavam que os criminosos preparavam ferramentas e instrumentos que seriam usados no túnel que seria cavado até o cofre do banco.

O fato de os suspeitos sempre saírem do local carregados de equipamentos reforçou a hipótese da polícia de que eles estavam construindo um túnel. Os policiais perceberam que estavam lidando com uma quadrilha especializada em roubos a banco.

“Em uma semana, a gente conseguiu identificar onde seria o túnel. Monitoramos a região e optamos para “startar” (começar) essa operação quando os líderes estivessem reunidos”, afirmou o delegado Lopes.

O túnel estava sendo cavado a partir de uma casa alugada na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital paulista, próxima ao complexo de cofres do Banco do Brasil. O local também passou a ser monitorado dia e noite.

Quando foi descoberto, o túnel estava quase concluído e já era quase oito vezes maior ao que foi usado pela quadrilha que realizou o maior assalto a banco do Brasil — quando foram levados R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza (CE), em agosto de 2005. A estrutura usada na época tinha 75,4 metros de comprimento. O túnel de São Paulo tem cerca de 600 metros.

Os policiais decidiram continuar monitorando as atividades dos criminosos até conseguir identificar quem eram os líderes do bando. Na noite desta segunda-feira, quando os policiais do Deic tiveram certeza de que as lideranças estavam reunidas, uma grande operação com equipes táticas e um helicóptero foi deflagrada.

Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

3.out.2017 – O túnel cavado tinha 600 metros de comprimento e em torno de 1,5 m de altura.

Foram presos os supostos líderes da quadrilha: Fernando Augusto Santiago, 40 anos, mecânico, e Alceu Ceu Gomes Nogueira, 35 anos, perueiro, além de outros 14 suspeitos.

“Quatro (suspeitos) que foram contratados para cavar estão foragidos. Não teve reação. Até porque foi rápido. Não teve nem tempo de reagir. Eles nem acreditaram no que estavam vendo”, disse o delegado.

Os investigadores encontraram no local usado como base pelos criminosos uma estrutura completa, com maquinários que permitiam o corte de metais para confecção de escoras, trilhos e carrinhos utilizados na retirada dos numerários.

Ao entrar no túnel, os policiais perceberam que as escavações já haviam praticamente chegado aos cofres — no complexo do Banco do Brasil já era até possível ver rachaduras no chão.

O furto aconteceria na sexta-feira, segundo os policiais.

Os presos responderão por tentativa de furto qualificado e associação criminosa. Entre os detidos, 12 apresentavam passagens na polícia por homicídio, roubo, furto, tráfico de drogas, estelionato e porte de arma. Os policiais apreenderam seis automóveis.

Ainda de acordo com a polícia, alguns dos assaltantes também atuaram em dois grandes roubos a banco no Brasil: o maior do país, em Fortaleza, em 2005, e o do Itaú, em 2011, em São Paulo.

Nogueira também é investigado por suposta participação em um assalto à transportadora de valores Prosegur, no Paraguai, em abril deste ano. Na ocasião foram roubada em dólares uma quantia equivalente a R$ 120 milhões de reais. O crime foi atribuído a membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a defesa dos 16 suspeitos até o horário da publicação. Segundo o Deic, eles estão no Fórum da Barra Funda, onde devem passar por audiência de custódia nesta terça-feira.

Luís Adorno/UOL

03.out.2017 – Pessoas se aglomeram em frente à casa onde túnel foi cavado

Curiosos tentam entender e se questionam como os criminosos conseguiram tramar tudo, durante tanto tempo, e cavar o tanto que conseguiram, até o banco, sem gerar nenhum alarde e sem barulho. Ninguém quis se identificar.

Uma vizinha, que mora ao lado na casa, e que pediu para não ser identificada, disse que os criminosos não faziam barulho nenhum e que nunca suspeitou de nada. “Eles entravam e saíam toda hora com uma van. A casa ficou desocupada há 3 anos. Antes, funcionava um cabeleireiro, que deixou o local porque, quando chovia, entrava água dentro da casa”.

“Operação de sucesso”

Especialistas críticos à atuações da polícia analisaram com bons olhos a ação ocorrida ao longo dos últimos meses, de inteligência, e a forma com que os policiais abordaram e capturaram os criminosos, sem a necessidade de disparo de armas de fogo.

Para a professora da Universidade de Chicago, Yanilda Gonzales, que está no Brasil para uma pesquisa sobre segurança pública, há um “contraste” entre a ação de ontem e uma outra ação recente da polícia no Morumbi — onde dez suspeitos de uma quadrilha que roubava residências foram mortos em um tiroteio com a polícia.

“É um espelho para avaliar o que aconteceu no Morumbi. A Polícia Civil demonstrou ontem que tem a capacidade de executar uma operação sofisticada sem violência letal, então é necessário perguntar porque a ação no Morumbi teve esse resultado trágico”, disse.

“Foi uma ação que todo o cidadão quer e que o Brasil precisa: uma polícia que age de forma inteligente, que investiga com cuidado, com atenção, e que prende os criminosos em uma ação que não foi necessário efetuar nenhum disparo. Isso é uma operação de sucesso”, afirmou Rafael Alcadipani, que é membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

“É o tipo de ação que a gente precisa incentivar, tanto como mídia, sociedade e especialista de segurança. A gente tem que incentivar ações inteligentes da polícia, que previne o crime, evita e faz com que ele não aconteça e que respeita o direito de todo mundo”, complementou.

Até o governador Geraldo Alckmin participou de uma entrevista à imprensa sobre a prisão da quadrilha — o que não é prática comum em casos policiais.

“Dezesseis presos. Fruto de três meses trabalho. E a prisão desta quadrilha com indícios de envolvimento em outros grandes crimes pelo Brasil. Era uma quadrilha altamente especializada. Tiveram um investimento inacreditável de quase R$ 4 milhões (para construir o túnel). Quero cumprimentar todos os policiais e toda a equipe que participou”, afirmou o governador.

 

RESERVA IMORAL DO ESTADO – Oficiais da PM roubaram mais de 300 milhões do povo de São Paulo…( Tudo santo do pau oco ) 52

O órgão não colocou o R7 em contato com os citados. A reportagem não conseguiu localizar os sócios da empresa Construworld LTDA.

207 crimes
Início da denúncia de José Afonso Adriano Filho à Corregedoria
Início da denúncia de José Afonso Adriano Filho à CorregedoriaReprodução

Em carta enviada à Corregedoria da Polícia Militar em 20 de maio, o ex-tenente-coronel da reserva José Afonso Adriano Filho sugere que 19 oficiais do comando da PM paulista, entre eles o ex-comandante da corporação e atual deputado estadual coronel Álvaro Camilo, estão envolvidos no caso de corrupção que pode ter desviado, segundo denúncia do Ministério Público, mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos e o levou à prisão em março deste ano.

Adriano, que está negociando uma delação premiada, solicita a abertura de inquérito contra os oficiais, e reclama de parcialidade do órgão. Na carta, ele fala em reformas de apartamento, mimos a policiais e compra de viaturas incompletas. Por conta da tentativa de delação do ex-coronel, o caso vem sendo chamado de Lava Jato da PM nos bastidores.

“Verifica-se que esta Corregedoria apura com rigor os fatos ocorridos no DSA-CG [Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral], porém com total parcialidade, tendo em vista que muito embora tenha conhecimento da participação e conhecimento de outros oficiais superiores, sequer (sic) foram ouvidos, limitando-se a investigar com rigor extremo o denunciante”, diz o documento obtido na íntegra pelo R7.

Adriano era oficial da PM até 16 de agosto deste ano, quando foi julgado pelo TJM (Tribunal de Justiça Militar), que afirma que o oficial teve seu posto de tenente-coronel cassado, assim como seu salário mensal — R$ 15.766,70 —  e pensão como reservista. Segundo o TJM, ele ainda foi expulso da corporação junto com a decisão.

R7 entrou em contato com os advogados do tenente-coronel, que não responderam até a publicação desta reportagem.

O PM teve seu pedido de Habeas Corpus negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na última quarta (27), que cita o relatório da promotoria. Na decisão, o ministro Ribeiro Dantas defende a prisão preventiva de Adriano afirmando que mesmo com o passaporte retido, o policial poderia fugir a um país membro do Mercosul.

A decisão também afirma que Adriano ameaçou um parceiro, exigindo “ficar calado, pois estaria mexendo com peixe grande”.

Questionado, o MP confirma o interesse de fazer um acordo de delação premiada, e afirma que “no momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”.

207 crimes

De acordo a denúncia, de 10 de abril de 2017, o esquema teve início em meados de 2005, quando a empresa Construworld LTDA foi contratada para um serviço de reparo no lago de carpas do quartel do Comando-Geral, na região da Luz, em São Paulo.

A empresa de materiais de construção é acusada de ser o ralo por onde escoou dinheiro público através de licitações fraudulentas entre 2005 e 2012.

O relato diz que em “determinado momento” de 2006, o tenente-coronel comprou a construtora por R$ 5.000. O acordo, no entanto, foi verbal, e Adriano nunca figurou entre os sócios da empresa na Junta Comercial de São Paulo.

A partir deste momento, de acordo com a denúncia do MP, o PM assumiu o controle da empresa de materiais de construção e “fazia com que a Construworld celebrasse contratos de fornecimento de serviços à Polícia Militar. Estes contratos ocorriam, por vezes, através de dispensas (irregulares) de licitações. Em outras ocasiões, havia a concorrência com outras empresas, mas os resultados eram manipulados para que a Construworld fosse vencedora. No entanto, tudo era fraude para o desvio de dinheiro (…) tudo era ‘fachada’, simulação para desviar o dinheiro da Administração Militar em proveito do tenente-coronel Adriano e dos comparsas dele, sem que houvesse a prestação dos serviços ou o emprego de materiais nas formas como estavam nos editais e nos contratos.”

Segundo as investigações do Inquérito Policial Militar, os valores dos contratos de serviços e materiais não prestados somam R$ 7.164.973,57 (mais de sete milhões). O dinheiro seria recebido por Adriano na conta bancária da Construworld. A empresa fechou as portas em dezembro de 2012.

A denúncia no MP calcula que o prejuízo com a fraude ultrapasse R$ 300 milhões.

Reforma em apartamento

Na carta à Corregedoria obtida pelo R7, o PM afirma não ser o único beneficiário dos desvios, e cita 18 coronéis — o posto mais alto da PM — e um major da PM. Em forma de perguntas, ele sugere possíveis irregularidade nas quais os oficiais estariam envolvidos.

Coronel Camilo é questionado sobre o uso de verba pública para reforma do apartamento do filho
Coronel Camilo é questionado sobre o uso de verba pública para reforma do apartamento do filhoReprodução

Entre os citados pelo ex-PM está o coronel da reserva Álvaro Batista Camilo. Mais conhecido como deputado estadual coronel Camilo (PSD), Camilo foi comandante-geral da PM entre março de 2009 e abril de 2012. Segundo o relato de Adriano, Camilo teria utilizado policiais militares e recursos públicos para reformar o apartamento de seu filho Adriano Camilo.

O PM ainda sugere que a Corregedoria questione coronel Camilo sobre a suposta determinação de internar o filho em uma clínica de reabilitação utilizando recursos públicos.

Assim como a todos os citados, Adriano questiona ainda se Camilo recebeu cheque ou dinheiro em espécie para custear “despesas diversas”.

Em nota, a assessoria de imprensa do deputado estadual diz que “a alegação sobre sua pessoa é completamente infundada, provavelmente motivada por vingança, tendo em vista que ele, como Comandante-Geral, tomou conhecimento da denúncia e determinou imediatamente apuração, e o afastou das atribuições e o transferiu de unidade. Esta atitude culminou na perda de posto, patente e salário do ex-PM. coronel Camilo confia na isenção da Justiça”.

O coronel da reserva João Claudio Valério é citado como reponsável por determinar o pagamento de obrigações não inerentes à Polícia Militar.

R$ 21 milhões em tablets e mimos

Ao coronel da reverva Marco Antonio Augusto, Adriano questiona o que aconteceu com tablets e capas de colete que teriam sido comprados por cerca de R$ 21 milhões e descartados. Pergunta ainda se Augusto observou “mimos ou comportamentos diferenciados” a membros do alto comando, e se observou irregularidades como reformas custeadas pelo DSA-CG a outras unidades da PM.

Trecho da carta à Corregedoria onde Adriano questiona o fim de R$ 21 milhões em tablets e capas de colete
Trecho da carta à Corregedoria onde Adriano questiona o fim de R$ 21 milhões em tablets e capas de coleteReprodução

O coronel da reserva Kooki Taguti é questionado pelo período à frente do DSA-CG, em que teria recebido vantagens vinda de escalão superior e não tomado nenhuma “medida pertinente em relação aos fatos apurados”. Laerte Veloso Pazzoto, também coronel da reserva, é questionado se recebeu do DSA-CG materiais e serviços em unidades onde serviu.

O ex-coronel questiona a existência de mimos da corporação ao coronel da reserva Marco Antonio Augusto
O ex-coronel questiona a existência de mimos da corporação ao coronel da reserva Marco Antonio AugustoReprodução

O ex-coronel Adriano questiona ao coronel da reserva Vagner Bernardo Maria se recebeu ordem do diretor da diretoria de finanças para realizar uma auditoria interna nas UGEs (Unidades Gestoras Executoras — órgãos que, pela lei, utilizam o crédito recebido de outra unidade).

Viaturas incompletas

Ao coronel da reserva Marcus Vinicius Valério, Adriano questiona se, quando estava lotado na DAL (Diretoria de Apoio Logístico), teve conhecimento de que o órgão recebeu viaturas Fiat Palio Weekend básicas, mas pagou pelo modelos ELX, completo. Adriano sugere que a Corregedoria questione se Valério autorizou o recebimento do básico, apesar do veículo completo constar nas notas fiscais; se sabe a diferença de preço entre um modelo e outro, e quantos veículos foram adquiridos.

O coronel da reserva Marinho Oliveira é questionado sobre se recebeu materiais e serviços para reformas no DSA-CG. O coronel da reserva Audi Anastácio Felix é questionado apenas por receber verba em dinheiro ou cheque da DSA-CG “para custear despesas diversas”, questão feita a todos os envolvidos. E o major Marcello Hideo Takarabe é questionado por receber verba do DSA-CG quando atuou no Comando-Geral como ajudante de ordens do comandante geral da PM.

Outro lado

R7 solicitou à SSP entrevista com todos os oficiais citados na carta do ex-coronel Adriano, e questionou a pasta sobre qual foi o encaminhamento dado pela Corregedoria às denuncias feitas em maio pelo ex-oficial preso. Em nota, a SSP respondeu:

“A Corregedoria da Polícia Militar instaurou, em 2015, IPM [Inquérito Policial Militar] para investigar fraudes em licitações ocorridas na seção de finanças do Departamento de Suporte Administrativo da Polícia Militar. O inquérito foi relatado à Justiça Militar em abril de 2017.

A SSP esclarece que não compactua com qualquer desvio de conduta e ressalta que todas as denúncias contra policiais, civis ou militares, são rigorosamente investigadas pelas respectivas Corregedorias. Se comprovada as irregularidades apontadas, os responsáveis podem penalizados civil e criminalmente”.

Secretário de Segurança nega redução de efetivo para verão e fechamento de DPs no Litoral Sul 33

Durante encontro com prefeituras, ele afirmou que temporada receberá reforço de sargentos

DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos
02/10/2017 – 12:27 – Atualizado em 02/10/2017 – 12:46
Reunião ocorreu na manhã desta segunda,
em Praia Grande (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Durante encontro com prefeitos da região, em Praia Grande, o secretário de Segurança Pública do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou, nesta segunda-feira (2), que não haverá redução do efetivo da Polícia Militardurante a temporada de verão 2017/2018.

A informação de que o número de PMs poderia ser 20% menor foi divulgada no último dia 28 de setembro, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista (Condesb).

Entretanto, segundo ele, ao invés de serem enviados para a região homens formados pela Escola de Soldados, desta vez, serão encaminhados sargentos da Academia de Polícia Militar para suprir a demanda da operação da PM.

Ao todo, ainda de acordo com o secretário, 1.200 policiais serão enviados à região. Uma parte formada por sargentos e a outra de policiais militares da região que atuarão por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem). ”Não haverá prejuízo para a operação deste ano. A polícia está fazendo, está acontecendo, temos feito operações”, declarou Barbosa Filho.

Uma das delegacias fechadas é o 1º DP
de Mongaguá (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Delegacias

O secretário afirmou, ainda, que não houve fechamento dos distritos policiais de Peruíbe e Mongaguá, declarando que ocorreu remanejamento de pessoas que atuavam nestes postos para anexos de delegacias sede de cada uma das cidades.

Em 11 de setembro, A Tribuna noticiou que o 1º DP de Peruíbe e os 1º e 2º distritos de Mongaguá foram fechados por determinação da Delegacia Seccional de Itanhaém, que solicitou medidas de contingência diante da crise econômica no Estado. O atendimento ficou concentrado nas delegacias sede de Peruíbe e Mongaguá.

Durante o encontro, o secretário se comprometeu com as prefeituras das duas cidades a marcar uma reunião para avaliar a situação.

* Com informações de Rogério Stonoga

1º DP de São Vicente atendendo vítimas de roubo: voltem depois das 20h00 que a delegacia está repleta de ocorrências…( Verdade, repleta de ocorrências e de funcionários vagabundos ) 58

Casal de aposentados é assaltado dentro de casa em São Vicente

Filho das vítimas diz que os assaltos são recorrentes e que o poder público do município é ausente

MATHEUS MÜLLER – A TRIBUNA 
27/09/2017 – 20:09 – Atualizado em 27/09/2017 – 21:37

“O poder público não existe na Cidade”. O desabafo do jornalista Omar Bermedo evidencia o sentimento de derrota e tristeza, após os pais terem sido assaltados dentro da própria casa, na Vila Valença, em São Vicente. O saldo negativo do roubo vai além das perdas materiais, no caso: três televisores, R$ 700,00 e um veículo CRV-Honda.

“Eles têm uma história grande com a Cidade, como comerciantes, e nunca haviam passado por isso. Eu fui criado aqui (quando criança) e a situação era muito diferente. Hoje, sinto preocupação e insegurança ao vir visitá-los”.

Bermedo e os outros dois filhos do casal querem que os pais deixem a casa em que moram há 43 anos e se mudem para um apartamento.

Segundo ele, a região está largada e os moradores, inclusive, criaram um grupo para equipar as ruas com câmeras de monitoramento. “Por ser um bairro residencial e com muitos idosos, se tornam alvos fáceis. Outros vizinhos já passaram pela mesma situação”.

Crime aconteceu às 11h30 desta quarta-feira
na Rua Dr. Fernando Costa (Reprodução)

Como aconteceu

O sentimento de insegurança se torna maior ao pensar em como tudo aconteceu. A vítima, um aposentado de 67 anos, conta que tem o hábito de ir à academia com a esposa – da mesma idade – e ao supermercado pelas manhãs, rotina que seguiram nesta quarta-feira.

“Quando chegamos do mercado eu coloquei o carro na garagem e minha esposa começou a entrar com as sacolas em casa. Quando estava fechando o portão, dois homens armados apareceram e disseram: perdeu, perdeu”, detalha.

O ex-comerciante demonstrou indignação com a audácia dos bandidos, por cometer o crime à luz do dia. “Eram 11h30 da manhã. Nunca esperei que fosse acontecer (roubo) a essa hora. Esperamos que seja à noite e tomamos cuidado”.

Já dentro da casa os dois homens armados retiraram os televisores e se comunicavam por celular com alguém que estava do lado de fora. “Diziam que ficaria tudo bem e pediam dinheiro e ouro. Minha esposa falou que não tinha ouro e subiu para o segundo andar com um dos bandidos e entregou o dinheiro”.

Preocupado com a mulher e pensando em uma solução para assustar os ladrões, a vítima diz ter simulado um problema de coração, que chamou a atenção da dupla de assaltantes.

“Um deles ficou comigo na cozinha e me dava água. Depois disso nos levaram para o fundo da casa (em um cômodo) fecharam a porta e disseram para que só saíssemos depois de deixassem o local”.

Os equipamentos roubados foram levados dentro do próprio carro das vítimas, que por sorte não ficaram feridas.

Desmotivados

Junto ao filho Omar, o casal foi registrar o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial do Município, porém ao chegar no local foram orientados a retornarem depois das 20 horas, sob a alegação de que a delegacia estava repleta de ocorrências.

A situação, segundo as vítimas, deixa claro o motivo pelo qual muitas pessoas não registram os crimes sofridos.


Os abnegados e compromissados que nos desculpem ; o Delegado titular, inclusive!

Mas enquanto um trabalha, cinco ficam moscando e o atendente ( nem sempre policial de carreira ) chutando para outro plantão.

Com efeito, crime de roubo contra idosos e ainda mais com subtração de veículo deveria merecer prioridade.

Uma nova Polícia Civil está surgindo parecida com a Federal: muito oba-oba, muita propaganda, muito “h pra população ” e um puta salário 145

Entrar na favela do Mata Porco, Buraco do Sapo Paraisópolis, Jd. Macedônia, Bela Vista, favela da Paz em 2, 3 policia, e prender os malas nessa minha empreitada de 5 quinquênios  eu vi uma meia dúzia de policia. Com camisão pra fora, calça jeans, uma pistola ou revólver, nenhum carregador sobressalente.

Agora esses aí “geração nova” começo a ter respeito. Porque verdade seja dita: quando Vão pra cumprir um mandadinho bosta Vão em 8 barcas, fuzil, colete e lógico com o celular filmando pra colocar no Instagram depois.

Quem está certo ou errado?

Olha, diante da merda salarial que estamos acho que os antigões é que estavam (e estão) errados. Não deu certo. A PC tá moribunda.

Então quando vejo um vídeo desse enfrentando o morro, o mato, e a cartolina (menos ladrão de verdade) quem sabe é uma nova PC surgindo parecida com a Federal: muito oba-oba, muita propaganda, muito “h pra população ” , e um puta salário.

Vai saber se não é esse o caminho?

Autor: SUSPEITO É JORNALISTA