Acidente na estrada de Itapecerica da Serra deixa policial civil ferido e viatura destruída 5

Acidente na estrada de Itapecerica da Serra deixa policial civil ferido e viatura destruída

por Redação

 REPRODUÇÃO

Reprodução

Um grave acidente envolvendo uma viatura da Polícia Civil e um caminhão guincho deixou um policial, conhecido como Ari, ferido. A ocorrência aconteceu na Estrada de Itapecerica, no Jd. Elisa, na divisa com Embu-Guaçu, na manhã desta quarta-feira, dia 14.

Segundo apurou o Portal O Taboanense, a viatura está lotada no 47º DP, no Capão Redondo, em São Paulo. O Policial Civil ficou bastante ferido, foi socorrido e precisou utilizar um colar cervical antes de ser levado ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. Seu estado de saúde é estável.

A Polícia Civil não informou se a viatura estava em perseguição ou se foi um acidente comum.

Governo de SP homenageou os policiais Nota 10 do mês de julho 10

Governo de SP homenageia os policiais Nota 10 do mês de julho

Integrantes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica são reconhecidos por atuação em ocorrências de destaque e bom desempenho

Qua, 14/08/2019 – 13h24 | Do Portal do Governo

 

O Governador João Doria e o Secretário da Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos, homenagearam nesta quarta-feira (14) policiais civis, militares e técnico-científicos do Estado de São Paulo com o certificado “Policial Nota 10”, referente ao mês de julho.

“São estes os policiais que ajudam a fazer a Segurança Pública do nosso Estado, a defender as famílias, o patrimônio e a combater a criminalidade. Homenagear significa respeitar e compreender o papel daqueles que dedicam a sua vida à sua profissão e a defender seu estado e os cidadãos”, disse o Governador.

Em sua sétima edição, a iniciativa, criada pela Secretaria da Segurança Pública, tem como objetivo reconhecer e estimular o bom trabalho policial em todo o Estado de São Paulo. A solenidade aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, na capital paulista.

“Este evento visa valorizar cada vez mais as pessoas que são fundamentais para a Segurança Pública. Os casos que temos aqui são de ações preventivas, repressivas e de salvamento. São as pessoas que verdadeiramente fazem a diferença, pois as instituições são formadas pelas histórias que essas pessoas escrevem”, afirmou o Secretário.

As ocorrências que geraram destaques aos profissionais são de prisões e apreensões de drogas e armas, além de salvamento e encontro de pessoas. Também foram reconhecidos médicos legistas com mais de dez anos de profissão, atuando em casos importantes.

Polícia Civil

Uma das equipes agraciadas atua na 2° Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O delegado Ítalo Zaccaro Neto, o escrivão Marcos Faria e o investigador João Eduardo Diogo foram homenageados pelos trabalhos que resultaram na prisão de uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes no dia 16 de julho.

Outro grupo homenageado é formado pelo delegado Mario Gomes Pereira, o investigador Carlos Cesar Alves e o escrivão Marcelo Ernandes de Moraes. Os agentes atuam no 27° Distrito Policial (Campo Belo) e foram os responsáveis pela prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva, de um integrante de uma organização criminosa, no dia 18 de julho, na zona leste da Capital.

Também recebeu a condecoração a delegada Adrianne Mayer Bontempi e os investigadores Flávio Luis Santos e Janaína Samara Pacheco, integrantes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo André. Os agentes foram responsáveis pela prisão de um homem suspeito de envolvimento com o crime de pedofilia, no dia 12 de junho.

O último policial civil agraciado foi o investigador Rafael Fabiano Cerato, da Delegacia de Polícia de Castilho. O agente recebeu a denúncia anônima que culminou na prisão de dois homens e apreensão de mais de meio quilo de maconha e diversas pedras de crack na cidade de Castilho, durante uma operação contra o tráfico de drogas denominada “Cavalo de Troia”.

Polícia Militar

Representando a Polícia Militar, uma das equipes homenageadas é formada pelo cabo Douglas Karas de Siqueira e o soldado Diego Feliciano Gomes, integrantes do 47° batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). Os policiais foram reconhecidos pela prisão, em 5 de julho, de um homem que transportava R$ 69 mil em seu veículo sem saber informar a procedência do dinheiro e tentou subornar os PMs.

A segunda equipe da PM condecorada foi do 28° BPM/M. O cabo Monserrat Martins Belmonte e o soldado Gustavo Ladislau Stelmach foram reconhecidos pelo encontro de um rapaz autista no dia 11 de julho. O jovem estava desaparecido e foi encontrado pelos policiais na avenida dos Metalúrgicos.

O terceiro grupo homenageado faz parte do 17° Grupamento de Bombeiros, sediado em Mogi das Cruzes. O subtenente Fábio Fonseca e os cabos Marcus Vinicius Nogueira Pires e Marcelo Segala foram homenageados pelo salvamento de uma pessoa que estava encoberta por escombros, na cidade de Ferraz de Vasconcelos, em 3 de julho.

Também foram agraciados o sargento Arnaldo Simões Júnior, os cabos Renato Pedrosa Carvalho e Claudemir Alvez Bezerra, bem como os soldados Renato Ribeiro dos Santos e Leandro Farias Chagas. Os PMs, integrantes do 1° Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), sediado em São Bernardo do Campo, foram os responsáveis pela prisão de quatro homens por roubo e também por manter vítima em cativeiro, no dia 25 de junho.

Por fim, também foi agraciado o cabo Sidnei da Silva Pereira, que atua no 1º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran). O policial se destacou por sempre estar disposto a passar à tropa o conhecimento técnico adquirido ao longo dos 22 anos dedicados à instituição, sendo 15 em direção de motos, contribuindo para a excelência na prestação de serviço. Ao longo da carreira, atuou em grandes acontecimentos, como o evento musical Lollapalooza 2019.

Polícia Científica

Representando a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), foram condecorados os médicos legistas Luiz Roberto de Oliveira Fontes e Nelson Bruni Cabral de Freitas, chefes dos núcleos de Antropologia, do Instituto Médico Legal, e de Perícias Médico-Legais (NPML) de Sorocaba, respectivamente.

Com mais de dez anos de profissão, ambos realizam suas funções com muita dedicação e já tiveram participação em ocorrências de alta complexidade, comoção, repercussão e com muitas vítimas.

Quem vai pagar é a polícia, diz bancada da bala sobre projeto contra abuso de autoridade 8

Quem vai pagar é a polícia, diz bancada da bala sobre projeto contra abuso de autoridade

Parlamentares querem que Bolsonaro vete nove artigos do projeto aprovado na quarta (14) na Câmara

Thais Arbex
Brasília

Presidente da chamada bancada da bala, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) afirmou à Folha na manhã desta quinta-feira (15) que o projeto que endurece as punições por abuso de autoridade “fere de morte as polícias”. “O projeto foi feito com intuito de atingir os juízes, mas quem vai pagar o pato é a polícia”, disse.

Augusto está à frente do grupo de deputados que vai pedir ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetos em pontos do projeto aprovado pela Câmara na noite desta quarta (14). A bancada da bala quer o veto de nove artigos do texto que dizem respeito à atividade policial.

O deputado Capitão Augusto (PL-SP), que preside a bancada da bala – Valter Campanato/Agência Brasil

Durante a tramitação da proposta no Congresso, uma das principais polêmicas se deu em torno de artigos que afetam policiais. Um exemplo é o que proíbe submeter o preso ao uso de algemas ou de outros meios de restrição de movimentos nos casos em que não haja resistência à prisão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio preso.

A pena é dobrada se o preso for menor de 18 anos ou se a presa estiver grávida.

Nesta quinta, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, também criticou esse ponto nas redes sociais. “As leis e a súmula vinc. nº 11 do STF já dão conta de inibir o policial a usar algemas. A lei aprovada ontem sobre abuso de autoridade piora ainda mais essa situação. Policial não tem bola de cristal para saber se preso vai fugir (art. 17)!”, escreveu, em sua conta no Twitter.

A avaliação de integrantes da bancada da bala é a de que o trecho expõe a risco não só os policiais, mas também a sociedade.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a proposta. “Eu não vi ninguém questionando o texto como um todo”, afirmou. Ele disse que o tema não deve ser judicializado e que cabe a Bolsonaro decidir se veta temas polêmicos, como o artigo sobre as algemas contestado pela bancada da bala.

“É uma decisão que o presidente da República vai ter que tomar, não acho que vai judicializar. O projeto foi articulado pelo Senado junto com os servidores de todos os poderes, e é mais democrático”, afirmou.

O texto aprovado estabelece ainda que são considerados passíveis de sanção por abuso de autoridade membros do Legislativo, Judiciário e Executivo, membros do Ministério Público, membros de tribunais ou conselhos de contas, servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas.

Também define a proibição de decretação de prisão provisória em “manifesta desconformidade com as hipóteses legais” e também a decretação de condução coercitiva sem que antes haja intimação para comparecimento ao juiz. A pena é de um a quatro anos de detenção.

Outra mudança prevê que a autoridade possa ser punida com seis a dois anos de detenção, além de multa, caso deixe de se identificar ou se identifique falsamente para o preso no ato de seu encarceramento.

Também foi alterada com a proposta as regras atuais sobre interceptações telefônicas. Hoje, é crime realizar esse tipo de atividade sem autorização judicial, com pena de dois a quatro anos. Agora, os deputados acrescentaram parágrafo para incluir na tipificação a autoridade judicial que pedir a quebra de sigilo ou interceptação “com objetivo não autorizado em lei”.


O QUE PREVÊ O PROJETO

Detenção de um a quatro anos e multa

  • Autoridade que decretar medida de privação da liberdade em desconformidade com as hipóteses legais
  • Quem decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo
  • Quem executar a captura, prisão ou busca e apreensão de pessoa que não esteja em situação de flagrante delito ou sem ordem escrita de autoridade judiciária, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei, ou de condenado ou internado fugitivo
  • Quem prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio
  • Quem impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia
  • Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Quem invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei
  • Quem obtiver prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito
  • Quem divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado
  • Quem der início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente.

Detenção de seis meses a dois anos e multa

  • Quem deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal
  • Quem deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada
  • Quem prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal
  • Quem fotografar ou filmar, permitir que fotografem ou filmem, divulgar ou publicar fotografia ou filmagem de preso, internado, investigado, indiciado ou vítima, sem seu consentimento ou com autorização obtida mediante constrangimento ilegal, com o intuito de expor a pessoa a vexame ou execração pública. Não haverá crime se o intuito da fotografia ou filmagem for o de produzir prova em investigação criminal ou processo penal ou o de documentar as condições de estabelecimento penal
  • Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso quando de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão
  • Quem submeter o preso, internado ou apreendido ao uso de algemas ou de qualquer outro objeto que lhe restrinja o movimento dos membros, quando manifestamente não houver resistência à prisão, internação ou apreensão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio preso, internado ou apreendido, da autoridade ou de terceiros
  • Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado.
  • Quem negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível
  • Quem antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação

Detenção de um a quatro anos e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência

  • Quem constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro

Detenção de três meses a um ano e multa

  • Quem coibir, dificultar ou impedir, por qualquer meio, sem justa causa, a reunião, a associação ou o agrupamento pacífico de pessoas para fim legítimo

Reclusão de 2 a 4 anos e multa

  • Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei

Magnífico flagrante do 2º DP – Bom Retiro – da Seccional Centro / DECAP 29

Magnífico flagrante do 2º DP – Bom Retiro.
500 quilos de maconha
6 fuzis Modelo AR 15 – calibre 556
Mais de 7000 mil projéteis 556
A equipe da distrital seguiu o caminhão desde Ourinhos-SP.
Flagrante em SP. Trabalho de inteligência e investigação brilhantemente dirigido pelo Dr. Sucupira, chefe dos investigadores Marcelo e equipes do 2 Dp
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
PARABÉNS!!!

Vantagens que Bolsonaro anunciará para a polícia em outubro, antes do governador Doria 46

Bizu do que será anunciado 3O Out:

– Dejem R$ 500,00 por 8 horas, sem desconto IRPF, sendo que cada policial terá o direito de puxar 4 por mês;
– Criação do GAPA (Gratificação por Atividade Policial da Ativa) no valor de R$ 2500,00;
– aumento de 10%;
– ticket no valor de R$ 17,00 (dezessete reais);
– criação de mais 12 Batalhões de BAEP e 02 Batalhões CAEP;
– ESSgt PM nas unidades escolares regionais;
– Policial poderá utilizar os transportes públicos à paisana durante o serviço ou de folga, mostrando apenas a funcional;
– Edital de abertura de concursos para o CFO, CHQAO e ESSd PM, mais de 5000 Policiais.
– Remuneração para os Zégrupos de whatsapp dos mikes;
– Churrascos mensais, como cerveja Heineken, e putas, tudo na faixa.
– Apresentação da taça do Mundial do palmeiras

( Colaboração: RIC – escrivão )

Resultado de imagem para bolsonaro palmeirense

 

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Horra, ainda tem loki mandando o Bozo ir tomar no cu na frente da PM…Sifu! 

Ah, e delegada com sobrenome “Pescarmona” só pode ser palmeirense, né ? 

Se bandido for duro de matar como as baratas a polícia vai perder a guerra contra o crime 12

PMs do Rio de Janeiro e de São Paulo estão matando mais

barata
Publicado em 6 agosto, 2019 7:05 am
Policial Militar (PM). Foto: Reprodução/Facebook

Do Globo:

O avanço nacional do número de mortes decorrentes de intervenção policial – os chamados autos de resistência -, detectado em 2018, segue como tendência no Rio e em São Paulo, dois dos estados mais populosos do país. Em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no Youtube, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que enviará ao Congresso um projeto para dar “retaguarda jurídica” a policiais para que usem suas armas de fogo, e disse que bandidos “vão morrer que nem barata” nas ruas.

Especialistas vêm alertando que, apesar da redução de homicídios a nível nacional, detectada por estudos como o Atlas da Violência, o aumento da violência policial nos estados pode retroalimentar a sensação de insegurança.

Nos quatro meses iniciais do governo de João Doria (PSDB), 252 pessoas foram mortas por ações da polícia, segundo dados das Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo, analisados pelo Instituto Sou da Paz. O índice representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Rio, o número de autos de resistência chegou a 881 no primeiro semestre do governo de Wilson Witzel (PSC), contra 769 casos no mesmo intervalo de 2018. Os dados, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do governo do Rio, representam um crescimento de 14% do índice no estado.

Lead – Estados vão unificar bancos de impressões digitais por meio do Sistema de Legitimação à Distância 4

São Paulo e Paraná compartilham dados para agilizar os trabalhos policiais

Estados vão unificar bancos de impressões digitais por meio do Sistema de Legitimação à Distância

Seg, 05/08/2019 – 15h31 | Do Portal do Governo

Os Estados de São Paulo e Paraná, por meio de suas secretarias de Segurança Pública, assinaram, na última quarta-feira (31), o convênio para implantação do Sistema de Legitimação à Distância (Lead). O acordo, publicado no Diário Oficial de sexta-feira (02), visa unificar o banco de dados de impressões digitais das duas regiões, agilizando o trabalho policial.

Com vigência de cinco anos, a iniciativa irá permitir o compartilhamento de informações para acelerar o procedimento de identificação de pessoas vivas e mortas, formando uma rede interestadual e contribuindo com investigações e esclarecimento de crimes.

O Lead foi desenvolvido em São Paulo, em 2012, pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), com recursos do Instituto de Identificação “Ricardo Gumbleton Daunt” – IIRGD. O sistema permite que todas as delegacias cadastrem e solicitem identificações por impressão digital de forma automatizada e digital, com rápida confirmação.

Paraná é o segundo Estado a firmar o convênio com São Paulo para implantação do Lead. Rondônia assinou o acordo em fevereiro de 2018 e três meses depois deteve um procurado pela Justiça com o auxílio do sistema.

Polícia Bolsominion de São Paulo – Corintiano se diz vítima de violência praticada por PMs e acusa Delegada de omissão 15

Em denúncia, corintiano diz que PM o levou à ‘salinha do terror’

Torcedor foi retirado da arquibancada após xingar Bolsonaro no dérbi

João Gabriel Carlos Petrocilo
São Paulo

Após acusar polícias de agredí-lo por protestar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, em Itaquera, o torcedor corintiano Rogério Lemes registrou denúncia na Ouvidoria da Polícia do Estado nesta quarta (7). Ele afirmou que, antes de ser conduzido pelos policiais ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), foi agredido em uma das salas da Arena Corinthians.

A Folha teve acesso ao termo de declaração, assinado por Lemes e o seu advogado Roberto Tardelli, e entregue para Ouvidoria.

Lemes afirma, segundo o documento, que ao gritar pela quinta vez contra Bolsonaro, um policial o interpelou e perguntou “o que você está falando aí?”. “No mesmo momento, um outro policial militar o agarrou por trás, aplicando um mata leão, o que o fez cair, já quase desfalecendo, quando foi algemado de forma que machucou seus pulsos”, segue o texto.

Torcida do Corinthians partida pela Copa do Brasil 2018, realizada na Arena Corinthians
Torcida do Corinthians partida pela Copa do Brasil 2018, realizada na Arena Corinthians – Rodrigo coca – 29.set.2018/Ag Corinthians

Em uma sala (antes de ir para o Jecrim), Lemes, portador de uma prótese por causa de problemas no fêmur, relata ter sido derrubado. Segundo ele, o ironizavam. “Você não é o valentão? Você não gosta de ofender o presidente?”, disseram, de acordo com o torcedor.

O corintiano afirmou que permaneceu durante o primeiro tempo no que define como “salinha do terror”.

“É um escândalo de nível mundial. Nunca imaginaria que houvesse uma dependência, certamente de conhecimento de todos, cuja finalidade remonta aos piores anos da ditadura militar. Estou indignado”, diz.

Questionada sobre a denúncia, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) disse, em nota, que “o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) instaurou inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias relacionadas a ocorrência”. O procedimento é padrão.

Em nota emitida na terça (6), o Corinthians repudiou a detenção de Rogério Lemos. “O clube historicamente reitera seu compromisso com a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação, desde que observados os princípios da civilidade e da não violência”, diz o clube.

A Ouvidoria enviou a denúncia à Corregedoria da Polícia Militar, e cabe a ela evocar ou não o pedido para assumir a investigação do caso, por agressão e abuso de autoridade. A decisão deve ser tomada nos próximos dias pelo chefe do órgão, o coronel Marcelino Fernandes, que está retornando de férias.

Torcedor acusa policiais de agredi-lo e algemá-lo após gritar contra Bolsonaro na arena Corinthians neste domingo (4)
O pulso do torcedor que acusa policiais de agredi-lo e algemá-lo após gritar contra Bolsonaro na arena Corinthians neste domingo (4) – Reprodução

“A Ouvidoria também irá encaminhar o termo do Rogério à Corregedoria da Polícia Civil para que o órgão investigue a conduta da delegada [Monia Olga Pescarmona] na ocorrência”, informou Benedito Mariano, ouvidor da PM.

É função da Corregedoria investigar de agentes da PM. Os órgãos das polícias civil e militar podem apurar a conduta, respectivamente, dos policiais do Batalhão do Choque (responsável pela segurança nos estádios), e da delegada Monia Olga Pescarmona, da Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

No termo de declaração, o torcedor relatou ter sido agredido pelos policias do Choque, responsáveis pela segurança. No boletim de ocorrência, assinado pela delegada Monia Pescarmona, não há relatos de agressão.

O dedo do torcedor Rogério Leme, que acusa a Polícia de tê-lo agredido na partida entre Corinthians e Palmeiras
O dedo do torcedor Rogério Leme, que acusa a Polícia de tê-lo agredido na partida entre Corinthians e Palmeiras – Reprodução

O advogado da suposta vítima diz que a delegada deveria ter solicitado exame de corpo de delito. “Isso não apenas configura grave falta funcional, mas também pode configurar prevaricação”, afirmou.

Rogério Lemes foi retirado das cadeiras de Itaquera durante a execução do hino nacional, enquanto xingava e protestava contra o presidente Jair Bolsonaro. Ele foi levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), localizado no próprio estádio, onde foi registrado boletim de ocorrência (BO) assinado pela delegada Monia Olga Neubern Pescarmona.

Em resposta na última segunda-feira (5), quando o caso da condução do torcedor foi noticiado, a SSP afirmou que “não houve prisão, mas a condução dele ao posto do Juizado Especial Criminal (Jecrim), onde foi registrado boletim de ocorrência não criminal e depois liberado para voltar a assistir à partida de futebol”.

O órgão também afirma que o torcedor não mencionou ter sido agredido aos oficiais e que os policiais agiram para “preservar a integridade física do torcedor” e evitar um potencial tumulto.

Josecir Cuoco – QUANDO DOEI UM PRÊMIO ESSO!! 6

QUANDO DOEI UM PRÊMIO ESSO!!

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Meados da década de 80, conheci Otávio Ribeiro o “Pena Branca”, ele comandava na TV Record, um programa policial que levava o nome de um de seus livros “Barra Pesada”.

De conhecidos passamos a amigos e passei a ouvir as peripécias de seu ídolo “Sivuca”,  policial carioca, que, casualmente, conheci numa das sortidas da polícia paulista naquele estado.

Otávio , moreno escuro, cabelos crespos com uma nesga branca, estatura média, gingado que dizem ser de malandro, mais pra gordo, sempre em busca de uma lenda, fosse policial ou não.

Apaixonado eterno, com desilusões várias, tendo como prato essencial “filé com fritas”, proprietário de um coração do mesmo lote de Madre Tereza, seguíamos nossa amizade “surfando” pela noite , até que recebo a visita , na unidade que eu trabalhava, fato anormal, do meu companheiro de folguedos! Vejo-o arrasado, suando “em bicas”, com o cheiro característico de quem dividiu algo alcoólico com o “santo”, jogou-se em uma cadeira e explodiu :” estou desempregado”!!!

Procurei consolá-lo oferecendo-lhe um copo de água, não só rejeitado, como abominado.

Deixou claro que tinha recursos para mais um mês ,isto sem “surf”…

Procurou saber ,num solilóquio, onde havia errado e chegou a conclusão que ele era muito real e pouco virtual.

Aí aconteceu!

 Perguntei-lhe se havia interesse jornalístico numa entrevista com o cabo Anselmo?

A impressão que tive era de que Otávio fora tomado por uma “entidade” saltadora e curadora de “porres” pós desgraça!

Chegou seu rosto próximo ao meu e disse: “MERRMÃU ME ARRUMAS ISTO E TU ENTRAS PARA A MINHA GALERIA DE IDOLOS”!!.

Arrumei, Otávio ganhou o prêmio ‘ESSO” , se não me engano com a publicação pela revista “Veja”, de sua matéria!

Jurou amor eterno aos meus ascendentes e descendentes!

Sentiu-se traído pela musa da ocasião e nunca mais o vi.

Morreu poucos anos depois de câncer!!!

Autor – Dr. Josecir Cuoco

Foto do perfil de Josecir Cuoco, A imagem pode conter: 1 pessoa

Para site do UOL – Grupo Folha de São Paulo – durante a ditadura militar somente a Polícia Civil comandada pelo Delegado Fleury – que mandava mais do que o Governador – torturava e matava opositores 35

Tortura e morte: Os porões da ditadura brasileira

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, se quisermos saber onde foi parar um militante desaparecido durante a ditadura, ele contaria. Mas será que Bolsonaro sabe mesmo o que ocorria nos porões do regime?

Alessandro Meiguins Publicado em 29/07/2019, às 16h00

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Crédito: Reprodução

“Um dia se o presidente da OAB [Felipe Santa Cruz] quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”.

Foi o que disse o presidente Jair Bolsonaro sobre o militante Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, da Ação Popular Marxista-Leninista. Será que o presidente sabe mesmo o que aconteceu com Fernando?

Contra a Pátria não há Direitos, informava uma placa pendurada no saguão dos elevadores do prédio da Polícia Civil em São Paulo. Era o tempo da Tigrada, policiais e militares com ordem e permissão para matar, muitos sob o comando de Sérgio Paranhos Fleury.

O delegado era violento. Começava estapeando, depois torturava e, se perdia a paciência, atirava mais de uma vez. Filho de legista, Fleury cresceu em delegacias. Estava na polícia desde os 17 anos. Fazia parte de uma unidade particularmente agressiva, a Delegacia de Roubos, quando foi recrutado pelo regime militar, em junho de 1969.

O delegado viria a ser a peça-chave da Operação Bandeirante, a Oban. A missão era estratégica: criar um organismo que reunisse elementos das Forças Armadas, da polícia estadual e da Polícia Federal, para o trabalho específico de combate à subversão.

Na prática, o núcleo reuniu os elementos mais radicais, corruptos e violentos dessas organizações. Fleury e sua trajetória são um retrato acabado do que se passou nos porões da ditadura brasileira. Contra o terror, investiu-se no horror.

A repressão não nasceu com o AI-5, mas foi com ele que viveu seu auge. Houve torturas e mortes desde os primeiros anos de governo militar. O Departamento de Ordem Política e Social (Dops), subordinado ao governo estadual, existia desde os anos 20. O Serviço Nacional de Informações foi criado em 1964.

A Polícia do Exército torturou logo após o golpe. As manifestações de 1968 foram reprimidas com dureza. Só que o AI-5 foi entendido como licença para matar e, de fato, quem matou em nome do combate à subversão não foi incomodado nos anos seguintes.

Dizer que a máquina repressiva se organizou após 1968 é uma imprecisão por conta disso. E também porque a desorganização era o fundamento da lógica da repressão. O capitão torturador passava por cima do major, o delegado trabalhava contra o governador.

Nesse sentido, a repressão subvertia a ordem mais do que os guerrilheiros. Isso não quer dizer que não houvesse cadeias de comando, mas que os porões criaram sua própria hierarquia – clandestina, com ramificações nos altos escalões e, no mínimo, sua conivência.

Fleury, por exemplo, teve plenos poderes ao chefiar a Oban. Quando se instalara no Dops, já levara com ele todo seu Esquadrão da Morte, um grupo de policiais envolvidos em esquemas de corrupção, proteção a traficantes, desvio de contrabandos. Um deles, conhecido como Fininho, carregava no chaveiro, como amuleto, a língua de um dedo-duro que metralhou.

“Os comandantes militares sabiam que tinham colocado um delinquente na engrenagem policial do regime”, diz Elio Gaspari no livro A Ditadura Escancarada, referindo-se a Sérgio Paranhos Fleury.

Por dentro dos porões.

Captura

Crédito: Reprodução

Ao descobrir a localização de um suspeito, a polícia o prendia no esconderijo ou na rua. mas houve gente que foi solta legalmente para depois sumir ilegalmente.


Laudo falso

Médicos compactuavam com as torturas, forjando autópsias para vítimas que haviam morrido ou mantendo o preso em condições de falar durante os interrigatórios.


Maus-tratos na cela

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Choques elétricos e o pau-de-arara foram dois dos métodos mais usados pelos torturadores, que, quando agiam em delegacias, usavam os gritos das vítimas para aterrorizar os demais prisioneiros.


Grampeado

Agentes montavam dossiês sobre suspeitos, acompanhando suas atividades e conversas telefônicas por meio de escuta ilegal. Todas as Forças tinham setor de informações.


Desova

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Quando ocorria um acidente de trabalho, como a morte de um preso, eram montadas falsas versões de tiroteio, cenas de suicídio ou o corpo era enterrado como indigente.


Aula de tortura

Nos quartéis, houve casos isolados de aulas de tortura, ministradas por oficiais diante de plateias de dezenas de militares. Os presos eram tirados das celas e supliciados ao vivo para ajudar nas explicações.


Métodos radicais

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Espancamentos, palmatória e afogamentos também foram técnicas usadas nos maus-tratos. Contra mulheres, houve estupros individuais e coletivos. Um preso teve a boca presa ao escapamento .


Medalha

Militares e civis ganhavam medalha por serviços prestados à repressão. Fleury ganhou a sua. O nome parecia ironia: Ordem do Pacificador.

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-os-metodos-de-tortura-da-ditadura-brasileira.phtml

Ninguém merece Bostanaro por 4 anos – Bolsonaro odeia o Exército , com o seu comportamento quer que a humanidade pense que o oficialato é composto por boçais como ele 10

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Votei no Bozonaro não por me identificar com eventual proposta de governo que porventura apresentasse, mas sim, em protesto a essa “puta” bandidagem de colarinho e gravata que saqueou os cofres públicos nas últimas décadas. Chega de sarneis, michéus, aécios, lulas, alckmins, perilos, serras, richas e outros larápios, bem como as quadrilhas que os acompanhavam.

Infelizmente, apesar de aparentemente honesto, o presidente que ai está, mostra ser uma pessoa desequilibrada, podendo com seus atos e palavras colocar em risco a segurança interna e externa do país, mormente quando quer designar o próprio filho para ser o elo com aquele outro louco do norte.

Além de ter uma postura não compatível com a dignidade do cargo que ocupa, seu reduzido vocabulário se limita a comentários inoportunos, inconvenientes ou ofensivos aos defensores do meio ambiente ou da dignidade da pessoa humana.

Não tem uma semana sem que solte uma pérola como o descabido comentário sobre o sumiço do pai do presidente nacional da OAB durante os anos de chumbo.

Não podemos tirar a parte pelo todo. É impossível acreditar que esse seja o perfil de um oficial de carreira das nossas gloriosas forças armadas. Todos nós sabemos da qualidade do ensino ministrado nas academias militares.

Só sete meses de governo. Tem muita bos…. para dizer até o fim do mandato, se é que isso vai acontecer.

Ninguém merece Bostanaro por 4 anos.


Colaboração: amigo do 9º andar do Palácio da Brigadeiro

Um presidente detestável, indecente , mentiroso patológico e desprovido de moralidade 13

Um presidente detestável

Falta a Bolsonaro a decência mínima, que nos faz reconhecer o próximo como semelhante

Já tivemos ditadores como Getúlio Vargas, Médici e Geisel, que ordenaram ou pelo menos toleraram crimes muito mais graves do que Jair Bolsonaro jamais cometerá, mas nenhum deles se revelou um ser humano tão detestável quanto o atual presidente. Falta ao chefe do Executivo aquela decência mínima, que nos faz reconhecer o próximo como um semelhante.

Não ignoro que, na política, é preciso às vezes levantar bandeiras polêmicas e antagonizar adversários. Só que existem modos e modos de fazê-lo. Se o presidente insiste em defender o golpe de 64, não precisaria enaltecer a tortura institucionalizada, que representa a forma mais covarde de violência que o Estado pode infligir contra o indivíduo. Se acha que as políticas identitárias foram longe demais, poderia apenas dizê-lo, sem necessidade de disparar ofensas contra minorias.

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O presidente Jair Bolsonaro – Pedro Ladeira – 24.jul.2019/Folhapress

De modo análogo, se Bolsonaro deseja criticar um jornalista, o que é pleno direito seu, poderia questionar aspectos técnicos de seu trabalho ou mesmo seus pressupostos filosóficos. Quando opta por atacar sua vida pessoal, dá mostras de que ou não entendeu a dinâmica da liberdade de imprensa ou tem problemas de caráter mesmo.

Se nutre uma desavença com alguém, deveria circunscrever sua animosidade contra o adversário. Ao insultar seus familiares, que já não podem defender-se, exibe uma faceta cruel e desumana. Traduzindo isso para uma linguagem que o presidente talvez seja capaz de alcançar: “a mãe não, pô!”.

A principal missão de um governante é produzir bem-estar e distribuí-lo de forma tão equânime quanto possível. Historicamente, porém, alguns dirigentes se destacaram por atuar como reserva moral da nação, equilibrando sabedoria e compaixão para levantar e arbitrar questões decisivas. Ainda é cedo para dizer se Bolsonaro conseguirá cumprir o primeiro objetivo, mas no segundo ele já fracassou —como líder e como ser humano.

Hélio Schwartsman

Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de “Pensando Bem…”.

Governador do Rio de Janeiro cria patente de General para a PM e Bombeiros 16

Witzel cria a patente de General para Polícia Militar e Bombeiros

Wilson Witzel na condercoração do secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo
Wilson Witzel na condercoração do secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo
Felipe Grinberg e Rafael Soares

Em um decreto que será publicado nesta quinta-feira, o governador Wilson Witzel cria a patente de General na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. Com isso, o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo, o secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey Júnior, passarão a desempenhar a função de General honorífico.

Em sua justificativa, Witzel defende que a criação da patente segue os moldes de forças armadas de todo o mundo, além de representar “o fortalecimento da disciplina, o incremento da valorização profissional e melhor organização administrativa, trazendo elevação do moral da tropa, traduzindo-se numa melhor prestação de serviço de segurança à população fluminense.

Momento em que o governador Wilson Witzel assina o decreto que cria a patente de General
Momento em que o governador Wilson Witzel assina o decreto que cria a patente de General

Em um áudio enviado para o coronéis da PM e para o Conselho de Segurança, Witzel disse ter tratado a mudança nas patentes com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o governador ter generais nos facilitará a escolha dos comandantes das corporações:

— Nós temos hoje uma tropa que está envolvida em constante combate, é preciso ter uma formação de um oficial general para condução das nossas tropas, e aqui no Rio de Janeiro a minha proposta é criar entre 5 a 8 cargos, inclusive o comandante geral. Também cria no Brasil uma classe de oficiais generais de PM que forçosamente estará obrigados os governadores a escolherem entre esses profissionais preparados, colocando em postos importantes oficiais mais modernos, e assim permitindo que possamos ter entre 7 e 8 anos a permanência de oficiais no ultimo posto — disse Witzel

Caso os secretários sejam exonerados, eles manterão o titulo de general até a aposentadoria. O decreto determina ainda que fica a cargo das corporações determinar os uniformes, distintivos, insígnias, emblemas, peças e acessórios de uso privativo dos Generais Bombeiro Militar ou Policial Militar.

‘Decreto é absolutamente ilegal’, diz especialista

Para Manoel Peixinho, especialista em Direito Constitucional e Administrativo da PUC-Rio, Witzel comete um erro primário ao assinar o decreto, que fere decretos federal e estadual.

— Nas duas hipóteses, as promoção devem observar as determinações legais. As promoções por meio de ato administrativo, decreto, são ilegais e é atentatória, ao princípio da ilegalidade, pode favorecer determinadas pessoas. É um erro primário do governador. O decreto é absolutamente ilegal. Fere tanto o decreto-lei federal quanto a lei estadual. Em ambos os atos normativos há previsões de promoção e ascensão nos postos hierárquicos — comentou

O Exmº Boçalão tem que ser destituído urgentemente…Não é papel do presidente da República fazer picuinha, dar visões particulares e praticar revanchismos Alexis de Brito, professor de Direito Penal do Mackenzie 64

Falas de Bolsonaro quebram decoro e podem indicar crime de responsabilidade

13.jun.2019 - O presidente Jair Bolsonaro - Andre Coelho/Folhapress

13.jun.2019 – O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Andre Coelho/Folhapress

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/07/2019 19h29

As falas recentes do presidente Jair Bolsonaro (PSL), como a da manhã de hoje sobre a morte de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), podem ser enquadradas na lei de crimes de responsabilidade, dizem especialistas em diferentes áreas de direito ouvidos pelo UOL. O julgamento de um eventual pedido de impeachment a partir da lei, no entanto, é fundamentalmente político.

Ao reclamar sobre a participação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na investigação do ataque a faca sofrido por ele durante a campanha eleitoral no ano passado, Bolsonaro afirmou que poderia explicar ao presidente da Ordem como o pai dele, considerado desaparecido político, sumiu durante a ditadura militar.

De acordo com os advogados ouvidos, esta é mais uma das declarações que poderiam enquadrar o presidente na Lei nº 1.079, que trata de crimes de responsabilidade. De acordo com o Artigo 9º, é “crime de responsabilidade contra a probidade na administração proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

Nos últimos 10 dias, o presidente deu uma série de declarações falsas, preconceituosas ou sem embasamento, como mostra levantamento da Folha de S. Paulo.[ x ]

“Como presidente, Bolsonaro tem de zelar pelos direitos da nação. É esse tipo de decoro que se espera do cargo. Ele não é o presidente do clube de bocha da esquina, mas do Brasil, representa os brasileiros”, afirma Alexis de Brito, professor de Direito Penal da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Não é papel do presidente da República fazer picuinha, dar visões particulares e praticar revanchismos
Alexis de Brito, professor de Direito Penal do Mackenzie

Ele explica que o decoro previsto na lei, por mais amplo que seja, é o que se espera do papel de liderança. “E não me parece que seja esse tipo de declaração”, completa.

“A expressão ‘decoro’ é muito ampla, mas, de maneira geral, indica que se deve ter um comportamento decente, recatado, discreto. Não cabe ao presidente, no exercício da função, fazer comentários sobre questões familiares, ainda mais em situações tão delicadas como a do presidente da OAB ou qualquer tipo de pessoa”, concorda Thiago Marrara, professor de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

Prejuízo ao Brasil

Especialista em Direito Público, Marrara afirma que um dos atributos do cargo presidencial é não misturar suas impressões e emoções pessoais com o exercício da função. “É nessa linha que ele tem de ser recatado e não misturar suas paixões, inclusive de modo a fazer ataques pessoas a uma pessoa ou outra”, pontua.

“Ele não é só o Bolsonaro, é o presidente da República: tem de ter responsabilidade porque sua fala tem o poder que o cargo traz”, argumenta o advogado eleitoral Alberto Rollo.

“As coisas que ele diz podem fazer subir ou descer a Bolsa, o dólar, trazer ou não mais investimentos estrangeiros para o Brasil. Qualquer palavra dele tem essa possibilidade. Ao usar palavras como esta, ele acaba prejudicando o Brasil”, avalia Rollo.

André Kehdi, ex-presidente do Conselho Consultivo do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), concorda. Para o advogado criminalista, este tipo de fala é “incompatível” com o cargo exercido.

“Ditadura militar é um tema muito caro para nós. O Brasil passou por um momento muito grave, de regime de exceção. Quando ele fala isso, ofende o pai do presidente da OAB e todas as pessoas que perderam parentes ou sofreram torturas nesse período”, avalia Kehdi. “Quando ele faz esse tipo de afirmação, em tom jocoso, agressivo e abjeto, me parece que procede de forma incompatível.”

O problema é o “conjunto da obra”

Na avaliação dos especialistas, juridicamente, o principal problema da última fala de Bolsonaro é que ela não está sozinha. A repetição deste tipo de situação, explicam os entrevistados, pode enquadrar o presidente na lei. “É como se levasse um cartão vermelho pelo conjunto da obra”, explica Brito.

“Essa quebra de decoro da presidência é como um abismo: precisa de um longo trajeto para chegar até lá, mas ele está caminhando para cada vez mais próximo”, explica Rollo.

Há coisas que ele fala que são extremamente ofensivas – não foi só essa, tem outras. Então, somando várias vezes ao longo de um ano, por exemplo, caso ele continue [a dar este tipo de declaração], daria para tipificar, sim
Alberto Rollo, advogado eleitoral

Para Kehdi, as falas de Bolsonaro tiram a “dignidade do cargo”, que segundo ele, “está sendo minado de dentro”.

Julgamento político

Uma eventual acusação de crime de responsabilidade contra o presidente deriva em um julgamento mais político do que jurídico, pois é avaliado na Câmara dos Deputados.

Qualquer brasileiro pode fazer uma representação no Congresso contra o presidente de República quando bem entender. Mas tudo tem de estar devidamente fundamentado, com base jurídica.

“Um dos primeiros atos do presidente da Câmara ao receber uma representação é pedir um parecer da assessoria jurídica. Muitos não têm pé nem cabeça e já caem de cara. Por isso tem de estar fundamentado”, explica Rollo. “Depois, cabe ao presidente da Câmara tocar para frente ou não.”

“Neste caso [de Bolsonaro], juridicamente cabe. Mas você estaria forçando um pouco a barra politicamente? Sim. Por isso, que depende muito mais da articulação. É só lembrar da relação da Dilma com o [ex-presidente da Câmara, que aceitou seu pedido de impeachment, Eduardo] Cunha”, afirma Rollo.

“Todos os presidentes passam por diversas representações e quase nenhuma vai para frente. A Dilma [Rousseff] teve várias até uma ser aceita”, diz Brito. “Depende da política, é um julgamento político. Tanto que tudo fica tão relativo que o Bolsonaro está nadando de braçada e continua [a dar declarações polêmicas].

DEIC prende terceiro suspeito de roubo de ouro em Guarulhos 7

Polícia prende terceiro suspeito de roubo de ouro em Guarulhos

Detido em flagrante, ele teria oferecido apoio logístico ao grupo

Publicado em 29/07/2019 – 10:36

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil  São Paulo

A Polícia Civil prendeu nesta madrugada (29) mais um homem suspeito de participar do roubo de 718,9 quilos de ouro do Aeroporto Internacional de Guarulhos na última quinta-feira (25). Ele foi detido em flagrante, segundo a polícia, com um carregador de fuzil e munição.

Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais, ele teria oferecido apoio logístico para passar a carga roubada dos carros usados no assalto para outros veículos.

Ouça na Rádio Nacional:

Outros dois suspeitos foram presos durante o fim de semana. Entre eles, está Petterson Patrício, o funcionário do aeroporto que teria sido feito de refém e obrigado a ajudar os criminosos. Segundo o advogado Ricardo Sampaio Gonçalves, que o defende, ele nega participação no roubo.

Veículos disfarçados de viaturas da Polícia Federal, que foram utilizados no roubo de ouro no Aeroporto de Guarulhos.
Veículos disfarçados de viaturas da Polícia Federal usados durante o roubo  – TV Brasil

De acordo com a polícia, ao menos dez pessoas participaram do crime. O grupo chegou ao aeroporto por volta das 14h30 de quinta-feira, em dois carros disfarçados de viaturas da Polícia Federal. Fortemente armados, renderam os funcionários que faziam a manipulação da carga e os obrigaram a transferir o ouro para uma das caminhonetes. A entrada dos ladrões foi facilitada pelo supervisor de logística que afirma ter sido rendido na noite anterior.

O metal, dividido em 31 malotes, tinha como destino Nova York, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.