Contudo – por comparação ao estado do Rio Grande do Sul – parece uma prática nacional o uso do órgão de trânsito como fonte de recursos espúrios para campanhas eleitorais.
Agora, falo com total conhecimento de causa, são raros os Delegados de Polícia deste Estado que honram o distintivo.
Quando assentados no órgão de trânsito vivem, cada dia, como se fosse o último dia de suas vidas.
Façam o levantamento dos últimos personagens lotados nos cargos de maior visibilidade do Detran – não falo da Corregedoria – e acharão o íntimo relacionamento político-eleitoral.
E outro feio exemplo se vê na região de Santos, pois aqui não se mudou as três Ciretrans sob o apadrinhamento de deputado tucano (Guarujá, Cubatão e Praia Grande).
O nepotismo e fisiologismo são explícitos.
Mas parece faltar “colhão” para a superior administração policial por um freio, de uma vez por todas, neste bacana.
O dia que o Detran for parar em outras mãos talvez todos se arrependam…
Polícia de SP sabia de fraudes em CNHs desde fevereiro
São Paulo – A cúpula da Polícia Civil de São Paulo sabia desde fevereiro que um esquema de fraude em carteiras nacionais de habilitação (CNHs) existia dentro das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) do Estado. O alerta foi dado pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), que identificou irregularidades na coleta das impressões digitais dos candidatos.A direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) diz ter tomado providências na época, mas só na semana passada, quase quatro meses depois, é que a quadrilha formada por policiais, médicos e donos de auto-escolas foi desarticulada pela Operação Carta Branca.
A polícia de São Paulo sabia de fraudes em CNHs desde fevereiro

