Quando o amor pela Cadeira é Fatal 14

A recente execução de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo, não choca apenas pela brutalidade, mas pela exposição surpreendente deliberada de alguém que conhecia como poucos o submundo do crime organizado brasileiro.

Com efeito , Fontes, jurado de morte ao menos desde 2019 , por ordem expressa da alta cúpula do PCC, tinha ciência concreta das ameaças: relatórios sigilosos, cartas interceptadas e informações de inteligência reiteravam que seu nome era alvo prioritário da facção; confirmando em depoimentos próprios que havia “uma ordem para matar autoridades, e meu nome estava entre elas”.

Ainda assim , depois de aposentado  e afastado do aparato protetivo da linha de frente, instalou-se em funções públicas de relevante poder como secretário municipal da Prefeitura de Praia Grande .

Na região sensível da Baixada Santista :  “território inimigo”, para quem carrega esse histórico de enfrentamento.

Conforme as suas palavras: “estou sozinho no meio deles” !

Que me desculpem quem afirmar o contrário  , mas a Baixada Santista  não é ninho ou reduto do PCC…

Mas Praia Grande virou território de policiais corruptos com carreira na Capital; a exemplo dos que foram capturados pela Polícia Federal.   

Ora , mas já que assim considerava esta região e sabendo que “estava no meio deles” sua imprudência com a própria  proteção causa perplexidade.

Não são raros os exemplos de policiais  –  mesmo menos vistos – que redobram estratégias de autoproteção, alteram trajetórias, limitam aparições públicas e cultivam o anonimato quase obsessivamente após aposentadoria.

O caso de Fontes, no entanto, revela uma mistura de autodeclarado amor pelo trabalho , um pessoal senso de dever institucional e autoconfiança inapropriada para quem esteve durante décadas na linha de combate.

Tal postura pode ter subestimado a  existência de outros desafetos além do PCC , com capacidade logística e conhecimento institucional da segurança pública na Praia Grande.

Pelo que pode se perceber : muita vigilância eletrônica e quase nenhuma vigilância humana nas ruas.

Vale dizer: muito investimento em tecnologia e quase nenhum investimento em policiais.   

Outros, porém, podem enxergar  laços ainda mais profundos: a dificuldade de romper com a vida pública, com o prestígio e o sentimento de pertencimento ao ofício para o qual se foi moldado, quase sempre à custa do próprio anonimato e segurança.

Além de ser um homem tido como muito rico , dificilmente faltariam a alguém com o currículo de Fontes alternativas de trabalho  e subsistência mais seguras: CEO em empresas de segurança, consultor jurídico, conferencista, docente ; funções em que tantos policiais brasileiros de escalonamento máximo optam quando da aposentadoria planejada , em muitos casos , com robusto aparato de proteção pessoal e familiar.

A escolha por permanecer em terreno hostil, exposta à mira de uma facção que já provou sua capacidade de  planejamento e vingança  – servidos a frio – é de causar espanto.

Questionamos  : era amor pelo trabalho ou amor por uma cadeira  ainda mais poderosa e rentável ?

Ora , se amava tanto trabalhar poderia permanecer no cargo de delegado até completar 75 anos ; como muitos dos delegados de classe especial fazem ; alguns ex-delegado gerais  , inclusive!

A ação que o vitimou foi marcada por armamento pesado, carros queimados e estratégia de combate típico de operações paramilitares ; padrão que revela o grau de organização e a frieza dos executores.

Não foi morte inesperada: foi a execução de quem, à sua maneira, optou por desafiar ou desprezar o risco, mantendo funções e visibilidade típicas do “velho policial vocacionado do comigo não acontece”, cuja identidade, muitas vezes, se confunde trágica e inseparavelmente com o próprio ofício.

Este crime serve, assim, de alerta dramático para milhares em situações semelhantes : no Brasil, a linha entre o  desejo de dever e o sentimento de onipotência , decorrente de natural  bravura e  inteligência ,  podem ser fatais quando o adversário é uma organização  criminosa ; ainda mais se se confirmar a autoria como sendo do PCC.

O caso Fontes reitera – além do desapego –  necessidade imperiosa de planejamento defensivo, anonimato e estratégias de proteção permanente para todos aqueles que, um dia, ousaram combater não um crime comum ; mas um poder que se arvora em Estado paralelo, dotado de memória, alcance e até prazer de vingança.

Enfim, se aposentar da polícia para ir viver no meio de bandidos não foi morte anunciada , foi estupidez confessada…Ou a “vis atractiva” era inenarrável e irrecusável?  

Seja como for , não foi uma “buena ideia” merecedora de peninha!

Mais uma vingança nojenta, repulsiva e de um arbítrio nauseante do governo dos EUA 7

Os Estados Unidos  –  mais uma vez atentando contra a nossa soberania e agindo para favorecer bandidos –  impuseram penalidades da Lei Global Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e contra o instituto Lex, ligado à família Moraes, ampliando restrições já aplicadas ao próprio ministro desde julho de 2025.

As sanções incluem restrição de acesso ao território dos EUA, congelamento de bens nos EUA e impedimento de realização de transações financeiras em dólar com instituições bancárias americanas ou que operem no país.

Com efeito , a  punição de terceiros  –  familiares e instituições  – como retaliação por decisões judiciais é marca das práticas mais torpes e autoritárias da história.

Assistimos estarrecidos ao uso, pelo governo americano, da famigerada Lei Magnitsky para sancionar não apenas autoridades brasileiras, mas também seus cônjuges e entidades vinculadas à família, numa espécie de vingança extrajudicial digna dos regimes mais abjetos.

Punir alguém não pelo próprio delito, mas por sua ligação afetiva ou profissional com quem desagrada aos poderosos, rasga qualquer noção mínima de justiça, ataca a moral civilizatória e revela a verdadeira face do autoritarismo travestido de luta por “liberdade de expressão”.

Nada mais desproporcional  – e vil  – que transformar familiares em alvo de embargos financeiros, restrições territoriais e constrangimento público para forçar mudanças políticas ou pressionar tribunais.

Essa medida – nojenta, repulsiva e de um arbítrio nauseante  – envergonha a nação americana e avilta valores elementares da democracia.

A história deixará marcado esse episódio como página infame da política externa dos EUA, que, ao afirmar combater abusos, utiliza a força estatal para retaliar pessoas inocentes, sem qualquer laço com os pretensos atos ilegais; de se dizer: existentes apenas na mente criminosa dos governantes daquele país.

Não há defesa possível para a punição contra terceiros.

O verdadeiro povo americano  –  maior do que seus governos momentâneos – merece mais que isso.

É urgente repudiar, com todas as letras, esse tipo de sanção: uma imundície autoritária, odiosamente vingativa, que conspurca qualquer alegada superioridade moral ou institucional dos EUA no plano internacional.

Suspeito de elo com PCC é apontado como doador do DEIC…Para zero surpresa : o PL tá na foto e na fita! 5



Conforme matéria do Jornal Metrópoles , de autoria do jornalista Renan Porto, o empresário Gabriel Cepeda, do setor de combustíveis e investigado por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi apontado como responsável por custear secretamente a construção de um centro de treinamento (CT) de artes marciais na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), órgão central da Polícia Civil de São Paulo.

Detalhes da Doação e da Investigação

A doação teria acontecido sem publicação de termo no Diário Oficial, como exigido por lei, distinto de outras doações à Polícia Civil e Militar que tiveram divulgação formal.


O nome de Gabriel Cepeda passou a circular na polícia como suposto financiador do CT após ele virar alvo da Operação Carbono Oculto do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em agosto de 2025.

A operação investiga como a rede Boxter, da qual é sócio, seria usada para lavagem de dinheiro do PCC.

Um amigo de Cepeda, o influenciador e ex-lutador Matheus Serafim, publicou inicialmente nas redes que Cepeda teria sido o responsável pela obra, mas, após início da investigação, apagou a postagem e negou a veracidade da informação, alegando ter exagerado para prestigiar o empresário.


O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, afirmou inconvincentemente que a academia foi construída com doação de outro empresário, entretanto se negou a revelar seu nome sob justificativa de proteção de dados pessoais. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) também negou envolvimento de Cepeda, informando que só revelaria o doador por meio de pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Relação da Rede Boxter com o PCC e com o PL bolsonarista

A ligação da rede Boxter com o PCC foi investigada em operações da Polícia Federal desde 2020, quando familiares de Gabriel Cepeda foram presos acusados de participação em lavagem de dinheiro para o grupo criminoso. Na Operação Carbono Oculto, há menção ao uso de empresas de fachada e transferência de postos de combustíveis para “laranjas”.

Já Matheus Serafim, ex-lutador de artes marciais e ex-assessor do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), ingressou de forma ativa na política paulista e planeja disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026 pelo PSD. Serafim vem ampliando sua rede política, posando para fotos e participando de eventos com lideranças de diversos espectros partidários e autoridades policiais relevantes do estado.

Serafim esteve, em pelo menos três graças, acompanhado de Gabriel Cepeda — empresário investigado por suposta ligação com o PCC — em encontros com políticos de peso.

Em 11 de agosto, Serafim e Cepeda visitaram Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário de Governo, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

No mesmo dia, reuniram-se também com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. O encontro teria sido repetido em 18 de agosto, apenas dez dias antes da deflagração da Operação Carbono Oculto, que colocou Cepeda no foco das investigações sobre lavagem de dinheiro para o PCC.

No Instagram, Matheus Serafim exibe fotos ao lado de outras figuras políticas e policiais, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); nessas graças, Gabriel Cepeda não aparece.

Esses encontros ilustram a estratégia de Serafim de ampliar seu capital político, mantendo proximidade tanto com supostas lideranças da elite do PCC , chefias da Polícia Civil quanto com lideranças de partidos relevantes no cenário estadual e nacional.

Situação Atual

O centro de treinamento do Deic encontra-se pronto e em funcionamento experimental, mas ainda não foi inaugurado oficialmente. O objetivo do espaço seria proporcionar bem-estar e saúde física aos policiais, podendo ser utilizado por agentes, familiares e contratados terceirizados.

O caso está envolto em dúvidas quanto à legalidade dos valores e bens recebidos e a real identidade do doador da academia, e a questão permanece sem transparência oficial, aguardando eventual resposta formal da Delegacia Geral e da Corregedoria.

A resposta do Diretor do DEIC é descabida .

A identificação do doador é fundamental para se aferir a legalidade da transferência de recursos.

A lei de proteção de dados não pode ser invocada para acobertar procedimentos contrários à moralidade e a legalidade.


Citações:
Suspeito de elo com PCC é apontado como doador … https://contilnetnoticias.com.br/2025/09/suspeito-de-elo-com-pcc-e-apontado-como-doador-secreto-de-ct-do-deic/

Derrite flagrantemente sabota e direciona a investigação…Malditos sejam todos os delegados que se submeterem a tal elemento 2

Tem que ser o PCC …É a ordem do secretino!

Suspeita afirmou, ontem, em seu interrogatório, que não sabia o que estava carregando. Mas, segundo a polícia, ela teria afirmado ‘extraoficialmente’ que sabia estar transportando um fuzil. Aos policiais, ela também contou que foi procurada por um homem que a pediu para retirar um pacote em Praia Grande. Após voltar do litoral, a mulher, segundo a investigação, entregou a arma para a mesma pessoa que a recrutou… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/09/17/mulher-ouvida-policia-buscas.htm?cmpid=copiaecola

Dr. Roberto de Almeida Vinhas , Delegado de Polícia que dá nome à avenida de Praia Grande

Quis o destino que Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil, fosse executado por criminosos na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, a via mais importante da Praia Grande e símbolo da própria segurança da cidade.

Importante lembrar que o delegado Roberto de Almeida Vinhas, cuja trajetória inspirou a homenagem da avenida, encontrou a morte pilotando uma motocicleta Honda 360 cc, em acidente fatal ocorrido na Avenida Manoel da Nóbrega, na praia do Itararé, em São Vicente, em perigosa curva do chamado “Tapetão”.

Vinhas era titular do munícipio e foi acionado para intervir em ocorrência envolvendo “recos ” que prestavam serviço militar no então 2º Batalhão de Caçadores com integrantes da Polícia Militar.

O plantonista era um delegado substituto egresso do Exercito, Dr. Rivalino de Lima Borges , tenente da reserva remunerada. Com quem o Flit chegou a trabalhar um pouco antes dele ser aposentado ao completar 70 anos. O delegado Rivalino também atuava como radialista em emissoras da região . Era uma figura muito querida …Embora um delegado “meio enrolado e chutador de ocorrência” …(risos )

A avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas perpetua o legado de um grande delegado de polícia que não tombou fisicamente ali, mas vive para sempre no nome daquele via fundamental da Baixada Santista.

Roberto de Almeida Vinhas nasceu em 18 de setembro de 1930, na capital paulista, filho de Zacharias Lobo Vinhas e Pureza Almeida Vinhas.

Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco (USP), iniciando sua carreira policial como estagiário em 1954 e após concurso em 1957, ocupou cargos em diversas delegacias do interior e da Baixada Santista, incluindo Bofete, Cajobi, Miguelópolis, Taiúva, Itatiba, Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Vicente de Carvalho, Cubatão e Ribeirão Pires.

Foi nomeado interinamente delegado de 5ª classe em dezembro de 1959, sendo promovido por mérito até atingir a 1ª classe .

Teve atuação marcante no DEIC – RUDI .

Sua vida pessoal também foi marcada por talentos artísticos e esportivos: desde os 16 anos foi violonista clássico, integrando o Grupo Santista de Violões e sendo presença constante em audiências de violão clássico.

Aficionado pelo tênis , recebeu prêmios pelo Tênis Clube de Santos e pelo Clube de Regatas Saldanha da Gama.

Faleceu tragicamente em 1º de agosto de 1977, vítima de acidente de motocicleta ocorrido na Avenida Manoel da Nóbrega , ao se deslocar para a Delegacia de São Vicente para atender uma ocorrência urgente. Foi casado com Marilena Aparecida Serra de Almeida Vinhas e deixou três filhas adolescentes : Luciana Célia, Ana Lúcia e Heloisa.

Sua trajetória se destacou como modelo de dedicação, integridade , inteligência e cultura.

Era irmão do “cardeal ” da Polícia Civil – Dr. Paulo de Almeida Vinhas.

O legado profissional e pessoal de Roberto Vinhas permanece como importante referência para a história da Polícia Civil paulista e da segurança pública na Baixada Santista.

    Deixem o promotor jogar sozinho – O recado do governo para os policiais : sejam corruptos , mas saibam roubar ! 4

    Com o apoio de Tarcísio de Freitas e de sua base na ALESP, todo promotor – mesmo os aposentados – aumentará ainda mais seus patrimônios milionários. Além dos benefícios retroativos, que proporcionarão mais de R$ 1.000.000,00 a cerca de 2.000 membros do Ministério Público, agora todo o dinheiro arrecadado do crime organizado será destinado ao Ministério Público; obviamente, depois foi dividido economicamente entre seus membros, pouco importando o trabalho das polícias. O recado do governo para os policiais: sejam corruptos, mas saibam roubar!

    Absurdamente, a afirmação sobre o aumento do patrimônio de promotores, inclusive retroativos, com apoio político de Tarcísio de Freitas e da sua base na ALESP, tem fundamento em fatos recentes e manifestações oficiais encontradas em farto material jornalístico.

    Indenizações retroativas (isentas de imposto de renda) e novos critérios para a destinação de recursos oriundos do crime organizado realmente estão sendo implementados a favor do Ministério Público, em complemento a remunerações e benefícios já bastante elevados.

    Benefícios Retroativos e “Supersalários”

    O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) conseguiu aprovar , em 2025, um benefício financeiro retroativo que permite pagamentos de até R$ 1.000.000,00 por promotor ou procurador, tanto na ativa quantos aposentados: alegando “carga extra de trabalho” entre 2015 e 2023.

    Jornadas extras sem provas; já que ninguém pode fiscalizar o fiscal.

    Estima-se que cerca de 1.900 membros do MP-SP tenham direito aos benefícios, com impacto superior a R$ 1 bilhão nas contas públicas.

    A prática dos chamados “penduricalhos” faz com que os rendimentos líquidos ultrapassem o teto constitucional, chegando a mais de R$ 100 mil por mês em certos casos.

    Ou na maioria?.

    Dinheiro do Crime Organizado

    Uma alteração na legislação estadual também determinou a destinação para o Ministério Público dos recursos provenientes da lavagem de dinheiro e das apreensões do crime organizado.

    Pelo novo arranjo, 30% desses valores vão diretamente para o Fundo Especial de Despesa do Ministério Público, enquanto 70% são destinados ao Fundo de Incentivo à Segurança Pública, usados ​​para equipamentos e capacitação das polícias.

    Essa medida foi apresentada como estratégia para fortalecer o MP nas investigações próprias, mas causou desconforto quanto ao reconhecimento, valorização e participação das polícias nas operações, diante da diferença na destinação dos recursos.

    É o promotor rico ficando cada vez mais rico e metendo a chibata no pobre policial.

    Reação e Sinal Político

    O governo, com maioria na ALESP, justificou que a medida  valoriza e reconhece o protagonismo do MP e incentiva a  recuperação de ativos do crime organizado, minimizando o peso sobre o Tesouro Estadual.

    Mas não há transparência sobre critérios para distribuição interna desses recursos.

    Também não há políticas de valorização dos quadros policiais, que sobrevivem com vencimentos absurdamente inferiores e condições muito precárias; especialmente na base.

    O episódio deve ser amplamente contestado pela sociedade e pelas entidades de servidores como mais um capítulo de apropriação estamental de dinheiro público e total desvalorização das polícias em contraste com esse despropositado reconhecimento institucional dado ao MP.

    Para muito breve – atendendo à hipócrita manifestação de um promotor – aguardem iniciativas do governador criando o direito a escolta vitalícia para membros do MP de São Paulo, é claro!

    Depois da sua aposentadoria, a partir de 2023, ele passou a não ter nenhuma proteção do estado. Me parece que uma autoridade que dedicou mais de 40 anos ao combate ao crime organizado deveria ter uma proteção do estado.
    Lincoln Gakiya, promotor do MP-SP…

    Gakiya: ‘Não posso me aposentar por falta de segurança à minha vida’… A gente precisa ter uma garantia de uma legislação que nos apare. Assim como tem na Itália, tem nos Estados Unidos, tem na França, na Inglaterra. É uma legislação que dê garantia de proteção a esses policiais ou outras autoridades que corram o risco de vida por trabalhar diretamente no combate a organizações criminosas como essa.
    Lincoln Gakiya… “Eu estou na última quadra do meu trabalho, ano que vem completo os requisitos para a aposentadoria, e não poderei fazê-lo por que não tenho garantia de segurança para mim e minha família”, disse o promotor.

    O promotor relata ter avisado Fontes sobre planos do PCC. Ele reforça que, sem legislação, nem ele terá direito à escolta ao se aposentar, mesmo diante de ameaças.

    O Ruy, caso ele realmente tenha sido atingido pelo PCC, porque isso ainda está sob investigação, ele estava abandonado à própria sorte. Ele até deu uma entrevista para um blog há poucos meses atrás e disse que estava sem segurança, que estava se sentindo amedrontado… –

    Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2025/09/16/brasil-nao-protege-quem-enfrenta-o-crime-diz-lyncon-gakiya.htm?cmpid=copiaecola

    Devagar com o populismo Derrite e faça como o governador de Utah : reze para que – mais uma vez – não tenha sido um dos seus! 6

    ( Tenente Maclaren matador do Gritzbach )

    Como de praxe no cenário político-policial brasileiro, o episódio da execução de Ferraz Fontes vira palanque: Derrite transforma coletiva de imprensa em espetáculo de agradecimentos, capitalizando o luto e a indignação pública para ganhar holofote, típica postura de quem aprendeu, ainda na PM , que cada flash é mais uma oportunidade de projeção e votos.

    A pressa em anunciar um suspeito, com base em digitais (elemento comum em veículos furtados ou roubados, presentes tanto das vítimas quanto de criminosos corriqueiros) revela mais um movimento de comunicação do que avanço transparente  na investigação.

    No submundo policial, sabe-se: quadrilhas profissionais usam vários veículos, motoristas, laranjas e manobras para contaminar provas e despistar a investigação.

    Vangloriar-se por identificar um “veterano do crime” que deixou digitais em carro de apoio só serve para alimentar o discurso populista ; e, sempre desonestamente , para culpar genericamente a legislação federal, transferindo responsabilidades e desviando o foco da complexa teia de interesses, corrupção e conivências  no âmbito estadual que sustenta o crime organizado.

    O gesto de Derrite ecoa práticas tradicionais: a coreografia das autoridades que agradecem a todos os batalhões, forças especiais e colegas de máquina política, polvilhando discursos com heroísmo pasteurizado, enquanto o essencial — a elucidação real do crime, com olhar crítico e sem  alimentar pânico público — fica em segundo plano.

    Segue-se o manual tradicional: demoniza-se o delinquente reincidente, martela-se a tecla da impunidade causada por Brasília  e perde-se a oportunidade de um enfrentamento sério e autocrítico sobre falhas locais ;  inclusive possíveis infiltrações e alianças obscuras de dentro do próprio aparato político e da segurança com o submundo que se aparenta combater.

    Falta prudência e seriedade aos discursos oficiais ; revelando-se a tentação da politização do caso Ruy Ferraz.

    Em termos simples: menos palanque, mais investigação séria e menos marketing de luto.

    E que ninguém se espante caso o verdadeiro mandante e executores ainda esteja bem longe do banco dos réus, quiçá na plateia, aplaudindo (ou rezando, como sugerido, para que não seja alguém “dos seus”).

    Intimidade com o Abismo – Viver e Morrer Cinematograficamente 28

    Praia Grande, uma nova Vegas tropical, com seus coronéis ,  xerifes ,  camarilha improvável , negociatas, traficantes de luxo e velhos caçadores de editais .

    Ali, a morte nunca chega sozinha, vem com show pirotécnico e nota de rodapé filosófica.

    Até quando se mata em família por conta de uma surubada entre cunhados !

    Ruy?

    Não fez por menos: morreu em grande cena, depois de viver no eterno papel de protagonista desconfiado, sempre entre um whisky com gelo,  uma mão no acelerador de uma Harley ou Ducati e um 38 no coldre de canela .

    Canonizá-lo?

    Jamais.

    Mas quem não sentir inveja de um enterro com direito a capítulo final escrito em formato de blockbuster policial simplesmente nunca entendeu nada do submundo brasileiro.

    Não, não se trata de escarnecer da morte de ninguém , pelo menos se o objetivo é manter o CPF ativo e o nome fora da boca de pistolagem anônima, mas muito profissional.

    Lembrem da encrenca de quem ousou menosprezar o assassinato de Charlie Kirk: o destino não perdoa quem ri da desgraça alheia.

    Mas não é preciso lançar lágrimas de crocodilo como muitos estão chorando!

    Só que o caso do Ruy Ferraz Fontes é coisa de outro nível.

    Aqui, não teve covardia: foi cinema puro, digno de roteiro do Scorsese, com De Niro, Pacino e um SUV preta entrando em cena com “requintes de tecnicidade” e sangue frio digno dos grandes clássicos do banditismo tropical.

    Ao contrário do que o governador carioca apressou em berrar para as câmeras, Ferraz não foi só vítima …Foi protagonista, morreu com direito a perseguição, capotamento, desembarque tático e execução sincronizada.  

    O  Ferraz não foi morto covardemente!

    Ele foi morto cinematograficamente…

    E com direito o requinte de uma aula de “fogo contra fogo em um dia de treinamento” digna das melhores academias policiais ou dos melhores clubes táticos desse pessoal americanista e extremista.

    Quem nunca sonhou em um fim mais digno, aqueles “do bom e do melhor” que a vida oferece só para quem também sabe bater cartão nas esquinas do poder e nos meandros do erário?

    E antes que algum moralista da FEBRABAM ou do DEIC  enfie o dedo na tela: não é deboche ou demonização !

    Sim, Ruy continuava  xerife na PMPG , patrão da cidade mais próspera do litoral paulista, e circulava entre políticos , empresários, banqueiros  de fintech, traficantes e construtoras com a desenvoltura de quem entende que, nesse país, o crime às vezes é só questão de perspectiva .

    Grampeava até Secretário de Segurança , investigava ladrão, fechava acordos de não persecução policial, servia aos banqueiros  e ainda faturava o salário do mês ; genialidade que não se aprende na Academia de Polícia, só nos bastidores da vida urbana.

    E no DEIC  se um larápio se fizesse difícil, bastava um telefonema de alguém da repartição : “Sua mãe, esposa ou irmão estão esperando  por um advogado para uma troca de ideias!”

    E não chamem a isso de sequestro!

    É apenas um dos métodos pouco ortodoxos de investigação policial!

    E que não constam de nenhum manual de teoria e prática investigativa dos professores Coriolano Cobra , Luiz Carlos Rocha e Dr. Marchi de Queiroz …

    Aos quais rendo homenagens!

    Inteligência pura; só quem tem uma boa quantidade de neurônios delinquentes no cérebro sabe que para ser  policial, homem do poder, ou bandido legítimo, é preciso pensar como o inimigo.

    Eu invejo e elogio!

    Investigar essa morte?

    Mais fácil achar quem consegue cruzar a orla da Praia Grande sem tropeçar em uma licitação suspeita, um cargo comissionado “de confiança”  ou meia dúzia de gangsters  vitaminados por contratos públicos de saúde, transporte e obras públicas .

    Sem esquecer de obras civis ao preço de R$ 20.000,00 o metro quadrado , lavadas à perfeição.

    No fim das contas, Ruy morreu como viveu protagonizando o papel principal .

    Tenho empatia sim !

    Não levem flores ; deixem admiração, talvez inveja.

    Afinal, morrer bem é privilégio de poucos nessa selva, e não cabe a mim rir , chorar , santificar ou satanizar.

    Romantizo !

    Me coloco no lugar dele e sinto uma ligeira inveja . 

    Para despachar  o Gonzo Flit Paralisante basta contratar uma trombadinha de 1m50 armada de canivete.

    E não deixo pensão para viúva rica  ; nem patrimônio para filhos.

    Portanto há que se celebrar a gente que morre bem na fita…

    Até no assassinato!


    PS – E ainda lembro da famosa frase do filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas” : Ou você morre como herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão!

    Ninguém quer comemorar morte, nem canonizar corrupto: mas que inveja daquele que conseguiu pular do trem antes de o roteiro o transformar no inimigo número um da sua própria moralidade.

    Prove que estou errado, ou torça para morrer herói porque quem sobrevive demais vira lenda de podcast ou caso de polícia.

    Flit Paralisante, amigo: a única bomba capaz de tocar o terror na mosca e no justiceiro ao mesmo tempo!

    Para o bem ou para o mal , Ruy Ferraz  Pontes era  Secretário  de maior poder e influência dentro da estrutura da prefeitura de Praia Grande 22

    Ruy Ferraz  Pontes era  Secretário  de maior poder e influência dentro da estrutura da administração  municipal ,   ficando imediatamente abaixo do prefeito no organograma da Prefeitura de Praia Grande.

    Tamanho poder decorre da  centralização de funções sensíveis: controle de pessoal, contratos, compras, orçamento, patrimônio e inovação administrativa ;  áreas que impactam diretamente todas as demais secretarias e órgãos municipais.

    Centralidade e hierarquia

    • O titular da Administração coordena setores fundamentais, garantindo o funcionamento integrado da máquina pública e a execução das decisões estratégicas do prefeito.
    • Dada a maleabilidade do cargo  pode assumir funções delegadas pelo prefeito e, em situações de ausência, responder pela implementação de políticas e projetos municipais.
    • A Secretaria de Administração atua frequentemente como ponte para decisões sobre questões  legais, fiscalizatórias, financeiras e administrativas, consolidando-se como centro do poder operacional do município.
    • Essa posição torna o secretário de administração o braço direto do prefeito para todas as demandas internas, além do  relacionamento institucional entre a prefeitura, o Legislativo , empresas , prestadores de serviço e órgãos de fiscalização, o que amplia consideravelmente seu peso político e administrativo.
    • Para o bem ou para o mal , nada acontece na gestão municipal sem a necessária autorização do Secretário de Administração . Que no popular: manda mais do que o prefeito, é o dono de todos os cargos  e tem chave do cofre!
    • E dependendo das circunstâncias – para o mal – se torna vitalício e não pode ser exonerado.   

    Sem a pretensão de levantar teorias conspiratórias , mas a investigação deve sempre partir do momento histórico e local do crime.

    Não que se possa excluir uma vingança jurada no passado , mas o crime organizado é organizado justamente por ser pragmático .

    De regra não perde dinheiro , ainda mais criando clamor público , por fatos pretéritos.

    A motivação pode estar na política e relacionada com os seus atos como Secretário  ; talvez ele fosse um obstáculo para que determinados setores como o de transportes e de saúde ( o predileto do crime )  fossem ocupados por alguma das máfias que infestam a Administração Pública em todas as esferas.

    Enfim , se  fosse o delegado responsável pela investigação iniciaria pelo seu gabinete.