É REALMENTE PREOCUPANTE A SITUAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO

O ESTADO

As queixas da Polícia Civil

Se os números citados pelo presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Sérgio Marques Roque, ao criticar a política salarial do governo paulista para o setor, estiverem certos, é realmente preocupante a situação atual da Polícia Civil de São Paulo. Em entrevista publicada pelo Estado nessa segunda-feira, ele afirmou que cerca de 90% dos investigadores da Secretaria da Segurança Pública exercem outra profissão para completar a renda. É por isso, segundo ele, que a atividade policial tende a se converter em “bico”, comprometendo a segurança da população.

Na semana passada, investigadores e delegados fizeram uma greve parcial de 40 horas, acusando o governo estadual de tratá-los a pão e água, pedindo aumento real e reivindicando a correção das aposentadorias. Os delegados alegam que seus vencimentos sofreram uma desvalorização de 58% nos últimos cinco anos, e que não receberam qualquer reajuste em 2006 e 2007. Os investigadores alegam não ter aumento real há 14 anos.

Além da greve de advertência, as duas categorias, integradas por servidores estatutários, entraram com um pedido de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o que é inédito. Isso só foi possível porque há quase um ano o Supremo Tribunal Federal mandou aplicar à administração pública a mesma legislação que disciplina as greves da iniciativa privada, até que o Congresso regulamente o direito de greve do funcionalismo público.

A exemplo dos sindicatos de delegados e investigadores paulistas, outras entidades sindicais do funcionalismo público descobriram nessa decisão do Supremo a brecha jurídica que lhes permite levar questões salariais para a Justiça do Trabalho. Graças a essa estratégia, uma vez aceito o pedido de negociação pelo TRT, o Executivo é obrigado a se manifestar formalmente. Esse foi um dos motivos que levaram a Secretaria da Segurança Pública a divulgar, no final da semana passada, uma nota refutando os números da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo. A nota informa que o governador José Serra “nunca evitou o diálogo”, que as autoridades estaduais já realizaram sete reuniões este ano com entidades representativas da Polícia Civil e que os 125 mil policiais civis, militares e técnico-científicos receberam um aumento médio de 23,43% em 2007. “O menor salário de investigador subiu de R$ 444,64 para R$ 1.757,82, um aumento real de 57,79%”, diz o documento.

Investigadores e delegados dizem que a informação é incorreta e que o aumento foi concedido a título de gratificação, não sendo extensivo a aposentados e pensionistas. Eles também alegam que o governo vem investindo proporcionalmente muito mais na Polícia Militar do que na Polícia Civil. Citando um estudo do Instituto São Paulo Contra a Violência, uma conceituada ONG do setor, o delegado Sérgio Marcos Roque afirma que, por falta de recursos e condições de trabalho, apenas 5% das ocorrências policiais são investigadas. “Não dá para mascarar. Suponhamos que a pessoa vá ao distrito policial à noite. Tem lá um delegado, um escrivão e dois investigadores. A pessoa diz que a casa foi furtada ou roubada. A lei manda que o delegado se desloque para o local e colha todos os vestígios do crime, junto com a perícia. Só que o delegado não pode sair da unidade”, conclui.

A nota oficial do governo rebate essas críticas, lembrando que as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública têm registrado um acentuado declínio em quase todos os índices de criminalidade. “Ele (o delegado Sérgio Roque) parece acreditar que quanto menos a polícia investiga, mais esclarece crimes. Será por falta de investigação que a Polícia Civil recuperou os quadros do Masp e da Pinacoteca em tempo recorde, além de ter esclarecido o caso Isabella?”, diz a nota.

Esse é o tipo de polêmica em que os dois lados podem ter razão. De fato, os números mostram que aumentou a eficiência da polícia no combate à criminalidade. Mas os vencimentos dos delegados e investigadores paulistas estão muito abaixo daqueles que são pagos pela Polícia Federal e por outros órgãos policiais no resto do País.

GAETANO VERGINE É O NOVO CORREGEDOR GERAL DA POLÍCIA CIVIL…PODERÁ SER O OUVIDOR DO POLICIAL 1

SP: Vergine é o novo corregedor geral da Polícia Civil
A Delegacia Geral de Polícia informou em nota nesta noite que o governador do Estado de São Paulo em exercício, Alberto Goldman, assinou a nomeação do delegado Gaetano Vergine como novo titular da Corregedoria Geral da Polícia Civil. Gaetano Vergine, 29 anos de polícia, é titular da Divisão de Crimes contra o Patrimônio do Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic).
Ele substituirá Francisco Alberto de Souza Campos na Corregedoria.
Vergine começou a carreira como motorista policial.
Em 1982, passou a investigador e, em 1986, tornou-se delegado, atuando nas cidades de Guarujá e São Vicente.
Em seguida, trabalhou por 18 anos na Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) e na Divisão de Investigações Gerais (DIG) de Santos.
Desde janeiro de 2007, assumiu a Divisão do Deic, onde esteve à frente de importantes investigações como a recuperação das obras do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e da Estação Pinacoteca.
Na nota, o delegado geral de polícia, Maurício José Lemos Freire, “a larga experiência em investigação do novo corregedor geral de polícia irá imprimir maior agilidade e proatividade às ações da Corregedoria”.
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“AÇÃO PROATIVA: prevenir desvios funcionais de toda natureza, valorizar a “pessoalidade”, impedir o “assédio moral” e intervir ao menor sinal de conflitos internos. É o agir antes com a filosofia de que os erros são responsabilidade do órgão; não do policial. E que uma pessoa pode construir uma vida funcional de 40/50 anos sem falhas. Sem parada para conserto(punição).”
Também, criar uma ouvidoria do policial.
E, principalmente, recuperar o crédito da Corregedoria Geral.
Aliás, orgão que não atende o policial com problemas pessoais e funcionais.
Não orienta, não ensina, não dá assistência, não defende e não faz justiça.
Espero nunca mais ter que perguntar
CORREGEDORIA PARA QUEM E PARA QUE PRECISA?
Eu respondo: para nos dar carinho.
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E se a cultura, na Polícia Civil e Polícia Militar ,de tratar as pessoas como coisas for mantida, seremos todos, certamente, engrenagens de uma única “matrix”, e, como ferramentas, seremos conhecidos pelo que fazemos e não pelo que verdadeiramente somos.
Absurdo pior, em pleno século XXI, é ver os conflitos internos sendo tratados como defeitos, insubordinações, que devem ser consertados mediante remoções e punições.
Com efeito: conflito pode ser definido como uma situação gerada, quando não há entendimento e acordo das partes interessadas, sendo este acordo necessário. A maior parte dos conflitos ocorre pela famosa “invasão” do espaço alheio.
Muitas pessoas ainda não entenderam que há um lugar ao sol para todos e muitos profissionais não se contentam com o “seu” lugar ao “seu” sol, querem também o lugar e o sol de outros.
Os conflitos podem ser classificados em três níveis: conceitual, ideológico e pessoal. Este último é o mais complicado de ser solucionado, pois envolve com mais intensidade o ego e as emoções pessoais. O papel do líder na resolução de conflitos é de fundamental importância para as organizações, pois dependendo da sua habilidade de negociação, a situação conflitante pode converter-se em fatores positivos ou se transformar em grandes problemas, comprometendo os objetivos e as metas da equipe. Todo conflito “empurrado com a barriga” ou tratado repressivamente, acaba se transformando em bomba de efeitos prolongados. Toda a corporação será atingida. Conflitos endêmicos como os apresentados nas polícias, certamente, estão entre as grandes causas da ineficiência do sistema de segurança pública. Pois, geralmente, os conflitos, mesmo aqueles que são resolvidos imediatamente através de medidas repressivas, podem gerar resquícios que talvez se manifestem posteriormente através de mágoa, rejeição, indisposição, descrédito, “violências internas” e outros fatores desmotivacionais, principalmente quando uma das partes considera-se aviltada por membros da Instituição ou lesada pela Administração.
O conflito faz parte da complexidade humana. Entretanto, sua freqüência é um forte sintoma de que o órgão não possui “comando”, ou seja, “liderança competente” e comprometida com a melhoria da Instituição.
Conflitos não são resolvidos por si só. O tempo não cura, apenas faz aumentar.Por tal, há organizações que adotam uma nova estratégia: a contratação de um ombudsman interno, para a condução e solução de conflitos internos. Ele pode ajudar a resgatar a auto-estima dos funcionários e melhorar o clima organizacional.
O bom clima organizacional é por demais importante. O Ombudsman deve ter a habilidade e a liberdade para operar nas entranhas da organização, permitindo respostas rápidas, criativas e definitivas para os problemas. Devo lembrar que ele atua no campo do sigilo, discrição, rapidez e ação efetiva, para não perder a credibilidade juntos à organização e aos próprios colaboradores.
A função do ombudsman é de, efetivamente, dar essas respostas ou soluções às pessoas. Com o público interno, o ombudsman ajuda a “azeitar” a máquina na resolução dos problemas interpessoais. Extirpando da Polícia a rotineira prática de “assédio moral”.
O ombudsman será procurado quando um funcionário não se sentir à vontade para manifestar uma insatisfação e prefira alguém isento. Sim, porque caixas de sugestões, e-mails da Intranet, reuniões, obrigam muitas vezes a identificação ou colocam os colaboradores cara a cara com o motivo de sua reclamação, da sua insatisfação: colegas de Carreira e, quase sempre, superiores arbitrários. Com a informação na mão, o ombudsman irá buscar uma solução, evitando qualquer tipo de retaliação contra quem fez uma denúncia, por exemplo.
Confiança e respeito. Essas são as duas principais palavras-chave para essa relação. Receber uma reclamação ou denúncia de um funcionário não significa menosprezar a hierarquia. Os superiores hierárquicos dos interessados serão sempre municiados com a informação. Adotando-se as devidas providências, em sigilo absoluto, e manterá o ombudsman informado para que ele possa dar o retorno ao funcionário.
Deve ser um profissional com garra, que goste de se relacionar com o público, ser dinâmico, saber ouvir as pessoas com respeito. Quero lembrar que não existe no Brasil qualquer curso específico para a área de ouvidor ou ombudsman. Existem médicos, advogados, jornalistas, pedagogos, psicólogos, todos trabalhando como ombudsman. O importante, nesse caso, é que o profissional tenha noções mínimas de marketing, comunicação, psicologia, relações interpessoais, legislação, cidadania, mediação, entre outras que são necessárias para que o trabalho de ombudsman seja muito bem realizado. O verdadeiro ombudsman interno olha a empresa como um todo, age orientado como cliente e tem a autonomia para cobrar os resultados. O ombudsman não é gerente, diretor, não tem cargo operacional.
Como se trata de lidar com informações extremamente sensíveis, deve ter o bom senso para avaliar o que ocorreu; fazer uma investigação e buscar junto aos líderes do órgão policial, uma solução.
Em relação à “rádio-peão” na Polícia, o ombudsman interno deve desestimular sua reiterada prática, empregando a transparência e a ética nas relações. A “rádio-peão” é igual ao relâmpago: funciona na fração da luz, deixa todo mundo inquieto e pode fazer muito estrago, em função da rapidez e da fofoca que ela dissemina na Polícia. Agindo em conjunto com os órgãos superiores da administração policial e a área de comunicações, deverá monitorar e ser o consultor para preparar a contra-ofensiva positiva da informação.
Sem dúvida, o ombudsman contribui muito com sua sensibilidade e percepção, facilitando a solução dos conflitos corporativos. Pode ajudar, por exemplo, a resgatar a auto-estima dos funcionários; melhorar o clima organizacional. E tudo isso se traduz no crescimento dos índices de eficiência num curto espaço de tempo. O ombudsman deve se reportar diretamente ao Delegado-Geral. Subordiná-lo a uma diretoria ou divisão policial tiraria a liberdade de ação e o poder de influência, indispensáveis para que ele interfira nos processos, de modo a contribuir para a transformação a instituição. Os benefícios aparecerão, com certeza. Apenas uma modesta contribuição e sugestão para aperfeiçoamento da Instituição.(originalmente postada no dia 19/8/2007).
Fontes de pesquisa:
Paulo César T. Ribeiro é psicólogo, consultor de empresas, “coach” e “headhunter”, conceituado entre os melhores apresentadores por sua reconhecida experiência em treinamentos voltados ao comportamento gerencial e ao desenvolvimento de líderes, equipes e outros diversos temas. Diretor da CONSENSOrh.
Edson Lobo, jornalista e especialista em comunicação empresarial integrada.(POSTAGEM FLIT PARALISANTE, 15/10/2007, A Ouvidoria não pode ser um S.A.C).

ENTENDENDO O MAL PROPAGADO PELA ELITE DOS SECTÁRIOS DA ADPESP…DELEGADOS QUE NÃO QUEREM SALÁRIO PARA TODOS 37

Caro amigo Décio e demais amigos, colegas e “colegas”
Estou simplesmente estupefata com o rumo que as coisastomaram e gostaria de me manifestar PUBLICAMENTE, já que não é do meu caráter falar pelas costas de ninguém e isso, por vezes me custa muito caro…
Antes de mais nada, acredito que o GRUPO DELPOL PC PERDEU completamente seus propósitos iniciais e transformou-se em palco de DISPUTAS ELEITOREIRAS, CISÃO entre entidades de classe e valiosa ferramenta para servir alguns propósitos ignóbeis.
Mostrou-se útil também para demonstrar o quanto precisamos ainda caminhar… a grande maioria dos colegas NÃO TEM NOÇÃO do que estão falando, mas continuam falando… até que VÃO ASSISTIR a reunião dentro da sala de audiências no TRT… sinto decepcioná-los… é fechada…
É um tal de não sei quem invadiu não sei onde para prender não sei quem e nomes de colegas pipocando como conversa de boteco numa clara demonstração de que estamos MUITO LONGE de sermos uma CLASSE… de qualquer forma, me conforta ver que se somos aproximadamente 450, 20 ou 30 não são suficientes para nos deemover da luta que iniciamos e que, com certeza nos trará grandes conquistas… NÃO FOSSE ASSIM, NINGUÉM ESTARIA SE ATRACANDO PARA IR NO LUGAR DO OUTRO…
Também mostrou se QUEM É QUEM e como Delegados de Polícia que somos, não é preciso grande esforço para se perceber quais as intenções de cada postagem, de cada “alfinetada”, de cada defesa eloquente das “brilhantes” teses que aqui se defendeu… até de desfiliação em massa, coisa que JAMAIS cogitei sequer em sonhos, ouvir (ler) de uma “classe” que se pretende valente e forte, mas que NESSE MOMENTO não faz juz nem a um nem a outro adjetivo e que me entristece profundamente…
Colegas com os quais dividi palco de luta agora se colocam em”ringues opostos” sem se dar conta do prejuízo que poderá demorar ou não ser recuperado porque se traduz em confiança, lealdade, firmeza de propósitos e COMPROMISSO COM A VERDADE…
Sinto muito mesmo, portanto, querido amigo Décio, ouso sugerir que seja revista a postura desse nosso amado GRUPO que sempre primou pela liberdade de expressão, pelo respeito à democracia e que não pode vir a ser usado agora para os objetivos que já declinei…
O que não podemos mais é aceitar esse absurdo, pois caso persista e deixe de atender aos ideais de mais de 400 colegas que podem pensar em deixá-lo… e quem sabe talvez não seja essa a intenção, já que a ameaça não deu muito certo.
Desculpem-me o desabafo, mas isso já está me fazendo MUITO MAL.
Marilda – Bauru

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Para os quais (sectários da Adpesp) aposentado não merece nada, pois passou pela Instituição e nada fez.
Não perguntam se os tempos permitiam manifestações contundentes, ameaças de greve, farta e fácil comunicação; generalizando a todos como desonestos ou acomodados.
Aposentado deve morrer, parece que é o que pensam eles.
E parece que o governo também pensa assim.
Morram de fome!
Mas tais delegados, paradoxalmente, se dizem contra o governo.
O que querem eles?
Ah, carreira jurídica e subsídios iniciais de R$ 10.000,00!
Aos demais R$ 2.000,00, é muito bom.
Para o aposentado o teto de 10 salários mínimos está pra lá de muito bom.
Afinal, se não fez poupança é porque não quis.

Importante é plantão com 5 equipes no DECAP…

São os NOVOS DELEGADOS.

( Flit , no início da greve )

NADA…NADINHA…SÓ AUMENTO DA NOSSA ANGÚSTIA

A LUTA CONTINUA !!!
(a hipertensão, também!)
Prezados Colegas,Como havíamos informado anteriormente, nesta data – 20/08/2008, estivemos reunidos no Tribunal Regional do Trabalho-TRT, para tentar chegar a um acordo com o governo, quanto aos rumos da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Embora o governo tivesse se comprometido a apresentar uma proposta concreta acerca do aumento salarial, seus “técnicos” informaram que precisariam analisar o “impacto” do referido aumento, pelo que ainda não tinham meios para apresentar percentual de reajuste, de modo que apenas as entidades representantes das diversas carreiras da Polícia Civil apresentaram suas principais reivindicações, iniciando-se, é claro, pela mais emergencial: REPOSIÇÃO SALARIAL.
A contrariedade e indignação por parte das entidades de classe foi muito grande vez que, há muito, amargamos a espera de estudos; e o que recebemos do governo é descaso e falácia.
Embora estivéssemos em uma mesa de negociação, não foi possível conter a insatisfação, tendo sido forte a pressão exercida pelas entidades em face dos membros do governo, o que os levou a manter diversos contatos telefônicos, buscando meios para apresentar posição acerca das reivindicações.
Por fim, após longos debates e intermináveis telefonemas, foi apresentada pelo Sr. Mediador, Dr. Pedro Jorge de Oliveira, assessor econômico do TRT, a seguinte proposta:
1 – Que o governo receberá a ele – Dr. Pedro – e a Sra. Procuradora do Trabalho, Dra. Laura Martins Maia de Andrade, na próxima terça-feira, dia 26 de agosto, a fim de que os dois possam analisar os números, salários e carreiras dos quais é composta a Polícia Civil do Estado de São Paulo, buscando, assim, terem subsídios para continuar a negociação;
2 – No dia 29 de agosto de 2008, sexta-feira, haverá nova reunião entre os membros do governo e as entidades representantes das carreiras da Polícia Civil, onde o governo apresentará a efetiva proposta de aumento salarial, que será apresentada pelas entidades à suas bases;
3 – No dia 04 de setembro de 2008, será feita a ultima e definitiva reunião entre o Governo, as Entidades Classistas, Ministério Público do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho, na qual se definirá se a categoria aceitará o reajuste ofertado pelo governo ou retomará o movimento de Greve.
Embora precisemos de uma posição concreta e urgente, já que estamos a beira do caos, as entidades classistas, em respeito à População, ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal Regional do Trabalho, decidiram dar novo voto de confiança, não ao governo, mas ao trabalho de conciliação que vem sendo realizado no TRT, de modo que concordaram com a proposta apresentada pelo Sr. Mediador.
Deste modo, caros colegas, o SIPESP, assim como as demais entidades classistas não retrocederam em nada, ou seja, mantêm as reivindicações apresentadas e o estado de greve, greve esta que será retomada a partir do dia 04 de setembro de 2008, caso o Governo não apresente proposta de aumento salarial.
Assim, em que pese todo o respeito e consideração que temos pela população, da qual somos parte, é necessário que todos tomem conhecimento que a Greve da Polícia Civil do Estado de São Paulo depende exclusivamente do Governo Estadual de São Paulo.
Não vamos nos desanimar ou intimidar. Continuaremos em estado de greve até o próximo dia 04 de setembro.
Juntos somos fortes!
João Batista Rebouças da Silva Neto
Presidente
OBS.: EXTRAÍDO DO BLOG DOS OPERACIONAIS

A POLÍCIA DE SANTOS – ATÉ QUE ENFIM – MOSTRANDO OS SEUS VALORES…PARABÉNS AO DOUTOR GAETANO VERGINE

Atos do Governador
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
Decretos do Vice-Governador, em Exercício no
Cargo de Governador do Estado, de 19-8-2008
Designando, nos termos do art. 1º, VI, alínea “a”,
do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º do
Dec. 49.513-2005, o abaixo indicado, Delegado de Polícia
de Classe Especial, Padrão VI, para exercer a função
de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do
Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus
a gratificação de “pro labore” de 15% calculada sobre
o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade
com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Corregedoria Geral da Polícia Civil: Gaetano Vergine,
RG 6.836.483, ficando em conseqüência, cessados
os efeitos do ato que o designou para exercer a função
de Delegado Divisionário de Polícia da Divisão de
Investigações Sobre Crimes Contra o Patrimônio do
DEIC, e em conseqüência cessado o “pro labore” correspondente.
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Ele – verdadeiramente – merece.
Além de carregar, durante anos, a Seccional, a Regional e o Departamento praticamente nas costas – digo de Santos – é um colega exepcional.
Esse é homem para apagar incêndios e acabar com conflitos internos.
Parece que o Delegado Geral, conforme prometeu ao assumir, quer investimento na prevenção de desvios funcionais e crises internas.

AUMENTO É O QUE INTERESSA PARA ATIVOS E APOSENTADOS…O ABAIXO NÃO INTERESSA!

Propostas do Governo para reformulação da Polícia Civil

1. Extinção da 5ª Classe de todas as carreiras, com remanejamento de cargos para as superiores;
2. Aposentadoria Especial;
3. Criação de uma comissão formada por quatro representantes da administração e outros quatro representando as entidades de classe, para em 60 em dias tratar da valorização salarial e da reforma da Polícia Civil:
Diretrizes da valorização salarial
· Redução gradual da disparidade entre ativos e inativos;
· Programação de reajuste para 2008/2010;
· Redução no peso das gratificações;
· Reestruturação das Carreiras com valorização salarial.

Diretrizes da reforma da Polícia Civil
· Critérios objetivos para fixação dos policiais;
· Critérios objetivos para promoções;
· Mecanismo para possibilitar promoção nas carreiras;
· Criação de critérios mínimos para funcionamento das unidades policiais, inclusive dos plantões;
· Criação de um lotacionograma;
· Diminuição do número de carreiras policiais;
· Diminuição do número de classes.

SALÁRIO PARA TODOS É O QUE INTERESSA…SALÁRIO IGUAL PARA ATIVOS E APOSENTADOS


”Hoje é a polícia que se tornou um bico”
Sérgio Marques Roque, presidente da Adpesp; Para Presidente da Associação dos Delegados da Polícia do Estado de SP, a Polícia Civil precisa ser valorizada

Josmar Jozin, JORNAL DA TARDE
Para Sérgio Marcos Roque, de 66 anos, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a Polícia Civil precisa ser reestruturada para melhorar o atendimento. Segundo ele, de 80% a 90% dos investigadores têm outra atividade para complementar a renda. Além disso, diz, só 5% das ocorrências são investigadas, porque a equipe de plantão nos distritos não pode ir ao local do crime.

Por que a polícia quer fazer greve?

Para que possamos oferecer um melhor serviço. Depois do resultado da estatística do Instituto São Paulo contra a Violência, que mostrou que só 5% das ocorrências são investigadas, ficou claro que precisamos prestar um serviço melhor à população. Nossa tarefa é de Polícia Judiciária, que é investigação dos crimes, e para isso precisamos modificar a estrutura. A valorização passa por um reajuste salarial. Quase 80% dos investigadores fazem bico, porque não conseguem manter suas famílias com aquele salário. Ele é obrigado a fazer bico e já chega cansado. Hoje é a polícia que tem se tornado um bico.

De quanto seria esse reajuste?

Nós temos cálculos de que a defasagem é de 58% no período de cinco anos. Para se ter idéia, de 1997 até 2000, não houve reajuste para delegado. Em 2001, tivemos 6%; em 2002, 7%; 2003, nada; em 2004, 8%; 2005, 10%; em 2006 e 2007 não tivemos reajuste. Eles falam em gratificação. É uma forma de burlar a lei.

O sr. acredita que pode sair algum acordo na negociação proposta pelo Tribunal Regional do Trabalho?

Temos esperanças. Isso é um fato inédito. Só agora o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito de ser aplicada a mesma lei de greve da iniciativa privada.

Como melhorar esse serviço?

Precisa melhorar as condições de trabalho ao delegado de polícia e aos demais investigadores. Um plantão funciona com cinco equipes. Cada dia fica um delegado, dois investigadores e um escrivão. Teríamos de reduzir o número de unidades e sempre ter um delegado e uma equipe para sair com uma pessoa que, por exemplo, teve a casa furtada. Ela não quer fazer B.O., quer que a polícia tome uma providência, investigue e recupere o que perdeu.

Isso não é feito?

Não temos condições. Se saírem o delegado e o escrivão, quem fica na delegacia? Suponhamos que a pessoa vá ao distrito à noite. Tem lá um delegado, um escrivão e dois investigadores. Vai a pessoa lá e diz que a casa foi furtada ou roubada. A lei manda que o delegado se desloque para o local e colha todos os vestígios do crime, junto com a perícia. Só que o delegado não pode sair da unidade.

Tudo isso explica o baixo índice de esclarecimento de crimes?

Não dá para mascarar. Mas queremos melhorar. É isso talvez que o governador não esteja entendendo.

OS SINDICATOS QUEREM SALÁRIO… A ADPESP QUER NEGOCIAR REFORMAS…VOCÊS TÊM FOME DE QUÊ?

Enviado pelo André Dahmer para o Conselho de Repr. ADPESP HOJE

Andreza

A proposta de reestruturação elaborada pelo DAP traz avanços muito tímidos e precisa ser aperfeiçoada. Pretendemos fazer isso. Podemos iniciar uma negociação com o governo neste sentido e segundo o DG a administração estadual quer fazer isso. O comitê pela segurança do cidadão, porém, rejeitou qualquer negociação enquanto o governo não apresentar um índice de reajuste. O comitê acabou graças às atitudes do Leal e do Rebouças. O que acham de estabelecer um canal de negociação com o governo para a reforma da Polícia Civil e para a valorização salarial?                                             ( entendem? )

Sds

2008/8/17 Andreza Soares Bartolomeu

Pessoal, estive conversando com uma colega nossa e ela sugeriu que apresentássemos, quer dizer, que o sindicato apresentasse, no dia da tentativa de conciliação, o projeto de reestruturação da carreira elaborado pelo Dr. Angerami. Ela me disse que nele há todos os tipos de previsões e cálculos, inclusive o impacto financeiro, e me disse que o presidente da entidade representativa da nossa classe deveria procurar o DGP para que, através dele, possamos apresentar essa proposta (que eu não sei bem qual é, mas cujo autor eu conheço bem!).
Higor e André, o que vocês acham de sugerir isso ao Dr. Roque?
Abraços a todos
Andreza

NOVOS COMENTÁRIOS

Aos meus caros leitores:
Em virtude da grande quantidade de comentários – muito deles impróprios – encontrei dificuldades para trabalhar a moderação. Mas estou estudando uma melhor maneira para possibilitar comentários sem exigir identificação dos comentaristas. Ocorre que não tenho condições de moderar a quantidade de postagens meramente ofensivas. Tanto a minha pessoa, como a de terceiros. Não posso ficar censurando, ou seja, escolhendo de quem pode ou de quem não pode se falar neste blog. Seria desonesto da minha parte. Contudo, embora possua o domínio FLITPARALISANTE.COM, não tenho condições de manter um blog que não seja em provedores gratuitos. A nossa cautela diz respeito a poder o Blog ser retirado do blog spot em razão de comentários injuriosos. O ofendido poderia pedir providencias judiciais; pelas clausulas contratuais com o Google, existindo abuso, o blog pura e simplesmente poderá ser excluído. Assim, conto com compreensão dos leitores. Espero que, até quarta-feira, resolva a questão. Pois não posso perder os comentários como canal de comunicação, especialmente em face do estado de greve, das negociações e eventualmente a deflagração da greve.

A GREVE É DOS TRABALHADORES DA POLÍCIA CIVIL – NÃO HÁ HIERARQUIA ENTRE GREVISTAS…NEM PARTE DO LEÃO 4

OS SINDICALISTAS DEVEM DIARIAMENTE ENCAMINHAR INFORMES SOBRE O ESTADO DE GREVE E AS PROPOSTAS QUE PODEM SER COLOCADAS EM DISCUSSÃO NA JUSTIÇA DO TRABALHO.
OS POLICIAIS DEVEM CONHECER , DE FORMA CLARA , AQUILO QUE PODERÁ SER NEGOCIADO COM O GOVERNO.
POR FIM – UMA VEZ MAIS – A GREVE É DA POLÍCIA CIVIL.
NÃO É GREVE DE DELEGADOS DE POLÍCIA.
NÃO É GREVE DA ADPESP E DO SINDPESP.